A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
24 A GRANDE SURPRESA - Capítulo 24
Notas iniciais
POV VALERIE
A cada dia que eu passo ao lado do Henry, eu posso desfrutar de surpresas, descobertas e muitas alegrias, é fácil sorrir com ele.
Aliás, ao seu lado, a alegria para mim, passou a ser uma emoção bem familiar. Engraçado, isto me faz pensar, em como o Peter estava tão certo. Que eu seria muito feliz. Eu não deixo de acreditar também, que ele tem uma parcela nisto, que ele acabou fazendo de tudo para me deixar segura e feliz.
E talvez, onde ele esteja agora, ainda faça. E é maravilhoso perceber que eu não fico mais desconfortável, muito menos triste, quando penso nele e nestas coisas. Realmente o ciclo se fechou. E eu começo a iniciar uma nova jornada em minha vida.
O Criador me deu isto. Talvez, seja para recompensar todas as dores e perdas de antes. No entanto, eu não canso de admitir que, é muito mais do que eu algum dia, eu sonhei em receber.
Henry é tudo de maravilhoso, e muito mais. O que as pessoas têm dito a ele é verdade, ele mudou, e mudou muito. Mas, quem não mudou? Eu mudei, mudei demais. Como ele está mudado. Não, como nós estamos transformados.
Como os nossos sentimentos evoluíram. O amor dele, eu posso sentir que, a cada dia, se amplia mais. O meu, que a princípio, eu consigo identificar como um tipo de amor, que você tem por pessoas que são essenciais em sua vida, como os seus irmãos, e não é confortável se quer, pensar em viver sem eles. Transformou-se numa mistura de amor Eros e Ágape.
Sim, Eros, por que, hoje, eu o desejo com cada fibra do meu ser, e Ágape, por que eu tenho aprendido a amá-lo incondicionalmente. A despeito dos seus medos, das suas dores e suas reservas.
E, de tal forma, que eu estou disposta a esperar o seu tempo de se curar plenamente para se doar inteiramente a mim. Não que isto esteja sendo fácil, de maneira alguma. E olha que, isto é só o começo, porque nós temos tanto a percorrer ainda. Mas, por hora, eu estou bastante satisfeita.
Eu não consigo deixar de pensar na carta, ela foi tão linda, e como ele é romântico, Henry é o homem que qualquer mulher deseja ter, e morreria por isto.
E, com certeza, com estes limites de contato físico, é o genro que toda sogra deseja. E por um milagre, ele é meu, às vezes é difícil acreditar. Não me canso de relembrar o conteúdo da carta.
Cada palavra agora está enraizada em mim...
Eu passo a tarde, organizando o nosso jantar e o nosso lanche. Admito, que eu estou muito feliz por que a mamãe estará comigo hoje. Isto é muito bom. Eu realmente senti falta, só hoje me dou conta disto.
Mas, eu não deixo de pensar, que eu sentirei falta demais do Henry. Também, não deixo de me lembrar de suas palavras, dizendo que ele não irá dormir. É fato que ele também sentirá minha falta.
Na verdade, o que mais me preocupa é que, se eu estou em pânico por dois dias, imagina como eu não ficarei nestas semanas fora?
Apenas em pensar, o meu peito dói, uma angústia toma conta de mim. A única coisa que me conforta, é que, eu estarei bastante ocupada, auxiliando a Made a cuidar de sua mãe.
Preparo tudo, para a vinda do Henry hoje à tarde e para o nosso jantar com a minha mãe. Coloco vinho e champanhe para gelar, a pedido dele. A pretensão, é fazer um prato que todos gostam. Carne assada, tendo como acompanhamento, macarrão ao molho branco. E, de entrada, salada colorida.
Para o lanche da tarde, para o Henry e eu, eu preparei um quibe assado. Na verdade, não sei se ele gosta deste prato. Mas, até hoje, eu nunca conheci alguém que não gostasse.
Fi-lo recheado com ricota temperada e regado a bastante azeite. Fiz suco também. Deixei chá e café pronto. Um bolo, um pudim. Porque eu sei que o Henry adora pudim. Ele me disse que era a sobremesa que sua mãe mais fazia, pois, sabia que era aquela que ele mais gostava.
Eu sinto tanta tristeza, pela falta que o Henry sente da sua mãe. Como a ausência dela deixou marcas tão profundas nele. Eu acredito que nenhuma criança deveria perder a sua mãe. Geralmente elas ficam devastadas.
Começo a pensar em como será bom o dia em que eu puder aninhar, em meus braços, os filhos que eu terei com o Henry, nossos filhos. Eu não costumo falar sobre isto, mas sempre achei a maternidade algo lindo e mágico.
Porém, quando eu percebi o que o destino havia reservado a mim e ao Peter, simplesmente, eu não me permiti mais, se quer, pensar nisto para não sofrer e não o fazer sofrer por estar me privando disto, e por não ter a esperança de ter um descendente.
Então, com a reviravolta que a vida deu e pela forma com que tudo foi se modificando. Hoje, eu me dou conta, que eu posso voltar a sonhar. Imagino os primeiros, como gêmeos, um casal e lindos.
Eu fico idealizando que deve ser tão bom, poder carrega-los, senti-los dentro de mim. Imagino que deve ser uma sensação poderosa. Uma mulher poder conceber e gerar com a sua própria vida, os frutos de uma união verdadeiramente profunda, como o amor que hoje une ao Henry e a mim.
Sonho, poder carregar, um pedacinho do Henry dentro de mim. Alimentá-los, nutri-los, ensiná-los e educa-los. Creio que será uma experiência inesquecível.
Eu fiquei comovida, quando ele me disse que queria pelo menos três. Claro, ele foi o único, e como os seus pais, já se foram, ele ficou só, órfão. Só lhe resta a sua avó que também já é idosa, e agora eu.
Então, eu me dou conta, do porque o Henry ter tanto medo de tomar-me para si e me perder depois. Por que se eu partir e sua avó já tiver ido. Ele ficará sem ninguém. Se pararmos para refletir sobre isso, de fato, é desolador.
Ao terminar tudo, sigo para um bom banho. Enquanto a água cai sobre o meu corpo, relaxando cada parte, me permito pensar nas sensações que eu tenho, quando eu estou com ele.
Percebo que todo o meu corpo fica em alerta, em antecipação, em expectativa, apenas pelo fato de eu acessar as memórias.
Achei graça hoje, quando ele me disse mais cedo:
“Não consigo nem prever o que fará comigo. Mas... posso imaginar o que farei com você.”
Sua fala, fez-me, lembrar-me do meu sonho. E, se for como em meu sonho, eu sei exatamente o que ele pode fazer comigo, e esta memória, é tão vívida, que manda formigamentos por todo o meu corpo.
Então, eu percebo que eu preciso adiantar o processo e sair logo desse banho. Lavo os cabelos, escovo meticulosamente os dentes. Enxaguo-me. Enxugo-me. Por fim, passo perfume, o creme.
Penteio os cabelos. Por último, eu sigo para o quarto, para secá-los, e percebo o quanto estão sedosos e cheirosos.
Coloco a tiara, visto o vestido que o Henry me pediu. As sapatilhas combinando. De repente, eu resolvo fazer algo que não é comum para mim. Passo um delineador suave nos olhos, realço meus cílios, passo um gloss cor de boca.
Dou uma leve, mas muito leve, passadinha de blush nas bochechas. E, ao olhar o resultado no espelho, eu fico maravilhada. Observo o quanto aquilo me deu vida. Sou acometida da percepção e certeza, de que o Henry amará o resultado. Ficou suave, mas é o suficiente, para me deixar mais atraente. Imagino o que ele vai achar.
Especialmente hoje, eu o percebi tão feliz. Ele me disse que boa parte do nosso estado de espírito e do bom humor, se deve ao fato de acordarmos juntos. Eu acredito muito nisto. Porque, me deixou bem feliz.
É claro, que, ao acordar, eu estava assustada, porque eu jamais esperava a reação do Henry, devido as suas restrições. No entanto, a sua reação foi surpreendente e maravilhosa, tenho que admitir, o quanto ele tem se esforçado, para encarar o aumento da nossa intimidade, como algo natural.
Algo não deixa de ter foco em minha mente: com certeza, a atmosfera de felicidade hoje, é bem maior, chega a ser palpável.
Com tudo em ordem, me permito espiar as horas. Faltam vinte minutos para as cinco da tarde.
Sinto o meu coração, começar a agitar-se, pela percepção da proximidade de sua chegada.
Todo o meu corpo, fica tenso na expectativa de que, em breve, eu estarei em seus braços. Sinto-me tão inebriada diante da sua presença, é algo inexplicável.
Vou para o jardim, mas faço como eu fiz no almoço, levo a esteira, e dois travesseiros. O meu objetivo, é que descanse um pouco, após a sua jornada de trabalho. E, o fim de tarde ainda está lindo, quem sabe, nós não consigamos ver um pedacinho do pôr-do-sol?
Eu gostei da sugestão do Henry em relação as cercas vivas. Vamos ganhar mais verde, mais vida e privacidade. Também aprovei, a ideia da mesa aqui fora, será realmente, incrível, poder fazer as refeições ao ar livre.
Depois de algum tempo, deitada sobre a esteira, e perdida em pensamentos, eu vejo-o ao longe.
E, como é boa esta visão. Ao me ver, automaticamente, os seus lábios são estendidos em um magnífico sorriso, e, instantaneamente, os meus também.
Como eu amo aquele sorriso. Percebo que o Henry tem uma de suas mãos para trás. Eu apenas consigo avistar que é algo que ele carrega, quando ele já está próximo.
Ao descer do cavalo, levanto-me depressa, e começo a caminhar rapidamente em sua direção. Ele está tão lindo. Usa a camisa branca, a minha favorita com a calça jeans clarinha. Seus cabelos, estão revoltos e ainda úmidos pelo banho.
Meu Deus, ele está magnífico e estonteante. Observo que, quanto mais, eu me aproximo, mais, eu vou perdendo o fôlego.
Vejo que ele já prendeu o cavado, com apenas uma mão. Quando já estou próxima, eu quase consigo identificar o que ele esconde em sua mão, oculta atrás das costas.... Sou surpreendida...
— Espere aí meu amor. Feche os olhos Valerie, aconteça o que acontecer só os abra quando eu pedir.
Eu obedeço imediatamente, mas, por dentro, eu estou em ebulição pela expectativa. O que será? Ouço os seus passos, percebo que são cautelosos e desespero-me por dentro, como ele é bom com isto, em gerar expectativa, em me deixar curiosa, ávida por ele.
