A Fonte da Juventude
21 The Kiss
Notas iniciais
Isa
Acordei ainda com sono, que ironia. Levantei da cama, bocejando e olhei o relógio ao meu lado. Cinco e meia da manhã. Cutuquei Ana B no beliche ao lado, ela acordou, e me ajudou a acordar os outros. Acordei Lucas com um beijo, e ela acordou Bianca, Dantas e André. Como tínhamos acordado MUITO mais cedo, do que os outros, o banheiro estava vazio, e logo tomamos banho, e saímos para comer alguma coisa. Tínhamos arrumado uma mochila no dia anterior, com coisas que poderíamos precisar. Encontramos todo mundo no refeitório. Todos com cara de sono. Quíron chegou.
–Comam alguma coisa que vamos daqui a pouco. – disse ele olhando para um relógio.
Sentamos nas nossas mesas, e ficamos lá, morrendo de sono.
Kiara, que descobri ser a irmã mais velha da Sisi, chegou ao refeitório, seus longos cabelos escuros estavam presos em um rabo alto, usava jeans escuros, sua blusa era preta, que tinha um desenho que não consegui decifrar, era bonito. Ela parecia procurar por alguém. Até que Quíron chamou seu nome, eles começaram a conversar, ela estava séria (lê-se MUUUITO SÉRIIA! Deu até medo!), eu diria até com uma expressão preocupada.
–Ela vai para missão? – perguntei baixo para Lucas.
Ele deu de ombros. Eles se distanciaram.
Um grupo bem grande de (pré) adolescentes da nossa idade vieram correndo e invadiram o refeitório. Os namorados (as) de todo mundo. Comecei a rir, junto com Lucas.
Kiara
Eu fui dormir preocupada com meus irmãos. Amanhã enfrentariam os perigos de uma missão perigosa. Admito que fiquei um pouco preocupada. Da última vez em que a missão era minha, sumi por dois anos. Não queria que isso acontecesse com meus irmãos. Deitei na cama, cansada, o dia havia sido cansativo. Reencontrando pessoas antigas, conhecendo pessoas novas, descobrindo meus irmãos... Realmente fora um dia muito longo. Por causa de todo o cansaço, dormi rapidinho. E sonhei mais rápido ainda.
Sonhei com três adolescentes. Dois meninos e uma menina. Todos deviam ter uns quinze anos. A menina era bonita, tinha uma expressão séria no rosto, cabelos castanho-chocolate, eram cortados irregularmente. Seus olhos mudavam de cor, hora marrom, hora azul e hora verde. Ela usava uma jaqueta de snowboarding e jeans desbotados.
Um dos meninos, era muito bonito, tinha cabelos loiros, curtos e uma cicatriz acima da boca. Tinha altura média, seu corpo era musculoso. Tinha também, uma tatuagem no braço, que era doze linhas retas, com uma águia e as letras SPQR.
E o outro, parecia um elfo. Cabelos pretos encaracolados, olhos castanhos escuros, orelhas pontudas, um rosto alegre e infantil com um sorriso travesso.
Não os reconheci, acordei com os olhos marejados, me recordando dos meninos, os quais tentava proteger quando desmaiei. Sentia-me culpada pelo que poderia ter acontecido aos três. Meu pai havia me dito que os dois ficariam bem, mas tinha um mau pressentimento. Eu precisava encontra-los. Quando vi, em meu relógio de pulso, que horas havia acordado, quase saltei eram quase cinco da manhã, não pensei que acordaria antes dos meus irmãos, que pareciam pedras.
Tomei um banho, troquei de roupa, peguei meus jeans e minha blusa preta. Prendi meus cabelos e fui chamar Louise, que me pedira para acordá-la assim que acordasse.
–Sisi, minha flor, ta na hora de acordar.
–Nããããão!Nãããããão! — ela gemeu.
–Louise? Você não quer ir para a missão?-provoquei
–Quê? Já estão saindo?
–Não, flor!
–Ah! Que susto! Sabe, você é a única que consegue me fazer acordar!-Rimos juntas, disse a ela que fosse tomar banho antes que os dois acordassem, assim que ela terminasse chamaria Carol.
Ela foi, enquanto Sisi relaxava em seu banho demorado, fui dar uma volta pelo acampamento, ainda silencioso. Fui para a praia, é sempre o primeiro lugar para qual vou quando estou preocupada.
