A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

19 JANTAR COM NOSSOS AMIGOS - SURPRESAS - Capítulo 19


Notas iniciais
Leia as Notas Iniciais e Finais, são importantes! Olá pessoas lindas do meu coração! Estamos de capa nova. O que acharam? Gratidão à: PSRG, Bruna Medeiros, biancazaidan, e você Suassa. Gratidão também, ao leitor novo Wesley Capítulo 19. O capítulo de hoje, é mais animado, tem surpresas, participação de outros personagens, e trás uma breve incógnita que será esclarecida só mais lá na frente, acerca de alguém que representa perigo para Valerie... Se vocês pensaram que todo este romance iria ficar só no mamão com açúcar, estão enganados, ainda haverá, medo, choro, tristeza, angustia, obstáculos, mas é claro, ainda muitas conquistas, alegrias e momentos felizes. Mas como tudo nas nossas vidas, nada é fácil, este início de Valerie e Henry, precisa ser mais light, afinal os pobrezinhos já sofreram muito, precisam de um refresco, e de se curarem também, mas... Depois do refresco... Rsrsrsrs... Nossa estou falando demais, se quiserem saber, continuem acompanhando... Amo demais isto! Posso adiantar que no próximo capítulo, tenho uma surpresa quente pra vocês, só não sei se vão me amar mais, ou se vão querer me matar... Depois vocês entenderão por que, rsrsrsrs... Mistérios, rsrsrsrs Sem mais demoras, ótima leitura! Nos encontramos nas Notas Finais.

POV VALERIE

Eu não posso descrever a alegria que eu sinto, por estar com ele. Chega a ser surreal. A cada minuto, não, a cada segundo ao seu lado, ele me fascina. Até hoje eu acho impressionante como Henry, tem uma inata capacidade, de fazer o que é certo, de escolher o que é bom, de ser paciente.

Mesmo antes, na época em que o Padre Solomon estava aqui na vila, na caça ao lobo, e que naquele tempo, desejava me levar como presa para atrair à atenção do lobo... E mesmo com tantas pessoas sob suspeita. Henry, foi aquele que me convenceu, mais rapidamente, ser inocente. Tudo nele inspira bondade. E uma criatura como aquela daqueles tempos, que hoje sei que era o meu pai, jamais poderia ter o coração de Henry.

Não consigo parar de pensar em como deve ter sido doloroso para ele, ter me visto no celeiro, com o Peter, naquela noite. Eu jamais queria que ele presenciasse aquilo. Eu preciso, realmente, encontrar mil maneiras de recompensá-lo. De fazê-lo feliz. E tudo que eu fizer por ele, ainda será pouco.

Eu tenho ficado extremamente emocionada, em ver a sua disposição em ceder por mim, no entanto, eu também tenho compreendido, que eu devo ceder por ele. Não da para negar, que o nosso desejo, um pelo outro, é único. Mas o de Henry, é motivado por seu amor por mim, entretanto, e o meu?

Sempre que eu tento compreender, a minha mente e o meu coração, são tomados por uma imensa confusão. Eu consigo perceber os meus sentimentos por ele, mas, eu não consigo entende-los, nem os compreender e muito menos decifrá-los e nomeá-los. Por mais que eu esteja tentando...

E novamente, eu consigo visualizar a importância dos meus dias longedaqui. Porem, eu confesso, que todas as vezes que eu começo a imaginar o tempo que ficarei longe dele, me dói até a alma. Mas por quê? Como é possível em tão pouco tempo, ele deixar em mim, marcas tão profundas assim? Talvez seja a intensidade das coisas que vivemos juntos, que não foram poucas...

