A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
47 PLANO SUPERIOR - CAPÍTULO BÔNUS
Notas iniciais
Olá Pessoas Que sempre Alegram minha Vida!!!!
Deem uma olhada no meu perfil, andei atualizando...
Esta semana não houve Spoiler pois, já estou presenteando vocês com o capítulo adiantado!!!!
Bom como viram, eu fui boazinha demais esta semana e adiantei meu capítulo, E AGORA PARA AGRADECER AOS FIÉIS QUE NÃO ME ABANDONAM, ESTOU POSTANDO UM CAPÍTULO BÔNUS, vocês bem que poderiam ser comigo e comentarem mais né? Principalmente você FANTASMINHA, gostaria muito de ver seu comentário nos capítulos de agora para frente, já que muitos estão comigo há mais de um ano, poderiam me dar este presente, eu ficaria muito feliz!
PODE SER QUE SEMANA QUE VEM EU NÃO POSTE POIS AINDA ESTAREI VIAZJANDO, ESTOU POSTANDO ESTE HOJE, POIS O TROUXE COMIGO E A NET HOJE ESTÁ BOA, GRAÇAS A DEUS!!!
Se eu conseguir voltar para postar de viagem semana que vem até quarta, terá, se não só no dia 08/08.
Porém, o esquema do Spoiler é o mesmo até Domingo, comentando, Spoiler na segunda!
DEDICO ESTE CAPÍTULO A LISA MELLARK, MINHA AMIGA ELIS, ELA AMA PLANO SUPERIOR E DEU-ME UM GRANDE INCENTIVO!!!
AGRADEÇO A DEUS POR ESTA SEMANA, ENFIM, ESTOU EM VIAGEM DE FÉRIAS!!!
Garanto que esta capítulo é muito fofo, espero que gostem É UM BÔNUS!!!
Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!
AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!
FANTASMINHAS, GOSTARIA DE CONHECÊ-LOS, QUE TAL AGORA QUE A FIC ESTÁ ACABANDO? EU NÃO MEREÇO?!
AGRADEÇO A VOCÊ PAULO CÉSAR, POR SEU CARINHO NOS COMENTÁRIOS, VOCÊ TEM ME SURPREENDIDO!!!
Indico algumas FICS:
O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Do Inferno ao Paraíso Por Henry Lazar Minha Fanfic Totalmente Henlerie.
http://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_Ao_Paraiso_Por_Henry_Lazar/
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Apenas uma Noite
http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite
Historia de Nos dois
http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois
O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras
Os Golpistas
http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas
Apareçam por lá!
ESTAMOS NO DESFECHO FINAL DA FIC:
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler que mando por e-mail, e NA QUINTA-FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO!
CONHEÇAM MEU BLOG.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
Sem mais delongas, Vamos ao CAPÍTULO BÔNUS!
Nos vemos nas notas Finais.
Mil Beijos!!!
MBGE
POV SETH
Diante de tudo que tenho vivido e experimentado em minha existência. Nestes últimos dias, tenho sentido uma grande inquietação.
Sou um anjo, vivo cercado de uma luz intensa, tenho imensa gratidão, compaixão, tenho uma consciência gigantesca, sou agraciado em experimentar total paz e tranquilidade, não me limito a tempo ou espaço, vivo em eternidade absoluta, mas, simultaneamente, por algum motivo ainda não revelado a mim, me encontro preso em um dilema incomum.
Estou sem saber o que fazer, pois, os sentimentos que tenho experimentado, são de um todo desconhecido para mim, tenho alguma missão a cumprir, porém, ainda não entendi como, só posso saber no tempo certo, e terei de descobrir por mim mesmo, o propósito de tudo que virá sobre mim. As últimas dúvidas que rondam minha consciência, me mostram que, ainda há muitos mistérios a se conhecer e desvendar.
Eu conheço o amor em proporções inimagináveis para um humano conhecer, pois, vivo próximo ao eterno Criador, que é a própria essência do amor, e fonte inesgotável dele, porém, jamais o conheci, o amor, na dimensão que me tem sido revelada agora.