Sinto-o agora, bem próximo, de forma que o seu calor se irradia como ondas até o meu corpo, e o seu hálito quente e delicioso, está sobre o meu rosto.
Meus lábios se entreabrem instintivamente a espera do beijo, e o meu corpo enrijece completamente, pela tensão. Sinto agora, uma de suas mãos, deslizarem pela minha cintura, mandando-me uma descarga de correntes elétricas por todo o meu corpo.
Minha nossa, como a expectativa, amplia as sensações. Enfim, quando, sinto o calor dos seus lábios a milímetros dos meus, ele sussurra, delicadamente:
— Eu te amo. Isto é por você cuidar tão bem de mim, e por ter afirmado para mim hoje, que você está pronta para se casar comigo.
Então, ele sela os seus lábios aos meus, deliciosamente. Eu sinto o quanto os seus estão quentes, macios e provocantes, enquanto sua língua abre passagem, buscando pela minha, e unindo-se a ela quando se encontram.
Os nossos lábios, se movem em perfeita sincronia. Eu deslizo uma de minhas mãos, por sua cintura, e a outra, entrelaço em seus cabelos, puxando-a mais junto a mim. De modo que, o beijo se intensifica e nossas respirações também. Sinto o seu coração disparado, e minhas pulsações enlouquecidas em meus ouvidos.
Então, suave e delicadamente, ele separa nossos lábios, a procura de ar enquanto diz em meu ouvido:
— Isto é para você. Elas demonstram o nosso amor. E, expressam que à medida que o seu amor, envolveu a minha vida, você trouxe paz, certezas, esperança... E tudo agora, passou a ter sentido, a estar em ondem. Você é o centro de tudo para mim Valerie. Você é tudo o que eu mais quero e preciso no mundo. Eu amo você Valerie. Pode abrir os seus olhos.
Lágrimas quentes começam a correr dos meus olhos, enquanto eu absorvo a profundidade de suas palavras e admiro aquele lindo buque bem a minha frente.
Ah meu Deus! O Henry, trouxe um lindo buque de rosas para mim, onde nas extremidades, haviam lindas e enormes rosas vermelhas, e, elas eram tão escarlates, que chegavam a parecer veludo. E, ao centro, haviam rosas brancas, igualmente encantadoras.
Eu aproximei-as do meu rosto, enquanto envolvia o embrulho, com a mão que estava em seus cabelos. E com a outra, eu aumentei o aperto em sua cintura.
— Ah, Henry, obrigada meu amor. Elas são lindas, assim como você. Amo você Henry, demais.
Ele me retribuiu com um sorriso emocionado. Então, eu selei os seus lábios com um beijo suave. Em seguida, eu tomei o cartão, e li o que está escrito...
Ao Amor da Minha Vida – Minha Doce Valerie,
Uma vez eu te disse e torno a dizer:
Que “nenhum espaço de tempo com você é o suficiente para mim”.
Cada segundo passado ao seu lado, tem um valor imensurável minha linda. E eles são tão importantes, que deixam em mim, todos os dias, o desejo de eternizá-los. Você não sabe o quanto é ruim, chegar ao final de um dia e ter a ciência, que eu terei de ir embora, mesmo sabendo que no dia seguinte, eu estarei de volta.
Uma das grandes alegrias que eu tenho ao me visualizar casado com você, é que poderemos desfrutar de uma vida inteira juntos. Para sempre, como um só corpo, uma só carne e uma só alma, com você. Se nossa conexão e cumplicidade, já são tão grandes agora, imagina depois?
Aceite estas flores como símbolo do meu amor e compromisso com você, de que muito em breve, estaremos selando oficialmente, o nosso Sonho de estarmos juntos para sempre.
Te amei ontem, te amo hoje, e te amarei eternamente!
Do sempre Seu: Henry Lazar!
Olhei em seus olhos, beijei com suavidade seus lábios tão macios e convidativos, e disse-lhe:
— Obrigada, amor!
Então, eu me dirigi ao banco do jardim, colocando, delicadamente, as minhas rosas lá. E segui, o conduzindo, com a mão em sua cintura até a esteira. E, eu disse:
— Eu preparei isto, para que nós pudéssemos relaxar um pouco, e observar o fim da tarde, o que você acha?
Enquanto eu dizia, apontava a esteira estendida com os travesseiros.
— Sim, ótimo. Mas antes, venha aqui amor.
Ele tomou-me pela mão afastando-me um pouco, avaliando-me da cabeça aos pés. E fazendo-me girar um pouquinho, disse...
— Que bela visão você é, Sta. Valerie, e está tão linda com este vestido. Eu adorei a maquiagem também, é suave, combina com você e realça os seus olhos.
Como da primeira vez que o vesti. Henry engoliu seco quando passou os olhos pelo decote em V do meu vestido.
Eu sorri maliciosamente com isto, no meu interior.
Aquele olhar dele, desejoso, me deixou quente, de uma forma inacreditável. Como ele pode fazer algo assim, somente com um olhar?
Não, definitivamente isto tem que ter troco. No entanto, eu tentei fazer uma nota mental, para pegar leve no troco, e não arcar com as consequências depois, apesar de que eu tenho as minhas dúvidas de que eu me lembraria.
Fechei o espaço entre nós e tomei os seus lábios com os meus. Eu sempre preciso ficar nas pontas dos pés para isto, e ele também se inclina até mim.
Eu levei a mão até o seu peito. Passei a desliza-la delicadamente por toda a sua extensão, passando, mesmo sobre a camisa, as unhas delicadamente em cada reentrância, e saliência de seu abdômen. E como eu amava fazer aquilo.
O Henry estremeceu ao meu toque, mas aquilo não me deu vontade de parar. Não, agora não. Eu precisava senti-lo um pouco mais, sentir as suas reações ao meu toque. E elas logo vieram.
Primeiro, como de costume, ele ficou tenso, acho que atormentado, por seu autocontrole. Depois, ele foi relaxando um pouco, e respirando profundamente, fechando os olhos para saborear a sensação. Aquilo me deixou mais corajosa.
Então, eu deslizei as minhas mãos, até a lateral do seu abdômen, e lentamente, eu comecei a subir os meus dedos por ali, centímetro por centímetro, Henry correspondeu envolvendo suas mãos em minha cintura. Ele ia aumentando o aperto, à medida que eu avançava.
Ainda estava pouco para mim, eu queria mais, mas, eu estava com receio de avançar. Então, eu arrisquei uma coisa. Eu desci novamente os meus dedos pelo mesmo percurso.
Quando eu cheguei à barra de sua camisa, afastei os meus lábios dos seus e levantei os olhos para olhá-lo, e aproximei novamente, os meus lábios do seu, dando um selinho, delicado, e percorrendo o trajeto até o seu ouvido com beijos leves e molhados.
Ele ainda continuava com olhos fechados, mas circulava, ritmadamente a minha cintura, com suas mãos, que agora estava em chamas. Encostei meus lábios, em seu ouvido e sussurrei.
— Quero muito fazer uma coisa. Na verdade... eu estou com receio. De você... aliás, não, da sua reação. Mas, realmente eu quero muito fazer isto.
Eu sabia que quando eu peço algo desta forma, é uma tortura para ele negar. Portanto, eu sei que isso não é uma coisa, cem por cento, justa. Entretanto, o que eu posso fazer? O desejo por fazer, arde em mim, e no caso do Henry eu não posso simplesmente tomar a iniciativa. Algo que seria normal com Pet... Bom deixa para lá, não vem ao caso.
Assim que eu terminei de dizer-lhe, ele puxou o meu rosto para que ele pudesse me olhar. E o que eu vi ali, acendeu mais ainda, o meu desejo.
As suas pupilas, estavam bem dilatadas, creio que, pela expectativa causada pelos toques, seus olhos denunciavam que ele já estava carregado de desejo. Então, olhando em meus olhos, ele falou.
— Não tenha receio... simplesmente, faça Valerie.
Seu gesto me surpreendeu, mas, então, eu pensei, talvez seja por que ele não sabe o que está se passando em minha cabeça. Portanto, eu disse.
— Mas você não sabe o que eu... – Ele silenciou os meus lábios, com um dedo e disse:
— Não, eu não sei, mas, eu quero que você faça. Não importa. Nós não temos como saber, ao certo, como vai ser. Mas, eu quero... tentar. Por favor, faça.
Sua concessão, foi um combustível, para mim, porque triplicou a minha vontade, mas, eu já estou tão familiarizada com os limites rígidos do Henry, que eu precisava me certificar de algumas coisas, primeiro.
— Tudo bem então. Contudo, nós precisamos acordar uma coisa. Se passar, dos seus limites, eu quero que você mostre para mim, está bem?
Ele segurou o meu rosto com uma das mãos, enquanto a outra permanecia envolvendo firmemente a minha cintura. Ele disse olhando em meus olhos:
— Acalme-se, Valerie. Eu confio em você amor. E... realmente eu quero isto. Eu quero tentar...
Dizendo isso, ele selou os meus lábios, e, ao fazê-lo, ele percorreu sua língua em meu lábio inferior saboreando, depois, mordiscou-o delicadamente, fazendo com que eu abrisse os meus, e desse, passagem a sua língua, e agora, ele me beijava, saboreando cada centímetro da minha boca, e aquilo era maravilhoso, beijar o Henry sempre é uma experiência incrível.
Nossas línguas unidas moviam-se em sincronia perfeita, desfrutando de cada contato que podiam.
O seu beijo, foi me preenchendo de uma forma, que cada vez mais a minha vontade por ele era aumentada.
Então, as minhas mãos, seguraram a barra de sua camisa, e lentamente, eu comecei a subi-la. Onde meus dedos tocavam a pele desnuda do Henry, eles formigavam, desejando ainda mais contato.
Quando em um determinado momento, eu hesitei continuar, ele, como para me encorajar, soltou a mão do meu rosto e terminou de retira-la para mim, lançando-a perto da esteira.
Quando voltei a olhá-lo, fui direto aos seus olhos, observar e procurar certezas. O que encontrei ali, me surpreendeu.
Havia desejo, puro desejo e amor, mas, não havia hesitação. Embora, ele estivesse totalmente ruborizado, o que eu considerava normal, porque eu também estava, pois, eu sentia o ardor em meu rosto. Henry não possuía, nenhum resquício de receio em seus olhos, não mais...
Então, neste momento, eu cedi a minha vontade, mas, antes, ele puxou-me em direção a esteira, sentando-se e sentando-me em seu colo, de lado.
