A Floresta Negra
3 Capítulo 2 -Um lobo maluco
Notas iniciais
Sem mais demoras, vamos ao capítulo!
O grande lobo estava encarando os dois:
-Um lobo... –o lenhador rosna:
-Então... O que te traz aqui, linda garota? –o lobo chega perto da garota, que estava apavorada:
-H-hein? Eu? –a garota ficou totalmente confusa:
-Hei, não me ignore! –o lenhador fica furioso –lobo ou não, não me ignore!
-Porque eu falaria com um verme nada interessante como você, quando eu tenho uma garota interessante bem em minha frente? –o lobo sorri de novo:
-S-seu! –o lenhador empunha o machado e desfere o golpe em direção do lobo, que se desvia. O machado acerta ao lado do braço direito da garota:
-Oh, um descuido meu... –o lobo murmura ao ver onde o machado atingiu –preciso ser mais cuidadoso com uma dama!
-Hã? –a garota não estava entendendo nada.
O lenhador empunha mais uma vez o machado e tenta novamente acertar o lobo, que desvia e o ataca.
A garota vê aquilo como a hora perfeita e sai correndo, querendo apenas fugir daquela confusão.
Ela vai adentrando ainda mais na Floresta Negra, e aos poucos as densas árvores cobriram totalmente o sol, fazendo com que parecesse noite. Ela diminui o passo ao ver que estava vendo uma pequena luz à frente.
Ela vai em direção à luz e olha para trás, nenhum sinal nem do lenhador ou do estranho lobo. Ela para quando passa pelas arvores e entra na luz do sol. Quando sua visão se ajusta a claridade vê que a poucos centímetros a frente estava um enorme penhasco:
-Oh, ainda bem que não caí... Será que e alto? –ela apanha uma pedra que havia ali perto e a joga. A pequena pedra bate, bate, bate, parecia que não havia fim.
A garota olha para baixo, nem sinal da pedra que batia e batia. Então ela ouve o baque de a pedra batendo no chão:
-Realmente, é alto... –ela ouve um rosnar atrás de si e vira devagar e se assusta.
Um grande lobo de pelos cinzas a estava encarando, com os dentes arreganhados. A garota recua um pouco, tomando o cuidado para não cair do penhasco.
O lobo, vendo o movimento dela, se avança, com o focinho escancarado, pronto para morder sua garganta.
Quando ele estava há centímetros de seu rosto, o lobo de pelos negros surge e se avança no outro lobo, salvando-a da mordida mortal.
Mas o que ela não esperava era que ela tivesse se inclinado demais na hora que o lobo cinza ia matá-la, fazendo assim que ela se desequilibrasse e caísse do alto do penhasco.
O lobo negro, ao ver a garota caindo, ataca rapidamente uma das patas do lobo cinza, que gani de dor e foge. O lobo negro pula do penhasco, indo em busca da garota.
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O crepitar de uma fogueira é ouvido pela garota, que estava achando isso irritante. Ela tenta se virar de lado, mas geme ao sentir uma dor atingir seu corpo:
-Finalmente acordou? –ela ouve uma voz e abre os olhos, se deparando com o teto de uma caverna. Ela vira a cabeça de lado e vê as chamas da fogueira dançarem, formando sombras na parede da caverna:
-Onde eu estou...? –ela pergunta, não esperando uma resposta:
-Hei –ela olha na direção da voz e se depara com um adolescente vestindo um
casaco longo preto e com olhos amarelos:
-Essa aqui não é minha casa... –ela fala o óbvio:
-Claro que não é. –o garoto olha para o lado –você caiu do penhasco e eu a salvei.
-Me salvou? –o garoto afirma com a cabeça –obrigado... Mas e o lenhador? E o lobo negro?
-Ele fugiu, jurando que ia voltar. –o garoto continua fitando o nada:
-Mas e o lobo? –ela tenta se levantar, mas uma dor atinge sua cintura. Ela olha e vê que estava cheia de ataduras –mas o quê?
