Notas iniciais
HELLOOOO GENTE LINDA
DESCULPA A DEMORA, TAVA DE CASTIGO ;-----;

GALERÊ, NÃO ME MATEM PLEASE, TUDO VAI MELHORAR ♥
Altas emoções no próximo cap, hein, segurem o choro.
Beeeeeeeeijo

- Sorri pra foto. – Falei, já mirando a câmera pra ele. Surpreso, abriu um sorriso de lado. Acho que mais pela minha roupa que pela foto.

- Tá linda, meu amor. – Diz, me colando ao seu corpo. Lhe dei um selinho.

- Pelo menos pra festa eu tenho que ficar bonita né?

- Que isso, tu é linda até sem roupa. Na real, principalmente sem roupa. – Bati em seu ombro e entramos no carro.

- Vamos, senão a gente chega atrasado. – A galera da praia fez uma festa, e a gente foi convidado pelo Guto. Não sei como ele convidou o Nate. Acho que o beijo acalmou seus nervos por um tempo.

O lugar era lindo, parecia um luau. A primeira pessoa que vi foi Julie, segurando uma tocha e colocando-a em um tronco. Ela era alta. Estava linda. Seus cabelos negros adornados por uma tiara de flores e seu corpo esbelto envolto por uma blusa fina e branca e shorts jeans.

Quando nos viu, sorriu e acenou. Acho que a birra dela comigo já havia passado, e eu não sou muito de guardar ressentimentos.

- Hey Julie. – Diz Nate, cumprimentando-a.

- Oi, Nate. Oi, Jess. – Acenei.

- E aí. – Ela sorriu e nos levou mais pro centro da praia. Tochas espalhadas por árvores, troncos, pedaços de pau, e até na areia mesmo, iluminavam tudo. Chegamos em um ponto onde havia um agrupamento de madeira, e imaginei que fariam uma fogueira.

Guto esperava ali. Aquele sorriso lindo e caloroso me aqueceu inteira e ele veio me abraçar.

- Oi, Jess! Meu Deus, você tá... – Lançou uma olhadinha para Nate. — ... linda. – Eu ri.

- Obrigada. – Nate e ele se cumprimentaram com um aceno simples e se ignoraram.

- Então, gostou do lugar? – Olhei em volta.

- É maravilhoso. Parece saído de um sonho. – Ele sorriu.

- Que bom que pensa assim. – Pegou uma tiara de flores e me entregou. – Toma. Pra entrar no clima. – Peguei e ajeitei no cabelo. Eu usava uma regata colada preta, um short branco com D.Y.I colorida e vans. As flores de um rosa pálido completaram bem o visual. Os dois meninos me contemplaram por um tempo, e depois Guto acordou do transe.

- Bom, Nate, aqui os garotos têm que trabalhar. Vem me ajudar a carregar umas toras ali. – Nate foi, e eu sentei ao lado de Julie em um banco.

- Me desculpe pela primeira impressão que passei. – Murmura ela. – Guto e minha tia são as únicas pessoas que sobraram da família. Eu não consigo me imaginar sem um deles.

- Eu é que preciso me desculpar. Não sabia que sua tia tinha leucemia. Sinto muito. – Ela deu de ombros.

- Eu acho injusto. – Diz, me fazendo lembrar o que eu dissera ao Guto. – Meu primo é a melhor pessoa que eu conheço. Por que isso tinha que acontecer com ele? – Fiquei em silêncio um tempo.

- Ela está em estado avançado?

- Meio a meio. Teremos que nos mudar. Aqui não tem tratamento para ela.

- Já sabem pra onde?

- Não. Mas qualquer lugar onde ela melhore, está bom para mim. – Estudei sua expressão triste. Ela tinha cara de quem já passara por poucas e boas. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, acenderam a fogueira. Foi uma comemoração louca e fogos de artifício estouraram no céu. Era tão bonito de se ver que eu não conseguia desviar os olhos das luzes.

Então, senti alguém puxar meu pulso para longe do calor da fogueira, para um lugar onde eu não conseguia mais ouvir direito o barulho dos fogos, e sim as ondas quebrando no mar.

- Nate? – Falei. Estava tudo escuro, eu não sabia quem era.

- Shhh... – Fala ele, e eu sinto o perfume.

- Guto? – Ouço sua risada baixa.

- Acertou. – Eu sorri. Sentamos em um banco e ele ficou desenhando figuras abstratas na pele da minha coxa.

- Já soube que vamos nos mudar? – Perguntou. Suspirei.

- Já. É pra muito longe? – Ele riu.

- Talvez uns 300 quilômetros. – Meu coração se apertou com a possibilidade de não vê-los mais.

- Hum. Vou sentir sua falta. – Ele ergueu meu queixo.