Não houve palavras expressas de forma audível, por um bom tempo, mas, os nossos olhos, se comunicavam a todo o momento, enquanto acariciávamos o rosto um do outro.
Diálogos e mais diálogos mudos se seguiam. Eles transmitiam amor, desejo, paixão, confiança, alegria, expectativa e muita, mas muita esperança.
Era como se ele quisesse transmitir através do seu olhar para mim, que ele enfim, acreditava que o nosso futuro, juntos, agora, era algo real, palpável...
Então por fim, eu desci os meus olhos por seu peito...
Ele era realmente lindo, Henry tem um corpo espetacular, e a percepção daquilo e a certeza de que ele é meu, fez-me deseja-lo ainda mais, como isto era possível?
Lembrei-me do sonho. Da visão do seu corpo naquele sonho íntimo, no entanto, o sonho não havia feito jus, ele era muito mais belo e desejável do que naquela fantasia.
Envolvi as suas costas com uma mão acariciando-a com minhas unhas levemente. Enquanto, a outra, tocava o seu peito, seu abdômen, sua barriga, cada pedacinho, sem pressa.
Os dedos, saboreavam cada saliência ou ausência delas. Henry fechou os olhos, enquanto exprimia suspiros a cada toque.
De repente, minha coragem, ganhou uma dimensão ainda maior, motivada pelo desejo que ardia em mim. Assim, eu aproximei os meus lábios dos seus, beijando-o delicadamente, e, novamente, eu fui fazendo um rastro de beijos molhados por seu rosto, queixo, pescoço, e suavemente, descendo até o seu peito.
Era tão delicioso, tão bom. Henry exala um cheiro amadeirado tão inebriante, ele possui uma pele tão macia.
A esta altura, ele desce os seus lábios ao meu pescoço, e lentamente começa a beijar ali, e exprimir gemidos próximos ao meu ouvido. Ele diz meu nome, com desejo. Diz que me ama... E agora, eu subo de novo os meus lábios à procura dos seus, enquanto as minhas mãos, continuam com a sua exploração, uma em suas costas, e outra em seu peito.
Henry passa a beijar os meus lábios com urgência e neste momento, ele desliza os seus lábios sobre minha pele, primeiro no meu rosto, queixo, pescoço, garganta.
Sinto-o hesitar ali, então, movo-me e levo os meus lábios colando-os em seu ouvido, e sussurro, quando sinto claramente qual é a sua intenção, mesmo por que, eu noto que ele ainda está receoso...
— Continue, experimente também, eu quero que você experimente, vamos.
Eu sabia que o meu decote estava o enlouquecendo, pois, ele realça e valoriza os meus seios de uma maneira provocante, é claro que, sem se tornar vulgar.
Encorajado por minhas palavras, o Henry desce em direção ao meu colo à mostra, e beija-o deliciosamente. Enquanto, as suas mãos, percorrem as minhas costas.
Delicadamente, ele começa a percorrer sua língua próximo ao limite imposto pelo decote do vestido, e neste momento, eu percebo, o quanto o seu desejo é aumentado.
Esta constatação, me aquece profundamente, e deixa-me úmida e quase entro em combustão instantânea. Solto gemidos, e sussurro o seu nome, enquanto beijo o seu pescoço, próximo a sua orelha.
Neste instante, sinto sua excitação extremamente evidente onde me tocava, ainda que por baixo do vestido e do jeans.
Entretanto, no mesmo momento, também o sinto recuar visivelmente, todo seu corpo se retrai bruscamente. E sei que daquele ponto, não posso mais insistir.
O mais incrível, é que apesar de estar desejosa por mais do Henry. Desta vez eu não me sinto frustrada, porque a certeza, que agora estamos muito próximos, de alcançarmos mais um passo de intimidade, me inundou.
Foi maravilhoso, observar, o quanto a sua relutância diminuiu, e muito. Isto é incrível... O que será que está acontecendo? Mais tarde, eu pretendo conversar com ele sobre isto.
Então, ele volta novamente aos meus lábios, mas, agora, sem nenhuma urgência. Não há mais, traço algum, de desespero. Ele está de volta, ao modo “Henry Controlado”.
Após alguns minutos, ele me olha nos olhos. Eu percebo que ele está ruborizado e realmente envergonhado. Acredito, que ele esteja esperando por minha manifestação de frustração.
— Me desculpe, por isto.
Ele diz muito vermelho, parecendo uma criança que acabou de fazer arte, e sabe que merece ser repreendida. O fato, me faz dar um sorriso. O que o faz olhar confuso para mim.
— O que foi Henry? Desculpar pelo quê? Por me fazer feliz, por me dar o que eu quero? Por me deixar excitada, e por eu excitar você?
Obviamente, eu disse as duas últimas frases roxa, e com o rosto flamejante, mas, eu prossegui firme:
— A partir do momento que eu provoquei você, eu não esperava que você ficasse parado e francamente, se ficasse, eu estranharia.
Eu precisei rir da minha própria piada. O que ele timidamente acompanhou.
— Mas, eu sei o que você quer dizer. As desculpas são por você ter recuado também, por não ter seguido em frente. Entretanto, quanto a isto, tudo bem para mim, você me deu bem mais do que eu esperava por hoje. É claro que eu não posso te dizer, que eu estou satisfeita, claro que não, nenhum pouco. – Eu disse ainda rindo.
— Porém, digamos que eu estou sossegada, por enquanto. E, aguardando pelo momento, em que poderá me dar mais.
Ele sorri de uma maneira tão linda, é um sorriso verdadeiro, porém, tímido e cheio de gratidão...
— Ah Valerie, como eu te amo. Como você é incrível. A cada segundo eu tenho certeza que é com você que eu quero passar o resto dos meus dias. Nada neste mundo me faria mais feliz.
— Eu também te amo Henry, e tenho esta certeza no meu coração também. E é por isto que nenhum sacrifício que envolva você é demais para mim. Entenda isto, tudo bem?
— Tudo bem.
Ele me disse, visivelmente mais relaxado. Eu beijei o seu rosto. Peguei a sua camisa que estava próxima e disse em tom de brincadeira:
— Agora vamos vestir isto aqui, primeiro, porque eu não te quero resfriado, e está quase anoitecendo. Segundo porque, eu não quero ser tentada, além das minhas forças. E terceiro, vai que a gente esquece, e a minha mãe chega e te pega assim.
Ele congela, e arrependo-me pelo que acabei de falar, pois, o sinto desconfortável instantaneamente. Ajudo-o a vestir sua camisa.
Uma expressão de desconforto, cruza o seu rosto e ele diz:
— Valerie, hoje eu fiz uma coisa sem o seu consentimento. Todavia, eu apenas o fiz, porque eu senti, que como homem, eu deveria fazer. Perdoe-me por não a ter consultado antes. Mas, eu fiz com a melhor das intenções.
Eu continuei muda e assenti para que ele continuasse.
— Eu... contei para a sua mãe, que tenho dormido aqui. Eu estava muito constrangido com isto, de olhar ela nos olhos, sei lá, então, eu decidi falar. Por favor, me perdoe.
— Calma Henry, fique tranquilo, eu não me incomodo, em todo caso, eu acho que, se você não o fizesse, a qualquer hora eu o faria. No entanto, gostaria de ter visto a cena. – Eu disse sorrindo maliciosamente.
— Nossa, você nem imagina, foi bem constrangedor. Na realidade, por que ela achou que eu fosse falar alguma coisa a mais, sei lá. Ela pediu-me para poupa-la de detalhes. E, foi, exatamente, quando eu a expliquei, que não há detalhes. Que eu apenas consenti com esse fato, por sua teimosia, de não aceitar que eu ficasse na floresta e tudo mais. Então, ela se tranquilizou. Mas, fez questão de enfatizar, que ela não precisava saber, porque somos adultos.
Eu comecei a rir com aquilo, mas, eu aproveitei a deixa, para encurralá-lo...
— Ah é. É? Você quer voltar a dormir na floresta Sr. Henry? Se quiser, eu posso muito bem, pensar a respeito, já que você deixou claro que, está ficando aqui, apenas por teimosia minha. – Eu disse cada palavra, evidentemente provocando-o.
Ele entendeu a brincadeira. Porque, ficou tão adoravelmente vermelho com a minha sugestão e disse exasperado...
— Eu não! É claro que eu não quero! Justo agora, que eu aceitei a ideia e passei a verdadeiramente apreciá-la. A de dormir e acordar com você em meus braços. Francamente eu seria louco, com certeza, se eu fizesse isto.
Nós dois caímos na gargalhada por sua fala.
— E no mais, eu amo a sua teimosia, a sua insistência. Elas sempre me conduzem por caminhos que eu geralmente não me arrependo de percorrer. Mas, vamos entrar logo, para não adoecermos.
Eu fiz menção, de sair do seu colo, mas, ele não permitiu, pelo que eu percebi, ele entraria comigo nos braços.
Com um braço, Henry me segurava e o outro, ele recolhia os travesseiros e a esteira.
Enquanto, ele batia os travesseiros, eu batia e dobrava a esteira, rapidamente.
Passamos pelo banco e ele abaixou-me para que eu pegasse as minhas rosas. Entramos, e ele me desceu, e foi até o quarto guardar as coisas para mim que eu pedi, e eu, fui colocar as minhas rosas em um jarro.
Em seguida, eu fui até o forno, aquecer o quibe.
Quando o Henry retornou, ele abraçou-me, por trás, e, beijou os meus cabelos e pescoço. Creio que ele sentiu o cheiro e perguntou...
— Você fez lanche para mim?
— Claro, e fiz algo especial. Espero que você goste. Pois, eu não sei se você gosta do prato que eu resolvi fazer. Todavia, eu segui os meus instintos, pois, até hoje ninguém recusou este prato meu. – Ele ficou curioso e perguntou.
— O que é?
— Quibe assado, recheado com ricota temperada e regado ao azeite. — Ele deu um sorriso maravilhoso.
— Claro que eu gosto, e depois que a minha mãe morreu, eu nunca mais comi, apenas ela sabia fazer. Valerie que bom, que você sabe fazê-lo. Eu não credito...
— Eu fico feliz então. – Eu disse eufórica.
— É claro que, eu creio que eu vou amar este, muito mais, porque, honestamente, o seu tempero é muito bom. Alias, deixe-me corrigir, tudo seu é ótimo – Então, eu respondi...