O amor que traz a tona a importância de ver, sentir, cheirar, tocar, o lado material, palpável do sentimento em si, algo totalmente pertinente ao modo de amar humano. Daí advém as minhas dúvidas, ver, sentir e até mesmo o cheirar, eu posso. Embora, não da maneira que um humano o faz, mas ainda o posso, e até mesmo tocar com um toque imperceptível de anjo, para gerar calma, paz, tranquilidade, influenciar de uma maneira benéfica as emoções.
Todavia, ao contemplar a dimensão humana do sentimento de amar, me leva a querer tocar não um toque de anjo, e sim um toque sensorial que transmitem emoções mas também nos faz receber emoções em retorno, mas como posso tocar, sem infligir pelo menos uma das leis que fazem separação entre esses dois mundos deste vasto e insondável universo?
Aí o maior questionamento que me ronda no momento: Como é realmente amar para um ser humano?
Engraçado que estas dúvidas começaram a me cercar, depois que comecei a ter mais contato com Laura e Peter. Sempre fomos eu e Miguel que lidamos com os Guardiões como eles. Porém, ainda assim, com eles é diferente. Há algo na missão que os envolve no momento, que mostra e revela o quanto são diferentes, e especiais.
Observo suas conversas, a conexão diferenciada que ainda possuem com os “seus humanos”, a forma de amá-los, de cuidar e se preocupar com eles. E a própria jornada de Henry e Valerie diante de tudo o que passam para poderem viver e desfrutar do amor que une os dois. O que são capazes de fazer e de suportar. Parece ser algo tão avassalador, que às vezes tira o raciocínio, o equilíbrio, é difícil para eu entender.
Não consigo compreender o que eu quero, pois nem sei no momento o que que quero. O por que desta inquietação? O por que destas dúvidas? O que tem gerado em mim tanta curiosidade?
O pior de tudo é que, dentro de mim, eu sei que um dia, lá na frente, eu verei tudo em retrospectiva, saberei o por que destes questionamentos de agora, terei ciência das situações que enfrentarei, e das escolhas que ainda terei de fazer...
Mas isto não poderá mudar mais nada, que bizarro, tenho tantos dons como um ser Celestial, conhecimento e habilidades infinitas, mas de nada me servem aqui no meu dilema.
Eu quero, eu preciso compreender. Pois há algo em mim que grita por isto. Mas, por outro lado penso, será que na consciência de um anjo isto seria possível? Compreender como se dá o amor para um humano? Se sim, valerá a pena alimentar esta curiosidade?
Se não, como viverei com esta dúvida e curiosidade latente?
Tenho tentado a todo momento, mudar minha prioridade, meu foco, por mais que eu queira, eu lute para mudar isto, não posso. Não tenho conseguido, pois, instalou-se em mim como algo que foi enxertado. Tudo que há em minha espécie é eterno, imutável, imortal. Então, não tenho para onde fugir. Sou um ser eterno.
O amor, o meu amor por aquele frágil ser, mortal e limitado, será eterno, mesmo quando acaba uma missão com cada um, é assim com cada um, a cada ciclo.
Porém, como seria apegar-se a um só? Como eles, os humanos, apegam-se entre si. Diante das várias e incríveis possibilidades, eles escolhem um. Somente um, para amar com um tipo de amor desconhecido para mim.
Enquanto penso distraidamente nisto. E desloco-me pelo Acampamento. Vejo Laura e Peter em mais uma de suas agradáveis e calorosas conversas sobre suas vivências e experiências humanas.
Laura fala acerca da infância de Henry. De sua beleza, de suas peripécias de criança, do seu apego a ela. E o que me desperta atenção, mesmo ouvindo ao longe, é a entonação das emoções em cada palavra, e as comparações que faz para descrever o que que sentia e como assimilava a cada sensação.
Laura, por ser muito observadora, ao olhar para mim quando passo, creio que percebe meu interesse na conversa, pois, noto que já percebeu como eu gosto de estar perto quando ela e Peter falam destas coisas. Assim, ela me dá um sorriso, e Peter me dá um leve aceno de cabeça como sinal de que posso me aproximar.
Assim eu o faço.
- Olá Laura... E, oi Peter, como estão?
