A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
29 PLANO SUPERIOR x PLANO TERRENO - Capítulo 28
Notas iniciais
EM UM PLANO SUPERIOR…
POV PETER
Após passar longo tempo no Acampamento dos Jardins do Norte, vejo um dos chefes da Guarda Celeste, se aproximar de mim.
— Peter.
— Sim Seth. – Respondo brevemente ao Anjo.
— Miguel mandou-o chamar. É referente à audiência que você solicitou. No entanto, ele pediu para que você levasse a Laura, ela já chegou?
— Não, eu ainda não a vi. – Eu respondo.
— Tudo bem então. – Seth diz.
— Seth por favor, diz ao Miguel que assim que a Laura aparecer, eu irei. – Eu falo.
— Aviso sim.
— Obrigado Seth! – Ele se vira e volta pela mesma direção em que veio.
Não demorou muito, e eu a avistei vindo da direção onde se localiza o Portal Leste.
— Olá Peter — Laura disse em sua impecável educação.
— Olá Laura! Temos uma audiência com Miguel. Ele acabou de mandar Seth para nos buscar. Você esta pronta? Podemos ir?
— Sim Peter.
— Percebi que veio do Portal Leste, foi vê-lo? – Me referia ao fato de Laura ter ido visitar o Henry em sonho, geralmente o acesso é pelo Portal Leste.
— Sim. Eu acabei de chegar.
— E como foi? E como você está?
— Foi muito bom! Eu na verdade estou impressionada! Meu filho é verdadeiramente um homem agora, Peter. Eu o deixei um menininho quando parti. E a última vez que o visitei ele era um garoto ainda... no entanto, agora ele é um homem e está próximo de se casar. – Senti que ela se constrangeu. – Me desculpa, foi espontâneo.
— Não se preocupe Laura, isto não mexe mais comigo desta forma. E realmente, eu imagino como deve estar sendo para você. Deve ser uma emoção muito grande.
Ela se constrangeu pelo fato de Valerie ser a felicidade do Henry, com receio de eu me perturbar com alguma coisa ainda.
— Muito Peter. Muito mesmo. Ele está muito feliz, mas, infelizmente, atormentado pelo medo da perda.
— É o que eu temo. – Eu disse pensativo.
— Eu percebo isto, que algo tem preocupado muito a você, além do normal.
— E tem mesmo Laura, e é por isto que eu pedi audiência com o Arcanjo Miguel.
— Foi você quem solicitou e não ele? E, por que, o Miguel? – Laura se assustou.
— Simplesmente por que, é ele quem cria os nossos desígnios como Guardiões junto aos Serafins, portanto, ele é a autoridade máxima no assunto.
— Sim, porém o mais difícil de se convencer. Entendo até ai, mas... – Bem na hora de terminar a pergunta a compreensão atinge Laura. – Você vai solicitar uma Interferência?
— Não! Não interferência, mas, reestruturação dos planos. Redefinição das estratégias para os acontecimentos decisivos.
— Mas, Peter isto é sério.
— É claro que é. E eu sei.
— Me desculpa, mas eu sinto que você não quer me falar algo fundamental, e eu não quero invadir a sua parte na missão, mas, quem sabe eu posso ajudar?
— Não pode, você poderia intervir. – Laura me olha assustada.
— E por que eu faria isto? Peter lembre-se que há escolhas que as consequências são drásticas e elas não têm volta.
— Eu sei. Mas, precisamos ir agora Laura. – Eu disse para encurtar o assunto, eu não me desviaria do meu foco.
Notei que a Laura ficou preocupada, entretanto, ela não me indagou mais, uma coisa que eu admiro nela, é que ela nunca questiona. Ela sempre é muito pacífica, como se o certo fosse sempre o não questionar, ainda que não haja concordância. Vejo muito da natureza dela no Henry. E resolvo dizê-la antes que o silêncio se torne constrangedor.
— Henry tem muito da sua natureza não é? Ele é bastante pacífico.
Ela acaba dando um sorriso, e identifico como realmente um sorriso orgulhoso de mãe coruja... Nem sei. Como isto é possível aqui?
— Ele tem mesmo. Mas ele tem muito de Adrian também. Contudo, a paciência, a tolerância e a persistência, são minhas.
— E a bondade, vocês são inquestionavelmente bons, chega até irritar sabia?
Eu digo para descontrair e ela sorri.
— Como se você não fosse não é Peter. Pare de se menosprezar. Você é muito valioso, pois, se não fosse, você não estaria aqui. Pense nisto.
O que Laura fala mexe comigo, pois é exatamente isto que eu venho me permitindo refletir... Existe algo em mim que “OS” interessa e que me faz ser diferente aos olhos “Deles” eu sinto isto, mas, eu não sei o que é, entretanto, eu acho que isto pode me servir para algo. Então, eu resolvo perguntar a Laura.
— É interessante você falar sobre isto Laura, pois eles vivem dizendo coisas para mim que evidenciam que eu sou especial, e que eu sou honrado e eu já falei eu não vejo honra nenhuma no que eu fiz, na verdade, eu não consigo entender.
— Bom, que tal mudar a perspectiva de pensamento então? Talvez não é só o que você fez, mas, pode ser o que você está fazendo ou disposto a fazer. Eu não sei, nenhum outro guardião sabe. No entanto, os Anjos eles conhecem todas as possibilidades, e quando assumem a responsabilidade por uma missão guardiã, ele passa a conhecer os Planos Superiores. Então, se pudermos pensar por este caminho, você realmente pode ser valioso.
— Obrigado pela dica Laura. — O que Laura me diz é bastante interessante, faz encaixar algumas peças do meu “quebra-cabeça”.
— Obrigada você Peter. Você tem feito muitas coisas que mesmo que eu saiba que é por ela, afetam de forma positiva o meu filho. E eu quero dizer a você, a sua mãe teria muito orgulho de você se ela pudesse estar aqui. Eu não fui sua mãe, mas, eu tenho acompanhado as suas escolhas e atitudes de perto, e quero que você saiba, eu tenho orgulho de você Peter. Você pode não entender, entretanto, você é muito honrado sim. O que você fez e tem feito é muito nobre Peter, eu mesmo tenho muito a te agradecer.
Aquilo confortou o meu coração de uma maneira estranha. É possível ainda ser curado aqui? Porque as palavras de Laura preenchiam um vazio a muito deixado em meu peito.
Como era bom saber, que alguém tão sincera como Laura é, pensa isto sobre mim. E realmente, tudo nela inspira um cuidado de mãe. É bom saber que alguém assim, tem orgulho de você.
— Obrigado Laura, fico realmente feliz por pensar assim. E você, tem sido um grande exemplo para mim. Henry foi muito abençoado por ter você como mãe. – E ela sorriu em agradecimento.
Seguimos em silêncio até as Alas dos Anjos, creio que ela também estava refletindo sobre o que acabamos de conversar. E como esperado, dois guardiões nos abordaram cordialmente nos portões.
— Temos uma audiência com Arcanjo Miguel.
— Peter e Laura, guardiões em missão, acampados nos Jardins do Norte? – Um deles nos pergunta.
— Sim. – Eu respondo e Laura somente confirma com a cabeça.
— Podem entrar.
— E vocês, quem são?
— Eu sou Arasef, e este Ostonan. Guardiões definitivos da Ala dos Anjos.
— Um prazer. São guardiões por escolha ou desígnio?
— Desígnio. São poucos como você e Laura, são muito incomuns. Privilégios são apenas para Guardiões Honrados.
— Obrigado, mas, eu não sou melhor do que vocês.
Olho para Laura que reprime um sorriso discreto. Mais uma vez, esta coisa da honra, que tantos insistem em dizer, e que me irrita profundamente.
Laura estava muda ao meu lado e só assentia cordialmente. Ela era de poucas palavras, e observava muito. Bem neste momento, o Seth aparece, para nos conduzir até o Miguel.
— Mais uma vez, foi um prazer conhece-los Arasef e Ostonan. – Eu disse.
— O prazer foi nosso, Peter e Laura. – Desta vez, quem nos respondeu foi Ostonan que até então, apesar de mostrar-se simpático, permanecia quieto.
Seguimos Seth até uma área que eu ainda não conhecia. Ela era magnífica.
Os jardins tinham um brilho inconfundivelmente sobrenatural, havia um rio de águas como puro cristal passando pelo meio dos jardins. As pedras, ao chão variavam, de Jade, Rubi, Safira, Esmeralda.
Eu nunca vi tanta beleza e riqueza, reunida em um lugar somente. As edificações eram de puro ouro, eu realmente estava encantado. Após passar o estado de encantamento inicial, percebi pelo canto dos meus olhos que Laura, não estava surpresa como eu. Bem na hora, em que eu pensei isto, ela disse...
— Sei que você está curioso Peter.
— E eu estou mesmo. Você não está surpresa como eu. – Ela sorri e me olha.
— Claro, já faz algum tempo que eu estou aqui, eu já estive em audiências. Por isto dos conselhos e dicas que eu te dou, eu sei até onde é confiável ir ou não. Mas, eu não gosto de ser invasiva.
— Eu já percebi. E quero que você saiba, eu confio em você Laura. O problema comigo, é que eu sempre sigo os meus instintos. Entende?
— Claro, eu já percebi também, e você sempre acerta, contudo, você pode errar uma hora, tome cuidado.
— Mais uma vez obrigado! – Até nisto, o Henry e a Laura são parecidos, a partir do momento que você os conhece, não há como ter raiva dos dois. Incrível. – Então, Laura, eu estou curioso, quem vive aqui?
— Todos nós Peter, nós temos acesso a tudo. A Guarda, é por que tudo é muito organizado e cronometrado. Tudo segue na mais perfeita harmonia.
Eu estava embasbacado comigo. Porque, eu fiquei tanto tempo, imerso no meu próprio mundo e preocupações, que eu estava deixando de desfrutar de tantas coisas.
— Chegamos. — O Seth disse.
Ele agora, nos conduzia, em direção a um amplo salão, muito claro, adornado das mais ricas joias, percebi que os pisos eram de jaspe. Não há como não se encantar com este lugar.
— Vocês podem ficar à vontade, porque o Miguel já está a caminho... – Seth concluiu e ficou aguardando no canto do grande salão.
— Eu estou aqui Seth. Bem na hora!
Nossa, se eu já estava boquiaberto. Mas, ao avistar Miguel que eu só conhecia por ordens e solicitações, eu fiquei assustado pela sua altura. Vi Laura sorrir comedidamente pelo meu espanto. E eu acabei sorrindo de volta.
— Aproximem-se, apenas o meu tamanho assusta! – Pelo menos ele tem senso de humor.
— Saudações Peter e Laura. – Bem neste momento ele faz sinal ao Seth para nos deixar.
— Peter você pediu audiência, mas, como você e Laura, são duas metades de uma mesma missão, eu achei melhor que você trouxesse a Laura. – Miguel disse em tom de explicação.
— Claro, por mim tudo bem. – Respondo simplesmente.
— Sei que você é direto, portanto não termos rodeios certo? — Miguel me pergunta.
— Claro. – Eu respondo.
