Notas iniciais
Como prometido estamos postando o último capítulo da fic! A segunda temporada vem aí, não sei se vai ser semana que vem, mas a partir do primeiro capítulo vamos postar toda sexta feira, para continuar o combinado.
xoxo
Kiara e Cacá

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Bia

Depois da morte de Éris, nós ficamos meio desanimados. Quíron se trancou dentro da casa grande, sentado no chão ao lado do corpo sem vida de sua amada, ainda no sofá.

Resolvemos fazer uma mortalha pra Éris, ela era de seda branca, com bordados roxos nas pontas. Quando, finalmente conseguimos tirá-lo de lá, as meninas de Afrodite a limparam, mudaram a roupa da deusa e pentearam seus cabelos. Quando Quíron voltou estavam enrolando-a na mortalha. Ele não ficou com raiva de nós. Sorriu e pediu um momento para se despedir de vez, então nós fomos acender a fogueira.

Ninguém falou nada. Não havia o que dizer. Mas, depois disso Quíron foi melhorando aos poucos.

O Acampamento ficou uma bagunça depois de todos os combates. Os chalés tinham rachaduras, tudo estava quebrado e sujo.

Nos dividimos em grupos para irmos mais rápido. Um grupo ficou com o refeitório, o outro com os campos de treinamento e assim por diante. Mas mesmo assim demoramos muito. Algumas semanas pelo menos. Começamos pelos chalés, os que tinham mais campistas terminaram antes, claro, e foram ajudar os que ainda não tinham terminado e quando os chalés estavam prontos fomos para as outras partes que precisavam de cuidados.

O chalé de Atena ficou melhor do que antes. Aproveitamos para expandi-lo. Fizemos um banheiro maior e construímos uma banheira (talvez por isso demoramos tanto, mas não importa! Ficou muito melhor!). Fizemos uma bancada para o computador de Annabeth (que todos usavam).

Todos melhoraram os chalés, eles ficaram mais espaçosos e mais bonitos também. Com a decoração melhorada, mas não tanto, por que não tínhamos muitas coisas a mais para colocar neles.

Até que Zeus nos chamou ao Olimpo.

Ele mandou um convite a casa grande e, enquanto trabalhávamos nos nossos chalés, Quíron veio nos mostrar.

–Olhem! Olhem!- ele dizia, quando todos estavam perto o suficiente ele nos mostrou um envelope branco com detalhes dourados. Era muito bonito e estava endereçado a nós e dentro uma mensagem em letras douradas dizia:

Caros Semideuses,

Para agradecer a todos vocês, os Deuses do Olimpo oferecem uma recepção formal, como forma de agradecimento a todos os serviços prestados pelo Acampamento. As especificações sobre os trajes estão na parte de trás do convite.

Deuses do Olimpo


–Está marcada para o fim de semana- Quíron nos disse.

Foi o suficiente para que os trabalhos parassem.

No dia marcado, todos estavam devidamente arrumados. Todos vestidos no estilo grego. Algumas meninas usavam vestidos longos, outras mais curtos, algumas estavam de salto e outras não. Mas estavam todos deslumbrantes.

Como estava escrito no convite, na parte de trás, a carruagem de Apolo passou nos portões do Acampamento, exatamente as 20 p.m. para nos buscar.

Ela era enorme e, linda! Demorou um pouco para que todos subissem nela, mas assim que todos estavam dentro, chegamos ao Olimpo antes de podermos piscar duas vezes!

Estava lindo! Mais do que nunca! Brilhando em todos os detalhes, de cada escultura de cada pilar.

Paramos na frente do salão, onde seria a recepção de Zeus. O salão estava arrumado esplendorosamente, tudo minuciosamente organizado para tirar o fôlego de qualquer um que fosse convidado.

Depois que todos estavam sentados nas mesas, cada Deus e Deusa tomou seu lugar em seus respectivos tronos. E Zeus começou a falar:

–Nós os chamamos aqui para agradecer tudo que vocês fizeram por nós e pelo Olimpo. Como recompensa vamos dar a vocês um catálogo- Ninguém entendeu muito bem, mas também não o deixamos terminar de falar e, assim que todo mundo ficou quieto ele continuou- um catálogo para que vocês melhorem o Acampamento.