E aí me dou conta... Em meus maiores momentos de aflição: na época da morte de Lucy, principalmente quando o barco dela e do pai de Henry se afastaram do rio, onde ele me tomou em seus braços, me oferecendo conforto; quando o Padre Solomon fez o meu julgamento, onde só ele me defendeu; quando me prenderam, ele é quem foi me soltar; no momento da fuga, ele que me conduziu; quando a flecha foi lançada contra mim, foi Henry quem se colocou na frente para recebe-la; quando Peter morreu, era ele quem estava lá por mim...

Quem sempre esteve lá por mim, independente de qualquer coisa, não foi Peter, nem mais ninguém, foi ele. Toda a minha obsessão por querer Peter, nunca me permitiu ver com clareza, os laços profundos que as circunstâncias me fizeram construir com o Henry, e ele comigo.

Nunca houve oportunidade para que eu pudesse realmente vê-lo, compreendê-lo. Eu me fechei tanto em uma só possibilidade que era Peter, que eu não tive olhos, nem percepção para nada mais. Mas agora, eu consigo ver com clareza. Sua presença, suas marcas, em momentos muito importantes de minha vida.

É como se o meu destino houvesse sido sempre o Henry, no entanto, antes de me dar conta disto, eu precisava sofrer, crescer, amadurecer, para estar pronta para ele, a sua altura. Mas, eu admito que, talvez, eu jamais consiga ter ao menos um pouco da nobreza de Henry.

O que eu faria, se ele escolhesse não me dar outra oportunidade? Acho que depois, mais tarde, quando eu compreendesse, eu iria sofrer muito, pois, só de pensar nesta possibilidade, o meu coração dói imensamente. Mas por quê? Por que em tão pouco tempo ele se tornou tão necessário assim? Porque em tão poucos dias tudo mudou?

Eu ainda não consigo entender, eu apenas sei que estar com ele é a melhor coisa do mundo. Realmente eu não me arrependo de nada que vivi, mas também, não quero viver uma vida diferente da que eu estou vivendo agora. Eu quero Henry em minha vida, e verdadeiramente eu o quero para mim, ainda que eu não entenda como e por que isto acontece...

***

Não foi fácil, me soltar dos seus braços para atender a porta, no entanto, eu precisava. E também, eu estava ansiosa por ver nossos amigos. Então, aproximei-me, abri a porta e...

— Valerie! – Um coro me surpreendeu...

Eu não me contive e comecei a rir, rir de alegria, por tê-los aqui, e por que também eu sabia que todos eles estavam eufóricos por eu estar de volta à vida. Por que esta é a expressão que eles têm usado. Antes, quando eu não queria trazer ninguém aqui, nem ir a festas, somente estava com eles quando eu dormia com a minha mãe nas noites de lua.

Eu sei que todos sentiram muito minha falta, a falta de minha real presença na vida deles, e eu não posso negar eu também sentia.

Então, como que ecoando estes pensamentos, eu fui envolvida de abraços, beijos, e sorrisos de um por um enquanto entravam. Até Cedrico, me abraçou erguendo-me do chão me rodopiando, e depois, logo em seguida, descendo-me novamente, extremamente vermelho, olhando para Henry.

— Desculpe-me... Henry. — Ele disse bastante acanhado. Mas, dava para ver que a alegria deles era tanta, que nem Cedrico conseguiu se conter, e Henry, como o cavalheiro de sempre...

— Sem problemas, hoje eu permito... – Henry disse tentando fazer cara de seriedade, porém, fracassando em seguida, pois, eu pude ver que ele também estava contagiado com a alegria de todos eles.

Eu pude ver em seus olhos que ele estava muito satisfeito, e orgulhoso, por poder fazer aquilo para mim, depois de tanto tempo, devolver o contato mais estreito que eu sempre compartilhei com os nossos amigos, porque durante o período com Peter, infelizmente eu havia perdido aquilo, devido às pessoas não poderem saber de sua condição de lobo. Mas, naquele tempo, não havia outra escolha.

