Notas iniciais
Oi, gente
Desculpem não termos postado esse capítulo ontem (sexta), é que tivemos um problema, mas ele já estava pronto. Espero que vocês gostem! Ele está maiorzinho e menos bobo que o último.
xoxo
Kiara e Cacá

Ana Carol

Não sei se a ideia de usar armas de fogo deu muito certo, já que muitos campistas apareceram queimados, ainda bem que eram superficiais e nenhuma muito grave. Mas, o número de feridos aumentou demais.

De vez em quando eu ia ao front, para ver se havia feridos que não tinham condições de se mexer e ir até a praia.

Em uma das vezes em que fui lá, o céu se escureceu (estava de tarde, perto do pôr do sol), ficou preto, como se uma tinta muito escura tivesse absorvido toda luz e claridade oferecida pelo sol. Depois, uma luz brotou da escuridão e nos cegou, tamanha era a claridade que não conseguíamos ver nada.

Então, um corpo foi tomando forma perante nós. Era uma mulher, esbelta, alta, com cabelos longos, que cascateavam até sua cintura. Mas, essa era a descrição de sua silhueta, já que não era possível enxergar mas nada que o contorno do corpo da mulher, de onde provinha tanta luz.

Quando tudo voltou ao normal, pude ver a moça com mais clareza. Ela pairava no ar, os pés a alguns centímetros do chão. Sua pele era pálida, os longos cabelos pretos emoldurando o rosto, os olhos verdes-esmeralda brilhantes, que realçavam sua cor pálida, em conjunto com os cabelos sedosos. Sua boca era uma linha fina e vermelha, contorcida em um pequeno sorriso, enquanto nos comtemplava. Suas roupas era maravilhosas! Ela usava um vestido longo, branco de uma manga só, era justo na cintura, com um cinto dourado, fino, com uma pedrinha pequena e brilhante no centro. O vestido descia até seus joelhos, onde se abria e as pontas iam até seus pés. O vestido ficou lindo nela, mesmo sua pele sendo tão clara. Ele tinha detalhes em dourado, bordados brilhantes na barra e na alça. Suas sandálias gladiadoras douradas iam até o meio das canelas. A visão era linda! Ela era linda!

O céu atrás da mulher estava em duas tonalidades azul, de início de noite, e um rosa forte, por causa da luz do sol, com traços arroxeados que pintavam o céu, indo de encontro ao sol, que agora se punha. Algumas estrelas já surgiam no céu, com o brilho, ainda ofuscado, mas marcando presença deixando a cena ainda mais avassaladora e gloriosa. Ela ainda nos estudava, dava a cada um uma inspeção cuidadosa e prestava atenção a todos os detalhes e, nós também a estudávamos.

Até que por fim, ela falou:

-Olá, semideuses. Estou encantada em conhece-los- naquele momento, percebi que os combates haviam cessado e os zumbis esquisitos estavam petrificados, encarando o chão, estava tão absorta na magnificência da cena a minha frente, que nem reparei neles, acho que meus amigos também. Será que ela estava aqui para nos ajudar? Seria ótimo! Ela parecia poderosa, segurava um cetro dourado, com uma bola azul brilhante na ponta, que se mexia de um lado para outro, parecendo uma água brilhante e poderosa, capaz de fazer mais coisas que uma água retirada de uma fonte qualquer – Achei melhor vir somente agora, para conhecer os sobreviventes, os fortes que chegaram até aqui- olhei em volta, meus amigos apresentavam uma confusão no semblante, outros estavam tão encantados quanto eu, mas os ciclopes encaravam a dama misteriosa, com uma fúria escancarada e intensa. Mas a moça só sorria e, depois de examinar nossas expressões, continuou- Vejo que temos muitos vencedores, pelo menos que venceram as primeiras provas- Provas? Que provas? Do que ela estava falando? Lutávamos por nossa vida, nossos amigos, pelo lugar onde chamávamos de casa, o único lugar do mundo capaz de nos proteger. Todos estávamos confusos e arrebatados demais para protestar, então ficamos em silêncio, tentando organizar a mente e os fluxos de pensamentos que se sobrepunham uns sobre os outros, explosões aconteciam na minha cabeça, sem que eu pudesse dar atenção a todas- Acho que ainda não me apresentei formalmente, não é? Embora saiba o nome e a ascendência de cada um de vocês- Como? Por quê? Para quê? O que ela quis dizer, quando mencionou nossos pais, eu sabia que ela falava dos deuses, mas será que ela queria dizer que daria uma atenção especial a cada um de nós, por causa de nossos pais? – Sou Éris. – O QUÊ? Eu estava ouvindo direito? Será que estava meio doida? Olhei em volta, meus amigos pareciam estar tão chocados quanto eu. A não ser por um, que não apresentava nada, além de indiferença em seu semblante, ele levantou uma seta dourada na direção de Éris. Daniel, ele não parecia nem um pouco abalado, nem chocado, nem maravilhado com a beleza da deusa. Por um instante, Éris ficou nervosa, provavelmente, por que não conseguiu atingi-lo, nem deixa-lo atordoado como o resto de nós. Depois riu- Você não pode me matar.

