A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

30 SURPREENDENDO E SENDO SURPREENDIDO - Capítulo 29


Notas iniciais
Leiam as notas iniciais e finais, são importantes. Olá pessoas lindas! Gratidão pelos muitos Reviews, e leitora nova: Sandy. Capítulo 29. Este capítulo tem algumas cenas muito especiais no final, e muito Henlerie! Meu Blog, segue LINK: http://dicasdamarth.blogspot.com.br/ Minhas outras Fanfics: — Do “Inferno” ao “Paraíso” – Por Henry Lazar. – Short Fic Henlerie em Um Universo Alternativo: https://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_ao_Paraiso_-_Por_Henry_Lazar — O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark Apareçam por lá! Sem mais demoras, ótima leitura! Nos vemos nas notas finais!

POV VALERIE

Como cada episódio desta manhã tem sido impressionante. Desde que eu acordei, cada situação tem sido imprevisível.

Contudo, ainda assim, cada uma maravilhosa. Tenho aprendido, que, às vezes, um mal realmente vem abrindo caminhos para coisas boas.

O sonho com Mildrad, me proporcionou coisas, que talvez, eu não receberia, caso ele não houvesse acontecido. Em primeiro lugar, se eu não houvesse sonhado com o Mildrad, eu não teria ido ver o Henry hoje, então, muito provavelmente, nós não teríamos feito amor, que, aliás, foi uma experiência arrebatadora e inesquecível.

Infelizmente, eu não posso me permitir pensar muito nisto agora... Embora não seja uma tarefa fácil, porque, as lembranças de cada detalhe, emergem a cada momento, me retirando o ar.

Eu também, não experimentaria a oportunidade de estar com sua avó. Que por sinal, está sendo outra experiência encantadora. Eu jamais poderia imaginar, que por trás daquela máscara de frieza, haveria uma pessoa tão carinhosa e tão doce. Entretanto, ao mesmo tempo, uma senhora tão forte, decidida e determinada.

Desde que o Henry me deixou aqui, nós passamos a conversar e muito, ela é sempre muito agradável, doce. Nem parece a madame Lazar que estamos acostumados a ver aqui na Vila.

Eu que sempre achei o Henry reservado, e, ela sempre passou uma imagem de que era muito mais. Porém, nos dois casos, o que realmente enxergo agora, é que, todos dois, são pessoas muito sofridas, que aprenderam a lidar com suas dores, fechando-se em si mesmos.

No entanto, que no caso do Henry, ele obteve a mim, para apoiá-lo e aos poucos tem vencido os seus medos, as suas dores e as suas marcas. E ela não, portanto eu acredito que, realmente fará uma grande diferença eu poder oferece-la carinho e apoio.

Algo que para mim, na verdade, é o que mais as pessoas precisam para se manterem felizes. E isto, eu tenho que admitir, que apesar de tudo que eu passei, eu tenho de sobra, então creio que eu serei muito útil. E o melhor, eu vou poder receber de volta a melhor recompensa de todas, ser amada.

Isto é simplesmente maravilhoso, para alguém que há bem pouco tempo, perdeu a irmã, a avó, o pai, e um amor, ou seja, praticamente toda minha família e a possibilidade de outra.

Agora eu tenho, um outro amor, e por sinal surpreendentemente perfeito, e uma avó. E tenho a possibilidade de ter uma família minha, e com filhos. Incrível isto! O Criador superabundou, a sua graça e cuidado sobre a minha vida.

Enquanto eu divagava, madame Lazar falava... parece que ela pegou uma parte dos meus pensamentos.

— Valerie minha querida, eu quero agradecer a você... agradecer por tudo o que você tem feito na vida do meu Henry. Ele é outra pessoa... faz muitos anos que eu não o vejo verdadeiramente feliz, como ele tem estado desde que está ao seu lado... Não sabe o quanto eu sou grata a você.

— Ah... madame L...

Ela me olha séria e aborrecida, não me permitindo prosseguir. Ela já havia me falado, que para mim também, é vovó a partir de agora. O que ainda terei de me acostumar, não que eu não queira, é pela força do hábito mesmo.

— Desculpe vovó.

Eu disse com o rosto queimando, e ela sorriu feliz.

— Não me agradeça. É um prazer estar ao lado e poder cuidar do meu Henry.

Ela deu um largo sorriso, por eu ter chamado o Henry de meu, e eu corei ainda mais, aquilo já havia se tornado um hábito para mim, que eu nem me dei conta.

— Ele é uma pessoa incrível. E tudo o que eu tenho feito, não é nada diante do que ele já fez, e tem feito por mim, de verdade. E eu quero que a senhora saiba que eu o amo muito, e que eu passarei a minha vida, dedicando a ele este amor. No que depender de mim, eu farei de tudo, para que o Henry seja muito feliz.

Ao ouvir-me dizer estas palavras, ela chorou emocionada e disse:

— Eu sei minha filha, e realmente, eu te agradeço. E não se envergonhe de chama-lo assim, pois, ele é seu mesmo, não há como negar.

Ela sorriu e eu corei mais ainda.

— E a propósito, há algumas coisas, que eu quero fazer por você, como prova de minha gratidão... O Henry me falou a respeito da reforma, e eu me propus a fazer tudo o que você quiser. E do jeito que você quiser, para o seu novo enxoval. Ainda mais agora, que o Henry me disse que vocês vão continuar morando por lá no chalé. Eu quero muito, ajuda-la no que for preciso. Então, escolha o que você quiser. Cortinas, toalhas, colchas, lençóis, fronhas, bordados... tudo o que você quiser mesmo... e, como eu sei que você vai acompanhar o Henry na viajem a Grewnville amanhã, eu gostaria de pedi-la que você trouxesse as amostras do que você gosta para mim, para que eu possa adiantar tudo, afinal, acho que o casamento não vai demorar não é mesmo?

— Sim, é verdade... Nós decidimos que nos casaremos, no máximo dentro de dois meses... e, muito obrigada, eu vou adorar a sua ajuda vovó, e eu trarei as amostras sim. Todavia, fique a vontade para nos surpreender, pois, eu vejo que a senhora tem um bom gosto, sinceramente fico muito constrangida de fazer isto, o Henry não gosta muito, mas é verdade, é um pouco desconfortável para mim.

E ela realmente sorriu.

— Valerie, eu sei. Ele já me disse, e eu sei bem como é isto, mas é só você ir se acostumando, aos poucos.

Eu assenti com a cabeça, para mostrar-lhe que eu compreendia.

— Outra coisa querida, o Henry me disse que irá apresenta-la a família Lancelot amanhã. Eu gostaria muito de lhe dar algumas informações sobre eles. Com o objetivo de que você, não se veja perdida, pois, eu sei como é difícil estes momentos. A ânsia que ficamos por desejarmos sermos aceitos por aqueles que fazem parte da vida de quem amamos.

Eu confirmei com a cabeça dando espaço para que ela compartilhasse. Porque, realmente, eu gostaria de saber.

— Bem, eles são praticamente uma extensão da nossa família. O pai o senhor Heitor, conheceu Adrian, o pai do Henry desde pequenino, eles cresceram juntos se casaram quase na mesma época. E perderam suas esposas com poucos anos de diferença. Porém o senhor Heitor, se casou novamente com uma maravilhosa senhora. A senhora Clara, que criou os meninos como se fossem dela. Pois, ela nunca pode ter seus próprios filhos. Todos a chamam de mãe. Tem o Araon, que é da mesma idade que o Henry, o Érion, e a Sophie que é da sua idade. Todos eles, são maravilhosos, no entanto, eu devo precavê-la quanto a Sophie, é uma boa menina, mas, ela é muito implicante, e a princípio, difícil de lidar. Tente não considerar, se ela utilizar alguma artimanha com você, sei que é difícil querida... Por favor, eles todos são muito importantes para o Henry, eles o apoiaram em todas as suas perdas. Inclusive ele trata os pais por tio e tia e os filhos por irmãos. Eu apenas gostaria que soubesse, para prepará-la.

— Obrigada vovó... — saiu mais fácil desta vez. – Eu fico muito agradecida por seu gesto. E tenha certeza, que os tratarei com todo o carinho e respeito, e quanto a Sophie, eu prometo que eu farei o meu melhor.

— Obrigada, minha querida!

Antes que falássemos mais qualquer outra coisa, senti o seu delicioso e amadeirado cheiro, em minhas costas. E senti-o envolver minha cintura e beijar o topo de minha cabeça...

— Olá meu amor... Oi vovó. Vou precisar roubar a minha noiva, eu posso?

— Claro meu filho.

Ela disse de uma maneira tão doce, enquanto nos olhava com um olhar de contentamento e admiração.

— Mas antes...

O Henry cochichou no meu ouvido para darmos a notícia a ela, naquele momento, sobre à casa nova. Eu fiz sinal para que ele começasse.

— A Valerie tem algo a dizer para a senhora vovó, e gostaríamos que nos desse um pouco da sua atenção.

— Pode falar minha filha.

Ela disse enquanto sorria para mim...

— Bem, é que o Henry e eu decidimos que vamos continuar morando no chalé, pelo menos por uns tempos, ainda mais com a reforma, não tem por que não o aproveitarmos. Entretanto, assim mesmo, ele irá fazer uma casa para nós aqui no Vilarejo, e nós planejamos, que no terreno aos fundos provavelmente, ele vai construir uma casa menor para senhora e outra para minha mãe, inclusive com o acesso para o nosso quintal, e para o de uma e outra. O primeiro motivo, para isto, é para que vocês possam fazer companhia uma a outra, e o segundo, para que quando os nossos filhos chegarem, eles tenham acesso mais fácil a vocês, e até mesmo para que me ajudem com eles. E o melhor de tudo, estarão perto de nós, mas, não perderão a privacidade de vocês.

A cada palavra que eu dizia, uma lágrima corria dos seus olhos. E fiz sinal para que o Henry concluísse...

— Olhe, vovó, a senhora deve estar se perguntando, mas e esta casa? Deixaremos tanto a sua quanto a de Suzette, que a propósito, eu irei reforma-la, para que vocês aluguem e tenham uma renda, que não será pequena, pela localização das mesmas. O propósito disso, é que vocês se mantenham confortáveis e sem preocupação, enquanto viverem. Vamos fazer duas casas em um mesmo terreno, mas bem dividido para que cada uma tenha o seu espaço e privacidade. Resolvemos que serão pequenas, porque assim, vocês terão menos trabalho. Mas, a pergunta é: O que a senhora acha?

Ela ainda estava bastante emocionada, porém, lutou até conseguir pronunciar as palavras...

— Ah meus filhos, muito obrigada, eu não poderia estar mais feliz. Eu fico realmente feliz Henry, que você tenha encontrado como esposa, alguém com um coração como o seu. Parabéns a vocês.

Ela aproximou-se e abraçou a nós dois. E realmente aquilo nos deixou felizes...

Ao terminarmos o assunto nos despedimos dela com carinho, e seguimos em direção, primeiro ao seu quarto, para pegar algumas coisas, para em seguida, irmos para o chalé.

Antes de deixarmos o seu quarto, ele trancou a porta e veio até mim. Com um lindo sorriso. Abraçou-me e deu-me um beijo delicioso...

— Senti a sua falta meu amor, muita...

— Também senti a sua, demais, meu lindo!

Eu disse lhe dando um selinho.

— Hum... gosto disso.... Quando me chama assim. E aí, como foi com a vovó?

Percebi que ele estava curioso...

— Mas é o que você é, Meu. Lindo! – Ele sorri largamente. – Nossa Henry, foi ótimo amor, ela é incrível, e eu não estava brincando quando eu disse que você terá que a dividir comigo... eu quero mesmo cuidar dela...

Ele deu um imenso sorriso...

