A Florzinha do Canteiro
5 A Florzinha do Canteiro (parte 5)
Enquanto isso, na casa de Pirika e Horo Horo.
- Eu quero ver desenho!!! — falou Horo Horo.
- Mas eu quero ver a novela!!! — falou Pirika.
- Desenho!!!
- Novela!!!!!!!!!
Então eles começaram a ouvir barulhos estranhos em frente à sua casa. Parecia duas pessoas discutindo.
- Vou lá na frente averiguar... — e Pirika abriu a porta e viu a cena.
- Não quero tomar aquele remédio fedido enquanto tu ficas comendo sorvete na minha frente! — reclama Ren.
- Mas tu estás doente, precisas de certos cuidados!!! — explica Jum.
- Ei, o que está acontecendo? — pergunta Pirika.
- O Ren não quer voltar pra casa para tomar o remédio! — revela Jum.
- Que remédio? — perguntou Pirika.
- Um ruim e fedidão! — revelou Ren.
- Se ele não tomar, morre! — revelou Jum.
- Ahn... Eu tive uma idéia! Por que a gente não chama o Fausto? — sugeriu Jum feliz, segurando seu irmão fortemente.
- É uma boa idéia! — e todos entraram para dentro da casa de Pirika.
Ela foi mexer num caderninho para procurar o número de Fausto enquanto Jum pedia a Horo Horo que buscasse uma corda para poder amarrar Ren numa cadeira.
- NÃÃÃÃÃOOO, EU TOMO! MAS NÃO CHAMEM O FAUSTO!
- Agora já chamei! — falou Pirika.
- AAAAHHH, EU ODEIO VOCÊS!
- Mas eu te amo! — falou Jum, mas Ren foi se trancar no banheiro.
- “Como eu faço para fugir daqui?”- pensava Ren. — “A janela!”
Ren abriu a janela e tentou passar pelo pequeno espaço que simbolizava a sua tão querida liberdade. Quando já estava metade livre (da barriga pra cima), viu que o carro de Fausto estacionara ali perto.
- AAAAAAHH! — ele tentou sair, mas Fausto o viu.
- Oi, Ren. Não está tentando fugir, não é mesmo?
- Não, eu só estava pegando sol...
- Então vamos entrar! — e Fausto tira Ren da janela e os dois mais Elisa entram na casa.
- Oh, o Fausto chegou! E o Ren também?
- Ele estava pegando sol. Mas vejamos... qual é o problema? — pergunta Fausto.
- Ele não quer tomar o remédio porque é muito ruim! — explica Jum.
- Então ele pode tomar esse outro que tem gosto de cereja! — e Fausto redigi a receita. — Está aqui! — e ele entrega para Ren.
- Oh... com gosto de cereja... — falou Ren, não acreditando no que lia.
- Eu também quero um! — pede Pirika.
- Mas tu não estás doente! — revela Horo Horo.
- Mas é que eu gosto de cereja! — explica a guria.
- Eu queria um remédio com gosto de sorvete de chocolate. — falou Ren.
- Temos que ir... Tchau! — e Fausto e Elisa se foram.
- Nós também temos que ir. Vamos Ren! — e Jum e Ren foram para a bicicleta e ela começou a rumar para casa.
- Não, nós temos que passar na farmácia antes!!!
- Pra que gastar dinheiro com esse remédio se nós temos o mesmo lá em casa?
- Mas não tem gosto de cereja! EU QUERO O COM GOSTO DE CEREJA!!!
- Mas isso é só para crianças!! — grita Jum.
- E o que eu sou?
- Pré-adolescente!
- É quase o mesmo!
- Tá, eu paro, mas não chore!
- NÃO ESTOU CHORANDO, ISSO É COISA PRA CRIANÇA!!
- Acorda, Manta... MANO, ELE DESMAIOU!!!
- Acho que ficou muito tempo trancafiado no armário... — explica Hao.
- Mas ele tem que lavar nossas roupas!
- Dá comida pra ele primeiro...
Ioh levou Manta até a cozinha, onde preparou um sanduíche e se sentou para descansar.
- Mantaaa? Fiz um sanduíche pra ti!
- Oba, comida! — e Manta se avançou no sanduíche.
Depois de comer muitas outras coisas, Manta levantou-se da cadeira e disse:
- Agora sou um novo homem!
- Rá! Jura, né? — contestou Ioh.
- Ei, mas é verdade! Sou um guri! — revelou Manta.
- Desde quando?
- Desde que nasci!
- Achei que fosse desde a semana passada! Vamos, tu tens muito serviço para fazer. Como, por exemplo, lavar minha roupa. — e Ioh levou Manta até a área de serviço.
- Nossa, quanta roupa... — disse Manta olhando para uma pirâmide de sacolas amontoadas num canto da área, ocupando quase a totalidade do espaço disponível.
