A Força Desse Amor
52 Ao Resgate!!
Notas iniciais
POV CEBOLA
Saímos o mais depressa possível do laboratório subterrâneo de Franja. Jeremias tinha nos dado a ideia de pegar o jipe do pai dele, assim chegaríamos mais rápido. O pai dele já havia deixado a chave na ignição, já que quando os robôs começaram a dominar tudo, o pai dele até pensou em fugir com o carro, mas foi mais seguro ficar no laboratório.
O que mais me preocupava era como passaríamos pelos robôs sem que nos percebessem.
— E ai careca? Tá tudo limpo? — Cascão perguntou enquanto Cebola olhava a rua pela porta da casa de Franja.
— Por enquanto sim. A rua está deserta. Acho que dá pra irmos, a casa do Jeremias fica ali virando a esquina.
(Onde foi que ela se meteu? Porque que eu tinha que perdê-los de vista hein? Já procurei por todo canto e o pior que aqui estou muito fraca, mal consigo voar direito, não consigo usar meus poderes no meio dessas tecnologias toda, mas tenho que encontrá-la de novo e avisá-la sobre o mundo mágico antes que eu enfraqueça mais.) — Nikki tentava usar seus poderes de percepção para encontrar Magali, mas estava fraca demais, não conseguia encontrá-la, porém pra sua sorte, viu Magali saindo de uma casa as pressas junto de outros dois garotos. — (Finalmente!!! Ali estão eles!! E pra onde eles vão agora? Será que não da pra pararem quietos não?! Ai lá vou eu de novo!!)
Magali, Cascão e Cebola corriam apressados olhando para os lados.
Acharam estranho estar tudo tão quieto e deserto demais.
— Aiiii aii — Magali para pelo caminho de repente sentindo fortes dores de cabeça.
— Meu amor o que foi? — Cascão preocupado tenta ajudá-la
— Não sei eu.. eu.. Aiiii, é a-a Mônica ela ta.. Ela ta muito mal! A gente precisa correr! Ela ta correndo um perigo muito grave!!
— Você consegue continuar? Não é melhor você ficar?
— Não, eu não sei porque mas eu tenho que ir!
— Então vamo logo! — Disse Cebola apressado.
Quando iam virar a esquina deram de cara com o grande exército de robôs, eram pelo menos uns 30 deles, porém pareciam desligados. Estavam com os olhos apagados e em continência.
— Ai Calamba.
— Eita corre!! — Cascão já se preparava para voltar.
— Espera Cascão — Magali o puxa — eles estão parados demais...
— Verdade. Será que estão dormindo? — Disse Cascão.
— Parece que estão desligados ou algo assim. Bom.. Melhor pra gente. O Jipe está logo ali, descendo a rua, é só andarmos sem fazer barulho, não sabemos se estão ligados ou não, melhor não arriscar. — Cebola começava a caminhar na frente seguida de Magali e Cascão.
A turma calmamente tentava passar por eles, tomando o devido cuidado pra não fazer qualquer ruído.
— Olhando assim de perto eles são ainda mais assustadores. — Cascão os observava cara a cara. — E não são lá muito agradáveis de se ver...
— Cascão fica quieto por favor — Cochichou Magali.
— Porque usaram robôs e não pessoas de verdade? Não vejo muita necessidade nisso tudo de tecnologia sabe...
— Cascão quer fechar essa matraca? — Cebola cochicha nervoso.
— Ah relaxa careca, se estivessem ligados já teríamos virado patê...
Finalmente conseguiram passar por todos os robôs, bastava descer o restante da rua que parecia vazia, para chegar ao jipe.
— Tá vendo? Eles estão de boas... Estavam desligados o tempo todo, não sei porque né se é uma guerra deveriam estar ligados 24 horas... Por isso que digo que deveriam ser pessoas de verdade! — Enquanto Cascão matracava, cada robô, aos poucos, acendiam os olhos.
— Cascão... — Cebola junto de Magali viraram e viram que os robôs começavam a despertar.
— E outra, Penha não é burra
— Cascão — Magali tentava chamá-lo.
—... Apesar de parecer burra.
— Cascão.
— Porque se usasse pessoas de verdade ia trazer prejuízos né...
— CASCÃO!!! — Os dois gritam.