–Como assim? – perguntei
–Ah, vocês sabem que querem melhorar o acampamento! – disse Poseidon rindo.
–Ah, uma coisa ou outra não ia fazer mal... – concordamos
–Então. Eis a chance de vocês. Aproveitem e não economizem. Não dessa vez. Mas aproveitem, não terão essa chance novamente. Não tão cedo, pelo menos. – disse Zeus e saiu. Alguns dos deuses ficaram no tamanho normal e vieram falar conosco. Minha mãe fez sinal chamando Annabeth, Monteiro e eu em um canto mais afastado.
–Eu – parecia que ela ia chorar. De alegria, espero– só queria agradecer a vocês. Se não fosse vocês estaríamos todos... Mortos. Zeus é orgulhoso demais para admitir, mas é a verdade. Então... Obrigada. Em nome de todos nós, deuses.
–Nós já salvamos o mundo uma vez, mãe. E pelo visto ainda vamos fazer isso muitas outras. – disse Annabeth
–É, acho que vão.
Então ela fez algo que nos surpreendeu. Envolveu nós três, em um abraço desajeitado. Ela tinha um cheiro engraçado, uma mistura de cheiro de livro novo e camomila. Apertei-a e então ela nos soltou sorrindo.
–Obrigada. Eu... Eu amo vocês.
Então ela nos deu outro abraço desajeitado, sorriu e saiu caminhando.

Kiara

Papai gesticulou para que fôssemos até ele e sorriu.

–Eu queria agradecer a vocês! Por tudo!

–Ta tudo bem. Eu já me acostumei a salvar o mundo mesmo. Às vezes atrapalha meus han, planos com a Annabeth, mas já entrou pra rotina. – disse Percy dando de ombros. Rimos e papai bagunçou o cabelo dele.
–Muito engraçado, Percy. E planos? Que tipo de planos?
–Nada, pai, nada.
–Vou ficar de olho em você, hein. Mas crianças, muito obrigado.

–Olha só para vocês!- ele fez cada um de nós dar uma voltinha- Estão lindos! Parecem-se com dois príncipes e duas princesas! E vocês são as minhas crianças! Tenho muito orgulho de vocês!

–Não somos crianças, pai- reclamou Pedro.

–Shhh! Fica quieto, mula, vai estragar o momento! – disse Sisi, fazendo papai rir.

–Vocês são tão engraçados. Mas são crianças sim, vão ser minhas crianças para sempre. – disse Poseidon bagunçando nossos cabelos. Então abraçou nós quatro – eu, Percy, Sisi e Pedro. Senti falta do seu cheiro de algas. Era bom me sentir segura de novo.

Cacá
Os pais da maioria das pessoas foi falar com eles, e pelos sorrisos, imagino que estivessem agradecendo. É, mas não o meu. Zeus simplesmente saiu andando ao lado de Hera. Olhei para Thalia que retribuiu com um olhar solidário e me deu um abraço.
–Ele não é muito de demonstrar emoções. Ou de agradecer.
–Então agora eu sei de quem você puxou. – disse rindo
–Haha, muito engraçado, boba. – ela riu.
Em meio a risadas com ela, vi Hera se aproximando. Quando percebeu Thalia se afastou e balbuciou algo que entendi como “fala com ela que eu já vou” ou então alguma coisa a ver com canela, o que não faria muito sentindo.
–Olá.
–Oi.
–Zeus é orgulhoso demais. Por isso... Obrigada em nome dele.
–Hm... De nada. Eu acho.
–Olha, é da minha natureza não gostar muito de você nem da sua irmãzinha ali, mas estou me esforçando, ta? Fala isso pra ela, se puder.
–Falo sim, pode deixar. – O que mais eu iria responder?
–Então, obrigada.
E foi embora.

