A Fonte da Juventude
34 Acampamento dos Zumbis
Notas iniciais
Vejo vcs lá em baixo!
xoxo
Kiara e Cacá
Kiara
O Acampamento estava tomado pelo caos, mas já sabemos por que. Todos lutavam davam o sangue, mas os soldados inimigos não pareciam abalados! Eles não se feriam mortalmente, nem cansados, era absurdo. Parecia que estávamos em um filme que eu vi uma vez com minha melhor amiga... Um filme de... ZUMBIS! É claro! Mas como se mata zumbis?
- Ai desgraça!- eu me ouvi gritar
-O que foi? –Percy estava ao meu lado, e tomou um susto quando me ouviu gritar.
-Não podemos mata-los!
-Por que não?
-Olha para eles! – Percy olhou para frente, e teve de desviar de um golpe- Depois olha para a gente!
-Tem razão, estamos acabados!- um momento se passou e, acho que só então ele percebeu a gravidade da situação, pois seu rosto se contorceu em uma careta estranha- E agora?
- Eu não sei.
E, realmente não sabia. Senti meu estômago me revirar e depois se apertar, não sabia o que fazer. Iríamos lutar, lutar, lutar até a morte, sabendo que vamos morrer de exaustão? Ou com algum ferimento aberto? Vamos morrer sabendo que a Senhora vai ganhar? Vamos morrer sem saber a real identidade de nossa assassina, conhecendo-a somente pelo cruel nome: Senhora? Todas essas perguntas faziam minha cabeça girar e meu estômago se apertar ainda mais. Não podia suportar a ideia de ver todos aqueles campistas, meus amigos, adolescentes morrerem lutando contra o inevitável fim que nos aguardava na próxima esquina. De repente um nome veio em minha mente: Daniel, meu namorado. Onde ele estaria agora? Estaria vivo? Estremeci com esse pensamento, ele é forte. Era? Senti minhas pernas tremerem com uma intensidade assustadora.
Percebi que Percy falava comigo. Ele queria sair do campo de batalha, para tentar pensar em um jeito de nos salvar. Eu registrei sua mensagem, mas estava absorta nos meus pensamentos que não queriam parar de aparecer em letras gigantes em neon na minha mente.
Realmente saí de meu transe quando senti a mão de meu irmão me puxando para longe dali, me tirando daquela confusão. Ele me levava para a praia. Só de sentir o cheiro do mar, me senti melhor. Paramos de andar quando a água batia nas nossas cinturas. Mergulhei. Fiquei com a cabeça embaixo d’água, como se aquilo pudesse fazer com que tudo desaparecesse.
Quando voltei, Percy olhava para mim:
-Achei que você fosse desmaiar- ele soltou um suspiro de alívio e continuou- Olha, não é possível que essas coisas não morram, tem que ter um jeito!
-Mas até encontramos uma forma, metade de nós já vai ter ido encontrar nosso tio – disse sem pensar no que essa frase poderia significar.
Percy estremeceu e disse:
-Não diga isso...
-A verdade?
-Você não é assim. – A verdade é que você está desesperada- assenti- Também estou, mas temos que manter a calma, se quisermos continuar vivos e se quisermos que nossos amigos continuem vivos- ele esperou que eu assentisse para continuar- Temos que pensar num plano, nosso plano de ataque seria ótimo se essas coisas morressem- ele parou por um instante e seus olhos verdesse fixaram nos meus- Em primeiro lugar temos que avisar aos outros e dar um jeito de assustar esses zumbis para ganharmos algum tempo...
-Onde eles estão acampando?-perguntei abruptamente, fazendo meu irmão arregalar os olhos.
Ele me olhou sem entender e eu prossegui:
-Se encontrarmos o lugar onde eles acampam podemos incendiá-lo e chamar sua atenção temporariamente. Mesmo que eles não morram com armas, em alguma hora eles devem ter que descansar e comer, além disso, tem meio-sangues entre eles, e esses precisam de descanso e comida.
Os olhos de Percy cintilaram:
-Adorei a ideia...
Sorri para ele, mas logo percebi uma falha em minha ideia:
- Como vamos chegar lá?