- Olá Seth. Estamos bem. Eu e Laura estamos conversando sobre a infância de Henry, estou vendo ela se derreter aqui, fique para ouvir é bem interessante.
Peter diz, e olho para Laura e realmente seu sorriso é deslumbrante, como eu nunca vi. Então, ela prossegue.
- Olá Seth, eu estava aqui contado para Peter sobre as maravilhas de ser mãe. Como é gerar, ver nascer, alimentar, ver dar os primeiros passos, ouvir as primeiras palavras, de um serzinho que é um pedacinho de você.
Era apaixonante ouvir Laura falando de todas estas coisas, havia tanta carga de energia em suas palavras, e tanta comoção. Ela continua...
- Eu fui mãe somente uma vez, porém, foi a experiência mais maravilhosa que eu vivi. Olhar para o rostinho de Henry pela primeira vez, foi uma emoção incrível, tocar suas bochechinhas gordinhas de bebê. Henry sempre foi grande, ele era um bebê enorme. Era tão lindo, gordinho, com os bracinhos e as perninhas roliças, porém, também era cumprido. E a medida que foi crescendo, foi ficando cada vez mais alto e mais esguio, porém, como desde novo sempre gostou de nadar, cavalgar e ajudar Adrien com o serviço pesado na ferraria, então, cedo ele começou a desenvolver um corpo definido. O que era o meu desespero, pois, sempre chamou a atenção das meninas. E o mais incrível, é que a única que sempre despertou a atenção dele, foi a única que a princípio não o quis. Interessante não é?
Ela pergunta distraidamente, e só depois de um tempo se dando conta que seu comentário poderia trazer desconforto para Peter. E constrangida ela disse:
- Me desculpe Peter.
Ele logo interveio...
- Fique tranquila Laura, pode falar, eu quero ouvir, é bem tranquilo para mim. Afinal, eu já vi destas coisas acontecer, são “fatalidades humanas”...
Ela sorri agradecida para ele e diz.
- Eu tenho de confessar, Henry sofria comigo, pois, eu adorava morder levemente suas bochechas. E o pior, é que todos os nossos conhecidos adoravam apertá-las, já ele, como sempre foi reservado, ficava muito vermelho, uma parcela era pelo aperto, e outra pelo constrangimento ocasionado por sua timidez. Era lindo o meu bebê. Suas bochechinhas me lembravam maçãs.
E Laura sorri e eu pergunto:
- Maçãs? E Por que maçãs?
E é Peter que responde...
- Sim, maçãs Seth. Nós quando humanos, geralmente comparamos algo assim com maçãs, pois além de ser uma linda fruta, muito atrativa, dá uma torta deliciosa, não é Laura?
- Nossa e como! E com Canela? O sabor é sem igual.
Fico abismado em ouvi-los falar com propriedade destas coisas. E fico pensando, como será o sabor das coisas?
Eles observam que eu fiquei mudo no momento, e introspectivo. Porém, como os dois são muito discretos, ela continua em sua lembrança...
- Lembro-me claramente da sensação de ansiedade e angustia, que eu sentia quando ele estava aprendendo a andar. Eu sempre segurava suas mãozinhas, até um determinado percurso, e depois eu soltava e ele prosseguia, geralmente eu sempre fazia isto em dois, eu e Adrien, um de cada lado, e quando Adrien estava na ferraria trabalhando, eu o fazia com Madame Lazar. Mas, por mais que Henry fosse autoconfiante, eu ficava insegura. Ao soltar as suas mãozinhas, eu continuava seguindo-o, com receio dele cair. Ele tirava os seus tombos, mais de letra do que eu, acredita Peter e Seth? Mesmo quando por ventura, relava os joelhinhos, ou ficava com algum hematoma, ele geralmente, nem chorava. Na maioria das vezes, sorria e fazia graça. E eu é quem chorava como uma boba por ver seus joelhinhos machucados. E quando ele foi crescendo, e aprendendo as brincadeiras de meninos? Meu Deus, eu enlouquecia ao vê-lo subir em árvores, nadar nas partes fundas dos rios... Era Adrian que me podava, para eu não protegê-lo tanto. Henry, apesar de muito apegado a mim, era independente e responsável demais. Ele sempre foi. Sua única dificuldade, girava em torno de demonstrar o que sentia, ele sempre foi contido e reservado demais, só tinha mais liberdade comigo e o pai, e longe de outros olhares. Antes de eu partir ele ainda interagia, pouco mas, o fazia. No entanto, sempre de forma limitada, mas, fazia. É claro que, eu também, sempre o incentivava. Porém, depois que eu parti, ele parou. E foi ficando cada vez mais arredio e reservado, ele só mudou com a entrada de Valerie em sua vida. E devo confessar, como ela o mudou, ela conseguiu proezas que nem eu acreditava mais, que ele fosse capaz de conseguir, tamanho era os seus medos e dores. Ela realmente é corajosa, e valente.