— A propósito, Laura você chegou há pouco tempo não é? – Miguel dirige-se a Laura.
— Sim... – Como sempre, Laura responde o basicamente necessário.
— Já passou pelo Observatório da Vida Terrena, para ver o resultado de sua visita?
Miguel pergunta a Laura, a respeito dela a já ter ou não conferido com os seus próprios olhos, o resultado de sua inserção a dimensão temporal. Ou seja, nós guardiões só temos acesso a dimensão humana, através do Portal dos Sonhos, onde podemos interagir com os humanos por meio de seus sonhos, ou pelo Observatório Terreno, onde podemos somente observar os acontecimentos de suas vidas diárias.
— Não, por que já tem surtido efeito?
Laura pergunta a Miguel, bastante curiosa, para saber se a sua interação com o Henry, em sonho, surtiu algum efeito.
— Digamos que sim, pois, já houve mudanças. – Miguel diz a ela. — Mas, eu não estou achando você surpreso Peter. – Ele diz se reportando a mim.
— E não estou mesmo. Eu estive no Observatório, só não havia ligado o que vi com a Laura. Agora, eu entendo.
Eu respondo a Miguel, deixando bem claro, que eu sei em que ponto está o relacionamento de Valerie e Henry, que por sinal vai muito bem. E eu pretendo que permaneça assim. Por isto, eu estou aqui.
— Você tem lidado muito bem com isto Peter, é impressionante. – Miguel disse se referindo ao Henry e a Valerie estarem cada vez melhores, juntos.
— Digamos que, aqui conseguimos ver com um olhar diferente. Nós entendemos os propósitos das coisas, portanto, é possível compreender.
— Claro, mas, vamos a sua petição. – Miguel também é direto e eu gosto disto.
— Ótimo. Eu quero poder atuar no momento das decisões finais.
Laura tem um sobressalto, Miguel arregala os olhos, mas mantem-se impassível.
— Você sabe a dimensão do que você está me pedindo? – Ele me pergunta.
— Claro que eu sei. A oportunidade de não permitir que os dois sejam ludibriados pelas circunstâncias e os seus medos.
Eu respondo e sem hesitar.
— Isto é interferência Peter. – Laura que nunca levanta a voz, diz histérica.
— Não. Não é Laura. Eu não vou interferir. Bom, pelo menos, eu não pretendo. – Eu disse a Laura e Miguel meramente, observava.
— Peter considere uma coisa, você já pensou no que você terá de suportar? No caso de Valerie é uma escolha, você está preparado para ver de verdade com os seus olhos a manifestação desta escolha, que não será simples?
Miguel se refere a ela ter que escolher o que é mais importante durante a sua provação que está por vir.
— Eu sei Miguel e eu confesso, que isto não me assusta. O que realmente me assusta e preocupa, é eles não conseguirem por causa de suas fraquezas. Principalmente... – Olhei para Laura. – Principalmente o Henry. – Senti Laura visivelmente relaxar, ela também havia percebido, mas, por que ela não pediu?
— Peter você precisa entender uma coisa, não é à toa que nem todo Guardião, tem privilégios como vocês, de escolherem uma missão, inclusive de serem missões relacionadas aos entes queridos que ficaram. O risco é muito grande, principalmente em momentos de escolhas decisivas, por que vocês também estarão sendo provados e tentados a ceder ou intervir em algum momento. E aí mora o perigo. Por que INTERFERÊNCIA É INACEITÁVEL. Livre Arbítrio lembra? Escolha. Por isto eles são incentivados a irem vencendo seus medos e fraquezas em vários momentos da vida. – Miguel se refere aos humanos. — Quem deixa para estes momentos decisivos corre mais risco, é o caso do Henry com a Valerie. Perdão Laura, mas, o Henry protelou demais vencer o medo da perda, infelizmente será da pior forma. E nós não podemos e não vamos interferir.
Ele disse isto olhando para mim. Como eu fiquei calado, ele prosseguiu:
— E Peter ouça bem, você sabe por que, nós não permitimos? Não é por que não pode. E sim, por que, se houver interferência de um guardião em uma escolha humana os danos são irreversíveis. É para evitar algo muito ruim. – No entanto, eu fui mais fundo.
— Irreversível para quem?
Miguel me olhou em desafio, ele percebeu que eu sabia que havia um trunfo nisto.
— Como assim Peter? – Ele ainda quis me distanciar do foco.
— Miguel, eu serei claro. Vocês me escolheram por um motivo. Para estar aqui, nesta missão, eu sei que eu pedi. Mas, vocês me autorizaram, e vocês sabem e conhecem a minha natureza, conhecem a minha essência, sabem do que eu sou capaz. Que meus instintos são aguçados e que eu aprendi a agir por eles. E que, eles são extremamente aguçados quando é para proteger aqueles que eu amo.
Miguel entendeu que eu estava no caminho para descobrir o que eu queria e ele não poderia me negar.
— Tem mais nisto. Eu presumo que tenha consequências sim, mas, eu quero saber para quais partes. – Pela sua expressão eu sabia que eu tinha matado a charada.
— Tudo bem, se é o que você deseja saber. Se você intervier Peter, há danos para eles e para você. Por exemplo, para você. Você perde os privilégios. Deixa de poder escolher, vai agir só por desígnios. Apenas por nossos desígnios.
— Disto eu suspeitava, mas, há mais, Miguel. O que quero dizer, é que, e se eu precisar interferir, qual é o preço que eu pago para eles, os dois, a Valerie e o Henry, saírem ilesos das consequências e elas recaírem todas sobre mim?
Quando eu disse isto, Laura que já estava muito alarmada com o rumo da conversa arfou e disse...
— Peter, você perdeu o juízo?
Todavia, o Miguel continuava a me olhar imperturbável. Ele já previa a minha decisão e disso eu tenho certeza, o que Laura disse, mais cedo, faz sentido agora.
— Estou aguardando Miguel. Sei que como Arcanjo, você pode ter acesso a quais seriam as minhas opções de escolha. E sei também, que por conhecer a minha essência, para qual escolha, eu estou mais inclinado.
Eu disse irredutível, e ele sabia que não era uma ameaça, eu simplesmente estava determinado em minha escolha.
— Sabe Peter, mesmo a sua essência sendo Abnegação e Coragem, e conhecendo as suas possibilidades de escolha, eu realmente não acreditava que você tomaria este caminho.
— Claro! E eu sei o por que, com todo respeito, Miguel. Você nunca foi humano. Sei do amor que vocês Anjos, têm por eles, sei do zelo, do cuidado. Sei as batalhas que enfrentam todos os dias para guarda-los. Mas, vocês não podem sentir como eles, não sabem na pele de vocês o que é lidar com medos e fraquezas, muito menos, os instintos. Esta é a diferença dos guardiões.
Percebi que a Laura estava de olhos arregalados com o que eu dizia. Não sei se ela temia por meu ato, ou se ela estava perplexa por eu compreender tudo aquilo. E eu prossegui:
— Entretanto, é exatamente aqui, que entra a diferença Miguel. Eu sei exatamente o que eles vão sofrer, as angustias e os medos. E se eu não puder usar os benefícios que alcancei para mim em favor de quem eu amo lá, eu não os quero, porque não farão diferença nenhuma para mim, por essência, eu não ligo para honra. Perdoe-me, mas, esta é a verdade do meu coração. Eu não tenho por quem fazer mais lá, eu apenas os tenho. De que me adianta poder fazer escolhas, que não pode ajuda-los ou poupá-los de sofrimentos?
Miguel me olhava maravilhado, eu creio que ele não previa que eu realmente sacrificaria tudo. Pois ele me disse...
— Caso você interfira para ajuda-los... ouça bem... a consequência para você para eles saírem ilesos... seria, você deixar de ser guardião irrevogavelmente. Você perde tudo, exatamente tudo o que você ganhou...
Ele disse olhando profundamente em meus olhos. Porém, eu não me assustei, porque, eu já sabia!
ENQUANTO ISTO NO PLANO TERRENO...
(MÚSICA — LETRA NO FINAL DO CAPÍTULO — É LINDA)
POV VALERIE
Era incrível a experiência de poder cuidar do seu corpo. Sim, por que era isto que nós estávamos fazendo.
Embora dispuséssemos de pouco tempo, eu senti em seus olhos, ao chegarmos ao banheiro, que o Henry não queria que aquele fosse um “simples” banho. Assim também, como eu não queria.
Havia somente um problema, como fazer aquilo, sem evidenciar o que estávamos fazendo aqui, ao sairmos? Ou seja, nós não poderíamos molhar os nossos cabelos.
Então, pensando também em nosso dilema, o Henry pegou duas toucas de banho em seu armário. Primeiro eu coloquei a minha, e em seguida, eu mesma coloquei a dele.
Ao entrarmos no chuveiro, e por sinal a água morna estava deliciosa, a primeira coisa que ele fez foi aproximar-se de mim, olhando-me da cabeça aos pés.
Todavia, o mais impressionante, é que eu nunca consigo identificar apenas desejo em seu olhar, sempre, lado a lado está o amor, o seu amor por mim, irradiando em toda sua força e magnitude.
Senti-me ruborizada mais ao mesmo tempo, ardente com o seu olhar, e a luxúria, voltou a queimar em mim. Como era possível eu amar e desejar tanto este homem? Seus olhos agora examinavam o meu rosto. E com um sorriso tímido ele me perguntou:
— Você tem certeza... de que quer apenas um banho princesa?
Na verdade, eu não sabia o que responder, porque, uma pequena parte da minha mente, estava atenta à responsabilidade que possuíamos, e que nós precisávamos sair dali rápido.
Contudo, a outra parte esmagadora, aliada ao meu corpo e ao meu coração, desejava ficar ali, mais algum tempo, com o Henry, desfrutando de todo o prazer que aquele homem, com tão lindo corpo, e que me ama tanto, pode me proporcionar.
O Henry, percebendo o meu dilema interno, me disse:
— Eu quero mais do que um banho amor, no entanto, eu sei que dispomos de pouco tempo. Então, eu proponho uma coisa.
O meu interior se contraiu com a expectativa. Meu Deus, como Henry é bom com isto, fazer com que uma expectativa se torne algo prazeroso, que incinera ainda mais o desejo.
— Eu cuido do seu corpo, e você cuida do meu. E, nós descobrimos juntos o que acontece em seguida. O que você acha princesa?
Ele diz aproximando os seus lábios da minha orelha, e evolvendo os seus braços em minha cintura, claramente me provocando.
Envolvo o seu pescoço com os meus braços e volto a olhar para ele, e lhe dou um sorriso encantador em resposta. Pois, eu gostei daquilo! Era algo muito sensual e daria prazer aos dois. Pois, eu amo cuidar dele. E ele, simplesmente, adora cuidar de mim. E eu disse desejosa...
— Adorei a ideia Sr. Lazar, meu noivo lindo! Eu começo, então.
Eu digo dando a ele um sorriso sapeca. E seus olhos dilataram-se em resposta. E ele me disse:
— Amo você princesa! – Há tanto carinho em suas palavras.
— Assim como amo você MEU príncipe. – Eu o respondo com satisfação.
