A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
35 O PASSEIO A GREWNVILLE – CONTINUAÇÃO - Capítulo 34
Notas iniciais
QUERO A AGRADECER!!!
Ao Meu Deus Lindo e Fiel que tem me agraciado com leitores incríveis!!!
O SEMANA ABEÇOADA!!!
Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!
MUITO FELIZ COM O CARINHO e os Reviews de vocês!!!
AGRADEÇO AOS LEITORES SUMIDINHOS QUE APARECERAM QUE SENTI FALTA
SENTI SAUDADES E É BOM VÊ-LOS NOS REVIEWS DE NOVO!!!!
A Joana87, a Bruu, o Wesley, a madiejasper MUITO OBRIGADO A VOCÊS!
DEUS OS ABENÇOE SEMPRE!!!
CONTINUAREI Postando esta semana o Capítulo 34 com um dia de antecedência, na quinta!!!
É minha forma de expressar minha Gratidão a vocês!!!!
MEUS LEITORES FIÉIS TEM ME DADO MUITAS ALEGRIAS!!!!
DEUS ABENÇOE O CARINHO DE VOCÊS!!!
SEGUE O LINK DO MEU BLOG:
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!
INDICO ALGUMAS FICS:
Apenas uma Noite
http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite
Historia de Nos dois
http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois
O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras
Os Golpistas
http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas
O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Apareçam por lá!
NESTE CAPÍTULO:
DAMOS SEQUÊNCIA AO TÃO ESPERADO PASSEIO A GREWNVILLE, AGUARDE MUITAS EMOÇÕES, PERSONAGENS NOVOS E QUERO SABER TUDO O QUE SENTIRAM, O QUE ACHARAM DE CADA UM DOS PERSONAGENS!!!
NOVIDADES VINDO AÍ!
HENRY SURPREENDERÁ VOCÊS LÁGRIMAS PARA OS (AS) ROMÂNTICOS (AS) DE PLANTÃO!!!
GENTE ESTAMOS ENTRANDO NA RETA FINAL DA FIC!!!
Sem mais demoras, vamos ao Capítulo 34!!!
Nos vemos nas notas finais!!!
Mil beijos, MBGE!!!
POV HENRY
– Henry, seu lindo, você está aqui em Gewnville e não nos avisou! – Ela me abraça com mais força. E meu desespero por Valerie estar vendo aquilo, já não tem tamanho, pois agora seu semblante me revela exatamente o que ela está sentindo que, aliás, não é nada bom... E a dona da voz era ninguém mais ninguém menos que Sophie.
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Meu coração se desesperou. Os olhos de Valerie me mostraram algo que jamais gostaria de ver ali, não foi raiva, não foi reprovação, e nem decepção e sim, medo e insegurança. Meu Deus, eu lutando tanto para afastá-la disto de se sentir insegura, e tinha de acontecer isto justo agora.
É muito desconfortável para mim, magoar qualquer pessoa se quer. Mas, Valerie é fora de questão. Então, rapidamente virei-me segurando estrategicamente os braços de Sophie, e beijando o topo de sua cabeça como sempre faço digo-lhe...
- Oi Sophie irmãzinha, como está? – Ela torce um pouco o nariz, como de costume quando está aborrecida, e me diz.
- Ai Henry, você e esta história de sempre, de irmãzinha, eu não sou sua irmã... – Não deixo que ela termine de falar, jamais eu permitiria que as coisas piorassem.
- Mas pra mim é o que você e seus irmãos são e sempre vão ser, Sta. Sophie, você gostando ou não. – Falo num tom de voz que sei que Valerie e os outros presentes possam ouvir, e Sophie faz uma expressão de quem não ficou muito feliz com o comentário. Mas, quer saber? O problema é dela, ninguém tem permissão de magoar minha noiva, consciente ou inconscientemente. E Quando acabo de dizer isto, ouço outro chamado... Mas pude respirar agora, pois aquele poderia me salvar.
- Henry, “irmãozão”, você chegou e não foi nos ver? O pai e a mãe não vão gostar disto. – Era Araon.
- Oi Araon, só estava esperando terminar aqui, então iríamos almoçar para depois podermos ir lá pra casa dos tios. Que bom ver vocês aqui, vocês poderão conhecê-la de primeira mão.
Dois pares de olhos me observavam. Percebi que Valerie havia voltado sua atenção para às orientações de Beatriz.
- Venham até aqui. — Eu os chamei. – Se tem uma coisa que eu admirava em Valerie era sua polidez, nestas horas ela me tratava como se nada tivesse acontecido, para não me expor diante das pessoas. O único que tinha ciência, de que ela não estava feliz era eu. Aproximei-me dela com carinho. Eu olhei em seus olhos lhe pedindo permissão, pois queria pegar sua mão e dar um beijo em seus lábios para esclarecer logo as coisas. Embora houvesse tristeza em seu olhar, fato que me despedaçou, ela discretamente assentiu confirmando. Tomei sua mão, beijando-a, e em seguida selei seus lábios docemente.
- Araon e Sophie, eu quero que vocês conheçam a Valerie. – Disse agora olhando para eles. Três pares de olhos me encararam. Beatriz, muito satisfeita com a postura que eu estava tomando, pois evidentemente ela percebeu o desconforto que aquilo foi para a minha princesa. Araon, que tinha sua boca aberta e olhar maravilhado, com certeza admirando minha noiva, o que não foi muito confortável para mim. E Sophie, que tinha em sua expressão, um misto de incredulidade e indignação. – Minha Noiva. – Acrescentei. E agora, os dois me olhavam incrédulos, com uma acentuada diferença, a incredulidade de Araon era algo do tipo: “Nossa, meu amigo você conseguiu, parabéns!”. Já a de Sophie “Não acredito, até parece... Por quanto Tempo?”. Araon foi o primeiro a falar.
- Nossa... Muito prazer, Valerie. E Henry, meu “irmãozão” e melhor amigo, me perdoe. Que noiva! Como você conseguiu caminhar pelas ruas de Grewnville sem que alguém a sequestrasse? – Ele diz aquilo no seu “jeito maroto de ser” que só ele tem. E eu respondi a altura como estávamos acostumados entre nós. Não sem antes observar que Valerie estava vermelha, pior que seu vestido...
- E quem ousa chegar perto? É só tentar que está morto. – E rimos todos com exceção de Sophie, até Beatriz achava graça.
Como Sophie estava relutante, Valerie com toda sua educação, se aproximou.
- Olá Araon, olá Sophie, é um imenso prazer enfim conhecê-los! Visto que, vocês são uma extensão da família de Henry. E vovó me disse que ama demais vocês.
E simples assim, com aquele pequeno gesto, ela ganhou Araon e desarmou, um pouco, Sophie. Araon responde.
- O prazer é nosso Valerie. Só estou triste por saber que meu irmãozão ficou noivo e eu não sabia.
E Valerie usou toda sua graciosidade para não me deixar em uma situação difícil.
- Bom, eu posso explicar. Acontece que Henry me fez uma surpresa esta semana. Pediu-me em casamento, só entre nós não é amor? – Assenti com a cabeça. E confesso que a amei chamando-me de amor entre outros. — Mas nós decidimos tornar público e oficial hoje, após pedimos permissão aos nossos amigos para utilizarmos um pedaço do momento deles num jantar que teremos lá em minha casa. Onde estaremos celebrando os noivados deles também. Na verdade foi muito rápido. Aproveitamos e estendemos o convite a vocês, tenho certeza que Henry iria fazê-lo na casa de vocês quando estivéssemos lá após o almoço. Eu gostaria muito que fossem, sei o quanto são importantes para Henry, e breve o serão para mim também.
Esta realmente é minha princesa. Ela é tão linda, tão gentil. Minha Valerie. E mesmo, aborrecida comigo, e com razão, me tirou de uma situação difícil.
- Bom, eu não posso falar pelos outros, mas eu vou. – Araon disse alegremente. – E Henry, eu já vou, pois eu já atrasei muito vocês, até mais lá em casa. Ah, e antes que eu esqueça, o almoço é lá em casa, e ai de vocês se fizerem desfeita, vou lá correndo avisar a mãe, se cuidem. – Ele agora se reporta a Sophie. — Sophie você vem?
- Não. Vou escolher umas roupas e depois eu vou. – respondeu Sophie que até então estava muda.
- Certo então. – Araon se despediu de nós e se foi.
Sophie estava séria e me olhava com raiva. Mas, para Valerie com malícia e aquilo me preocupou. Porém, Valerie parecendo estar alheia a isto disse.
- Sophie, eu estou escolhendo as minhas coisas, se precisar de ajuda, assim que eu terminar eu posso te ajudar.
E Sophie respondeu, não de muito bom grado...
- Tudo bem então.
- Amor... – Valerie agora diz para mim. — Eu preciso de sua ajuda, e é só o que está faltando.
- Claro amor, vamos lá. — Respondo prontamente a ela.
Então, eu, ela e Beatriz, nós nos afastamos de Sophie rumo ao provador para ver as coisas que Valerie havia escolhido. Havia poucas peças e eram lindas, mas, vi que ela foi bastante contida com seus gastos como típico dela, o que foi diferente quando escolheu para mim.
- Amor, se importa de vesti-las para mim? – Eu pergunto-a.
- Claro que não Henry, só estava te esperando, eu vou ao provador, me trocar e te chamo.
Então, eu disse a Beatriz, enquanto Valerie se dirigia ao provador.
- Beatriz, eu quero que você pegue outros modelos e cores, dentro do que você percebeu que ela gosta para mim. Ela está para viajar e quero mudar seu guarda-roupa, e por ela mesma, ela não irá fazer. Assim, preciso que me ajude a convencê-la. E, por favor, traga acessórios que combinem, pode escolher com ela algumas peças para dormir também.
- Claro Sr. Lazar. E me desculpe à intromissão. Quero lhe dar os parabéns, Fez uma excelente escolha para esposa. Muito inteligente, discreta, sábia e linda! Muito linda Sua Valerie! E... Não se preocupe, irá despertar mesmo, muita inveja, ciúme, mas vejo que ela é madura e gentil o bastante, para lidar com estas situações. Mas, se me permitir, pois, tenho quase a idade para ser sua mãe, então se me permitir, gostaria de lhe dar um conselho.
Sabia que aquilo não era o normal de Beatriz pelo seu profissionalismo. No entanto, pelos anos que a conheço, acho que ela esta usando o apreço que tem por minha família e pelos anos de preferência que damos a ela. Então resolvo escutar.
- Claro. Pode falar Beatriz. Eu sei que você não é disto, deve estar movida por um bom motivo...