— Eu acho isso ótimo meu amor, não terei problemas de dividi-la com você, sei que vocês farão bem, uma à outra.

Continuamos abraçados, simplesmente perdidos nas carícias e beijos um do outro, até que o Henry disse...

— Precisamos ir, eu quero aproveitar meu tempo com você neste intervalo meu amor...

O Henry me diz de forma provocante.

— Hum.... Isto é bastante agradável para mim. Algo me diz que eu vou gostar muito de ter você aproveitando o seu tempo comigo Sr. Lazar.

Digo com o rosto ardendo, mas, eu não perderia a chance de provocá-lo de volta, de jeito nenhum. O Henry também fica adoravelmente vermelho e eu não resisto....

— Ai amor... Você consegue ficar ainda mais lindo do que já é coradinho Henry!

Digo beijando várias vezes seu rosto vermelho, deixando ele ainda mais vermelho e sem graça...

— Amor, não faz isto Valerie... já está virando um hábito você me deixar sem graça amor.

Ele diz fazendo manha para mim.

— O que eu posso fazer, Henry? Se para mim, você fica realmente mais lindo e sexy assim? Eu já te falei meu noivo! Não fica tristinho, eu amo você príncipe.

E automaticamente o seu sorriso aparece.

— Está bem minha noiva!

Ele diz ainda sorrindo, mas seu sorriso agora é bem malicioso.

— Mas, e se eu disser para você, que você também fica mais deliciosa corada, hum?

Ele fala sussurrando em meu ouvido. Pronto, ele conseguiu virar o jogo, agora eu estava com o rosto pegando fogo. Eu fiquei calada e ele como cavalheiro que é, não prosseguiu, no entanto, continuou sorrindo.

Então, ele me toma pela mão, e saímos da casa. Já no jardim, pegamos o cavalo e partimos em direção ao chalé.

Enquanto cavalgamos, envolvo os meus braços em sua cintura, e vamos conversando agradavelmente, e aproveito cada momento, para afundar meu rosto em seu peito, para sentir o seu cheiro, ou para tocar de forma singela o seu rosto.

Tudo isso, enquanto desfrutava da proteção de um de seus braços me em torno de mim...

Durante a cavalgada, lembro-me que amanhã faremos um trajeto mais longo desta maneira e que passaremos o dia todo juntos. E resolvo tocar no assunto com ele...

— Você está lembrado? Que amanhã, passaremos o dia inteiro juntos, meu amor?

Assim que eu pergunto, um grande sorriso se estabelece no rosto do Henry...

— Claro, e... eu estou ansioso, porque eu estou programando coisas bastante interessantes para nós, você irá gostar...

Hum... agora era minha vez de ficar curiosa.

— Ah... Você me deixou curiosa... – Ele dá um sorriso maravilhoso...

— Este é o objetivo, Sta. Valerie. – Ele me diz e me da um beijo estalado na bochecha.

Só então, eu percebo que estamos de frente ao chalé. Passamos pelo Bosque do Corvo Negro sem ao menos eu notar.

O Henry desce e me desce em seguida. Ele deixa o cavalo e seguimos, pelo jardim, em direção a casa.

Subimos as escadas alegremente. Ao chegarmos à porta, antes de abri-la, o Henry, me puxa abraçando-me e olhando-me nos olhos, diz-me:

— Amor, eu tenho algumas surpresas para você... Pois, eu quero verdadeiramente agradecer, pela manhã maravilhosa que desfrutamos juntos hoje. De todo o meu coração, eu amei fazer amor com você... Eu não tenho palavras para expressar a você, tudo o que eu estou sentindo. Então, eu resolvi demonstrar com alguns pequenos gestos amor. Você é tudo para mim Valerie. Amo você!

Dizendo isto, ele beija os meus lábios com paixão. E como os seus beijos são bons, maravilhosos e a cada dia melhores. Solto os seus lábios e digo a ele...

— Amor, eu que o diga, foi uma experiência linda, perfeita, muito melhor do que eu esperava, de verdade. Apaixonei-me ainda mais por cada pedacinho e cada parte de você Henry. Amo você príncipe, todos os seus gestos, as suas carícias, a sua cautela amor, fazem jus a eu chamar você de meu príncipe, pois eu realmente me sinto uma princesa com você!

— Hum... É bom ouvir isto Valerie!

Ele diz e beija mais uma vez os meus lábios.

— Hum... é um prazer para mim, falar amor, pois, é a mais pura verdade.

Ele me olha com cainho e admiração.

O Henry nos vira de frente para porta, e a destranca, saindo do caminho para que eu siga na frente. Só que, antes, ele me ordena...

— Feche os olhos e só abra quando eu lhe pedir.

Obedeço imediatamente, e sinto-o abrir a porta e passar por mim, e depois de algum tempo, retornar. Então, ele me diz novamente...

— Pode abrir... – Ele diz com seus lábios muito próximos do meu ouvido, de forma que sinto a sua respiração quente, o que faz eriçar todos os meus pelos.

Assim que eu me deparo com a porta aberta, sou surpreendida com pétalas e mais pétalas de rosas vermelhas fazendo um caminho pela casa...

Eu olho aturdida, para o Henry. Ele devolve o seu olhar para mim, com um sorriso lindo, sedutor e provocante, como se estivesse me dizendo: “Vá, procure descobrir o que é...”

Completamente admirada, começo a entrar, e logo sou tomada pela percepção de duas coisas. Uma é que há um cheiro delicioso do meu perfume no ar, é também inebriante devido ao mesclar do cheiro das pétalas. A outra coisa que eu percebo, é que o rastro vai até o quarto do Henry.

Hum... eu gostei disto! Digo isto a ele através do meu olhar, e o sorriso que ele me dá é de tirar o fôlego. Que homem lindo este... Eu nem posso acreditar que ele é meu!

Ao entrarmos na casa, ele fecha a porta. E faz sinal para que eu prossiga, e segue logo atrás de mim... Ao entrar no quarto, fico encantada com o buque por cima da cama...

Então, sigo maravilhada para pegá-lo. E quando o faço, olho emocionada para o Henry, que já se encontra ao meu lado.

— Meu amor... elas são lindas!

— Olha, Valerie... eu guardava algo muito especial em mente, para quando fizéssemos amor pela primeira vez..., mas..., como foi inesperado... eu não pude fazer muita coisa... então, eu pensei em uma forma de demonstrar a minha gratidão a você.

Ele disse estas palavras aproximando-se de mim, e tomando-me pela cintura, enquanto olhava profundamente em meus olhos.

Eu continuava abraçada ao buque com um braço, e agora envolvendo a sua cintura com o outro.

Eu estava mergulhada em seus olhos. Ele prosseguiu:

— Eu quero te agradecer Valerie, por ter se tornado minha, hoje, por fazer parte de mim, por me fazer o homem mais feliz do mundo, por me amar, por me querer, por ter aceitado se tornar minha esposa. Por acessar, com todo o carinho, cada parte de mim, por olhar através das minhas dores, dos meus medos, por conseguir enxergar em mim, aquilo que é oculto aos olhos. E por mudar e alegrar a minha vida... eu não tenho palavras para expressar a você o quanto estou feliz. Eu disse e repito, hoje eu sei que eu só posso ser inteiro ou completo com você, pois, a minha outra parte está em você. Eu amo você, com todo o meu coração. E eu sei... eu tenho certeza, que vou te amar pelo resto da minha vida... aceite estas flores, e este momento, como forma do meu reconhecimento a você. Pois, verdadeiramente, eu. Amo. Você!

A cada palavra, lágrimas escorriam dos meus olhos. Ele terminou de fechar o espaço entre nossos lábios e beijou-me de forma tão apaixonada, tão doce. Eu sentia pura felicidade irradiando daquele beijo.

Quando nos afastamos, eu voltei a olhar em seus olhos, e vi ali tanto amor, tanta paixão e gratidão, que o meu coração se apertou. E ainda emocionada eu disse olhando-o mais profundamente ainda...

— Henry... apenas o fato de ter sido com você, foi especial, foi lindo, foi mágico, foi perfeito. Sinceramente, eu é que não encontro palavras que possam descrever o quanto eu estou feliz por estar com você. Por ser sua noiva, por ter a certeza que muito em breve, eu serei a sua esposa, a mãe dos seus filhos... por você ter me feito sua hoje, por você compartilhar momentos tão maravilhosos comigo, por cuidar de mim. Por fazer de tudo a cada dia, a cada minuto e a cada segundo, para me fazer feliz, porque é isto que eu sou Henry, a mulher mais feliz do mundo, simplesmente por estar ao seu lado. E do fundo do meu coração, eu te digo: Eu. Amo. Você. Henry Lazar! Demais, demais mesmo... Eu amo os seus beijos, amo os seus toques, amo as suas carícias, amo cada parte de seu corpo, amo o seu cheiro, amo como você dorme, amo como você me olha, amo como você me deseja, amo como você me ama, amo como você cuida de mim, amo a maneira como você me protege, amo o seu jeito carinhoso e cauteloso de ser, amo a sua responsabilidade, amo a sua coragem, amo a sua bondade, amo o seu romantismo, demais da conta. – E ele da uma gargalhada gostosa em meio as suas lágrimas. — Amo a sua personalidade, amo a sua vida, e principalmente amo o fato de você ser meu... e... eu quero passar o resto da minha vida com você, encontrando os mais variados meios e formas de te fazer feliz, pois, a minha felicidade agora se resume a isto, te fazer feliz!

POV HENRY

Era simplesmente impossível ouvir tudo aquilo sem chorar..., todavia, não era qualquer choro. Era um choro de êxtase, de pura alegria.

Cada palavra que a Valerie dizia, preenchia um ponto em minha alma, era tudo o que sonhei e que desejei, só que em uma proporção muito maior.

Peguei as flores das suas mãos, e a princípio, ela não entendeu muito. Contudo, ela acompanhou os meus atos com os olhos, quando eu o depositava na cômoda, enquanto trazia-a junto comigo, pela outra mão.

Isto fez com que ela percebesse o outro rastro de pétalas que a guiava até lá, e o seguisse com os olhos. Fazendo-a ver a cesta com as outras surpresas.

Ela voltou o seu olhar para mim. Ela agora estava mais curiosa, como se estivesse me perguntando: “o que há ali?”

Simplesmente sorri olhando em seus olhos fazendo um convite mudo para que ela mesma conferisse. O que ela fez... Embora ainda hesitante, mas visivelmente cheia de expectativa.

Contemplei que os seus olhos brilharam quando ela também percebeu as taças e o recipiente com o champanhe ali. Era como se seus olhos perguntassem: “o que vamos comemorar?”

Mas haviam muitos motivos, e breve ela estaria ciente de todos eles.

Lentamente, ela se aproxima, e eu digo-lhe...

— Pode pegar meu amor, é para você. São pequenas demonstrações de agradecimento por tudo que você tem me proporcionado, por você ser esta mulher tão linda e encantadora que você é...

Ela toma os papeis e me olha confusa. Aproximo-me dela sorrindo, tomo uma de suas mãos com uma das minhas, enquanto com a outra, eu toco o seu rosto e digo-lhe:

— São os documentos das compras dos terrenos amor. Agora é oficial... um é seu.

Eu mostro a ela, o que está em seu nome.

— Este é o da nossa casa. Assim como combinado, moraremos aqui, assim como você me pediu. Mas, eu darei uma linda casa a você na vila, para o caso de, quando você estiver pronta e quiser ir para lá, ela já estará a sua disposição. E o outro, é para a casa da sua mãe e da minha avó.

