A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

63 “O CASAL DA PROFECIA SEGUNDO A LENDA” - Capítulo 57 - Parte 2


Notas iniciais
Leiam as Notas Iniciais e Finais, porque são importantes. Olá Lindos e Lindas! Capítulo 57 - Parte 2. Quando eu escrevi esta história, eu amei o desfecho deste Capítulo depois de pronto, pois, ficou leve e lindo, ao meu ver, depois de tanto sofrimento que o Casal Henlerie passou. E ao final... Hum... Gratidão por cada comentário do capítulo anterior, foi maravilhoso saber o que vocês sentiram, e ver o quão intenso foi, eu estou maravilhada! Gratidão pela leitora Nova, Carolina! Flor, sou muito Grata por seus comentários e sua bela Recomendação! Perdão, a todos, pois ainda não respondi aos comentários do capítulo anterior, pois, tem sido dias intensos e corridos, demorei mais a postar, pois, as correções de capítulos tão grandes tem sido um imenso desafio, diante da minha correria. Mas, podem ter certeza, que chegaremos ao final. Minhas outras fanfics: — Do “Inferno” ao “Paraíso” – Por Henry Lazar. – Short Fic Henlerie em Um Universo Alternativo: https://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_ao_Paraiso_-_Por_Henry_Lazar — O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark Apareçam por lá! Sem mais demoras, ótima leitura! Nos vemos nas notas finais!

Quando estou tonto de tanto girar, me jogo na cama com ela sobre mim. Só aí me lembrando e me dando conta, de que eu estou somente de boxer, preta.

˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜

Valerie também se da conta e sorri para mim e diz:

— Se esqueceu?

Devolvo o sorriso e respondo sinceramente:

— Sim, mas, quer saber? Eu não me importo, a não ser que seja demais para você, aí sim, eu me importo, eu não quero provoca-la amor, não é esta a minha intenção, na verdade, eu quero demonstrar o quanto eu sou seu, eu não me importo mais que você me veja de qualquer forma, sou seu Valerie! Totalmente e exclusivamente seu. Mas, eu sei que é brincar com a sorte. Eu vou me vestir princesa.

Dou indícios de que iria me levantar, porém, ela me segurou, e disse:

— Eu posso lidar com isto! É até bom príncipe, pois, eu quero olhar se ficou algum machucado ou hematoma em seu corpo, eu não tive coragem de fazê-lo com Will e Heron aqui. E também, eu trouxe água quente, para colocar uma compressa sobre as partes que porventura, estiverem doloridas.

Ela diz isto e levanta-se perguntando:

— Posso examinar você amor? Você vai se sentir à vontade? Se não, você mesmo poderá fazê-lo.

— Claro que pode amor. Espera.

Deito-me agora corretamente na cama, e de bruços, esticado completamente. Valerie se aproxima, e diz:

— Pode relaxar amor, eu não pretendo tocá-lo, só vou observar. Tudo bem?

E sem que ela espere, ergo só um pouco o meu corpo e seguro a sua mão e digo:

— Pode tocar, e fazer o que quiser. Eu sou seu amor, e vou me comportar, eu prometo. E se, isto te deixa segura, no momento em que, se tornar demais para mim, eu aviso, tudo bem?

— Tudo. Obrigada amor. Realmente com o toque, eu posso identificar melhor.

Sinto quando ela se aproxima e toca e apalpa as minhas costas, lentamente, depois os meus ombros, os meus braços. Ela volta para as costas e agora sobe suas mãos, apalpando do cós da boxer para cima, próximo a lateral do meu abdômen, e ali sinto doer e solto um gemido involuntário. Ela toca novamente com delicadeza e diz:

— Dói aqui príncipe?

— Sim amor, está dolorido, tem algum hematoma?

— Ainda não, mas está mais vermelho que o restante da pele. Pode ser que ainda irá se formar amor. E é exatamente onde Will me disse que estava começando a ficar vermelho, pois, eu pedi para ele observar enquanto te dava banho. Só dói deste lado?

— Sim.

— Tudo bem. Vou colocar a compressa, enquanto, eu vou para as pernas agora, tudo certo para você lindo?

Ela pergunta preocupada.

— Tudo amor, fique tranquila.

Ela coloca a compressa ali, e no começo dói um pouco, depois alivia.

Ela termina e depois, apalpa cada uma de minhas pernas com cuidado. Mas ali não sinto dor alguma. Ela retira a compressa, e diz:

— Terminei príncipe!

Viro-me de frente. E agora, acho que virá a parte mais difícil, devido ao contato visual e ao fato de que, eu já estou levemente excitado, por mais que eu esteja me controlando. Valerie procura manter a postura, mas, ela está vermelha. E eu digo:

— Desculpa, eu não consigo evitar, se for desconfortável eu termino.

— NÃO! – Ela diz exasperada. – Eu mesmo farei amor, e sei que não há como evitar, só tenho receio, pois, acho que agora será pior, por causa do contato visual.

— Quer que eu feche os olhos?

— Hum.... Seria mais fácil, príncipe. Sem problemas?

— Claro, sem problemas.

Fecho os meus olhos, e ela agora recomeça a sua tarefa de apalpar-me para tentar encontrar pontos de dor.

Ela apalpa os meus braços, o meu peito, e confesso, é muito difícil não me concentrar nas reações do meu corpo ao sentir as suas mãos suaves, por mais que eu saiba que ela está fazendo aquilo, sem o objetivo de me provocar.

Percebo-me desconcertado, quando sinto a minha excitação aumentar evidenciando-se através da minha ereção. Tenho certeza que Valerie percebe também, porque, além de eu perceber as alterações de sua respiração, sinto-a mais tensa ao me tocar, e ainda sinto quando ela puxa um tecido e cobre-me na região da virilha, acho que é o lençol, e sei que também estou vermelho pelo ardor no meu rosto. Mas, digo:

— Me desculpe.

Porém, continuo de olhos fechados.

— Sem problemas amor.

Sua voz soa diferente, levemente nervosa e excitada.

Ela prossegue e agora apalpa o meu abdômen, e ali, sei que eu não vou suportar se o fizer em meu ventre, mas, antes que eu fale qualquer coisa, creio que meu corpo me denuncia, e ela imediatamente toma uma de minhas mãos e diz:

— Vou conduzir você, mas, você irá se tocar tudo bem?

— Hum, rum...

É a única coisa que consigo responder, para não quebrar a minha concentração no meu autocontrole.

Apalpo conduzido por ela em cada local e sinto uma dor mais aguda quando ela conduz-me para a região, próxima a lateral do meu abdômen, na mesma direção em que, eu senti nas costas.

Então, ela diz:

— Na mesma região e mesma altura lindo, o que pode indicar que o rompimento e dilaceração foi em algum órgão desta região. Precisamos ver isto Henry, para ver se não ficou sequela, e como estaremos no Reino e lá há muitos recursos, eu pedirei ao Dartanhã, quando chegar para o casamento, amanhã, uma indicação de alguém, para te ver lá.

— Tudo bem amor, mas eu acho que não será nada, é mais por que está magoado pela queda, eu creio que eu estou curado linda!

— Eu também creio amor, mas, eu quero apenas averiguar, pois, se trata do meu tesouro mais valioso.

Dou-lhe um sorriso e não resistindo, abro os olhos para olhá-la, e ela está tão concentrada no que faz...

Ela agora diz, sem olhar para mim, pois, ainda não me flagrou:

— Serão as pernas agora lindo.

— Tudo bem princesa.

— Ela começa pelos pés, toca cada um minuciosamente, e ainda está tão concentrada no que faz que não percebe que a estou observando. Ela fica ainda mais linda concentrada como está, com uma expressão de seriedade e preocupação.

Ela sobe pelo tornozelo, canelas, joelhos se ocupa mais ali, creio que por se tratar de um local composto de juntas e articulações, para se ater aos detalhes, então prossegue pelas coxas.

Por mais que, eu saiba que não há intensão de provocar-me, nos atos de Valerie, observá-la na postura em que está, demonstrando toda a sua maturidade e responsabilidade em lidar com os que ela ama, coisa que admiro demais nela, faz despertar ainda mais, o meu desejo por esta mulher tão maravilhosa que ela é.

Vejo quando ela engole seco e para, pois, a minha ereção, a esta altura...

Então, ela diz:

— Príncipe agora é com você certo?

E neste exato momento ela me olha, e fica extremamente vermelha, e diz a uma oitava a mais, e irritada:

— HENRY, VOCÊ ESTAVA ME ESPIONANDO AMOR?

— Não princesa, claro que não! Não me julgue Valerie.... Eu simplesmente, não resisti e quis olhar você, mas, eu não queria fazer escondido! Venha aqui amor! — Ela me olha alarmada, mas obedece. – Vamos terminar isto juntos. – Ela afirma com a cabeça e tomando um fôlego, senta-se ao meu lado enquanto eu apalpo as minhas duas coxas. Não encontro nenhum ponto de dor ali. – Pronto, não há nada.

— Graças a Deus foi só na lateral do abdômen mesmo.

Ela diz feliz. E a tensão se dispersa. Ela toma a compressa novamente e a coloca agora sobre o local que acabou de falar.