— Que bom que você gosta, Sr. Henry Lazar. — Eu disse. – Por que eu particularmente, adoro fazer as coisas para você, principalmente quando sei que você gosta.
— É mesmo? Futura Sra. Lazar. Pois, saiba que, que eu gosto de tudo que você faz.
Ele me disse com uma voz bastante sedutora, macia como veludo, enquanto deslizava a pontinha do seu nariz em meu pescoço e minha nuca, mandando-me arrepios pela espinha, enquanto, calor percorria o meu corpo.
Eu me virei, de forma que ficássemos de frente um para o outro, e sussurrei com os meus lábios próximos aos seus.
— É mesmo, Sr. Henry? E olha que você não conhece muitas de minhas habilidades, sabia? Inclusive as mais intrigantes...
Eu disse com um olhar malicioso, e, mesmo sabendo que eu estrava trilhando um terreno perigoso, eu fiquei satisfeita quando senti os pelos de sua nuca se eriçarem. Achei que ele recuaria, mas, ele não fez, fez o contrário.
— Hum... A cada dia, eu fico ainda mais curioso, a cerca de algumas delas. E extremamente desejoso pelo momento de experimentá-las.
Realmente eu não esperava que ele reagiria assim, a minha provocação. O meu primeiro impulso, foi recuar, e obviamente, eu fiquei vermelha.
Porém, ocorreu-me que ele tem procurado, claramente, estender os seus limites. Quem sabe, em algum momento deste ele não recuaria mais.
Este pensamento fez-me recuperar a coragem. Rapidamente, para que ele não percebesse a minha hesitação, muito embora, soubesse que ele percebeu que eu corei. Então, eu disse:
— E eu estou a cada dia, mais desejosa de demonstrá-las a você Sr. Lazar, como também, muito curiosa para conhecer as suas.
Enquanto dizia, eu percorria as unhas levemente em seus ombros, descendo por seus braços, e subindo pelas laterais de seu abdômen, enquanto os meus lábios, traçavam o caminho do seu pescoço até os seus lábios.
Visivelmente, tremores percorriam o seu corpo. E ele afastou os seus lábios dos meus levando-os ao meu ouvido, e enquanto beijava o lobo de minha orelha, disse com a voz rouca:
— Hum, Valerie... eu amo tanto você. Você não faz ideia do efeito que estas palavras e os seus toques causam em mim. — E eu respondi sussurrando em seu ouvido:
— Talvez, não totalmente, mas eu posso sentir alguns destes efeitos refletirem através do seu corpo, em mim. Por exemplo, as batidas de seu coração, sua respiração, os tremores...
— Sim, eu sei. Como também os sinto em você. Mas, há mais, muito mais...
Ele desceu nesta hora, as mãos para minha cintura, mas, eu percebi que elas não queriam apenas ficar por ali, porém, ele estava hesitante. Então, para encorajá-lo eu disse:
— Hoje no jardim, eu senti.
Instantaneamente, ele congelou, em meus braços, também senti o meu rosto queimar, mas, mesmo assim, eu desejava olhar seus olhos agora, para ver o que teria ali.
Então, levei uma de minhas mãos aos seus cabelos, e puxei-os, delicadamente, fazendo-o olhar para mim.
E ali, mergulhada no brilho dos seus olhos, eu consegui contemplar, todo o seu desejo, e claro o seu amor, e, vi também, que o seu rosto também estava muito vermelho, evidenciando a sua vergonha, por ter perdido o controle naquele momento.
Entretanto, eu não queria que ele se sentisse assim, afinal eu havia amado aquilo.
— Henry, eu quero que você saiba, que eu adorei que você tenha perdido o controle amor.
E, aproveitando o pequeno surto de coragem que se apoderou de mim, naquele instante, eu acrescentei.
— É bom sentir o quanto você me deseja Sr. Lazar. E, eu sei também, que você quer me mostrar, está ardendo por isto, então..., por que você simplesmente, não tenta.
Eu terminei de fechar o espaço entre nossos lábios. Este beijo começou diferente, porque havia desejo, desespero...
Ele continuava com suas mãos hesitantes em minha cintura. E, eu continuei com uma em seus cabelos, puxando-o mais a mim, enquanto a outra descia e subia pelas suas costas. Arrancando suspiros abafados pelos beijos dos seus lábios. Sem quebrar o contato, sussurrei em seus lábios...
— Eu quero Henry, mostre-me o quanto você me deseja, por favor, tente...
Evidentemente ele estremeceu em minhas mãos, e vacilou em seu controle. Pois, imediatamente, suas mãos desceram para os meus quadris, e ainda por sobre o vestido, eu podia sentir o quanto elas estavam quentes, e trêmulas. E eu disse para encorajá-lo:
— Vamos meu amor, me mostre. Mostre-me, a intensidade do seu desejo por mim.
Então, ele pressionou os seus quadris no meu ainda muito hesitante, mas, já foi o suficiente para sentir o quanto ele estava excitado, aquilo me deu ainda mais coragem, me deixou poderosa. E eu disse:
— Eu quero mais, por favor.
Desta vez, a sua investida foi mais imperiosa, o aperto em meus quadris foi possessivo, e ele praticamente chocou-se contra mim, uma, duas, três vezes, e a cada investida, senti sua excitação ainda mais rígida e desejosa por mim. E a este ponto eu já estava totalmente úmida e quente.
A sua respiração se alterou com a sua urgência. E eu deixei os seus lábios para sussurrar em seu ouvido.
— Ah... Henry, eu amo tanto você e te desejo tanto, eu quero você Henry. Por favor. O que mais eu preciso fazer para você entender que eu sou sua? Totalmente sua?
Ele, continuou com as suas mãos onde estava, porém, visivelmente, agora, ele se esforçava para controlar a sua respiração.
Ele puxou o meu rosto para voltar a olhá-lo. Ele estava totalmente ruborizado. Contudo, o que vi em seus olhos me surpreendeu, ainda havia muito desejo, amor, no entanto, também havia determinação.
Ele havia decidido algo dentro de si. E, esta expectativa, deste algo novo, me deixou elétrica. Ele beijou suavemente os meus lábios, depois disse:
— Venha minha vida. Há algo que você pode fazer. Você está pronta?
Ele me disse, olhando-me dentro dos meus olhos, em seguida tomando-me no colo. Percebi, que rapidamente, ele desligou o forno. O que me deu a entender que estava totalmente consciente do que estava fazendo, e, não estava agindo por impulso.
— Você está pronta?
Henry perguntou, enquanto conduzia-me, no colo, ao seu quarto. Aquilo, fez com que o meu íntimo se contorcesse de excitação e expectativa.
— Você está pronta para pertencer a mim Valerie?
Ele disse-me, sedutoramente e com amor. Então, eu respondi cheia de amor e satisfação:
— Claro que estou... eu sou sua, meu amor, eu sempre serei sua.
Ele me olhou com um sorriso tímido, lindo, enquanto me deslizava para o meio da cama, mas, colocando-me sentada. Então, ele disse-me:
— Então, feche os olhos.
— Ele pediu, com uma voz provocante. Eu não deixei de perceber, que ele, sustentava um olhar um tanto malicioso de uma forma muito boa. E eu prontamente obedeci.
Senti o meu corpo enrijecer pela expectativa, o meu coração acelerar. Senti quando ele se aproximou e percorreu com beijos, o meu ombro, até o limite do vestido. Os seus lábios quentes, me enlouqueciam.
De repente, ele se afastou, e eu continuei quieta, de olhos fechados. Eu conseguia ouvi-lo dando passos pelo quarto, em seguida, ouvi a porta do guarda roupa abrir e fechar-se.
O meu coração disparou ainda mais. Senti claramente quando se sentou na cama e começou a deslizar pelos lençóis para próximo a mim. Nossa, a ânsia e expectativa por ele e pelo que ele iria fazer, estava me enlouquecendo.
De repente, o senti tomar uma de minhas mãos, à direita, e segurá-la entre uma das suas. Ele começou a acaricia-la e em seguida, deu beijos suaves na mesma. Então, disse-me:
— Não abra os olhos, ainda, meu amor.... Então, você está pronta, para ser minha, verdadeiramente, Valerie, de todas as maneiras possíveis e me fazer seu, também, e, de todas as formas possíveis?
— Sim, Henry, nunca estive tão pronta. Eu já me sinto sua e eu quero você.... Senti-o respirar fundo como para buscar fôlego...
— Então.... Casa-se comigo Valerie, torne-se minha esposa, torne-se aquela que tem e terá para sempre, não apenas o meu coração, mas tudo o que eu tenho para te oferecer, e tudo o que eu sou, oficialmente e para sempre. Por que eu amo você, minha vida, e é com você que eu quero passar todos os meus dias, dedicando-me a fazê-la feliz. Eu quero poder acordar e contemplar ao meu lado, você. Quero poder dormir, sabendo que a última coisa que eu irei ver, antes de fechar os olhos, é você. Quero poder voltar para casa ao final de um dia, e saber que você sempre, vai estar ali, me esperando. Por que eu amo você. Eu sempre amei, apenas você, e vou amá-la eternamente. Eu sou grato por ter esperado por você, até que você aprendesse a me amar, não foi fácil. Porque cada dia sem você, era uma tortura para mim, mas, ainda assim eu esperaria novamente, pois, valeu a pena. Porque ter você e estar ao seu lado, é a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Amar você é como respirar para mim, algo necessário, me mantém vivo, mas, ser amado por você faz-me sentir pleno, completo, realizado, no paraíso. Se o paraíso existe, e eu creio que existe, eu estou em um pedaço dele hoje, pois, estar com você, é meu próprio paraíso particular. Amo a forma com que você cuida de mim, amo a forma com que demonstra como você me ama, também amo a forma com que você demonstra o quanto me deseja, você me faz sentir o homem mais amado e desejável deste mundo, amor. Você desperta em mim, coisas que eu jamais julguei, que eu poderia sentir. Eu amo a sua coragem e determinação em me arrancar das minhas dores e dos meus medos, amei quando você disse que quer cada parte de mim, e amo a forma com que você está conectada com elas, sendo que eu mesmo as estou conhecendo. Amo a forma de você me olhar e me amar pelo que verdadeiramente eu sou e não pelo que eu tenho. Amo cuidar de você, amo proteger você, amo amar você. Amo quando você mostra para mim, o quanto eu sou amado pelas pessoas, e, eu amo a forma com que você tem me ensinado a me abrir para isto, me sentir amado. E mais do que tudo, amo a possibilidade que a vida nos deu de viver este amor.