Ela me olhava atentamente. Seus olhos ainda estavam cheios de lágrima, assim como os meus. Então, eu prossegui:

— Estes são os primeiros atos oficiais que provam que é real, de que em breve, nós estaremos casados e compartilhando uma vida inteira, juntos. E... amanhã, todos ficarão sabendo oficialmente que você aceitou ser minha esposa, e fazer parte da minha vida para sempre Valerie. Também amanhã, você será apresentada por todos os lugares que eu costumo frequentar em Grewnville, lojas, a casa dos meus amigos... como a minha futura esposa. E hoje, você se tornou minha integralmente, e me fez seu integralmente. Cada parte de mim, cada cantinho do meu coração, cada centímetro da minha pele, cada pedacinho da minha mente é ocupado por você. Por seu cheiro, seu sabor, suas lembranças, seu toque, seus gestos, suas palavras. Cada ato vivenciado com você hoje, está eternizado em mim, enraizado em todo meu corpo e meu ser, e ficará comigo, até a minha morte. E... talvez... até depois da mesma. Amo você, e realmente não existe nenhum espaço de tempo suficiente para estar com você, Valerie...

Em cada palavra, nossos rostos eram lavados de lágrimas, e nossos olhos trocavam promessas de amor, compartilhavam desejos, sonhos, esperanças, alegrias, expectativas...

É impossível dimensionar o quanto eu estou feliz. Aproximo o meu corpo ainda mais do dela, envolvendo-a pela cintura, agora com os dois braços, enquanto ela devolve os documentos à cesta.

Agora com as mãos livres, Valerie corre os seus dedos sobre minhas costas, delicadamente. O que me leva a apertar sua cintura. Puxando-a ainda mais junto a mim, colando o seu corpo junto ao meu.

Sinto o seu coração acelerar e sua respiração se alterar, e percebo que as mesmas reações estão em mim. Tudo isto acontece enquanto mantemos os nossos olhos profundamente mergulhados um no outro. Ou seja, todas estas reações incineradas somente com uma troca de olhar.

Desço o meu rosto de encontro ao seu, até que os nossos lábios se encontram suavemente. O beijo é calmo, sereno, cheio de compreensão.

Ficamos algum tempo assim, nos beijando sem pressa...

Então, eu me afasto dela, vou até o champanhe. Sirvo a sua taça, em seguida a minha. E proponho...

— Este brinde é para você meu amor, que mesmo depois de tantas coisas, tantos sofrimentos, foi capaz de conseguir me amar. Brindo também, por você ser uma pessoa maravilhosa, uma mulher linda, decidida, determinada, forte, mas ao mesmo tempo, amável, doce, gentil, sensível, companheira, sincera. Brindo por ter se tornado minha noiva, e por um milagre aceitar ser minha esposa. Pela nossa casa que muito em breve estará pronta, por tudo. Pela nossa felicidade... e, por você ter feito amor comigo hoje, que foi algo que ficará para sempre guardado não apenas em meu coração, mas em cada parte de mim. Eu amo você.

Brindamos, enquanto ela sorria timidamente para mim. Então ela disse...

— Amei a surpresa amor. E eu brindo por ela, e por você. Pois, você Henry, é o meu presente mais valioso... você realmente é perfeito em tudo amor. Você é exatamente tudo o que quero para mim.

Mesmo emocionado, sorri com o seu comentário e não pude deixar de dizê-la...

— Você que é perfeita! E amanhã, eu tenho mais algumas surpresas para você. Dentro de uma semana, você irá viajar, então, eu quero compensar um pouco...

Continuei sorrindo para ela enquanto entre os goles de champanhe, dávamos selinhos um no outro. Ao terminarmos voltamos às taças a cômoda...

Puxei-a para cama, sentando-me encostado na cabeceira, e sentando-a em meu colo de frente para mim. De certa forma, agora é um pouco mais fácil ter intimidade com ela, o medo, e a ânsia por me afastar já haviam reduzido consideravelmente.

Continuamos ali, entre carícias e beijos. Valerie, tinha suas pernas em volta de meus quadris. E após afastar seus lábios dos meus depois de um beijo, ela diz de maneira tímida, e claramente envergonhada...

— Henry... eu... eu quero muito fazer amor com você novamente.

Ela diz isto praticamente toda vermelha.

— Mas..., o tempo hoje não está ao nosso favor. Eu preciso terminar o almoço para comermos, precisamos descansar, e você precisa voltar ao trabalho. O que podemos fazer? Bom, isto é... se você quiser também...

Ela disse tudo tão envergonhada, mas tão doce e sincera que, eu não pude deixar de sorrir.

— Hum... – Eu disse enquanto a beijava. – Confesso que eu também quero muito fazer amor com você novamente minha noiva linda. Eu não me canso de você, muito pelo contrário... Quanto mais, eu experimento de você, mais, eu a quero. Mas, eu estou vivenciando o mesmo dilema... Acho que tenho uma solução. Mas primeiro, eu tenho que saber uma coisa...

Ela me olhou com curiosidade...

— Sim, e o que é?

— Como foi à experiência no banho mais cedo? Estou falando dos detalhes... como foi feito, a maneira? Digamos que... eu estou interessado em saber se você gostou? Mesmo sendo diferente... e... se, você gosta de coisas diferentes?

Eu não tive como perguntar sem corar. E Valerie ficou da mesma forma. No entanto, eu preciso conhece-la, saber o que ela sente o que ela gosta, e o diálogo, é uma ferramenta poderosa para isto.

— Bom... Eu gostei muito de tudo... Do contado que nós tivemos conhecendo e explorando... o corpo um do outro. Gostei da expectativa... das provocações. – E a cada palavra, ela ficava ainda mais vermelha. O que me levava a afagar as suas bochechas. – Mas, houve algo que eu realmente adorei amor.

Ela disse-me de maneira tímida e sapeca... deixando-me extremamente curioso.

— Hum... princesa, eu estou curioso...

E estava mesmo, o meu corpo todo, queimou de curiosidade e também de desejo, só de ouvi-la, eu já estava totalmente quente...

Ela aproximou os seus lábios do meu ouvido, e sussurrou provocantemente, roçando-os ali, e correndo a pontinha do nariz em meu pescoço disse...

— Amei a maneira com que você me penetrou... foi intenso e... maravilhoso. Eu já disse que uma das características que mais me encanta em você, é a sua intensidade Henry. Pois ela é única, não é só guiada por instinto e desejo, mas, por sentimentos, senso de responsabilidade e cuidado comigo, amor. Amo isto em você, demais lindo!

Todo o meu corpo se arrepiou ao ouvi-la pronunciar aquilo daquela forma, onde ela já evidenciava pra mim, que já estava queimando de desejo.

— Hum... é mesmo? Foi bom então? Realmente você gostou?

Respondi, sussurrando em seu ouvido, provocando-a.

— Muito... e... eu quero que você faça outras vezes... – Ela disse com vergonha.

— Olha... então, eu proponho uma coisa...

Eu disse beijando os seus lábios, para em seguida, olhar em seus olhos... Ela assentiu para mim, encorajando-me a falar...

— Vamos tomar banho juntos então? Só que, infelizmente, as coisas terão de ser mais breves devido ao tempo em que dispomos. O que me diz?

— Ótimo... Que tal... – Vi que ela estava hesitando. — Nos “aquecermos” por aqui, e finalizarmos por lá?

Ela me diz isto desejosa, e correndo seus lábios com suavidade provocando a pele de meu pescoço, fazendo arrepios percorrer o meu corpo.

— Gostei... e eu tive uma ideia... posso executá-la? Você confia em mim? – Disse sensualmente já a provocando mais neste momento.

— Sim, amor... com certeza... Eu também tenho algumas...

Ela me disse provocantemente, já me deixando cheio de expectativa.

Assim que ela diz isto, começo a beijá-la nos lábios, agora com mais desejo, com mais paixão, e suas mãos vão percorrendo meu peito, meu ventre, até que ela encontrar a barra de minha camisa, e começa a subi-la enquanto desliza seus dedos pelo meu abdômen no processo, me fazendo gemer de satisfação. Enquanto isto, nossos beijos eram vorazes, ela me enlouquecia com sua boca, com sua língua. Ao terminar, ela lança minha camisa ao chão.

Ela se afasta delicadamente, para olhar diretamente, para mim, primeiro para os meus olhos, e sei o que ela procura ali. Sempre, confirmação e certeza do meu desejo, tento transmitir toda a intensidade do meu desejo em meu olhar, e ela parece entender, pois imediatamente, volta a beijar-me nos lábios, com fúria, deslizando seus lábios desejosos, por meu rosto, queixo, meu pescoço, até alcançar meu peito...

Mas, então ela para e me olha novamente. E seu olhar desse dos meus olhos para a parte despida do meu corpo, e confesso, como é bom sentir aquele olhar. É um olhar de contemplação, admiração encantamento.

É incrível como a forma dela simplesmente olhar pra mim, faz-me sentir-me amado, desejado e feliz. Ela tem uma expressão como se estivesse vendo a melhor coisa de sua vida, e isto faz com que eu me sinta, único... De repente ela me diz:

— Você é tão lindo Henry! Amo cada detalhe do seu corpo príncipe, todos eles. Aliás, eu amo você por inteiro Sr. Lazar. Completamente e irremediavelmente.

Nem consigo expressar o que sinto com estas palavras, só sei dizer que elas têm um poder imenso sobre mim, e que no mínimo elas me transmitem o quanto eu sou amado e desejado por esta mulher encantadora que é a minha noiva.

— Valerie, eu adoro ouvir estas coisas que você fala para mim, amor. Elas fazem eu me sentir verdadeiramente amado e desejado por você! Mas, você precisa saber, que você também é linda princesa, demais, e que também amo desesperadamente você amor!

Então, ela dá um sorriso perfeito, e volta a me beijar nos lábios, e refazer caminhos em minha pele com seus lábios quentes e provocantes.

A esta altura, eu já estou arfando em seu pescoço e gemendo de satisfação, enquanto minhas mãos percorrem suas pernas, em direção as suas coxas, fazendo-a se apertar contra mim, e gemer quando sente minha ereção por sob o jeans.

Levo uma de minhas mãos ao seu ombro afastando as mechas de seus cabelos dali e descendo um pouco contorno do vestido, lentamente percorro toda a extensão de seu ombro até seu pescoço com meus lábios.

Mordo, beijo, e a cada toque dos meus lábios em sua pele sinto-a estremecer, e todo meu corpo reage com suas reações. Deslizo os meus lábios até sua orelha e sussurro...

— Quero amar você mais uma vez amor, e quero ser amado por você...

Ela geme reagindo as minhas palavras e sussurra para mim.

— Então me ame amor, da maneira que você quiser, eu pertenço a você Henry. Eu quero amá-lo também com tudo o que eu sou...

Suas palavras me incendeiam completamente, e volto aos seus lábios, pois, estou sedento por eles.

Eu a puxo com força mais junto a mim, e gememos juntos ao sentirmos o contato de nossas intimidades mesmo separadas pelas roupas. Eu a aperto novamente contra mim, procurando evidenciar o quanto já estava excitado.

Esse gesto, parece deixa-la enlouquecida e mais corajosa. Por que num ímpeto, ela se afasta se erguendo sobre os joelhos, que está um de cada lado de minhas pernas que estão ao meio. E com destreza, ela desafivela meu cinto, abre provocantemente o botão de minha calça, e em seguida desce meu zíper, deslizando junto com ele, seu indicador em meu membro me provocando, e me fazendo gemer e sussurrar seu nome...

— Hum... Valerie. – Digo-a totalmente entregue a ela. – Amo você!

— Também amo você. E quero muito você Henry.

Com mais ousadia ainda, ela retira com rapidez minha calça, mas, antes de jogá-la ao chão, rapidamente, eu pego minha carteira em seu bolso e retiro com habilidade o tão odiado, mas necessário, pacotinho dourado de lá, e deposito-o sem olhar sobre a mesinha ao lado da cama. Pois, meus olhos não deixam os seus.