Após terminar de fazermos a compressa, eu saio da cama em busca de ir ao banheiro. Quando retorno, ela, está corada, me observando, e de repente diz:

— Em pensar que a pouco tempo atrás, você quase deu um “ataque” por que eu te vi sair do banho de boxer, agora fica aí, desfilando para mim, todo assanhadinho não é Henry? Deve achar que eu sou de ferro, não é amor!

O meu rosto ferve e eu digo:

— Claro que não Valerie! Acontece que, foi você quem pediu para me deixar assim amor. – Digo apontando o meu corpo seminu. — E no mais, quer saber? É tudo seu, princesa. Para que esconder? Mas, claro, eu não quero te provocar. Pode parecer o contrário, mas é verdade!

Ela me olha, se aproxima e diz:

— Vamos descansar um pouco? Eu acho que eu preciso, após todo este susto.

— Claro, meu amor!

Vamos os dois para a cama e deitamos envolvidos um no outro, vou acariciando os seus cabelos e ela, o meu rosto. Começo a sussurrar uma canção para ela. Até que ela adormece.

A sensação de tê-la assim comigo, é muito reconfortante.

Saber que dentro de algumas horas ela verdadeiramente será minha, a minha Sra. Lazar. Depois de todos estes anos de espera, parece mesmo um sonho.

Saber que o Criador foi tão bom, permitindo que além de ela aprender a me amar novamente, permitiu que ela se lembrasse de tudo, na véspera do nosso casamento, foi maravilhoso.

Uma pena que ela teve de sofrer novamente. Saber que seu amor me permitiu viver.... Como a minha princesa é forte, como ela é guerreira! Minha, minha guerreira...

Depois de muito pensar e considerar. Lembro-me das surpresas que eu preparei para ela, desde o casamento, até a lua de mel. Cada uma será inédita. Espero que ela realmente goste.

Passa-se mais algum tempo, e eu também, adormeço.

***

POV VALERIE

Depois de todos os sustos e angústias deste dia, a coisa mais certa a fazer, é estar no meu refúgio: os braços do meu Henry!

Acordar desta maneira, é de longe a sensação mais maravilhosa para mim. Eu fico pensando em tudo o que passamos e experimentamos para estarmos juntos, cada barreira transposta, cada obstáculo superado.

O Henry foi forte e corajoso, mas, eu também fui, eu não posso deixar de ver isto. O amor, nos fortaleceu e nos amadureceu. E o que é mais interessante, todas as provações que passamos, nos uniu muito mais.

Eu amo o Henry com todas as minhas forças, e eu sei que eu sou amada por ele. E esta é a melhor sensação para se sentir, pois, nada neste mundo, pode nos trazer mais segurança: a certeza de que somos amados verdadeiramente!

Olhar para ele dormindo, tão sereno, nos meus braços e sentir o seu corpo entrelaçado ao meu. Sentir a sua respiração tranquila, e, as batidas potentes do seu coração, é o “Meu Porto Seguro”!

O Henry, é realmente o homem ideal para mim. E saber que restam apenas horas, para oficializar que este belo homem que está tão conectado a mim, de uma maneira tão grande e transcendente, que chega a ser difícil explicar ou descrever, é algo supremo, sublime, majestoso.

Saber que as nossas vidas estarão sendo unidas para todo o sempre, e que não há nada forte o suficiente para matar este amor, é extraordinário. Porque, agora eu creio, agora eu vejo, depois de tudo o que vivenciamos juntos e até mesmo separados, nada, pode destruir o que sentimos um pelo outro.

Começo a passar os dedos entre os seus cabelos, acariciando, e de repente, eu sinto desejo de beijá-lo e o faço...

Beijo a curva do seu pescoço, os seus ombros, o seu peito, e por fim, os seus lábios. E assim que os toco, sou recebida com um gemido gutural de sua garganta, e sinto “algo” firme pressionar a minha coxa.

Antes que eu consiga evitar, um gemido também escapa dos meus lábios, e agora, ele abre os seus, em busca de mais contato com os meus e, a sua língua saúda a minha com satisfação.

O braço que está debaixo de minha cabeça, movimenta-se me puxando mais para si e a mão que está em minha cintura, vai para minhas costas e seus dedos ansiosos começam a percorrer ali. A mão que eu tenho mais presa, pela posição de estar deitada de lado de frente para ele, a tenho sobre o seu coração, sentindo, o tempo todo, o quanto está cada vez mais frenético, e sei que é por mim, por que me deseja.

Depois de um longo e gostoso beijo, que deixa inebriada, cada parte de mim, e sinto que dele também, ele afasta o seu rosto, sorri e me diz:

— Olá princesa! Boa tarde!

Olho-o com todo carinho e paixão que eu consigo reunir em mim e digo:

— Olá príncipe! Ótima tarde, nada melhor do que acordar assim, nos braços do homem que eu amo.

O Henry sorri muito satisfeito. E diz:

— A recíproca é verdadeira, minha noiva!

Agora sou eu que dou um sorriso e digo:

— Por muito pouco tempo, amanhã: sua esposa!

O Henry dá um sorriso deslumbrante agora, e diz:

— Sim, minha esposa, amada e eterna! Amo você Valerie! E amor, eu gostaria de ficar aqui, exatamente assim, com você e para sempre, mas, pelo que eu vejo, está passando da hora de darmos sinal de vida, você ainda tem todos os preparos de noiva que terão de ser feitos hoje, e eu, tenho algumas coisas para acertar antes de viajarmos para passarmos um mês fora.

— Eu sei príncipe, só que eu preciso saber: você está bem? Você já pode se movimentar? Está mais forte?

Ele sorri novamente e diz:

— Nunca estive tão bem amor, um pouco dolorido agora, naquela região machucada, mas, muito bem.

— Então faça assim, levante-se e se troque e eu vou preparar um chá para dor para você, pois, eu tenho alguns na bolsa, por precaução. Vá lindo.

Antes que eu me levante, ele vira-se com cuidado e cobre o meu corpo com o seu, mas, claramente evitando me provocar e diz:

— Eu não vou ultrapassar limites, só quero fazer algo...

Assim, ele cola as nossas testas e narizes e diz olhando em meus olhos:

— Eu prometo usar todo o meu ser Valerie e tudo o que eu sou, para fazer você sempre se sentir segura, amada, desejada e feliz! Eu ofereço tudo o que sou a você para que você tome posse em prol da sua felicidade!

Minhas lágrimas brotam, pela intensidade de sua declaração e eu digo com a voz chorosa:

— Eu recebo Henry, e dou de volta a você a mim por inteiro, coração, corpo e alma, para que possuas de todas as maneiras que lhe aprouver, pois, eu quero que você saiba, que a minha maior satisfação, é agradar e satisfazer a você! Eu o amo, e hoje, eu sei que eu te amo a muito tempo, mas, foi necessário que muitas coisas acontecessem para que eu conhecesse a plenitude e magnitude deste amor, que eu nunca, se quer, pensei que existisse. E hoje, eu sei com mais certeza ainda: Eu irei te amar por todo o sempre. Você se tornou tudo para mim Henry, tudo.

E ele me beija apaixonadamente, calmo, sem pressa, sem medo, ou restrições. Um beijo pleno, cru, delicado, doce, gentil, mas intenso como ele mesmo é.

É um beijo profundo, que traz preenchimento a cada canto de minha alma, e eu só faço retribuir e me concentrar na sensação de êxtase pelo que eu e ele estamos experimentando.

Por fim, quando o ar nos falta, ele ergue-se e ajuda-me a erguer-me e diz:

— Vou me vestir para irmos.

— Hum, rum...

Respondo e enquanto ele o faz, eu ajeito a cama, o quarto e, as nossas coisas na bolsa.

Vou até a cozinha, preparo e trago o chá. Volto e vou ao banheiro social, já que o Henry esta no do quarto, ajeito os meus cabelos, penteando-os e acerto o meu vestido.

Assim que está pronto, o Henry vem e se posiciona atrás de mim, e diz:

— Amor, eu posso te pedir algo?

Eu o olho pelo espelho e respondo:

— Claro Henry, o que você quiser, príncipe.

— Não sei o que planejou quanto a isto, mas, se não se importasse, eu gostaria que você usasse os seus cabelos soltos, amanhã, eu, os amo, tanto!

Eu já estava pensando sobre isso, mas, ver o Henry me pedindo daquela maneira, me inebriava. E eu respondi:

— Claro amor, meu objetivo, é agradar, somente a uma pessoa naqueles instantes: Você, meu noivo!

Ele sorri divinamente, envolve a minha cintura, e beijando o meu pescoço diz:

— Obrigado!

E eu digo:

— Sempre as ordens Sr. Lazar. Venha, vamos tomar o seu chá.

Ele segue-me e eu sirvo-lhe.

Ele toma tudo e diz:

— Princesa, eu gostaria que não contássemos a ninguém sobre o que houve aqui hoje, mesmo por que, as pessoas não entenderiam. Algum problema?

— Não Henry, também acho melhor. Mas, assim que chegarmos ao Reino, isto é uma exigência minha, nós vamos a um médico, que eu mesma irei sondar a referência com o Dartanhã. Sem negociações sobre isto Henry. E mais, eu não quero que ninguém saiba sobre a recuperação de minha memória ainda, mesmo por que, eu quero conversar com o Dartanhã primeiro.