Mas agora com Henry, era diferente. Ele queria mostrar isto para mim, eu podia sentir, que ele, na verdade, queria me dizer com estas atitudes, que agora tudo seria diferente, eu poderia voltar a ter esperanças, fazer planos, sonhar, sonhar com um futuro.

E como que confirmando o que eu estava pensando ele veio até mim, olhando-me com um intenso brilho no olhar, e sorrindo abertamente, beija o topo de minha cabeça..., enquanto todos entram e se acomodam pela sala. Então, ele pergunta em meu ouvido:

— Está feliz?

— Muito. Graças a você Henry. Obrigada!

— O meu maior objetivo é satisfazer você. — Então ele me dá um beijo no rosto e nos sentamos ao chão em algumas almofadas, ele encostando-se à parede e eu escorada em seu peito, sentada entre suas pernas.

Todos estavam tagarelando o tempo todo. Então Cedrico, começa.

— Bom, as meninas trouxeram sorvete para a sobremesa. E eu.... Trouxe um champanhe, para agente comemorar. – Eu e Henry nos olhamos interrogativamente. E Rox acrescenta.

— Bom são vários motivos para comemorações. Você e Henry, Valerie; Cedrico e Prudence... e... – Rox fez suspense. — E eu.

Eu não estou entendendo nada, Cedrico e Prudence já estão juntos há um tempo. E Rox? Como assim? Eu não me contenho e pergunto.

— Como assim Rox? – E todos caem na gargalhada, menos eu e Henry, mas dava para ver que em relação à Cedrico, Henry sabia, pois, os dois trocavam olhares bastante conspiratórios, mas Rox era uma incógnita para ele também.

— Deixa-nos explicar disse Cedrico. Bom, como você já deve saber, em pouco tempo eu estarei trabalhando em um novo e melhor emprego. – Faço sinal positivo com a cabeça, pois, Henry havia compartilhado isto comigo, que Cedrico iria começar a trabalhar com ele. – Bom eu e Prudence já sabemos o que queremos, então... — Ela estende a mão e revela o magnífico anel de noivado. E todos gritamos histéricos. Meus olhos enchem-se de lágrimas ao contemplar a alegria dos dois, e não resisto, levanto-me vou até eles e abraço-os.

— Eu não poderia estar mais feliz. Parabéns a vocês dois. — Sou seguida por Henry que esboça a mesma reação. E Cedrico diz:

— Calma. Vocês nem esperaram para ouvir a melhor parte... – Eu e Henry nos olhamos em expectativa.

— Nós desejamos que vocês... Valerie e Henry... – Disse Prudence.

— Sejam os nossos padrinhos. – Concluíram ela e Cedrico em coro. Então, eu e Henry nos olhamos trocando sorrisos. E eu acenei para ele com a cabeça e ele respondeu.

— É claro, com todo prazer. – Então Henry abraçou Cedrico dando os parabéns, e eu a Prudence. Foi quando me lembrei...

— Espere aí... Tem mais... E você Rox?

— Bom, eu você iria saber logo, porque está indo para casa dele. – Como assim? Demorei um pouco para compreender, então, com um click, minha mente captou.

— Marvel, irmão de Made? Ai meu Deus, vocês se gostam desde criança como Prudence e Cedrico. Ai que maravilha Rox.

— Mas por que eu fui à última, a saber? — E foi Henry que explicou.

— Bom em relação à Cedrico eu sei, é que como tudo estava ainda só entre as famílias, eles só puderam contar esta semana. E eu sugeri para contar aqui.

— E no meu caso. – Disse Rox. – Nós já estamos juntos a um tempo, mas, cautelosamente, sem alarde, mas, como sempre soubemos o que queremos, nós resolvemos em definitivo mesmo no fim de semana passado, e como surgiu a oportunidade de estarmos juntos hoje e sábado, eu queria pedir uma coisa a você e ao Henry.

— Sim, pode falar Rox. — Eu disse logo após receber confirmação através do olhar de Henry. Então ela nos olhou e disse, e percebi que todos estavam em expectativa.