Sentei-me de frente para o mar e, pedi a Poseidon que protegesse meus irmãos. Para minha surpresa ele me respondeu.
–Minha filha... –Quando ele começou tomei um susto.
–Poseidon?-perguntei estupefata.
–Sei que Percy sempre diz que estou ausente, é esse o motivo da surpresa não é?
Assenti
–Pois, estou mais presente do que imaginam. Está preocupada com seus irmãos, não está?-ele me perguntou parecendo ler meus pensamentos
–Estou. Não quero que o que houve comigo, aconteça a eles também. Sei que há coisas, as quais não me contou.
–Seu poder de dedução é poderoso-disse ele rindo. Permaneci séria, não havia deduzido nada, apenas sentia.
–Não deduzi, pai. Eu sinto-respondi.
–Não precisará que eu os proteja, você o faz melhor do que eu. -Ele olhou no fundo de meus olhos, beijou-me na testa e foi-se junto com as águas clamas.
Voltei para o chalé. Louise estava terminando seu banho. Os meninos pareciam, agora, rochas, imóveis, presos a cama. Carol me observou entrar.
Louise já estava pronta, ou quase. Penteei seus cabelos e prendi-os. Chamei Percy, ou tentei enquanto as meninas tentavam arrancar Pedro da cama.
–Percy-chamei, nem se mexeu- Percy-chamei de novo-Você não vai acordar?-Ele tentou me agarrar, dei um tapa em seu braço, ele gemeu. Estava ficando sem paciência- Vou te deixar aí. Junto com o Pedro. Instantaneamente, meu irmão mais velho saiu correndo em direção ao banheiro. Sisi e Carol olharam para mim e riram.
–Kiara, vamos dizer alguma coisa bem cruel para acordar o Pedro?-disseram em uníssono.
Demorou um pouco para que me convencesse, acabei aceitando.
–Pedro, acorda.
–Não vai acordar não?
Ele gemeu.
–Tá bom, então-Louise disse e jogou um balde de gelo em cima do menino.
Ele ficou puto da vida. Na hora em ia bater em Sisi, o joguei em cima da cama com um jato de água. Ele olhou para mim, surpreso. Baixou a cabeça e foi andando em direção ao banheiro.
Enquanto Percy se arrumava, ficamos conversando.
–E ai, maninhos? Novidades? Como vão os namoros? – perguntei pra eles da minha cama.
Sisi penteava o cabelo de Carol, que olhava com desgosto pra Pedro, que (tentava) treinar alguma coisa com a espada. SEM sucessos. Todos pararam o que estavam fazendo e olharam pra mim.
–Solteirona! – disse Carol. Todos rimos.
–O Caio é lindo! E super esperto! – disse Sisi histérica como sempre.
–Eh, ham, hum... A Sam é legal. Eu gosto dela. – disse Pedro voltando a treinar com a espada. Eu ri. – E você? Solteirona ou já arrumou alguém?
–Por enquanto, solteirona... – eu disse pensando em um garoto que eu vira um dia. Ele era lindo, um filho de Apolo. Agora eu me lembrava. Antes de eu ir naquela missão, naquela época, ainda estávamos decidindo-se queríamos ficar juntos ou não, ainda estávamos sem compromisso.
Lembrando-me dele, tive uma vontade enorme de procurá-lo.
–Já volto, baixinhos! – eu disse, e sem esperar resposta, sai correndo e fui para o chalé seis.
Encontrei Annabeth, ajudando aquele garoto...Gabriel eu acho, e a Bia. Bati na janelinha perto de Annabeth. Ela se assustou mas sorriu.
–Kiara. Tudo bem? – perguntou enquanto prendia o cabelo de Bia. – Entra ai.
Pulei a janela e ela me olhou com uma cara reprovadora.
–Era pela porta, mas tudo bem.
Todos rimos.
–Tudo bem? Não é meio...cedo? – perguntou sem graça.
–Tudo sim, e desculpa. Mas você se lembra do Daniel? – perguntei
–Claro! Ele é meu amigo até hoje! – disse ela
–Sério? Vem comigo ver ele? Estou com tantas saudades! – eu disse
–Claro, só espera um pouco, ok? Estou terminando de ajuda-los – disse ela acabando de prender o cabelo da Bia. Eu e ela éramos MUITO parecidas, o que era estranho.