Bia
Fiquei desapontada com Quíron, eu esperava que ele nos ajudasse. Me perguntei se o libertaria se soubesse que ele não iria nos ajudar. Provavelmente sim, mas nossa situação ficaria do mesmo jeito. Eu precisava ajudar meus amigos e, não era voltando para lutar, tínhamos que levar um reforço, ou encontrar uma forma de derrotar Éris e leva-la para eles, então lutar. Eu e Louise estávamos com raiva de Quíron, enquanto Rafael e André ficaram incrédulos e sem reação.
Deixamos Quíron, e fomos embora, sem rumo, até que encontrássemos um plano. Com quem poderíamos contar?
-Já sei!
Todos olhamos para Sisi, que estava com o rosto iluminado por uma ideia e os olhos brilhando:
-Nós vamos pedir ajuda aos meus irmãos! – Não entendemos de primeira: o que Percy, Kiara, Pedro ou Carol poderiam fazer. Até que entendi que ela se referia aos ciclopes!
-Ciclopes!- disse, ela assentiu
-Achei que você falava dos espíritos marinhos- disse Rafael
-Podemos falar com eles também! Podemos pedir ajuda também aos espíritos da natureza!
Pronto! Não precisaríamos de Quíron! Levamos Sisi a uma praia para que ela pudesse contatar os espíritos e tentar falar com seus irmãos, enquanto isso fomos procurar os outros espíritos da natureza.
Ana Carol
Nossa! Parecia que não via meus amigos que foram para a missão há dias! Mas nem dava tempo de sentir saudade, estamos lutando desde que eles saíram.
Eu via os meus amigos correndo e lutando arduamente, dando o próprio sangue para salvar nossa casa! Eu fazia o mesmo, tinha minha faca na cintura e uma corda nas mãos, com a qual amarrava um soldado em uma árvore afastada para que ele morresse de fome ou de frio, eu não gosto muito de matar as pessoas, embora algumas vezes seja necessário, eu prefiro cuidar delas, mas esse me obrigou! Ele entrou onde estávamos cuidando dos feridos e quis matar todo mundo! Bom, eu tive que tomar uma providência.
Eu esperava que a mesma quantidade de feridos que entrava na nossa barraquinha, entrasse na barraquinha da Senhora também! Para que estivéssemos, pelo menos, empatados. Mas, a maioria tinha condições de lutar. Estávamos em um lugar escondido na praia, de fácil acesso aos feridos, por uma trilha secreta na floresta. O soldado que amarrei na árvore veio pela praia, deve ter nos encontrado sem querer. Ele estava longe demais para ser encontrado pelos outros ou para pedir ajuda e dizer nossa posição.
Eu rezava baixinho para que Bia, Sisi, Rafael e André chegassem logo com reforços e Quíron, ou com alguma forma de derrotar a Senhora, que parecia um mestre de xadrez, infalível em suas jogadas. Afinal, esse era o objetivo de sua missão. Mas espero que eles cheguem logo!
Em alguma hora, perto do anoitecer, um dos campistas atravessa a porta improvisada da tenda e grita, para que todos o escutem:
- O exército da Senhora concordou em uma trégua e lutaremos, novamente, de manhã.
Ah! Graças aos Deuses! Poderemos todos descansar, melhorar a tenda! Meus pensamentos e os festejos de todos foram interrompidos e o menino voltou a falar:
-Vamos nos reunir aqui na praia, os filhos de Poseidon e Atena têm um comunicado a nos dar, então para não sermos rastreados, alguns virão pela água e alguns virão pela trilha da floresta.
Duda
Nos juntamos em volta da fogueira, para nos aquecer e comer um pouco, além disso, nossos amigo nos dariam um comunicado. Quando todos haviam terminado de comer, Percy, Annabeth e Kiara se levantaram.
Seus rostos aparentavam cansaço e preocupação, ainda usavam os trajes de combate, Kiara foi a primeira a falar:
-Boa noite- ela respirou fundo olhou para Percy e continuou- Hoje, durante os combates, eu percebi uma coisa estranha sobre os soldados da Senhora- ela agora olhava para todos, que estavam calados, o único som era o de sua voz e as ondas no mar a nossa frente, ela suspirou antes de prosseguir- Eles não morrem.
Eu fiquei em choque, como assim não morrem?