— Bom, podemos ficar noivos no jantar de sábado? Pois, é uma oportunidade em que estaremos todos juntos antes de você viajar Valerie. Por favor, estejam à vontade para recusar.

Olhei para Henry, é claro que eu já estava com a minha resposta, mas, eu realmente só daria a minha em concordância com ele, e ele me respondeu com um imenso sorriso, que era típico dele, Henry adorava proporcionar felicidade as pessoas, então quando estes momentos apareciam, ele era o primeiro a alcança-los. Como ele me deixava orgulhosa. Então, me lembrei que Rox aguardava a nossa resposta.

— Claro Rox, com todo prazer. Nossa.... Vocês não imaginam o quanto eu estou feliz, e acho que posso falar por mim e pelo Henry. – E eu o olhei e ele confirmou.

— Claro que pode, é uma honra para nós, podermos compartilhar estes momentos tão únicos e especiais com vocês... – E Rox o interrompeu.

— Obrigado Henry... — E Cedrico continuou...

— O que nos lembra de outra coisa... Bom, nós também estamos imensamente felizes por vocês, enfim, pelo passo que vocês deram. Vocês não fazem ideia... E falando seriamente, e sem pressão alguma... – E pude ver intensa sinceridade nele em todos eles, e ele concluiu... – Eu acho que vocês dois já sabem disso Valerie e Henry.... Todos nós, falo em nome de todos unanimemente, torcemos para que em breve chegue este momento para vocês... Vocês merecem... E no que depender de cada um de nós, — E ele disse a última parte passando o olhar em cada rosto presente finalizando em mim e Henry. – Vocês poderão contar conosco para o que precisarem.

E eu não aguentei, aquelas palavras transbordaram todas as emoções, toda a alegria que estava sendo depositada em meu coração naquela noite, pelos meus olhos.

Lágrimas de felicidade corriam por meu rosto, e quando olhei para o Henry, eu contemplei o mesmo ocorrendo com ele, e a única coisa que fui capaz de fazer foi abraça-lo, afundando o meu rosto em seu peito e respirando fundo para sentir seu perfume.

É impressionante como a presença daquele homem em minha vida, apenas tinha acabado de acontecer, e já começava trazendo milhões de coisas novas, coisas boas. Henry era tão bom, que atraia boas coisas para aqueles que amava, e compartilhavam suas vidas com ele. Ele beijou o topo de minha cabeça, e como já estava mais recuperado que eu das emoções, falou.

— Quero expressar o meus sinceros agradecimentos a vocês, e dizer que, o mesmo que ofereceram a nós, nós estendemos a vocês, o que precisarem, vocês podem, contar conosco. – Ele olhou para mim, e eu confirmei com um sorriso, e completei.

— Claro... E Rox, todos virão... Lá da casa de Marvel?

Por mais que eu tentasse, eu não tinha como esconder a tensão em minha voz naquela pergunta. Madelaine (Made), tinha três irmãos, Marvel, Marverick e Mildrad. Marvel e Marverick, assim como Made e sua mãe, eram pessoas muito especiais, amigos de longas datas...

Mas, Mildrad.... Este era sinônimo de angustia para mim... Realmente eu sentia pavor apenas de ouvir este nome. Claro que havia um motivo, mas este, não é o momento de pensar sobre isto. Todavia, é claro que, Henry percebeu a mudança na minha atmosfera particular, ou seja, em meu ânimo...

Infelizmente, o simples mencionar do nome de Mildrad, sempre provocava em mim uma terrível reação, medo...

Pensar em ter sua presença ali, gerou-me pânico, e por mais que eu tentasse, não consegui disfarçar. Foi quando Rox falou, para tentar dissolver o clima de vez...