Dez minutos depois, ela já os tinha ajudado a arrumar as mochilas, a Bia a prender o cabelo, deu milhões de dicas e recomendações, um cantil de néctar e um pouco de ambrosia caso precisassem, e VÁRIAS outras coisas.
Fomos correndo até o chalé de Apolo. Annabeth bateu a porta.
Um dos irmãos dele abriu, assim que me viu abriu um grande sorriso e me abraçou, sempre fui muito amiga de meus “cunhadinhos”, era como eles me chamavam.
–Cunhadinha!!!!!!-ele gritou
Ao ouvi-lo, Daniel veio correndo em minha direção, quando me viu abriu o sorriso mais lindo!
Minha amiga e meu “cunhadinho” foram embora.
Ele não havia mudado nada, seus olhos continuavam cinza . Nos abraçamos, estava morta de saudades.
Seus braços musculosos me envolviam, minha cabeça ficava exatamente abaixo de seu queixo, quanto tempo não me sentia assim!
Senti a confusão dentro de mim se dissipar, ainda não havia percebido o quanto ela me incomodava. Quando a coisa começava a melhorar Grover chegou gritando, tomamos um susto:
–Kiaara! Kiaraa! Quíron precisa falar com você!
–Oi Grover, tudo bem?-Daniel o provocou, agora suas mãos estavam em minha cintura.
–Ah! Oi! Oi?
Nós dois rimos da expressão que se formou no rosto de Grover, ele estava mais alto. Sua barba já não era tão rala. E seus chifres já estavam bem maiores.
–O que foi menino-bode?-Daniel brincou
–V-vocês?-Eu olhei para Daniel, como se estivesse perguntando a mesma coisa, realmente, eu estava. Ele olhou para mim de volta, seus olhos eram tão profundos... e tão lindos!
–Estamos- ele respondeu
–Tá. Mas vou interrompê-los — ele me puxou pelo braço, ao me afastar mandei um beijo para Daniel
Quando cheguei, procurei por Quíron, ele logo me encontrou. Chamou meu nome e veio galopando ao meu encontro.
–Kiara!
–Bom dia Quíron, me chamou?
–Chamei, como sei que você tem mais experiência, quando se trata de missões, por ser uma das campistas mais antiga, queria que você os acompanhasse, sei que vai poder ajudar. Temo que tenha um perigo a espreita.
Quando ele falou isso, um sonho que tive recentemente, me veio a cabeça. Estava andando, Percy e Sisi estavam a meu lado. Pedro estava mais para trás, Carol também, outros rostos que vi no acamamento,também estavam lá, mas não sei nomeá-los.
De repente, a água, abaixo de nós, começou a se mexer, um homem gigante surgiu e, meu sonho foi interrompido.Só de pensar, estremeci. Quando me viu pensativa, Quíron perguntou:
–Está tudo bem?
–Estava pensando sobre um sonho que tive, esses dias
–Conte-me.-Contei a ele, fomos nos distanciando do refeitório.
Ele não falou nada e, tive a impressão de que esse sonho tinha algum tipo de relação com a missão.
Simplesmente me perguntou:
–Posso contar com você?
Assenti
Eram cinco e quarenta e cinco, no meio do caminho esbarrei com Daniel que me segurou antes que eu caísse no chão.
Ele me perguntou para onde eu estava indo com tanta pressa.
Contei a ele, seu corpo ficou tenso.
–Não quero me separar de você de novo – ele me disse
–Também não quero, mas preciso proteger meus irmãos, é sua primeira missão.
Ele se afastou triste.
Meu coração se apertou,mas continuei correndo. Quando estava no chalé, minha mochila quase totalmente cheia, ouvi baterem na porta, coloquei a mochila nas costas e fui abrir.
–Oi – meu namorado, me disse, ele parecia feliz. Estava com uma mochila nas costas
–Oi – respondi desanimada
–Vou com vocês!
Fiquei maravilhada. Tanto que dei uma de mini-Afrodite, e pulei em cima dele, que quase caiu no chão. Ficamos rindo. Rolamos na lama, ele levantou, e me ajudou a levantar. Nossos rostos estavam tão próximos... Olhávamos um para o outro, sorrindo. Ele tirou meu cabelo castanho, que caia em meus olhos, com a manga da camisa, tirou a lama do meu rosto. Parecia essas cenas de filme romântico, sabe? Parecia um filme romântico.
[Musiquinha romântica de fundo]...
Estávamos quase nos beijando, quando...
Musiquinha de derrota.