— Sim... Seu, para sempre somente seu, Valerie. – Dou a ele um amplo sorriso.
Tomei o sabonete em minhas mãos, a abaixei-me encostando as minhas costas no azulejo frio, e apoiando um joelho ao chão, para ter equilíbrio. Em seguida, fiz sinal com o indicador o provocando, para que me desse um de seus pés, e ele equilibrou-se com uma de suas mãos na parede e obedeceu, claramente ansioso pelo que eu iria fazer.
Suavemente, eu comecei a massagear o seu pé com as minhas mãos, em seguida eu ia subindolentamente pela extensão de sua perna em direção a sua coxa, até quase na altura da virilha, e sentia-o estremecer quando me aproximava daquela região, principalmente quando eu aumentava a pressão de meus dedos.
A sensação de tocar, provocar e explorar sua pele, sem pressa, conhecendo cada textura e temperatura, era algo impossível de se descrever. O prazer por poder fazer isso, percorria cada parte de mim.
Vê-lo se deliciar com meus gestos e ações, sobre ele, na verdade sobre o seu corpo, gerava um prazer ainda maior em mim, ou seja, claramente o prazer dele torna-se combustível para o meu. E tenho certeza que com ele não será diferente, quando chegar a sua vez.
Nestes momentos, ele soltava baixos gemidos. Eu procurava fazer todo o processo sem quebrar o contato com seus olhos, e podia ver cada mudança, as pupilas se alterarem, o olhar escurecer.
Todavia, houve um momento que engoli seco quando, me distrai com algo. A visão de seu membro ganhando vida, pela excitação que ele sentia por meus toques. Eu sabia que aquilo estava o incendiando por dentro.
Então, terminado uma perna, comecei a outra, saboreando cada sensação. E à medida que aquilo se estendia, eu podia ver que o Henry estava cada vez mais excitado, e eu também.
Meu interior também estava em chamas, só por observar as sensações e as reações que eu estava provocando nele. Eu sabia que seria muito avassalador para ele quando chegasse sua vez. Porque, o contato visual para o homem tem um poder incrível, aliado ao toque, então...
Terminando com os seus pés e as suas pernas, ergui o meu corpo. Ele me ajudou, tomando-me pela mão. Molhei mais as mãos no chuveiro, e renovei o sabonete nas mesmas. Sempre olhando em seus olhos, observando cada mudança de sua face.
Ele toca o meu rosto com carinho e diz:
— Amo a maneira com que você cuida de mim, e amo cuidar de você amor! Você tem mãos admiráveis, e é muito carinhosa princesa. Amo você cada dia mais!
— Assim como amo seus cuidados, mas amo muito mais cuidar de cada parte de você, meu lindo. Eu também amo muito você Henry.
Toco seus lábios com um beijo doce. Separando-nos em seguida, tomo suas mãos. Aproveito e começo com elas. Primeiro uma, depois a outra. E assim como nos pés, comecei com os dedos, um por um. Depois a palma, depois o dorso, para depois subir por seus braços. Demoro mais um pouco em seus bíceps, contornando cada linha, cada saliência, cada veia. Primeiro de um braço, depois do outro.
A esta altura nós dois tínhamos respirações ofegantes. Procurávamos manter o contato entre nossos olhos o tempo todo. Porém, havia momentos em que o Henry fechava os olhos para absorver as sensações e controlar seus impulsos quando a coisa se tornava intensa demais.
Fui em direção as suas costas, e nesta hora, sussurrei para ele.
— Feche os olhos meu amor, e apenas sinta através dos meus toques o quanto eu amo você.
Senti todo seu corpo tenso, e irradiar puro calor pela expectativa do que eu iria fazer. Fiquei na ponta dos pés e sussurrei em seu ouvido:
— A propósito, verdadeiramente eu amo você Sr. Lazar.
Ele geme, fica todo arrepiado, e diz...
— Também amo você Sta. Valerie, você não imagina o quanto.
Mesmo que ele não veja, involuntariamente estou sorrindo.
Comecei por seus ombros, e agora, eu os explorava ora com mãos espalmadas, ora com os dedos. E lentamente, ia descendo por suas costas. Ele gemeu quando comecei a deslizar deliciosamente dois dedos por cada vértebra de sua coluna da nuca até o cóccix.
Agora minhas mãos estavam em suas nádegas, e eu as massageava e apertava intercaladamente enquanto eu aproximava meu corpo até que os bicos de meus seios tocassem suas costas quentes. O que provocou gemidos em nós dois. Fazendo-o sussurrar meu nome...
— Ah... Valerie...
Subi minhas mãos novamente a sua cintura e lentamente fui contornando seu corpo buscando novamente contato com seus olhos. Ao estarmos completamente de frente, um para o outro, eu pude ver o quão excitado ele estava, o que provocou uma súbita onda de calor em mim.
Eu precisei manter certa distância para não tocar em sua ereção. Todo meu ventre se contorcia de desejo com aquela visão. E ao voltar a olhar seus olhos, eles eram selvagens.
Percebi que o Henry estava usando todas as suas forças para manter-se em controle e parado ali. Sua boca estava entreaberta e o vi morder o lábio inferior, quando contemplou os meus seios.
Observei também que suas mãos tremiam, creio que pela ânsia por me tocar. Comecei a massagear seus ombros para depois ir descendo em direção ao seu peito largo e esculpidamente perfeito, realmente como uma escultura.
Então, eu disse com uma voz sedutora:
— Calma meu amor, falta pouco, logo, logo será a sua vez. E, Henry, você é tão lindo amor...
E ele corou intensamente e respondeu muito roucamente, e lutando para encontrar sua voz:
— Ah Valerie, não sabe o quanto estou ansioso por tocar você. Você não tem ideia do que eu desejo fazer com você amor... eu amo tanto você linda, minha linda!
E eu disse em seu ouvido com voz de seda:
— Também amo você meu homem lindo e... eu estou ansiosa para que me mostre Sr. Lazar.
Ele estremeceu violentamente com aquilo, de forma que se segurou na parede, para encontrar forças para se controlar. Então, eu percebi que eu teria de ser bem mais ágil, porque eu sabia que toda a tortura que eu estava o proporcionando seria refletida em mim, quando fosse a minha vez. Eu fiquei totalmente arrepiada com este pensamento.
Desci as mãos de seu peito por seu abdômen. O Henry, realmente possuía um tanquinho admirável. Que nem Peter depois da transformação, onde tudo em seu corpo se intensificou, possuía. Peter tinha uma beleza incrível. Mas, o Henry... ele realmente é perfeito. Como a mais perfeita réplica de um anjo, porém dotado de mortalidade.
Ao chegar em seu ventre, desci meus olhos para aquela região, inclusive seu baixo ventre. Eu amava contemplar os efeitos que meus toques provocavam em sua ereção. Era incrível como aquilo me excitava. Saber que eu tinha tanto poder sobre este homem, de leva-lo a quase insanidade de tanto desejo, me deixava orgulhosa, e muito feliz.
Mordi meu lábio, quando percebi que “ela” crescia ainda mais com a nova onda de expectativa que o percorria, que agora era muito maior com minha proximidade.
Voltei a olhar para o Henry, e seus olhos estavam muito arregalados e lábios partidos deliciosamente. Busquei o sabonete novamente que mantive próximo, para usá-lo sempre que necessário.
Enquanto esfregava minhas mãos uma na outra, aproximei meus lábios a milímetros dos de Henry, dando-o um selinho sem tocá-lo em nenhuma parte do seu corpo a não ser nos lábios, para mostra-lo que ainda não podia me tocar.
Ele gemeu profundamente e arfou quando passei lentamente minha língua contornando seus lábios por inteiro, sentindo o quanto estavam macios e quentes. Assim que terminei ele correu sua língua por todo caminho que a minha tinha percorrido saboreando. E eu disse...
— Você é delicioso meu amor... amo você Henry – E ele respondeu com um meio sorriso.
— Nem tanto quanto você... eu também amo você princesa...
Agora, enquanto olhava seus olhos desci as mãos de seu ventre deslizando até seus pelos do baixo ventre, mais uma vez ele arfou e gemeu...
— Valerie... Por favor, não estou aguentando.
Aquilo me fez gemer também, pois o seu desejo alimentava o meu, minha intimidade se umedeceu ainda mais.
Continuei escorregando minhas mãos agora envolvendo todo o seu membro, fazendo-o arfar e gemer pra mim. E aproveite-me da espuma em minhas mãos, pois, facilitava os movimentos de vai e vem que tanto o enlouquecia.
Por mais que o Henry tentasse manter-se quieto, notei que era impossível para ele, então, ele começou a chocar-se em minhas mãos com destreza e sincronia com meus movimentos. Ele gritou meu nome e estremeceu, vacilando em seu equilíbrio, quando com precisão eu o apertei com força com uma mão enquanto explorava toda aquela região de seu baixo ventre, com a outra.
No entanto, foi exatamente neste momento, que ele segurou minhas mãos, enquanto sussurrava potentemente para mim.
— Chega, por favor Valerie... eu quero me satisfazer... dentro de você amor. E... agora é... a minha vez...
A sua voz saia entrecortada, e notei que ele estava usando todo o controle possível para pronunciar aquelas palavras.
Todo meu corpo ficou tenso, quando rapidamente, ele envolveu minha cintura com força levando–me em direção ao chuveiro. Para molhar o meu corpo que a esta altura estava seco, aproveitando a oportunidade para enxaguar o seu, muito próximo a mim, ora ele me trazia para água, ora me retirava e se colocava. Tudo aquilo sem deixar de me olhar, me observar.
Ele abriu um sorriso faceiro, e disse maliciosamente.
— Agora é a sua vez de ficar quietinha Sta. Valerie. Totalmente paradinha, não importa o que eu faça.
Eu arregalei os olhos e congelei com a expectativa, porque eu já sabia que a espera dele teria “troco”. E eu sabia, que no quesito provocação, o Henry é muito melhor do que eu, então minha tortura seria triplicada.
Assim, eu choraminguei:
— A Henry, seja bonzinho, eu já esperei tanto... por favor?
Eu sabia que eu não estava sendo justa ao implorar daquela forma, mas, eu não podia jogar tão limpo com o Henry, não neste caso, seu autocontrole supera a qualquer um, e isto o torna muito mais habilidoso em prolongar as coisas, principalmente em se tratando de prazer e sedução.
Ele apenas sorriu, acariciando o meu rosto e disse...
— Eu não farei nada que eu não possa recompensar você depois princesa. Cada parte disto é especialmente para você. Pois, eu já te disse, quando eu te der o que você tanto deseja, será milhões de vezes melhor e mais intenso. E te proporcionar prazer é o meu prazer amor. Confie em mim. Eu amo você minha noiva linda!
Eu sorri, porque eu sabia que era verdade, e simplesmente, eu disse:
— Eu confio. Meu noivo lindo e delicioso. Você é maravilhoso Henry.
E ele sorriu e mais uma vez acariciou o meu rosto. Em seguida, posicionou-me como ele queria, fora da água.