Assim, que termino de livrar-me de minha calça, deixando-a ao chão, eu levo minhas mãos as costas de seu vestido, e desço com habilidade e precisão o fecho. Em seguida, começo a deslizá-lo sobre seu corpo lentamente, enquanto meus olhos exploram cada parte que vai ficando exposta a mim. Suas coxas bem contornadas, seus quadris largos e com lindas curvas, sua virilha, sua barriga lisinha, cintura delineada...

Porém, o meu íntimo incendeia-se e minha excitação aumenta muito mais, quando os meus olhos alcançam seus lindos e fartos seios, ainda cobertos pela pequena peça feminina.

Ela ergue os braços neste momento, facilitando a retirada do restante do vestido. Assim que eu o retiro, eu lanço-o ao chão, sem olhá-lo, porque os meus olhos, agora se voltam, para os seus olhos. E me perco em seu desejo, impresso em cada expressão de sua face, ela fica totalmente ruborizada quando percebe que eu intensifico o olhar.

— Você fica tão linda corada, amor! – E ela fica ainda mais vermelha, e eu afago suas bochechas.

Olho novamente para os seus seios.

Quando ergo minhas mãos, para ir de encontro ao tecido que ainda, os cobre, lentamente, ela segura-as e devolve-as para as laterais do meu corpo. E eu solto um gemido sôfrego em desaprovação, pois a esta altura o meu desejo de tocá-la é enorme.

Como Valerie adora me provocar. E tenho que dizer, que isto me deixa ainda mais sedento por ela, me faz querê-la mais a cada minuto. Tenho percebido que esta é uma marca peculiar nossa, gostamos de provocar e instigar um ao outro, e isso, aumenta o nosso desejo, e também nossa cumplicidade.

Ela dá um pequeno sorriso tímido, e começa lentamente a se afastar de mim, deslizando-se pela lateral da cama. Sem nunca quebrar o contato com meus olhos. Arqueio minhas sobrancelhas como expressão de dúvida e mordido de curiosidade sobre seu gesto, e ela percebendo, dá um sorriso malicioso e diz...

— Calma amor. Eu quero fazer algo diferente para você, desfrute de cada sensação, pois, o meu objetivo é satisfazer a você, Sr. Lazar... Amo muito você meu lindo!

Ela diz isto sedutoramente, porém sem abandonar a expressão de menina tímida e sapeca que eu amo. Sinto o meu íntimo se revirar em expectativa com o que ela diz, e dou a ela um sorriso em resposta e digo.

— Amo você princesa, e gosto quando me provoca minha linda! Você é irresistível para mim Valerie.

Ela dá um sorriso maravilhoso para mim, e eu sinto que é por que se sente confirmada no que está fazendo.

Já fora da cama ela ergue seu dedo indicador em minha direção e começa a fazer sinal para que eu me aproxime... E diz:

— Venha bem lentamente e sente-se aqui de frente para mim, ela diz apontando a lateral da cama.

Eu prontamente obedeço, hipnotizado por suas palavras e pela bela visão que é Valerie.

A esta altura, meu coração parece que irá explodir no peito de tão acelerado, e sinto um calor imenso em meu corpo e várias fisgadas em minha intimidade. Meu Deus, como eu posso deseja-la tanto? É impactante o quanto o meu desejo por ela é aumentado a cada contato.

Nem parece que vivenciamos tudo que usufruímos juntos nesta manhã. Pois, a ânsia de um pelo outro, parece que foi aumentada em extremo. Ao que parece, quanto mais temos do outro, mais almejamos receber um do outro, é um ciclo que não tem fim...

Lentamente agora, ela aproxima-se de mim, e eu estremeço só pela ansiedade provocada pela espera pelo que ela irá fazer, e ela percebendo, sorri maliciosamente, e sem me tocar em nenhuma parte, ela leva seus lábios ao meu ouvido começa a respirar ali mandando ondas do seu hálito quente, para minha pele já bastante sensível.

Seu gesto, faz-me ficar com a mente nublada pela forte rajada de excitação que emerge em mim. Sinceramente, minha capacidade de raciocínio desta vez foi comprometida. E se já não consigo mais raciocinar, que dirá formar pensamento coerente...

Não consigo formar mais um pensamento sequer, só quero senti-la e olhar para ela. Então, ela sussurra para mim, tão próximo que sinto sua respiração em meu ouvido e meu pescoço, me fazendo arrepiar completamente...

— Tudo é para você meu amor, eu te amo Henry Lazar.

Fecho os meus olhos absorvendo aquilo e cada sensação que aquele gesto gera em mim. E elas percorrem por todo o meu corpo com intensidade. E digo a ela sussurrando e ainda de olhos fechados...

— Quero tudo de você amor. Amo você princesa.

Sinto-a beijar os meus lábios, e morder levemente o meu lábio inferior me fazendo gemer. Então ela diz:

— Você já tem tudo de mim amor, exatamente tudo...

Então ela se afasta, o que me leva abrir novamente os olhos... E lenta e deliciosamente ela começa a se despir das últimas peças que ainda veste. Sutiã e calcinha...

Ela o faz de maneira provocante e demorada, deslizando-as calmamente por seu corpo, sua pele... Primeiro a parte de cima, já me desorientando, e a outra em seguida...

Aquela visão da Valerie completamente nua em minha frente, me deixa tonto, e quase me faz perder a razão, e toma-la para mim naquele momento mesmo. Porém, eu respiro fundo buscando o ar com força, para clarear a minha mente.

Eu tomo um susto quando provocantemente, ela lança cada peça daquela em minha direção. Percebo que ela observa atentamente cada uma de minhas reações.

Eu não resisto, porque eu sou tomado de um desejo imenso de cheirar uma depois a outra, para desfrutar do cheiro de sua pele que realmente encontra-se impregnado em cada uma, em seguida as lanço ao chão.

E aquilo inflama todo meu corpo instantaneamente, cada parte dele, o que ela nota. Então ela se aproxima. E novamente com o indicador faz sinal para que eu me levante. Sorri para mim e diz...

— Agora fique quietinho de pé aí em minha frente, Sr. Lazar. – Solto um ruidoso gemido de frustração. Ela sorri e me diz ternamente...

— Calma amor. Prometo que será rápido agora, e a propósito. Eu amo você, meu príncipe!

Ela da um selinho em meus lábios. – Todo meu corpo estremece com seu gesto.

Lentamente, agora, ela leva as suas mãos, a minha cintura desce em direção a minha boxer, enganchando seus dedos delicados em seu elástico, e deslizando-a sobre meus quadris e depois, sobre minhas pernas até retirá-la completamente.

Toda aquela expectativa, e aquele pequeno contato com seus dedos, aliados com visão dela nua a minha frente e tão próxima, gera mais ondas de estremecimento por todo meu corpo, e minha respiração torna-se pesada e ofegante.

Travo uma batalha interna tentando manter meu controle procurando o máximo concentrar meus olhos nos dela. Todavia me sinto ainda mais quente, com a reação que ela tem diante da visão do meu membro, já totalmente ereto em sua frente.

Os seus olhos arregalam-se e suas pupilas alteram-se ainda mais, suas írises verdes translúcidas, tornam-se escuras, como folhas secas. E sinto suas mãos trêmulas...

Percebendo que a observo, e ao notar o que suas reações provocam em mim, ela morde seu lábio inferior, e aquilo me enlouquece pela chama de desejo que explode em mim. Surpreendentemente ela empurra-me com carinho em direção à cama sentando-me na beirada novamente, é incrível o quanto ela é carinhosa.

— Amo você minha linda! – Ela sorri e me diz...

— Assim como eu amo a você Henry!

Ela aproxima-se e leva seus lábios até os meus em um beijo calmo, mas sem tocar meu corpo. Concentro-me totalmente no beijo. Saboreando, degustando cada sensação que me percorre naquele momento.

De repente, eu sou surpreendido com suas mãos provocando o meu membro. Fazendo-me estremecer violentamente e agarrar-me a beirada da cama. Ela inicia movimentos de vai e vem precisos, começando lentamente e intensificando em seguida. Aquilo me deixa em desespero por tocá-la...

— Princesa... – Digo em seus lábios.

— Hum...

— Amor, eu quero... eu preciso tocar você... amo você, sua linda!

— Também amo você Henry! Prometo que está próximo. Só sinta amor... – Ela diz com carinho e com uma voz que reflete desejo em meus lábios.

Ela continua me provocando e me beijando. É tão impressionante, pois, o que mais me encanta em Valerie nestes momentos é que ela consegue ser uma mulher sensual, mas ainda com seu jeito doce e menina de ser, as duas faces dela que eu amo tanto até nestes momentos, são tão claras para mim.

Quando estou próximo ao êxtase, e pronto à para-la, e a esta altura meus gemidos são altos, e são sufocados por seus beijos...

De repente ela para, fazendo-me olha-la confuso e surpreso... então, ela me diz com uma voz que denuncia todo seu anseio, mostrando para mim o quanto me deseja:

— Quer mesmo que eu continue? – E na hora, eu entendo o que ela quer dizer, e respondo-lhe:

— Não meu amor... você foi maravilhosa! E agora eu quero recompensá-la...

Digo-lhe com carinho e amor, enquanto toco o seu rosto com as minhas mãos...

— Eu amo você Valerie, e desejo você desesperadamente amor.

Então, suas palavras preenchem meu coração de uma maneira diferente, pois, elas não me transmitem apenas desejo, mas também amor, e admiração e entrega...

— Eu também amo muito você, Henry e... eu quero você. Me faça sua mais uma vez amor. Me ame Henry... eu preciso, eu necessito ser amada por você. Me ame da maneira que unicamente, você, pode fazer amor.

Suas palavras aqueceram meu coração sobremaneira e deixaram-me ainda mais sedento por ela, como isto era possível? Reúno minhas forças para dizer-lhe...

— Sempre. Eu te amo princesa... Sempre te amei... E eu sempre irei te amar. Eu sou todo seu, e apenas seu amor...

Desço minhas mãos de seu rosto até sua cintura, trazendo-a para mim, erguendo-a e sentando-a em meu colo, de frente para mim, de forma que suas pernas ficam uma de cada lado dos meus quadris, e estendidas por sobre a cama. Porém a posiciono de uma forma que nossas intimidades ainda não se tocam...

Passo um bom tempo percorrendo cada parte do seu corpo com meus olhos, admirando-a, enquanto ela acompanha meu ato com os seus olhos, e muito corada, o que a deixa ainda mais linda.

Ela mantém-se segurando em meus ombros, mas eu a firmo com uma das minhas mãos em sua cintura, enquanto com a outra, começo a percorrer todo seu corpo. E por onde ela passa, deixa rastros de calor, em minha palma, e recebo ondas de eletricidade a partir daquele ponto de contato.

Volto a beijá-la, com paixão. Sinto seus lábios quentes, macios e inchados contra os meus, e sua língua me provoca, mandando-me mais e mais ondas de desejo.

Ela geme alto, e estremece, jogando a cabeça para trás, quando desço meus lábios aos seus seios, intercalando beijos com sugadas, inicialmente suavemente, para aos poucos aumentar a intensidade...

— Hum...Henry... mais amor... – Ela diz, me deixando ainda mais excitado... eu vou me guiando por suas reações...

— Como quiser princesa... – Digo em seus seios, e prossigo com as carícias...

De repente, volto aos seus lábios, e afasto-a mais um pouco, para que eu possa acariciar suas coxas com minha mão livre. E agora lentamente subo minha mão de seu joelho em direção a sua coxa, seguindo pela parte interna de sua perna, até chegar a sua virilha.

Neste momento a sua respiração acelera ainda mais, e seu coração entra em frenesi. E ela estremece mais violentamente e arqueia seu corpo quando alcanço a sua intimidade, e com os meus dedos começo a provoca-la em seus pontos mais sensíveis, intercalando carícias e movimentos, internos e externos.