O choque fez com que os meus olhos se abrissem em suas primeiras palavras. E ao fazê-lo, contemplei-o olhando para mim, com o rosto cheio de amor e ansiedade, pela expectativa. Seus olhos brilhavam tanto, que chegavam a faiscar.
Senti lágrimas se acumularem em meus olhos, e meu coração explodir de alegria, pela surpresa.
Eu não me lembrei mais, da minha expectativa anterior. Eu concentrei toda minha atenção naquele gesto tão surpreendente, e tão magnífico, deste lindo homem a minha frente, que em tão pouco tempo, eu compreendi que amo tanto, com todas as minhas forças e com todo meu coração.
Eu não suportei mais, conter as minhas emoções, e, minhas lágrimas transbordaram dos olhos. A cada palavra sua, o meu coração aumentava as batidas, eu nem sei como era possível.
Eu segurei os seus cabelos com uma de minhas mãos, puxei os seus lábios até os meus, dando-o um breve beijo apaixonado, e disse:
— Sim, Henry eu me caso, e sim, eu quero você e tudo que você é, que você tem para me oferecer. Para mim, apenas para mim e para sempre. Da mesma forma que eu me entrego inteira e totalmente a você e para você, por que eu amo você, demais. Até agora eu não consigo compreender como. Mas, eu posso sentir em cada parte de mim, meu coração pertence a você, minha alma se completa por estar com você e o meu corpo, deseja você, cada parte do meu ser, anseia por você amor. Amo a sua paciência, amo a sua cautela, amo a forma com que você conduz tudo com habilidade, amo quando você manifesta sua autoridade de homem para mim, pois isto me conduz ao equilíbrio e me trás segurança, amo o seu jeito “Henry Controlado de Ser”, que é único. Eu amo a sua bondade, sua preocupação comigo e com os outros, amo a sua responsabilidade. Amo o fato de você ser lindo e desejável, amo o seu corpo, cada parte dele, as que eu conheço e as que eu não conheço. Amo os seus lábios, amo os seus beijos, amo os seus toquem em mim, a suas carícias. Amo tudo em você, cada parte de você me atrai.
Ele respirava com intensidade e lágrimas se acumulavam em seus olhos à medida que eu pronunciava cada palavra. Ele fechou novamente o espaço entre nós, ele tomou os meus lábios novamente, em um beijo apaixonado, que transmitia para mim, todo o seu amor, admiração e adoração por mim, e claro, que eu retribui, com a mesma intensidade.
Quando ele se afastou, ele tomou a minha mão direita, novamente, e, deslizou um lindo anel com pequenos diamantes rodeando uma pedra maior, Safira, eu acho, e em formato levemente oval em meu dedo médio. Depois, colocou uma linda aliança em meu dedo anelar. E por último, um espetacular bracelete de ouro em meu pulso. Fazendo questão de dizer:
— Este foi eu quem fez. Para você, MINHA NOIVA LINDA... E futura Sra. Lazar...
— É lindo, assim como você...
Eu disse em meio às lágrimas, e lembrando-me do dia em que ele me entregou o primeiro bracelete. Este é ainda mais lindo. E percebi que não era o mesmo, e entendi, com aquilo, que aquela lembrança havia ficado para trás, juntamente com o que houve naquela época, e que agora tudo era diferente, pois, enfim, eu havia aceitado, por minha vontade e escolha, me casar com ele.
Então, ele disse, parecendo ler o que estava em meu pensamento, como sempre acontece conosco, ainda me surpreende esta profunda conexão que temos.
— Vida nova Valerie, o outro eu destruí, este é ainda mais belo, porque representa algo muito maior. Por que hoje, eu estou colocando-o em você, não para marcar você como minha, para mostrar aos outros, com receio de alguém tentar toma-la de mim. Mas, por que, você quer ser minha e deseja ser marcada por mim e que todos saibam disto.
— E quero mesmo Henry, é o que mais desejo, eu nunca poderia imaginar que desejaria isto, e que desejaria tanto! – Ele abriu um imenso sorriso para mim.
Então, ele me entregou uma réplica perfeita da aliança, porém, maior que a minha e estendeu sua mão direita para mim. Movida pela emoção que estava sentindo eu disse...
— E você Henry Lazar, aceita se casar comigo e compartilhar uma vida inteira ao meu lado, me permitindo cuidar de você e usar tudo o que sou e todo meu ser para fazê-lo feliz?
Ele me respondeu, com suas emoções transbordando nos olhos. E com um sorriso triunfante:
— Aceito, para sempre, pois, é tudo que eu sempre sonhei. Eu te Amo Valerie, demais.
Assim que eu deslizei a aliança em seu dedo, voltamos a nos beijar, calorosamente.
Era um beijo tão especial, tão cheio de significados. Sentir os lábios do Henry, é a melhor sensação do mundo, o calor que emana dele, o seu sabor, a textura da sua pele, combinados ao seu cheiro que eu amo, que é muito mais intenso quando estamos assim, tão próximos, deixam-me inebriada, quase tonta.
Henry, então, me puxou para o seu colo, e sem quebrar o contato entre nossos lábios deslizou-se para fora da cama levando-me junto.
Comigo ainda em seu colo, ele continuou me beijando, e sensação, era que nenhum dos dois queria se separar.
Enfim, ele me colocou em pé e agora ele envolvia minha cintura e eu, envolvia as suas costas com uma mão e sua nuca com a outra. Nós ficamos assim, um longo tempo, perdidos nos braços um do outro. Como se nossas vidas dependessem daquilo. E dependia mesmo, ele é tão necessário para mim, quanto eu sou para ele, e agora, eu posso ver e sentir isto em todo o meu ser.
Quando estávamos sem ar, eu olhei em seus olhos. Eles estavam exultantes. Aproveitando o momento, de proximidade, levei os meus lábios até o seu ouvido, e sussurrei:
— Henry?
— Hum...
Ele respondeu, enquanto beijava o meu pescoço, e deslizava os seus lábios em meu ombro, me fazendo estremecer.
— Onde estávamos mesmos à alguns instantes atrás?
Eu pude senti-lo sorrir em meu pescoço, o que me enviou mais uma onda de arrepios. Meu Deus, ele fala a respeito das reações que eu provoco nele, mas, eu acho que ele não tem a mínima noção, do que ele faz comigo.
Ele puxou o meu rosto, para olhá-lo, enquanto a sua outra mão, ia em direção a minha cintura.
— Estávamos... Prestes a entrar em combustão, eu acho...
Ele disse com tom brincalhão, e eu já sabia que era para desfazer a tensão, e eu não consegui conter a minha frustração, e, suspirei pesadamente.
— Ah não Henry, mesmo agora? Não é possível, agora eu sou SUA NOIVA.
E ele não se conteve, sorriu ainda mais, para mim.
— Sim é mesmo... – Seu sorriso agora era deslumbrante. — E estou muito feliz por isto.
O brilho e a intensidade dos seus olhos, faziam suas palavras muito verdadeiras...
— Eu também. É claro que estou feliz meu amor.... Eu só estou querendo dizer que você também podia repensar um pouco os seus limites. Afinal agora sou sua noiva, e muito em breve sua esposa... – Ele me interrompeu.
— E eu estou fazendo isto.... Eu pensei que você já houvesse percebido, pois, em outra época, eu jamais permitiria que as coisas chegassem onde estão chegando Valerie.
Ele disse, ainda com um sorriso nos lábios, mas triste, que me fez suavizar.
— Eu sei, eu sei. Mas, é que...
— Veja bem princesa, eu não estou prometendo nada. Nada mesmo... entretanto, realmente, eu estou pensando a respeito. Valerie você precisa entender que não se trata, apenas, de querer ou não, porque, se fosse somente isto, as coisas já poderiam...
Ele suspirou. Após, prosseguiu:
— Eu estou tentando, mas, eu não me sinto... sei lá, seguro, a vontade... há os meus medos sim, porém, também há o fato de que, eu sempre sonhei fazer amor com você, depois que estivéssemos casados. Eu sei que pode parecer antiquado, sim, mas, é um desejo meu, eu sei que você sabe disto. No entanto, eu admito que, você tem tornado isto, uma tarefa, a cada dia mais difícil. Amor você quase chega a me enlouquecer de desejo. Valerie eu desejo você demais, resistir a você é uma grande prova para mim. E tem mais, você não se deu conta de que, daqui a pouco, a sua mãe estará aqui. Com que cara eu iria olhar para ela?
O que ele disse, me trouxe de volta a realidade. Ele estava certo.
A única coisa que me intrigava, é o fato desta nem ser mais, a minha primeira vez, muito menos a dele. E quanto a minha mãe, a situação seria muito embaraçosa mesmo.
Porém, eu compreendi que eu já havia exigido demais dele hoje. Entretanto, mesmo assim, motivada pelo hábito, eu não demonstrei tão facilmente, que eu já havia cedido.
— Eu sei Henry, mas, ela mesma disse, que nós somos adultos. No entanto, em todo o caso, me desculpe. Acredito que, eu realmente me excedi. Mas, o que eu posso fazer, se você retira completamente a minha sanidade? E Henry sabe o que, às vezes, eu não entendo? Não se trata da nossa primeira vez amor, e se fosse, então? Imagino como seria?
E o que ele disse, realmente me surpreendeu.
— Se fosse a nossa, ou principalmente, A SUA primeira vez, mocinha, eu não permitiria, JAMAIS, nada do que já tem acontecido conosco, acontecer, eu me manteria a, pelo menos, bons metros de distância de você, amor. Eu jamais correria este risco todo...
Eu engoli seco, pois, da forma que ele disse, eu tenho a exata certeza que realmente seria assim...
— Mas, enfim... não. Eu não quero que se desculpe, hoje não. Hoje realmente, eu não me arrependo de nada. Foi impulsivo? Foi. Foi enlouquecedor? Foi. Foi quase insuportável parar? Sim, foi. Mas, ao mesmo tempo, foi maravilhoso. Entenda Valerie, não quero que você mude o seu jeito, a sua teimosia, a sua insistência, pois, afinal, estas coisas é que tem me ajudado a mudar, a repensar, a romper as minhas resistências. Eu amo você exatamente como você é. Está bem? E outra coisa, mocinha. Acredito que não sou apenas eu que acabo com a sanidade dos outros não. Viu MINHA NOIVA LINDA E COMPLETAMENTE DESEJÁVEL? Você é tentadora demais, e um perigo para minha capacidade de raciocínio...
Ele disse esta parte em tom presunçoso.