— Quié caramba, pode nem falar mais.......- Disse Cascão ainda de costas para os robôs — Er... Bom... Xô adivinhar, eles acabaram de acordar e estão olhando pra gente né?
— Correeee!! — Grita Magali
A turma imediatamente desce a rua correndo com os 30 robôs os seguindo.
— Eu deveria te empurrar pra eles te pegarem seu matraca!! — Disse Cebola extremamente irritado.
— A culpa não é minha! Pelo menos não estão atirando!
TZIIIIU
— CASCÃO CALA A BOCA!! — Gritaram os dois
— Ox mas eu não falei nada! To de mal também..
Finalmente conseguiram chegar no Jipe, entraram às pressas e nem viram onde se sentaram.
ZIIIU ZIIIU ZIIUUU
Os robôs estavam numa distância razoavel, esses não corriam tanto quanto aqueles que já os perseguiram. Pareciam que estavam um pouco fracos mas mesmo assim poderiam causar estragos.
— Vai Cascão acelera!!!! — Gritou Cebola no banco do carona, olhando para o retrovisor.
— Ox, mas como que liga isso? — Cascão começa a apertar qualquer botão no painel do carro.
Tic
Siga em frente, olhe para o lado
Se liga no mestiço na batida do cavacoo (8)
Tic
Hello from the other siiiideee (8)
Tic
Florentina florentina, florentina de Jesuis. (8)
Tic
Vai taca Taca, taca, taca, taca, taca (8)
— ESSE É O RÁDIO, ANIMAL! — Gritou Cebola desligando o som.
— Genteee, eles ficaram mais nervosos com o som alto... Estão correndo mais rápido!!!!!!! — Magali olhava pra janela de trás.
— Ox como é que liga então?
— É só girar a chave que ta ai... Quer saber.. Sai dai!!
Os dois trocam de lugar.
— Cebola você sabe dirigir né? — Perguntou Magali.
— Bom.. Já dirigi o carro do meu pai uma. vez. — Disse ele girando a chave.
— Oia ai, ceis tão conversando e os robôs estão descendo a rua, depois eu sou o matraca né.
— CALA A BOCA CASCÃO!
Tzzzz tzzzz — O carro ameaça a ligar, mas sem sucesso.
— Gente, a gente vai se ferrar bonito!!!! — Cascão olhava pelo retrovisor.
— Pegaaa logo carro!!!!
Tzzzz Tzzzzz Tzzz
Os robôs estavam centímetros mais próximos e prontos para darem o tiro certeiro.
— LIGA!! — Gritou Magali batendo as mãos no banco.
VRUUUM — O carro finalmente funciona.
Cascão e Cebola se olham, estranhando aquela coincidência.
SCRIIIIIIIIISH
(Ah fala sério!! Agora que cheguei vocês já vão embora de novo?? Ai ai alguém tem que parar esses garotos! São mais agitados que eu! Vou me agarra aqui nessa coisa estranha e ver até onde vão) — Nikki se agarra no parabrisa.
Cebola da ré atropelando os robôs próximos do carro e finalmente acelera em direção ao Monte dos desafios.
POV TONI
Ah que maravilha!!! Hahahaha ver aquela dentuça prestes a morrer por minhas mão foi a melhor coisa que já me aconteceu! Cada tapa valeu a pena! E ainda implorou pra mim, quem diria hein dona Mônica? Hahaha, queria repetir aquela cena novamente haha...Bom com certeza ela já deve estar morta! E quando Cebola souber disso vai ficar em pedaços! Esse é o dia mais feliz da minha vida!! Hahahahahaha
De repente seu celular começa a vibrar.
— Alô?
— Estamos com problemas aqui! O idiota do Capitão Feio... — Penha já começa a se queixar.
— Poeira negra! — Disse ao fundo da ligação.
— VOCÊ TÁ TRABALHANDO PRA MIM! SE EU QUISER TE CHAMO ATÉ DE JOÃOZINHO!!
— Sua grossa!
— Então.. Estamos com problema aqui, pois o Joãozinho detectou algumas falhas em alguns robôs! E muitos deles se desligaram no meio da guerra, mais uma leva de polícia chegou e estamos precisando de muito, muito mais robôs! Quero que os traga pra mim!
