Notas iniciais
Hi, peoplee õ/
Thaaaanks pelas reviews!
Fico muito feliz que estejam gostando *-*
Bem-vindas, leitoras novas!
Sorry pela demora.
So, enjoy *

Capítulo V

Um mês depois

Incrivelmente, já faz um mês e alguns dias que estou trabalhando na Cullen’s. Está melhor do que eu poderia imaginar, completamente perfeito. Quando digo perfeito, não me refiro apenas ao trabalho, e sim a todo um conjunto. O senhor Cullen, o Edward, é muito mais do que meu chefe, ele se tornou meu amigo. Meu melhor amigo. Conto-lhe coisas que nunca contei pra ninguém. Ele se tornou a pessoa que tenho mais próxima a mim. Mesmo não fazendo muito tempo que eu o conheço, a cumplicidade que surgiu entre nós é vidente.

Realmente incrível.

Passamos à tarde naquela sala, e quando não tinha mais trabalho, ficávamos conversando sobre os mais variados assuntos ou então, saíamos pra lanchar. É tanta conversa, que agora sei praticamente tudo sobre ele e vice-versa.

Eu conto as horas pra ir trabalhar, apenas para vê-lo.

O curso que eu estava fazendo já acabou, e mesmo que tenha sido de pouquíssima duração, me ajudou muito.

Terminei de arrumar a casa, que não estava muito bagunçada – visto que- eu moro sozinha. Tomei banho, demoradamente, e depois que acabei, me arrumei para ir trabalhar.

Cheguei à Cullen’s bem rápido. Ok, não foi rápido, mas é que eu já estou tão acostumada com o percurso e esse lance de andar muito, que quase não noto.

– Boa tarde, Edward – cumprimentei-

– Boa tarde, Bella – levantou vindo me abraçar-

– Você já acabou de revisar aqueles documentos?

– Sim, terminei ainda ontem.

– Nossa, pensei que passaria dias fazendo aquilo. Era muita coisa.

– Estou acostumado, por isso que termino rápido.

– Hum – andei até a minha mesa- É bom, por que, eu os envio ainda hoje.

– Com certeza.

Passei um bom tempo enviando os documentos e averiguando os e-mails da empresa, enviando algumas notas.

– Você já acabou? – ele me perguntou, enquanto sentava na beirada da mesa-.

– Só faltam três.

– Estou cansado – disse se espreguiçando-.

– Isso é o que dá ficar trabalhando aqui até tarde – falei em um tom acusativo-

– Não deve ser por isso. O meu pai trabalha tanto quanto eu, ou até mais, e não fica desse jeito.

–Engraçado – franzi o cenho- Quase nunca vejo o seu pai aqui.

– Ele passa, praticamente, o dia todo na sala.

– Você também.

– Pois é – sorriu-

– E o seu irmão?

– O Emmett tirou umas férias. A noiva dele exigiu isso. A Rosalie disse que ele tem que estar presente nos preparativos do casamento.

– Ela deveria ter exigido as férias depois. Sabe, pra lua de mel – brinquei-.

– Com certeza- soltou uma gargalhada-

– Se bem que, se eu fosse me casar, também exigiria que meu noivo estivesse presente nos preparativos. É um momento único, singular.

– Você tem vontade de casar?

– Claro, por que não? – perguntei sugestivamente-

– Sei lá.

– Você nunca casou? – cliquei em enviar, acabando de mandar o último e-mail, e me virei em direção a ele-.

– Não. Nunca fiz tal proeza.

– Por quê? – franzi o cenho-

– Sinceramente, por que eu não quis. Acho que, pelo fato de não ter encontrado a pessoa certa.

– Entendo. Espero que um dia encontre – levantei indo na sua direção- O que me lembra, alguém me disse que estava cansado – parei na sua frente-

– Muito, muito cansado – falou com um sorriso atravessado nos lábios-.

– Quer uma massagem, chefinho – brinquei, espalmando as mãos nos seus ombros-

– Seria muito bem vinda, linda secretária – entrou no jogo-.

Ficamos nisso, sorrindo a cada vez que o Edward resmungava de dor, perguntando onde eu havia aprendido aquilo.

– Não reclame, só estou te ajudando.

– Não estou reclamando – endireitou as costas- Vamos comer alguma coisa?

– Eu não tô com vontade de sair.

– Então, eu vou pedir pra trazerem alguma coisa aqui.

– Ok.

Ele foi andando até sua mesa, pegando o telefone e fazendo a ligação.

– Acho que vai chover hoje.