— E tem mais. Eu estou com fome... – Ele disse timidamente. – Você fez um lanche delicioso para mim. Falou-me tanto dele, me fez sentir um cheiro tão bom, mas, ainda não me deixou comer.
Ele disse isto em um tom torturado, fingidamente. E ao terminar de dizer isto, o seu estômago roncou, o que me fez sentir culpada, muito brevemente, pois, em seguida ele caiu na gargalhada dizendo.
— Viu só? Eu não estou sendo dramático. – Eu o acompanhei nas risadas.
— Está bem, vamos MEU NOIVO lindo!
Eu gostei de como estas palavras, soavam em minha boca. Mas, eu gosto mais ainda, de ouvi-lo pronunciar: minha noiva.
— Mas amor. Eu fiquei curioso, eu nunca conversei com você, sobre ser ou não, a minha primeira vez, e você disse isto, com tanta propriedade. Como você sabe?
Eu fiquei bem vermelha quando ele disse isto, mas, logo eu falei:
— Não é óbvio? – Ele balançou a cabeça negativando... – Bom, na verdade eu não sei, eu supus por seu comportamento. Digamos que, pela sua... desenvoltura nestas... situações amor. Você não age como alguém inexperiente Henry. Mas, por que? Por um acaso, eu julguei errado? Se houver, me perdoe...
Ele era perceptivo e observador demais...
— Não se desculpe, você está certa, não é mesmo. Há muito tempo, que não é.
Ele disse isto, claramente com vergonha. Mas, como eu não sabia, ainda, o motivo, eu precisava fazer perguntas, então, eu me preparei, já até prevendo que ele saberia alguns dos seus conteúdos...
— Eu sei que você tem perguntas, amor, pode fazê-las...
— Eu tenho mesmo Henry. Bem, então, se você não se importa.... E os limites? E quem foi, ou foram? Você... Ahm... Amou alguma delas?
Eu sabia, eu não errei no meu palpite, ele já esperava pelas perguntas, ele apenas, vacilou com relação à pergunta final, sobre, se ele amou alguma das mulheres com que ele se envolveu.
— Veja bem, os limites sempre existiram e eles sempre foram claros para mim. Eu sempre quis respeitá-los Valerie, primeiro por que, foi a minha mãe quem me ensinou e orientou, ainda desde pequeno, pois, eu sempre fui assediado pelas meninas, eu acredito, que isso não é segredo para você. Então, ela tratou de me orientar. Já o meu pai, ele não concordava, mas, não a contrariava... no entanto, quando ela morreu e eu cresci mais um pouco, ele se sentou comigo, e expôs o que ele pensava para mim. Ele falou sobre os seus receios, em relação a minha privação, o fato disto gerar estresse, pois, ele também estava só e também vivenciava isso, portanto compreendia. Porém, ele me disse, que sempre, quando ele viajava, ele acabava arrumando alguém, para poder administrar isto, então, uma vez eu o perguntei, o por que ele não se casava novamente, e, ele me disse, que ele não estava preparado, para colocar uma outra mulher em casa ou na sua vida. E, hoje eu sei o porquê, na verdade, a que ele realmente queria, não estava disponível, a sua mãe. Aí, eu compartilhei com ele, que eu não desejava ninguém daqui, mas, que, amava demais você, e isto não me dava liberdade de ter mais ninguém aqui da vila, a não ser você. Ele, como sempre foi muito bom, compreendeu e me propôs me levar com ele, quando ele fosse, em busca de algo assim. Eu relutei muito, mas, depois de muita conversa e muita orientação dele, eu acabei cedendo. Essa atitude, nunca foi muito confortável, pois, realmente, aquilo não foi uma opção minha, eu fiz mais por meu pai, para tranquiliza-lo. Entretanto, com o tempo, eu vi que eu poderia tornar a minha agonia pela espera por você, menor. No entanto, eu confesso, que desde que ele se foi e após algumas coisas que me aconteceram, eu não quis mais fazer aquilo, porque, a partir daquele momento, era uma escolha minha, e eu resolvi esperar por você, eu sempre nutri esperança amor, sempre.
Ele me observava pensativo, como que, esperando eu digerir as suas palavras. Então, ele prosseguiu...
— E quanto às outras perguntas. Primeira coisa, não era com prostitutas, eu jamais faria isto, como um negócio, não dá para mim. Nas festas onde íamos, sempre existiam garotas interessadas apenas em aventuras, geralmente, elas eram mais ousadas, e, não queriam saber de compromisso, e assim era. E, com relação a pergunta que te deixou mais curiosa...
Então, ele percebeu que eu havia ficado com ciúmes, e, eu havia mesmo, somente de tentar imaginar, outra mulher, tocando aquele corpo e beijando aqueles lábios, o meu coração ficava apertado.
— Vou respondê-la agora. Não foram muitas. E a maioria, eu nunca mais vi, elas geralmente, estavam nos lugares a passeio, elas eram do Grande Reino. Talvez, por isto, fossem tão liberais. Mas... a resposta mais importante: eu nunca amei ninguém além de você Valerie! Eu achei que você soubesse disto, porque eu sempre digo que eu apenas amei a você. Eu jamais cogitei outra possibilidade para mim. Até mesmo, quando eu disse que por compaixão, ou por falta de opção, eu não te queria, nem mesmo assim, eu conseguia me imaginar amando outra pessoa, eu nunca desfrutei de outra escolha, eu sempre amei e vou amar você.... E falo do fundo do meu coração, eu gostaria muito de ter esperado para ter exclusivamente, você, independente de, com você, ter sido diferente.
Os olhos dele brilhavam com as suas palavras e eu estava absorvida em tudo o que ele me dizia...
— Nossa, é muita coisa... e... obrigada amor, por ser tão sincero. Mas, eu acho justo você não ter esperado, neste sentido. Porque você esperou por outras coisas, e até demais, eu já entrei neste relacionamento, em débito com você, seria muito desconfortável para mim. E creio que, você já saiba, mas, além de Peter, eu nunca estive com ninguém, na verdade, para mim, este nível de contato tem que estar relacionado a amor e a entrega, é diferente. E eu... bom você sabe, amei sim o Peter. E agora, eu amo você. Então, eu jamais, se quer, desejei outros homens, jamais. Mas, eu já falei para você e falo de novo, o desejo com você, é algo muito diferente para mim, mas, eu não sei explicar, só sei que é algo muito, mas muito poderoso.
Eu termino com as palavras e ele da um sorriso tímido para mim, e vejo que ele compreendeu toda a sinceridade que eu usei com ele em minhas palavras.
— Obrigado amor, eu fico feliz, em saber que eu sou especial para você...
— Você é especial demais Henry, você não sabe o quanto. Eu te amo, meu príncipe. Porém, vamos comer, porque eu já estou me sentindo culpada por você estar com fome. – E sorrimos os dois juntos.
Ao chegar à cozinha, eu peguei o quibe no forno e coloquei sobre a mesa, notei que ainda estava quentinho, então, eu cortei alguns pedaços, e servi ao Henry e a mim. E enquanto sentávamos para comer, eu fiquei observando os meus presentes. Eu senti vontade de falar...
— Amor, obrigada pelos presentes de noivado. São lindos, eu gostei de verdade, de todos. Contudo, houve um, que eu adorei, ele é perfeito. E é muito mais do que tudo que eu já sonhei para mim...
— Que bom, eu fico feliz que você tenha gostado. E a propósito, ficaram lindos em você. Mas.... Eu fiquei curioso, posso saber qual deles?
— Claro que pode. Você, meu príncipe!
Eu disse isto tocando sua face com carinho.
— Você excede a todas as expectativas do que eu sonhei para mim Henry. Eu tenho certeza que eu serei muito feliz ao seu lado, pois, você já me faz neste momento, a pessoa mais feliz do mundo. Eu realmente amo você!
Ele ficou tão feliz e emocionado que seus olhos reluziam, e duas lágrimas, escorreram pelo seu rosto, que prontamente eu sequei com os meus lábios, beijando cada parte onde elas tocaram. Ele respirou fundo, reunindo forças para falar...
— Obrigado Valerie. Não teria como eu fazer de outra maneira, meu amor, é o mínimo que eu posso fazer por alguém que me deu tudo... você restituiu-me a alegria, me fez voltar a me sentir vivo, você tem me curado a cada dia, me ajudou e tem me ajudado a ser melhor, a cada dia... você minha noiva linda, me faz o homem mais feliz e completo deste mundo. Sabe, hoje eu posso dizer com propriedade, que eu amo você mais que a minha própria vida amor, muito mais.... Eu faria qualquer coisa por você. Eu daria a minha vida por você, porque para mim, não faz sentido viver sem você.
Ao dizer estas palavras ele aproximou-se de mim, e beijou os meus lábios com ternura por um tempo, e eu retribuí, demonstrando o que eu disse naquele gesto. Assim que nos afastamos, ele disse:
— Amor, eu tenho algumas coisas a discutir com você. Primeiro, eu quero dizer que, eu resolvi fazer isto, de uma forma íntima unicamente, entre nós, devido à forma que tudo aconteceu conosco, digamos que, a nossa aproximação, tem sido uma experiência singular, então combinava com algo assim. É claro que o momento e forma que aconteceu, não foram planejados.
Ele sorriu timidamente ao dizer isto.
— Mas, eu confesso que eu gostei muito, saiu muito melhor do que se eu houvesse programado, na íntegra, cada detalhe. E você, gostou?
— Claro que eu gostei, Henry, cada detalhe foi maravilhoso, como tudo o que você faz. Você sabe que eu não ligo para grandes comemorações.
— Sim, eu sei. Todavia, o fato de eu ter feito desta forma, não significa que não vamos comemorar ou que não vamos tornar publicamente oficial. Porque, nós faremos isto, e, será no jantar de sábado.
Eu amei a ideia, porém, eu me lembrei de que, nós já havíamos cedido o momento para Rox com Marvel e Cedrico com Prudence.
— Mas Henry, e os... – Ele nem me deixou concluir.
— Não se preocupe, já está tudo resolvido, e, eu posso adiantar, que eles quase surtaram quando eu os pedi, o Cedrico se emocionou tanto, que até chorou. Valerie, nós temos amigos incríveis. Este é um dos motivos pelos quais, eu quero ajuda-los com o empréstimo da casa nova, por alguns tempos. Eles merecem.
— Bom, para mim está ótimo! Mas, espera aí... ahm... então, todos sabiam?