— Tudo Bem Valerie, por você eu vou ao médico, para te deixar tranquila, embora eu tenha certeza que você me curou por completo, mas, se é para você ter paz, claro que eu vou. Tudo por você. – Sorrimos juntos. – E pode deixar que eu não falarei sobre as suas memórias. Deixarei que você mesmo faça, no tempo certo. Vamos?

— Sim, eu estou pronta!

Henry me beija nos lábios agora, e então saímos.

***

O casarão, nunca esteve tão cheio...

A maioria dos convidados que vêm de fora, já haviam chegado e se hospedariam ali. Só restavam para chegar, Araon e Made, que ficaram por causa de sua mãe, e chegariam no início da noite, pois, a enfermeira que ficaria com ela só poderia a partir do período da tarde.

Dartanhã e Helena e Constantine com sua esposa, viriam juntos no iniciozinho da manhã. Até Ananda e Elise, já haviam chegado. Ao que eu sabia, Elise se antecipou, visto que, ela e o Érion, iriam gastar boa parte do seu tempo, ensaiando, porque eles seriam os músicos oficiais do casamento.

Todo o restante da tarde, foi bastante corrido, tanto para mim quanto para o Henry.

Ele, foi pego por Aquiles, e o tio Heitor, pois, os dois resolveram sair com ele, para dar uma última averiguada nos detalhes e algo me diz, pelo que eu percebi, na sutileza de um comentário do tio Heitor, que também haveria um momento de conversas entre homens experientes, tanto que o tio e o Aquiles, não permitiram que nenhum dos rapazes fossem, acho que queriam deixar o Henry a vontade, caso precisasse se abrir ou de algum conselho.

O mesmo aconteceu comigo. A minha mãe e a tia Clara, me cercaram de perguntas e esclarecimentos, na verdade nada muito invasivo, mas, sim, constrangedor. Porém, sim, tudo muito necessário para alguém que estava prestes a se casar, e como as duas possuíam experiências de longos anos de esposa, apesar de que, cada uma a sua maneira...

Elas passaram o fim da tarde, me arrumando, aparando os meus cabelos, dando os cuidados iniciais a minha pele e, aos meus pelos, que seriam concluídos pelas meninas, mais tarde. E, deram muita atenção ao meu rosto e cabelos. Deixei claro que, seja lá o que quisessem, os meus cabelos deveriam ficar soltos para o casamento, elas compreenderam, e não fizeram objeção.

Assim que terminam, elas me conduzem a uma das portas do quarto em que nos encontramos, a que não é do banheiro...

Há uma grande tina preparada no centro deste novo cômodo deste quarto, mais parecido com um reservado. Este quarto, é um outro quarto da casa, que eu não conhecia. E ele, está completamente equipado, para a minha tarde de “preparos de noiva”.

Ao chegar até a tina, percebo que a água ainda está bem quente, pelas densas fumacinhas que vejo fumegar da mesma, e percebo que também está cheirosa, por alguma essência e forrada de pétalas de rosas, brancas e vermelhas.

Assim que a temperatura se torna suportável para receber o meu corpo, eu entro, totalmente nua, e a esta altura, a mamãe e a tia Clara saíram para me dar privacidade e um momento a sós.

Depois de algum tempo refletindo, alguém bate a porta do quarto e entra, e antes que eu fique aflita por saber quem seja, ouço a voz:

— Eu precisava muito vê-la. Eu posso me aproximar?

Era a vovó Lazar, e apesar de nua, eu estava totalmente protegida pelas pétalas de rosas. Então, eu disse:

— Claro, vovó. Venha.

Ela entra pelo reservado, aproxima-se e trás uma cadeira do quarto e se senta de frente para mim. E no momento em que o faz, seus olhos se enchem de lágrimas e ela diz:

— Você não sabe a emoção que eu estou sentindo neste momento Valerie!

Ela era muito sincera em cada expressão do seu rosto.

— Ah... minha filha, eu precisava vir aqui, pois, eu tenho tanto a te agradecer. Mas, tanto... a sua doçura, a sua meiguice, mas, também, o seu amor e coragem, trouxeram outra perspectiva para vida do Henry, e claro, consequentemente para minha, e de todos nós. A sua determinação em amá-lo e cuidar dele, e ele de você, encerrou um grande ciclo de ódio e mágoa. Que realmente só um grande e poderoso amor poderia. E hoje, neste momento, eu venho aqui para te entregar algo...

Ela respira profundamente, parecendo tomar fôlego, para o que está prestes a me dizer:

— Algo que está em minha posse faz muitos anos, aguardando o momento de colocar em suas mãos...

Vovó Lazar agora, adota uma postura nostálgica, como se estivesse lembrando de algo muito doloroso, mas, ao mesmo tempo, importante e necessário de ser recordado. Assim ela disse:

— Na semana em que a Laura partiu, ela parecia saber que algo daquela natureza a esperava. Ela sempre foi muito reflexiva, algo que o Henry herdou dela. Mas, naquela semana, ela estava muito mais. Então, em uma certa madrugada, na qual ela perdeu o sono, ela foi até o meu quarto. E ali me disse tudo que o seu coração precisava dizer. Tudo sobre a sua mãe e o Adrien, sobre tê-los perdoado, e disse que eu precisava fazer o mesmo, em especial em relação a sua mãe, pois, quanto ao Adrien, por ser meu filho, ela sabia que logo eu o faria. Mas, ela também disse coisas, que fez-me compreender o quanto aquela mãe amava o meu neto:

“– Olha, vovó Lazar, eu preciso que você me prometa que se esforçará para perdoá-la. Pois, hoje você pode não entender, mas, daquela mulher, virá algo muito especial que mudará a nossa história para sempre!”

E foi quando ela me deu isto e disse:

“- Estes objetos devem pertencer, aquela que se casar com o Henry, que mesmo hoje, neste exato momento, eu não tenho dúvidas que será a Valerie. O que o meu filho, sente por aquela menina, é tão forte, que mesmo hoje, ainda tão cedo, sei identificar que é o mais puro e pleno amor. E que nada, nem circunstância alguma o impedirá de tê-la como sua esposa, algum dia. Eu apenas não sei precisar quando, e nem o que terão de passar para alcançar isto. Então, eu dou a senhora, esta incumbência: de guardar isto, para entregá-la na véspera de se casar. São os meus presentes para ela. Pois, independente de qualquer coisa, eu já a amo, simplesmente por que eu sei, aliás, eu tenho toda e certeza e convicção, que será ela, a mulher a fazer o meu Henry muito feliz, ela está destinada a isto. Aliás, os dois, estão destinados a ficarem juntos, o Henry se tornará tudo o que ela precisa!”

Vovó Lazar, a esta altura, estava se debulhando em lágrimas, assim como eu, pois, ouvir cada palavra daquela, despertou inúmeras emoções em mim.

Então, ela me passa uma toalha para que eu seque as mãos e me dá a caixa que se encontra em sua mão, contendo os objetos.

Ao abri-la, meu coração dispara no peito...

Ela contém, uma linda tiara de ouro e cravejada de diamantes intercalados de esmeraldas, e um par de brincos, também de ouro, e também, cravejado intercaladamente de diamantes e esmeraldas. Por fim, o seu segundo anel de noivado que o Henry me disse que foi feito para o casamento dela com seu pai, que era uma cópia exata do meu, que foi o seu primeiro, porém, no lugar da safira, estava uma bela esmeralda.

E, o mais surpreendente, era que ao fundo, havia uma carta, em que o papel já se encontrava um pouco amarelado, o que mostrava que estava guardada ali, havia muitos anos.

E vovó Lazar, percebendo a minha surpresa e comoção, disse:

— É tudo para você Valerie, eu não sei como, não me pergunte, mas, a Laura sempre soube que você seria a companheira do Henry. Sempre. E esta carta é para você. Bem, agora que eu cumpri a minha missão, eu vou deixa-la sozinha, minha querida. Seja muito bem-vinda a família Lazar Valerie, esta também, é a sua família, a partir de agora.

Vovó Lazar disse estas palavras muito emocionada, e é claro que eu também estou. E eu respondo com a voz ainda presa pelo choro:

— Obrigada vovó! E, eu quero que você saiba, que, eu já amo muito você. Principalmente por ter dedicado à sua vida, a cuidar do Henry depois que a Laura e o Adrian partiram.

Ela sorri, aproxima-se, me beija e responde.

— Foi e tem sido um prazer minha filha, e quero que você saiba, que eu também já a amo demais, e devo muito a você, por todo o bem que você trouxe a nossa família, não apenas amando ao Henry, mas, ensinando-nos a romper tanta mágoa, dor e ódio, conservados por tantos anos. Você é muito especial Valerie, pois, conseguiu e tem conseguido passar pelo o impensável, e, sair vencedora.

Choro mais, e, e não consigo mais pronunciar palavra alguma.

E, então, ela vai em direção à saída, mas, deixa a cadeira ali e diz:

— Deixarei aqui para colocar a caixinha quando terminar de ver.

— Sim, obrigada vovó.

Assim que ela sai, meu coração dispara de ansiedade por ler aquela carta. Uma carta de Laura, minha sogra, mãe do meu Henry.