Peter contempla Laura e surpreendentemente sorri e diz...
- Tudo é na medida certa não é? Os dois realmente tem feito um enorme bem um ao outro, eles realmente se completam.
- E como Peter, eu ainda fico impressionada em observar isto.
Laura diz sincera.
Ela, neste momento, parece lembrar-se de algo, e seu semblante torna-se melancólico, então ela diz:
- Bom, irei caminhar um pouco. Mais tarde nos falamos rapazes.
Ela diz a eu e Peter, concordamos com um aceno de cabeça, e ela sai, rumo ao Observatório Humano.
Aproveitando a deixa, digo a Peter.
- Como ela sente falta dele...
- E como Seth, você não faz ideia. Eu as vezes fico impressionado com a intensidade da saudade de Laura.
Fico apreensivo, pois, quero muito saber algo, e como estou sozinho agora com Peter, resolvo perguntar-lhe:
- Peter, eu tenho uma curiosidade, e creio que você seria a melhor pessoa para me responder... Como é amar? Para um humano?
Peter arregala os olhos, surpreso com a minha pergunta. Porém, responde-me...
- Bem, amar é algo extraordinário Seth. É difícil até de se descrever.
- Eu acredito, pois, já contemplei humanos fazerem coisas impensáveis em nome desse amor. Mas, é difícil para eu compreender.
- Talvez seja por que vocês anjos amem de uma maneira diferente. Bem, depois, que parti, e tornei-me Guardião, eu posso ver algumas diferenças. O amor aqui tem outra proporção, visa um bem maior, uma continuidade. Já enquanto somos humanos, nós já amamos com a consciência de que não somos eternos, e que nos foi dada uma porção limitada de tempo para desfrutarmos das coisas que podemos experimentar em nossa jornada terrena, inclusive o amor. Eu por exemplo, eu amei Valerie desde a minha infância Seth. E quando as fatalidades da vida me afastaram dela, pois, eu tive que ir embora com meu pai, após ele ter assassinado Laura. Eu sempre tive em meu coração, que um dia eu precisava voltar, para viver o que eu sonhava em viver com ela, e aquilo me consumia todos os dias, desde a cada amanhecer, a cada anoitecer. E quando enfim, eu consegui voltar, e pude constatar que ela também esperou por mim. E só saber deste simples fato, alegrou imensamente meu coração. Mesmo sabendo que ela estava comprometida com Henry, por causa de sua mãe, eu ainda tinha esperança, pois, eu sabia que ela também me esperou, e eu tive esta certeza confirmada, quando ela disse que aceitava fugir comigo. E naquele instante, eu sei que, se ela pudesse escolher, ela me escolheria. Porém, as circunstâncias, mais uma vez nos separou, e aproximou Henry cada vez mais dela. Sem perceber, ele foi deixando marcas nela, com pequenas coisas, ele estava lá quando ela precisou de consolo na cerimônia de despedida de sua irmã, ela sentiu necessidade de consolá-lo pela perda de seu pai, ele a salvou de uma flechada, a salvou da fogueira. Porém, foi eu que a salvei do lobo, só em troca, eu fui mordido. E sabe Seth, foi naquele dia que eu compreendi que, por mais que eu a amasse, eu não a teria para sempre, pois, todas as circunstâncias me afastavam dela, o meu amor por ela era tão grande que eu consegui ver até onde eu era necessário, e até onde eu era um risco. Quando Suzette, a mãe dela me disse que se eu a amasse mesmo, eu deveria dar a ela o direito de ter uma vida segura e tranquila com Henry, eu mesmo vi o quanto ela poderia ser mais feliz com ele. E ali quando eu fui mordido e tomei a decisão de ir embora por uns tempos com a ideia de aprender a me controlar para não a colocar em risco e que a prometi voltar, na verdade, eu queria no fundo, que ela se resolvesse com ele, pois, eu sabia que a partir daquele momento, eu nunca mais seria seguro para ela. Porém, mesmo eu tendo tentado muito, eu não consegui ficar longe, tudo em mim, necessitava dela, eu sentia falta demais, e quando eu não suportava mais, e a dor era imensa. Eu já não conseguia mais dormir ou comer, e também