— Todos os próximos. Sua mãe, é claro eu teria que pedir a benção dela primeiro, e de minha avó também. O Cedrico e as meninas. Com elas, foi o Cedrico quem falou. E todos, sem exceção, ficaram radiantes. Choraram me abraçaram, nossa foi incrível, foi uma experiência inesquecível. Senti-me verdadeiramente amado por todas aquelas pessoas, acho que foi isto que me deixou mais leve hoje, menos... digamos assim, resistente, com as minhas limitações.
Eu fiquei perplexa com o que ele disse. Ele estava me falando que ele estava permitindo que as pessoas se aproximassem de novo. E aquilo me deixou tão orgulhosa por ele, e tão feliz.
— Ah Henry, eu fico tão feliz por você, e tão orgulhosa por seu esforço.
— Sabe amor, obrigado! Eu sei que eu não conseguiria jamais, sem você, sem o seu apoio. Eu te amo minha noiva linda.
— E eu amo ouvir você dizer isto. E realmente amo a ideia de que, eu vou passar o resto de minha vida ao seu lado. – Aproximei-me dos seus lábios, e antes de beijá-lo ele disse:
— Este foi o maior presente que eu já recebi em minha vida, minha maior alegria é saber que dentro de algum tempo, eu terei você como minha esposa, e daqui mais algum tempo, eu serei pai dos seus filhos. Nada neste mundo, realmente, poderia me deixar tão feliz. Ter uma família com você, compartilhar a minha vida com você Valerie. E a propósito, precisamos pensar em uma data. Você tem alguma coisa em mente?
— Bom, na verdade, eu prefiro deixar que você escolha, você sabe, por causa dos preparativos, da casa. Enfim, eu acho que você é a pessoa ideal para isto.
— Bom, no que depender de mim, será rápido. No entanto, eu tenho que saber de você, você também terá preparativos a fazer, inclusive, gostaria de orientar a você a escolher seu vestido em sua viajem, visto que, vai estar em uma grande cidade, cheia de opções. Peça a Made para te ajudar com a escolha, eu tenho certeza, que ela irá adorar.
— Claro, vai mesmo. Mas, você não acha que está cedo?
Na verdade, eu não fazia ideia do que o Henry estava em mente em relação à data e eu não queria apressá-lo. Não que eu não estivesse realmente com pressa, porque, já que eu havia feito a minha escolha de vida, eu gostaria de começar a vivê-la logo, ao lado do Henry, pois, assim, ele poderia estar comigo todas as noites sem precisar se preocupar, e também havia, obviamente, a questão dos seus limites. Eles não mais existiriam.
— Eu estou perguntando isto, pois, realmente eu não tenho ideia do tempo que você precisa para ajeitar tudo Henry. Mas, eu, na verdade, estou à disposição a qualquer momento.
— Eu não irei precisar de muito tempo Valerie. Porque a reforma aqui, não passará de um mês, se nenhum material se atrasar. Vou colocar pessoas trabalhando a todo vapor, para adiantar, e assim que terminarmos aqui, começaremos com a nossa casa na vila e a casa de sua mãe e minha avó. Porém, estas podem estar em andamento, mesmo depois de casarmos. Contudo, a pergunta é, você está disposta a estar casada e se tonar a minha Sra. Lazar, dentro de no máximo, um ou dois meses? Como você se sente em relação a isto? Eu nem preciso te dizer que eu estou pronto e disposto, até agora se quiser. A casa é um detalhe, cujo, as providências já estão sendo tomadas.
Eu percebi que ele estava com bastante expectativa por minha resposta.
— É claro que eu também estou disposta, em todo caso, nós já temos a casa de qualquer forma...
Eu disse aquilo brincando com ele, na verdade, eu sabia que ele se importava demais em me dar algo melhor, mais confortável. E pelo seu sorriso fingindo contrariedade, eu vi que compreendeu a brincadeira.
— De qualquer forma, eu também não quero que demore muito, e creio que você sabe o porquê.
Eu disse esta parte, bastante vermelha e recuando em olhar para ele. Ele puxou delicadamente o meu rosto para olhá-lo e disse:
— Poxa, então este é o único motivo de você estar realmente ansiosa? – Ele disse com o olhar torturado, fingindo, é claro. Ainda assim, respondi sério. Com medo de feri-lo.
— Claro que não, há vários. Uma lista enorme, e claro, isto também está incluso nela.
— É mesmo? Uma lista? Eu gostaria muito de conhecê-la, será que eu posso?
— Sim pode. Vejamos... Primeiro, por que agora que eu sei o quanto eu amo você, eu quero passar cada minuto e segundo do meu dia ao seu lado, e sem nos casarmos isto não será possível, como hoje e amanhã, por exemplo, ficaremos horas separados, você tem noção do que é isto? Horas sem nos ver. Depois, tem o fato de que, eu adoro cuidar de você, todos os dias, e você não estando aqui, isto não é possível. Gosto de ver você dormir, e depois que nós nos casarmos, eu poderei fazer isto sempre. E, obviamente, eu quero muito você Henry e qual a noiva em sã consciência, não desejaria um homem tão lindo e tão maravilhoso em todos os sentidos? Honestamente, em sã consciência, nenhuma. E pelo que eu vejo, eu terei que me contentar até... – Dei um suspiro pesado de frustração. – Até o casamento.
Pude ver que ele sorriu, mas, um tanto desconfortável.
— Gostei da lista. E honestamente? Também tenho duvidado se... eu realmente vou conseguir esperar também. Eu tenho pensado Valerie, é sério, tenho mesmo.... Entretanto, não é tão simples assim, bem que eu gostaria que fosse. Porque eu também te desejo muito, e você sabe disto não sabe? E me desculpe pelo sofrimento que isto causa a você amor, seria tão mais fácil se você pensasse como eu.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Vi certa tristeza em seu olhar quando ele terminou. Então, eu suavizei:
— Eu sei meu amor, me desculpe também. E sabe de uma coisa? Tenha o tempo que você precisar. Eu brigo, resmungo, mas, eu entendo... E no fundo, no fundo, eu sei que isto também está ligado ao respeito que você tem por mim, amor. Eu apenas acredito, que você poderia levar em conta, que é algo que eu também quero. Você não estará fazendo com qualquer uma e nem muito menos, de qualquer jeito. Amor, agora eu sou SUA NOIVA, Henry! Ouça bem, sua noiva. Mas, tudo bem, eu entendo você. E leve o tempo que você precisar. Todavia, depois...
Eu falei sem pensar. E o resultado fomos nós dois vermelhos de vergonha. Embora, como sempre, Henry recuperou-se e manteve o clima mais ameno.
— Depois, eu acho que você terá mesmo que se preocupar mocinha. – Ele disse levantando-se e puxando-me em um abraço.
— Eu? Me preocupar? Mas, com que Sr. Lazar? Se o motivo das minhas preocupações, não existirá mais.
Eu disse sorrindo e o provocando. Porém, ele ainda foi mais profundo:
— Na verdade, este não. Seu motivo será outro...
Ele disse ainda vermelho, e novamente beijando e mordendo suavemente o meu ombro, me fazendo estremecer de novo. O que ele disse me deixou curiosa, onde ele estava querendo chegar?
— Como assim? Acho que eu não consegui te acompanhar. Eu estou curiosa.
Ele olhou nos meus olhos me sondando acho que procurando se certificar da minha ingenuidade sobre o que ele estava falando e disse num tom provocante:
— Não é obvio? Estar pronta para mim... para me pertencer de todas as maneiras possíveis.
Ele disse, percorrendo com os lábios, o trajeto de volta ao meu pescoço até tocar e beijar o lóbulo da minha orelha. Eu senti o meu rosto queimar, mas, eu não iria retroceder de jeito nenhum, eu busquei seu ouvido, dei um beijo ali e disse.
— Se eu fosse você, eu não me preocupava com isto. Eu estou mais do que pronta. Estarei todos os dias se você quiser. Sr. Henry Lazar, meu lindo e provocante noivo.
Eu dei uma risadinha maliciosa no final. Achei que com esta, ele retrocederia, todavia, ele não o fez.
— Sério? – Ele buscou meu olhar instantaneamente. – Todos os dias? Hum... eu acho que eu posso me acostumar com isto, agora eu ficarei ainda mais ansioso sabia? Adorei a ideia.
Sinceramente, eu não sei onde o Henry havia arranjado tanta coragem para falar aquilo abertamente para mim, creio que, realmente ele tem pensado sobre isto.
Ou talvez seja pelo fato, de que se em menos de dois meses, nós estaremos casados, precisamos mesmo trabalhar isto, menos vergonha, mais intimidade. Acredito que, as coisas agora, realmente tomarão um novo rumo. E como se pudesse ler meus pensamentos, o Henry falou:
— Bem... aproveitando que estamos falando sobre este assunto, eu quero falar algo com você a respeito. Contudo, antes, vamos adiantar as coisas do jantar, a sua mãe vai chegar por volta das oito horas. Vamos, eu te ajudo.
Enquanto recolhíamos a mesa do lanche e a preparávamos para o jantar, liguei o forno para aquecer a carne e o macarrão e temperei a salada.
Eu lavei as louças, e o Henry, enxugou e guardou para mim. Conversávamos distraidamente, acho que tentávamos desfazer a tensão sobre o assunto que iríamos conversar.
Sentamo-nos no sofá, e, eu senti que o clima era um pouco desconfortável, acho que eu tinha uma vaga noção, sobre o assunto.
No entanto, eu precisava criar coragem, porque, em breve aquele homem, seria o meu esposo, e, ele me conheceria de todas as maneiras possivelmente, constrangedoras e inimagináveis.
— Veja bem, Valerie, eu acredito que, depois do passo que nós demos hoje, nós precisamos conversar sobre algumas coisas, e acho que você sabe do que se trata.
Por mais que o Henry buscasse manter o controle da situação, ele ainda estava tenso e vermelho. E eu, nem se fala...
— Sim, eu sei. E realmente por mais desconfortável que seja, não dá mais para protelar. Eu entendo você.
— A minha preocupação, talvez, Valerie, seja mais por... você sabe. – Eu sabia mesmo, ao que ele se referia, então, eu resolvi ajuda-lo.
— Sim eu sei, o fato de eu também ter experiência. Mas..., honestamente Henry, você quer saber? Será diferente, muito diferente. Na verdade, já é. Então, eu acho que nós não temos que nos preocupar com isto. Você é você, e eu também não sou mais a mesma Valerie. Toda esta expectativa, tudo o que eu tenho vivido ao seu lado, tem me feito diferente. De certa forma, será sim, uma experiência única.
