A Garota do Cullen
9 Capítulo VIII
Notas iniciais
Capítulo VIII
Hoje eu vou conhecer os pais do Edward. Nada como um belo dia de sábado para conhecer os sogros, não? Não! . Fiquei um pouco tensa no começo, mas isso passou rápido, afinal, não há motivos para ficar nervosa. Deixei qualquer resquício de insegurança de lado, e fui me arrumar. O Edward chegaria aqui em pouco tempo.
Coloquei um shortinho colado, que ia até o meio da minha coxa, uma blusa – azul escuro-, sem muitos detalhes, e salto alto, contrastando com o resto da minha roupa. Deixei o cabelo solto, e pra finalizar, coloquei uma maquiagem bem leve.
Olhei-me no espelho e adorei o que vi. Não demorou muitos instantes e meu celular tocou, o Edward avisando que estava me esperando lá embaixo.
Peguei minha bolsa e me olhei, novamente, no espelho. Tudo certinho. Tranquei rapidamente a porta e desci.
Ele estava encostado na porta do carro, com um sorriso torto olhando pra mim. O Edward vestia uma roupa casual, da mesma forma que eu, o que me deixou um pouco aliviada.
- Bom dia – falei enquanto o abraçava-
- Bom dia – retribuiu o abraço e passeou a boca pelo meu ouvido sussurrando- Você está linda.
- Obrigado. Você também está maravilhoso.
Suas mãos agarraram a minha cintura, apertando-as delicadamente, no momento em que seus lábios procuravam os meus. Levei as minhas até o seu cabelo, coisa que eu amava fazer, bagunçando-os ainda mais. É muito prazeroso fazer aquilo, e ele gosta. Sua língua pediu passagem e dei rapidamente. Ele sugou a minha, selvagemente, fazendo-me ofegar.
Apertei ainda mais a minha mão no seu cabelo, enquanto agora, a sua perambulava pelas minhas costas.
Separamo-nos.
- Meus pais já devem estar esperando. Quando sairmos de lá, iremos ao meu apartamento.
- Isso me parece muito bom – sorri-
- Com certeza.
Entramos no carro e ele deu partida.
- É bem longe, né? – perguntei. Pois já fazia um bom tempo que tínhamos saído-
- Não muito – respondeu- Já estamos chegando.
Alguns minutos depois, uns quinze – eu acho-, ele estacionou em frente a uma casa enorme.
- Vem – ele disse entrelaçando sua mão na minha-
Atravessamos todo o jardim que tinha na frente, até chegarmos à entrada.
O Edward foi abrindo a porta e demos de cara com o irmão dele.
- Bom dia – cumprimentou-
- Bom dia, Emmett – respondi de volta-.
Ele sorriu, dando espaço para entrarmos.
- Chegou cedo, hein?! – o Edward falou enquanto andava- Onde eles estão?
- Estão descendo.
Sentamos no sofá enorme, que tinha no meio da sala.
- Bella, essa aqui é Rosalie, a minha noiva –apresentou- Ela estava lá dentro.
Cumprimentamo-nos com um abraço.
- É um prazer conhecê-la – ela disse gentilmente-
- Digo o mesmo – retribuí- Como vai?
- Estou ótima e você?
- Muito bem.
Sentamos novamente no sofá.
- Bom dia – uma mulher apareceu. Ela sorria ao mesmo tempo em que nos olhava- Desculpem-me pela demora, eu estava me arrumando.
- Imagina, mãe – o Edward se levantou e a abraçou-.
Atrás dela, apareceu um homem, com um mesmo sorriso no rosto. Deveria ser o pai deles.
Agradeci por dentro, por eles parecerem ser pessoas simpáticas.
Levantei-me. O Edward passou sua mão, na minha cintura, e colocou-me ao seu lado.
- Esta linda aqui – beijou a minha bochecha- É a Isabella, minha namorada.
A mãe dele foi a primeira que se pronunciou.
- Oh, querida, é um prazer conhecê-la – abraçou-me calorosamente- Fico tão feliz por vocês. Meu nome é Esme.
- É um prazer também. Como vai a senhora?
- Maravilhosamente bem.
- Ei, deixem um espacinho pra mim – fomos interrompidas por uma voz brincante- Prazer, Isabella – abraçou-me- Eu sou Carlisle, pai dele. Você é muito linda, dessa vez meu filho escolheu bem.
- Obrigado – corei- Já sei de quem Edward puxou – sorri-
Depois das apresentações e cumprimentos, ficamos sentados na sala, conversando descontraidamente.