quando eu percebi que sozinho, eu não conseguiria, vencer os instintos da fera amaldiçoada que eu tinha virado, eu voltei. Voltei pois, eu sabia que eu precisava dela, demais. E ela me recebeu, cuidou de mim, me ajudou a vencer minha natureza, e eu fui procurando protegê-la. Só que cada vez mais, eu entendia, que por mais que eu a amasse, e ela também no fundo, me amasse, não era para ser. Mas, era difícil aceitar, justamente por isto Seth, o amor humano, no fundo nos leva a querer quem amamos perto, e nos leva a desejar sermos retribuídos. Agora depois que estou aqui eu posso compreender a diferença é um tipo de amor mais egoísta pautado justamente no tipo de vida que temos como humanos, uma vida limitada, onde já temos um tempo delimitado para usufruirmos das coisas. Aqui na perspectiva eterna é diferente. Somente alguém que passa pelo que eu passei e o que Henry e Valerie tem passado ainda irão passar, é que consegue alcançar um pouco do vislumbre do amor verdadeiro e eterno que transcende a tudo, tempo e espaço. O amor que é capaz de abrir mão, por amar. Mas, por outro lado, é necessário sofrer um pouco, renunciar muito para se aprender. Porém, no fundo vale a pena. Hoje por exemplo, eu quero demais que Henry e ela possam desfrutar de seu amor. Na verdade, quando eu consegui descobrir e ver com meu olhos o quanto ele verdadeiramente a amava, a ponto de se permitir nos ver juntos, a ponto de estar sempre “próximo”, mesmo a distância para protegê-la caso algum dia eu perdesse o controle, e ao mesmo tempo ao observá-la mais a fundo, e perceber que lá no fundo ela também já o amava e não se dava conta, eu vi o quanto eu a estava privando de realmente ser feliz. E com alguém que a poderia dar uma felicidade completa, como um casamento em que todos saberiam, filhos... E naquela altura, eu já não podia mais. Ali eu entendi que meu tempo com ela tinha passado, mas, aí entra a questão, eu não tinha forças para deixá-la. E bem nesta época, em que eu tomei esta consciência, e estas dúvidas me abateram, eu comecei a ter sonhos a respeito do que aconteceria comigo. E mais tarde, Valerie também começou a tê-los, aí veio minha outra preocupação, Valerie já tinha sofrido perdas atrozes e sofreria mais uma, eu precisava preparar tudo para que ela ficasse bem. Então, nas noites em que eu passava como humano com ela em meus braços, muitas eu já não dormia mais. Pensando, preocupado... Até que em um determinado dia Seth, em meio aos sonhos, ela começou a chamar por ele. Ela sentia falta de Henry, porém, não tinha mais nenhuma aproximação, e eu tenho certeza que era por minha causa, para não me ferir, e com certeza ela se reprimia falar ou pensar a respeito. Porém, era tão forte, que, quando estava inconsciente, ele povoava seus sonhos . No fundo ela já o amava e o desejava, porém, enquanto eu estivesse ali, ela não se daria a oportunidade de deixar o que sentia aflorar. E quando pude conversar com Henry sobre o que eu estava sentindo que aconteceria comigo, eu vi, ali eu reconheci, ele a amava tanto, que seria capaz de ajudar-me a preservar minha vida, para não vê-la sofrer me perdendo. Eu nunca disse a ele que ela já o amava, porém, pouco a pouco fui incentivando a ela se reaproximar dele e ele dela. E assim, quando eu partisse eles já teriam esta pequena reaproximação, e o resto, a própria vida providenciaria. E de certa forma foi o que aconteceu, e confesso Seth, eu estou feliz e em paz com isto. Pois, assim que compreendi a verdadeira dimensão das coisas, pude me certificar de que os dois poderiam ser muito felizes juntos, e ele também estava preparado para cuidar dela e curá-la das suas dores e medos, e ela por sua vez, seria a cura completa dele. Por isto eu escolhi esta missão Seth. Eu quero fazer tudo o que for preciso para eles vencerem o que tiverem de passar e ficar juntos, eles merecem, já sofreram demais.