–Daniel! Ah, ooops, desculpa quebrar o clima, já vou, tchau! – disse um garoto, claramente irmão dele, antes que pudéssemos dizer alguma coisa, ele deu o fora. Rimos baixinho.
[Musiquinha romântica, de volta]...
Até que...
FINALMENTE, pensei. Tínhamos conseguido nos beijar.
Ainda estávamos no chão, um sobre o outro, quando seus lábios tocaram os meus, uma sensação diferente, a melhor sensação que já havia sentido. Ficamos alguns minutos, um olhando para o outro. Ele me beijou de novo... Como eu queria ficar ali... Ele me lembrou da missão e decidimos trocar de roupa para irmos.
Desconhecido
No dia anterior, recebi um pedido do acampamento, em era solicitada minha permissão sobre a entrada de campistas no Olimpo, na verdade esses campistas eram exatamente de quem eu precisava e, viram sem proteção de alguém + experiente, somente os novos. Isso era muito bom. Essa notícia me fez sentir melhor, mas ainda não sabia como atender o pedido de Nix.
Bruno
Depois que acabamos de tomar café da manhã, Quiron nos deu, cinco minutos, para nos despedimos dos nossos amigos, irmãos, ou qualquer coisa ai. Fui correndo ao chalé, junto de Thiago. Demos tchau para Nico, que não estava com um humor muito bom, eu fui procurar Bianca, e Thiago foi procurar Duda. Eu estava quase no chalé dela, quando vi a pior cena da minha vida. Era a Bianca. Mas ela não estava sozinha. Estava com um garoto, um filho de Hermes pelo visto. Ele segurava as mãos dela, e eles se olhavam nos olhos. Ela parecia estar chorando. Depois se jogou em cima dele, e eles se beijaram. Cerrei os punhos, e senti o ódio me percorrer. Por um lado, eu tinha vontade de ir lá, matar aquele esganado filho do capeta! Não pêra ai, Hades que é o capeta, e eu sou filho dele, então EU que sou filho do capeta... que confuso! Mas resumindo, eu queria bater muito naquele filho do sei la quem! Tinham duas opções: ou eu ia lá, e matava aquele idiota, ou eu fingia que não tinha visto nada, continuava meu caminho, e depois quebrava o coração da Bianca. Fiquei com a segunda opção. Dei meia volta, e voltei correndo para o refeitório, como se não tivesse visto nada.
Cacá
Estava animada, eu teria a chance de ir em uma missão, com todos os meus amigos! Protegê-los! Ser protegida e vencer qualquer tipo de perigo. Todos estavam pensando assim, mas queria que alguém mais experiente fosse com a gente. Como não era possível, ignorei essa idéia.
Fomos tomar café para depois ir.
Vi a irmã da Sisi despontar na entrada do refeitório. Ela parecia procurar alguém, Quiron chamou seu nome, ela parecia preocupada, eu seu lugar, eu também estaria, afinal, seus irmãos estavam indo para sua primeira missão ‘’sozinhos’’.
A hora chegou.
Entramos na van, todos estávamos muito animados!
Quando entramos, tivemos uma surpresa, a Kiara estava sentada no banco de trás, e acompanhada de um garoto, provavelmente seu namorado. Sisi correu para abraçá-la, e lhe perguntou:
–O que está fazendo aqui?
–Quiron me pediu que acompanhasse vocês.
Ela parecia muito desanimada, seu corpo estava tenso, sua expressão rígida e preocupada.
–Ta tudo bem com você? – perguntou Bia
Ela apenas a analisou, era assustador o quão parecidas elas eram. Sisi repetiu a pergunta, mas Kiara continuava sem responder, ela parecia sentir dor. Sisi parecia confusa, olhou para irmã, depois olhou para nós, quando voltamos a olhar par Kiara, novamente, uma lágrima percorria seu rosto.
–O que foi? Kiara, por favor, fala comigo!
–Mostre que ainda está viva! – disse Duda, que também parecia agoniada.
Kiara abraçou a irmã.
O carro começou a andar, todos fomos sentando, neste momento Sisi conseguiu fazer Kiara falar.
–Kiara, por favor, fala comigo, preciso de você, isso você sabe, o que está acontecendo?
–Eu sei, mas vocês estão eufóricos demais.
–Como assim?
–Parece que vocês estão indo para uma festa, e não realizar uma missão no Olimpo.