- Mais uma vez, me desculpe! Porém, desejo dizer-lhe que, foi muito prudente a sua atitude de não expô-la e ainda não permitir que ela passasse por constrangimento pior. Continue assim, pois ela é uma moça muito sensível, e ao que parece se mostra muito forte diante dos sofrimentos, mas, é evidente que, tem necessidade de proteção. Ela é capaz de sofrer um dano, para evitar imputá-lo a quem ama. Digamos que o senhor está de posse de uma Joia de muitíssimo Valor, não permita nunca que a desmereçam. Entende o que falo?
- Sim, entendo. E agradeço de coração seu conselho. E fique de olho na Sophie por mim.
- Perdoe-me, mas eu já estou Sr. Lazar. Estaria mesmo que não me pedisse. Realmente eu gostei da Sta. Valerie.
- E ao que parece, ela gostou de você. – Respondo satisfeito.
- Obrigado. – Beatriz disse sorrindo.
Bem na hora, pois um minuto depois Valerie abre o provador feminino e me chama...
- Henry? – saio em direção a ela, enquanto Beatriz move-se para fazer o que pedi.
- Oi amor. Você está linda neste. Hum... Eu gostei! Amor você escolheu o de hoje à noite?
- Não lindo, eu queria que você o fizesse para mim, o que você quisesse. Afinal, é para você amor.
Não resistindo, entro no provador com ela e tranco-o. Ela me dá um sorrisinho malicioso e diz...
- Estou vendo que gostou da minha ideia? E que agora, sou eu que vou ter meu “troco”...
- Claro que vai amor, você ainda tem dúvidas? – Eu a pergunto maliciosamente.
- Não. — Ela diz provocantemente em minha orelha. – Me dê o “troco” então lindo, meu noivo lindo. – Não resisti, e tomei seus lábios em um beijo voraz, que ela retribuía com gosto. Prensei seu corpo na parede, intensificando o contato com o meu. Fazendo-a gemer baixinho em meus lábios, o que me fez dar um sorriso. Só que hoje, ela não estava disposta a perder. Tão sutilmente que eu nem vi, ela deslizou uma de suas mãos por dentro de minha camisa, e tocou meu ventre deliciosamente, indo em direção ao meu peito me fazendo arfar com o susto e com o calor que se apoderou de mim. Agora, era ela que sorria em meus lábios. Então, ela se afasta, sorri travessa de novo para mim, vira-se e sai. Deixando-me de novo “naquele” estado. Antes dela sair totalmente eu seguro o seu braço e ela me olha surpresa.
- Quer me enlouquecer é? – Eu a pergunto e ela sorri e diz simplesmente.
- Só se você quiser Sr. Lazar. A sua disposição. – Ela diz provocantemente e sai de uma vez.
Só ai, que me dou conta que fiquei sozinho no provador feminino, meu rosto inteiro, pega fogo, só de pensar na possibilidade de alguém me pegar aqui. Abro-o com cautela e quando vou olhar para o lado de fora, seu rosto aparece em minha frente, e ela está verdadeiramente sorrindo para mim, ou rindo de mim, eu não sei bem ao certo. Mas ao invés de ficar aborrecido. Eu a puxo para dentro de novo e fecho-o, e ela realmente fica surpresa desta vez. Abraço-a com força enquanto ela me olha nos olhos. E sussurro para ela.
- O que eu vou fazer com você em Sta. Valerie?
- Hum... Quer que eu lhe dê sugestões Sr. Lazar? – Ela hoje está um perigo! Por que será que estamos assim? Meu Deus e olha que nós nem estamos sozinhos.
- Não amor, não precisa, mesmo sem elas, minha mente já está cheia de ideias, não quero facilitar. – Ela sorri para mim.
- Amor, esses dois meses vão demorar muito a passar. Você já se deu conta disto? – Ela me pergunta.
- Hum, Rum... E como amor... Mas, compensará, mas acho que será bom mesmo ter os guardas em nosso encalço neste período. – Eu respondo.
- Também pensei nisto. – e ela sorri para mim.
- Princesa?
- Hum... Fala amor.
- Me perdoa Valerie, por todos os constrangimentos de hoje, inclusive com a Sophie. E quero dizer que percebi o que fez por mim, agradeço a você amor, por ter me tirado do apuro quanto ao noivado. Estou orgulhoso.
- Eu cuido do que é meu amor. Você sabe disto. – Ela me diz com carinho.
- Eu sei, e cuida muito bem Valerie...
- Mas, vamos sair daqui Henry! Daqui a pouco o que a Beatriz irá pensar?
- Claro. Mas quero um beijo antes amor.
- Te dou meu lindo! – Ela diz manhosa.
Então, nos envolvemos em um beijo apaixonado de tirar o fôlego, digno de nós dois. E saímos para esperar por Beatriz que ainda está à procura de tudo que pedi.
Adiantamos tudo, então ela prova todas as roupas que escolheu para ver. E prova também, com relutância, as que eu pedi a Beatriz. Escolho a roupa do noivado, um vestido longo vermelho e lindo. E após terminarmos. Sophie aparece solicitando ajuda de Valerie.
Aquilo não me deixou confortável, mas não me opus. Dei um toque em Beatriz para que ficasse de olho, e ela disse que já estava. Saio andando pela loja, em busca do caixa para acertar enquanto Valerie está com Sophie.
Estou sentado na recepção de espera quando sinto Beatriz se aproximar. Ela me olha triste e diz...
- Sr. Lazar, o senhor pode comparecer ao provador? Irei levá-lo até lá. É o mais retirado. – No olhar dela vejo que tem algo errado com Valerie. E quando caminho até lá, no percurso vejo Sophie feliz da vida olhando umas peças em um expositor.
Meu coração aperta quando Beatriz chega próximo ao local comigo, e aponta para o lugar, para que eu siga sozinho. Realmente, é bem mais retirado. Aproximo-me da porta e ouço pequenos soluços, meu coração dispara, para em seguida, se desfazer em mil pedacinhos. Chego até a porta e chamo:
- Valerie? – Ouço uma puxada forte do ar, e entro em pânico. Ela estava chorando, e não queria que eu notasse isto é muito ruim. Meu Deus o que houve? – Valerie, amor o que está havendo abra para mim, por favor. – Nada... Nenhuma resposta. Meu coração a esta altura está em frenético e apertado ao extremo. – Amor, não se esconda de mim, seja lá o que for, quero passar com você e sentir com você linda, conciliação lembra amor? – Sei que não é justo apelar aos nossos acordos assim, mas o que posso fazer? Ela está sofrendo sozinha. Ela ainda não responde. – Amor, como você quer, que eu divida meus fardos com você se você quer esconder os seus de mim? – Sabia que tinha apelado, mas, eu já não sabia o que fazer. Já estava considerando quebrar a porta quando de repente, ela destranca e abre, mas não a vejo. Creio que ela está atrás da porta.
Entro imediatamente e tranco em seguida, e meu coração literalmente se despedaça ao vê-la encolhida ao chão com o rosto banhado em lágrimas. Milhões de coisas passam na minha cabeça, mas nada que explique seu estado. Há agonia em seu rosto, e tristeza e medo. Sento-me no chão ao seu lado, e tento toma-la em meu colo e ela não apresenta resistência nenhuma, me deixando confuso, ao contrário, ela se encolhe mais ainda buscando refúgio e proteção. E chora ainda mais, procurando não fazer barulho, acaricio seus cabelos, suas costas, tento acariciar seu rosto, mas ele está escondido em meu peito. Começo a sussurrar palavras em seu ouvido...
- Amor amo você... Não sei o que aconteceu, mas eu estou aqui... Não vou deixar você Valerie... Fique calma amor...
Começo a beijar sua cabeça, sua mão, seu pulso, seu braço. Lentamente ela vai se acalmando até que ergue o rosto e olha para mim. Meu peito dói ao ver seus olhos e nariz, tão vermelhos.
- Oi amor, consegue falar agora? – Ela assente que sim. E respira fundo.
- Amor me desculpe me bateu um desespero de novo por estar aqui, nós vamos à casa dos Lancelot’s, e se eles não gostarem de mim? E se as outras pessoas que gostam de você não me aprovarem, e se... E se... Você encontrar com... Ela aqui amor?
Eu sempre soube que me arrependeria mais tarde pelo que aconteceu com Ananda, mas nunca pensei que fosse desta forma.
- Amor eu te disse que as possibilidades são pequenas. Mas, se acontecer, você ignora. Você soube lidar tão bem com Sophie amor. Confesso que eu fiquei preocupado, com ela, sei que ela é terrível. Eu amo sua família e ela também, mas tem horas que ela é sem limites. — Percebi-a quietinha. — E no mais, eu vou estar com você. Vamos fazer o seguinte eu vou até lá fora, peço Sophie para ficar com você e peço a Beatriz para preparar um chá para você e busco a carruagem para nós. E ao invés de irmos a pé, iremos de carruagem. — Ela me aperta em seu corpo e eu abraço-a mais forte agora. Então, ela diz:
- Não. Não me deixa amor!
- Tudo bem então, eu fico Valerie...
- Não. Não é isto... Eu estou pedindo para você não me deixar nunca Henry! — Ela diz e chora novamente, me deixando desesperado.
Mas de onde ela tirou isto? Esta possibilidade? Realmente agora eu me alarmei, o que deu a ela este sentimento? Tomei seu rosto agora entre minhas mãos firmemente e olhei em seus olhos que estampavam tristeza. E falei...
- Amor, como você me pede uma coisa desta? Como se eu tivesse esta escolha Valerie? Eu nunca te deixarei amor, jamais eu farei isto... Nunca... Eu não vivo sem você. Valerie, agora mesmo o meu desejo é beijar você desesperadamente. Mas, também, amar você deixando você absorver através do meu corpo a intensidade de tudo o que sinto por você. Já te disse, é grande demais, intenso demais, acho que nem eu te dando tudo de mim eu sou capaz de expressar. Nunca mais pense isto, você me entristece pensando estas coisas, pois me faz pensar, que eu sou um fracasso para te deixar claro o quanto eu te amo, e o quanto eu preciso de você amor. Estou me sentindo impotente diante do seu sofrimento.
Aquilo parece que toca nela, pois imediatamente ela se ergue e beija meus lábios com urgência, e eu retribuo na mesma urgência, e nossos corações são derramados naquele beijo. Sinto todo o seu amor ali, e lanço a ela todo o meu amor.
Quando estamos sem ar, ela se separa e diz...