Ela grita por mim, geme o meu nome, sussurra por mim, fazendo-me gemer também quando grava arranhões em minhas costas, em momentos em que está à mercê do prazer que eu a proporciono. Abandono seus lábios por um momento e a chamo...

— Princesa, olha para mim

Elame olha com as írises totalmente escuras de desejo, e toda a expressão do seu rosto evidencia prazer. Então digo a ela.

— Você consegue ficar mais linda ainda, excitada meu amor... – Ela respira fundo em busca de ar e diz totalmente corada pelo que ouviu...

— É você que me deixa assim, meu príncipe!

Apenas aquelas palavras, onde ela evidencia para mim o quanto eu a proporciono prazer, é o suficiente para me incendiar por inteiro. O que me faz gemer seu nome em resposta.

— Hum... Valerie!

Volto a beijar os seus lábios, permanecendo nesta lenta tortura tocando-a tão intimamente, encantado com o quanto eu posso provoca-la. E com a forma que eu, os meus toques, as minhas carícias, causam reações e alterações nela.

É gratificante saber que é por mim que ela está assim tão entregue, e que eu posso proporcioná-la tanto prazer. Só este fato é o suficiente para aumentar o prazer que percorre em mim. Continuo assim, até que em um momento entre beijos, ela vai ao meu ouvido e sussurra...

— Amor...

— Hum... – Respondo também em seu ouvido...

— Eu estou quase... – E volta a beijar meus lábios...

— Eu sei...princesa. – Respondo em seus lábios...

— Mas é que...

— Hum...

— Eu quero... você dentro de mim... quero você amor... E no chuveiro...

Dou um sorriso em seus lábios... E digo com paixão...

— Se é o que você quer amor... é o que você terá... com todo prazer... Tudo por você! – E puxo seu rosto para que olhe para mim...

— Segure firme em meu pescoço, e quando te der o sinal, prenda as pernas em minha cintura amor... e... continue olhando para mim... quero olhar em seus olhos enquanto te faço minha mais uma vez...

Ela ouve minhas instruções acatando-as, e fixa o seu olhar cheio de desejo que tenho certeza que reflete a mim, nos meus olhos. Enquanto eu deslizo a minha mão que a provoca para os seus seios para provoca-la ali, por mais algum tempo.

Ela geme ainda mais e sou alimentado por seu prazer... passo alguns minutos assim... depois desço para a cintura...

De repente levo uma das mãos até a mesinha, pegando o pacotinho dourado. Percebo que ela me acompanha com os olhos, e quando voltamos, a nos olharmos, ela está muito vermelha, e eu a pergunto...

— O que foi amor?

— É que... – Ela hesita e sinto claramente que é por vergonha...

— Pode falar amor...

Como ela fica linda corada...

Então, ela retira as mãos do meu pescoço o que me leva a apoia-la ainda mais forte pela cintura, e faz sinal para que eu lhe dê o pacotinho, e eu fico confuso, sem entender... Então ela diz ainda mais vermelha...

— Me deixa fazer isto, por favor?

Seu pedido me pega de surpresa, e me deixa ruborizado, a sentir pelo queimar em meu rosto..., contudo, eu concordo afirmativamente com a cabeça e lhe dou o envelope...

Sinto um misto de curiosidade e expectativa em mim, de como seria aquilo, ela colocando a proteção em mim...

Para minha surpresa, com destreza e precisão ela desempenha cada gesto, e fico impressionado ao perceber o quanto aquilo é excitante e prazeroso.

Primeiro ela volta a acariciar meu membro me deixando mais quente e excitado e me fazendo gemer alto, depois habilmente rasga o pacotinho e desliza o conteúdo sobre minha ereção, fazendo-me gemer mais ainda, durante todo o processo, e não é de dor, e sim por puro prazer.

Digo-lhe algo que está em minha mente:

— Você é tão especial, que consegue tornar algo ruim e desconfortável em algo tão prazeroso... certamente, eu vou pensar, a partir de agora... se... eu quero mesmo mudar o método...

Digo para provoca-la. Ela sorri timidamente me fazendo acompanha-la e concluo:

— Eu te amo amor...

Volto a beijá-la com paixão, aumentando o desejo dos dois. E com as duas mãos em sua cintura, a ergo, posicionando-a por sobre o meu membro.

Começo a invadi-la lentamente, degustando a sensação de prazer que tem aquilo para mim, solto os seus lábios e procuro os seus olhos observando cada mudança de expressão do seu rosto e dos seus olhos.

Gememos juntos, quando centímetro a centímetro, tomo posse do seu interior. A sensação é prazerosa demais. Quando a desço totalmente mecho-me suavemente, buscando uma posição confortável para os dois.

Ela geme e seu corpo estremece, fazendo-me parar, até que esteja acostumada com a sensação. Colo minha testa na sua envolvendo-a num abraço possessivo que cola completamente os nossos corpos, e sem deixar os seus olhos, eu sussurro:

— Amo você Valerie. Eu nem consigo acreditar que você é minha, amor. É surreal isto, é bom demais amor.

Ela sorrindo, diz de volta para mim:

— Tanto quanto, eu amo você Henry, e você pode acreditar lindo, eu sou irremediavelmente sua, para sempre. E quero você, me ame Lazar.

Dou-lhe um sorriso de volta.

— Seu pedido é uma ordem princesa. Eu sempre vou te amar!

Aquelas trocas de palavras, fazem imergir em nós um calor incandescente, ampliando muito mais o nosso desejo compartilhado de uma forma tão cúmplice. E a sensação é maravilhosa, quando lentamente, eu a movimento em meu membro segurando-a pela sua cintura, conduzindo-a. Subindo e descendo... Provocando a mim e a ela, por um tempo.

Enquanto gememos e sussurramos um pelo outro, trocamos beijos e olhares... Então, quando mais uma vez, estou totalmente dentro dela, dou-lhe o sinal...

— Agora amor...

Prontamente ela acata, e sou recompensado com um aperto de suas pernas em minha cintura, e de sua musculatura em volta de meu membro ampliando a dimensão do prazer, e antes que aquilo me enlouqueça e distorça os meus pensamentos, me coloco de pé com ela naquela posição, e caminho em direção ao banheiro.

Faço todo o percurso, olhando em seus olhos com intensidade, procurando derramar sobre ela todo o meu amor através daquele olhar. E encantadoramente, ela retribui com o seu olhar repleto de amor de volta.

Chego ao banheiro e vou lingando o chuveiro no morno, e deixando que a água caia por um tempo, para então, entramos juntos.

Já debaixo d’água, olho no fundo dos seus olhos, e digo...

— Eu te amo Valerie... Eu estou a cada minuto mais apaixonado por você princesa, eu não vivo mais sem você futura Sra. Lazar.

— Ah... meu amor... eu também. E muito... e, eu também não vivo sem você, meu príncipe!

Ela agora acaricia a minha nuca, e os meus cabelos, e puxa os meus lábios em direção aos seus. E aquele beijo nos aquece ainda mais.

Volto a olhar seus olhos.

E todo o desejo e paixão que também vejo neles me conduzem a aumentar o ritmo e intensidade dos movimentos, erguendo-a cada vez mais e investindo cada vez mais, com profundidade e com mais força, e ela, acompanha apertando minha cintura com suas pernas e meu membro com sua intimidade, com uma sincronia perfeita com os meus movimentos. Até que nossas palavras começam a sair entrecortadas, nubladas pelo prazer...

Continuamos assim por um bom tempo, nos concentrando nas sensações cada vez mais intensas e enlouquecedoras.

Em um determinado momento, eu encosto-a no azulejo e sinto-a estremecer, acho que pelo frio, e começo a retroceder, o que ela não permite dizendo...

— Pode deixar amor... depois... passa a ser bom... contrasta com o calor... do meu corpo.

Então, agora com este apoio, amplio absurdamente as investidas, e quase perco a capacidade de raciocínio quando ela volta a aumentar o aperto em volta de minha cintura com as pernas, e da sua intimidade em torno de meu membro a cada investida.

Procuro novamente os seus lábios, pois, a ausência deles nos meus é insuportável. O beijo intensifica muito mais as sensações em nossos corpos.

Não sei precisar quanto tempo ficamos assim provocando um ao outro, dando prazer um ao outro.

Quando eu sinto que estamos próximos, saio repentinamente de dentro dela, e ela me olha confusa e frustrada, me fazendo sorrir, beijar seus lábios e a ponta de seu nariz.

Então, eu volto a investir com ímpeto, fazendo-nos gritar juntos, e ela arqueia a cabeça para trás, quase batendo-a no azulejo, me fazendo olhá-la preocupado, mas vejo-a encorajar-me a prosseguir com o olhar.

Permaneço agora ampliando cada vez mais a intensidade e os movimentos, e, os nossos gemidos são cada vez mais altos, as respirações, cada vez mais ofegantes e descompassadas.

Sinto os tremores e espasmos começarem a percorrer o corpo de Valerie, no mesmo momento em que, o meu membro, começa a latejar e o calor dentro de mim, em meu baixo ventre, crescer absurdamente, e ela grita alto, o meu nome se agarrando a mim, e quase que junto, eu grito o seu nome me derramando nela. Com prazer e satisfação.

Porém, como sempre tenho feito, eu continuo com as investidas, no entanto, de forma mais lenta e provocante. Pois percebo o quanto aquilo prolonga o seu prazer, e confesso que é maravilhoso poder fazer isto. Juntamos nossas testas, enquanto esperamos nossos corações se acalmarem e nossas respirações desacelerarem, pouco a pouco...

Sinto quando minhas forças já estão voltando e já não preciso mais manter tanto o foco para me manter em pé, em minhas pernas e braços, que a apoiam para não a deixar cair.

Começo a beijar docemente cada centímetro do seu rosto com amor, e gratidão por todos estes momentos maravilhosos que acabamos de desfrutar. Ela retribui com um delicioso beijo em meus lábios, e me dizendo:

— Eu amo você Henry, e... obrigada, por você ser tão maravilhoso e fazer com que cada momento deste, seja único e especial...

Muito feliz, eu a respondo...

— Eu também te amo... e... obrigado a você, pois, você é especial e única... e... MINHA... minha noiva linda!

Eu dou um beijo em seus lábios, enquanto ergo-a retirando-me de dentro dela, sentindo-a estremecer. Agora, desço-a aos poucos e só deixo de firma-la, quando eu tenho certeza que suas pernas já são capazes de suportar o seu peso.

Aos poucos, nos separamos, então, eu sigo até a lixeira para descartar a proteção. Volto, para junto dela, e lavamos os nossos corpos, nossos cabelos...

— Amor...

Ela me chama me tirando dos devaneios em que estava, onde revivia cada ato do que acabamos de experimentar...

— Fala minha princesa...

— Hum... Henry, eu adoro quando você me chama assim...

Ela diz em meu ouvido. E eu dou um sorriso em resposta.

— Estou ansiosa por algumas coisas em relação à reforma... – Percebi que ela disse aquilo vermelha, mas seria por quê?

— Eu também... você nem imagina Valerie, hoje à tarde eu vou trazer os desenhos para você ver como ficou. Eu não trouxe agora, porque eu imaginei que não teríamos tempo, devido ao que eu havia preparado..., mas, pelo que, especificamente você está ansiosa amor? – Ela sorri timidamente, e eu a encorajo. – Pode dizer, eu estou curioso...

— Hum... Pelas banheiras... Finalmente acho que será interessante tê-las... – O comentário dela me faz sorrir abertamente, o que a faz ficar ainda mais vermelha... E para provoca-la, aproximo-me do seu corpo e tomando-a pela cintura beijo os seus lábios e pergunto...