-Eu sei disso- ele respondeu- Mas não fiz isso como ameaça a sua vida, mas para te mostrar que você pode vir que nós vamos te jogar de volta da onde você veio e de onde você nunca mais vai sair por vergonha, por que vamos acabar com você. Por matar tantos campistas que não tiveram nada haver com sua maluquice e por ferir a integridade de nossos pais e do Olimpo.

Fiquei impressionada com suas palavras e acho que a deusa também, pois ela não respondeu de imediato. Não conseguiu sorrir, uma série de emoções relampejavam em seus olhos e cruzavam sua expressão, sem revelar claramente se ela sentia raiva ou medo.

-Vocês não podem me derrotar- disse ela por fim, mas não fiquei convencida de sua certeza, nem Daniel que contra- atacou imediatamente:

-Você não pode ter certeza. Você só tem as forças que conseguiu com chantagem e favores, alianças frágeis. Nossas forças aumentam a cada momento. Em breve, os deuses vão se recuperar e vão nos ajudar a te calar para sempre.

-Você acha que Zeus vai se recuperar e virá atrás de mim?- ela perguntou com desprezo

-Não- ele ergueu o olhar, para encará-la diretamente. Ninguém entedia nada- Zeus, não. Você acabou com todas as suas forças, quando o usou para nos enganar, mas os outros deuses vão. Você não vê o sol, como tem estado forte, esses dias?- Ele olhou para o céu, agora estava mais azul que rosa, com mais estrelas, brilhando com força, e deixando a noite bonita, fazendo o céu reluzir, acima de nós. Éris também olhou. Acho que ela não esperava por isso, uma reação. Ela devia pensar que todos ficaríamos chocados demais para responder. Mas, Daniel não parecia nem notar que a deusa constituía uma ameaça, ele não parecia ligar que ela pudesse mata-lo ali, naquele instante, mas acho que ela também não pensou nisso, e ele sabia que ela não pensaria.

Ele nos deu tempo para nos recuperar. Enquanto eles discutiam, os ciclopes queimavam mais alguns zumbis, que estavam petrificados ante a presença de Éris. Eu aproveitei para me mexer também, e ser útil, carreguei alguns feridos pela trilha da floresta até a barraca, onde os espíritos da natureza nos ajudavam a cuidar deles. Ajudei-os a passar pela trilha, até não haver mais nenhum ferido no alcance de Éris, ou dos zumbis. Quando eu terminei meus amigos e os ciclopes já haviam acabado com os zumbis. Éris estava sozinha e encarava Daniel e ele a encarava de volta, com a mesma expressão impassível, o que parecia deixa-la com raiva. Agora, os semideuses não estavam com expressões chocadas e assustadas, mas sim determinadas. Deixavam que Daniel os representasse, ele parecia ser o único que não era enganado pelos truques de Éris e, permanecia impassível, não importasse o que ela dissesse. Os outros começaram a fazer o mesmo.

Éris

Não acredito! Era para eles ficarem todos com cara de idiotas, enquanto eu matava um por um! Da forma mais dolorosa e íntima possível. Mas aquele menino, filho de Apolo, não imaginei que ele pudesse ser tão irritante. E no fim, ele deu tempo para que os outros se recuperassem.

Tudo deu errado! Não entendi por que os soldados não respondiam as minhas ordens, ensinei a todos eles os sinais, especialmente os da hora de atacar, mas eles não fizeram nada!

E o que ele disse não era totalmente verdade. Sobre minhas alianças. A que tinha com minha mãe, Nix, era forte e se fortaleceu mais, quando a libertei de sua prisão com a água da Fonte da Juventude. A água que os semideuses recolheram, achando que era para Zeus. Uma parte dela residia em meu cetro, que me conferia energia suficiente para repor e aumentar meus poderes. Era só uma pena eu não saber a localização exata da Fonte, mas isso eu poderia extrair de algum semideus, mais tarde. Ah! Como essa água era poderosa, e saber sua localização e deter seu monopólio seria tudo que eu precisava para ser mais poderosa que qualquer um.

Já não aguentava mais ser tratada como uma deusa de escalão menor, mesmo depois que os semideuses obrigaram os deuses a igualar todos os deuses menores (quinto livro da série Percy Jackson e os Olimpianos), eu não fui reconhecida. Agora, todos vão sofrer a minha ira e respeitar meu governo.

Vou fazer o filho de Apolo engolir tudo que disse e me servir diretamente, para mostrar a ele, como é que se reina de verdade e que minhas alianças não são frágeis, elas vão me manter.

Thalia

Essa mulher estava me irritando. Primeiro, fiquei chocada, admito, depois impressionada com Daniel, ele é sempre tão quieto, tão na dele... Mas, depois fui ficando irritada, quando ela começou a dizer que era maravilhosa e poderosa e podia fazer o que quisesse blah blah blah...

Ela foi se aproximando de Daniel, ele percebeu, mas o que ele poderia fazer? Quando ela estendeu o cetro na direção dele, fui mais rápida que os outros e corri na direção deles, gritando que nem uma louca, mas era isso que Éris estava provocando em mim. Estava fazendo minha maluquice aflorar. Mas, segundo Daniel, a louca era ela.