–Você está assim por que se perdeu, na sua missão, não é? Mas não se preocupe, não vamos nos perder! – Kiara olhou para sua irmã, não parecia que elas falavam da mesma coisa.
–Não é por isso, minha flor.
–Pensei que tinha sido por sua perda de memória.
–Também... Tudo que aconteceu... – ela fez uma pausa – Acabei de lembrar.
–Sério? Me conta! Conta para todo mundo!
Sisi chamou nossa atenção, disse que Kiara estava preocupada e, que ela tinha muita experiência quando se tratava de missões. Disse também que ela se lembrara de tudo que ocorrera em sua última missão.
–Todos queremos ouvir. – e olhamos para ela, esperando a história.
–Foi há mais de dois anos, o oráculo ainda não era Rachel, ela nos disse uma profecia, Thalia ainda era um pinheiro. Eu e uma amiga, fomos em uma missão de resgatar três semideuses. Eles estavam em uma escola religiosa. Tivemos que nos matricular na escola, encontramos três crianças que aparentavam ser meio-sangues. Elas eram. Eram dois meninos e uma menina, Jason, Leo e Piper. Eles tinham treze anos, eu acho. Um dos professores era um monstro. Ele matou minha amiga – mais lágrimas escorreram pelo seu rosto, mas ela continuou, parecia determinada a terminar a história – Consegui matá-lo. Os meninos ficaram horrorizados, foi uma cena horrível – ela abaixou os olhos – Saímos da escola. Tentei guiá-los de volta pelo mar – sua boca tremeu – até que chegamos á uma cidade que não pude contornar por mar. Atravessamos uma ponte, quando um monstro capturou Leo, saimos em disparada atrás dele, consegui libertá-lo do monstro, os levei até um lugar seguro, mas o monstro havia me mordido e desmaiei. Quando acordei estava no castelo de meu pai, com Carol – ela sorriu – e Tyson.
–Mas é por isso que está preocupada? – perguntou Pedro – Não vou deixar que nada lhe aconteça, nenhum monstro vai lhe morder de novo.
Kiara sorriu para ele, mas disse:
–Pedro, o que você acha que é uma missão?
Ela surpreendeu a todos com essa pergunta.
–Eh.... Ah, é proteger os amigos e companheiros de missão, ser protegido por eles também, vencer todos os monstros alcançar o objetivo e voltar para casa.
–Todos pensam assim?
Assentimos.
Ela colocou a mão na testa, murmurou alguma coisa, que pareceu um pedido de ajuda a Poseidon e nos encarou.
–Por isso estão tão eufóricos e felizes. Uma missão não é isso não. É um desafio, ás vezes mais alto que a sua capacidade. É exercer todas as suas capacidades num nível alto. E vocês correm muito perigo, eu venho sonhando com isso há algum tempo, agora reconheço todos os rostos em meus sonhos. Estes rostos pertencem á vocês.
Todos ficamos assustados, mas ela tinha razão.
–Hum...só por curiosidade. Esses meio-sangues, Jason, Piper e Leo, eram filhos de quem? Eles chegaram ao Acampamento? – perguntei
–Não sei quem eram seus pais, e devem ter chegado ao Acampamento, sim.
O resto da viagem foi em silêncio. Bem, quase. Metade das pessoas foi ouvindo música, eu fiquei observando a paisagem, Kiara e o garoto – que descobri ser Daniel – ficaram se agarrando, assim como Duda e Thiago, Bianca e Bruno foram brigando, Bia chorando de saudade, Ana B e Monteiro cantando que nem malucos, Dantas e Pedro ficaram brigando pra ver que musica ia tocar. Patético, não? O pior, é que (clarooo!) Dantas venceu, e tivemos que ouvir rock pesado a viagem toda.
Paramos em frente do Empire States. Descemos da van e a vimos sumir no horizonte.
–E agora? – perguntou Thiago
–Só me sigam. – disse Dantas
Ele entrou no prédio e falou com o porteiro, que deu para ele um cartão verde. Entramos no elevador (beeeem espremidos) e ele botou o cartão em um buraquinho, um novo botão dourado, escrito ‘’600’’ apareceu. Dantas apertou ali, e o elevador começou a subir. Uma música fúnebre tocava. Estalou os dedos, e o rock de antes voltou.
–Bem melhor. – ele disse
Parecia que não ia chegar nunca.