— Hum... eu estou curioso... O que você pretende fazer com elas? – Ela estremece diante de minha pergunta e fica roxa, de tão vermelha...

— Digamos que... bom, pelo menos eu acho que... Será bem útil para momentos como o de hoje...

Dou um sorriso a ela. E em retorno digo...

— Tenho de concordar com você, será mesmo. Ah Valerie, você é tão linda amor, tão maravilhosa, tão perfeita, que tem horas que acho que tudo isto é um sonho que a qualquer momento vou acordar... e, eu... chego a ficar desesperado com isto.

— Não fique amor. É real... eu sou real, você é real. Eu sou sua. Eu te amo! E, eu vou te amar por toda minha vida...

— Você não sabe o quanto eu sonhei com tudo isto, obrigado por tornar cada coisa, cada pequeno ato, real...

— E não é só real meu amor. É real, sincero e verdadeiro... Eu amo cada parte de você, com todo o meu ser Henry...

É tão maravilhoso ouvir isto... Beijo-a suavemente e sou retribuído na mesma proporção.

Assim, concluímos nosso banho. Enquanto conversamos sobre várias coisas, o passeio de amanhã, a viagem, o seu retorno, o casamento... saímos do banheiro, e vamos em direção ao quarto para nos trocar. Eu fico no meu, e Valerie vai em direção ao dela.

Enquanto me visto, não deixo de me pegar pensando em cada detalhe. E me dou conta de que Valerie está totalmente impregnada em mim. Seu cheiro, seu gosto, sua voz, seu calor, seus desejos, tudo, exatamente tudo nela se fixou em mim.

A cada dia que eu passo com ela, eu consigo ama-la ainda mais. Impossível imaginar um dia se quer sem ela. E aí, eu me lembro da viagem. Como será terrivelmente doloroso estar sem ela. Porém, em compensação, assim que chegar nos casaremos. Isto me alegra um pouco.

Percebo que, os meus reflexos estão lentos, e logo me dou conta de que é o acúmulo da noite mal dormida, e dos esforços físicos de um dia tão intenso.

Lembro-me de que hoje, eu também não dormirei aqui. O que de alguma forma será bom, pois, eu tenho certa impressão que, se eu ficasse aqui, hoje, não conseguiríamos dormir tão cedo. E amanhã, acordaremos cedo para a viagem...

É realmente incrível o quanto nos desejamos, e confesso que eu estou adorando isto. Não quer dizer que, os meus temores não me aflijam mais, muito pelo contrário. O que acontece, é que simplesmente me esforço para ignorá-los. Já que eu não consigo pará-los e controla-los.

Todavia, é claro que, ainda não estou muito bem resolvido comigo mesmo, por não ter conseguido esperar, mas é evidente também, que eu evito demonstrar de todas as maneiras, pois, eu não quero jamais que Valerie pense que eu estou arrependido. Porque a questão não é esta, eu na verdade estou decepcionado comigo, por não ter conseguido manter o meu controle.

Entretanto, eu penso: será que seria justo fazê-lo, mesmo com Valerie demonstrando tanta resistência? Enfim, eu não estaria pensando apenas em mim? Seria diferente é claro, se este também fosse o objetivo dela.

Obviamente, eu apenas teria condições de resolver este dilema, se eu conseguisse conversar abertamente com ela. Mas, como fazer isto, sem magoá-la ou fazê-la compreender de maneira errada? Ela me deixou bem claro, que primeiro eu me resolvesse, para depois não mostrar arrependimento, e apesar de não ser esta a questão, ela poderia facilmente interpretar assim... Então, por enquanto melhor eu procurar não demonstrar nada.

Sinto-me muito feliz com a perspectiva de que passaremos o fim de semana juntos. Tenho muitos planos para amanhã. Pela manhã vamos resolver tudo o que envolva lojas e as compras para a reforma e as coisas para o jantar. À tarde, nós visitaremos os meus amigos.

Precisamos estarmos de volta cedo, por causa dos preparativos para o jantar...

Tenho desejo de leva-la ao lago será que ela vai querer? No caminho eu a pergunto.

Resolvo que vou pedir a minha avó e Suzette que nos ajude, ajeitando as coisas antes de chegarmos de Grewnville. Estou ansioso por, apresenta-la para os meus amigos. Creio que todos, sem exceção, ficarão maravilhados com ela.

E a noite... hum... será a grande e maravilhosa noite em que oficializaremos o nosso noivado.

Como já havíamos combinado, amanhã e domingo, dormirei aqui... e, é claro que, não deixaremos de ter nossa comemoração particular, o que me faz pensar em mais alguns planos...

Fico imaginando se ela vai gostar do que preparei para ela após o jantar. Mas, é claro que, nada que eu pensei foi relacionado a envolvimento íntimo, a não ser as flores, pois, foram depois. Realmente eu não contava com isto por agora.

Saio dos meus devaneios, quando eu percebo o delicioso aroma da comida de Valerie, pairar no ar. Então, eu saio do quarto e vou a sua procura.

Ela já terminou tudo, colocou a mesa, e me aguarda linda, sentada ao sofá. Quando me aproximo, ela se levanta para me abraçar...

— Amor, vamos logo almoçar, pois, ainda nos resta um precioso tempo. Eu gostaria que descansássemos um pouco, afinal você não dormiu esta noite, e eu também não tive uma noite das melhores. E, apesar de não sentirmos tanto, sei que os nossos corpos devem estar esgotados. E, nós precisamos nos cuidar.

— Está correta minha noiva, vamos...

Eu a guiei até a mesa e sentamos para almoçar. A comida, como sempre, estava excelente.

Assim, que terminamos, ajudo-a com a cozinha.

Seguimos para o quarto para descansar. Vou ao banheiro escovar os dentes. E ela vai até o dela. Ao voltar, ela coloca o relógio para despertar no horário necessário, e deitamo-nos tranquilos, estendo o braço para ela como um travesseiro, ela deita-se virada para mim, abraçada comigo e encolhida junto a mim. Logo em seguida, sua cabeça vai para o meu peito e sua mão para a região do meu coração. Dou-lhe um beijo suave.

— Amor, tem uma coisa que faz um tempo que eu quero muito te perguntar. Mas, eu tenho receio...

Eu digo a ela depois de alguns minutos.

— Pergunta lindo, eu vou fazer o possível para te responder.

— Mas é que...

Eu tenho medo da reação dela. Ela ergue a cabeça para me olhar nos olhos.

— Amor, pelo visto, eu percebo que é importante. Então, faça, que eu vou tentar fazer o meu melhor para responder.

— Bem eu sei por alto o que houve... na verdade, o Peter nunca contou detalhes, e ninguém nunca soube. Mas, eu tenho desejo de saber...

Antes de eu terminar ela já fica tensa, e desconfio que ela já saiba o que vou perguntar, mas não fala nada.

— Amor, o que aconteceu realmente em relação à Mildrad naquele dia?

É impressionante, mas, o simples fato de tocar naquele nome, faz todo o corpo da minha noiva estremecer, e ela se encolher buscando refúgio em mim. O que me dá mais ciência da responsabilidade que eu tenho de não permitir que ele, nem ao menos chegue perto dela.

O trauma que ela tem disto é terrível.

— Princesa, se você não puder falar, eu entendo, eu já havia percebido o quanto isto traumatizou você.

Ela respira fundo...

— Tudo bem amor, eu realmente preciso falar sobre isto uma hora, e eu prefiro que seja com você. Mas, não se assuste com as minhas reações, pois, o desconforto é enorme, eu tentei com o Peter uma vez e eu não consegui, dói demais lembrar.

E fico penalizado, pois cada palavra dela está carregada de dor e tristeza.

— Amor se...

Ela não me deixa terminar. Ela beija os meus lábios e conduz-nos a sentarmos os dois na cama, um de frente para o outro. E eu a abraço, mas, continuo olhando em seus olhos.

— Eu sinto mesmo, que chegou a hora de enfrentar isto, não sei por que. Mas...

Ela adota agora uma postura pensativa, e fecha os seus olhos, creio eu que, consultando suas memórias aterrorizantes daquele dia. Depois de algum tempo, ela começa:

— Naquele dia, eu fui para o pátio, onde todas as crianças e adolescentes eram reunidos para estudar. E para minha surpresa, o Peter não havia ido. Geralmente, os meus pais nos levavam a mim e a Lucie. Mas, voltávamos sozinhas para casa por causa do trabalho deles, e, o Peter geralmente voltava conosco, para nos acompanhar e não nos deixar sozinhas. Infelizmente, naquele dia Lucie estava doente e não pode ir, e o Peter, não apareceu, mais tarde, ele disse que o seu pai havia bebido demais ele ficou em casa para cuidar dele.

Ela puxa uma grande lufada de ar, e o seu corpo todo, estremece pela lembrança, e eu aumento a intensidade do meu abraço e beijo suavemente a sua testa e os seus lábios e digo:

— Amor, eu estou aqui, e, eu quero ajudar você princesa.

Então ela respira novamente, e mesmo de olhos fechados, lágrimas correm dos seus olhos. O meu coração é inteiramente despedaçado com aquilo...

— Então, eu sou obrigada a tomar o caminho de casa, sozinha. Já no meio do caminho, na parte em que não havia como desviar da floresta...

Ela estremece novamente. Respira fundo e prossegue:

— De repente ele aparece... – Ela para de novo. – Todos os pelos, da minha nuca primeiramente, depois do meu corpo, reagem. Eu sabia que ele estar ali, não era boa coisa.

Enquanto ela revive as cenas, suas reações de medo, vão aparecendo em seu corpo novamente, exatamente como ela fala. E meu coração se desfaz em mil pedaços por imaginar o tamanho da sua dor em reviver aquilo.

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Luto contra as lágrimas que já tentam correr dos meus olhos, preciso estar inteiro por ela, pois, sinto que a qualquer momento ela vai desabar.

— Sempre havia boatos, sobre o tipo de coisa que ele aprontava, lá na escola. Mas, nunca ninguém fez nada, hoje eu entendo. Todos tinham pena da família dele. Afinal, eles sempre foram maravilhosos, nem parece que aquela... “criatura do mal” veio da mesma origem. Tudo de ruim parece que foi parar nele. Ele aproximou com aquele jeito terrível que ele tem de olhar, nunca vou esquecer-me do que eu vi naqueles olhos...

Ela para novamente, faz uma expressão de careta e desgosto.

— Eu tenho nojo só de lembrar... primeiro ele me provocou falando algumas coisas para mim em relação ao Peter... Ele disse também, que ele não estava ali, para me proteger. E que... e que...

Bem neste momento, o desespero a pega... ela chora violentamente e compulsivamente. E eu abraço-a mais forte...

Arrependo-me neste momento, de ter tocado no assunto. Sinto-me péssimo por ter feito ela acessar um local, em seu coração, em que ela guarda tanta dor, eu não consigo mais conter e minhas lágrimas também correm, por ver seu tão grande sofrimento.

— Princesa desculpa, você não precisa... – Ela silencia os meus lábios com os seus rapidamente, e diz:

— Sim eu preciso, e eu confio em você para isto amor...

O meu peito é aquecido com suas palavras. Então, eu espero ela criar o seu momento de falar e aguardo. Entretanto, por dentro, eu também estou em desespero por vê-la assim. Até que por fim, ela continua, porém, ainda com olhos fechados...

— Ele disse que me queria, e que naquele dia... ele... ele me teria.

Juntamente com o desespero da lembrança dela, que retorna ao seu corpo com brutalidade, sinto todo o meu corpo retesar pelo ódio que me percorre.

Por que a ciência de que Valerie era uma menina, como uma criança ainda, me preenche. E o Mildrad era praticamente um adolescente, como o Peter na época, e eu já era adolescente, porque a minha diferença de idade com o Peter era de dois anos.