Percy começou a falar e todos ficaram em silêncio, percebi que ele segurava a mão da irmã, que tremia:
-O que ela quer dizer é que eles não morrem com nenhuma arma- os murmúrios voltaram, e tudo o que eles falavam fazia sentido, eu não consegui matar nenhum deles, embora tenha conseguido jogá-los no chão, talvez até nocauteá-los, mas não os matei. Essa conclusão me deixou gelada: se eles não morrem, quem vai morrer somos nós. Agora eu entendia por que Kiara parecia tão nervosa e tinha suas mãos tremendo, mas reparei também que ela não prestava atenção no que Percy dizia, ela vasculhava a multidão se semideuses com os olhos: procurava alguém.
-Temos que pensar em um plano- Annabeth começou a falar conosco, mas sua expressão ainda estava transtornada, ela ainda procurava alguém. Percy parecia mais calmo do que ela. Sua expressão não estava cansada, ele estava tranquilo, mesmo que seus músculos estivessem rígidos, afinal ele estava numa guerra. Percebi que também estava tranquila, mesmo depois daquela notícia. Eu estava com Thiago, ele segurava minha mão com firmeza e doçura, e me dei conta de que se eu estivesse com ele, estaria segura e poderia fazer qualquer coisa, talvez até matar zumbis que não morrem. Voltei a prestar atenção no que Annabeth dizia:
- Como eles não morrem, temos que nocauteá-los de alguma forma, para prendê-los e tirá-los de combate.
Ana Carol se levantou e disse:
-Hoje mais cedo, amarrei um deles na floresta, talvez possamos trazê-lo para cá e usá-lo como teste e, quem sabe como isca. – Os olhos cinza de Annabeth cintilaram e ela sorriu:
-É uma ótima ideia! Você se lembra onde o prendeu?
Ela assentiu e guiou um grupo até o soldado, minutos mais tarde eles voltaram segurando-o.
Ele era igual a todos, mas parecia cansado, era arrastado por meus amigos, sua cabeça estava baixa e as pernas arrastavam na areia da praia, mas podia ver seu peito subindo e descendo, enquanto ele respirava.
Kiara
Vi todos os meus amigos lá, vivos! Mas não conseguia ver Daniel. Meu coração se afundava e eu não conseguia pensar direito, não prestei muita atenção ao que Percy e Annabeth falavam, mas já sabia do plano, então me concentrei em procura-lo entre a multidão.
Eles trouxeram o soldado e fui me sentar perto de Cacá, apoiei a cabeça em seu ombro ela me abraçou, como se pudesse me entender sem eu ter dito nada, então deixei as lágrimas, que tentava conter rolarem, encharcando minhas bochechas.
Até que o vi, carregando o soldado. Seus cabelos louros caíam sobre os olhos, as maçãs do rosto bem definidas e os lábios estreitos. Ele carregava a aljava pendurada em um dos ombros, com uma única seta prateada.
A imagem a reconfortou, ela não podia imaginar perdê-lo, mas ansiava jogar-se em seus braços e matar a saudade que me sufocava. Esperei que ele se sentasse e, dei um beijinho em Cacá e saí correndo para encontra-lo.
Segurei sua mão e o puxei para trás, para longe de tudo aquilo.
Bia
Sisi havia conseguido falar com seus irmãos e com os espíritos marinhos, que disseram estar a caminho do Acampamento. Encontramos com um sátiro e ele disse que juntaria o máximo de forças que conseguisse. Então fizemos nosso caminho até o Acampamento, que foi muito longo, já que nos perdemos na floresta, depois de encontrar com o sátiro.
Encontramos com Sisi em uma praia, ela suspirava com o pôr do sol batendo nas águas claras, provavelmente com saudades de casa. Ela percebeu nossa presença e fomos embora.
Esperava que a situação no Acampamento não estivesse muito ruim, e que ainda fosse reversível.
Duda
Eu caminhava com Thiago na praia, estávamos de mãos dadas, sem trocar nenhuma palavra, por alguns instantes. Estávamos muito chocados com as notícias.
Este era um dos poucos momentos que teríamos para descansar durante a guerra, que espero acabar logo.
Voltamos à fogueira, eles montavam um sistema de ataque e defesa. Cada um tinha uma participação especial, que garantiria a vitória ou a derrota. (N/A: Gente, olha que frase profunda! Só faltou o: TAN TAN).
Notas finais
Merecemos reviews?
xoxo
Cacá e Kiara
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