Estava um ambiente agradável, a família dele é bem acolhedora, da forma que ele havia me dito.
Conversávamos sobre os mais diversos assuntos.
Chegou uma hora em que o Emmett tocou no assunto de sogros, mas não aprofundaram muito neste assunto. Perguntei-me se Edward já havia falado disso pra eles.
- Fico feliz que a diferença de idade não seja um problema pra vocês – a Esme falou enquanto se ajeitava na poltrona- É interessante isso.
O pai dele sorriu – Então quer dizer que você é A garota do Cullen?!
- Ham – franzi o cenho- Acho que sim – gargalhei- Sou sim.
- A minha garota, amor – o Edward me deu um selinho-.
- Isso soa tão excitante – o Emmett constatou-
Olhamos pra ele, e o mesmo ficou todo sem graça.
Passamos, praticamente, a manhã toda ali.
- Fiquem para o almoço – ofereceu –
- Mãe, nós vamos para o meu apartamento. Comemos lá.
- Então tá – desistiu de insistir- Mas marcaremos para uma próxima vez.
- Ok, mãe.
Despedimo-nos.
De volta ao carro, Edward entrou e ligou o som.
- O seu apartamento fica muito longe?
- Não – sorriu- Depende do referencial.
Chegamos ao edifício onde ele morava. Subimos pelo elevador, e vi quando o Edward apertou o botão do último andar.
- Último andar? – perguntei- Na empresa, sua sala também fica no andar mais alto. Você por acaso tem uma ‘queda’ por altura?
- Digamos que sim – levantou a curvatura dos lábios num sorriso malicioso- Tanto por estar, quanto para levar.
Ok, ele levou para o lado malicioso. Esta não tinha sido a minha intenção. Olhei incrédula.
Puxou-me para um beijo, agarrando com força a minha cintura. Coloquei minha mão direita na sua nuca, puxando-o cada vez mais para mim.
Entreabri meus lábios, fazendo com que sua língua entrasse na minha boca. Ele sugou a minha fortemente, fazendo-me gemer baixinho.
Encostou-me na parede do elevador, e com sua mão direita, começou a acariciar a lateral do meu corpo.
Fomos parados quando a porta do elevador abriu. Estávamos ofegantes. A minha bolsa havia caído no chão, e o Edward se abaixou pra pegar.
- Vamos – falou enquanto me entregava-
- Claro.
Andamos, com as mãos entrelaçadas, e paramos em frente à sua porta. Esperei ele destrancar.
- Pode entrar – ele deu passagem-
Entrei rapidamente e ele trancou a porta.
- Fique à vontade – O Edward jogou a chave do carro em cima da mesinha que ficava no centro, e se sentou no sofá, tirando o sapato e as meias.
Fiz o mesmo. Pus a minha bolsa em cima de uma poltrona e tirei o meu salto, colocando-o num cantinho.
Vi de esguelha que ele ficou feliz com isso.
- Vem, vou te mostrar o apartamento.
Mostrou-me, e observei que, assim como seu escritório na empresa, aqui era bem decorado. Um ambiente aconchegante e calmo, decorado em cores escuras. Percebi que ele gosta muito de cores assim. Notei que o Edward é um homem organizado.
- Agora só falta o quarto – falou baixinho no meu ouvido-
- Eu quero ver, senhor Cullen – brinquei-.
Assim que entramos no quarto, a minha atenção foi tomada pela enorme cama king size no meio do quarto.
Ele andou até ela e se deitou.
- Experimenta- chamou-me com o dedo-
Fui até ele e me deitei ao seu lado. Uma delícia de cama, tão confortável.
- Adoraria inaugurá-la com você, namorada.
- Você é um safado sabia? – falei sorrindo e me virando para ele-
O Edward sorriu.
- Mas antes vamos comer alguma coisa. Eu posso ligar e pedir nosso almoço.
- Que tal se fizéssemos – sugeri- Seria divertido.
- Então tá, mas tem que ser rápido, eu tô com muita fome.
- Prometo fazer bem rápido – dei um selinho – Não quero meu namorado com fome.
Fui para a cozinha. O Edward ficou no quarto colocando uma roupa mais confortável.
- O que vamos fazer?
- Uma macarronada – propus- É rápido e fácil de fazer.
Apoiei-me no balcão observando-o abrir o armário, procurando os ingredientes.
Coloquei o macarrão no fogo, em quanto sentia seu olhar nas minhas costas.
Terminamos de preparar o almoço. Na verdade EU preparei, por que o Edward só fazia ficar olhando.