-Menina Superpoderosa- gritei, e todos os olhares vieram em minha direção, nem liguei- Por quê você não briga com alguém do seu tamanho?

Ela me olhou de cima abaixo e, depois disse com desprezo:

-E esse alguém é você?

-Não. Mas, não vou deixar você chegar aqui e dar uma de maravilhosa e poderosa, querendo acabar com todo mundo e reinar, suprema. Vai ter que encarar todo mundo aqui, e mais um pouco-parei para respirar, minha frase ainda não estava irônica o suficiente- fofolete.

Ela ficou vermelha de raiva. Meus amigos tiveram que se segurar par anão rir da “fofolete”.

-Primeiro, desce ao chão. Já mostrou que você é poderosa, linda e tudo. Mas eu quero ver se você sobrevive a isso.

Só me lembro de pular no pescoço dela, ninguém esperava por isso, nem eu. Ainda estava com a arma de fogo na mão e queimei o couro cabeludo da deusa. Que gritou de susto e dor. Acho que os deuses também sentiam dor e agonia. Peguei a faca no meu cinto e, cortei o rosto da deusa. Aproveitando o máximo do tempo que tinha antes que ela pudesse reagir.

-Vocês vão ficar aí se deleitando com essa cena linda?- eu gritei, nem sei de onde eu tirei essa palavra, mas em pouco tempo já tinham alguns comigo em cima de Éris e os garotos correram para a floresta.

André
Ah cara, como essa tal Éris é bonita. Mas bom, definitivamente esse não é o ponto principal da história, e sinceramente, tive que me concentrar bastante para lembrar que ela é nossa inimiga. Mas quando isso entrou na minha cabeça, consegui pensar em um...han, plano. Um plano um tanto louco e complicado, mas um plano.
-Percy? – chamei-o
-Oi.
-Eu, han, ouvi falar que você tem um cão infernal, certo?
-Ah, sim, a Sra.O’Leary.
-Ela está por ai?
-Ah, acho que se chamar ela vem...porque?
-Nada. Nada por enquanto.
Corri pela floresta para procurar os garotos. Thiago, Pedro, Dantas e Bruno (apesar de que ele anda bastante estranho) saberiam como me ajudar. Achei o Dantas em cima de uma árvore comendo maças.
-Dantas! Estamos em uma guerra e você está comendo maças como se não tivesse nada acontecendo?
-Não, eu to vigiando daqui de cima. E fazendo um rango, com a guerra a gente mal tem tempo de se alimentar direito!
-Bom, é...mas, eu tenho um plano! Preciso falar com você.
-Sobe ai.
Subi na árvore e peguei uma maça também. Então contei todo o meu plano pra ele, que achou realmente bom e foi me ajudar. Fui procurar o Pedro enquanto ele foi procurar o Thiago, e aproveitei e peguei umas maças na árvore, para dar para as pessoas no caminho. Encontrei ele na praia ajudando a cuidar dos feridos com algumas das garotas. Distribui as maças lá e chamei ele. Contei meu plano e ele também gostou. Durante o dia, com ajuda deles arrumamos tudo que seria preciso nos lugares exatos. O plano era perfeito e não tinha como dar errado. Quando começou a anoitecer, Éris estava com seus zumbis e, como planejado, durante a tarde, inventei uma história qualquer para que ela se juntasse ao nosso exército em determinado local. E não foi difícil, ela, tola, estava lá no momento perfeito.
-Éris. Amigos. Zumbis. Tenho algo a falar. – disse á eles. – Eu... vou me juntar ao seu exército, Éris.
Todos me olharam decepcionados, menos os garotos, que estavam escondidos. Até mesmo Éris parecia chocada.
-Por que decidiu isso? E por que agora?
Ela tinha um sorris cínico nos lábios e parecia desconfiada.
-A verdade? Vi que não temos chances de ganhar. E eu realmente quero sobreviver.
Ela sorriu e caminhou até mim. Olhava no fundo dos meus olhos, e os zumbis tinham os olhares concentrados em nada. Simplesmente vagavam o olhar. Momento perfeito para atacar. Dantas chegou por trás dela e botou as mãos em seus ouvidos. Segundo ele, ela provavelmente estaria ouvindo o rock mais pesado que você pode imaginar, no volume mais alto possível. Provavelmente era isso que estava acontecendo, porque o rosto dela se contorceu e ela lutava para tirar as mãos dele de seus ouvidos, cambaleando de um lado para o outro. Pedro e Thiago apareceram por trás, segurando uma corda, e ela tropeçou e caiu no chão, no instante em que Percy assoviou e Blackjack apareceu da floresta a tempo de bota-la na garupa antes que caísse. E então saiu voando. Enquanto ríamos, ele rodou no céu por uns cinco minutos, com ela pendurada, quase caindo.

Enquanto isso, expliquei aos outros que tudo era parte de um plano, e depois que todos entenderam, atacamos os zumbis.

Eles não resistiram muito não, mas quando Éris voltou estávamos prontos para ela.

Notas finais
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xoxo
Cacá e Kiara