Uma carta escrita a muitos anos para mim, endereçada a mim, quando eu nem sonhava o que aconteceria com a minha vida. E ela, Laura, já sabia que eu seria a mulher que estava destinada a amar o seu filho, por toda a vida.

Eu fico pensando, que amor era este que aquela mãe que morreu tão jovem tinha por seu filho? Um filho que sofreu tanto por sua ausência...

O amor de Laura pelo Henry, foi tão grande que a permite cuidar dele mesmo a distância. E o amor do Peter por mim, também, foi tão grande, que lhe permite cuidar de mim. Bem disse Tristão para Isolda:

Não sei qual é maior, a morte ou a vida, mas o amor foi maior que os dois.”

Lembrei-me de uma frase que ouvi recentemente:

“A morte não coloca fim ao amor.”

O amor é capaz de transpor todas as barreiras. Cada uma delas. O amor realmente é forte!

Passo um longo tempo olhando para aqueles objetos, enquanto aproveito aquele banho de essências. Mas, o que realmente está no meu coração é a intensidade do amor da Laura pelo meu Henry.

Hoje eu compreendo, ainda mais, o por que o Henry sofreu tanto por sua ausência.

Eu gostaria de nunca ter que deixar os meus filhos órfãos, seria algo terrível. Primeiro para o Henry, seria reviver a sua dor duas vezes e depois para eles. Eu sei através do Henry, o quanto a ausência de uma mãe pode ser prejudicial. Meu príncipe, sofreu muito. Muito mesmo.

Certa vez, o papai me disse, em um dos raros momentos de lucidez que ele experimentava, após perceber, o quanto eu estava desgostosa com o meu noivado, naquela época, arranjado, com o Henry:

“Olha minha filha, eu sei, que não te agrada a ideia de se casar com o Henry, e lá no fundo, você sabe que eu respeito isso, mas, eu não irei comprar uma guerra com a sua mãe, por que, eu também acredito, que ela tenha as suas razões de mãe, para desejar ele para você. Mas, tem algo que eu gostaria que você considerasse. O Henry é um rapaz muito bom, e, tem tudo para continuar se tornando uma pessoa maravilhosa, porque, a Laura, a sua mãe, era uma pessoa incrível, e o amava muito, e até onde eu sei, ela ensinou muitas coisas, princípios e valores a ele. E, eu vejo, ele herdou muito da personalidade e inclusive, da bondade dela.”

O dia em que o papai me disse estas coisas, eu até cheguei a refletir sobre isso. Mas, a realidade, é que eu ainda não estava pronta, para compreender tudo aquilo.

E, pensar nesta conversa com o papai, fez-me pensar no que eu sempre evito refletir. Por que será que ele teve um destino tão terrível?

Eu, tenho uma enorme dificuldade em acreditar que ele tenha sido sempre assim, uma fera maldita e sem sentimentos, é difícil para mim acreditar nisto, por que, por inúmeras vezes, eu me senti amada e cuidada por ele.

É claro que, com o passar do tempo, ele não foi mais exatamente o mesmo, ele foi modificando muito, e hoje eu sei o porque: com o tempo, ele cedeu a natureza de fera amaldiçoada que habitava dentro de si.

Eu fico pensando, em como seria tê-lo entrando comigo na igreja amanhã, e, o meu peito se aperta.

E, antes que o choro me tome, eu coloco os objetos na cadeira deixada por vovó Lazar e volto para a água. Procuro ocupar minha mente com outros pensamentos...

Achei interessante que o quarto que me deram para este preparo, tem uma bela lareira ao centro. E, a tina, foi justamente colocada de frente para ela, e o fato de estar acesa, não permite que água esfrie rápido demais. O que me da uma sensação de realmente estar em um Ofurô.

Passo um longo tempo ali, ainda pensando, principalmente pensando no Henry, em como será a nossa vida a partir de agora. E, uma certeza eu tenho, eu farei tudo ao meu alcance para fazê-lo realmente muito feliz!

Lá no mais profundo da minha alma eu sei que ele é o meu tudo, o meu futuro...

Depois de algum tempo, sinto que a água está mais fria e já não causa o efeito de relaxamento que causava quente. Neste momento, me levanto, e pego o meu roupão, deixado próximo e saio dali em busca da caixa novamente. Pego-a e sento-me na cadeira, de frente para lareira.

Ao abrir a caixa, a primeira coisa que faço é experimentar os objetos em mim. E olhando no espelho, noto o quanto se parecem comigo. Como pode? A Laura já sabia que cairiam perfeitamente em mim...

Pensar nela fez crescer em mim o desejo de ler sua carta, e é o que eu faço...

À minha Querida Nora: Valerie!

Olá! Sei que deves estar surpresa por receber estes presentes. E a primeira coisa que eu quero que saibas, é que eles realmente são para você Valerie!

Desde o dia em que eu vi o Henry olhar para você pela primeira vez, eu sabia que você seria a mulher que o faria feliz e que cuidaria dele da maneira que ele necessitava. Não me pergunte como e nem o por que, mas, incrivelmente, as mães sabem das coisas. Um dia, creio eu que, a partir de hoje, não demorará muito, você será mãe, e compreenderá exatamente, do que eu estou falando...

Eu sempre soube, que a chave da felicidade do meu Henry, estava em suas mãos, e de alguma forma, a chave da sua, estava nas mãos dele. Não penses que foi algo fácil de se aceitar, por saber que você era filha daquela que, representava a não completude, da minha felicidade. Mas, uma coisa eu aprendi: que por amor, fazemos o inimaginável.

E, apenas perceber, o quanto ver o seu sorriso, o seu bem-estar, e contemplar a sua presença, fazia tão bem ao meu menino, me deixava em um êxtase tão grande, que era capaz de amolecer, o meu coração a tal ponto, que fazia com que, eu amasse a você, já como uma filha querida. Olha só o poder transformador, e restaurador do amor.

Sabe Valerie, eu não tenho muito a te pedir, mesmo por que, eu nem sei se eu tenho este direito. Mas, assim mesmo, eu irei pedir: Cuide do meu Henry, que a partir de agora será seu. Eu estou entregando-o oficialmente aos seus cuidados. Eu não preciso pedi-la para que o faças feliz, pois, você sempre fez isto, mesmo a distância, e mesmo sem saber. O simples fato de você sorrir, o faz feliz.

Valerie, eu tenho certeza de que, se vocês chegaram até aqui, já saibam disto, mas, eu quero reforçar, que vocês foram feitos um para o outro, portanto, confiem sempre um no outro, busquem refúgio um no outro, e tenham certeza que mesmo que as provações ou dificuldades da vida, os assolem, Deus sempre criará um caminho, para que a solução alcance vocês.

Quero que você saiba, que eu amo você, pelo simples fato de saber que você será aquela, que fechará as feridas, que mesmo, não querendo, eu abrirei no coração do meu filho. Mas, também, sei que elas serão necessárias, para forjá-lo, de tal forma, que, o faça forte o suficiente, para cuidar de você.

Sei que os seus filhos, meus netos, serão lindos e incríveis. Eles estão destinados a fazerem coisas extraordinárias. E realmente, eles precisarão de uma mãe e um pai, fortes, valentes e determinados para ensiná-los. E o dia em que eles chegarem e forem crescendo, você entenderá exatamente do que eu estou falando.

Eu não preciso de nenhum sinal sobrenatural, para ter a certeza de que você será uma mãe maravilhosa, pois, o simples fato de você cuidar, tão bem, do seu pai, quando ele está bêbado, tornando-se vulnerável e inconsequente, exatamente como uma criança, e você o faz com tanto amor e carinho, já revela, o quanto és maravilhosa para cuidar e proteger àqueles a quem você ama.

Desejo que tenham uma vida longa, cheia de alegrias, e que mesmo que ainda experimentem tristezas, busquem nos braços e conforto, um do outro, a força necessária e o apoio, para vencê-las.

Desejo que Deus abençoe vocês!

Deixo um beijo em cada um e votos de muitas Felicidades, nesta nova etapa da vida de vocês.

Amo vocês dois!

OBS.:Não mostre os presentes a ele, use-os como uma surpresa no casamento, pois, só isto causará um impacto maravilhoso.