Duda

Papai chamou a mim e os meninos para ir falar com ele. Quando chegamos lá tomei um susto, quando vi que ele estava chorando.

–Ooh! Meus bebês! Já são heróis! – Ele nos abraçou

Nós rimos e ele nos olhou.

–Estão rindo de quê? Vocês SÃO os meus bebês!

–Pai, você já viu a nossa idade?- os meninos perguntaram

–Claro que eu sei a idade de vocês! Mas vocês são os meus bebês! E pronto!

Ana Carol

Minha mãe estava linda! Simplesmente deslumbrante! Ela veio falar conosco sorrindo! Deu um abraço em cada um de nós e disse:

–Muito Obrigada, meus filhos!

–Vocês não sabem como estou orgulhosa de vocês!

–Obrigada, mãe!

–Olhem só para vocês!- ela nos rodeou- Estão lindos! Os mais lindos de toda a festa!

Ana Beatriz
Papai agradeceu a gente e então os deuses foram embora e apareceu um telão enorme e o que imagino que fosse um tablet ou iPad. Fui descobrir o que era, e era exatamente isso. No iPad tinha uma lista de itens estranhos. Conforme cliquei eles apareceram no telão. Então sumiu e apareceu uma mensagem. Chamei todo mundo que se virou pra ler.
“Escolham o que quiserem para o acampamento, que chegará mais ou menos junto de vocês. E terão uma carona. Já está tarde e Apolo se ofereceu para levar vocês. Se quiserem alguma coisa, é só pedir. Assinado: Hermes.”
–Hermes?
–Zeus é meio... orgulhoso. – Thalia disse.
Poltronas vermelhas apareceram do nada e alguns potes com pipoca entre elas, também. Sentamos e Annabeth pegou o iPad.

Nele apareceram várias imagens de móveis e ideias para ambientes. Era o presente de Zeus. Cada chalé recebeu um.

Combinamos que depois de todos os chalés ficarem prontos, nós pensaríamos no resto do Acampamento. Deixamos os presentes na carruagem e aproveitamos a festa, dada em nossa homenagem.

Apolo nos deixou no Acampamento 4h30 a.m. A festa foi boa demais, alguns deuses, como: Apolo, Poseidon, Dionísio, Atena e Afrodite ficaram e se divertiram conosco, alguns outros como Zeus, Hera e Ares foram embora cedo.

Babi

Dormimos até a hora do almoço, e depois voltamos ao trabalho, que nem ficou tão pesado depois dos presentes dos deuses.

Nosso chalé ficou lindo! Todo decorado! Nós já o havíamos aumentado, então tivemos espaço suficiente para colocar tudo e ainda sobrou!

O chalé de Hermes ficou gigante! E foi o que ficou pronto mais rápido, claro. Mas o corredor, onde ficam os chalés ficou lindo! Decorado pelos próprios chalés, que ficaram únicos, cada um tinha uma característica própria.

Depois que todos os chalés ficaram prontos, nós redecoramos o refeitório, o centro de treinamento, consertamos os estábulos que haviam sido derrubados, desmontamos a barraca na praia e restauramos os portões do Acampamento, ficaram tão brilhosos!

Bruno

O Acampamento ficou muito legal! Mas, depois de todo esse trabalho a única coisa que queríamos era dormir e durante uma semana a única coisa que fazíamos era ir ao refeitório de manhã, voltar para a cama e voltar ao refeitório no jantar.

Depois dessa semana, me sentia revigorado! Foi muito bom passá-la toda praticamente dormindo o tempo todo! Mas, a nossa vida não é sempre assim, só tivemos duas semanas de paz depois da morte de Éris, já que Quíron lembrou de um problema que esquecemos de resolver. Foi durante um jantar, mas ninguém parecia mais um zumbi, depois de uma semana inteira de trabalho pesado e com certeza mais de uma de guerra.

