Notas iniciais
~Ao ler essa história, não se deve considerar os fatos ocorridos em minha história excluída (Wolfy's Journey)

O furgão deu outro solavanco.

Wolfy, e seus irmãos estavam em um dos compartimentos. Sua mãe estava em outro. Sua família já havia cochilado, mas ela não. Como dormiria com essa agitação? Ela não era a única. Podia se ouvir os gemidos dos outros animais, seguros do mau humor de Wolfy em seus próprios compartimentos.

Ela não era lá tão grande assim. Tinha menos de um ano. Mas estava furiosa.

A cadela tinha uma pelagem negra densa, cauda comprida,orelhas pontudas e olhos vermelhos brilhantes. Seu hobby era atacar os irmãos.

Claro, Wolfy era só um apelido. Seu nome verdadeiro era outro, mas ela preferia assim. Bem apropriado.

Mais um solavanco.

Wolfy rosnou de frustração. Ela odiava os humanos! Odiava o que eles faziam com os cães! Por que não deixavam os cachorros em paz? Em especial Wolfy e sua mãe? Claro, seus irmãos panacas não sobreviveriam por cinco segundos fora de uma residência humana, mas Wolfy sim! E sua mãe não merecia morrer presa em um canil. Deveriam nascer, crescer e morrer selvagens. Livres.

Emily acordou de seu cochilo.

—Como vai, Wolfy? –bocejou ela.

—Como acha que eu estou? –grunhiu Wolfy de volta.

A irmã suspirou.

—Sei que não gosta disso mana, mas eles nos levarão a um lugar melhor.

—Lugar melhor uma ova! Você não sabe de nada, Emily.

A cadelinha se encolheu, voltando ao cochilo.

—Ao menos dê valor às intenções deles. –murmurou fechando os olhos.

Os pelos do pescoço de Wolfy se arrepiaram com o vento que entrava pelas frestas.

—Nem sob tortura. –sussurrou para o nada.

Logo chegaram à propriedade onde ficava o abrigo. O furgão parou de repente. Wolfy quase perdeu o equilíbrio. Emily acordou novamente.

Uma mão entrou no compartimento. Uma mão obviamente humana. Inesperadamente, Wolfy não fugiu. Ficou ali sentada obedientemente, observando enquanto pegava Ring e depois fechava novamente o compartimento.

Wolfy ouviu os ganidos de sua mãe enquanto colocavam nela uma coleira. Depois de hesitar um pouco, Juliet saltou do furgão e ela e seu filhote foram se submeter a exames. Estavam saudáveis. Precisavam apenas de alimentação adequada.

O homem logo voltou ao compartimento dos filhotes e pegou Lady, que estremeceu ao contato com a mão fria. Sobraram apenas Emily e Wolfy.

—Os humanos adoram filhotes Wolfy. –disse Emily –Pronta para ganhar um novo lar?

Um lar? Ela não queria um lar.

Wolfy deu um sorriso maléfico.

—Quando tartarugas voarem.

Quando o homem voltou pra pegar Emily, ela saltou para a liberdade.

***

O homem idiota –que não esperava uma tentativa de fuga- se assustou ao me ver saltando por ele.

Deparei-me com um estúpido estacionamento, cheio de furgões de resgate à animais. Aonde eu iria?

Ali! Vi, entre as cercas de arame, a passagem que os veículos usavam. Sem pensar, corri até ela. Ouvi alguns gritos, mas não lhes dei atenção.

Depois da cerca, havia uma estrada, não muito movimentada a àquela hora da noite. Virei para a direita e continuei correndo em direção a cidade.

Notas finais
O que acharam? Hein? Comentem, Favoritem e Recomendem owo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!