A Garota Do Mustang E Garotos Do Impala
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Esse capítulo é curtinho (sim, sorry), mostrando a Drew e Dean no hospital. Depois disso vai começar as caçadas juntos, e tretas, e romance, talvez.
ENJOY, e mais uma vez, desculpe pela demora.
I'm the first in line,
honey, I'm still free,
take a chance on me.
Muito confuso.
Num minuto, estou me ajeitando com Dean, um declarando seus sentimentos pro outro, e no outro aparece Cahethel, aquele demônio mais incoveniente do que banheiro desaparecido depois de muita comida tailandesa. Eu tenho extrema raiva dele. Quando eu tenho raiva, não penso direito. E faço besteira. Como sair correndo desarmada atrás de um demônio, que a propósito, tem poderes mentais e essas coisas.
Sabem aquela expressão que se usa quando alguém está com raiva: "ela está vendo tudo vermelho"? É isso o que acontece comigo. Não presto atenção em nada. E foi assim que fui atropelada. Tenho que falar uma coisa pra vocês: ser atropelada não é legal como nos filmes, onde parece que você sai flutuando como uma pluma, e cai no chão de modo delicado.
É como ter sido atingida por um chute. Do gigante da história do João e o Pé de Feijão. E depois a sensação é de estar sendo arrastada por cascalho. Isso tudo me ensinou uma lição: deixar de ser tão violenta e olhar pros dois lados da rua antes de atravessar em meio a uma perseguição.
Só me lembro do Dean correndo na minha direção e chorando. Nossa, ele triste é de by Text-Enhance\">partir o coração. Depois disso tudo ficou escuro. Dor e escuridão. Não é bacana, já deixo a dica.
Quando acordei, estava num quarto de hospital, com um braço quebrado, uma perna enfaixada, tomando soro na veia, e com pontos no braço e na testa, pelo que eu pude sentir. Mas não foi isso que me chamou a atenção.
Eram 2 e meia da manhã (tinha um relógio na parede)... e Dean estava sentado num sofá pequeno, bebendo cerveja, comendo cheeseburger, com um pedaço de torta de limão no colo e assistindo Doctor Who. Pensei seriamente na possibilidade de alguém ter exagerado no meu anestésico.
Ele olhou pra mim com os olhos brilhando, parecendo um menininho que ganhou um mamute voador no Natal. Mas isso foi só por dois segundos. Depois ele voltou à pose blasé:
– E aí, a soneca foi boa?
– Pensei que não pudesse beber cerveja dentro de hospitais.
– Ah, isso? O Sam conseguiu contrabandear pra mim. Essas enfermeiras ficaram apaixonadas por aquele cabelo gigante, não entendo isso.
– Bem, ele é gigante, o cabelo é gigante, vai que elas pensam que outras coisas são gigantes...
– Stardust, não quero falar nesse assunto.- Dean respondeu com cara de nojo.
Eu ri. — Tudo bem. Vamos mudar de assunto. Você está assistindo Doctor Who?
–É, eu não ia sair do seu lado até você acordar — ele deu de ombros como se estivesse dizendo "Ah, vou ali e já volto" — , então fiquei aqui vendo televisão. Aliás, por sua causa, eu perdi o final de Shakespeare's Code.
– Ele tem referências a Harry Potter, acho que você não ia entender.
– Claro que ia, trouxa!
– Você me surpreende cada vez mais, sabia?
– Eu sou uma caixinha de surpresas. Mas você podia fazer um favor pra mim?- Ele sentou do meu lado na cama, me abraçou e chegou o rosto bem perto do meu. Os olhos dele estavam com uma espécie de fervor, estava me deixando nervosa.
Mas nervosa de um jeito bom.
– Pode falar.
– Eu prometo que você vai conhecer cada pedacinho meu e cada coisa sobre mim, se você quiser.
Derreti. Ainda bem que temos um esqueleto forte e bem definido, senão tinha virado geléia de amora ali mesmo.
– Mas por favor, garota, olha pros dois lados da rua antes de atravessar, tá legal? — Dean tocou no meu nariz e beijou minha testa, e voltou pro sofá.
– Você não quer voltar pra cá, não? — perguntei com um sorrisinho.
Ele riu.
–Stardust, você acabou de acordar depois de ficar inconsciente por três dias. Eu acho que um médico devia ver você primeiro.
–Então por que você tá comendo ao invés de chamar o médico?
Dean me olhou como se eu fosse estúpida, e com uma garfada de torta a meio caminho da boca, disse:
– Drew, nunca desperdice uma boa torta.
I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
Notas finais
Esse capítulo tem referências a Harry Potter (dã) e a um episódio muito legal da série de ficção científica Doctor Who, "Shakspeare's Code". Caso não tenham entendido, deem uma pesquisadinha no google q
E a música no início é Take a Chance on Me, do Abba (sim, eu gosto de Abba xD)
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