Ele começou a sua operação totalmente diferente de mim. Primeiro pelas minhas costas, onde eu não podia vê-lo.
Eu entendi, claramente, que era uma estratégia para me deixar ainda muito mais alerta, porque eu não saberia o que viria em seguida. Esse gesto era “tão Henry” ..., oque me fez sorrir abertamente, pois, ele não estava me olhando.
Por mais que eu tentasse ou me esforçasse, eu jamais seria tão habilidosa no quesito sedução e provocação que Henry. Eu jamais o superaria.
Tudo nele, sua personalidade, seus gestos, geram um tipo de expectativa e ânsia diferente, que alimenta um desejo, uma vontade. E em se tratando do jogo de provocar e seduzir, isto é um componente, uma ferramenta poderosa, porque deixa o parceiro ávido por mais, e dependente do outro.
É incrível ver como ele sabe usar isto na medida certa, porque isto utilizado de forma errada, pode deixar rastros de frustração. No entanto, da maneira que ele utiliza, estreita os laços de confiança, aumenta o desejo, a satisfação pelo bem-estar do outro e acima de tudo o prazer.
O Henry realmente é um amante incrível... E o mais formidável disto tudo, é saber que: ELE É MEU, pertence a mim. É um privilégio, uma dádiva sem fim.
Era maravilhoso sentir seus longos dedos percorrerem a minha pele. Ele sabia a precisão exata do aperto em cada região do meu corpo.
Quando ele terminou nas minhas costas, seguiu pelos meus braços.
Ele continuou em pé atrás de mim, mas, agora se aproximando mais. Porém, sem me tocar, a não ser com as mãos. Mas, era possível sentir as ondas de calor, emanarem do seu corpo.
Percebi que ele não tocou as minhas nádegas, o que me deixou ainda mais curiosa. O que ele estava planejando?
Em meus braços a coisa foi mais relaxante. Pois, uma só mão sua, envolvia todo o diâmetro de meus pulsos, antebraço e braço, então, ele percorria os dois ao mesmo tempo, deixando para dar exclusividade somente às mãos.
Senti quando ele desceu o seu corpo. Então, ele começou a deslizar suas mãos nas partes de trás de minhas pernas, primeiro tornozelos, canelas, panturrilhas, atrás dos joelhos. Espalmando as mãos com dedos bem abertos, quando chegou à região das coxas. Eu senti a pressão das pontas dos seus dedos se ampliarem ali.
Estremeci completamente quando ele chegou próximo à região da virilha pela proximidade do meu maior ponto de prazer, que a esta altura, eu estava em chamas, clamando por satisfação.
Entretanto, ele continuou subindo até chegar as minhas nádegas, massageando-as e também apertando com destreza. A esta altura, eu estava gemendo e arfando de excitação e ouvia seus gemidos e sussurros alimentados por minhas reações.
Sinto-o erguer o seu corpo, e assim como eu fiz antes, ele girou em torno da minha cintura, porém, sem tocá-la com as suas mãos, somente com as pontas dos seus dedos. E, aquele pequeno ponto, onde seus dedos tocavam minha pele, já totalmente sensível, era o suficiente para me enviar correntes elétricas que se espalhavam por todo o meu corpo.
Lentamente, ele desceu as suas mãos, pelas laterais dos meus quadris, passando pelas minhas coxas, até chegar aos meus tornozelos. Ele posicionou-se com um joelho ao chão, enquanto agora olhando para mim, faz sinal para que eu lhe dê, primeiro um pé, fazendo toda uma massagem de relaxamento ali, depois o outro.
Assim que termina os pés, ele começa o mesmo processo que fez na parte de trás de minhas pernas, agora pela frente. Só que agora, eu podia vê-lo, olhar em seus olhos, e ver todo seu desejo, todo seu amor por mim em suas írises que já não eram chocolates, mas negras como a noite de tanto desejo.
Minha respiração aumentou a intensidade, consideravelmente, quando suas mãos alcançaram minhas coxas, e os gemidos já corriam soltos por meus lábios.
Instintivamente entreabri as minhas pernas. O que o motivou a levar os seus olhos para minha intimidade.
Eu me senti agora, totalmente ruborizada pelo seu gesto, e ele também, quando voltou a olhar para mim, porque nota que eu percebi.
Quando se aproximou de minha virilha, levemente ele inclinou suas mãos para a parte central de minhas coxas, e continuou subindo deixando rastros de calor.
Minhas forças faltaram e eu estremeci, quando ele subiu suas mãos diretamente de minha virilha, para minha barriga, tocando muito suavemente meu baixo ventre no caminho claramente me provocando.
Agora, com as mãos espalmadas, ele apoia-se levemente em minha cintura e ergue seu corpo para ficar de pé de frente para mim.
Seus olhos não abandonam os meus, e toda a extensão de nosso desejo, é compartilhado por suas palavras mudas.
Ele agora está um pouco afastado, e começa a massagear minha barriga em toda a sua extensão, sobe pelas laterais, apenas contornando meus seios, e percorre meu colo, meu pescoço.
Sinto meus seios formigarem ansiando pelo toque de suas mãos. Ele desce seus olhos para vê-los. E volta a olhar pra mim, cheio de desejo por tocá-los, e diz:
— Eles são lindos, adoro toca-los... não só com as mãos, mas..., muito mais com os meus lábios...
Estas palavras mandam mais calor pra minha intimidade, e eu respondo, sussurrando, e olhando em seus olhos...
— Então, toque-os como quiser, são seus. São... sara satisfazer a você...
Seus olhos enegrecem ainda mais, e completamente. E ele morde seu lábio inferior com força, ao ouvir minhas palavras. Então diz:
— Nunca pensei que fosse possível amar tanto alguém Valerie... eu amo e sempre amei você. Mas, a cada dia, me surpreendo por te amar ainda mais, e eu tenho certeza princesa, que eu a amarei eternamente... e agora, eu sei por eu te desejo tanto. Pois, este amor alimenta e incendeia este desejo a cada dia...
Meu coração ardia diante daquelas palavras, de tal forma, que a emoção que eu sentia chegou até os meus olhos. Ele beija-os secando as lágrimas. E tudo em mim grita para dizê-lo:
— E eu nunca pensei que pudesse existir alguém como você Henry... você é um homem incrível. É impossível conviver com você, e ter a oportunidade de conhecer quem é você verdadeiramente, por trás de todas as armaduras que você construiu para se defender, sem amá-lo. Você diz que nunca teve escolha, mas, eu também, de certa forma, não tenho amor. É impossível para mim, não amar você. E eu amo verdadeiramente você Henry. E também tenho certeza, que aconteça o que acontecer meu coração e tudo em mim, é e será seu para sempre!
Agora sou eu que toco seus olhos com meus dedos secando suas lágrimas, enquanto beijo seus lábios transmitindo puro amor e recebendo também amor, num beijo singelo e sem pressa.
Quando nos separamos, ele volta a olhar primeiro em meus olhos, e embora ainda tenha desejo nos seus, eles estão mais suaves, porém, quando ele olha meus seios novamente, vejo toda a transformação que ocorre nele, incitada pelo desejo.
Seus olhos enegrecem por completo novamente, seus lábios se separam de novo, suas mãos em minha cintura, ficam trêmulas e ainda mais quentes.
Lentamente, ele leva suas mãos até meus seios, e começa a toca-los primeiro com delicadeza. Para em seguida aumentar a pressão. Eu grito quando ele faz isso, e ele sufoca meu grito com seus lábios, esmagando os meus contra os dele.
Quando o Henry, percebe que estou prestes a tocá-lo, com as minhas mãos, e estou aproximando o meu corpo do seu, ele diz em meus lábios:
— Ainda não... paradinha, princesa.
Eu congelo pela tensão. E ele continua assim, por um bom tempo, tocando apenas os meus lábios com os seus, beijando-me furiosamente, enquanto explora meus seios com suas hábeis mãos.
Eu grito novamente, quando ele aperta os meus mamilos e lentamente os puxa entre os dedos. Cada grito, cada gemido, é abafado por seus lábios, e agora o sinto conduzi-nos para a água. E enquanto ela corre sobre meu corpo ele abandona os meus seios. Fazendo-me gemer em desaprovação, ele sorri em meus lábios e diz:
— Calma meu amor...
Agora ele percorre todo meu corpo com suas mãos, retirando junto à água corrente, todo o restante do sabonete. Aquecendo-me inteiramente no processo. Então, finalmente ele me diz:
— Segure meus ombros, aconteça o que acontecer apenas os meus ombros amor.
E eu digo:
— Ah Henry, eu quero, eu preciso tocar você... – E ele responde:
— Só mais um pouquinho amor... eu prometo. Não se esqueça, eu amo você Valerie.
E simples assim, aquelas palavras aquecem e trazem paz ao meu interior agitado pela espera.
Lentamente agora, ele sobe seus lábios por meu pescoço, vai até o lóbulo de minha orelha e morde-o me provocando, desce para parte sensível de meu pescoço e beija ali. Solto um sussurro. Logo em seguida, ele intercala beijos com mordidas.
Ele continua descendo por meus ombros, primeiro um depois o outro. Sempre intercalando beijos com mordidas suaves, fazendo-me estremecer.
Então, os seus beijos correm pelo meu colo até chegar aos meus seios. Enquanto isto, eu solto gemidos e sussurros próximo ao seu ouvido procurando manter ao máximo o controle para conter o volume dos sons.
Contudo, o meu controle se esvai e eu grito o seu nome, quando ele suga com força meu mamilo enquanto toca com os dedos o outro. E em seguida inverte o processo para o outro seio.
Nesta hora sou tomada por tremores e sinto minha intimidade umedecer muito mais, e minha respiração acelerar. Então, me aproximo do seu ouvido, não me importando de tocá-lo com meus lábios, e digo como um lamento...
— Henry... eu realmente, não aguento mais. Eu quero demais você, amor...
Ele abandona os meus seios, e eu suspiro ansiosa...
Ele olha para mim com um olhar terno e diz...
— Acalme-se princesa. Eu não vou prolongar mais... afinal, o objetivo é dar prazer a você, e não a torturar amor. Se você me quer, é a mim que você terá! Amo tanto você minha Valerie!
Então, ele sorri timidamente para mim. E eu suspiro aliviada por suas palavras. Porque, eu estava a um passo de pegar fogo literalmente, mesmo debaixo d’água.
Ele volta a beijar-me com carinho, e sinto que seus lábios estão inchados, creio que os meus também. Gentilmente ele se afasta.
Ele ergue uma mão e pega acima da divisória do chuveiro o pacotinho dourado, que eu nem percebi coloca-lo ali. E, olhando para mim percebe minha especulação muda, e diz...
— Odeio isto, mas, até nos casarmos acho melhor usarmos, depois poderemos recorrer a outros meios se quiser.
Eu assinto com a cabeça afirmando. Porém, ele segura meu rosto para olhá-lo e diz antes de esmagar meus lábios com os seus...
— Repete... repete Valerie... O que você falou para mim.
Ele me beija e eu respondo entre beijos repetindo com uma voz, doce, suplicante e desejosa...
— Eu quero você... Henry... agora, meu amor...