— Mas eu já mandei todos os jatinhos pelo mundo todo, não tenho mais transporte rápido pra mandar pra ai! — Disse Toni.
— Não interessa arranje um caminhão, roube algum transporte sei la, se vira! E traga pra mim!!! AGORA! ... Não.. Espera.. Você não pode sair daí tem que vigiar a dentuça... Droga!!
— Não se preocupe, te garanto que de onde ela está, ela não sai mais. — Disse ele dando risada. — Porém por precaução deixarei alguns robôs de guarda. Pode deixar que estou indo praí, sei que você não vai me deixar em paz mesmo...
Logo Toni desliga o celular e vai em direção a saída.
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— Franja disse que fica bem abaixo de uma cabana abandonada — Disse Cebola parando o carro próximo a uma pequena cabana de madeira.
— Tenho certeza que é aquela ali. — Disse Magali.
— Então bora.
— Parece que não tem robôs por aqui. Ta seguro pra entrarmos. — Disse Cebola próximo da cabana.
— E vê se la dentro você não fala feito matraca tá meu amor... — Disse Magali o abraçando.
— Pô até você amor?
— Prontos? Vamos entrar. — Disse Cebola indo na frente.
Eles finalmente entram na tal cabana. Parecia estar caindo aos pedaços, e totalmente sem mobília, com certeza foi criado apenas pra esconder algo. Era bem discreta e pequena, não cabia mais que 10 pessoas ali.
— O que será que o Franja quis dizer com, abaixo da cabana? — Perguntou Magali
— Aqui deve ter alguma porta... Procurem algo estranho nas paredes. — Cebola ordenou já vasculhando a cabana.
— Gente, achei um botãozinho azul, estranho... — Disse Cascão.
— Calma, não aperta deixa eu... — Cebola se aproximava do amigo.
Clic
De repente o chão se abre.
AAAAAAAAAAAHHHHHHHHH
E todos caem se deparando num lugar cheio de corredores brancos e portas.
— Cascão, hoje tu ta querendo morrer mesmo né!!!!! — Disse Cebola se levantando
— La vem me culpar de novo! — Cascão ajuda a amada se levantar.
— Bem que Franja falou que aqui era uma empresa, esses corredores deveriam ser as salas onde faziam as tais falcatruas. E bem modernas pra época. Aliás modernas até pra hoje em dia. — Cebola observava o local.
— Gente... A Mô.. Ela.. Ela ta aqui.. Mas ela ta.. — Magali já começava a chorar.
— Magali você sente que a Mônica está por aqui? — Perguntou Cebola.
— Sim, mas...
— Mas o que?
— Ela ta.. Ai eu não posso falar isso pra você!!
— Falar o que? Magali você ta me assustando.
— Deixa pra la!! temos companhia!. — Magali disse olhando pra frente, e secando as lágrimas.
Havia um robô em continência numa das portas, ainda não havia percebido a presença deles.
— Ah fala sério! Mais? Porque que até aqui dentro tem que ter esses robôs chatos? — Reclamou Cascão.
— Com certeza pra impedir a Mônica de sair. Quando eu achar o Toni, ele vai me pagar muito caro hoje mesmo!! Mas antes temos que ver a Mônica.
— Eae careca? Tem um plano?
— Aquela deve ser a porta em que Mônica está. Não teríamos tempo de procurar em todas. São muitas.
— Mas como vamos tirar aquele robô de lá? — Perguntou o amigo.
— Eu vou.. E vocês dois entram pra resgatá-la.
— Ii ta doida? Nem pensar. — Disse Cascão.
— Eu posso ir! Eu tenho que ir.
— Magali, você não pode enfrentar aquele robô sozinha! — Cascão disse a olhando nos olhos.
— Algo estranho ta acontecendo comigo, eu sinto algo diferente no meu corpo e parece que quer sair, não sei o que é, sinto que posso, sinto que tenho que fazer isso!... Confia em mim meu amor não vai acontecer nada!
(Isso se chama poder mágico!! E é só o começo, uma pena que eu me sinta fraca demais até pra falar com você, aqui me sinto pior ainda, mas tenho que te ajudar, vou te mandar o resto de minhas energias pra que seus poderes se desbloqueiem, vai nessa princesa!! ) — Nikki pensava tentando se manter numa altura razoável já que nem voar direito estava conseguindo mais. Ainda mais naquele lugar ultra moderno.