De Sua Sogra, mas, que na realidade, deseja ser vista como a sua segunda mãe:

Laura Lazar.

~~~~~~

Realmente é difícil não me emocionar com as palavras da Laura. Elas foram fortes, sinceras e verdadeiras. E um detalhe: me trouxeram paz.

Chorei por um longo tempo, enquanto refletia sobre a carta, sobre o que ela dizia, sobre o cuidado da Laura com o meu Henry, sobre o quanto ela o amava e o quanto ele sofreu por perde-la, e sobre a nova etapa que iniciaríamos a partir deste dia...

Assim que eu termino de chorar por tudo aquilo, guardo a caixa com a carta e as joias. Vou até o guarda-roupas e troco-me, colocando o meu vestido verde de bolinha brancas.

Quando eu estou pronta, e terminando de pentear os cabelos, ouço duas batidas na porta, e digo:

— Entre!

Imediatamente, o quarto é invadido por várias mulheres. Todas elas estão sorridentes. A minha mãe, vovó Lazar, tia Clara, Sophie, Rox, Prudence, Rose, Ananda e Elise.

Todas estavam eufóricas, e cada uma, trazia um presente em suas mãos. Ao entrarem, trancaram a porta e espalharam-se pelo quarto. E a tia Clara, aproximou-se e disse:

— Nós viemos terminar os preparos iniciais com a noiva! E também viemos realizar uma despedida da vida de solteira!

Sorri imensamente com aquilo. Assim, elas se espalharam pelo quarto, enquanto a tia Clara me colocava em uma cadeira, próximo a cama.

Elas ligaram o som e começaram a dançar. É óbvio que, eu não teria uma despedida de solteiro convencional, assim como o Henry também não. Sem chance! Mas, certamente, passaríamos horas, junto aos nossos amigos, nos divertindo, contando casos antigos e compartilhando as nossas alegrias.

E, no meu caso, ganhando presentes, que se resumiam a lingeries. Apesar de eu dizer as meninas que, já as havia comprado, elas me disseram que nunca era demais, ainda mais para um mês de lua de mel.

Era maravilhoso, o fato de eu ter Prudence, também ali perto, visto que, agora, a sua barriga estava enorme e o bebê estava com praticamente sete meses de gestação. Eu curti o tempo todo, ora falando com ele, ora brincando. E a cada gesto, mais e mais, eu desejava, em meu íntimo, carregar os filhos do Henry em meu ventre, nossos filhos, um pedacinho de nós, fruto do nosso amor.

Elas me fizeram desfilar ao centro do quarto, com cada peça de lingerie ao som de:

MÚSICA AQUI

Cada momento daquele, foi precioso, eu desfrutei de cada amiga presente, mesmo porque, eu estava sentido saudades deste contato com cada uma delas, afinal, foram quase cinco meses em função de tudo o que aconteceu após a minha captura, minha vida mudou drasticamente, e, uma das coisas, ruins, que aconteceram, foi o meu afastamento delas.

Vi nos olhos de cada uma, a alegria e, a satisfação por me verem tão feliz e olha que elas ainda não imaginam que eu recuperei as minhas memórias, imagina quando souberem...

A melhor coisa de se ter amigas é saber que elas vibram com as nossas conquistas, e choram com as nossas tristezas. Eu realmente senti falta delas.

Até a mamãe e, a vovó Lazar e a tia Clara estavam se divertindo muito. Assim que eu terminei de desfilar com tudo, as meninas me pegaram para os preparativos.

Elise e Ananda cuidaram dos meus pelos, que não são muitos. Vovó Lazar e mamãe retornaram aos meus cabelos, elas enrolaram-no e secaram-no. Já tia a Clara e a Sophie, prepararam a minha pele, com mais precisão, agora após o banho de essências.

Sei que ao final da sessão beleza, eu me sentia outra. Mais leve, mais limpa e mais linda. Na verdade, o Henry tem este poder sobre mim, saber o quanto ele me ama e me deseja, só isto, já é capaz de fazer girar o meu mundo, e fazer-me me sentir viva e perfeita!

O fim da tarde, e o início da noite foram maravilhosas. Após todos os meus preparativos, enquanto eu me vestia e cuidava da organização daquele quarto, todas elas saíram para providenciar os preparativos para o jantar. Que seria o meu último jantar, como solteira...

Quando eu estava pronta e o quarto também, voltei ao quarto do Henry, que também tem sido o meu...

Ao chegar lá, ele havia acabado de sair do banho. Ele estava de calça jeans cinza e estava sem camisa de costas para mim. Ele estava distraído, secando os cabelos com uma toalha.

Tranquei a porta e imediatamente, eu me aproximei dele, abraçando-o pelas costas. Ele surpreendeu-se e virou-se no mesmo instante para me abraçar e disse:

— Eu estava com saudades!

— Eu também. Eu estou aqui agora, podemos mata-la.

Eu sorri e fui acompanhada por ele. Porém, logo me afastei, porque eu tinha a caixa de Laura enrolada em um tecido em minha mão e o Henry ao ver aquilo, me perguntou:

— O que é?

Distraída e casualmente eu disse:

— Algo que eu quero usar amanhã, uma surpresa para você, seu lindo, eu trouxe para guarda-la aqui, eu posso?

— Claro, e, tenha certeza, que eu não irei olhar amor, eu respeito os nossos limites.

Dou-lhe um sorriso e digo:

— Eu sei, até demais, às vezes...

O Henry me olha, compreendendo o que eu quis dizer e diz:

— Valerie, Valerie, não provoca amor.

— O que foi Henry?

Digo com falsa inocência...

Enquanto guardo os objetos, o Henry veste rapidamente a camisa, creio que com receio de eu fazer algo para provoca-lo, e, então, ele me examina mais criteriosamente com o seu olhar e diz:

— Você está linda e cheirosa.

Dou-lhe um sorriso e respondo:

— Tudo para você, e, você também precisa saber, que você está belíssimo e muito cheiroso, meu noivo!

O Henry abre um largo sorriso e, responde:

— Tudo para você minha quase sra. Lazar.

Sorrimos os dois, e vou até ele para auxiliá-lo a ajeitar sua camisa. Após terminarmos, ele toma a minha mão e saímos juntos do quarto.

***

Ficamos no jardim conversando entre amigos até que vovó Lazar anuncia:

— O jantar já está servido.

É a segunda vez que eu vejo o casarão tão cheio, e é maravilhoso comprovar o quanto isso deixa a vovó feliz. E com esta percepção, eu digo ao Henry:

— Como ela gosta de ter a casa cheia, não é amor? Quem diria... eu sempre a achei, tão fechada, antes.

O Henry sorri e diz:

— E realmente ela era, apesar de sempre ter gostado sim, de receber as pessoas em nossa casa, esta receptividade toda, e esta alegria, é obra sua Valerie. Você mudou as nossas vidas. Toda esta aproximação, quem promoveu foi você, pois, eu só me abri para ter os amigos tão perto e próximos, novamente, após você ter entrado na minha vida, você tem este poder, de atrair as pessoas, você exala amor e cuidado, e eu, sem perceber, me tornei assim, e aos poucos, todos nós, fomos sendo contagiados por você, sua linda!

As palavras do Henry foram simples, mas foram pronunciadas, carregadas de tanta verdade, que, eu comecei a chorar...

Ele beijou a minha cabeça e disse:

— Você foi um imenso presente do Criador para mim.

Eu o olhei com carinho e disse:

— Assim como você: você é um presente muito valioso que Deus me deu! Obrigada Henry, pelas belas palavras.

— Elas expressam a mais pura verdade amor.

Retribuo-lhe com um beijo cálido nos lábios.

Quando todos nós, estávamos à mesa, acontece uma coisa linda e surpreendente:

Elise e Érion chegam tocando alaúde e cantando de frente para o Henry e eu. Meu príncipe toma as minhas mãos nas suas e as beija e sorri para mim...

MÚSICA

Assim ele diz:

— A letra, é uma expressão do meu coração para você!

Toco o seu rosto e beijo seus lábios, e digo:

— Obrigada lindo! Hoje eu sei que tudo podemos superar desde que estejamos juntos e tudo o que eu faço, também o é por você Henry, e sempre será! Amo você!

Ao terminarem, Érion e Elise se aproximam e nos abraçam silenciosamente...

Eles agora, se posicionam sentados de frente para o Henry e eu. Henry não sabe, mas, eu combinei com eles, uma surpresa para ele.

Araon, trás outro alaúde para mim. Solto as mãos do Henry e tomo-o e inicio tocando com Elise e o Érion.

Quando a introdução termina, inicio cantando.

MÚSICA

Elise e Érion me acompanham, cantando, ao final.

Passo todo o tempo que canto e toco, olhando profundamente nos olhos do Henry, que está muitíssimo emocionado, assim como eu, meu desejo é transmitir toda a intensidade do que a letra declara em meu olhar.

Percebo muitas pessoas emocionadas.

Quando terminamos a canção, agradeço a Elise e o Érion, que se retiram, também emocionados, acho que a canção também falou a eles. Logo após o Henry me beija apaixonadamente como forma de agradecimento. Sinto o quanto está tocado...

E, para confirmar ele diz:

— Eu é quem digo: minhas lágrimas se foram desde que você me amou princesa. O seu amor me curou e tem me curado completamente.

Dou-lhe um sorriso em meio as lágrimas, e tomo os seus lábios novamente.

***

Após os momentos de grandes emoções, o jantar continua a seguir maravilhosamente, há alegria, harmonia, e descontração em toda parte.

No meio da refeição, mostro algo ao Henry dizendo:

— Olhe como o Aquiles e a Rose se olham Henry, eu posso jurar que eles já sentem algo um pelo outro, mas, eu creio que, a determinação de Aquiles em amar Irina, não o permite se aproximar... Porém, eu acredito, que está na hora dele seguir em frente...

— Amor na verdade não é isto, o Aquiles deseja vingar a morte de Irina antes de se envolver, pois, ela foi assassinada, Valerie.

Me assusto com o que o Henry acaba de me contar, e o olho apavorada, e, ele diz:

— É verdade Valerie, mas, eu não posso falar sobre isto, porque, é algo da vida particular dele que ele não abre, porque é doloroso e penoso demais para ele. Se algum dia você quiser, conversar com ele a respeito, tudo bem.

— Não amor, só pelo que você disse e pelo comportamento dele quando fala sobre ela eu já percebo que é melhor deixar. Tomara que algum dia ele se abra para o amor novamente. Mas, uma coisa eu sei, Rose gosta dele e ele também sente algo por ela, é só observar.

— Eu já percebi amor, desde quando você me disse pela primeira vez.

Dou um sorriso a ele por ele ser tão perceptivo e digo:

— Amo você, seu lindo! E Henry, pare para pensar, que, amanhã, nesta mesma hora, já seremos casados amor, pensa bem...

— Nem me diga Valerie, e vamos estar dentro de um trem...

Ele me fala aquilo em desespero e eu começo a rir, e ele fala:

— Amor você ri? Isto não é engraçado sabia?

Olho para ele com olhar malicioso e digo:

— Lindo, eu já disse que teremos inúmeras possibilidades, seremos um do outro oficialmente, poderemos fazer o que quisermos, sem regras, sem convenções, hum?

— Eu sei amor, mas esperamos tanto, nada mais justo, que uma lua de mel descente!

— Eu discordo Henry, eu quero uma lua de mel bem indecente...

Digo sorrindo e o Henry cora e diz:

— Valerie, Valerie, não brinca com fogo amor!

— Como eu já disse: Promessas, promessas...

Eu começo a rir e o Henry me acompanha, mas, depois fala, agora ainda mais baixo, e, em meu ouvido:

— Promessas, não é? A partir de amanhã você vai ver, se são apenas promessas... sua noiva linda, deliciosa e provocadora!

Beijo o seu pescoço e agora rimos muito, os dois.

***

O clima de harmonia e descontração estava em todos os lugares, e de repente, no meio do jantar algo ainda mais maravilhoso, acontece:

O Cedrico se levanta juntamente com o Araon e o Marvel. E o Cedrico diz:

— Bem, eu, o Araon e o Marvel temos algo a comunicar a vocês. E na verdade, estamos utilizando esta oportunidade, porque, estamos todos radiantes com a vitória de Henlerie, pois, esta conquista, também é nossa, afinal, esperamos, choramos e agora estamos nos regozijando juntos. E vocês Henry e Valerie, são os grandes responsáveis por podermos concretizar o que falaremos aqui hoje, nenhum de nós três, estaríamos dando este passo sem todos os auxílios e intervenções dos dois, seja direta ou indiretamente. Assim, nós queremos comunicar, que graças a eu poder estar trabalhando com o Henry, e todas as oportunidades que ele me deu e todos os auxílios que ele e Valerie ofereceram a Prudence e eu...

Agora, o Araon:

— E eu, graças a Branquinha ter-me apresentado o meu maior tesouro: a minha Ruivinha, e, a vocês dois terem me cedido o jantar de vocês, recentemente, para o meu noivado...

Agora, o Marvel:

— E eu, graças a todos os auxílios de vocês e principalmente por terem me abençoado com parte do benefício que você recebeu da Guarda do Reino Henry...

Volta o Cedrico:

— Nós comunicamos que nós iremos nos casar dentro três meses, os três juntos, e, o meu filho estará com um mês, vocês, já terão voltado da lua de mel, e faremos o batizado dele na mesma Cerimônia.

Havia encantamento e admiração em todos...

Agora o Araon:

— Bem, todos devem estar surpresos, e, se perguntando: Como preparar um casamento triplo e um batizado em três meses? E eu respondo: Depois que vocês verem amanhã, do que a mãe foi capaz de fazer em um, vocês me respondam.

E todos rimos.

— Bem... – Araon prossegue. – Resolvemos fazer os três, porque, assim, eu posso abençoar os meus amigos, pois, financeiramente, eu irei arcar com a maior parte dos gastos, dando a eles oportunidade de se concentrarem em outras prioridades. E claro, obviamente, por que hoje, praticamente somos todos, uma família de amigos, então, será um prazer compartilhar. Bem é isto, este é o comunicado...

Eu e o meu príncipe, nem preciso dizer, que chorávamos de alegria, porém, o Henry mesmo emocionado levanta-se e diz:

— Nada neste momento, após estar realizando tudo o que eu mais desejo em minha vida, poderia me deixar tão feliz. Saber que pessoas que eu amo tanto, estão concretizando seus sonhos, e o melhor, é saber que eu e o meu amor... – E ele me olha agora e conclui... – Temos parte nisto, é maravilhoso! Porém, como não poderia deixar de ser, eu quero e posso fazer mais...

O Henry me olha novamente, e eu sei que é por que, ele quer fazer algo pelos nossos amigos e algo grande, porém, ele não faz nada, que não seja de acordo comigo, porém, como confio nele, simplesmente digo, apenas movendo os lábios:

— Faça o que você quiser, eu confio em você!

E ele responde também só com movimento dos lábios:

— Obrigado, amo você!

— Bem... – Agora ele diz aos rapazes. – Eu e a Valerie daremos a vocês, de presente, a lua de mel, escolham o lugar e nos falem.

Nossa, os três ficaram radiantes, e as meninas praticamente pularam da mesa, mesmo a Prudence com o barrigão... elas vieram correndo me abraçar e ao Henry, e os rapazes em seguida. E foi uma choradeira geral...

***

POV HENRY

Realmente, há hábitos difíceis de romper. Já são uma e meia da manhã e eu não consigo dormir... eu estou na sala, de frente para a lareira, mas, o sono que é bom, nada!

Depois da farra na sala de jogos, só para os homens, ontem, após o jantar, eu fui para o meu quarto e em seguida, a Valerie também foi, feliz por sua comemoração entre mulheres.

Só que, para a nossa surpresa, uma meia hora depois, quando nós já havíamos, cada um, tomado o seu banho, lido a Bíblia em conjunto, e estávamos conversando na cadeira de leitura antes de dormir, nós ouvimos batidas na porta do quarto, e eu desconfiadamente fui atender.

Foi então, que eu me deparei, com nada mais, nada menos, que o tio Heitor, a tia Clara, a minha avó e a Suzette, na porta, deixando-me extremamente constrangido e sem palavras, e ao que parecia, todos eles também ficaram, pela falta de palavras em cada um.

Por fim, o tio Heitor, quebrou o silencio constrangedor, mas, a Valerie a esta altura, já estava ao meu lado e ao olhá-la, ela estava vermelha como um tomate... e, foi o tio Heitor que nos tirou da inercia:

— Bem, como parece que todas perderam a língua, irá sobrar para mim. – O tio estava muito desconfortável.... — Bom... olhe... eh... existe um ritual, que as nossas famílias conhecem, e nós, gostaríamos de cumpri-lo com vocês...

— Sim, pode dizer tio Heitor...

Eu falo, mas, jamais prevendo o que seria.

— Bem, — o tio hesitou muito claramente, e, olhou para a tia, a vovó e para a Suzette, com o olhar demasiadamente, constrangido, e apenas assim, concluiu: — os noivos dormirem separados na véspera do casamento. O que acham?

Alguém viu a minha cara? Pois, sinceramente, eu não sei onde ela foi parar...

Meu Deus! Mas, que situação embaraçosa, inconveniente e lamentável!

Pior ficou, quando olhei para a Valerie, porque, além de estar roxa de vergonha, ela estava a me encarar, com um olhar de desespero, que certamente, reflete o meu interior ao pensar nessa possibilidade. Pois, unicamente eu e ela sabemos, após tudo o que nós passamos, o que representa um afastamento para nós, principalmente para dormir. A dor chega a ser física...

A tia Clara, como sempre, tenta salvar a situação com a sua graciosidade:

— Meus filhos, nós sabemos que vocês apenas, “dormem juntos”, e não duvidamos disto, e também sabemos o quanto é significativo um afastamento mínimo que seja, depois de tudo o que passaram, mas, é um pedido nosso, seria possível?

É a Valerie que me surpreende, mais ainda, respondendo:

— Claro, que sim tia, depois de tudo o que vocês fizeram, e têm feito por nós, nós não negaríamos, mas, eu serei muito sincera. Porque eu preciso que vocês saibam, que, depois de tudo o que nós passamos, eu tenho muitas dificuldades de dormir sem o Henry, de verdade.

Ela verdadeiramente é muito sincera ao falar.

— O Henry também quase não dorme e a vovó e a mamãe sabem disto, e melhorou um pouco, depois que passamos a dormir juntos. O que eu quero dizer, é que estamos mais ansiosos que o normal, e pode ser que isto, nos dificulte a dormir ainda mais, e, amanhã, o dia será intenso para nós. Assim, poderemos fazer, mas, caso isso se torne insuportável ao ponto de não dormirmos, gostaríamos da permissão e benção de vocês para podermos fazê-lo, juntos novamente, mas, nós iremos sim, tentar, por vocês.