- Eu amo você Henry e me perdoe, sei que você me ama... Não sei por que eu estou assim, acho que é muita coisa, a questão com Mildrad, toda a mudança que haverá na minha rotina por causa da segurança, tem também a viagem, os vários dias sem você, a vinda para cá e as possibilidades de reencontrar com o passado. Enfim acho que tudo isto estava me corroendo.
- Tudo bem Valerie, eu entendo. E eu sei que você acredita. Amo você de verdade princesa. E compreendo o momento que você está vivendo. Mas nunca mais pense em uma possibilidade e eu te deixar, nunca! Vou buscar Sophie para ela ficar fazendo companhia a você. Vou somente buscar a carruagem. Já volto linda. Lembre-se amo você e não vivo sem você.
Antes de sair, pego sua escova em sua bolsa, escovo seus cabelos. Limpo e enxugo seu rosto com meu lenço. E sento-a em um sofá próximo aos provadores.
Saio à procura de Sophie e quando a encontro também vejo Beatriz, já vindo com uma xícara de chá. Além de competente, ela realmente gostou de Valerie.
- Cuida dela para mim, Beatriz. Eu vou buscar a carruagem.
- Tudo bem Sr. Lazar. – Beatriz diz com firmeza.
Vejo Sophie e me aproximo. Observo que ela está na defensiva.
- O que é Henry? Cadê sua “Noivinha”? – Ela diz irritada.
- Sophie, eu preciso de sua ajuda. – Ela parece ficar surpresa. – Valerie não está bem, ela está se sentindo mal, Beatriz preparou um chá para ela. Eu fiquei um tempo com ela, mas preciso ir buscar a carruagem para irmos a sua casa. Fique com ela para mim, por favor. Não a deixe sozinha.
Sophie parece surpresa e me olha confusa. Mas enfim, diz...
- Tudo bem eu vou, onde ela está.
Explico a ela que próximo ao último provador e ela vai. E rapidamente saio para resolver o que preciso urgentemente e voltar.
POV VALERIE
Quando Sophie me solicitou para auxilia-la, sai muito feliz em sua direção, pois enxerguei ali uma possibilidade de me aproximar dela. No entanto, o pouco de tempo que passei ao seu lado percebi esta como uma tarefa impossível. Ela ostentava hostilidade para mim. Tentei de todas as formas, ser gentil, prestativa, e sua postura era a mesma, frieza e hostilidade. Mas eu fazia de tudo, pois sabia o quanto aquela família é importante para Henry, e eu não estragaria tudo só por que não estava sabendo lidar com uma menina frustrada, por que não alcançou o que achava que queria.
Mas o que eu não previa, era que ela usaria contra mim algo que me ferisse tanto. Apesar do meu dia com Henry está sendo maravilhoso em todos os sentidos. Eu estou fragilizada demais com a possibilidade de me deparar com seu passado. E eu nem sei por que me incomoda tanto, mas o fato é que me incomoda.
Em um determinado momento em que Beatriz se afasta o que percebo que ela o faz com hesitação. Beatriz é uma pessoa maravilhosa, é notável o quanto gostamos uma da outra, e o quanto ela me apoia por estar com Henry. Mas enfim, quando Beatriz se afasta, Sophie se aproxima de mim e diz... Com grande malícia no olhar e na voz:
- Nossa, esqueci-me de falar com Henry que tem alguém que ficará muito feliz de vê-lo, e que está na cidade. Você diz a ele para mim Valerie? Há um tempo, Henry conheceu e se envolveu com uma moça de Grewnville no Grande Reino por um acaso, a Ananda. Ela mora lá e seus pais são daqui. Ela só vem aqui de vez em quando. Mas, por coincidência ela está aqui e Henry também, e você nem precisa ter ciúme não é mesmo? Está noiva dele?
Ela lança estas coisas para mim com malícia, e sai. E todo o medo, tristeza e aflição que estava contendo, vem à tona em lágrimas de desespero. E quando Beatriz volta e vê meu estado, ela me leva para ter privacidade em um provador retirado. Então, me consola um pouco e sai, e eu creio que em busca de Henry, pois não demora muito e ele aparece me chamando.
A dor em meu peito é tão profunda que eu não consigo respirar direito. Tranco o provador, e sento-me ao chão encostada à parede. Pois, as forças em minhas pernas faltam e eu esmoreço. Desde o dia em que descobri que amo Henry. Dia a dia, venho permitindo-me desfrutar este amor, e venho cultivando-o, e permitido que ele cresça e expanda-se em meu coração. Perder Henry seria demais para mim. Minhas perdas foram atrozes. Mas perde-lo é improvável, impossível, eu não suportaria. Então, descobrir que ele teve um passado, e que teve pessoas, querendo ou não, que participaram de seu passado. E que elas podem voltar, é muito doloroso. Estou com medo, insegura.
Engraçado que há algum tempo eu dizia que queria que Henry alcançasse uma pessoa para amá-lo e cuidar dele. Hoje eu nem penso em cogitar esta ideia. Não posso de maneira alguma perdê-lo. Esta pessoa já existe e sou eu. Eu vejo isto, eu quero isto.
E as palavras de Sophie, me mostram que sou vulnerável, e que posso perdê-lo. Então o desespero me assola.
Depois de algum tempo, Henry vem até o provador onde estou, fica comigo um pouco. Então, diz coisas lindas pra mim, coisas que só ele pode dizer. Ao sair, depois de muito esforço, ele consegue me deixar um pouco mais fortalecida. Ele diz que vai a busca de Sophie para ficar comigo. Aquilo me desespera em meu interior, e se ela disser mais coisas? Mas de maneira alguma, eu posso contar a ele, eu não posso arriscar uma amizade de uma família por anos, pelos caprichos de uma menina, e se eu contar a Henry o que Sophie me disse, certamente ele não a perdoaria, e isto com certeza afetaria sua amizade naquela família. Eu não faria isto, de maneira alguma.
Eu passei tanto tempo confiante e focada em o quanto Henry me ama, que eu nunca se quer, considerei-me ameaçada em minhas certezas. Nunca pensei que eu pudesse ter concorrência, muito menos, me senti ameaçada por ela. E é tão incrível isto, por que eu sei que ele realmente é um homem lindo, desejável, cobiçado. Mesmo na nossa vila, eu podia ver isto.
Porém, uma coisa é saber que ele é cobiçado, outra coisa é contemplar esta possibilidade, ou ainda perceber que ele também pode cobiçar ou até se envolver com alguém. Saber que ele conheceu e até experimentou outras possibilidades, desestabilizou completamente todas as minhas certezas.
Realmente eu provei da minha vulnerabilidade quanto a não tê-lo, e a ele não ser meu, quando com os meus olhos eu vi que o mundo de Henry vai muito além do meu, e do que eu posso oferecê-lo. Isto me faz lembrar o dia em que eu o perguntei o porquê ele havia me escolhido? E olha que naquele dia eu só estava considerando somente as escolhas lá da vila, não tinha noção do que ele tinha acesso aqui fora. Lembrei-me também de sua resposta, cada palavra. Mas elas não são suficientes para aplacar meu medo neste momento.
Perdida nestas reflexões, eu não percebo quando Sophie se aproxima. Recobro um pouco minha postura, na defensiva. Procurando me preparar para o que quer que seja, que ela esteja disposta a fazer agora. Como será que ela irá me ferir? Ela me olha curiosa e ao mesmo tempo incrédula. Continuo olhando em seus olhos, mas noto que não são mais inquisidores. São pacíficos? Não compreendo... Após um considerável silêncio ela diz:
- Por que você não o contou? — A princípio não entendo sua pergunta, e ela parece perceber que estou confusa e prossegue... – Por que você não falou para ele o que aconteceu, o que eu fiz com você? – Eu simplesmente respondo...
- E por que eu faria isto? – Ela me olhou ainda mais incrédula...
- Pelo óbvio, por que eu feri você, eu magoei você, e para que ele brigasse comigo, chamasse minha atenção, e protegesse você. É o normal que qualquer pessoa faria.
- E fazê-lo magoar-se com você, afastando-o de você e consequentemente de sua família, sendo que ele os ama tanto? Eu jamais faria isto Sophie, ele ama vocês demais. Eu jamais seria o pivô de destruição disto. Portanto eu não me incluo nesta lista de qualquer pessoa, sinto muito, pois eu jamais teria coragem de fazer algo assim com Henry. Eu não quero que ele sofra, ele não tem mais sua família, mas ele tem a vocês. Eu jamais tiraria isto dele Sophie, eu não poderia. – Ela me olhava agora com uma expressão que me surpreendeu. Havia vergonha e constrangimento demais impresso em sua face, e uma grande porção de arrependimento. Mas o que verdadeiramente me chocou foi ela dizer...
- Me perdoe? – É claro que eu a olhei, e perplexa... – Me desculpe mesmo Valerie... – Eu não conseguia falar, tamanha era minha surpresa... E ela pareceu compreender, pois ergue as mãos como se sinalizasse rendição e diz... – Eu cresci vendo Henry tão focado, apaixonado por você, e afastando e descartando qualquer outra opção... Mas eu nunca considerei o que realmente você pudesse ter que o encantasse tanto. Pois Henry pode ter qualquer uma que quiser aos seus pés. Só que agora eu posso ver e compreender que exatamente neste ponto está a questão. Não é ele que é obstinado demais por você. É você que realmente tem características capazes de apreendê-lo. Você é exatamente o que ele precisa. E agora eu posso ver claramente, e embora seja muito difícil para eu admitir, é óbvio demais... Você o ama!
Eu realmente estava abismada com aquilo que eu ouvia... Confesso que a princípio achei que era um jogo, mas então ela pareceu ler minha mente...
- Não estou jogando com você, isto não é um blefe. Eu posso ver. Você realmente ama Henry, Valerie. – E eu simplesmente respondi.
- Sim, eu o amo. E o amo muito Sophie. E faria qualquer coisa que fosse preciso para poupá-lo de sofrimento.
- Eu sei. Agora eu posso ver. Realmente não vou mais atormentar você Valerie. As pessoas erram e apesar de ser uma pessoa possessiva, implicante, e marrenta, por que eu sei que sou. Eu não sou uma má pessoa. E também sei reconhecer meus erros. – Ela então, se aproxima um pouco hesitante e pergunta... — Posso me sentar com você?
- Claro Sophie. – Não vou dizer que aquilo não me assustou, pois assustou e muito, mas havia tanta sinceridade em seus olhos, que foi impossível não ceder.
- Como você está? Hum... Pergunta tola não é? Desculpa, mas quero mesmo saber.
- Melhor... E respondendo as suas primeiras perguntas, sim, eu te perdoo. Não tenho raiva de você Sophie e por incrível que pareça, minha reação não foi por ter ficado magoada com você, mas foi... – Ela não me deixou concluir...