As portas se abriram. Eu vi um lindo lugar – que eu já tinha visto antes-. Parecia que estávamos pisando em nuvens, com vários castelos de mármore branco e ouro. Uma enorme sala em frente. Sátiros, ninfas, deuses menores, passeavam por ali. Dantas, seguiu na frente, e todos o seguimos. Ele foi em direção á grande sala na nossa frente. Tinham grande –enormes! – portas de ouro á nossa frente.
Ele as abriu.
Monteiro
Entramos nervosos no Olimpo. Passamos pelas grandes portas de ouro da Sala Do Trono. Tinham dezesseis deuses na sala. Os doze olimpianos, Hades, Héstia, Dantas e uma outra mulher. Vi uma deusa, que claramente era minha mãe: Atena. Ela olhou para baixo, claramente nervosa. Grande parte dos deuses estava assim. Principalmente Artemis. Uma deusa com cara de adolescente, de cabelos negros como a noite, mas que pareciam ter flashes de luz, fazendo-os ficar meio prateados, brilhantes; olhos ora prateados, ora pretos como a noite.
Atena era linda. Tinha cabelos castanhos cacheados, pouco abaixo da altura dos ombros. Seus olhos eram cinza-tempestade – como os meus e da Annabeth!- e ela vestia um vestido branco e armadura.
Zeus era um homem forte. Tinha cabelos escuros, barba, olhos azuis, e uma expressão estranha, e também vestia armadura. Mesmo sem nunca ter visto ele antes, sabia que ele estava com uma expressão estranha.
–Imagino que saibam o que estão fazendo aqui. – disse ele
Ninguém teve coragem de dizer nada.
–Imaginei... Vocês têm uma missão. – disse ele – Preciso de água da Fonte da Juventude, e vocês vão trazê-la para mim.
–Mas aonde está, a Fonte da Juventude?
–Essa é a outra parte da profecia. Nem nós sabemos. Somente uma pessoa sabe.
–Quem?
–A semideusa que vocês devem achar. A filha de Artemis. Ela não sabe que sabe, mas somente ela que sabe.
–Como assim?
–Ela sabe, mas não sabe, que sabe. Só ela que sabe.
–E onde ela está?
–Na escola Westover Hall. Vocês têm sete dias, ou o mundo entrará em guerra. – disse ele
–Como vamos saber quem é ela?
–Saberão.
–Irmão, não está esquecendo nada? – perguntou Poseidon
–Ah, sim. Vocês ganharão nossa benção.
–E o que é uma benção?
–Quando recebe uma benção, o meio-sangue pode receber desde armas a novos poderes. Minha filha...
– Carolina, meu irmão.
–Cacá, por favor.
–Tanto faz. Você tem minha benção, — uma aura cinza azulada tomou conta dela – terá de volta, seus poderes de ler mentes, e você poderá parar objetos que estão no ar E ganhará uma réplica do meu escudo, Aegis.– dito isso, um bracelete de prata apareceu em seu braço. Ao apertá-lo, um escudo com a cabeça da Medusa apareceu.
Ela parecia mais alta.
–Louise, você tem a minha benção – uma aura azul tomou conta dela, também – terá o dom de ver o passado das pessoas. Kiara, devolverei seus poderes de falar com as pessoas em suas mentes e o bloqueio de sua própria mente. Pedro Henrique, você terá mais força.- Eles também pareciam mais altos, e Pedro mais forte, depois da benção de Poseidon.
–Thiago, você tem minha benção – uma aura negra dessa vez – conseguirá saber as reencarnações de cada pessoa. Isso pode ajudar, elas sempre têm parte do espírito das suas antigas reencarnações. Bruno, você tem minha benção, conseguirá convocar esqueletos quando precisar. Ambos podem abrir passagem para o Mundo Inferior.
–Isabela, você tem minha benção, poderá prever um futuro distante, de meses ou até anos. Ana Beatriz, bla bla bla, você pode prever um futuro muito próximo, alguns, poucos minutos. Bianca, bla bla bla, você poderá mudar o clima. – disse André isso– André, bla bla bla, você terá uma nova espada. – uma espada, de ouro apareceu em suas mãos- Gabriel Dantas, você tem minha benção, mas tem seus próprios poderes. Lucas, bla bla bla, você poderá controlar a Névoa, mas tenha cuidado. Daniel, bla bla bla, você poderá encurtar ou aumentar os dias. – disse Apolo.