- Boa sorte, tampinha! — e Ioh foi para a sala assistir aos Cavaleiros do Zodíaco. — Em que parte está?
- A Saori levou uma flechada no coração e os cavaleiros começaram a passar pelas casas dos signos. — revelou Hao deitado no sofá.
Manta, desolado, olhava para as sacolas. Então ele teve uma idéia. Pegou todas as sacolas e desceu com elas até a lavanderia do prédio. Ele entrou na salinha e ficou esperando que um dos lavadores se dispusesse a atendê-lo.
- Sabe, Fushiko, os moradores do 2303 nunca mandaram roupas para lavar... Nunca nos deram trabalho! São um exemplo de moradores!
- Oh, tem um menininho esperando... Nessas sacolas têm roupas para lavar? São quantas sacolas? — perguntou o atendente virando-se para Manta.
- São 37 sacolas, senhor! — revelou Manta.
- CREDO! Ahn, desculpa! Qual é o apartamento do senhor? — perguntou o atendente para Manta.
- 2303, senhor! — revelou Manta.
- Ahn... venha pegar na semana que vem, menininho! — respondeu o atendente enquanto o outro tinha um troço junto das máquinas de lavar roupas.
- Ok, então tchau! — e Manta se foi, voltando para o apartamento de Ioh e Hao. — Legal, cheguei na parte em que o Shun encontrou Mime de Benetona! Adoro a música da harpa dele!
- Cala a boca, piá! — resmungou Ioh. — Não vês que estamos querendo ver?
- Eu também quero ver!!! — protestou Manta.
- Só depois de lavar toda a roupa!
- Mas... mas... grunft! — e Manta voltou para seu armário, quer dizer, o quarto que fazia semanas que ele não via. — Meu quartinho... — e Manta ligou a sua própria tevezinha.
Porém, assim que ele ligou a tevê, bateu-lhe um sentimento de solidão tão forte que ele não se agüentou. Pegou o telefone e ligou para Ryuu.
- Ryuu? É o Manta. Não sou tampinha! Nem baixinho! É que eu estou me sentindo muito sozinho... oh, não acredito! Tu estás me convidando para morar contigo? Oh, claro que eu aceito!!! Já vou começar a arrumar minhas coisas e já vou falar com o Ioh e o Hao! Obrigado, Ryuu! Tchau!
Manta não acreditava no que acontecera em sua vida. Finalmente seria tratado como gente. Então ele arrumou suas coisas rapidamente e, com a mala em punho, foi até a sala se despedir de seus... amigos?
- Ioh... Hao...
- CALA A BOCA!!!!! — berraram os dois em coro.
- Peraí que tenho um assunto importante para falar com vocês!
- Misturaste as roupas brancas com as vermelhas e elas ficaram rosas? — perguntou Hao.
- Não! Elas estão na lavanderia.
- AAAAA!!! Vai custar uma fortuna!!! — protestou Ioh.
- Não vai, tá incluído no condomínio, e todos os moradores pagam condomínio. — revelou Manta.
- É... já faz tempo que não pago o condomínio... — lembrou-se Hao.
- O que eu quero dizer é que estou me mudando, vou morar com Ryuu. — revelou Manta.
- Tchau... — despediu-se Ioh.
- Adeus... — despediu-se Hao.
Manta deixou a sua chave em cima da mesa da cozinha e desceu com sua mala.
- Legal, o Manta foi embora... uma boca a menos para alimentar! — falou Ioh.
- É, ele nem comia muito, ficava a maior parte do tempo preso no armário... — revelou Hao.
- Quem vai cozinhar pra gente agora? — indagou Ioh.
- Isso é o de menos... — falou Hao. — Agora a gente tá assistindo aos Cavaleiros do Zodíaco, depois a gente chama o Manta pra fazer a janta.
- Mas ele acabou de ir embora!
- Não acredito... ele gosta demais do armário para ter partido. Em seguida ele volta... antes do fim deste episódio. — concluiu Hao.
- É... vamos esperar... — e Ioh reacomodou-se no sofá.
Três horas se passaram.
- Estou com fome... — resmungou Ioh.
- Eu também... — concordou Hao.
- Vá até a cozinha pegar algo para nós! — ordenou Ioh.
- Mas não tem mais nada na cozinha, só a mesa, as cadeiras, a pia, o balcão, a geladeira, o microondas, o...
- Tá, eu entendi o drama! Manda o Manta comprar algo pra gente!
- Mas ele foi embora!
- Então encomende uma pizza!
- Encomende tu!
- Vai tu, que estás mais perto do telefone!
- Tu!
- Tu!
- Ah, é assim, é? — e os dois começaram a brigar.
Depois de vários arranhões, hematomas e cortes, os dois foram para seus respectivos quartos, melhor, Yoh foi para o quarto de Hao e vice-versa, ambos sentindo muito a falta de Manta. Por que o tampinha os abandonara? O que eles fizeram de errado?
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