–Meninos, temos que conversar sobre um problema não resolvido- começou Quíron, toda a nossa atenção foi diretamente para ele- Vocês se lembram da água da Fonte da Juventude que Éris guardava em seu cetro?- assentimos- Então, temos que dar um destino para ela e selar a Fonte, por que se a água ou a localização da Fonte cair em mãos inimigas, receio que nós não teremos muitas chances de vencer.

E agora? O que poderíamos fazer com essa água? Diante do nosso silêncio Quíron deu algumas sugestões:

– Já que vocês a encontraram, a decisão cabe a vocês. Vocês poderiam guardar a água, ou devolvê-la à Fonte e selá-la ao saírem.

–Mas, se fôssemos guardar onde guardaríamos?- perguntou Bia

–Não sei, com alguém de sua confiança, talvez?

–Não sei se seria bom mantê-la aqui no Acampamento, pode ser perigoso- disse Duda. E ela estava certa.

–Então talvez devêssemos devolvê-la. – sugeriu Sisi

–E viajar até lá? –perguntou Ana Carol

–Acho que sim, e o que vamos fazer com o mapa?- perguntou Ana B

–Poderíamos guardar aqui no Acampamento. –sugeriu Babi

–Mas com quem?- eu perguntei

–Vocês podiam deixar com o Oráculo- respondeu Quíron

Era uma ótima ideia. Decidimos viajar no dia seguinte.

Teríamos que ir à Grécia e depois à Creta, onde a Fonte ficava.

Sisi

Não é possível ter paz, quando você é um meio sangue! Mas, acho que vou ter que me acostumar. Partimos para Grécia de manhã cedo e assim que chegamos paramos em uma pousada e descansamos um pouco, fomos comer alguma coisa e pegamos o primeiro barco que passou, ele nos levaria a Creta e de lá, teríamos que agir baseados na memória.

Encontramos a caverna sem demora, seguimos o leito do rio, ele parecia ainda mais brilhante que da última vez, que estivemos lá.

Continuamos seguindo o leito do rio até chegarmos à Fonte. Bia tirou de sua mochila o frasco que continha a água que estava no cetro de Éris e derramou dentro da Fonte.

Uma luz forte iluminou o lugar e quase nos cegou, fiquei sem enxergar por alguns minutos. Quando consegui abrir os olhos, vi que uma mulher estava parada na nossa frente, esperando até que os efeitos que sua luz causou em nossos olhos cessassem.

–Olá, meio-sangues. Eu sou Anfitrite, a esposa de Poseidon. Vim aqui para agradecê-los por toda a ajuda que deram ao Olimpo e também para ajudá-los.

–Nos ajudar em que?

–A selar a entrada para esta gruta e esconder a Fonte.

–Como vamos fazer isso?

–Primeiro temos que sair daqui. – Anfitrite nos guiou de volta até a entrada da caverna.

–Vocês podem carregar umas pedras para frente da entrada, por favor? Só os que tiverem força suficiente para isso, claro! E depois se afastem!

Fizemos o que ela pediu e assistimos, enquanto a deusa se posicionou na frente das pedras e com um estalar de dedos organizou as pedras de forma que elas bloqueavam e mascaravam a entrada.

Ainda não tinha percebido como minha madrasta era bonita. Ela usava um vestido azul de apenas um ombro, com um cinto prateado e sandálias gladiadoras. Seus longos cabelos castanhos cascateavam até sua cintura com cachos largos e brilhantes.

Quando ela terminou, se virou para nós e sorriu.

–Foi muito bom conhecê-los, espero vê-los novamente em breve. — ela disse antes de desaparecer.

Voltamos para casa o mais rápido possível e deixamos o mapa com Rachel, o oráculo.

Bia

No dia seguinte acordamos tarde e fomos trabalhar. Agora nem estava mais tão difícil com a ajuda dos deuses e coisa e tal. Na hora do almoço nos reunimos no refeitório e ficamos conversando. Depois (milagrosamente) deram-nos uma pausa e Rafael me chamou para passear com ele. Então eu fui. Ele pegou a minha mão e fomos caminhando pela praia e conversando sobre nada importante.

–O que está achando de tudo isso? A guerra e tal. – ele me perguntou em um certo momento.