- Por insegurança, medo de perdê-lo. – Mesmo envergonhada eu precisava admitir, pois era a mais pura verdade.
- Sim, exatamente. – E as lágrimas voltaram a correr... – Me desculpe por isto, não posso conter, é muito mais forte do que eu. – Eu dizia tentando conter a torrente de lágrimas. Que raiva! Por que minhas lágrimas eram tão insistentes?
- Não se desculpe Valerie, mais uma vez, eu é que te peço. E bom como eu fiz o estrago com a minha estupidez, acho justo que eu mesmo o conserte. — Ela me disse aquilo e respirou fundo... – Bem, não há, nunca houve, e posso garantir a você que nunca haverá motivos para duvidar de que Henry ame você. E que ele sempre te amou, e que ele pertence só a você Valerie. Essa moça que eu te falei, Henry e ela... — Mas eu a interrompi.
- Sophie acha mesmo importante que eu saiba?
- Sim eu acho, eu só te peço que não conte a ele que te falei. Pois, isto envolve algo que Henry fez e que ele se envergonha muito. Algo que o expôs demais. É um assunto velado... – Mais uma vez eu a interrompi.
- Então Sophie, se é algo que o expõe, se é velado, e o pior, se é algo que eu não possa conversar com ele a respeito, ou seja, tenho de guardar segredo dele, eu não quero saber, por mais que isso me beneficie. Eu não tenho segredos com Henry Sophie. Nunca escondemos as coisas um do outro.
- Mas você não o contou o que eu fiz. – Ela me disse especulando.
- Claro que não! Pois, isto não traria benefício algum, ao contrário, o faria sofrer. No entanto, isto não o impede de saber, eu nunca impediria você de fazê-lo, por exemplo, e se caso ele viesse me perguntar depois, eu diria meus motivo, e eles são plausíveis. Henry sabe que eu nunca faço este tipo de coisa.
Ela ponderou um pouco e depois me disse...
- Está bem, se precisar falar a ele que eu te contei pode falar, e dizer que eu fiz na tentativa de corrigir um erro grande, pois se você não falar, eu mesma vou acabar falando. Pois eu acho mesmo que você precisa saber o que houve, assim você nunca mais duvidará do amor dele por você Valerie. – Eu permaneci muda em uma batalha interna, eu não queria que Henry fosse exposto, odeio esta ideia... – Valerie o que aconteceu não foi errado, nem grave no sentido de fazer algo consciente. Mas foi um “deslize” que o envergonhou demais, por isto ele não fala a respeito. E talvez seja por isto que ele não tenha nunca dito isto a você. Ele sabe que está se sentindo insegura?
- Claro que sabe Sophie, já disse não escondo nada dele, sabe que meu medo está relacionado a vir aqui, por causa destes envolvimentos dele do passado, mais especificamente esta pessoa daqui. Mas realmente este é um assunto velado para ele. E agora eu sei, é por que ele se envergonha, e quer saber Sophie? Eu não quero saber! – Eu disse isto enfatizando. — A não ser que seja por ele, o dia que ele se sentir pronto para que eu saiba, eu saberei.
- Mas eu gostaria muito de corrigir meu erro Valerie eu piorei sua insegurança, sendo egoísta e mesquinha. Gostaria de consertar... – Não permito que ela conclua novamente.
- Eu sei, e te entendo! E aceito suas desculpas de coração. Mas não vamos corrigir um erro, cometendo outro. Entrando na privacidade de Henry sem seu consentimento, de maneira alguma! Quanto ao que estou sentindo, irei tentar lidar da melhor maneira, e não se preocupe não estou com raiva, nem chateada com você Sophie, dá para ver que se arrependeu. E isto é nobre pra mim, de verdade.
E ela sorriu para mim, e disse...
- Obrigado, de verdade Valerie. Eu jamais conseguiria fazer o que você fez, e não me refiro só a não contar para ele e não se beneficiar de sua defesa visando algo maior, e sim, também, por se negar a saber algo que te beneficiaria só para não expô-lo.
- Vai por mim, você faria sim. O amor nos faz fazer coisas impensáveis, somos capazes de tudo por quem amamos Sophie. Principalmente, quando se trata de não permitir que a pessoa amada sofra.
Ela me olha com um olhar tão maravilhado que chega a me constranger. Então, não resistindo eu a pergunto...
- O que foi? Por que está me olhando assim?
- Você é uma pessoa incrível Valerie, eu estou encantada, de verdade! Eu não culpo Henry por ama-la tanto. E quer saber, você me fez descobrir que na verdade, o que o que eu sinto por ele não é nada além de atração e afinidade, por uma pessoa incrível e que eu conheço há anos. Pois este amor ai que você sente... – Ela disse apontando para o meu coração. – Impossível! Porém, por favor, eu te peço, não me culpe por me sentir atraída por ele por tanto tempo, por favor, mesmo... E me perdoe verdadeiramente pelo comentário, mas, quem não se sentiria atraída por aquilo? Henry é um deus Grego em pessoa! Mas, agora eu vejo e compreendo, ele é “Seu” deus Grego! Com todo respeito, de coração!
Eu não aguentei e comecei a rir da carinha de constrangimento dela em me dizer aquilo. E foi bem na hora que o meu lindo chegou e nos olhou incrédulo. E eu fiquei encantada por vê-lo, pois ao ver a melhora considerável do meu estado de espírito, seu semblante visivelmente suavizou, ele estava realmente preocupado. Só que ri mais um pouco ao olhar para Sophie que estava vermelhinha, acho que se pensando no seu comentário constrangedor. E Henry disse.
- Sophie, peça o que você quiser... Qualquer coisa...
Nós duas não entendemos e ficamos olhando-o.
- Você fez Valerie voltar a sorrir, isto é a coisa mais importante para mim, vê-la feliz, vê-la sorrindo. Você merece um prêmio. Escolha o que quiser da loja qualquer coisa, hoje vou te dar um presente.
- Henry agora olhava para mim, em busca de aprovação, e eu sorri para ele dando sua resposta. Mas Sophie estava hesitante, creio que constrangida por aceitar a oferta e me ferir novamente, já que ela foi responsável por isto. Então, tomei suas mãos nas minhas e disse...
- Vai lá Sophie aproveita, e sinta-se presenteada por mim também. Pois, realmente você mereceu.
Ela me olhou agora comovida, e timidamente me disse.
- Obrigado Valerie. Você verdadeiramente é uma pessoa surpreendente! Acho que você ganhou uma amiga... É claro que, se quiser... – Ela disse ainda mais vermelha.
Eu olhei em seus olhos já cheios d’água, beijei suas bochechas e disse...
- Claro que quero... Mas, vá lá escolher, e se quiser ajuda me chame... Irei, com prazer.
- Obrigado Valerie e obrigado Henry. – Ela disse olhando para mim e depois para ele. – E Henry, você não poderia ter feito escolha melhor para esposa, Valerie realmente é maravilhosa. – E ela sai deixando um Henry orgulhoso, porém, confuso.
Então, ele aproxima-se. Senta-se ao meu lado e diz.
- Não sabe o quanto estou aliviado amor, é bom demais ver o seu sorriso! – Ele diz tocando meu rosto. Seu olhar me diz que ele quer me beijar, pois seus olhos não deixam de buscar meus lábios, mas, por mais que aquela fosse uma ala, mais retirada da loja, poderia aparecer alguém a qualquer momento. Então, entendendo nosso dilema, rapidamente dei um selinho nele. Só para aplacar um pouquinho a vontade de ter nossos lábios unidos, que também ardia em mim. Sua urgência era tanta, pois, aquele simples toque, fez com que ele desse um pequeno gemido de satisfação. Quando me afastei ele disse...
- Estou carente de você e de seus beijos amor. – Ele me disse dengoso como só ele sabe fazer, e é tão lindo, ver estas várias faces de Henry... Eu sorri timidamente para ele e tocando seu rosto eu disse.
- Eu também príncipe, eu também. Mas, não acho uma boa ideia voltar ao provador amor, nós estamos terríveis hoje Henry. – Sorrimos com meu comentário verdadeiro. — E tenho a impressão que acabaremos sendo flagrados. Então, acho que teremos de esperar para a viagem de volta. Pois, estaremos juntinhos na carruagem e poderemos aproveitar um pouco. Se não se importar posso ir à frente com você guiando, nas próximas, já com cocheiro, vamos juntos atrás. O que acha?
Ele me olhava tão lindamente e disse...
- Claro. Amor, aproveitando o que você disse o que está acontecendo conosco hoje? Até comigo, estou me estranhando, estou tendo tanta dificuldade de me controlar linda. – Eu sorri para ele.
- Estou percebendo lindo que está. Justo hoje “Seu Modo Controlado” resolveu dar defeito amor, que perigo! – E sorrimos mais uma vez, mas ele esta vermelhinho do jeito que eu gosto. – Mas, imagino que seja por que estamos em privação depois de... Você sabe, experimentar, gostar e aprovar fazer amor um com o outro. Estamos sozinhos, e nossa viagem de vinda foi muito romântica. E mais, Henry, o que é proibido atrai mais, sabe disto. E o mais importante, eu creio que nossa mente e o nosso corpo já se deram conta de que em uma semana, estaremos em privação absoluta um do outro, por quase um mês Henry. Príncipe, eu acho que isto se chama desespero.
- Põe desespero nisto princesa, põe desespero nisto. Você tem razão.
- Amor, você está arrependido do compromisso? Quer rompê-lo? Lembre-se que nós o fizemos por nós dois, nosso próprio benefício. – Pergunto-o sinceramente.
- Não linda não é isto. Mas por que você quer? – Ele me pergunta curioso.
- Sinceramente? Não. Mas não é só meu querer e vontade que está em jogo aqui. Juntos lembra amor? Meu corpo, minha alma e meu coração, já são seus, amor, integralmente. – O que digo a ele é a mais plena verdade de minha vida, e sei que ele compreendeu, simplesmente pelo seu olhar. E confirmando minha certeza diz...
- Obrigado Valerie, o mesmo serve para mim, o mesmo. Mas quero mesmo esperar. Só não imaginava que seria tão difícil. E eu sempre pude contar com meu autocontrole... Mas voltando ao assunto Sophie, Valerie o que foi aquilo? Amor, eu admito que eu fiquei e estou até agora, impressionado.
- Nada amor, nós conversamos e nos entendemos, a Sophie é uma fofa Henry. Só é preciso ter jeito com ela, eu realmente gostei dela. Eu queria muito que eles fossem para o jantar de noivado amor. Sério, seria muito bom tê-los lá.