Os tios, a minha avó e a Suzette, ficam maravilhados com a sinceridade e disposição de Valerie, e de certa forma, eu também. E é o tio que responde:

— Por mim tudo bem, nada mais justo...

— Por nós também.

As três respondem e agora, a Suzette diz:

— Você poderá dormir comigo filha, se preferir.

— Claro mãe! Lógico que eu quero! Vá na frente que eu irei organizar algumas coisas e já vou dentro de uns vinte minutos, eu estou separando algumas últimas coisas, para a viagem com o Henry.

— Tudo bem.

— Boa noite!

Todos dizem.

— Boa noite!

Eu e a Valerie respondemos...

Assim que eles saem eu fecho a porta e digo:

— Ah não! Mais essa, agora... já está demorando tanto a passar, agora as horas irão se arrastar...

A Valerie me olha e me puxa até a cadeira de leitura, e assim que eu me sento, ela se senta em meu colo e diz:

— Calma príncipe, eu sei que não será fácil, mas, pensa bem... eles realmente, merecem o nosso esforço. Hum? Eles fizeram e têm feito tanto por nós, meu amor. E, lembre-se, que a partir de amanhã, isto acabou... para sempre juntos... lembra?

Suas palavras despertam um desespero em mim, e eu tomo os seus lábios com urgência, num beijo ardente e delicioso, ela corresponde na mesma medida, e simultaneamente, enquanto eu envolvo a sua cintura e ergo o seu corpo, sem esforço algum, ela enlaça o meu quadril com as suas pernas e imediatamente, eu me coloco de pé, conduzindo-nos até a cama.

Quando eu sinto as minhas canelas tocá-la, inclino os nossos corpos sobre a mesma. Porém, nos conduzo até os travesseiros, antes de pressionar o corpo de Valerie com o meu contra os lençóis...

No mesmo instante, imagens brotam em minha mente... Imagens do dia em que eu a fiz minha, exatamente aqui, e o desejo a esta altura é absurdo em nós dois...

Suas mãos em minha nuca, estão quentes e me puxam com vontade para si, as suas pernas, me apertam e puxam-me contra ela. Aquilo me enlouquece de excitação, e após muito tempo e sem resistir mais, ainda hesitante, eu percorro uma de minhas mãos em seu corpo, com mais ousadia: de sua cintura, desço ao seu quadril, em seguida, para a sua coxa, e vou saboreando cada curva a qual, eu venho sentindo falta, muita falta...

Lentamente subo minha mão novamente por sua coxa agora apertando a ponta dos dedos, fazendo-a gemer, volto a sua cintura, e continuo subindo até a lateral dos seus seios, mas, ainda me contendo. E surpreendentemente Valerie não hesita, ao contrário, ela geme meu nome:

— Hen... ry...

Ela abandona os meus lábios e começa a beijar e morder pontos sensíveis em meu pescoço e após, em meus ombros. Minhas mãos estão trêmulas e quentes, e a que está em seu corpo, formiga com desejo de tocar seu seio.

Ela parecendo ler a batalha em minha mente, trás uma de suas mãos de minha nuca, e agora olhando em meus olhos coloca a sua mão sobre a minha e a conduz ao local que tanto desejo tocá-la envolvendo meus dedos ao redor de seu seio...

No momento que eu a toco, ainda que por sobre a roupa, fico enlouquecido de desejo, e começo a perder o controle sobre os meus pensamentos, pois, os meus instintos se sobrepõem a minha racionalidade...

E, em uma batalha impetuosa, a minha mente diz: “Não, falta pouco... Não ceda agora!”, porém, o meu corpo ignora o seu comando, levando-me a chocar os nossos quadris e apertar o seu seio ao mesmo tempo.

Valerie abafa um grito em meus lábios beijando-me com paixão. Em seguida abandona-os novamente e diz olhando em meus olhos:

— Amo você “meu noivo” lindo!

Suas palavras, ao invés de atiçarem fogo em meu desejo, graças a Deus, fazem-me recobrar o juízo, pois, duas delas, “meu noivo” aparecem em negrito em minha mente e instantaneamente, me lembro: “o compromisso” faltam somente algumas horas.

Assim, olhando em seus olhos, mas, agora estático, digo já me levantando e trazendo-a junto e colocando-a de pé a minha frente perto da cama:

— Só mais algumas horas princesa... Descul...

Ela cala meus lábios com um beijo rápido e diz:

— Não peça desculpas por me desejar, e por me fazer arder de paixão por você... nós somos adultos e se algo acontecesse, é por que eu também queria Henry, na verdade eu quero, mas... eu compreendo, e quer saber? Eu gosto da ideia desta privação toda para a lua de mel, imagina o que posso esperar?

Ela sorri sapeca me beijando com carinho e sem provocação agora...

— Eu amo você sua linda! Vamos terminar de preparar o que falta...

Assim, quando terminamos, ela foi dormir ou pelo menos, tentar dormir com a sua mãe, e eu esperei mais uma meia hora e saí do quarto batendo no quarto de Érion e Áraon, e em seguida seguimos para o jardim, debaixo da janela do quarto em que Valerie estava... esta seria minha outra surpresa para ela: Uma serenata na véspera do casamento!

Assim que nos posicionamos, eu e o Érion começamos a tocar e em seguida, nós três a cantar:

MÚSICA

Passam-se meramente alguns minutos e a janela se abre e uma Valerie linda e chorando, aparece, sorrindo em meio as lágrimas e, jogando beijos e dizendo, somente movimentando os lábios:

— Eu te amo!

Aos poucos, as outras janelas se abrem, e todos, principalmente as mulheres passam a apreciar a serenata feita para a minha noiva...

Em seguida depois...

MÚSICA

Assim que eu termino, Valerie faz algo inusitado: ela passa as pernas pela janela evidenciando que iria pular, imediatamente, dei o alaúde ao Araon, me levantei e me posicionei para recebe-la em meus braços, e quando o fiz, ela pulou...

Peguei-a e para absorver o seu impacto, sem machucar a nós dois, me lancei na grama, com ela sobre o meu colo, e caímos os dois rindo, e só assim, nos dando conta, que as janelas foram fechadas e que os rapazes saíram...

Olho-a nos olhos e digo:

— Eu amo você e a amarei eternamente!

Ela sorri e diz:

— Eu amo você Henry, e, eu o amarei para sempre, seu lindo, obrigada, eu amei as canções!

***

Assim, após toda esta agitação e, eu e a Valerie, termos ido cada um para um quarto dormir, eu no meu, e ela com a sua mãe, e aliando-se ao fato de eu estar muito ansioso, eu não consegui dormir, e vim ao menos, relaxar, na sala, de frente para lareira.

Eu havia colocado uma coberta sobre o carpete para ficar confortável, e havia trago outra para cobrir, e também, espalhei almofadas como travesseiros...

São por volta de duas horas da madrugada, e, eu estava refletindo sobre a minha vida, sobre as minhas novas responsabilidades a partir de agora, e, de repente, eu sinto lábios quentes, beijar a minha testa e dizer:

— Eu sabia que era você, quando saí do quarto, sem sono, para caminhar pela casa, e vi a lareira acesa. Você também não conseguiu dormir, não foi?

Valerie me pergunta, com os olhos cansados e cheios de olheira...

— Não princesa, a esta altura, dormir sem você, isto é algo impossível para mim.

— Tudo bem, para mim também...

E ela vem e se deita ao meu lado. Eu cubro-a com a coberta e a envolvo em meu abraço. Beijo-a com carinho.

Valerie começa a acariciar o meu rosto e coloca, como de costume, a sua outra mão, sobre o meu coração, e eu acaricio os seus cabelos e as suas costas. E em minutos nós dois, dormimos em paz...

***

POV VALERIE

Sinto um conforto gostoso, e percebo que eu estou consciente, ainda não abro os olhos, pois, estou concentrada nos sons que ouço: uma respiração tranquila, um coração batendo em meu ouvido. Sinto um calor imenso e reconfortante envolver o meu corpo, e braços deliciosos me apertarem, e sei que eu estou no meu refúgio, os braços do Henry!

Mesmo com os olhos fechados, eu sinto a claridade, e dou-me conta, que já amanheceu.

Seu cheiro, agora que eu estou consciente, que é melhorado quando o seu corpo está quente, como está agora, me inebria os sentidos...

Eu afundo o nariz em seu peito, buscando mais daquele aroma, e instantaneamente, o Henry, vira-se de lado e aumenta o seu aperto sobre mim, de forma protetora, só que com o gesto, sua ereção agora se comprime contra mim em minha coxa, e para provoca-lo, ainda de olhos fechados, roço minha perna contra “ela”, e ouço ele gemer de prazer, fazendo-me arrepiar, beijar e dar uma leve mordida em seu pescoço...

Henry, geme de novo e agora comprime seu corpo contra o meu, de maneira que sua ereção agora se aperta mais em minha coxa. Assim, abro os olhos, e, olhar para o seu rosto sereno, enquanto dorme, é muito bom.

Beijo os seus lábios com suavidade e em seguida o seu peito, ele dá um sorriso, mas, pela respiração, eu sei que ele ainda está dormindo, mas, sei que quase acordando, repito os gestos e em seguida, beijo o seu pescoço e agora, ele abre os olhos, e ao olhar nos meus, sorri lindamente...

Ele está perfeitamente sexy, com os seus cabelos revoltos caindo pela testa. Exatamente como eu amo.

Dou-lhe outro sorriso, em resposta e digo-lhe:

— Bom dia, Sr. Lazar, meu noivo: lindo, perfeito, maravilhoso e delicioso!