– Também acho, o tempo está fechando.

Apoie-me na bancada da sua mesa e fiquei olhando pra ele.

– O que foi?

– Nada – respondi-

– Eu estava pensando, você é muito crítica em relação a relacionamentos?

– Em que sentido?

– Sei lá, em relação a determinadas coisas.

– Que coisas? – incentivei- Pode falar.

– A idade, por exemplo – deu de ombros- Você se importaria com isto? Teria algum problema em se envolver com uma pessoa bem mais velha que você? – perguntou-me receosamente-

– Não, claro que não – respondi rápido. Rápido até demais. Vi quando surgiu um sorriso no canto dos seus lábios, me fazendo corar – Quer dizer, ér.. eu..eu jamais me importaria com isso, não existe idade para o amor. Pelo menos, é isso o que acho. Não tenho experiência em relacionamentos, você sabe disso.

– Mesmo que fossem nove anos? — olhou-me penetrantemente-

–Mesmo que fossem nove anos!

Senti ele se aproximar ainda mais, e fechei os olhos ansiando o que estava por vir. Seu hálito fresco já batia no meu rosto, nossos narizes se encostaram, e eu levantei minha mão, tocando o seu peito.

TOC TOC TOC

Afastamo-nos abruptamente com o barulho estridente de alguém batendo na porta e abrindo-a na mesma hora.

– Oi, vim entregar os pedidos – disse o carinha nos observando-.

Olhei para o Edward, e ele estava com uma expressão carrancuda.

– Obrigado – respondeu, pegando a comida e entregando o dinheiro-.

O homem apenas assentiu e saiu da sala.

O Edward entregou o meu lanche e se sentou no pequeno sofá, que ficava no canto da sala.

E assim ficamos, calados. Ele no seu canto, e eu, no meu.

Se o beijo tivesse rolado, talvez não estivéssemos numa situação tão constrangedora e chata.

Mas, isto não demorou muito, pois um tempo depois, lá estávamos conversando de novo. Como se nada tivesse acontecido. E realmente, não aconteceu.

Virei-me, e vi pela janela que estava chovendo, e muito. As horas passavam, e só aumentava. Os relâmpagos e trovões não cessavam. Chegava a ser aterrorizante.

Notei norelógio que meu turno já havia acabado. O que era ótimo, pois do jeito que a chuva estava, eu iria pra casa nadando. Usei de meu sarcasmo total.

– Boa noite, Edward – disse me levantando e pegando a minha bolsa- Eu já vou.

– Eu também vou agora. Tá chovendo muito – olhou pra janela, como se estivesse constatando- Quer uma carona?

– Não vai ter nenhum problema?

– Claro que não. Então, aceita?

– Claro que sim – sorri- Vai ser ótimo.

– Vamos – falou apoiando a mão no meu ombro e me guiando até a saída-

Passamos pelo corredor e entramos no elevador, ignorando os olhares nas nossas costas.

Ele abriu a porta do carro pra mim, e murmurei um agradecimento.

O caminho foi com muita dificuldade, a chuva estava cada vez mais forte o que impossibilitava dele dirigir mais rápido.

Quando já estávamos chegando perto de onde moro, vimos um carro sinalizando pra gente.

Edward diminuiu a velocidade, praticamente parando. Abriu um pouco a janela, o suficiente para que conseguisse falar com a pessoa que estava no automóvel.

– Se você for por aqui terá que voltar – explicou o senhor que dirigia o outro carro- Devido à chuva, teve um acidente mais na frente. Um caminhão de mantimentos colidiu de frente com um carro pequeno. O engarrafamento está enorme, você só vai conseguir andar mais um ou dois quilômetros, no máximo.

– Obrigado- agradeceu o Edward- Vou ver o que faço.

– Não há de quê.

Ele fechou a janela e olhou pra mim.

– O que você acha?

– Acho que devemos continuar, eu moro aqui perto, dá pra chegar lá.

– Então vamos lá – ele acelerou novamente-.

Não deu nem dez minutos e estacionamos de frente onde resido.

– Eu moro ali – apontei para o lado-

– Te trouxe sã e salva – levantou a curvatura dos lábios num pequeno sorriso- Não quero nem imaginar o que aconteceria se você viesse andando – balançou a cabeça como se quisesse espantar algum pensamento-

– Obrigado pela carona. Você quer subir?

– Não precisa, obrigado.

– Edward, tá chovendo muito. Pode ser perigoso você sair dirigindo assim. Vamos, sobe, e quando a chuva passar...