- Eu também. Porém, só estou preocupado com uma coisa, eles terão de dormir lá amor. E hoje, de qualquer jeito, eu vou dormir com você linda... Não vai ter como passar despercebido.
- Amor, eu já disse que não me importo, no mais estamos noivos agora Henry. Mas tenho que dizer que gostei de ouvir você dizer que vai dormir comigo Sr. Lazar... – Eu disse aquilo com malícia.
- Amor não faz isto, não brinca com fogo... – E eu sorri da carinha de desespero dele. – Amo você minha princesa!
- Assim como amo você. – Bem neste momento Beatriz chega. Avisa-nos que Sophie me chama no provador, e eu vou prontamente. E ela fica conversando com Henry enquanto eles vão em direção ao caixa acho que para esperar Sophie.
Assim que termino com Sophie, vamos até Beatriz que prepara tudo, para que Henry possa pagar a despesa. Sophie estava satisfeita e ficou mais ainda quando eu disse a ela que queria que fosse ao noivado. E ela disse que usaria o vestido novo.
Ao aproximarmos do caixa, vejo Henry abrir um sorriso para mim por me ver. E Sophie também não perde a cena e diz...
- Como é apaixonado não é? Chega a ficar bobo.
- Sophie! – Eu digo a repreendendo. – Ele não é bobo, mas se você pensa assim, eu também sou boba para você.
- Mas é claro que é Valerie! – E verdadeiramente rimos as duas... – Mas eu não estou de implicância, eu também quero ficar boba assim um dia, e quero alguém bobo assim para mim.
Quando ela me diz isto, inexplicavelmente Marverik me vem à memória. Marvel ficará noivo hoje e eles todos estarão aqui, posso apresenta-los. Assim, como posso apresentar Made a Araon. Isto, se ela vier, por causa de sua mãe, não sei se conseguirão alguém para ficar com ela. Quero falar com Henry a respeito. Mas antes, viro-me para Sophie e falo...
- Sophie, e se eu disser que posso te ajudar nisto? – Ela me olha com olhos elétricos com expectativa.
- Como? – Ela pergunta cheia de euforia.
- Bom, no jantar de hoje, ficaremos noivos em três casais. E um deles, o rapaz, é de uma cidade do Grande Reino, e assim como vocês eles são em vários irmãos, e uma irmã. Tem um deles que acho que você irá gostar de conhecer e ele é solteiro Sophie, e muito bonito por sinal. – Quando acabo de dizer isto, Henry se materializa bem ao meu lado, me deixando roxa e fazendo Sophie rir.
- Quem é bonito amor? Eu? – decido que o melhor a fazer é dizer a verdade para não me enrolar mais...
- Não amor, você, é lindo! – Ele se derrete literalmente. Mas ainda o vejo curioso. — Estou falando para Sophie sobre Marverik, pretendo apresenta-los hoje no jantar. – Henry entende, e sorri estranhamente para mim. E neste momento Sophie é solicitada no pacote para buscar seu presente, que estava sendo conferido, para ser embrulhado.
- Amor por que você está me olhando assim? – Ele me olhava com divertimento e eu não entendi.
- Amor você é bem esperta não é? Ganhou o coração da Sophie e já vai dar um jeito de garantir que ela não represente mais perigo para você não é Valerie? Dando uma de “cupido” amor? – Eu fiquei com o rosto tão quente, e sem reação. Como Henry podia pensar aquilo de mim? Eu realmente não pensei nisto, fiquei foi com pena do comentário dela, e foi o que expliquei a ele, e finalizei dizendo...
- Amor me admira muito você pensar isto de mim Henry. Não tenho hábito de planejar estas coisas. Eu geralmente ajo por instinto e espontaneidade, e você sabe disto. – Ele viu que eu não gostei e falou.
- Desculpa amor eu sei e estou brincando. Mas, que acabou saindo como uma boa estratégia saiu. – Hum... Não era a primeira vez que ouvia esta palavra em relação a cuidar de um relacionamento e agora ela saia da boca dele e com propriedade. O que me fez pensar, quais foram as dele para nos aproximar? E eu o olhava inquisidoramente, ele percebeu é claro... – O que foi amor? O que eu fiz?
- Você me fala em estratégia tão convicto, sinal que você é familiarizado com isto. E estou curiosa... Quais vezes você já as usou comigo Sr. Lazar? – Devo dizer que ele primeiro ficou branco como papel, e em seguida ficou roxo de tão vermelho.
- Amor, eu não acredito que você está me perguntando isto? – ele esta apavorado!
- E por que não Henry? Pelo seu comentário acho que realmente você está bem familiarizado, mas posso estar enganada. Ou você agora vai guardar segredos de mim amor? – Sabia que não era justo, fazer aquilo, eu o deixei sem saída. Então, ele respirou fundo e falou...
- Em algumas vezes sim amor, claro, mas só pequenas coisas, como por exemplo... Meu Deus, Valerie, não acredito que vou ter que falar isto!... – E ele ficou vermelhinho. — O dia da camisa branca lembra? Que eu protelei colocar o casaco...
- Sério amor? Henry, você então bem que tentou me seduzir não é lindo? — Nunca vi Henry tão vermelho... Aproveitei, e para provoca-lo, coloquei-me na ponta dos pés, e envolvi seu pescoço e cheguei meus lábios em sua orelha, e sussurrei... – Você fica tão sexy coradinho lindo! Amo você Sr. Lazar. E não fica assim, gosto da ideia de você me seduzindo amor, demais até... — Quando eu voltei a olhá-lo ele estava ainda mais vermelho, mas sorria timidamente para mim.
- Amo você também Valerie, e que quero aproveitar e te perguntar uma coisa. Que tem me deixado apreensivo...
- Pergunte o que quiser Henry...
- Amor você me disse aquilo sobre Cedrico com Prudence e Marvel com Rox. E eu fiquei curioso, vocês conversam detalhes sobre estas coisas? – Claro que fiquei vermelha com a pergunta dele, e entendi imediatamente qual era sua real curiosidade. Saber se eu falava a respeito de minha intimidade com ele para alguém. Bom, eu estava mesmo em uma situação difícil, pois, para as meninas realmente eu não compartilhei nada. No entanto, para minha mãe, sim, o essencial.
- Amor, claro que não, e quando elas compartilharam esta informação eu disse que não tinha nada a compartilhar no momento, e ficou por isto, apesar de que Rox não engoliu muito, ela me conhece, mas ela também sabe que eu não minto para você e se eu falasse algo poderia ficar em uma situação difícil com você então, ela não me pressionou. Porém, existe sim uma pessoa que compartilhei ontem, mas, sem detalhes. – Senti que ele congelou, ele já sabia quem era... — Só sabe que aconteceu. Inclusive eu só me abri por que ela percebeu que eu estava diferente então acabei falando, o que foi muito bom para mim. Minha mãe Henry, minha mãe sabe, me desculpe, mas eu precisava, eu também estava insegura, então... Mas te prometo que não houve detalhe algum, nenhum mesmo... E também fiz questão de deixar ela ciente das minhas insistências que você sempre se manteve firme. Pode deixar amor, eu não te colocaria em uma situação difícil.
Percebi que ele estava tenso, processando o que falei. Mas respirou fundo e falou.
- Nossa eu estou envergonhado amor, como vou olhar para sua mãe? – Seu rosto era de um vermelho tão vívido. Fico até imaginando Henry corar agora toda vez que olhar para minha mãe e começo a rir. O que o leva a olhar para mim confuso com as sobrancelhas arqueadas.
- O que foi Valerie, do que está rindo amor? – Ele me pergunta sério.
- Desculpa Henry. É que me veio à cabeça algo: e se você ficar coradinho toda vez que olhar para minha mãe agora? Será bem engraçado amor! – Ele fica todo sem gracinha. E é de uma forma tão intensa, que me arrependo do comentário desnecessário.
- Amor, isto para mim não vai ser engraçado Valerie, vai ser no mínimo constrangedor. Justo eu que odeio me expor amor! – Vejo que ele ficou um tanto aborrecido, e logo vou dizendo seriamente agora.
- Lindo, olhe para ela da mesma forma, e me perdoe pelo que eu fiz. Mas, é que eu precisava Henry, eu estava insegura. E achei que com minha mãe seria bom eu conversar, mas realmente me perdoe. E você precisa saber Henry, que quando eu disse a ela o tanto que eu te provoco e que você se mostrou firme até quase agora, ela ficou surpresa, e eu disse a ela sobre o nosso compromisso, que isto é importante para você. Fique tranquilo, eu não mencionei os motivos. Sabe o que ela me disse? Que você é o genro que qualquer sogra gostaria de ter. Pois é lindo, eu não te deixei em maus lençóis.
- Tudo bem então, e no mais, como você disse, ela é sua mãe, se precisar de conselhos ainda prefiro que recorra a ela, pois, ela é muito experiente, ela sempre tem ótimos conselhos. E amor, eu mesmo devo a ela não ter desistido de você.
- Certo amor, que bom que entendeu... – Eu digo-lhe aliviada.
Bem neste momento Sophie chega. Então, nos despedimos de todos, inclusive de Beatriz que fez questão de me abraçar e eu a retribuiu com o mesmo carinho. Seguimos em direção à carruagem, que por sinal era linda!
POV HENRY
Percebia Valerie encantada com a carruagem. Como era impressionante observar, que da mesma forma que ela carrega em si tanta simplicidade, alcançada com o estilo de vida simples que sempre levou, ela também traz em si a singeleza, a formosura e desenvoltura de uma dama da mais alta corte do Grande Reino. Por mais que eu me esforce a cada dia em compreendê-la ela ainda é um mistério para mim. Um precioso mistério que a cada dia sou convidado a desbravar e a revelar os seus segredos.
Ela sabe se portar nas mais variadas situações e diante das mais distintas pessoas. Sentia que por mais que ela e Sophie estivessem conversando e muito, ela estava preocupada, e eu sabia o motivo. Ela teme não ser aprovada, mas eu não entendo porque, deste medo. Pois, se até Sophie que é tão imprevisível, ela conquistou.
Isto me faz pensar novamente de que Valerie pode ter um futuro brilhante vivendo no Grande Reino. Se caso ela concorde eu posso pensar nisto para um futuro não tão distante. Seguindo minhas metas e após conseguir expandir os clientes da ferraria, já que após se casar ela irá trabalhar comigo dando-me suporte, eu posso pensar em abrir filiais. São realmente planos a se pensar, mas primeiro eu tenho de saber qual é o desejo dela. Mas, uma coisa de cada vez. Primeiro irei deixa-la viajar, para depois que ela conhecer a cidade de Livergoorn e o estilo de vida diferenciado de lá e do Grande Reino, ela mesmo decidir.