- Não vai não. – Franzi a testa, confusa. – Minha mãe encontrou um médico em Gramado. – Meu coração bateu três vezes mais rápido. – Jess, a gente vai morar em Canela. – O abracei. Naquele momento, tudo estava perfeito. E eu esperava que continuasse assim. Mas é como dizem. Quando criamos espectativas, tem mais chance de dar errado.

~*~

No dia de ir embora, não foi nada triste. Tipo, todo mundo ia no mesmo dia. Guto, Jess e a mãe do Guto iam em um carro e a gente no outro. Chegando em Porto Alegre, não quis nem saber. Tia Gê, mamãe e a mãe do Guto foram no carro do Guto e os adolescentes foram no da minha mãe.

Passamos semanas ajudando o pessoal a arrumar a casa, que era muito bonita e tinha um sótão , que transformamos em sala de TV. Ele passou a estudar na nossa sala e se enturmou facinho com o JG, Mike e Pedro, mas eu já suspeitava disso.

Porém, o pior foi quando eu revi a vadia da Caroline. Era aula de matemática, eu estava de TPM e tava com raiva de todo mundo. Daí a guria resolve vir e se esfregar no meu namorado.

- E aí, Nate? – Diz, com aquela voz sexy e irritante, sentando na classe dele.

- Carol. – Diz, ele, com um sorriso educado. E eu observando tudo do fundão.

- Vamos repetir a dose das férias? – Diz ela, mordendo o lóbulo da orelha dele.

- Acho que não.

- Vai, uma rapidinha. Ninguém nem vai sentir tua falta. – No segundo seguinte, eu já havia arrancado ela da classe e puxado ela pelo cabelo até o corredor, onde a joguei no banco.

- Tá maluca????! – Diz ela. Revirei os olhos.

- Se você se esfregar de novo no meu namorado, eu vou arrancar fio por fio dessa cabeleira loira. – Ela ficou pálida.

- N-namorado???? – Sorri, triunfante.

- Fica longe dele, bem longe, entendeu?

- M-mas... mas ele não pode... ele não pode estar namorando com você. – Puz as mãos na cintura, prestes a dar um soco naquela cara de vadia.

- Por quê? – Ela olhou pro chão e esperou alguns segundos antes de falar.

- Eu tô grávida. E tenho certeza que ele é o pai.

~*~

- Jess, vamos conversar. – Diz ele, puxando meu braço.

- Não tem nada que conversar, Nate.

- Tu tava puta da cara comigo, eu tava bêbado, ela chegou em mim com um minishort e um top, eu sou homem, agi por instinto! – Tentei controlar a respiração.

- Vocês usaram proteção? – Pensei, com uma centelha de esperança. Ele se encostou no capô do carro.

- Não. – Mordi o lábio e fechei os olhos. – Mas eu juro que...

- Nate, você não tem como jurar nada. Você não sabe... não sabe se... – Dei um soco na lataria do carro. – Cara, não fala mais comigo. – Me virei pra sair, mas ele me puxou de volta.

- E se ela não estiver grávida? Se ela estiver mentindo. – Me soltei dele.

- Se você conseguir provar que foi golpe, a gente conversa. – E andei até o carro do Guto.

~*~

- E ai, pirralha. – Diz Mike, chegando na frente da minha casa com o skate. – Sorri e levantei do meio fio.

- Oi, ruivo. – O abracei. – E aí, que me contas?

- Nada, e você? Tudo bem? – Dei de ombros.

- Sei lá.

- Eu ouvi sobre a Caroline. Sinto muito. – Deitei a cabeça em seu ombro.

- Quero acordar desse pesadelo. – Ele afagou meu cabelo.

- Calma, pequena. Vai ver que é só uma mentira dessa vaca, e você e o Nate voltam com todo aquele grude. – Ri contra sua camiseta.

- Obrigada. – Ele sorriu, mas logo ficou sério.

- Tenho algo pra te dizer. – Me desencostei dele.

- O que foi?

- Ontem, o Rafa me ligou. – Meu sangue gelou.

- Hmm... o... o que ele queria?

- Você, Jess. Ele queria te ver. Disse que tinha uns caras cobrando o dinheiro das drogas, e ele precisa falar contigo antes... – Ele parou.

- Antes de quê? – Falei, trêmula. Ele me olhou.

- Antes que eles o peguem. – Minha respiração pareceu mais complicada. – Ele... ele acha que, quando eles o pegarem, não vai haver um depois. – Senti as lágrimas chegarem aos meus olhos. Me levantei e me dirigi à porta da frente.

- O que você vai fazer?

- Vou me trocar. É hora de ver meu melhor amigo.

Notas finais
E AÍ? GOSTARAM? Espero que sim!
Comenteeeeem amorecos ♥