— Ah... Valerie desculpe e..., eu sei qual é sua preocupação, eu creio que você pode ficar tranquila.... Marvel me disse que Mildrad, não vai em casa há longas datas, pois, corre da responsabilidade de ter que ajudar com a mãe deles.... Então, eu acho que podemos todos ficar tranquilos, por não ter que encarar a sua presença...

Depois que Rox pronunciou estas palavras, meu corpo relaxou um pouco me permitindo prestar mais atenção ao redor. Primeiro em Henry, que estava tenso, rígido ainda ao meu lado. Não posso esquecer que, minhas reações refletem nele...

Porém, eu não pude evitar, foi mais forte que eu.... E o resto, evidentemente também relaxou, era visível que Mildrad não era bem vindo por todos, o que percebi até em Rox, e pensei como deveria ser pra ela, saber que teria um ser daquele em sua família após casar? É claro que, eu jamais lhe perguntaria para não a magoar.

Como o clima havia ficado tenso demais, pulamos este assunto, e pelo visto, ninguém mais quis nem pensar nele, a não ser que um dia fosse necessário, pois nem eu, nem Henry, e mais ninguém, o abordamos. E eu fiquei muito feliz com isto. Como o tempo estava passando, era hora de convocar a todos para a próxima etapa...

— Meus lindos e lindas, agora, por enquanto... daremos uma pequena pausa para jantarmos, venha Cedrico traga a champanhe. Temos muito mesmo a comemorar.

E o jantar seguiu-se com muita alegria.

Houve um momento que Henry foi até o seu quarto, e buscou um aparelho de som pequeno, creio que havia trazido junto com as compras hoje mais cedo. Ele o ligou. E todos dançamos, brindamos, comemos, bebemos.

Em um determinado momento, depois de tanto girar e dançar nos braços do Henry, nós nos sentamos um pouco no sofá, pois, eu estava exausta.

Coloquei os meus pés para cima no sofá, e recostei em seu peito enroscando-me nele, enquanto observava nossos amigos dançando e pensava sobre o quanto tudo estava diferente em minha vida agora. Como eu estava feliz.

Percebi Henry se inclinando para poder olhar para o meu rosto, e eu me virei para olhá-lo, sorrindo para ele. Ele colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e perguntou:

— No que você está pensando?

Eu aumentei a intensidade do meu olhar, toquei o seu rosto com uma mão e comecei a acaricia-lo e com a outra, toquei a suas pálpebras.

Ele reagiu fechando os olhos, e quando eu a desci das pálpebras para o seu peito, simplesmente pousando-a gentilmente ali. Ele abriu os olhos soltando um suspiro. Então, eu respondi.

— Estou pensando em como minha vida mudou, e em... O quanto você trouxe alegria para mim.... Você fez toda a diferença nestes poucos dias que você está comigo Henry. Você não sabe o quanto. E também, eu estava me lembrando daquele dia em que você me deu o bracelete, nunca esqueci na verdade, aquilo, de suas palavras, de sua promessa... Só que eu achei que como havíamos rompido o noivado, ela não possuía mais validade. Mas, ao que parece, que mesmo que ela não tenha sido mais pronunciada, ela está presente, como se houvesse sido revalidada... Sabe Henry, naquele dia, eu também me senti emocionada com o seu gesto. Eu me senti consolada por você de uma forma estranha, talvez seja por que eu estava tão obstinada por amar Peter, que eu dizia a mim mesmo que eu estava determinada a não te amar. Entretanto, a cada gesto seu, laços e mais laços eram criados, embora eu me esforçasse em ignorá-los. E hoje, todos ele vem à tona, tão visível, tão claro... Lembro-me do primeiro dia que saiu em missão para sua nova vocação de guerreiro, a procura do lobo. A cada passada do seu corcel, eu percebia um pequeno vazio se abrir e crescer dentro de mim. Eu já sentia algo por você Henry, estava ali o tempo todo, realmente devido a presença de Peter, eu não me permitia enxergar. – Henry me olhava pensativo. — Você se lembra Henry? — Ele me ergueu me puxando para sentar em seu colo com delicadeza.