Ele solta os meus lábios momentaneamente, para olhar em meus olhos.
— Eu já disse e volto a dizer amor, eu sou seu, somente seu, e para sempre...
Ele volta a beijar os meus lábios, e diz entre os beijos:
— Eu amo você Valerie, e... você pode me tocar agora, amor...
Eu não hesito. Percorro minhas mãos desejosas por sua nuca, suas costas, sua cintura puxando-o para mim, enquanto ele toca seu membro em mim, me provocando, e eu solto um gemido pela sensação maravilhosa.
Rapidamente ele se afasta para deslizar o conteúdo do pacotinho por sua ereção agilmente. E eu mordo meu lábio ao ver a cena. Era incrível como aquilo era estranhamente excitante. Eu creio que é porque anunciava que breve ele estaria dentro de mim, e meu interior comprime-se com a ideia. Ao terminar, ele beija meus lábios e diz...
— Envolva os braços em meu pescoço e segure firme princesa. E quando eu te disser “agora”, você envolve suas pernas em minha cintura.
Minha intimidade se espremeu quando eu percebi qual era sua intenção. Então, ele diz confirmando a minha suspeita...
— Eu quero penetrar você erguida em meu colo, tudo bem para você amor? Talvez eu precise apoiá-la no azulejo.
— Sim... eu quero também príncipe.
Com este gesto, sabia que o Henry estava preocupado comigo, e como eram nossos primeiros contatos íntimos mais profundos, percebia que ele não queria fazer nada que não fosse confortável para mim. Então, eu resolvi dizê-lo olhando em seus olhos...
— Henry... eu confio em você amor. E sei que o seu objetivo é me satisfazer. E o meu é de satisfazer a você lindo. Então, faça o que você quiser. Eu amo você Lazar, demais.
— Hum... princesa. Obrigado amor, por confiar em mim... Também a amo demais Valerie!
As minhas palavras, incendiaram não apenas a mim, mas a ele também, pois, deu-o todas as certezas que ele precisava para ir em frente.
Em seguida, ele voltou a beijar-me apaixonadamente e com ferocidade, acariciando minhas costas, meus quadris e cintura com uma urgência sem fim. Enquanto eu arranhava as suas costas e seus braços.
Quando já estávamos ardendo de desejo novamente, ele desceu suas mãos em minhas coxas, e ergueu-as até sua cintura, e disse em meus lábios...
— Agora Amor...
Eu abraçava sua cintura com minhas pernas com força, envolvia o seu pescoço com um braço e a outra mão estava em sua nuca arranhando-o e puxando-o junto a mim.
Ele envolvia a minha cintura com um aperto forte de suas mãos. Senti quando posicionou o seu membro em minha entrada, me provocando. Eu estremeci em resposta e mordi os seus lábios suavemente pela onda de desejo que me atingiu. E ele gemeu em meus lábios.
Nós dois gritamos juntos, nos lábios um do outro, quando ele me penetrou de ímpeto, bem fundo e forte.
Eu ergui minha cabeça para trás quando ele retrocedeu e investiu mais uma vez, com força. E aproveitando a deixa, ele beijou e mordeu o ponto sensível de meu pescoço. E eu gritei novamente, porém agora, o seu nome levando-o a gemer para mim.
Volto a beijá-lo, também preocupada em abafar os gritos, gemidos e sussurros em seus lábios. Nós ficamos algum tempo assim, ele erguendo-me e descendo-me segurando em minha cintura. Deslizando-me em vai e vem em sincronia, em seu membro... Enquanto as minhas mãos percorrem suas costas, arranhando-as quando as reações são muito intensas. Depois, os seus braços, a sua nuca. Tudo isto juntamente com os beijos.
Ele recosta-me no azulejo, e eu estremeço pelo frio, mas, logo o frio se torna agradável por contrastar com o calor incandescente do meu corpo, que a esta altura está todo em chamas. E o calor se multiplica quando, ele desce os seus lábios, fazendo um rastro de beijos até os meus seios.
Perco completamente o raciocínio quando ele começa a provoca-los ora um, ora o outro, beijando e sugando com intensidade e abundância. E aquilo faz meu prazer triplicar em mim, fazendo-me gritar seu nome e dize-lo...
— Henry... amor, você é maravilhoso... amo tanto você...
E ele geme em resposta para mim... Em seguida, ele abandona os meus seios para olhar em meus olhos...
— VOCÊ é maravilhosa princesa... E eu amo muito... você também Valerie! Minha noiva linda!
E voltamos a nos beijar com ainda mais vigor que antes. E parece que aquelas palavras e nossas trocas de olhares incineram ainda mais nossos corpos.
O Henry agora, investe com força e rapidez, e ainda mais fundo, e eu começo a apertar a minha intimidade ao redor de seu membro a cada investida, levando-o ao delírio, o que triplica as ondas de prazer que nos percorrem...
Em um determinado momento, ele diz com voz entrecortada.
— Ah Valerie... como é bom ter você princesa... e... você me enlouquece... de tão... linda e maravilhosa que você é... eu amo demais você amor.
Ele diz isto em meus lábios, intercalando com seus beijos vorazes.
E ao ouvir isto, eu comprimo minha intimidade ainda mais em seu membro, enquanto aumento meu aperto com minhas pernas em sua cintura. E ele geme alto em meus lábios. E algo queima em meu coração para dizê-lo:
— Eu sempre... vou procurar... ser o melhor para você... meu príncipe... porque eu amo você!
A frase sai como sussurro e totalmente intercalada por beijos, pois, é impossível querer deixar seus lábios neste momento.
Ele geme em resposta para mim, e aumenta seu aperto em minha cintura.
Depois de mais algum tempo neste mar de sensações, elas vão se tornando profundamente mais sublimes, mais poderosas.
Cada gemido, cada carícia, cada palavra de amor, mais intensa. Mais cheia de instintos dos mais variados e profundos da nossa alma. Fazendo-nos extasiar muito além do nosso corpo, mas sim, cada canto dos nossos corações.
Assim, a sensação de que estamos alto, o calor no estômago e a vertigem, aumenta desesperadamente... e eu digo:
— Henry... – E ele me responde. Já quase sem fôlego...
— Sim... amor. Juntos.
Ele aumenta ainda mais a rapidez das investidas, e eu grito seu nome agarrando-me a ele. Chegando a um prazer avassalador. E com mais uma investida, o Henry também grita o meu nome e se derrama em mim jogando a cabeça para trás.
Ele ainda investe mais algumas vezes, prolongando as sensações. Algo tão típico dele, me dar além. É impressionante perceber como é prazeroso para ele me dar não só o que eu necessito, mas ir além, transbordando para mim o seu melhor. Isto é “tão ele”.
Em um dado momento, ele para, e ficamos quietos naquela posição, com as nossas testas unidas, nossos olhos fechados, nos acalmando.
Eu fico acariciando os seus cabelos revoltos e lutando para não jogar todo o peso do meu corpo ainda mais sobre o seu, temendo pela consistência de suas pernas.
Estamos ainda com as respirações ofegantes, e corações quase, saindo pela boca...
O calor no ambiente é redobrado pela sensação de calor dos nossos corpos.
Passam-se mais algum determinado tempo, que eu não sei precisar o quanto demorou.
O Henry recupera as forças e me segura firme com uma mão na cintura, outra na nádega, levando-nos em direção a água. Enquanto ele procura os meus lábios e volta a me beijar docemente.
Estremeço, quando ele ergue-me e sai de dentro de mim, e lentamente ele me desce sem afrouxar o aperto em minha cintura, acho que temendo que eu vá cair.
Ele aproxima os seus lábios de meu ouvido e diz.
— Eu amo tanto você minha princesa, nunca se esqueça disto Valerie.
E eu repondo:
— Eu jamais esquecerei, mesmo por que você não deixaria amor, nós prometemos lutar sempre um pelo outro lembra? E a propósito, eu também amo você Henry...
— Realmente eu não deixaria amor...
E ele sorri para mim.
Ele beija os meus lábios novamente, enquanto a água morna corre em nossos corpos. Relaxando nossos músculos.
Ele pergunta:
— Como você está amor?
Como? Ele ainda pergunta? Mas, eu entendo o motivo, a sua infinita preocupação comigo...
Então, eu resolvo ser sincera.
— Cansada, ofegante... , mas, feliz, em êxtase, por que eu me sinto amada, cuidada, admirada e totalmente satisfeita, pelo homem mais belo, mais maravilhoso, delicioso, perfeito, e Meu... meu homem lindo, o meu príncipe. Você Henry Lazar!
Mesmo em meio a água do chuveiro consigo identificar as lágrimas, que insistem correr dos seus olhos. E é com os meus beijos que seco cada uma. Ele busca o ar com força para dizer olhando minha alma através dos meus olhos:
—Obrigado sua linda! E você é mesmo tudo isto, amada por mim, desejada ao extremo, por mim, admirada por mim e muito mais. Eu passarei toda a minha vida fazendo o meu melhor, para te deixar em êxtase e satisfeita amor. Esta é a minha prioridade, cuidar de você e amar você Valerie! E você me faz sentir exatamente isto amor, o homem mais feliz do mundo, só pelo fato de pertencer a mim! Você foi feita na medida exata para mim, e é capaz de superar todas as minhas expectativas a cada dia. Amo muito, mas, muito você minha princesa, minha noiva perfeita!
Ele agora percorre os seus lábios por meu rosto secando as evidências da minha emoção e volta a me beijar, com um beijo de puro carinho e amor, sem pressa, sem desespero. Um beijo que irradia sentimentos.
Mais algum tempo, e ele se afasta e diz.
— Consegue ficar em pé sozinha, um minuto, amor?
Afirmo que sim com a cabeça. E ele me dá um selinho, afrouxando lentamente o aperto em minha cintura, acho que para ter certeza.
Então, ele se afasta, e sai rapidamente de costas para mim e vai em direção à lixeira do banheiro, vejo ela se abrir, ele jogar algo lá, e sei exatamente o que é.
Enquanto ele vai me pego olhando maravilhada o seu corpo. Hum... O Henry possui uma bunda linda, perfeita, aliás, uma correção, tudo nele é perfeito...
E, possessivamente eu penso: e minha...
Como é possível, eu sou a mulher mais privilegiada do mundo, por que eu tenho este belo homem que eu amo, e que me ama, apenas para mim... Vejo-o voltar, ainda alheio as minhas observações.
Ele volta, e eu pergunto timidamente...
— Henry, eu percebo que você tem estado preparado para isto.
Não faz sentido, mas eu coro profundamente ao dizer. Noto que ele não entendeu.
— Como assim? – Realmente não entendeu.
— A precaução amor...
Digo com o rosto queimando. Ele ainda continua sem entender.
— A camisinha Henry...
Eu estou roxa a esta altura, tenho certeza. E ele também fica vermelho, e nossa... ele fica ainda mais lindo e mais Sexy coradinho, eu amo vê-lo assim. Hum... apenas este pequeno incidente é capaz de me fazer quere-lo novamente, meu Deus!
