A Força D'um Amor (+18)
37 Capitulo XXXVI – O Primeiro Grande Desgosto
Notas iniciais
Por fim, rasga-o.
– Olha bem para a minha cara patife, eu não quero dinheiro, percebeste bem, estúpido? Mete isto no cu, e podes dizer ao teu filho que não se esconda mais, porque não é preciso!
Lisa dá meia volta e sai pela porta que ainda se mantinha aberta. Ela sentia-se sozinha, desamparada, sem forças para continuar em frente. Segurou a todo o custo as lágrimas que lhe dançavam nos olhos, prontas a caírem. Não existiam palavras para descrever o que sentia naquele momento, era um sentimento vagabundo, reles e ordinário. Só lhe passavam coisas terríveis pela sua cabeça e tentou andar mais depressa. Queria sair dali, queria esquecer aquele homem asqueroso que era Sérgio. Quanto a Pedro, ele escusava de mandar o pai dizer o que disse. Ou então não era suficientemente bom para lhe dizer na cara que não a quer, que tem namorada, ou então não preenche os requisitos para o ser.
Lisa dava tudo para que não estivesse grávida. Não tinha reacção aparente, era uma mulher de gelo… O seu interior estava destroçado, mas o exterior permanecia ameno, como se não fosse nada com ela. Tinha uma armadura de ferro que delimitava o seu interior… caminhou rumo a casa, sempre com os olhos colados ao chão… triste, sem ânimo. Próxima de vivenda viu uma pessoa, correu ao seu encontro, abraçando o pai… Nos seus braços ainda se sentia protegida, precisava de um ombro amigo, de alguém que a compreendesse e que não lhe ralhasse. O pai abraçou-a com muita força e acariciou-lhe o cabelo. Lisa chorava como nunca chorou em toda a sua vida:
– What's the matter, kid?
“O quê se passa, filha?”
Ela não consegue falar, tentava ganhar forças para caminhar em frente, mas cada vez o seu caminho era mais duro, e atribulado, Scott sentou-se num banco de jardim que havia ali e murmurou, dando-lhe um beijinho no cabelo:
–Don’t you cry nomore, daughter, you are a Scott! You'll be able to give a comeback to the problem.
“Não chores mais, filha, tu és uma Scott! Vais conseguir dar a volta por cima ao problema.”
– No! I will not! What will happen to me, my God? – soluçava Lisa.
“Não, não vou! O que vai ser de mim?.”
– You will, of course you will! Dad is here to protect you ... – Scott tenta acalmá-la
“Vais, claro que vais! O pai está aqui para te proteger…”
–Promise to never leave me, or judge me, whatever the problem may be. – Diz Lisa num fio de voz fraco.
“ Prometes que nunca me abandonas, nem me julgas, seja qual for o problema”
Lisa continuava mal, inconsolável. Agora o seu estado exterior era igual ao interior, ela soluçava, queria morrer.
Scott não sabia mais o que fazer. Pegou nela ao colo e levou-a para casa de Sónia. Quando Pipa vê Scott a entrar assim pela porta dentro, fica assustada por pensar que ele bateu na filha.
Ele vai pôr Lisa à cama, pois esta necessitava de descansar e ia a sair no entanto Lisa pega-lhe na mão e suplica-lhe para que ele fique.
Scott assente, e senta-se na cama até que a filha adormeça. Ela, de tão abatida, fica sem energia para chorar ou ficar acordada, e o sono acaba por vencê-la.
Scott sai devagar, para não a acordar e desce as escadas. Pipa e Sónia estariam a falar e, quando ele aparece, ambas param:
– You can continue, don’t stop because of me. “Podem continuar, não se prendam por minha causa.”
– No Scott! – intervém Sónia — What are you doing here? I through you’d never comeback ever.
“Não Scott! O que estás aqui a fazer? Achei que não voltasses, jamais.”
– I didn’t come back, Sónia! I’m fine as I am, I came to Portugal to sign the divorce, and when I arrived, I found Lisa crying in the garden. What is it happened?
“Eu não voltei, Sónia! Estou muito bem como estou, vim a Portugal para assinarmos o divórcio, quando cá chego encontro a Lisa a chorar no jardim, o que se passou?”
– That I know, nothing.
“Que eu saiba, nada.”
– Well I’m going up to Lisa’s room, and then we talk. – Scott vai à cozinha – Do you kow if she has eaten anything today?
“Bem eu vou subir para o quarto de Lisa, depois falamos. – Scott vai à cozinha – Sabes se ela já comeu alguma coisa, hoje?”
– John, she ate nothing. – Intervém Pipa.
“John, ela não comeu nada, nadinha.” Intervém Pipa.
– Did you take her to the doctor?
“Já a levaram ao médico?”
– No, Lisa is not sik.
“Não a Lisa não está doente.”
***
No andar superior da casa, Lisa acorda assustada. Olha em volta e não vê ninguém, sente-se triste, só, desolada. Scott entra no quarto com uma canja de galinha:
– What are you bring?
“O que é que trazes?”
– A soup. I heard that you haven’t eaten anything, It´s because I’m gone?
“Uma sopa. Soube que não tens comido nada, é por que me fui embora?”
– No, Dad! It must have been someting I ate. Ahm, we need to talk, sit down!
“Não, pai! Deve ter sido algo que comi. Ahm, precisamos de falar, senta-te!”
–After you eat, can it be?
“Depois de comeres, pode ser?”
– What do you?
Scott põe um tabuleiro à filha. Lisa engole a sopa que o pai lhe fez e este senta-se na cama, ao pé dela.
Na sala, Sónia está enrolada num xaile e fala com Pipa:
–Se eu, eu fosse lá cima?
– Acho que deverias ir, afinal Lisa é tua filha.
Sónia sobe e bate à porta do quarto da filha. Esta olha para Scott assustada, devolvendo-lhe em seguida a tigela vazia. Ele levanta-se e dirige-se à porta do quarto quando Lisa lhe suplica:
– Father, do not open the door! It’s that he wants to kill me! Please, Daddy! — Pede Lisa em desespero
“Pai não abra a porta! É ele que me quer matar! Por favor, papá!” Pede Lisa em desespero.
– Keep calm! I already know that someone wants to hurt you, we will talk about it soon. Now, let me see who is it.
– Calma! Já sei que alguém te fez mal, já vamos falar acerca disso. Agora deixa-me ver quem é.
– But I, I do not want to see anyone else besides you!
– Mas eu, eu não quero ver mais ninguém, para além de ti!
– Ok, we solve it!
–Ok, isso resolve-se!
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