Tudo o que Peter falou, era grandioso demais para mim... Quanta abnegação.
- Na verdade Seth o amor, é algo que transcende a tudo e toda perspectiva. Amar como um humano é a sensação mais extraordinária que se pode sentir, é impossível comparar... Ter a quem se ama em nossos braços é inexplicável. Porém, amores verdadeiros, como o que eu experimentei o que Valerie e Henry experimentam, é algo forte demais, realmente Seth, hoje eu posso afirmar, o Amor é mais forte que a vida e a morte, e transcende em muito aos dois.
As palavras de Peter, eram tão verdadeiras e sinceras, que aguçaram meu coração. Eu realmente gostaria de compreender.
- Obrigado Peter.
- Por nada Seth. E aproveitando, eu queria te perguntar algo.
- Sim pode dizer...
- É possível para um anjo ou um Guardião, intervir ou interagir com um humano sem ser por incursão em sonho?
A pergunta de Peter me deixa assustado, porém, eu não posso mentir.
- Bem Peter, posso saber por que da pergunta?
- Claro, uma curiosidade, para compreender até que ponto temos liberdade.
- Bem, são casos raros, mas, é possível sim, mais para um anjo do que para um Guardião. Pois, é necessário abrir uma brecha entre a velocidade da luz e o tempo cronos. E só os anjos o podem, assim para um Guardião o fazer, teria que ser por meio de um anjo, e creio que ninguém se arriscaria a algo assim, a punição seria severa. A não ser que, o próprio Criador aprovasse.
- Entendi, obrigado Seth.
- por nada Peter, preciso ir, até mais.
Agradeço e saio mergulhado em pensamentos...
Quando estou próximo aos jardins, vejo Miguel que caminha até mim. Quando se aproxima diz:
- Olá Seth, saudações.
- Saudações Miguel.
- Tenho visto você muito pensativo Seth, algo o incomoda?
Miguel é muito observador.
- Sim, mas, não é nada demais, algumas questões concernentes as diferenças da vida humana e a nossa vida.
- Entendo, é mesmo fascinante a forma que eles vivem e experimentam suas emoções não é?
O que Miguel me pergunta me surpreende. Então ele também acha?
- Miguel, você também acha? Isto também, desperta curiosidade em você?
Ele sorri e diz...
- Claro Seth, os humanos são apaixonantes, por isto o Criador é tão criterioso, em relação as regras que nos limitam na interação com eles. O Criador é sábio Seth, demais. É impossível, não ficar com a curiosidade aguçada, principalmente quando lidamos com Guardiões tão diferentes como Peter e Laura, que preservam tanto suas dimensões humanas em suas essências.
Suspiro aliviado e Miguel sorri e diz...
- O que foi Seth?
- Estou feliz por saber que não sou somente eu, que fico pensando nestas coisas.
- Mas é claro que não Seth. Como ei disse, seres humanos são apaixonantes, e também fascinantes.
Miguel diz e saímos os dois juntos sorrindo.
Em meio a este tempo de reflexão e meditação, a vida continuava seu curso normalmente no Plano terreno...
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
Notas finais
ME DIGAM POR FAVOR!!!
E aí Pessoas o que Acharam???
Mereço Reviews e Recomendações???
Comentem e Recomendem. E se o fizerem até Semana que vem ou na próxima dia 08/08 no Capítulo 46!!!
Mil Beijos!!!
MBGE
Fale com o autor