–Ah, não sei. O que importa é que ficou tudo bem.

–É...

Nos sentamos na areia, em silêncio e deitei minha cabeça em seu peito. Ele me abraçou e disse:

–Quer deixar tudo ainda melhor?

Confusa, perguntei:

–Como?

Ele sorriu e me beijou.


Kiara

Eu trabalhei até tarde. Foi ficando escuro e o acampamento pareceu esvaziar misteriosamente. Depois de muito trabalho, sentei nos degraus do meu chalé para descansar um pouco. Respirei fundo e senti mãos sob meus olhos. E eu conhecia aquelas mãos.

–Daniel? – arrisquei

Ele tirou as mãos de meus olhos e ficou de frente para mim, sorrindo. Sorri de volta! Estava com saudades daquele sorriso. Ele se sentou ao meu lado e, ficamos alguns minutos abraçados, olhando para as estrelas.

Então, olhamos um para o outro. E ele me beijou. E ficamos assim por um tempo, até que ele me perguntou:

–Onde esteve a tarde inteira?

–Aqui. Trabalhando. E você?

–Preparando uma coisa. Vem comigo.

Ele levantou, pegou minha mão e me puxou. Já estava escuro, mas era uma noite bonita, de lua cheia e as estrelas pareciam brilhar mais que nunca. Ele me levou até a praia, andávamos de mãos dadas á luz do luar. Era uma cena perfeita, e a noite perfeita, sem dúvidas. Então melhorou. Ele tampou meus olhos mais uma vez e me guiou por alguns instantes. Então parou e tirou as mãos dos meus olhos. Na areia da praia havia uma toalha com uma cesta de e todo o local era iluminado por velas.

–O que acha de um piquenique noturno?

–Que perfeito. – disse lhe dando um abraço e um beijo.

Nos sentamos, comemos e deitamos juntos para ver as estrelas. Passou uma estrela cadente, mas não pedi nada. Estava tudo maravilhoso.

Duda

Thiago passou no meu chalé para me encontrar, não estava esperando não, mas foi uma surpresa muito boa! Nós saímos para andar um pouquinho, a noite estava linda! Passamos pelos campos de morangos, e entramos na floresta perto do rio, a reflexo da lua cheia brilhava nas águas calmas.

Estava tudo tão lindo! Tão perfeito! Todos estavam em paz, todos os pais e mães olimpianos orgulhosos de nós! (os humanos também!). E Thiago estava bem aqui, na minha frente, todo lindo e sorridente, sorrindo para mim!

Era só o que eu precisava!


Annabeth

Eu voltei a trabalhar com meus irmãos quando alguém – Percy – passou a mão pela minha cintura e me puxou. Sorri e me virei olhando para o Cabeça de Algas mais lindo do mundo. Ele me segurou pela segura e passei as mãos em seu pescoço. Ele me puxou para mais perto e me beijou. Quando começou a ficar quente demais nos separamos e fomos passear. Ele passou o braço pelo meu ombro e me aconcheguei me sentindo segura depois da guerra. De outra guerra.

Ele me levou para a praia. No começo tudo bem, mas ele foi me arrastando para o mar. Sem perceber, começamos uma guerra de água.

–Você nunca vai me ganhar, sabidinha!

Adoro quando ele me chama de sabidinha.

–Claro que vou, Cabeça de Algas!

–Nisso eu sempre te ganho! – ele gritou jogando água em mim.

–Não dessa vez. – joguei água nele que começou a formar uma onda. Gritei e pulei nas costas dele. A onda quebrou em cima de nós e o mar parecia nos puxar para o fundo. Ele fez uma bolha e me puxou. E me beijou. É realmente estranho beijar embaixo d’água. Mas sem dúvidas esse foi o segundo melhor beijo subaquático de todos os tempos.

Ana Carol

Todos os casais comemoraram o fim da guerra, uns foram para a praia, outros ficaram em seus chalés mesmo, outros saíram para passear pelo Acampamento. Meu chalé ficou vazio. Eu fui dormir logo, para sonhar com o meu príncipe, herói, até que ele chegasse, pelo menos. Não queria ficar segurando vela.