— Ah... Hãm... Digamos que sim, eu tenho estado preparado Valerie... mas, eu já havia dito a você que eu duvidava muito que eu fosse aguentar a espera e que eu já vinha pensando sobre o assunto... realmente, eu não esperava que fosse agora, eu estava prevendo, talvez algo para após a viagem. Por que eu imaginava, que nós dois, estaríamos em desespero quando você chegasse..., no entanto, depois dos meus sonhos desta noite, e também do seu sonho, e o fato de você ter chegado aqui naquele estado, e ter dito sinceramente o que estava sentindo pra mim, foi demais pra eu suportar... E quer saber, eu não me arrependo. Realmente tudo foi maravilhoso, e eu estou me sentindo, muito bem amor, sério.
Percebi que ele disse isto preocupado, por eu estar cogitando a possibilidade de ele ter se arrependido... Entretanto, eu desvio o assunto.
— Mas, e se houvesse acontecido lá em casa?
Claro, que perguntei isto, com segundas intenções. Agora, foi a vez dele de ruborizar.
— Bom... Eu estaria preparado também.
Contudo, ele percebeu o que estava por trás de minha pergunta.
— Mas, algo me diz, que esta pergunta tem uma motivação e uma finalidade.
Fico ainda mais vermelha, eu tenho certeza, porque as chamas do meu rosto estão insuportáveis.
— Sim, tem. Mas, eu já sabia de certa forma. – Ele me olha boquiaberto e pergunta...
— Como? – Vi que ele estava realmente curioso.
— Bom aquele sonho que eu tive. E por falar nisto você disse “sonhos” desta noite, foram dois? Com o que foi o outro?
— Ah sim, o seu sonho, que eu nunca soube o que dizia...
Eu fiz de conta que não estava prestando atenção nesta parte.
— Bem... um dos meus de hoje, foi na mesma linha dos nossos daquele dia. E, este foi o motivo de eu conseguir fechar os olhos, apenas às quatro e quarenta da manhã, o que explica as minhas olheiras.
— Nossa amor..., eu não sabia me perdoe. Mas, o outro foi o com a sua mãe?
— Perdoar? Por que exatamente? Você transformou em realidade cada desejo meu... e foi muito melhor ainda, do que na fantasia minha noiva linda.
Sorri com seu comentário, porque ele estava com a razão. Pois, o Henry das minhas fantasias e as sensações que ele me provoca, não chega aos pés do real. Ainda bem.
— E sim, foram dois. O outro, como eu te falei, foi com a minha mãe sim, e eu não sonhava com ela há anos.
Eu percebi que ele não ficou triste ao me falar aquilo. No entanto, não quis força-lo, se quisesse falar mais alguma coisa, ele mesmo falaria.
— Tudo bem então, se você quiser falar sobre isto depois estou à disposição amor.
— Obrigado amor. E vamos sim, mais tarde. Porque, eu quero mesmo compartilhar o sonho com a minha mãe, com você, em detalhes...
— Mas voltando ao assunto da precaução. Eu vou gostar de trocar o método sim, após casarmos.
Eu digo ainda vermelha.
— Sinceramente, eu fico feliz com isto, eu quero contato pleno com você, aquilo é péssimo. Mas..., entendo que é necessário. Já que decidimos esperar na questão de filhos.
— Claro... nós vamos esperar. Uma coisa de cada vez. Realmente me agrada a ideia do contato pleno.
Eu notei que ele queria me dizer algo, mas estava desconfortável. Fiquei o observando. E ele finalmente disse.
— E por falar nisto Valerie...
Ele chega mais próximo, acaricia o meu rosto e diz muito vermelho...
— Eu quero saber se... em algum momento eu... machuquei você?
Eu já ia perguntar como assim? Um segundo antes da compreensão me atingir. Corei até a raiz de meus cabelos. Mas, eu respondi:
— Claro que não Henry. Verdade. Você é muito carinhoso amor, muito preocupado comigo o tempo todo, muito consciente do que está fazendo, você é muito especial meu lindo. E... eu adorei... hã... a” surpresa”.
— Hum.... Sério? Gostou mesmo?
Ele disse ainda vermelho e bastante tímido.
— Amor você também é muito carinhosa e especial.
— Claro, gostei muito. E obrigada Henry. E sabe o que eu gostei mais?
E ele me olhou curioso.
— Eu não faço ideia...
— O fato de ser meu. Somente meu...
Eu disse embora vermelha, muito presunçosa. E fui retribuída com um sorriso lindo.
— Sim, seu. Para sua, somente sua, satisfação meu amor. Amo tanto você minha noiva!
E ele me da um beijo delicioso.
— Tanto quanto amo você meu noivo lindo! – E ele sorri, muito feliz.
E agora, terminamos nosso banho, rapidamente e juntos, enquanto conversamos e brincamos sobre coisas triviais. Em um determinado momento ele diz...
— Hum... Valerie, temos um problema. Se eu pegar uma tolha para você, a minha avó vai desconfiar, pois, eu uso uma, e ai?
— Bom, se não se importar, eu me enxugo com a sua, sem problemas Henry.
— Claro que eu não me importo, perguntei por você Valerie.
— Eu?... Eu vou adorar, assim, eu fico com seu cheiro em todo meu corpo Sr. Lazar.
Ele sorri timidamente, mas, passa-me a toalha primeiro, dizendo que é para eu usá-la ainda seca.
Nós saímos e nos vestimos, e noto como ele me observa em cada movimento que faço, assim também como faço com ele.
Quando ambos estamos vestidos, aproximo-me dele e retiro a sua touca de banho, para em seguida retirar a minha.
Ajeito os seus cabelos e em seguida, vou ao espelho pentear o meu. Tudo impecavelmente normal a não ser pelos olhos, pois, há brilho no olhar dos dois.
Percebo a letra da música que está tocando, e vejo que a letra refere-se a tudo que sinto desde que o tenho em minha vida. Ele percebe que eu me demoro em observa-lo e diz.
— Valerie... no que você está pensando?
— Bom... primeiro, eu estou pensando, que esta música expõe em palavras, tudo o que eu sinto depois que você entrou na minha vida amor.
Ele sorri lindamente para mim.
— E depois... em se... se vamos passar totalmente despercebidos.
Ele me lança um olhar preocupado...
— Você... está... arrependida?
Ele pergunta-me com uma nota de tristeza em sua voz. E, eu fico horrorizada por ter dado a ele aquela impressão. Pois, não há nada de arrependimento em mim. E sim preocupação, e vergonha, por esta ser à primeira vez que eu venho a casa dele e o fato de poder ser surpreendida fazendo...
Mas, é apenas isto. Corro em sua direção, tomo o seu rosto em minhas mãos, beijo seus lábios ternamente, e volto a olhar em seus olhos quando falo:
— Arrependida? Eu? Por ter feito o que eu mais queria no mundo? Por ter feito amor com você? Por estar me sentindo a pessoa mais completa e mais feliz da face da terra? De jeito nenhum Henry. Eu não tinha dúvidas... e você sabe disto. Eu te amo e te desejo demais. E quer saber, você é meu noivo!
Ele solta um lindo sorriso e seus olhos se enchem de lágrimas, emocionado por minhas palavras. E ele diz:
— Obrigado. Para mim também foi maravilhoso fazer amor com você, Valerie! A melhor experiência da minha vida, futura Sra. Lazar. E tudo que você disse se aplica a mim. E eu amo muito você. Mas, é que, a sua pergunta...
E eu o silenciei com um dedo e disse:
— O que eu quis dizer, é que, eu fico envergonhada por pensar que alguém possa perceber que na primeira vez que eu vim a sua casa, eu me tranco em seu quarto, para... Bom, você entendeu.
— Sim, eu entendi. No entanto, eu acho que você não deve se preocupar com isto, haja naturalmente. E no mais, você mesma disse, você é minha noiva Valerie! Dentro de pouco tempo, em menos de dois meses, estaremos casados. Certo?
— Certíssimo.
— Mais uma coisa Valerie, eu li uma coisa esta semana em um livro. Que mexeu muito comigo, e agora eu posso compreender claramente o que queria dizer... e creio que isto se aplica totalmente a nós amor...
— Sim, e o que é?
Eu perguntei-o curiosa. E ele toma meu rosto em suas mãos e pronuncia:
“O amor é a força mais poderosa do mundo. O amor pode fazer qualquer coisa.”
— Eu realmente creio que isto se aplica a nós. A tudo que nós passamos a tudo que vencemos. Eu amo você demais, e meu amor nunca me permitiu desistir, mesmo quando não havia nada para que eu me agarrasse, ou que me desse alguma esperança. O meu amor por você, me fez crer, contra todas as expectativas. E hoje, estamos aqui, a um passo de eu ter você como minha esposa. Ao mesmo tempo, que você ao descobrir que me ama, resolveu lutar por mim, para me curar, e olha o quanto você já conseguiu em tão pouco tempo. Quantas barreiras você, com o seu amor por mim, não destruiu no meu interior? Realmente o amor é uma força poderosa Valerie. E... eu amo você minha vida.
Ele terminou as palavras com lágrimas. E eu iniciei as minhas também com lágrimas...
— Eu também amo você, Henry. Nunca perca a fé nisto. Aconteça o que acontecer, eu sempre vou estar aqui por você. Mesmo que algum dia aconteça algo que queira me tirar de você amor, nunca duvide, eu volto por você, pois, nada é capaz de me separar de você a não ser a morte lindo! E confesso que, eu nem sei se ela é realmente capaz...
Ao concluir, ele me beijou com ternura, depois o beijo evoluiu para um beijo de paixão, porém com uma ponta de medo e ansiedade...
— Valerie, nem pensa em uma coisa destas, eu não posso ficar sem você amor, por favor...
— Então, confie que aconteça o que acontecer, você não ficará. Tudo Bem?
— Sim amor, assim também como eu nunca seria capaz de te deixar. Você é a minha vida Valerie.
— Eu sei lindo, e eu amo você Henry.
— Também princesa!
Passamos alguns minutos olhando nos olhos um do outro, até que ele me dá um selinho.
Terminamos de nos aprontar e eu disse ao Henry...
— Você se importa se eu ficar com a sua avó até a hora do almoço? E, então, você passa por aqui e me busca...
— Claro que não me importo. Ela irá adorar. Te pego mais tarde então.
Mas antes dele sair, ele vem até mim e envolve-me em seus braços e eu me envolvo em seu pescoço e dá-me um beijo apaixonado e diz-me:
— Obrigado por ter vindo hoje, e... obrigado por me amar Valerie.
— Lindo, não há como não amar você Henry, você é muito especial amor, tenho orgulho de você meu príncipe!
Então ele me dá outro beijo, agora suave e emocionado. Após, um tempo nos braços um do outro, ele move-se, desliga o som e deixamos o quarto. Ele me leva até sua avó e fico impressionada com a alegria em seus olhos quando ela me vê.
— Madame Lazar.
Eu tomo sua mão, e ela olhando para o Henry, que assente positivamente com a cabeça, me puxa para um abraço emocionado dizendo:
— Ah minha querida, esqueça as formalidades... Eu já considero você minha neta...