Eu fico num misto terrível, de puro ódio de Mildrad e de compaixão pelo sofrimento da minha noiva ao rememorar aquelas coisas terríveis com ela.

Por fim, ela se acalma um pouco, para continuar..., no entanto, cada parte de mim, anseia ardentemente matar aquele miserável.

— Ele era muito, mas, muito mais forte do que eu, e olha que eu sempre fui mais forte e mais esperta de que qualquer menina da minha idade. Mas, era impossível para mim, vencê-lo na força... e o medo me paralisou os sentidos. Eu já não conseguia raciocinar com coerência, para pensar em alguma coisa, tudo que eu não queria eram aquelas... – de novo o desespero... ela foi tentando falar em meio ao choro. – Mãos imundas em mim... por fim, ele me imobilizou, contudo, eu comecei a gritar a plenos pulmões, mas, então, ele me calou com... – mais choro convulsivo... – com aquela boca imunda, e a única coisa que eu consegui pensar, foi em mordê-lo. Ele até poderia conseguir, mas, não seria tão fácil assim... Porém, aquilo atiçou ele ainda mais, e, eu acho que movido pela raiva, a foça dele dobrou... e ele disse:

— Nem que seja na marra você vai ser minha.”

E muito mais choro agora... eu confesso, que lidar com isto não está sendo fácil para mim, pois eu nunca senti tanto desejo de matar alguém em minha vida, como eu sinto por matar Mildrad.

Puro ódio corria solto dentro de mim, e ele só era aplacado quando a compaixão e o amor por minha noiva, me lembravam que, no momento, ela era a prioridade.

Então, eu busco forças, pois, eu preciso me concentrar nela, no momento dela, em acolher todo o seu sofrimento. Com um pouco mais de tempo, em meio ao choro ela prossegue.

— Meu desespero naquele momento, me deixou estática e eu não conseguia mais reagir, tudo que eu queria era morrer, era o que eu pedia dentro de mim o tempo todo. Nem socorro eu queria mais. Pois, o nojo de estar nos braços daquela “coisa” e do beijo, me inundou, me senti imunda e a criatura mais desprezível da face da terra, pensei na vergonha que seria voltar para casa, encarar a todos e encarar... o Peter. Então, eu decidi que eu queria mesmo morrer..., porém, quando ele enfim conseguiu me arrastar para a área mais isolada do caminho. – Ela respira com um pouco de alívio. – Ele apareceu. Eu nunca me senti tão estranha na minha vida, porque eu estava aliviada por Peter está ali, mas a vergonha e o nojo que eu estava de mim, não deixavam eu me alegrar com aquilo. E poucos minutos antes de o ... Mil.dra.d. – Ela pronuncia o nome com dificuldade. – terminar de me despir, o Peter arrancou ele de cima de mim... e, o resto, todos sabem. O Peter, quase, o mata, de tanto batê-lo. – Ela para mais um pouco e prossegue:

— O Peter, depois de descarregar toda a sua raiva, por fim para. Mas, eu ceio que, foi porque ele percebeu que eu não reagia e ele se preocupou. Então, o Mildrad aproveitou a distração dele e saiu com o pouco da força que lhe havia sobrado, em disparado pela floresta. Contudo, não sem antes olhar para mim e gritar, que um dia terminaria o que começou. E aquelas palavras reverberam em mim até hoje... o Peter o deixou ir e concentrou as suas forças em me ajudar, e a cuidar de mim. Mas, ele percebeu que eu estava estranha e que eu não queria falar. Ele me perguntou algumas coisas, eu respondi o básico. E por fim, ele entendeu, que aquilo era o máximo que o meu limite permitia acessar. Com o tempo, a raiva e o nojo de mim mesma, foram passando, e eu fui entendendo que eu não fui culpada por aquilo, e, que, o Mildrad é quem não prestava. O Peter tentou conversar sobre isto, uma vez, mas, eu não suportei reviver aquilo. Então, nunca mais ele me perguntou a respeito de nada. Entretanto, eu sabia que ele possuía algumas dúvidas do que realmente havia acontecido. E por fim, ele só obteve as certezas...

Eu sabia o que ela ia dizer, e, de certa forma aquilo não me incomodava, não assim, neste momento.

— Pode falar amor, eu sei o que você vai dizer, e não me incomoda desta maneira, eu quero que você coloque tudo o que precisar para fora. – Eu a disse sendo sincero.

— Enfim ele teve a certeza do que queria saber, quando dormimos juntos a primeira vez. Foi quando, finalmente, ele descobriu que, graças a Deus, as coisas não haviam chegado a este ponto. Mas, por muito pouco...

E ela chora ainda mais.

— Se o Peter não houvesse chegado..., no entanto, em nada isto diminuiu o terror ou o pavor, de passar aqueles, infindáveis momentos, naquelas mãos, que eu odeio tanto.

Ela passa um bom tempo com a testa encostada na minha, de olhos fechados, sinto que ainda é por vergonha, por tudo aquilo.

— Princesa, não se envergonhe, eu tenho orgulho de você Valerie, e nada vai mudar isto, você não tem culpa do que te aconteceu amor. – Ela ainda passa um tempo daquela maneira.

Ela agora se acalma, um pouco e eu a abraço mais ainda. Então, ela diz, agora olhando em meus olhos com os seus olhos ainda vermelhos:

— Obrigada por me ouvir amor, e por ser tão compreensivo em escutar coisas que eu tenho certeza, que não são fáceis para você ouvir e saber. – Ela me diz com verdadeira gratidão nos olhos, totalmente vermelhos.

— Obrigado a você, por confiar em mim amor. E quanto a isto, eu não julgo você e o Peter, você sabe disto, e no mais, eu tenho você amor, o maior presente que Deus já me deu. Amo você Valerie, nunca duvide disto. E amor, ouça bem, eu prometo com a minha vida, que eu farei tudo, mas, tudo o que for preciso para ele nunca mais, se quer, chegar perto de você. E caso ele se atreva Valerie, tenha certeza, eu o mato.

E nunca houve, tanta sobrecarga de verdade, em uma palavra minha. E eu vi que ela sentiu isto, pois, ela estremeceu.

— Eu sei príncipe, eu sei... eu amo você também Henry.

Ela me abraça forte enterrando a cabeça em meu peito. Ficamos um tempo assim, apenas sentindo o conforto do abraço um do outro.

Então, eu afasto-me e tomo os seus lábios nos meus, e sinto neste momento, toda a sua tensão se esvair naquele beijo. Toda a sua alma está ali, entregue a mim, agradecida por estar em meus braços.

Nós nos beijamos por um bom tempo, e sem pressa. E, assim como o nosso primeiro beijo, aquele beijo parece irradiar cura, uma cura profunda dentro de nós, principalmente nela eu pude sentir isto.

Sua língua entrelaçava a minha de uma forma tão necessitada... os seus lábios buscavam os meus com avidez. Suas carícias, evidenciavam-me o quanto ela precisava de mim, de ter contato comigo, de cada parte de mim.

Eu ia retribuindo tudo que ela me pedia evidenciando isto em cada gesto. Eu sentia claramente que toda a cura que ela tem feito emergir em mim, irradiar de mim, naquele momento, para tocá-la, envolvê-la. E como para confirmar, ela diz:

— Eu te amo tanto, meu amor! Você tem tanto efeito sobre mim, que até os seus beijos me curam, e me confortam... e mais uma vez, obrigada por tudo, Henry...

E ainda comovida, ela sorri tão linda para mim, dá um selinho em meus lábios e eu digo...

— Também te amo Valerie, muito... eu que agradeço, o maior prazer da minha vida, é estar com você amor... eu quero estar sempre a sua disposição quando precisar de conforto e consolo amor. Esta será uma das minhas funções como seu esposo, cuidar sempre da melhor forma que eu puder de você Valerie. E agora, precisamos mesmo descansar...

Eu disse puxando o lençol para nos cobrir, e em seguida, nos deitamos.

— Bom descanso minha noiva linda!

Ela sorri satisfeita para mim.

— Bom descanso meu lindo!

Trocamos mais um beijo, e nos deitamos como antes. Ela no meu peito, muito abraçada a mim, e eu abraçado a ela.

Adormecemos juntinhos, enquanto eu acaricio os seus cabelos com uma mão, e envolvo a sua cintura com outra, ao passo que ela tem uma mão sobre o meu coração...

***

Sinto uma mão tão suave tocar as minhas costas. Dedos quentes percorrem-na com carinho, e a sensação é maravilhosa. Percebo que que já estou em estado de vigília, e em alerta, mas, eu não quero abrir os olhos, eu quero continuar sentindo aquelas carícias, que a esta altura, eu já sei identificar de quem é.

— Ei lindo acorda, eu quero que você sinta isto, olha! – Ela me diz com uma voz doce e suave. Me fazendo abrir os olhos.

Entretanto, há algo estranho... é a Valerie que me chama. Ela está sentada, encostada na cabeceira da cama. Tão linda... Ela tem a sua camisola levantada, até debaixo da altura dos seus seios, deixando toda a sua barriga amostra...

Mas, o que realmente me surpreende, é o tamanho, está enorme. Só neste momento, eu me dou conta, ela está grávida, e linda.

O seu rosto é um misto de admiração com encantamento. Sento-me de frente para ela. Porém, eu não consigo desviar os meus olhos da sua barriga. E quando o faço, é em direção aos seus olhos, que agora estão cheios de lágrimas.

— Desculpa te acordar lindo, eu sei que você está cansado, mas eu queria que você sentisse, os dois estão muito agitados e não “querem deixar a mamãe dormir não é lindinhos”? Eu queria que você sentisse amor, pois, nunca eles pularam tanto, olha só amor.

Ela toma as minhas mãos e leva até a sua barriga... eu estou em estado de choque. Mas, é pela alegria que está presa no meu coração e por estar vendo se concretizar a segunda coisa que eu mais quis em toda a minha vida.

E só naquele momento me dou conta. Eu estou casado, já há um bom tempo, e Valerie está grávida de seis meses, de gêmeos, como sempre sonhamos. E como eles mechem com mais frequência pela madrugada, eu a tenho pedido que me acorde para senti-los no auge das suas travessuras.

Assim que eu me dou conta do contexto, imediatamente, eu envolvo a sua barriga, carinhosamente com as minhas mãos, e coloco a minha cabeça, com o meu ouvido, posicionado para ouvir. E neste momento, Valerie diz:

— “Vamos meus amores mecham-se para o papai sentir. O papai acordou só para ver o lindinho e a lindinha dele se mexerem.”

E no exato momento que ela termina a frase, eles começam... E fico encantado com o que sinto, pequenos, mas fortes chutes, começam a se chocar contra as minhas mãos, e o meu rosto, que estão encostados em sua barriga.

As emoções que me percorrem naquele momento, são poderosas. Tanta alegria e tanta satisfação, que eu nem sei dimensionar. Sinto quando as lágrimas correm por meu rosto, pois, já não é possível conter o que eu sinto apenas no peito.

As palavras, irrompem a sair dos meus lábios:

— “Vamos bebês, o papai quer sentir vocês, vamos. Cadê os pequenos chutadores do papai?”

E é impressionante o que acontece após eles ouvirem a minha voz, eles agitam-se muito mais e aumentam mais ainda os seus movimentos.

Começo a beijar a barriga da Valerie por toda a sua extensão. E, ainda com uma das mãos, espalmada em sua barriga, sentindo os meus pequeninos chutarem, aproximo-me mais de minha mulher até estar do seu lado, mas ainda de frente para ela. Nós dois, a esta altura, temos os rostos lavados por lágrimas. Beijo o seu rosto, depois os seus lábios. E digo...

— Você não tem ideia de o quanto você me faz feliz! Eu amo demais você, minha princesa. Aliás, uma correção, minha Rainha, pois, agora nós teremos um príncipe e uma princesa, e você está tomando o posto de minha Rainha! Amo muito você Valerie! Você me fez, e me faz, a cada dia, o homem mais feliz do mundo!