— Claro que eu me lembro, eu nunca me esqueço de nada sobre você... E quanto a minha promessa, ela ainda está de pé e eu posso revalidá-la agora. Você quer? – Estranhamente, aquela pergunta aqueceu o meu coração...

Porque, promessas geram certezas. Mas, por que as certezas a cerca de Henry, agora eram tão fundamentais assim para mim? Mais uma vez eu não conseguia entender claramente.... Mas o fato, é que eu precisava ouvir aquilo, o meu coração pedia...

— Sim eu quero. – Eu disse já cheia de expectativa...

— Valerie, você será feliz novamente. Eu prometo!

Ele repetiu com as mesmas palavras, mas as palavras tinham agora muito mais poder sobre mim, muito mais intensidade. Os olhos dele faiscavam de tanta felicidade e de tanto amor, de forma que aquilo me tocava de uma maneira tão íntima, era uma conexão tão grande, que eu simplesmente não conseguia compreender...

Então, eu respondi com sinceridade o que eu estava sentindo...

— Eu acredito em você, Henry. Você já trouxe de volta a minha felicidade!

— Eu não poderia fazer outra coisa, por você. Pois, é isto exatamente o que você está fazendo comigo. Você me faz feliz... E inteiro, completo. Não, você está fazendo muito mais. Você me trouxe de volta a vida, você me deu um motivo pelo qual viver. VOCÊ Valerie, é toda minha vida. Eu Amo Você! E... Nenhum espaço de tempo com você é suficiente para mim. Eu quero você para mim, para sempre!

Ele ergueu minha cabeça, enquanto eu puxava a sua acariciando seus cabelos e fechando o espaço entre nós... os nossos lábios encontraram-se delicadamente, e eu estava consciente de longe, de que não estávamos sozinhos, porque a sala estava cheia, porém, todos estavam absortos em suas danças que nem se lembravam de nós.

Enquanto sua língua abria passagem de encontro a minha, ele me abraçava calorosamente. Não era um beijo intenso, carregado de desejo, mas, ao mesmo tempo não era um beijo comum, qualquer.

Ele estava carregado de amor, adoração, gratidão, alegria. E eu sentia através das reações de Henry, que ele também podia sentir como eu estava sentindo, aquele beijo, expressava todas as palavras que queríamos expressar um ao outro, e que o momento não permitia... era calmo, cálido, mas carregado de emoções e significados.

E aquilo aqueceu tanto o meu coração, que lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos, mas, senti que duas gotas também pingaram em meu rosto, então, puxei delicadamente os cabelos de Henry para que eu pudesse olhá-lo, e para minha surpresa, ele também estava como eu.

Acho que ele também ficou surpreso por me ver da mesma forma, ele acariciava meu rosto secando-as. E eu simplesmente após ele terminar, comecei a beijar o seu rosto percorrendo o rastro de suas lágrimas, até beijar cada um de seus olhos e finalizar com seu queixo e lábios delicadamente.

Então, eu me afastei para voltar a olhar os seus olhos enquanto ele os abria. E naquele momento, eu senti um desejo enorme de pronunciar algo para ele. Era como se as palavras, tivessem ganhado vida própria...

— Henry eu... – Foi quando Rose delicadamente nos interrompeu, e ao que parece muito constrangida.

— Desculpem, por favor. Mas é que está tarde, e nós precisamos ir.

Então, nos levantamos, e eu disse:

— Claro Rose sem problemas...

Mas pelo olhar que o Henry me deu, ele parecia ter ficado bastante frustrado, tenho certa impressão que ele queria muito ouvir o que eu tinha a dizer. E eu sabia que não poderia escapar por muito tempo.

Mas, eu teria tempo para pensar, porque ele iria com eles até o Vilarejo, para afastar problemas com comentários indesejados, e voltaria mais tarde.