- Vou arrumar a mesa – ele pegou os copos, pratos e talheres e organizou em cima da mesa-.
- Hum, Bella – murmurou mais uma vez- Que delícia.
- Obrigado.
- Sério mesmo, acho que nunca comi tão bem.
- Que a dona Esme não ouça isso – brinquei-
Acabamos de comer, e quando fui lavar a louça que sujamos, o Edward disse pra deixar isso pra lá.
- O que você quer fazer essa tarde? – ele deitou no sofá- Sair, ou alguma coisa do tipo?
O sofá também era enorme, daqueles que fazem um ‘L’. Só a sala do seu apartamento, era a minha sala e cozinha juntas.
- Eu prefiro passar a tarde toda com você aqui – me deitei ao seu lado-
- Podemos ver uns filmes, sei lá– coçou a nuca-.
- Concordo – pulei no seu pescoço e dei um beijo estalado, com tamanho entusiasmo-
- Mãos à obra, minha garota – puxou-me, fazendo com que eu caísse em cima dele-.
- Sua garota – sussurrei e lhe beijei-
O beijo não foi nada calmo. As mãos de Edward pareciam ter vida própria. Conseguiam estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Suguei a sua língua, vigorosamente, fazendo com que ele ofegasse.
Sua mão direita desceu pelas minhas costas e parou na minha bunda, apertando-a fortemente.
- Ah – não consegui conter-
Remexi-me, e vi quando ele murmurou alguns impropérios.
- Desse jeito, não vamos ver filme nenhum – tentei me levantar-.
- Quem liga pra filme? – deu um sorriso torto- Brincadeira, linda.
Edward foi ao quarto e voltou com alguns cobertores e um travesseiro, enquanto eu escolhia o filme que iríamos ver.
- Este é bom? – perguntei apontando pra o filme-
- Não sei, eu nunca assisti.
- Como é que você tem um filme e não assiste, hein?
- Comprei, mas não tive tempo de ver. Viu como foi melhor esperar? Agora vou vê-lo com minha namorada.
Colocamos o filme e nos acomodamos no sofá. Ficamos de lado, eu estava com as costas colada no seu peito.
- Sabe, fiquei tão feliz por os seus pais terem gostado de mim. Por terem me aceitado como sua namorada – comentei-
Ele me abraçou fortemente.
- É praticamente impossível alguém não gostar de você – beijou minha nuca- E foi como eu havia lhe dito, mesmo que tivesse sido diferente a reação deles, eu iria continuar com você. Afinal você é a minha namorada, não deles.
- Mas é sempre bom tudo em harmonia, né?
- Com certeza.
Perdi o comecinho do filme, mas tentei me concentrar agora.
O Edward passou sua mão, por dentro da minha blusa, e ficou alisando a minha barriga. Mesmo assim, continue com minha atenção centrada no filme.
Ele começou a passear seu nariz pelo meu pescoço, fazendo um carinho gostoso. Sua mão, que estava em minha barriga, subiu um pouquinho na mesma hora em que sinto apertar entre os dentes o lóbulo da minha orelha.
Seus lábios, inquietos, foram para o meu pescoço. Hora por cima, hora por baixo. Mas minha atenção foi completamente desviada, quando senti um chupão naquela mesma região.
- Oh, Edward – gemi baixinho-.
- Hum?
- Desse jeito eu não consigo me concentrar.
- E você quer se concentrar? – subiu ainda mais a mão, que estava por debaixo da minha blusa, quase tocando meu seio, mesmo por cima do sutiã-.
- Só se for em outra coisa.
Virei-me abruptamente, ficando de frente pra ele. Sua mão foi para as minhas costas.
Beijamo-nos calorosamente. Ele se movimentou, fazendo com que nossas pernas ficassem entrelaçadas. Subi minha mão para seus cabelos e os puxei.
Parecíamos dois loucos famintos. Seus beijos ficavam intercalados, hora pescoço, rosto, queixo.
Mordi levemente seu lábio inferior, e ele ofegou.
O nosso ‘’amasso’’ foi ficando mais calmo, e terminamos com pequenos selinhos.
Nesse momento, ninguém ligava mais para filme.
Deitei minha cabeça em seu peito, e o Edward descansou a dele no travesseiro. Passou um tempinho, e nós estávamos em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro. O único ruído que estava presente era o do filme, mas não prestávamos atenção.
E foi assim, deitados no sofá, com o dvd ainda ligado, que pegamos no sono.
Definitivamente, estava sendo nossa sina dormir em salas.
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