– Não precisa, sério mesmo.

– Por favor. Se você for embora agora, eu vou ficar preocupada.

– Tá certo. Obrigado.

– Não precisa agradecer. Você pode estacionar o carro ali na frente.

– Ok, deixa comigo – rindo, foi estacionando o carro em frente ao edifício-

Abri minha bolsa pegando o guarda-chuva e desci rapidamente arrodeando o carro, indo para o lado de Edward.

– Me dá aqui – ele pegou da minha mão, já que era bem mais alto-

Sorrindo com tudo aquilo, chegamos na entrada do prédio, e mais rápido ainda no meu apartamento.

– Pode entrar – dei passagem-

Ele entrou calmamente. andou na direção do sofá e sentou.

– Quer alguma coisa? Uma tolha, ou sei lá, algo pra beber? – perguntei-

– Não precisa se preocupar, estou bem.

– Fique à vontade. Vou me trocar e buscar alguma coisa.

Fui ao quarto, abri o guarda-roupa, e peguei uma toalha. Joguei-a em cima da cama, enquanto vestia uma blusinha leve e um shortinho.

Voltei pra sala segurando a toalha. O Edward já se encontrava sem o paletó, e estava afrouxando a gravata.

– Olha aqui a toalha – falei entregando-a –

– Valeu. Se importa? – questionou apontando para a roupa que estava no braço do sofá – Está molhada.

– Claro que não, imagina, pode tirar.

Fiquei observando ele se enxugar, superficialmente.

– Vou fazer um chocolate quente. Já volto.

Fui pra cozinha, e preparei no instante. Voltei entregando-o a xícara, e sentando ao se lado.

Passamos um bom tempo conversando amenidades. Olhei pra janela e a chuva ainda estava muito forte.

– Acho melhor eu ir. Não vai passar nem tão cedo.

– Pode dormir aqui – sugeri- Não tem quarto de hóspedes, mas, podemos dar um jeito.

– Tem certeza? Eu não me importo em dormir no sofá, sério mesmo, tô tão cansado, que dormiria até no chão.

– Bem, vou providenciar algo pra ficar mais confortável. Só um instante – me levantei, indo novamente ao quarto.

Peguei um travesseiro e alguns lençóis.

– Aqui está – lhe entreguei-

– Acho melhor eu ficar nesse tapete. O sofá é muito pequeno, ficaria metade do meu corpo pra fora – falou sorrindo e se deitando no sofá, como se fosse pra me mostrar-.

– Eu sinto muito – corei- Isso é bem constrangedor, sabe? Mas, eu me deito direitinho aí.

– Por que você é bem pequena – tocou meus ombros-

– Ok, você quem sabe – falei enquanto ajeitava o lençol no tapete – Aqui mesmo?

Ele assentiu ainda rindo da minha estatura.

– Isso não tem a mínima graça – disse olhando pra ele segurando o sorriso-

– Claro que não. Eu até gosto – me avaliou com um olhar safado-

– Chega de conversa, vem deita aqui – bati no chão chamando-o- Prometo que da próxima vez, eu vou arranjar um local melhor pra você dormir.

– Próxima vez?

Enrubesci.

Ele deitou, afundando o rosto no travesseiro.

– Talvez... talvez seja melhor você dormir na minha cama, e eu durmo no sofá.

– Nunca que eu faria isso. Você já está me fazendo um favor. Mas sabe, meu sono passou, já vai dormir?

– Também não tô com sono, é só cansaço mesmo.

– Quer uma massagem, secretária?

– Adoraria, chefinho.

Deitei-me ao seu lado, ele me fez virar de costas enquanto passeava a mão pelos meus ombros e coluna.

– Hum, onde você aprendeu, hein?

– Eu nunca fiz massagem. Em ninguém.

– Quer dizer que eu sou a primeira? – demonstrei entusiasmo- Isso é bom demais.

– Sim, você é a primeira – murmurou no meu ouvido – Está gostando?

– Muito, muito mesmo – sussurrei-.

E ficamos nisto. Eu sentindo suas mãos nas minhas costas, andando vagarosamente, fazendo uma cócega gostosa, como se fosse um calmante.

Minutos depois, como eu não sei, acabamos pegando no sono, juntos, no chão da minha sala, e ante disto, mal percebemos que a chuva já não caía lá fora, e a noite se mostrava iluminada.

Notas finais
E aí, o quee acharam??
Achoo que Beward já vem no próximoo *-*
Reviews?? Recomendações??
Atééé maaaaaaaaaaiis õ/
bjoos