Enquanto sinto uma de suas mãos tocar a minha em sua barriga, sinto a outra, envolver a minha nuca, enlaçando os dedos em meus cabelos, próximos dali. E eu faço o mesmo com minha mão livre em sua nuca, aproximando-me mais, colando os nossos lábios em um beijo de puro êxtase por estarmos desfrutando de tanta felicidade!

Bem neste exato momento, ela ofega em meus lábios e solta um gemido de dor, enquanto eu sinto uma pressão rápida e mais forte do que estou acostumado em minha mão que está em seu ventre.

Valerie separa os nossos lábios e tem um semblante dolorido na face. E trás a outra mão de minha nuca, também para o seu ventre dizendo...

— Nossa... ai. “Este doeu minha filha e meu filho, calma aí.” Nossa, amor este foi forte, e doeu... acho que eles não gostaram que desviamos a atenção deles.

Ela tenta esboçar um sorriso e eu dou um sorriso com aquilo. Volto a minha atenção para próximo a barriga novamente.

— “Ei meus amores, o papai precisa dar atenção a mamãe também. Para mamãe poder continuar mantendo vocês quentinhos, seguros e fortes aí dentro, o papai precisa cuidar dela.”

E como se entendessem o que eu falo, a minha mão recebe dois chutes em lugares diferentes. Um logo após o outro.

— “Hum... é isto aí, vocês precisam cooperar com o papai para cuidar da mamãe ouviram? Principalmente você garotão, você é quem vai ajudar o papai a cuidar da mamãe e da sua irmã ouviu?”

E mais uma vez, eu sou surpreendido por outro chute, desta vez um só fazendo a mim e minha rainha rir, e muito.

— “Viu filha, nós estamos perdidas! Teremos dois Lazar no nosso pé o tempo todo!”

E de uma forma muito cômica, mais um chutezinho, desta vez mais tímido, é desferido. E eu e Valerie rimos. Volto a olhar para ela e dar um beijo cheio de amor em seus lábios.

— Amo você Sra. Lazar, minha amada esposa, dona do meu coração!

— Assim como eu amo você meu marido lindo, o papai mais maravilhoso e carinhoso do mundo!

— Nossa amor nem me fala! Falta pouco, para segurarmos os nossos pequeninos no colo. Estou ansioso amor...

— Eu também lindo, eu também!

E trocamos mais alguns beijos e carícias, enquanto sentíamos nossos pequenos fazerem travessuras...

***

De repente o cenário muda, e sou levado à cena em que eu e Valerie estamos deitados em nossa cama e ela está dormindo em meu peito, e eu acordado olhando para alguém que está bem a minha frente, com um lindo sorriso estampado no rosto. E o olhar é o que mais me prende...

Aquela maneira única de me olhar que preenche minha alma de paz. Seu sorriso tem orgulho, alegria e admiração!

— Oi mãe!

Digo-lhe sorrindo. E ela aproxima-se e senta-se a beira da cama ao meu lado. Percebo que, os seus olhos, estão pousados em Valerie. Naquele gesto, em que tenho sua cabeça em meu peito adormecida.

— Ela é tão linda Henry! Ela te dará filhos lindos, de verdade.

— Sim. Ela é mãe. – Digo acariciando os cabelos da minha noiva, e sorrindo pelo que minha mãe disse sobre os nossos filhos.

— Ela ama tanto você Henry. Meu filho agora é sério, eu tenho estado aqui com um propósito. E no fundo você já sabe disto, sente isto. No entanto, eu não poderei fazer muito mais do que eu estou fazendo e também não poderei fazê-lo por muito tempo. Então, eu preciso que você preste atenção.

— Pode falar mãe eu estou atento. – Então ela me olha com firmeza e diz:

— Eu preciso que a sua atenção, as minhas palavras, seja de tal forma, que as guarde profundamente em seu coração. Filho, o que você sentiu com o que você acabou de ver?

Ao que ela se referia? A cena de Valerie e eu casados e ela grávida, e nós muito felizes?

— Está se referindo a cena de Valerie e eu, casados e ela grávida de gêmeos?

— Sim...

— Nossa... Realizado! Tudo o que eu mais quero no mundo. Me casar com ela e ter com ela uma família mãe, pois eu a amo de verdade. Mas, espera

— Eu sei, que é o que você mais quer filho. E terá meu filho, vocês realmente serão muito felizes. Apenas depende de você, pois, isto não quer dizer que vocês não serão provados, ou que vocês não passarão momentos difíceis, ou enfrentarão perdas, porém, no final, tudo se resolve..., MAS, você precisa ser forte e acreditar. Você ter esperança Henry. Acreditar que tudo correrá bem. Independente do que acontecer. Mesmo quando as coisas parecerem estar um caos. E o mais importante, lembre-se, aconteça o que acontecer, NÃO desista dela. Lute por ela a cada dia. E sim, de certa forma, digamos que sim, eu permiti você contemplar, com os olhos do seu coração, o que te espera. Para te deixar forte, para você poder esperar diante dos obstáculos. Lembre-se daquilo que você leu.

Imediatamente me lembrei da frase do livro. Que passou a reverberar na minha mente, naquele momento:

“O amor é a força mais poderosa do mundo. O amor pode fazer qualquer coisa.”

— Obrigado mãe.

— Não se esqueça disto. Pode ser que, quando precisar, eu não esteja aqui para lembra-lo. Então, deixe a mão, aquilo que possa te dar esperança. Guarda estas memórias, escreva estes sonhos, guarde as cartas que vocês trocam, tudo aquilo que possa manter viva, a prova de o quanto, vocês se amam e o quanto é forte e poderoso este amor. Não importa o que se levante contra ele.

— Eu farei mãe. Mas, você me assusta falando assim, eu preciso saber...

— No tempo certo você saberá, você só não pode esquecer. E acredite, por mais que pareça impossível, há momentos na vida, que a falta de fé e esperança, nos faz deixar de acreditar em coisas que eram antes, tão reais e fundamentais filho. Por isto, eu estou aqui. Eu não posso permitir que você faça isto Henry. E seus medos meu filho, tem raízes muito profundas. Cuidado com isto.

Respiro pesadamente, pois, sei exatamente do que ela está falando, eu experimentei isto quando Valerie terminou o noivado comigo. A desesperança ocupou meu coração e tudo que eu sonhava, e que hoje está acontecendo, e que eu acreditava tanto, abandonou o meu coração.

Eu já não conseguia acreditar que tudo poderia se tornar real, muito menos lutar por isto. Até que aconteceu o terrível episódio com a Ananda... Que eu tenho pavor até de lembrar.

E isto me faz lembrar a ida com Valerie a Grewnville amanhã, e meu coração fica apertado. Todavia, aí eu me lembro, também, que foi exatamente este episódio que me fez voltar ao foco do que eu realmente queria para mim, Valerie. Então, pensando em tudo isto, sei exatamente o que minha mãe quer dizer.

— Tudo bem mãe. Na verdade, eu compreendo. E mais uma vez obrigado!

— Eu percebi que algo te perturbou.

— Sim, é que eu vou levá-la a Grewnville amanhã, e...

— Eu sei do que tem medo.

— Pois é, eu temo que ela acabe conhecendo a Ananda. Você deve estar pensando, “eu te avisei para não se envolver com várias mulheres”, não é Dona Laura?

Ela dá uma gargalhada tão boa, que eu já nem me lembrava como era.

— Meu filho que horror, eu me sinto ofendida sabia? Filho eu já te falei, eu ensinei a você o que eu acreditava Henry, mas as escolhas são suas. Mas, lembre-se do que eu sempre disse, que as consequências também. E a prova está aí, não importa o que se faça o risco de ela conhecer Ananda existe. E ninguém pode mudar isto agora, o que você pode fazer é torcer ou contar para Valerie, que a meu ver, seria a melhor opção.

Não, eu não teria coragem de falar.

— Foi exatamente, por isto, que eu te ensinei a nunca viver por impulsos filho, por que lidar com o depois, é que é o problema. Ainda que não dê nada, mas a angústia por não saber, é que é terrível e nos consome. Ser prudente e cauteloso, tem inúmeras vantagens Henry, mas você é meu filho, e muito. Porém, errar todos nós, erramos. Nós não temos como ser perfeitos, na condição de humanos, o tempo todo, e a busca desenfreada por isto nos adoece, e também nos deixa inflexíveis com as limitações dos outros. O grande segredo da vida, é buscar ter equilíbrio em tudo, mas aí é que está a grande questão. É tão difícil, não é? Porém, não é impossível. O importante é que, quando erramos, devemos arcar com as consequências da melhor forma possível e tirar proveito como aprendizado. E ponto.

Ela diz tudo com tanta confiança... esta é minha mãe. Como não sentir falta de alguém assim?

— E filho, lembra daquele livro que eu gostava de ler?

— Claro, sobre a Rainha Branca.

— Exatamente. Você se

lembra da frase que eu adorava? Guarde-a também em seu coração. Pois ela expressa a mais pura verdade. Tanto que eu estou aqui por você!

Respiro fundo tomando forças e absorvendo cada palavra da minha mãe e lembrando-me da frase, começo a recitá-la e a voz de minha mãe me acompanha...

* "Se houver amor suficiente, então nada, nem a natureza, nem mesmo a morte em si, pode ficar entre duas pessoas que se amam."

— É a mais pura verdade meu filho!

— Obrigado mesmo mãe, eu amo você, Dona Laura!

— Adeus filho, eu também amo você Henry!

— Adeus mãe.

E ela simplesmente desaparece e todo o cenário também!

***

Abro os meus olhos, e olho ao redor. Vejo Valerie deitada em meu peito e aos poucos, eu percebo que ainda estamos dormindo. Esperando pelo horário de almoço passar, respiro fundo, creio que tenho tempo ainda para dormir mais. Repasso o sonho, tentando organizá-lo em minha mente, meu Deus, que sonho!

Na verdade, foi um sonho dividido em duas partes. Futuro e presente. Confesso, que eu amei a parte do futuro. Eu casado com Valerie, e nós em uma espera ansiosa pela chegada dos nossos pequeninos.

Tudo o que eu mais quero para mim. Entretanto, o do presente, eu estou com receio... Ao pensar nisto, decido que assim que eu estiver com um tempo hoje, eu vou escrever estes sonhos e vou organizar as minhas coisas em relação a Valerie, tudo em um lugar apenas. E claro, eu preciso e vou conversar com ela sobre tudo isto.

Aquela frase agora, reverbera na minha alma, e acaba me trazendo paz, pela confiança que aquelas palavras geram em mim, juntamente com a lembrança de ter meus bebês e minha esposa comigo...

* "Se houver amor suficiente, então nada, nem a natureza, nem mesmo a morte em si, pode ficar entre duas pessoas que se amam."

Sim, eu não posso perder isto de vista, ela em breve será minha esposa.

Olho o relógio, e confirmo que realmente ainda temos tempo. Então , eu aperto-a, mais ainda, em meus braços para ter certeza que ela está segura.

Eu estou preocupado, com o que mais uma vez, uma parte do sonho me trouxe: vai acontecer algo.

Entretanto, tudo em mim, grita neste momento, para eu me encher de esperança. E a frase começa a ecoar em meu coração. E é nisto que me concentro.

Aumento o meu aperto protetor em meu amor, e volto a adormecer feliz pelo fato de tê-la em meus braços.

˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜

*FRASE DE FILIPPA GREGORY DE A RAINHA BRANCA.

Notas finais
E aí pessoas o que acharam? Mereço Reviews e Recomendações? O que acharam do Momento Henlerie (Henry e Valerie) deste capítulo? Gratidão e até o Capítulo 30.