Em meio às conversas e sorrisos, chegamos à casa dos Tios. Pedi para que Sophie fosse à frente avisá-los. E Valerie ficou comigo preparando a carruagem. Assim, que terminei, tomei-a em meus braços envolvendo-a da maneira que eu estava desejoso a fazer, protetora e possessivamente. Como é esplêndida a sensação de ter seu corpo junto ao meu. E como nos completamos.
Ela está com o rosto em meu peito inalando meu cheiro, como ela ama fazer, e eu vou distribuindo beijos no topo de sua cabeça.
– Sabe que eu amo você não sabe? – Eu pergunto e ela ergue seu rosto para
me olhar.
– Sim, eu sei... Tanto quanto eu amo você Henry.
– Então por que o receio?
– Eu já disse Henry, receio deles não me aprovar...
– Linda, há uma possibilidade muito remota disto acontecer. Amor, você conquistou a Sophie! E mais Valerie, ainda que eles não te aprovem amor, a pessoa que mais interessa te aprovou, que sou eu. Seria excelente se todas as pessoas que eu amo, também amassem a minha futura esposa, mas caso isto não aconteça, quem estará perdendo são eles, de se privarem de estarem próximos de uma pessoa fantástica como você linda! Põe na sua cabecinha de uma vez por todas, que eu amo você. Muito mais que você possa imaginar.
– Eu também amo você Henry, muito mais do que sequer um dia sonhei amar alguém. Incrível isto não é?
– E como amor, e como... Realmente você me amar já é um mistério. Amar-me então, com a intensidade que você me ama hoje, é um enigma inalcançável para mim.
– Para mim também amor, por isto eu sempre digo a você, eu não sei, eu não saberia jamais explicar. Eu somente posso sentir.
– Então não explique amor, só sinta. — Disse isto sorrindo e obviamente a provocando. Dando beijos, que eram intercalados, com algumas mordidas em seu pescoço. Enquanto ela percorria o nariz no meu inalando.
Bem neste momento, os Tios vieram até a porta para nos receber. Creio que eles perceberam nossa demora. Continuei abraçado a Valerie, porém, agora eu a viro de frente, e continuo envolvendo sua cintura, tudo isto para ampará-la diante do momento, pois ela ainda está tensa.
– Henry meu filho, por que a cerimônia? — Foi à tia Clara quem perguntou sorridente.
– Oi tia, é que eu e Valerie estávamos conversando um pouco, desculpa. Aproveitando, tia Clara e tio Heitor, esta é a Valerie, minha noiva. E antes que vocês se preocupem... Vocês não souberam por que o jantar para oficialização será hoje. Eu a pedi de surpresa esta semana, então, um dos motivos de estarmos aqui, é convidá-los para estarem presentes conosco. E bem... Esta é Valerie. — Eu digo levando-a até eles pela mão. — Valerie, estes são tio Heitor, e Tia Clara. — Digo apresentando os tios a ela. Porém, sem soltar sua mão, só deixando uma livre, neste gesto quero mostrar a ela que eu estou aqui e ela pode se sentir segura.
– Olá boa tarde, enfim, é um imenso prazer conhecer a extensão da família de Henry. — E ela dá um sorriso maravilhoso, e simples assim, automático e visivelmente os dois caem nas graças de minha noiva. E mais uma vez eu fico maravilhado com poder que ela exerce sobre as pessoas, para amá-la. E o tio diz...
– Olá minha querida, seja muito bem vinda à família, já soubemos que você é muito bonita, mas aos olhos ainda é muito mais. Grandão, meus parabéns filho, você foi agraciado com uma linda noiva! — Valerie ficou da cor de seu vestido. Não entendo por que, ela é linda mesmo.
– Obrigado Senhor Heitor. – Valerie diz a ele.
– Não, nada de senhor ou senhora. É tio e tia também. Você já é da família minha filha. – Esta foi à tia.
– Obrigado, nem sei como agradecer, é uma honra para mim. Ser tão bem recebida por aqueles que Henry ama.
– Oh, minha filha! Como não receber alguém tão especial como você?
Além de ser linda, é muito gentil, educada, simpática e corajosa. Sim eu posso dizer isto, pois eu passei por isto. E sei o quanto é difícil nos aproximar de uma família totalmente estranha, e já constituída. E ainda, para ser acrescentada a ela. Eu passei por isto minha querida, e sou solidária a você. Porém, já posso adiantar que esta família é muito acolhedora, e que quando menos esperar já se sentirá em casa. Você já conseguiu conquistar o coração mais improvável. Devo dizer que Sophie está encantada com você e notoriamente muito feliz por conhece-la, o que não é algo comum, eu lhe garanto. – A tia realmente gostou muito da Valerie.
Senti nitidamente o quanto Valerie relaxou. Toda a tensão do seu corpo esvaiu-se imediatamente. E confesso que eu relaxei também, eu estava preocupado. Então, a tia continuou...
– Vamos entrar, estamos há muito tempo aqui fora, e o almoço já esta pronto, mas, estávamos esperando vocês.
E a tia saiu levando Valerie com ela. Deixando-me para trás com o tio. Confesso que eu não queria me afastar dela um minuto, mas achei que o gesto da tia, seria muito bom para deixa-la à vontade.
Eu o tio, fomos até a sala e ficamos aguardando, e em seguida chegaram os rapazes. Araon que já chega fazendo graça e Érion rindo de Araon.
– Henry, vamos aproveitar que estamos sozinhos, grandão. Cara, se eu soubesse pelo “o que” você esperava, eu jamais tinha pedido para você desistir. Tenho de admitir, que valeu mesmo, todo seu sofrimento e espera. Ela é indescritível, com todo o respeito, linda, simpática, gentil, amável... Rapaz, sem comentários. Digamos que, eu estou impressionado! E você sabe que no quesito mulheres, sou difícil de me encantar.
– Obrigado Araon, ela é tudo isto mesmo e muito mais, ela é formidável. – Eu digo orgulhoso.
– Eu nem preciso dar minha opinião não é? Araon disse tudo, parabéns Henry. Érion disse no seu jeito mais contido.
– Henry, eu preciso dizer, seu pai e sua mãe, estariam orgulhosos meu filho. E aqui, para nós, ela te dará filhos lindos... — Este foi o tio falando. E todos nós rimos do comentário do tio. Pois parecia até o meu pai falando. E aquilo me trouxe saudades dele...
– Ah irmãozão, precisamos compartilhar com você, que agora fazemos parte da Guarda de Grewnville. Eu e Érion fomos escolhidos. E gostaríamos de solicitar a você que viesse nos treinar neste período em que Valerie estará viajando. Sophie nos disse que ela irá viajar e ficar quase um mês fora. E você é cotado como o melhor da categoria, na nossa região, precisamos de você cara. Ajude-nos. – Este foi Araon falando.
– Primeiro, meus parabéns. Segundo posso ajudar e treiná-los sim, mas não posso vir para cá, pois estou preparando uma surpresa para Valerie durante a viagem. Vou reformar o Chalé para assim que ela voltar, possamos nos casar. E ela acha que só vou fazê-lo quando ela chegar de lá. Então, posso fazer, mas, precisa ser por lá em Daggorhorn. E quanto a viajem, ela vai para casa de uns amigos de infância ajudar a amiga a cuidar da mãe doente, vocês os conhecerão hoje, um deles fica noivo junto conosco. No jantar. O que posso sugerir é vocês estarem comigo no período de Lua Cheia, fazerem as rondas comigo, e eu treino vocês em tudo o que sei. E quando voltarem, vocês mesmos treinam os cavalheiros e soldados daqui. – Eu disse.
– Nossa... Excelente! Fechado então. Porém, como agradecimento passaremos mais um tempo por lá. Auxiliando você agora no início para adiantar a reforma ao máximo que puder. Aí você pode trazê-la mais rápido, pois sinto que será angustiante para você ficar longe dela não é? – Araon perguntou.
– Claro que vai ser. Você nem imagina como eu já estou. Por que na verdade, têm várias coisas acontecendo em torno desta viagem, inclusive riscos a Valerie. – Eu respondi apreensivo.
– Como assim Henry? – Este foi o tio preocupado. – Mas antes que responda, vou dizer uma coisa... Já que precisa adiantar, farei algo... Considere como um presente meu, adiantado, do casamento. Eu cederei dez homens dos meus para trabalharem pra você neste período, e a despesa toda será por minha conta. – Nossa aquilo verdadeiramente me impressionou. E como hoje sou um novo Henry, corri e puxei o tio do sofá abraçando-o, deixando nós dois e os rapazes emocionados e encantados com minha mudança.
– Obrigado tio, e obrigado rapazes, não tenho palavras que possam expressar meu agradecimento. Na verdade nem sei como agradecer. – Mas, o tio foi rápido...
– Mas eu sei. Cuide dela, e faça-a muito feliz meu filho, pois ela realmente ama você. Pois mudou você completamente Grandão. Você nem parece mais aquele rapaz torturado. Não vejo nem a sombra dele mais, graças a Deus. E filho, explica para mim esta questão dos riscos, isto me preocupou, e se tem haver com ela, já tem haver comigo também, pois já a amo, só por ela te fazer tão bem Henry, e sua tia também. Eu tenho certeza. Portanto, estamos juntos. Não abro mão.
– Obrigado tio, estou mesmo precisando dividir isto com alguém que possa realmente me ajudar, nem que seja me aconselhando.
Contei detalhadamente toda a História de Mildrad só omitindo o sonho de Valerie, pois nunca falaria a respeito de sua linhagem de lobo a ninguém. Mas contei o meu sonho sobre o aviso da minha mãe. Visto que, os rapazes agora na guarda já estão um pouco inteirados sobre estas coisas de sonhos de aviso, e até sobre outros assuntos não naturais. Que para outros não esclarecidos, parece loucura. Porém, devido aos nossos treinamentos, nós sabemos que não o são.
Eles decidem me dar apoio e participarem da reunião no jantar hoje. Com a finalidade de estabelecermos todas as estratégias de segurança.
Assim que a mesa estava posta, todos nós fomos convidados a nos reunir em torno da mesma. Fiquei feliz por ver Valerie totalmente relaxada e, sentindo-se em casa. Ao que parece, ela percebeu meu olhar e correspondeu, dando-me um sorriso querendo demonstrar para mim, que ela esta bem e que eu estava certo. E eu a respondi a altura dando-lhe um sorriso sincero.