Ele amplia ainda mais, o seu sorriso e diz:

— Bom dia, Sta. Valerie, minha noiva, quase esposa: linda, perfeita, maravilhosa, deliciosa, e minha, minha, minha e minha!

Começo a rir e o Henry me beija.

E eu digo-lhe:

— Príncipe, será que os outros já se levantaram?

O Henry olha ao redor do ambiente, e quando o acompanho, é que me dou conta de que dormimos na sala. Assim, ele diz:

— Sim, pois, eu não me lembro de termos fechado a porta daqui, você se lembra?

— Não, eu, na verdade, também não a fechei.

— Então, alguém já acordou e a fechou para nos dar privacidade. E amor, como você está? Pois, você acabou dormindo no chão duro, princesa.

— Hum, eu não poderia estar melhor, eu dormi nos seus braços Henry! Desde que seja, nos seus braços, eu durmo em qualquer lugar.

Ele sorri e me beija. E logo após, diz:

— Também aprecio muito ter você em meus braços, sua linda.

Dou-lhe um sorriso enorme digo:

— A partir de hoje, terá para sempre!

Agora é o Henry que exibe um sorriso radiante e diz:

— Verdade, e Valerie, acho que é hora de nós, nos levantarmos, sabia...

Bem neste momento, alguém bate a porta e a abre dizendo:

— Bom dia aos noivos!

E uma enxurrada de gente, entra pela sala e se amontoam sentados ao nosso redor...

E, todos os nossos amigos se materializam ali, deixando o Henry e a mim, corados de constrangimento.

O Henry nos cobre melhor com a coberta, mas, o Araon, como sempre, tenta puxá-la.

O Henry se irrita e, eu sei que, é para não revelar a sua ereção matinal, e antes que ele se altere com o Araon eu digo, sabendo que ele irá respeitar os meus limites:

— Araon, eu estou com frio, e eu não quero pegar resfriado no dia do meu casamento, seu sem graça!

Automaticamente ele para, porém, diz:

— Rum... ah está bem, resfriado?!

Evidenciando que não havia engolido, a minha desculpa...

Neste momento, sou salva por Cedrico e Prudence que chegam, trazendo duas bandejas, enormes, de café da manhã e dizendo:

— Bem, este é o último café de vocês, como solteiros, e, é claro que, tomaremos juntos, viemos todos para cá, logo cedo, para prepararmos esta surpresa para vocês.

E então, a Made chega com a bandeja de xícaras e talheres para nós.

O Henry se senta e me puxa junto. Nós nos recostamos no sofá para comer, entretanto, continuamos com a metade de baixo do nosso corpo coberta e abrimos espaço, para que todos se sentem no carpete para comermos.

Até Prudence, com o auxílio do Cedrico senta-se ao chão.

Conversamos e brincamos muito, e o café foi maravilhoso. Ao final, todos nos abraçam e cada um sai recolhendo tudo, para se arrumar para o casamento...

Assim que nós ficamos sozinhos novamente, o Henry diz:

— Bem, agora, nós precisamos ir. Amor, eu desejo um dia abençoado para nós e quero dizer que eu já estou ansioso por recebe-la no altar. Eu tenho a plena certeza, que você será a mulher mais linda do evento, te amo!

Respondo-lhe:

— Obrigada, desejo um dia repleto de felicidade para nós, e eu já estou ansiosa pelo momento, em que estaremos sozinhos, novamente, mais tarde!

O Henry dá um sorriso, mas, diz:

— Amor, amor!

— O que foi? Vai dizer que você não está, Henry?

— É sério que você está me perguntando isto? Amor, eu estou louco de ansiedade, nossa! Mas, eu procuro me controlar sua sapeca, você está impossível Sta. quase, Sra. Valerie Lazar.

Morro de rir dele e assim, levantamos e seguimos nossos destinos rumo a nossa manhã de preparativos para: o nosso Casamento!

***

Após uma hora de preparo e com a minha mãe, a vovó Lazar e a tia Clara, trabalhando, sem parar, em mim, finalmente, eu estava pronta.

E, eu admito humildemente, que quando a tia Clara me conduziu ao espelho eu dei um grito:

— NOSSA!

E quase caí estatelada de surpresa, ao chão, pois, modesta a parte, aquela mulher do espelho estava deslumbrante! Então, isto queria dizer que: eu estava deslumbrante! Os presentes de Laura, ficaram lindos em mim...

Eles combinaram e harmonizaram, perfeitamente, com os meus olhos.

Todas já estavam maquiadas e agora se vestiam rapidamente, enquanto eu me admirava.

De repente, sou surpreendida com batidas na porta do quarto e minhas damas de honra, entram belíssimas e gritam ao me verem:

— Meu Deus, Valerie!

— Você está perfeita, o Henry vai ter um “treco”!

É Made quem diz e eu respondo:

— Credo! Deus me livra!

Eu digo exasperada, e elas riem...

***

POV HENRY

Caminho até o espaço preparado para cerimônia, acompanhado por minha avó, e confesso, eu nunca imaginei estar tão nervoso em minha vida. Pois, este é um momento que eu sempre esperei e aguardei por ele, então, eu achava que seria algo natural. No entanto, enganei-me completamente.

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A minha avó, que percebe, obviamente, o meu nervosismo, me olha antes de começarmos a caminhar, rumo ao altar e diz:

— Fique tranquilo, dará tudo certo, e você está lindo Henry, ela ficará encantada ao ver você. E mais: sei que a sua mãe e o seu pai estariam muito orgulhosos se estivessem aqui.

Realmente o que vovó fala, me tranquiliza. E digo:

— Obrigado vovó.

Ela sorri, e neste exato instante, alguém nos dá um sinal. E eu digo a ela:

— Vamos vovó, chegou a nossa hora.

E ao som da música para minha entrada, eu começo a me mover, em direção ao altar, onde o reverendo me espera.

MÚSICA

A cada passo que eu dou, vejo sorrisos em toda a parte, e todos estão radiantes, principalmente as pessoas mais próximas, e, me contagiam por seus semblantes, porque eu sei, o quanto a minha vitória significa para eles. Cada um a sua maneira.

Assim que eu chego ao altar, cumprimento o reverendo e acompanho a minha avó até o seu local, e retorno ao centro, ao lado do reverendo para esperar pela entrada dos próximos.

Primeiro, entram o tio Heitor com a tia Clara, como padrinhos, e também em seguida, Dartanhã com a Helena, também como padrinhos, o que foi uma decisão tomada depois, pelo tanto que nos ajudaram e apoiaram.

E os dois casais, são pura felicidade. Ao chegarem até onde estou, cada um na sua vez, beijam a minha testa e seguem até os seus lugares.

Em seguida, entram as Damas de Honra, com os seus acompanhantes, e, com algumas mudanças: Cedrico com Prudence, Marvel com Roxane, Marverick com Sophie, Araon com Madelaine, Érion com Elise, Camelot com Ananda. E, Rose, ficou para entrar com as alianças, e para preparar a entrada de Valerie, se é que eu entendi bem.

Eles entram, e ao chegarem ao altar, cada um, na sua respectiva vez, me cumprimenta e segue para os seus lugares, sendo três de um lado do altar, e três do outro, assim como o Dartanhã e Helena estão de um lado e o tio Heitor e tia Clara estão do outro.

Por fim, algo que eu não esperava, pelo menos para esse momento, e sim, mais tarde, em uma surpresa que preparei para Valerie, acontece:

Os quatro cavaleiros: Aquiles, Avalon, Lucan e Lucius, entram totalmente equipados e arregimentados e quando estão próximos a mim, no altar, param, e em seguida, entra Constantine, totalmente caracterizado como Coronel-General. Ele vem até mim, cumprimenta-me com o cumprimento militar, eu correspondo segundo a minha recém adquirida, patente de Major.

Em seguida, Constantine me concede descanso para depois me abraçar com lágrimas nos olhos, o que me emociona, pois, eu sei que ele está comovido por tudo o que eu passei para chegar até aqui.

Assim, ele retira-se para o lado de Alice, a sua esposa, e senta-se próximo ao Dartanhã e a Helena. E os Cavaleiros retornam ao local de entrada da cerimônia e se posicionam ali.

Incomoda-me, não ver movimento algum, de aproximação da Valerie, pois, o local é aberto, e já era para eu tê-la visto.

Engraçado, que eu imaginei que o altar ficaria de frente para o lago, mas, na realidade, ele ficou de costas, ao passo que, os convidados estão de frente para ele, não entendi o por que tia Clara decidiu assim, mas, eu confio no gosto dela.

Eu também não compreendi a bela Cabana rústica, construída no centro do lago, com estrutura totalmente em madeira e paredes em vidro fosco com um barco a espera, e nem o belo Pier que foi construído à margem, próximo ao local onde está localizado o altar, e ele foi todo ornamentado também, e ficou maravilhoso.

Por isto nem questionei, mas, confesso que eu fiquei curioso.

E bem no momento em que estou pensando nisto, ouço algo: murmúrios, sorrisos, e, comentários: “Que coisa linda!”, “Ela está linda!”, “Que ideia maravilhosa!”

E quando me viro na direção em que os convidados olham, para também olhar, e agora, todos estão de pé.... Eu vejo a visão mais bela do mundo...

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Notas finais
E aí pessoas o que acharam? Mereço Reviews e Recomendações? E a surpresa do final? Me falem um pouco sobre isso nos comentários. Gratidão e até o Capítulo 58 – Parte 1.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.