— Você está segura disso Magali? — Perguntou Cebola.
— Sim, eu sei que consigo, vou distrair ele. — Magali já começava a caminhar.
— Meu amor — Cascão a puxa de volta, lhe dá um grande beijo apaixonado, e a abraça forte — por favor, toma cuidado, promete?
— Claro, vai ficar tudo bem... -
Cascão e Cebola se escondiam esperando que Magali levasse o robô até outro lugar.
A moça se aproximava do robô...
— Aee lata velha!! Vem me pegar!!
O robô imediatamente com os olhos vermelhos aponta sua arma em direção a moça.
E ela sai em disparada sendo perseguida pelos corredores, deixando aquele livre.
Cebola e Cascão caminham rapidamente até a porta.
— E agora? Como vamos abrir essa porta? Parece que só pode ser aberta por cartão. Droga!! — Cebola tentava pensar numa solução.
— Ah eu tenho um cartão aqui! — Cascão pega sua carteira.
— Cascão, não é com qualquer cartão! Com certeza o cartão que usam tem um código. Não vai ser com cartão de loja de games que você vai conseguir...
— Ah não ser que... — Cascão esfrega o cartão várias vezes na roupa, e passa pela trava da porta. A mesma logo ativa o sinal verde.
Cascão com sua rapidez e agilidade, já aproveita pra abri-la rapidamente, segurando-a com o pé, antes que voltasse a ficar vermelho.
— C-como conseguiu?
— Na verdade esse tipo de trava demora pra ler o cartão. Devido a isso, a porta abre durante um milésimo de segundo mas logo se fecha de novo, caso não seja colocado um cartão correto. Por isso, foi só abrir a porta nesse milésimo de segundo antes que o cartão desse inválido.
— Caramba... Nunca vi você tão inteligente, aprendeu isso onde?
— Er.. No filme do Cosmo Guerreiro no Espaço — Disse coçando a cabeça — Nem sabia que ia dar certo hehe. E essa de milésimo de segundos, na verdade é uma fala de Lukki Scaiualker hehe no filme Berro nas Estrelas
— Porque não estou surpreso? — Cebola diz na ironia e entra na sala junto do amigo.
— Lógico eu sou um gênio e... — Cascão olha pra frente e muda totalmente a fisionomia ao se deparar com a cena — Essa não...
— Mônica!!! — Cebola corre em sua direção se abaixando — Mônica por favor acorda, por favor...- Cebola tentava reanimá-la, colocando delicadamente as mãos em seu rosto. Mas era em vão.
POV CEBOLA
Eu queria gritar, gritar de tristeza, gritar de ódio!!
Mônica estava no chão desmaiada cheia de hematomas e cortes, havia sangue em seu rosto e seus braços.
Seus olhos estavam roxos e sua boca cortada. Havia vermelhidão em todo seu corpo e rosto...
A ver naquele estado me dava vontade de chorar e gritar ao mesmo tempo. Imaginar o quanto ela sofreu nesse tempo me causava agonia, porque não cheguei antes? A culpa como sempre é toda minha...
Como alguém pode ser tão frio dessa forma? Machucar ela desse jeito, sem piedade alguma!
Toni... Vou guardar esse nome pra sempre!! Sou capaz de mata-lo por ter feito ela sofrer!! Ele nunca vai escapar de mim, vai pagar por ter feito isso com ela, por ter tocado nela!! Vai pagar na mesma moeda, eu prometo, meu amor.
— Caraca mano, que filho da mãe!! — Cascão a olhava, assim como Cebola sentindo raiva de Toni. Mas Cebola estava além da raiva, estava com ódio e abraçava Mônica tentando reanimá-la, mas de nada adiantava. — Ela ta respirando, não tá careca? — Cascão pergunta preocupado.
— Caramba… — Cebola tenta ouvir a respiração dela e logo depois tenta sentir seu pulso — O pulso dela ta fraco demais, a gente tem que sair daqui agora!!! — Cebola rapidamente a carrega nos braços.
Mas quando iam sair, um robô começa a se aproximar...
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