— Valerie, muito obrigada por tudo — Rox disse em nome de todos. – E enquanto vocês descansavam um pouco, e Prudence e Cedrico dançavam, eu e Rose organizamos tudo, pois, não era justo deixar tudo para você.

— Ah... Obrigada meninas não precisava, eu faria com prazer, tudo foi maravilhoso, eu já estou ansiosa por sábado, ainda mais que o nosso grupo estará maior, nossas famílias estarão juntas. Fico muito feliz mesmo!

Então, todos nos despedimos, e quando chegou a minha vez e do Henry, ele segurou minha cintura, beijou os meus lábios, e foi em busca da minha orelha, sussurrando:

— Logo, logo eu estarei de volta, me espere... eu estou curioso.

Eu sabia, eu não iria escapar, ele queria saber.... Eu posso apostar que ele deve estar em ebulição por dentro.

Quando olhei em seus olhos, um arrepio percorreu o meu corpo. Ele me olhava cheio de amor, mas ao mesmo tempo carregado de desejo...

Eles se foram. Terminei de organizar o que faltava, fui ao quarto de Henry prepara-lo para a noite, preparei tudo para o seu banho. Eu sabia que assim como eu, ele deveria estar ansioso por isto, ainda mais depois de dançarmos tanto e dele ter que ir e voltar à vila.

Eu fui para o meu quarto. Como havia colocado meu pijama para lavar, eu escolhi como segunda opção, um Rosa claro. Eu sentia falta de dormir com as minhas camisolas, mas de jeito nenhum que eu teria coragem de fazê-lo com Henry aqui. Não por enquanto. Seria brincar demais com a sorte...

Assim, eu tomei banho, só não lavei os cabelos. Escovei os dentes. Enxuguei-me, e senti que minha pele estava sensível, acho que era efeito do vinho e champanhe. Passei um creme e perfume.

Então eu me vesti. Mas, era impressão minha ou o quarto estava mais quente que o normal? Liguei o ventilador, e deitei-me para refletir um pouco. Quando Henry chegasse eu iria para o outro quarto.

Então, eu comecei a refletir sobre aquele momento juntos no sofá, permiti-me reviver cada pedacinho, cada sensação, até chegar o instante das palavras que insistiram por serem pronunciadas. E só as lembranças foram o suficiente para trazê-las a ponta da língua de novo.

Então, eu tive a certeza de que aquilo não era só um impulso, agora eu podia sentir. Eu tentei visualizar a minha vida seguindo a partir daqui, sem o Henry, e a dor, a agonia ficou insuportável, mas por quê? Será que era possível? Estas coisas acontecerem assim tão rápido?

Realmente eu não podia saber, porque o que eu sentia por Peter, levei a vida inteira para construir, anos e mais anos. O que estava acontecendo agora comigo, era totalmente novo para mim.

Bom eu não sei, mas, acho que agora não demoraria muito mais para descobrir. Por hora, aquilo que eu queria. Não.... Aquilo que eu quero e que eu vou dizer pra Henry é seguro.

Fiquei tão feliz com a felicidade de meus amigos...

É realmente bom saber que, a vila vai ficar bastante agitada por uns tempos, casamentos a serem preparados. Festas, bailes. Acho que será tudo formidável.

Em meio a várias reflexões, me pego sonolenta, então, levanto-me ajeito a cama, desligo o ventilador, vou até o quarto de Henry e ligo o seu para já ir refrescando o ambiente.

Volto para o sofá, deito-me ali, por que sei que, se eu cochilar, Henry terá de me levar para a cama. Mas, se eu ficar em meu quarto, temo que ele possa não fazê-lo, e realmente, eu preciso e quero vê-lo antes de dormir de verdade.

Adormeço pensando nele... E em como gosto de ver o seu sorriso...

***

Vejo-o, como sempre tão lindo, aproximando-se de mim, meu coração acelera...