Uma coisa muito interessante que sempre mostrou para mim que realmente sou parte desta família como um filho, é a forma que eles sempre nos distribuíam a mesa, durante as refeições. Geralmente, é pai e mãe nas cabeceiras, quando não há um avô ou avó vivos, e os filhos homens de um lado e mulheres do outro. E começa do mais velho que fica mais próximo ao pai seguido do filho do meio e depois, o filho caçula. Então como eu e Araon temos a mesma idade, primeiro Araon, depois eu, e depois Érion. Sendo que seu eu fosse visto como visita eu só poderia me sentar após os rapazes. E Valerie, sentou-se logo após Sophie, e de frente para mim.
Durante toda a refeição trocávamos olhares e carícias na mão um do outro sobre a mesa, quando todos estavam distraídos. Mas, houve um determinado momento, em que ela deu um sorriso sapeca para mim. E de repente senti algo tocar e deslizar pelas minhas pernas. Começando por meus tornozelos, avançando rapidamente pelas panturrilhas e antes mesmo que eu conseguisse raciocinar, até a altura das coxas. Nem precisa dizer que, minha primeira reação, foi ficar vermelho, senti o calor intenso no meu rosto. E claro, obviamente meu corpo respondeu, fiquei arrepiado da cabeça aos pés, e meu coração passou a disparar no peito. Usei todo o esforço para manter a respiração normal.
Eu olhava para ela desesperado. Porém, tentando disfarçar e ela sorria sapeca, porém, muito discretamente para mim. Ela subiu mais ainda, trilhando o caminho entre o meio das minhas coxas, pressionando mais ainda agora minha carne. E eu não estava acreditando que ela teria esta coragem... Imediatamente meu corpo ganhou vida, e eu já estava totalmente excitado. E com certeza, com o rosto roxo de tão vermelho, pois sentia todo ele verdadeiramente queimar como se eu tivesse pegado uma insolação. E eu quase morri, e cheguei a engasgar feio, quando a tia disse atraindo todos os olhares da mesa para mim:
– Henry, meu filho, você está bem? Você está tão vermelho! -
E agora? O que eu iria fazer? Valerie me olhava contendo do um sorriso, e Sophie a olhava interrogativamente. Porém, Valerie mantinha-se casual. E o pior, foi que ela continuou me provocando deliciosamente e disfarçadamente, por debaixo da mesa, bem discretamente, pois, a barra da tolha ia ao chão, aquilo estava me enlouquecendo. Com muito custo, e exigindo tudo do meu autocontrole, eu disse a tia.
– Desculpe tia eu mordi algo que tinha uma porção maior de pimenta e não estava preparado, então tentei segurar o desconforto. — Sorte que a tia sempre temperava a carne utilizando especiarias, inclusive pimenta. E ela me pediu desculpa.
– Desculpa meu filho, eu devo ter errado um pouquinho a mão. — Ótimo, a tia agora estava se sentindo culpada. Valerie ficou constrangida e me deu um olhar culpado na hora que ouviu a tia, e rapidamente parou de me provocar. Mas, eu a confortei com meu olhar, eu não consegui ficar aborrecido com ela, sem contar também que no fundo eu tinha gostado! Aliás, corrigindo eu havia adorado aquilo! Só torcia para que ninguém solicitasse que eu me levantasse dali naquele momento.
Tirando este episódio, almoço correu muito bem. A Sophie estava muito contente com Valerie. Assim que terminamos comemos sobremesa. E as mulheres foram à cozinha e claro que, a tia não queria que Valerie fosse, mas ela insistiu. E rapidamente as três concluíram as tarefas, e os tios foram se deitar como é costume deles após o almoço nos fins de semana. Eu e os rapazes fomos para a sala de jogos. Enquanto Valerie e Sophie ficaram na sala de leitura conversando, lendo e programando como Valerie a apresentaria a Marverik.
E assim ia nossa tarde. Tudo estava correndo muito bem, com a única ressalva, que eu sentia falta de Valerie o tempo todo, e de vez em quando, eu ia até onde ela estava para pelo menos colocar os olhos sobre ela e certificar-me que ela está bem. Assim a cada ida, trocávamos olhares ou sorrisos. Ouve uma em que a chamei, e seguimos até a varanda um pouco, para termos privacidade. Encostei a porta, e logo a tomei pela cintura, trazendo-a junto a mim, para sussurrar em seu ouvido...
– O que foi aquilo na mesa? – Logo após mordi o lóbulo de sua orelha, fazendo-a gemer baixinho.
– Quis provocar você só um pouquinho. Vai me dizer que não gostou? É só falar, que não faço mais. – Ela disse me provocando.
– Hum... Devo dizer que... Eu adorei! Pode fazer quando quiser, mas... Aguarde “troco”. – Ela estremeceu e respirou fundo, me fazendo sorrir e olhar seus olhos. E eles estavam acesos. Lentamente mordo seu ombro e aperto sua cintura, ela geme de novo e diz...
– Amor, isto é covardia. É um “troco” só...
– Ei... – Digo puxando seu rosto para olhar-me. Este não é meu “troco”, linda! Ainda não. – Falo com uma voz sedutora. E assim que digo, ela arregala os olhos. – Prometo que vou pegar mais leve do que você viu mocinha! – E ela relaxa e sorri. – Amo você linda, e estou carente da sua presença. – Digo manhoso para ela. Percebo que ela adora me ver fazendo manha. Pois a carinha que ela faz é uma delícia.
– Hum, lindo, eu também, estou muito carente de você Sr. Lazar. E eu amo você também!
Dou-lhe mais um beijo, e voltamos para dentro, ela junta-se novamente a Sophie e eu aos rapazes. Mas de vez em quando eu fazia o mesmo processo de conferir com meus olhos se ela estava bem.
E isto me dava um pouco de paz, e claro que tinha que lidar com as provocações dos rapazes. Eu simplesmente, dizia que chegaria a hora deles.
Bem neste momento, surge uma conversa desconfortável, que parte de Érion...
– Henry, e Prudence? Como ela está? – Hum... Sabia que precisava dizer a verdade, mas, também sabia que a coisa não seria muito confortável.
– Está bem Érion. – Eu disse bem desconfortável.
Na verdade, Érion sente algo por Prudence há algum tempo, pois a conheceu em algumas vezes que ia a Vila para passar o fim de semana com Araon lá em casa. Geralmente quando havia alguma comemoração especial no vilarejo, o que depois dos últimos ataques de lobo, quase não aconteceu.
– E ela ainda está com Cedrico? – Que situação difícil a minha, pois, além de saber que os dois estão mais juntos do que sempre, que estarão oficializando o noivado hoje, e provavelmente, eles serão pais, não gosto que falem mal de ninguém comigo. Ainda mais Cedrico, gosto dele, é meu amigo também, é meu funcionário, e tem me ajudado muito... Então, vejo que o melhor caminho para não me enrolar, é ser sincero...
– Olha Érion, eles estão juntos, estão bem, devo dizer que, um dos casais que oficializará o noivado hoje será, eles. – Bem neste momento, seu rosto fica vermelho pela fúria. Mas, não o permito dizer nada antes de eu terminar. Araon me olha, preocupado. – E não gostaria que fizesse comentários desconfortáveis para mim sobre isto, pois não me sinto bem, gosto de Cedrico, devo dizer que ele é uma excelente pessoa e um ótimo, funcionário. Visto que ele agora trabalha para mim, e sinceramente é muito ruim isto Érion, pois Prudence está com ele, e está na hora de seguir em frente!
– Muito bonito você me dizer isto Henry, sendo que você esperou por Valerie!
– Claro, que eu esperei e esperaria de novo, mas, ela não estava noiva. – É evidente que eu esperaria mesmo que estivesse, porém, não queria render mais esta conversa. — E mais, ela já foi minha noiva antes. – Érion realmente não está bem, pois ele jamais falaria uma coisa destas para mim em outra circunstância.
– Érion, eu acho bom você se acalmar, para não falar coisas que se arrependa depois. Pois, o grandão não tem culpa da escolha de Prudence, Henry está certo. – Araon disse repreendendo o irmão por perceber meu desconforto.
Érion respira fundo e diz.
– Me desculpe Henry, este assunto me deixa muito, mal. – É, eu estou percebendo. Porém creio que ele não notou que, não faz bem a mim também.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Eu realmente não havia ficado satisfeito, porém, não quis render o assunto.
– Tudo bem, eu espero que não se repita. – Havia tom de aviso em minha voz o que Érion percebeu.
Araon começou a mudar de assunto, e logo, logo a tensão se esvaiu.
Então, já recuperado Érion diz...
– Que tal tocarmos e cantarmos um pouco? Podemos chamar as meninas.
– Adorei a ideia, porém, vou aproveitar e pedir algo. – Eu disse a Érion. – Toca algo para eu poder cantar para Valerie para mim. Nós ensaiamos um pouco aqui, e depois, vamos lá à sala de leitura onde ela está com Sophie. O que acha?
Dois pares de olhos me olham incrédulos. E eu sei por que. O antigo Henry jamais faria isto. Jamais se exporia. Eles já tentaram e muito, pois adoram me ver cantando, gostam de minha voz, devo dizer que minha mãe adorava também, e como ela tocava, sempre cantávamos juntos, então depois que ela morreu, isto ficou perdido para mim. Porém, hoje era diferente. Eu queria fazer aquilo por Valerie. Então, eu disse.
– Estou falando sério. Porém se não quiserem, eu entendo. – Eu disse sinceramente.
– Não “irmãozão”, claro que queremos. Só estamos surpresos, mas, muito satisfeitos, é óbvio! – Araon disse animado enquanto Érion foi rapidamente buscar o *Alaúde.
Ao chegar, fechou a porta para que pudéssemos ensaiar rapidamente e as mulheres não ouvirem. Então ele me perguntou...
– Qual ensaiará? – Érion me pergunta.
– Chama-se Uma Vez Mais toque-a em C.
(Ouçam é lindíssima)
** UMA VEZ MAIS
Vôa minha ave
Vôa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar...
Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...
Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...
Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...
Anjo!
Meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu dobrando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais...
Mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais
Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...(2x)
Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...
– Nossa “irmãozão”, ela é linda! – Araon disse maravilhado. – E cá para nós, grandão, você melhorou e muito, já cantava divinamente, mas, sem comentários... Cara o amor mudou você, aliás, o amor não, a presença de Valerie em sua vida, pois amar você já a amava.
Sorri com o comentário de Araon.
– Se é linda a música, combina com Valerie então. E realmente o amor de Valerie tem me mudado Araon. – E agora me volto a Érion. — E aí o que achou Érion?
– Você ainda pergunta Henry? Perfeita. Mas, vamos logo estou curioso para ver o impacto.