E eu retribuo seu abraço com carinho. E percebo naquele gesto, o quanto aquela senhora é carente. E que toda aquela máscara de frieza e polidez não passa de uma demonstração de o quanto é solitária.
Eu decido que a partir daquele dia, eu mudaria isto. Eu darei a ela também, uma parcela do meu carinho e amor, afinal, ela é tudo o que o Henry ainda possui como família.
— Obrigado Madame Lazar... eu fico feliz por isto, principalmente porque agora não tenho minha avó. Seria uma alegria se o Henry a compartilhasse comigo.
E ele me lança um olhar fingindo ciúmes e diz:
— Desde que deixe um pouquinho para mim, tudo bem.
Ele diz e sorri. E, após, conclui:
— Bom, agora, eu preciso ir. Vovó cuide da Valerie para mim. Eu venho busca-la na hora do almoço para leva-la para casa. E amor, qualquer coisa que você precisar, eu estou na ferraria.
Ele vem, beija o rosto da sua avó, e dá um selinho rápido em meus lábios e se vai.
POV HENRY
Nunca em minha vida senti-me como hoje. A paz, a alegria, a leveza. Tanto o meu corpo, quanto minha alma está bem. Sinto-me descansado, forte, amado, desejado e feliz, muito feliz.
Por muito tempo, eu acreditei que eu nunca me sentiria assim, acreditei que nada fosse me trazer de volta a alegria de viver, o viver por um propósito. Ela trouxe tudo isto de volta. Como ela realmente mudou a minha vida.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Todos os meus medos e inseguranças, ela mostrou que eu posso vencê-los. Ela tem mostrando-me, dia a dia, que sou mais forte que eles. Que eu sou capaz.
Valerie tem me ensinado a acreditar. Porém, não é acreditar que tudo será perfeito, que o mal não pode acontecer. De que tudo é seguro. Não. Mas, acreditar que, mesmo com as imperfeições, os obstáculos, as dificuldades, ainda é possível conseguir.
É possível continuar sonhando, desejando o que almejamos. Acreditar que ainda que o mal se abata sobre nós, é possível vencê-lo. Acreditar, que mesmo em meio às perdas, é possível ganhar. Desde que se aceite recomeçar. E acima de tudo, acreditar que verdadeiramente o amor é nossa arma mais poderosa.
Foi tão impressionante a ouvir dizer aquelas palavras para mim pela manhã. Aquelas palavras que evidenciam que eu sou fundamental para vida dela, que ela precisa de mim para se sentir segura, que ela necessita do meu consolo, do meu abraço, do meu apoio. O quanto eu sonhei com isto, o quanto eu desejei. E elas não param de saltar em minha mente:
“Eu amo você... muito... muito mesmo. Hoje eu pude ver que nada neste mundo, é capaz agora, de me dar segurança, e de me transmitir paz em meio ao caos, do que você, o seu abraço. A sua presença. Você é tudo para mim. Quero que você saiba isto.”
Às vezes me assusta o quão rápido as coisas tem acontecido. Chega a me dar medo. E é o mesmo medo que ela tem. É muita felicidade. Numa proporção que eu não estou acostumado.
O amor que sinto por ela é uma força tão intensa e tão esmagadora, que chega a ser difícil de raciocinar. E o que é mais assustador ainda, é que agora, eu também me sinto amado na mesma proporção.
Como me angustiou aquele sonho da Valerie. Eu nunca vou deixar de ter uma dívida com o Peter, por ter salvado a Valerie das mãos daquele ser mesquinho que é o Mildrad.
O Peter, naquela época, não permitiu que nada acontecesse a ela. Hoje está em minhas mãos, eu também não posso permitir. Eu não posso facilitar quanto à segurança de Valerie.
Vou precisar conversar com Marvel sobre isto. Aproveitarei que ele estará no jantar sábado. Eu preciso colocá-lo a par. Eles precisarão tomar cuidado com ela no período em que ela estiver na casa deles.
Ao pensar nisto, me lembro do sonho com a minha mãe. E automaticamente uma certeza de que algo está para acontecer me preenche me dando um desespero terrível. Eu não posso perder Valerie. De maneira alguma.
A única coisa que não compreendo é que o pedido da minha mãe é não desistir, mas por quê? Eu nunca desistiria dela. Esta peça não se encaixava em minha cabeça. Creio então, que ainda não é hora de saber claramente do que se trata.
Surpreendo-me repassando cada detalhe dos nossos momentos íntimos. E sou tomado por uma forte emoção por cada gesto, cada palavra, cada sussurro, cada gemido. Tudo ainda me faz perder a razão.
Foi tudo tão intenso e tão verdadeiro, que só de me lembrar, eu fico atordoado. Eu quero surpreendê-la hoje, fazer-lhe uma surpresa de agradecimento. E terá de ser na hora do almoço.
Então ao chegar à ferraria, vou adiantar tudo e comprar flores e mandar entregá-las para eu poder levar ao chalé, antes de chegarmos lá para o almoço. O problema é que eu preciso ajeitar as coisas na ferraria, deixar tudo pronto, porque amanhã, eu não estarei aqui.
Chegando à ferraria, eu encontro o Cedrico com tudo adiantado.
— Ei Cedrico, desculpe a demora.
— Sem problemas Henry, já adiantei tudo aqui, eu só estava esperando você chegar para fazer as entregas. E a Valerie como está?
— Bom, agora ela está melhor. — Não deixei de pensar com satisfação, nós dois estamos. — Deixei a minha avó com ela. E vou levá-la pra casa na hora do almoço.
— Henry, desculpe a pergunta, mas é que fiquei preocupado, nunca vi Valerie daquele jeito. Não era só a fraqueza física, mas o olhar angustiado. – Respirei fundo. Cedrico era realmente observador.
— Bem, o que eu posso dizer... É que ela está assustada. Porque, ela teve um sonho horrível...
— Eh... cara... Eu tenho medo dos sonhos de Valerie. Deve ser coisa séria então, para ela estar naquele estado.
— Você nem imagina o quanto... eu apenas vou te dizer uma palavra que você entenderá o nosso desespero... “Mildrad”.
Cedrico perdeu o equilíbrio e quase caiu pra trás, com uma mão na boca para abafar o espanto.
— Desculpa Henry... meu Deus... não precisa nem falar nada. Eu posso imaginar. Agora eu entendo o desespero dela.
— Imagina o meu! Sabendo que dentro de dias ela vai estar na casa deles.
— Bom, mas ele não vive mais com eles, desde que a mãe adoeceu, Marvel disse que ele corre de lá, só para fugir das responsabilidades. Mas, realmente não é bom facilitar...
— Sim, eu sei. Sábado eu pretendo aproveitar a oportunidade e conversar com Marvel. Se quiser, gostaria que estivesse perto.
— Claro Henry.
— E outra coisa, precisamos concentrar planos para o reforçamento da segurança do Chalé na reforma. Eu não posso facilitar mesmo Cedrico.
— Acho bom mesmo. Inclusive, acho melhor não a deixar mais sozinha por lá, nem durante o dia por enquanto, Henry.
— É... eu sei, eu já estou pensando nisto, vendo o que posso fazer. Estou quase enlouquecendo de preocupação.
— Eu entendo, não é para menos. Eu preciso avisar as meninas para terem cuidado, tudo bem para você Henry? Eu acho bom que vocês avisem a Suzette.
— Suzette já sabe. E fale mesmo com as meninas. Bom, vá lá, e faça as entregas, e faz um favor pra mim, vai até a floricultura e peça o menino para vir até aqui com o catálogo.
— Sim, claro. Estou indo, até mais Henry.
— Até mais Cedrico.
Enquanto Cedrico sai, preparo as encomendas que restam, adianto todos os serviços.
Quando o rapaz das flores chega, faço uma encomenda de um buque de rosas vermelhas, com lírios brancos. Peço uma cesta de pétalas de rosas vermelhas também. Pois, me surgiu uma ideia...
Aproveito e encomendo flores para amanhã, para os noivados e mais três buques de rosas vermelhas. E um arranjo especial, a parte, para mais tarde, quando todos forem embora, após o jantar. Quero surpreendê-la, porque dentro de uma semana ela vai estar longe.
Passam-se mais uma hora, o Cedrico chega, e eu estou com quase tudo já pronto. Ele me ajuda a concluir. Separamos as entregas e conferimos com os pedidos. Passam-se mais uns vinte minutos e as flores chegam.
— Nossa, que lindas Henry.
— É. Eu também gostei. Obrigado... Cedrico, eu preciso dar uma corrida até o chalé pra deixar isto lá, antes de Valerie chegar. Quero alegrá-la um pouco, para ver se a faço esquecer o estresse do sonho.
— Claro Henry! Vai lá.
— Ah, antes de ir... Eu aproveitei e encomendei flores para amanhã, para prepararmos a casa para os noivados, e três buques, um para Valerie, um para Prudence e outro para Roxane. Para eu, você e o Marvel entregarmos durante a comemoração. O que achou da ideia?
— Você ainda pergunta? Como tudo que você faz, não é Henry? Maravilhosa!
Cedrico dá uma risada leve. Eu não aguento e caio na gargalhada, porque eu me lembro de Valerie dizendo isto para mim. Só o Cedrico mesmo pra me fazer rir em meio a tudo. Ele não entende nada e me pergunta confuso...
— Nossa... o que eu falei de engraçado?
— Nada, é que você falou igualzinho a Valerie fala para mim, e isto foi engraçado. – Ele entende e acaba rindo ainda mais. – Bem... Eu vou lá Cedrico, se ela aparecer e perguntar por mim, diga que eu sai rápido e não demoro.
— Pode deixar comigo.
Saio, e antes de ir ao chalé, vou até o dono dos terrenos, para fechar os negócios. Eu já havia falado com ele hoje cedo, antes de abrir a ferraria. Pago, pego as papeladas. Levo juntamente com as rosas e a cesta para o chalé.
Eu pretendo entregar os documentos a Valerie no almoço como um presente. Porque, eu comprei o nosso terreno no nome dela, realmente como um presente, e o que farei a casa da sua mãe e da minha avó no meu.
Eu resolvi comprar os terrenos um de fundo com o outro, pois, eu poderei colocar portões de acesso em cada uma das casas, para a nossa. Pensando no acesso livre das crianças no futuro, para a casa de suas avós. Sem precisar se locomover pelas ruas.
Chegando ao chalé, vou até o meu quarto e coloco o buque em cima da cama, do lado em que ela fica. E sigo com a ideia que tive com as pétalas.
Faço um rastro, um caminho que indica onde ela deve ir, quando chegar aqui. Primeiro, da porta de entrada até o quarto, depois da porta do quarto até a cama para encontrar o buque, semeio algumas sobre a cama também.
Depois, faço um da cama até a cômoda, onde estará à cesta com algumas das pétalas por sobre os documentos, como um presente. Surge-me mais uma ideia. Preparo duas taças e coloco também na cômoda, ao lado da cesta, e preparo um lugar entre pétalas para colocar um baldinho de gelo com champanhe quando chegarmos para comemorar.
Volto para a cozinha, tomando todo o cuidado pra não pisar nas pétalas e não estragar o meu trabalho. Vejo que o almoço está todo adiantado. E fico orgulhoso de ver mais uma vez o quanto ela é organizada e competente.