-É melhor descansar um pouco, você caiu de uma grande altura. Eu cuidei de grande parte de seus ferimentos. –finalmente o garoto a olha:
-Tá, obrigada novamente, mas você não respondeu minha pergunta, e o lobo?
-Ainda não notou? –ele a olha com cara de surpreso:
-Notar o quê?
-Eu sou o lobo –ele apontou para si mesmo, como se isso fosse óbvio.
Ela demorou um pouco para assimilar o que havia acabado de escutar:
-Hã? –ela fala:
-Eu sou o lobo negro que a salvou. –ele repete, agora falando mais pausadamente:
-M-mas como...? Mas um lobo... Ah, não estou entendendo mais nada! –ela reclama, totalmente confusa –um sonho, isso! Devo estar apenas sonhando! Lobos não podem assumir forma humana, então eu devo estar sonhando! Um sonho maluco!
-Você não está sonhando.
-Se eu estivesse em um sonho, é claro que você falaria isso! –ela aponta para ele –mas não sabia que tinha uma imaginação tão fértil para criar um cara tão lindo como você!
-Isso não é um sonho. –o garoto a olha, com cara séria:
-Não? –ela o olha, com cara de idiota:
-Não.
-Oh... –ela fica vermelha –esquece que eu falei antes, tá?
-Tá, eu finjo que não escutei a última parte. –ele sorri:
-Mas como você é o lobo? Lobos não assumem forma humana. –ela repete pela décima vez:
-Sou de uma linhagem antiga e blábláblá, a história é chata.
-Linhagem antiga?
-Falei grego por acaso? –ele a olha com cara de como se tudo aquilo fosse óbvio:
-Mas como ser de uma linhagem antiga faz de você um lobo que assume forma humana? –ela estava mais curiosa:
-Eu disse que a história é chata.
-Eu tenho bastante tempo.
-Cara, como você é chata... –ele coça atrás da cabeça –bem, mas antes da história, posso lhe perguntar uma coisa?
-Pergunte –ela estava ficando impaciente:
-Por que o brutamontes estava atrás de você?
-Oh, isso... –ela vasculha um de seus bolsos –é por causa deste colar –ela mostra o estranho colar que havia pegado do lenhador:
-O quê?! –ele se assusta e levanta, se aproximando e examinando de perto o colar –o-onde você conseguiu isso?!
-Tá na minha família faz um tempão. –ela estranha a reação dele:
-Mas como? Ele desapareceu há mais de cem anos! –agora ele se afasta e começa a caminhar de um lado para o outro:
-Poderia, por favor, parar de caminhar de um lado pro outro, tá me deixando tonta!
Ele estaca, olha para o teto, pensativo:
-Hã... você está bem?
-Você... –ele fala devagar:
-Hein?
-Você é uma bruxa! –ele a olha, apontando com o dedo acusador:
-WHAT?!
-Só pode ser! Você não poderia ter esse colar se não fosse uma bruxa! –ele segura seus braços e a balança –vamos, me diga onde você conseguiu isso!
-Hei... espera... Pare com isso... –ela tentava inutilmente fazer o garoto parar de balança-la –PARE COM ISSO SUA ABERRAÇÃO CROSSOMICA!
-O quê?! –ele finalmente a para de balançar:
-Eu não sou uma bruxa, e eu já disse que esse colar está na minha família faz tempo!
-Mas... –ele a solta e fica de quatro no chão:
-V-você tá bem? –ela estende a mão para tocá-lo, mas recua quando ele se ajoelha e a olha:
-Você tem certeza que não sabe o que é esse colar? –ele a olha, sério:
-Não é só um colar comum? –ela arrisca:
-Não, é um colar onde reside a alma de um dos primeiros de nossa espécie. –ele fala.
Notas finais
*Levei uma tijolada pelo comentário*
Até mais.
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