Meu corpo enrijece pela expectativa dos seus toques, do seu abraço. Mas ao mesmo tempo em que está tão perto, ele está tão longe. Quanto mais Henry se aproxima, parece que mais longe eu estou.

Eu não entendo, sinto uma angústia tão profunda, estendo os meus braços para alcança-lo e, eu não consigo, mas ele ainda continua caminhando rapidamente em minha direção, mas, parece que o espaço entre nós não diminui.

De repente, mais alguém se aproxima, e olho para ver quem é, é Peter, mas como?

Como Peter está aqui, então, Peter também se aproxima, mas, a proximidade de Peter agora faz Henry hesitar, mas, ele hesita apenas por pouco tempo, depois ele continua a avançar. E Peter me alcança, mas, aí, eu olho para ele, olho para Henry.

Peter sorri para mim, e me diz:

— Vem, eu te mostro como chegar até ele. Venha, confie em mim, só resta isto. Só depende de você. Sempre só dependeu de você, e o motivo de você não entender era eu, a minha presença. Mas, eu vou te ajudar, vem.

Então Peter segura minha mão e me conduz de encontro a ele, mas eu estou tão confusa, Peter... Henry... E Peter consegue ver a batalha que eu estou enfrentando internamente e diz.

— Vamos, prossiga, é só não parar, é só não recuar, breve você irá entender.

E eu aceno com a cabeça afirmativamente para ele. E ele diz:

— Continue olhando para ele continue indo, não pare. E quando chegar, Valerie.... Faça o que pedir o seu coração, deixe vir à tona o que está guardado aí dentro.

Esta então, é a última vez que o vejo, é a última vez que eu o ouço:

— Era para ser assim desde sempre. Vá!

E ele se vai, e ao que parece, para sempre.... Mas não há dor, não há choro ou sofrimento. Há uma sensação de conclusão de um ciclo, e de paz.

Então, eu volto a olhar Henry, e posso vê-lo agora mais perto, e à medida que eu não paro, ele se torna mais perto... mais próximo.

Isto faz com que eu queira alcançá-lo ainda mais rápido, então, agora eu aumento os passos e ele parece ser tomado da mesma urgência e faz o mesmo. E agora, nós não estamos mais andando, estamos correndo um em direção ao outro.

Meu coração está disparado... mas, não é por cansaço, ou pelo esforço. Mas, por que agora todo o meu corpo reage já prevendo que breve muito em breve eu estarei em seus braços, nossos lábios se unirão em um só, e nossos corpos também.

Assim, quando isto acontece, nós dois estamos em êxtase de alegria. Meu coração está transbordante e acelerado, posso sentir que o seu também. E a única coisa que eu consigo ver, é quando ele me beija com amor, e eu o retribuo.

Nós nos envolvemos em um caloroso abraço. Então, ele para de me beijar e olha nos meus olhos, como se lendo minha alma, e eu faço o mesmo. Então, ele diz:

— Eu te amo Valerie.

E eu só consigo pronunciar aquilo que está emergindo do meu coração de uma forma tão poderosa, que me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo.

— Amo você Henry!

Então, ele começa assim como eu derramar lágrimas em meio ao sorriso, e eu não entendo por que elas molham tanto o meu rosto, são tão quentes, elas se misturam com as minhas, sinto seu gosto. Então...

˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜

* Achei de suma importância acrescentar aqui, a lembrança de que durante a história haverão personagens acrescentados por mim ao enredo. Por exemplo: o Cedrico; A família de Madelaine (a Made), a mãe dela, o Marvel, o Marverick, e o Mildrad... e outros. Aos poucos cada um vai revelar-se na trama, e mostrar sua contribuição na história... Desde já agradeço a compreensão de vocês!

Notas finais
E aí Pessoas o que Acharam? Mereço Reviews e Recomendações? Gratidão e até o Capítulo 20.