Resolvo ir até o seu quarto, mais especificamente, seu banheiro, e buscar um perfume dela para jogar nos rastros de pétalas e nas flores. Porque sei que Valerie é muito sensitiva. Ela adora aromas. Assim que concluo tudo, volto para ferraria.
Durante o trajeto, não deixo de pensar novamente em como foi maravilhoso fazer amor com ela. Ela é incrível, sensível, habilidosa, sedutora, espontânea e linda. Seu corpo... é perfeito. Cada curva, cada linha, cada traço. Parece uma obra de arte, perfeitamente acabada.
Tudo nela me enlouquece, o rosto, principalmente quando esta ruborizada. Seus olhos, que me dão acesso a sua alma e sondam com profundidade a minha. Suas mãos, tão pequenas e delicadas, mas ao mesmo tempo, tão ágeis, habilidosas e quentes. Sou acometido com as lembranças das sensações que aquelas pequenas mãos provocam em mim, em cada parte do meu corpo, e calor passa a percorrer todo meu íntimo...
Seus braços, são tipicamente femininos; as pernas dela são lindas, com coxas muito bem delineadas; quadris largos e perfeitos; cintura fina, que adoro percorrer com as minhas mãos.
Mas..., há algo nela que me enlouquece completamente... os seus seios, fartos, redondos, mais alvos que a sua bela pele, e rosados ao centro, firmes e... eles... Verdadeiramente me fascinam.
Apenas de pensar nestes detalhes, minha respiração, as batidas do meu coração, e o meu corpo, se alteram completamente. Ela realmente é linda, e minha... E breve, muito em breve, para sempre. Como agora, eu desejo ainda mais me casar com ela.
Confesso que ainda não é tão confortável pra mim, saber que não conseguimos esperar até o casamento. O que me conforta, é saber que ela queria muito, e talvez, agora, ela perceba realmente que eu estou disposto a tudo por ela, que nem minhas barreiras emocionais são capazes de me afastar dela.
No entanto, a cada minuto, a ânsia que tenho de torna-la minha esposa, é insuportável. Eu resolvo que não irei me torturar por isto. A não ser que se torne necessário. Ao que parece, ela também está muito feliz.
Achei fantástico o que ela disse para mim, sobre ter gostado da “surpresa”. E pelas suas ações e reações, acho que gostou mesmo. Realmente ela tem uma disposição incrível. Creio que agora as coisas vão ficar ainda mais difícil após à viagem, sem ela aqui. Preciso mesmo adiantar a reforma, para poder marcar logo o casamento. Não posso mais protelar.
Não deixo de pensar em como será nossa rotina de agora para frente. As noites sem ela agora, serão insuportáveis. Realmente não estou arrependido. Eu a quero ela me quer, eu a amo, e ela me ama. Somos adultos, conscientes e noivos. E no fundo, eu sinto que nós dois precisávamos disto. Mas, por que o fato de não ter esperado, ainda tem que me trazer tanto desconforto? Resolvo que a melhor forma de vencer este desconforto é conversar abertamente com ela. E é o que farei no momento certo.
Ao retornar à ferraria, consigo adiantar mais alguns pedidos que o Cedrico recebeu. Os preparamos para entrega-los ainda hoje. Estou realizado por que, realmente, com Cedrico aqui, me ajudando, eu estou conseguindo fazer muito mais do que eu fazia, e em um tempo muito menor. E como que percebendo o que estou pensando, o Cedrico diz...
— Henry, eu tenho uma boa notícia pra te dar... – Olhei-o atento.
— Sim, pode falar...
— Todos os clientes sem exceção, tem elogiado a rapidez com que as entregas dos pedidos têm sido realizadas. Estamos recebendo muitos elogios... E não sei se você já percebeu... – Não o deixei completar pela empolgação...
— Muitos mais pedidos também... Sim, tenho percebido, e estou muito feliz Cedrico, quero que saiba que você é em grande parte responsável por isto também...
Eu estava com vontade de dizer algo pra ele, mas como sempre, minha primeira reação é reprimir emoções, mas, descido que desta vez será diferente...
— Você é uma ótima pessoa Cedrico. Competente, inteligente, esforçado, bom funcionário, e... verdadeiramente um ótimo amigo. E... muito em breve, eu e a Valerie, teremos uma surpresa para você e para Prudence. Mas, por enquanto... ainda é surpresa...
Eu terminei sorrindo. Pude perceber que ele estava emocionado, buscando as palavras para se pronunciar. Até que conseguiu...
— Cara, você não faz ideia, do que você Henry, e claro que também Valerie, representam para mim. Eu considero vocês, uma extensão da minha família. Muito obrigado mesmo, você é como um irmão para mim. De verdade.
— Eu sei, e posso dizer o mesmo para você Cedrico...
— Sabe Henry, embora vamos ficar oficialmente noivos juntos, tenho a impressão que você se casará antes, estou certo?
— Ah... sim, eu pretendo anunciar isto no noivado. Mas, para você, eu não me importo de falar... nós nos casaremos, dentro de no máximo dois meses. Por causa da viagem de Valerie e da reforma...
Eu sabia que ele iria perguntar se então decidimos morar no chalé. Resolvi ser verdadeiro falando quais eram os planos, somente ocultando que eu e Valerie deixaremos ele e Prudence morar na casa até a deles ficar pronta. Isto é algo que eu e Valerie faremos juntos.
— Bom... então, eu deduzo que vocês decidiram morar no chalé...
Acertei em cheio. E dou um sorriso a ele como resposta.
— Em parte sim Cedrico... ela me convenceu, e você já deve imaginar o por que..., entretanto, eu a convenci a comprar um terreno aqui, e assim que terminar com o Chalé, construiremos uma casa aqui na vila. Eu também comprei outro terreno e vou dividir pra fazer duas casas menores, uma para mãe dela e outra para minha avó. Para elas estarem mais próximas, e não ficarem totalmente sozinhas, mas, cada uma com seu espaço, com sua privacidade. E deixaremos as casas delas para que aluguem. Será como uma renda para elas, para que levem uma vida confortável. Estes são os planos. Estou tentando convencer Valerie, de que quando as crianças chegarem, será melhor virmos morar pelo menos por um tempo aqui, ou ficarmos ora aqui ou ora lá. Para que ela mesma tenha mais suporte junto a sua mãe e a minha avó com as crianças. E para que as mesmas tenham suas avós, por perto. No entanto, você sabe que convencer Valerie não é uma tarefa fácil, não é mesmo?
E ele sorriu concordando.
— Se sei..., mas, tenho que dizer... Henry eu acho incrível, como você nunca consegue fazer os seus planos sem pensar nas pessoas, e pelo que parece, Valerie não é diferente. Até nisto você são cumplices, é bem legal isto.
— É sim... obrigado Cedrico! Mas, pensa bem, o que adianta ter tantas coisas, e não estar disposto a suprir as necessidades daqueles que amamos e não tem? A vida não teria muita graça se não fosse assim.
Ele sorri, e sei que ele está pensando que nem todas as pessoas são assim.
— Você sabe, que nem todos são assim. Você é uma raríssima exceção, que encontrou outra raríssima exceção, como esposa.
E agora, rimos os dois abertamente, e apenas digo casualmente.
— Bem... eu ainda fico feliz por sermos assim, eu não queria ser diferente. Olhe, está na hora de irmos almoçar. Você faz as entregas para mim?
— Claro, eu já ia propor, pois, é caminho. E assim, você pode ir logo buscar Valerie. Até mais Henry.
— Até mais Cedrico, bom almoço...
Organizo mais algumas coisas, adiantando para o expediente da tarde... demorando uns quinze minutos... antes de entrar, eu resolvo ir até Roxane, porque eu precisarei agir rapidamente em relação à Mildrad, e vou precisar de Marvel.
Quando, cheguei lá, ela me disse que o Cedrico havia acabado de sair dali com Prudence para almoçar. E que contou para ela o que está acontecendo...
Então, antes que eu falasse, ela se ofereceu para intermediar as questões com Marvel. Ela deixou claro, que também está apreensiva desde que estivemos juntos no outro jantar, e que Marvel também estava e já havia conversado com ela a respeito, e que ele disse que estaria de olhos abertos e buscando algumas informações sobre Mildrad, só para prevenir.
Ela também me disse, que ele gostaria de conversar comigo a respeito, então, eu disse a ela que falasse com ele que separássemos um momento para conversarmos no noivado. E ela concordou. Agradeci a ela, e voltei rapidamente para casa.
No caminho, fortaleço alguns planos que tenho feito a respeito de contratar guardas do Reino, experientes e qualificados para reforçar a segurança de Valerie e de todos nós... minha cabeça está a mil, com estas preocupações, e o coração aflito.
Contudo, assim que eu chego em casa e escuto sua voz a conversar com a minha avó, imediatamente, a minha mente e o meu coração, se desligam dos medos e preocupações.
Eu percebo mais uma vez, maravilhado, os efeitos que ela causa em mim, apenas com a sua voz...
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
MÚSICA — EM INGLÊS
Crazier
I've never gone with the wind
Just let it flow
Let it take me where it wants to go
Till you open the door
There's so much more
I've never seen it before
I was trying to fly
But I couldn't find wings
But you came along
And you changed everything
You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling and I'm
Lost in your eyes
You make me crazier, crazier, crazier
I watched from a distance as you
Made life your own
Every sky was your own kind of blue
And I wanted to know
How that would feel
And you made it so real
You showed me something
That I couldn't see
You opened my eyes
And you made me believe
You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling and I'm
Lost in your eyes
You make me crazier, crazier, crazier
Baby you showed me what living is for
I don't wanna hide anymore
You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling and I'm
Lost in your eyes
You make me crazier, crazier,crazier
TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS
Louca
Eu nunca fui com o vento
Apenas deixava fluir
Deixando isso me levar para onde quisesse ir
Até você abrir a porta
Havia muito mais
Eu nunca havia visto isso antes
Eu estava tentando voar
Mas eu não consegui achar asas
Mas você chegou
E você mudou tudo
Você tira os meus pés do chão
Você me faz girar
Você me deixa louca, louca
Sinto como se estivesse caíndo e eu
Eu estou perdida em seus olhos
Você me deixa louca, louca, louca, louca
Eu vi você à distância de mim
Fez sua própria vida
Todo o céu tinha o seu tom de azul
E eu quero saber
Como é sentir isso
Você fez isso tão real
Você me mostrou alguma coisa
Que eu não conseguia ver
Você abriu meus olhos
E me fez acreditar
Você tira os meus pés do chão
Você me faz girar
Você me deixa louca, louca
Sinto como se estivesse caíndo e eu
Eu estou perdida em seus olhos
Você me deixa louca, louca, louca, louca
Amor, você me mostrou para o que a vida é feita
Eu não quero me esconder mais
Você tira os meus pés do chão
Você me faz girar
Você me deixa louca, louca
Sinto como se estivesse caíndo e eu
Eu estou perdida em seus olhos
Você me deixa louca, louca, louca, louca.
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