–Pietra, você tem minha benção, você poderá amaldiçoar as pessoas. – disse Afrodite, e Pietra ficou bem mais bonita, para de pensar isso, para de pensar isso, eu to com a Ana B!
–Beatriz, minha filha líder da missão... Que orgulho!
–Atena! – repreendeu Zeus
–Beatriz, você tem a minha benção, você poderá levitar, e por ser a líder, ganhará uma nova adaga. – uma adaga dourada apareceu em sua mão. Ela sorriu e olhou para a mãe, nossa mãe. – Gabriel Monteiro, você tem minha benção, terá uma nova espada, de prata, e um escudo. – dito isso, um relógio apareceu em meu braço, quando apertei um botão, uma espada de prata apareceu, e quando apertei outro, um escudo, também de prata, com a cabeça do minotauro apareceu. Minha mãe me disse que eles são mais poderosos que o normal, pois me tornam mais ágil. Sorri e olhei para Dionísio, esperando alguma reação. Para minha surpresa, minha própria mãe, continuou – Bárbara te reclamo como minha filha, e você tem minha benção, terá o dom de mudança de formas, e uma faca. – uma faca de bronze apareceu.
–Maria Eduarda – disse Dionísio – você tem minha benção, terá o dom de fazer crescer plantas de todos os tipos e envenenar as pessoas.
–Pronto. – todos ganharam suas benções, agora peguem esses dracmas de ouro – disse ele jogando um saco de couro para gene – e vão atrás da menina, e da Fonte. – disse Zeus, impaciente
Assentimos e saímos da grande sala.
Ana B.
Que feliz! Eu posso prever o futuro! Que demais! Saímos da Sala do Trono e descemos o elevador até o primeiro andar. Saímos do Empire States, e olhei Manhattan á minha volta.
–Westover Hall... Eu conheço esse lugar. – disse Cacá, pensativa.
–De onde? – perguntei
–Boaaa pergunta. – ela disse rindo
–Ei! Eu que falo assim! – disse meu namorado.
–Tanto faz! – disse Cacá
–Aonde é, Westover Hall? – perguntou Duda
–Não faço idéia. – disse ela
–Ninguém sabe, não? – perguntei
Pietra parou uma mulher na rua e perguntou:
–A senhora sabe onde fica a escola Westover Hall?
A mulher saiu andando, como se tivesse medo da gente.
–A senhorita sabe onde fica a escola Westover Hall? – perguntou Pietra a outra mulher que passava na rua.
Ela fez que não com a cabeça e continuou a andar.
Andamos um pouco, até um parque. Pietra parou um velinho que passava ali e perguntou
–O senhor sabe onde fica a escola Westover Hall?
–Claro! – disse ele com um sorriso no rosto – Eu estudei lá quando era menor.
–Como podemos chegar lá? – perguntou Louise
–Bar Harbor. Maine. – disse ele
–E onde é isso? – perguntei
–Não muito longe, á nordeste do país. Perto de New Hampshire.
André pegou um papel e anotou todas as informações. O velho foi embora.
–Essa foi a coisa mais útil que você já fez, maninho. – eu disse
Ele me deu língua. Baguncei seu cabelo, e ele, irritado, ajeitou. Todos rimos.
–Aonde vamos arrumar um ônibus para Bar Harbor? No Maine. – perguntou Daniel
–That’s a good question. – disse Cacá
–Boooooooooa pergunta. – disse Monteiro
–Aonde tem uma rodoviária? – perguntou Lucas á um homem que ali passava.
–Segue em frente, dobra naquela rua, na segunda á esquerda, primeira direita, terceira á direita, segue em frente que você acha. – mais uma vez, André anotou tudo.
–Obrigado.
Seguimos na direção dada. Viramos na rua, na segunda á esquerda, primeira á direita, terceira á direita e estávamos seguindo em frente, sem achar.
–Mc Donalds! – disse Dantas, como um morto de fome – Vamos parar ai? Já deve ser hora do almoço.
–Cara, são no máximo onze horas. – disse Pedro
–Dez e meia. – disse Monteiro olhando seu relógio.
–Vamos à rodoviária, dependendo da hora que o ônibus sair, a gente volta aqui e come. – disse Duda
Meus amigos estavam quietos, Bia e a filha de Poseidon, Kiara estavam andando uma do lado da outra, pareciam pensativas, mas o que mais me assustou: elas duas se pareciam muito.
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