Ele ponderava o que eu disse, e naquele momento eu pude perceber. A angústia do Henry, era saber se, o diferente me agradaria. Por que, a suas experiências anteriores, não estavam relacionadas a amor, o que faria com que o fato de ser comigo, seria especial.
Contudo, a minha estava, e com Peter também foi especial, mas, porém, eu tinha a exata consciência, que que era de uma maneira muito distinta. Não há como comparar, ou dimensionar.
Mas, de uma coisa, eu tenho certeza, o desejo que eu sinto pelo Henry é algo muito além da minha compreensão, talvez seja pelo tempo de privação, eu não sei, porém, que é potente é. Com Peter eu nunca fui privada de nada.
Então, eu resolvi dizer isto a ele.
— Henry, entenda, eu amo você, concentre-se nisto. E eu já te disse que, o fato de ter que esperar, o fato de ter toda esta expectativa, fazem as coisas especiais. Por isto que, de certa forma, eu te entendo. Querendo ou não, é uma forma de você mostrar isto, para mim. E honestamente, eu gosto disto. Isto é parte de você, do que você é, é sua personalidade. Parte do que me encanta em você.
Eu disse esta parte tocando o seu rosto e dando um selinho carinhoso em seus lábios. Ele continuava pensativo.
— Henry uma coisa eu posso dizer, eu desejei sim o Peter, claro. No entanto... com você é algo muito poderoso, eu não consigo explicar. Realmente é enlouquecedor.
Eu estava muito vermelha, e percebi que ele também. Por fim, ele suspirou e falou.
— Tudo bem então, como você mesma disse, em breve, nós iremos descobrir.
Sim, é verdade. Todavia, eu queria dar a ele a chance de realmente extravasar de vez, a sua preocupação.
— Sim, vamos mesmo. Porém, se houver algo que te incomoda ou que você queira saber, eu estou à disposição, por você. Sempre. E acho que há uma coisa que você precisa saber.
Ele me olhava agora com curiosidade.
— Uma das coisas que eu mais gosto, em estar nestes momentos com você, é o fato de estarmos nos conhecendo, isto é encantador. Veja bem. Com o Peter jamais foi assim, nós nos conhecíamos demais, sabíamos tudo o que o outro gostava, afinal, nós crescemos juntos e sempre conversamos sobre tudo, por que antes de tudo, nós éramos amigos, e de certa forma, não havia novidade. Então, deixa de se preocupar. Encare como exclusivamente eu e você. Por que somos mesmo, apenas eu e você. E será para sempre meu amor. Entenda outra coisa também, se qualquer coisa estiver errada, ou der errado, o que eu duvido muito, nós temos uma arma muito poderosa ao nosso favor. Confiamos um no outro, somos sinceros um com outro, e, sempre há a possibilidade de dialogarmos, de nos entendermos. Henry, nós temos uma cumplicidade incrível, e quase única. Poucos casais, tem isto, e às vezes, com anos de convivência. Sinceramente, eu fico muito orgulhosa com isto, porque não é algo comum. Às vezes, eu acho até que você lê os meus pensamentos Henry.
Eu disse isso sorrindo e neste momento o vi sorri, realmente relaxado e perguntei o que era.
— O que foi?
— O Cedrico me disse isto, ele percebeu isto. E quer saber? Eu acho que você tem razão. Desculpe. Amo você Valerie.
— Também te amo Henry, muito.
Ele beijou os meus lábios docemente. E colocou-me em seu colo. Assim que eu o fiz, senti o cheirinho da comida se intensificar e corri ao forno para desligá-la. Eu voltei correndo para os seus braços que já me esperavam estendidos.
— E aí, você vai trazer o seu vestido de noiva, da viajem?
— Sim, eu vou. Eu vou aproveitar a oportunidade. E, eu queria que você me permitisse algo.
— Claro, o que você quiser.
— Eu quero trazer o seu traje também, eu posso? Seria uma oportunidade de eu mesma escolhê-lo.
— Hum... eu gostei disto, porque a única que eu quero agradar ao entrar ali, é você. Traga sim, eu vou providenciar tudo o que você precisar. E aproveite e traga coisas para o seu enxoval também Valerie, lá há coisas lindas e sei que você tem bom gosto. E por favor, não seja tão generosa com os gastos, eu quero a nossa casa linda. Traga exatamente tudo o que você precisar. Porque, quando você chegar, eu providencio uma forma de trazer as coisas que vierem no trem, para cá. E, o mais importante, providencie o nosso enxoval particular. Neste eu quero que você capriche amor, e muito.
Ele me disse isto, sussurrando em meu ouvido. E mesmo, eu sentindo que eu estava com rosto ruborizado, falei...
— Está bem. Claro que, eu vou caprichar, não somente para mim, mas, para você também. – Eu disse com olhar malicioso. — Como sou eu que vou escolher, escolherei ao meu gosto.
— Claro, como você quiser, é para você mesmo. Mas, esteja preparada, porque, você também, poderá ter surpresas.
— É mesmo? — Eu disse curiosa. – Ah, eu irei adorar. Porque o meu objetivo, é satisfazer você Sr. Lazar.
— Hum. Gostei disto. Porém, fique tranquila princesa, você já faz isto o tempo todo amor.
— Em todo caso, é bom saber amor. Quero fazer você muito feliz Henry, esta será a minha meta, você esperou demais por mim. Eu quero recompensa-lo por cada dia, cada minuto e segundo de espera por mim. – Ele me olhava encantado pelas minhas palavras.
— Você já me faz amor, eu já me sinto em um pedacinho do Céu ao seu lado. Mas, com certeza, após nos casarmos, este pequeno céu, será um imenso Paraíso, meu Paraíso Particular.
Eu olho perplexa para ele. Ele por um a caso lê os meus pensamentos? Incrédula, começo a rir, ele ergue as sobrancelhas em uma pergunta muda, e eu respondo...
— Amor você acredita que eu defino você, em meus pensamentos, como o meu Paraíso Particular? – Ele arregala os olhos, abismado agora...
— Sério? Não brinca Valerie!
— Sério amor, isto me assusta às vezes sabia? Eu tenho medo de que você leia os meus pensamentos. – E neste momento, rimos os dois.
Ele se aproxima ainda mais...
— Hum, amor... Eu gosto disto, esta conexão entre nós, esta cumplicidade. Isto será um diferencial enorme, para muitas coisas.
Eu pude observar, que ele me disse aquilo, com um olhar de pura malícia, e sua voz mais sedutora em minha orelha, me deixando arrepiada da cabeça aos pés, o que me preencheu de calor. Como ele pode fazer isto comigo apenas com um olhar?
Ele me provoca depois me deixa na mão, isto é tão injusto.
— Provoca mesmo, meu lindo e desejável noivo. Aí quando você me enlouquece e eu parto para cima de você, você recua. Isto é maldade Henry!
E agora, visivelmente ele fica vermelho de vergonha, e me diz:
— Desculpa amor, eu tento ao máximo me controlar, mas, você torna isto muito mais difícil. – Ele faz uma carinha triste...
— Tudo bem amor, eu sei que eu não facilito as coisas. Desculpa-me também. – Ele dá um pequeno sorriso, e aparenta ficar mais tranquilo.
— Henry, eu tenho uma curiosidade. Por que eu?
— Como assim amor?
— De tantas moças lindas na vila, por que eu? Por que você foi justamente se apaixonar por mim? Eu sempre fui diferente das outras meninas, não possuía os mesmos hábitos, na verdade, hoje eu vejo que este era um dos motivos por eu e Peter nos darmos tão bem. Eu sempre fiz coisas que as outras meninas não faziam, subia em árvores, não ficava com medo, eu nunca aceitei as coisas facilmente, eu sempre fui teimosa, questionadora. Você teve tantas aos seus pés, tão mais fáceis de lidar e tranquilas e lindas, a Lucie mesmo, ela era linda, mas, você justamente escolheu a mim. Às vezes, eu fico me perguntando o por que.
Ele agora, me olhava maravilhado, tocando o meu rosto, acariciando.
— Simplesmente por você ser exatamente como você é amor. Cada uma destas coisas que você disse, elas me atraem a você como um ímã. Contudo, você está muito errada em uma coisa Valerie, você é linda amor, e muito cobiçada por sinal. Tantos te quiseram e querem. Quanto às várias moças, você mesma disse uma coisa fundamental, elas me queriam, mas, eu não as queria. Amor, uma das coisas que sempre admirei em você, é que você nunca se quer, pensou em se beneficiar de mim, do que eu tenho ou do que eu represento, o cidadão mais abastado daqui. Isto nunca fez diferença para você, e você sempre demonstrou isto fortemente. Ao passo que, muitas das que me querem, é mais pelo fato do que eu tenho a oferecer. Não pelo que eu sou. Você é diferente sim amor, mas, a sua diferença reflete no seu caráter, na sua determinação, no seu bom julgamento, na sua prudência. Eu amo todas estas coisas em você, e pensa bem, isto para mim, ficou ainda mais claro quando você escolheu o Peter, Valerie. Você abriu mão de uma vida confortável por querer seguir o que verdadeiramente acreditava. Pode parecer loucura, mas, aquilo me fez ama-la ainda mais, pelo que você é. E você nunca tentou me dar esperança, ao contrário, você temia isto, e até se afastou de mim por um bom tempo. Meramente, por medo de me ferir. Amor, sem você perceber, você estava cuidando de mim, e fazendo-me amá-la mais, a cada dia.
Ele tinha razão, mas, mesmo assim, eu acredito fielmente, que eu não o mereço, porém, eu não quero mais falar isto, pois, o aborrece.
— Pode parar por aí mocinha. Sei no que você está pensando, você merece sim, tudo o de melhor.
Eu fui motivada a sorrir, ele realmente lê os meus pensamentos, só pode.
— Amor eu sei que é repetitivo demais, mas quero e vou falar o tempo todo, eu amo você, Henry. A cada dia eu amo mais, você é incrível meu noivo.
Os seus lábios se abrem em um sorriso deslumbrante.
— Fale quando e o quanto quiser. Eu adoro ouvir, e dizer a você também amor. Amo você linda, princesa, amada e minha futura Sra. Lazar. Minha, minha, minha, e só minha...
Ele dizia sorrindo. E, eu respondi:
— Sim, só sua. Meu, meu, meu Sr. Lazar. Meu noivo maravilhoso!
E ficamos ali, entre beijos, carícias, abraços, provocações. Sorrisos. E nem percebemos a hora passar. De repente a campainha tocou.
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