Saímos sorrateiramente dali em direção à sala de leitura. Antes vou rapidamente ao jardim da tia e pego uma rosa vermelha que pelo visto abriu-se há pouco tempo. Volto para onde os rapazes me esperam, e Araon entra primeiro, para distrair Valerie e Sophie, enquanto eu e Érion nos preparamos, para entrar. De repente Araon dá um discreto sinal, em uma tosse leve.
E Érion entra tocando. De longe de um canto onde não posso ser visto, fico observando, Valerie e Sophie olham surpresas, então quando está próximo de eu começar a cantar, eu preparo-me, e exatamente duas notas antes, apareço na entrada. E assim, entro no ambiente cantando...
(Ouçam é lindíssima)
Sigo lentamente até onde Valerie está sentada surpresa, perplexa, congelada, olhando para mim. Ajoelho-me em uma perna de frente para ela, enquanto pronuncio cada palavra da melodia, como se elas tivessem saindo não dos meus lábios, e sim do meu coração para ela.
Vejo quando seus olhos começam a brilhar intensamente pelo acúmulo de lágrimas. E quando eles não conseguem mais contê-las elas correm livremente por seu rosto.
Tenho exata consciência de que estamos cercados de olhares, mas só consigo neste exato momento focar meu olhar nela. Esta bela mulher que resume toda minha vida. Enquanto canto, toco seu rosto, acariciando suas bochechas, seu queixo, seus lábios, levando-a a fechar os olhos em um dado momento para sentir.
Assim que termino, algumas coisas acontecem, a primeira é que ouço as palmas de todos os presentes, e percebo Sophie emocionada ao lado de uma Valerie também muito emocionada, porém radiante.
Ela não para pra pensar ou calcular, pois, se lança em meu pescoço e eu ergo-me levando-a junto até tirar seus pés do chão, e ali bem no meio da sala, giro-a enquanto beijo-a profundamente e envolvo sua cintura, sem me importar ou enxergar mais nada.
De repente, ela congela, e no mesmo momento sei por que, pois, a consciência também volta a mim: temos plateia!
Ao afastarmos nossos rostos, simultaneamente desço-a ao chão, e pelo que percebo, estamos os dois corados, mas, aos poucos, percebo que todos os presentes também. E como parece ficar impossível falar alguma coisa, todos nós rimos sem exceção. Valerie me olha maravilhada!
Seu olhar era tão apaixonado, que era capaz de aquecer todo meu corpo. Incendiando-me de amor e desejo por esta adorável e encantadora mulher que ela é. Então, ela diz...
– Henry, que lindo! Obrigado amor, estou impressionada, nunca esperava! E sua voz é maravilhosa cantando amor, e algo me diz que esta música tem haver com a viagem e o tempo que vou ficar fora!
– Que bom que gostou amor. É para você, e sim, a escolha foi inspirada na viagem. – Fico extremamente feliz que ela entendeu meu recado, que pretendo decifrar a ela somente depois, quando estivermos somente nós dois.
Então ela olha para Érion e diz...
– E Érion, que talento também! Muito perfeito.
– Por nada, as ordens. – Érion responde sem jeito.
Assim entrego-lhe a rosa, e ela sorri me agradecendo e em seguida, leva-a ao nariz inalando.
– Obrigado Amor.
Dou-lhe um breve selinho, e sussurro-lhe ao ouvido...
– Quando estivermos a sós, decifro o significado de cada estrofe para você, ou até de cada linha se quiser. A propósito, amo você! – Digo-lhe com amor.
Afasto-me para olhar em seus olhos, e ela agora se aproxima, e muito docemente diz...
– Quero que me decifre cada linha meu príncipe romântico. Amo você demais Henry!
Afasto-me dando-lhe mais beijo suave.
E assim, eu e os rapazes, nos despedimos e voltamos para a sala de jogos. E muito satisfeitos com o impacto de nossa proeza.
***
Jogamos várias modalidades de jogos, o tio mais os rapazes são viciados neles, enquanto conversamos muito e sobre várias coisas, os planos de expansão da ferraria, a reforma, a nova casa da Vila...
Estávamos entretidos nos jogos de cartas quando de repente a campainha toca, e os meninos disseram que era para eu ficar tranquilo que Sophie mesmo cuidaria de ir atender.
POV VALERIE
Realmente foi um alívio perceber o quanto fui bem recebida pelos os Lancelot's meu coração não tinha onde colocar tanta felicidade. A tia Clara foi extremamente receptiva! Ela sabia mesmo em que situação eu me encontrava diante da expectativa de ser ou não aceita, dentro de um ciclo de pessoas, de fundamental importância para Henry. E que também o seria para mim, após me casar com ele. Ela fez de tudo para me demonstrar o quanto eu já era querida por todos. E Sophie, não ficou atrás, ela estava comigo o tempo todo, me colocando a par de tudo.
Após o almoço eu auxiliei com as tarefas, e enquanto os tios foram descansar, os rapazes foram para a sala de jogos. Já eu e Sophie ficamos entre seu quarto e a sala de leitura, buscando compartilhar livros lidos, gostos em comum, e traçando às famosas "estratégias", para que eu conseguisse aproxima-la de Marverik.
E claro, compartilhei com ela meu desejo de aproximar Araon e Madelaine. E passamos a discutir como poderíamos utilizar o jantar para isto.
A tarde estava agradabilíssima, tirando o fato que sentia falta da presença de Henry. E como se estivesse respondendo a um chamado, uma convocação silenciosa do meu coração, de vez em quando ele aparecia ali, e trocávamos olhares, sorrisos só para que ele se certificasse que eu estava bem, e Sophie no início, implicava, e depois de um tempo ela se acostumou. Creio que percebeu que aquilo era fundamental tanto para o meu bem estar, quanto para o de Henry.
Num determinado momento, eu sou surpreendida por uma linda música sendo tocada e cantada, Érion a toca. E para minha completa surpresa, a voz linda que entra cantando-a para mim, é dele, o homem que tem feito minha vida a cada dia tornar-se mais perfeita.
Ele canta-a ajoelhado a minha frente, e acariciando meu rosto molhado por lágrimas de emoção, e alegria.
E ao terminar, sem pensar em nada, eu me lanço ao seu pescoço e automaticamente sou envolvida por seus braços. Sem me importar com nada e ninguém ao meu redor, tenho minha atenção somente focada neste homem que amo demais da conta!
Agradeço-o e a Érion.
Então, Henry dá-me uma linda rosa vermelha. E oferece-me decifrar o significado da música para mim quando estivermos a sós, o que me deixa elétrica e cheia de expectativa, pois a cada dia amo mais o jeito romântico e sedutor que Henry tem de conduzir tudo.
Assim, ele despede-se voltado para sala de jogos com rapazes.
Fico a conversar com Sophie que está encantada com a maneira que amo e sou amada por Henry. Ela realmente é uma gracinha.
Tudo corria bem, até que em um determinado momento, a campainha tocou.
Sophie me pediu licença e foi em direção à sala de visitas, deixando-me na sala de leitura.
Após algum tempo, Sophie retorna e eu a sinto muito desconfortável, inclusive no seu olhar. Aquilo me preocupa e instintivamente sinto os pelos de minha nuca se eriçar. E assim soube que havia algo errado, e eu precisava saber do que se tratava.
– O que é Sophie? Você retornou diferente, aconteceu alguma coisa? Eu poderia ajudar? — Ela me olhava apreensiva. Respirou Profundamente e falou.
– Valerie me perdoe eu não tenho nada haver com isto. Ela me disse que na rua, eles comentaram que Henry estava na cidade, e ela veio procura-lo aqui, pois disse que precisava vê-lo. Eu a atendi e ela disse que gostaria de falar com ele, e eu a conduzi até à sala de jogos. Fique calma, não fique insegura, Henry ama você. -
Eu sabia, é claro que eu sabia de quem Sophie estava falando, mas, meu coração e minha mente só acreditariam se ouvisse a confirmação da boca de Sophie.
– Quem é Sophie? — Percebi seu olhar torturado, Sophie realmente estava muito preocupada comigo e a minha reação. Mas não mentiu para mim, muito menos, me enrolou.
– Ananda. — Toda a angústia e tristeza que eu senti mais cedo, voltaram com força total, e trouxeram uma dor esmagadora em meu peito. Mas eu me esforcei para manter a calma e foquei-me na respiração, mas senti-me sem chão. Sophie ao perceber minha fragilidade veio até mim e me abraçou. — Valerie, fique tranquila, aconteça o que acontecer, eu estou aqui. E Henry ama você lembre-se disto, vamos logo enfrentar este fantasma deste passado, assim vocês superam isto juntos. Vamos aguardar e ver o que vai acontecer.
– Não sei se tenho forças para enfrentar isto Sophie. É doloroso demais... – Eu digo com tristeza e angústia.
E o choro ficou entalado na minha garganta. Porém, pelo menos havia algo positivo nisto. Pois, enfim eu saberia a verdade. E seja lá o que fosse acontecer depois do que eu descobrisse, eu lidaria com isto da melhor maneira que eu conseguisse.
Mas, no fundo de mim, eu tinha dúvidas. Será?
No entanto, de uma coisa eu sei, pelo menos a agonia da espera por saber, enfim acabaria...
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* O alaúde, tal como foi celebrizado no Renascimento, só foi introduzido na Europa no século XII, pelos mouros. Na altura, o seu nome árabe era (al’ud, que se tornou laud em Espanha e depois luth, em França). No fim do século XIV, o alaúde adquiriu aspecto característico, com a caixa de ressonância periforme (em forma de pêra), feita de lados de madeira de sicónomoro e o cravelhal curvado para trás.
** Uma Vez Mais — IVO PESSOA
Notas finais
Qual será a reação de Valerie quando ela descobrir?
E COMO SERÁ QUE ELA VAI DESCOBRIR?
O QUE ANANDA QUER ALI COM HENRY?
O QUE ANANDA IRÁ FAZER?
QUAL SERÁ A REAÇÃO DE HENRY?
O QUE SERÁ QUE ACONTECERÁ COM HENLERIE?
MUITAS EMOÇÕES PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO!!!
PRECISO SABER O QUE ACHARAM DA MÚSICA E DOS PERSONAGENS NOVOS? SE POSSÍVEL DE CADA UM!!!
COMO ESTAMOS EM FASE FINAL, TUDO O QUE SENTIREM PRECISO SABER, DE DETALHES SE POSSÍVEL PELOS RIVIEWS !!!
E aí Pessoas o que Acharam???
Mereço Reviews e Recomendações???
Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA no Capítulo 35!!!
MINHA OUTRA FIC: PEETINIS!!!
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