Então, a coisa mais estranha aconteceu. Eu sonhei.

No sonho, eu estava na frente de uma casa, ela era grande e imponente tinha um jardim enorme e lindo, bem cuidado, flores coloridas emolduravam um caminho de pedras que levava até a porta da frente. Estava chovendo muito e além disso eu não podia ver muito mais. Até que eu percebi uma mulher, ela era alta e seu corpo estava coberto por uma capa escura. Quando cheguei mais perto vi que ela segurava um bebê. Ele estava dormindo e parecia tão calmo, os cabelos loiros jogados para trás se mexiam, enquanto a mulher, que assumi ser sua mãe andava em direção à porta. Ela se abriu e de dentro da casa saíram um homem e uma mulher.

O homem era alto, tinha cabelos negros e olhos azuis, estava vestindo um roupão preto e chinelos, a mulher ao seu lado também vestia um roupão. Ela também era muito bonita, o longos cabelos louros emolduravam o rosto, seus olhos eram verdes e, assim como o homem ela estava séria. Ambos assistiram a mulher que carregava o bebê atravessar o jardim e chegar até a varanda.

A luz que vinha de dentro da casa iluminou o rosto do bebê e de sua mãe. Ela era loura como ele, os olhos estavam embaçados por causa de lágrimas que desciam por suas bochechas.

–Vocês poderão cuidar dele para mim?- ela perguntou com a voz embargada.

–Acho que sim- o homem respondeu, passando o braço ao redor da mulher ao seu lado.

–Ele corre muito perigo se ficar comigo.

–Não se preocupe, ele será bem cuidado. Eu e Harry cuidaremos dele como se fosse nosso filho. E um dia ele irá procurar pela senhora e nós o ajudaremos. – a mulher ao lado de Harry pôs a mão no ombro da outra mulher e tentou reconforta-la.

–Muito Obrigada- ela disse e entregou o bebê ao casal. Quando eles iam se virar para voltar a casa, ela disse- Esperem! Por favor, deixem esse medalhão com o menino, irá protegê-lo, era de seu pai e... Como eu já disse sua vida corre perigo e este medalhão o protegerá.

Ela estendeu um medalhão, ele era lindo! Era de ouro, com uma ponta lança esculpida no centro. Harry o pegou de sua mão, olhou-o por um minuto e pôs o medalhão no pescoço de seu novo filho e a mulher deu um breve sorriso. O casal levou o bebê para dentro.

Eu acordei suando, o pijama estava ensopado com suor. O sonho era muito estranho e eu não entendi seu significado. Também não parei muito tempo para pensar nele, eu fiquei muito assustada com esse sonho.

Levantei, fui tomar um banho e trocar de roupa. O dia estava lindo, então fui dar uma volta e, não pude evitar: fiquei pensando no sonho.

Estava distraída e absorta nesse sonho tão estranho, quando esbarrei em alguém e quase caí no chão, mas ele me segurou, imediatamente murmurei desculpas embaralhadas.

–Tudo bem, também peço desculpas, eu estou procurando o Acampamento Meio-Sangue. É aqui?- ele me perguntou. Mas que pergunta era aquela? Se ele estava lá dentro como podia não ter visto a placa nos portões? Foi aí que eu reparei que eu estava na frente dela. Não tinha percebido que tinha andado tanto. Franzi o cenho. Ai! Ainda não tinha respondido ao menino.

–Sim. É sim.

–Meu nome é Arthur- ele disse

–Ana Carol- respondi, sem ânimo.

Ele sorriu, e vi como ele era bonito! Tinha cabelos louros, olhos azuis e... E estava usando o mesmo medalhão que vi em meus sonhos.


Notas finais
E aí? Gostaram?
Vamos postar um capítulo com a sinopse da segunda temporada em alguma hora da semana que vem, então fiquem de olho!
xoxo
Cacá e Kiara