Meu cabelo estava sendo puxado por um bico inquieto e garras estavam cravadas em meu travesseiro quando acordei.

Nox andava desajeitado pela cama e voltava pra bicar meu cabelo e tentar me despertar.

Levantei-me com a cabeça latejando e fui em direção a cozinha pegando a bandeja de carne crua preparada pra ele e deixei no chão.

—Coma devagar ok? Não precisamos de um susto logo cedo.

Nox rasgava a carne com seu bico e piava contente enquanto eu olhava a água do rio pela janela.

Tomei meu café dentro do alojamento,me troquei colocando um jeans,tênis e uma jaqueta de baseball vermelha e branca por cima de uma regata preta e comecei a andar com o pequeno grifo piando enquanto tropeçava pra me acompanhar.

Os campistas apontavam e uns poucos corajosos se aproximavam pra ver Nox bicar os cadarços de seus tênis.

Trotes apressados vinham até mim enquanto a voz de Daeria cortava a paz do meu dia.

—Vamos conversar — ela disse séria.

Suspirei e caminhamos até os escombros da entrada do campo de treinamento.A destruição ali era imensa,marcas de batalha e sofrimento cobriam cada pedaço de terra queimada e esburacada por criaturas mandadas por algum inimigo.

—Muita gente está ferida e dentro da enfermaria.Quase não estamos dando conta de tanta gente -ela disse enquanto sentava num tronco caído.

—E por que você está aqui e não fazendo o seu trabalho?- perguntei ríspida olhando Nox tentar escalar o tronco queimado.

—Você pode não ter nenhuma marca no corpo,mas com certeza tem no coração.Eu me preocupo com você Annice,mas você só tem afastado as pessoas que se importam,tem guardado segredos que estão acabando com você.

Seus olhos mostravam o quanto de pena estava guardada nela.Suas mãos estavam agitadas no colo de Daeria enquanto ela olhava o céu azul.

As coisas não costumavam ser como eram.

Eu não estava mais no orfanato,minha vida tinha virado de cabeça pra baixo e principalmente,pra salvar o amor da minha vida eu estava disposta a deixar minha vida se tornar um verdadeiro inferno.E lá no meio havia Lucius.

Com seus olhos escuros,seu cabelo bagunçado e seu sorriso que escondia suas emoções,mas também havia seu corpo que revelava tudo o que ele sentia e tentava esconder,havia a alegria,a frustração,o desejo e a tristeza que eu sabia que ele sentia por sentir algo que eu não corresponderia.

—Vai ficar tudo bem Daeria,tem que ficar.

A deixei ali no silêncio dos escombros e caminhei calmamente até a enfermaria sendo recebida por Jennifer e Grover que iam e vinham com toalhas e utensílios.

Haviam mais de cinquenta camas e todas elas estavam cobertas de feridos,algumas até por mais de uma pessoa.

Nox me acompanhava silenciosamente enquanto eu me sentava na beira de uma cama pra falar com uma campista que estava coberta de pontos no braço.

—Oi,sou Annice -me apresentei.

Seus olhos eram verdes como a grama,seu cabelo loiro caía em cachos perfeitos até seu queixo machucado e ela estava coberta de faixas.

—Sou Alice.

Sua voz estava fraca e cansada,seus olhos estavam vazios enquanto ela gemia dolorosamente.

Respirei fundo e estendi minhas mãos sentindo a energia do lugar pulsar enquanto eu a absorvia.Como um cobertor de eletricidade,cada volt se unia enquanto eu envolvia seu corpo e lentamente o curava.

Em alguns minutos os pontos caíam deixando uma fina cicatriz vermelha mas eu sabia que não havia mais dor ali.

Ela se levantou olhando pra onde haviam tantos ferimentos e sorriu chacoalhando seus cachos.Ali sem tantos remendos e feridas ela era linda e sua boca rosada formava um sorriso lindo enquanto ela se levantava e ia embora sem nem agradecer.

Sorri confusa e passei por vários outros campistas restaurando braços e pernas quebrados,cortes,feridas e dores.

Algumas horas depois e Nox tinha se aninhado sob a mesa de madeira onde ficavam vários formulários que um sátiro preenchia em silêncio.O dia parecia tranquilo, fácil de lidar enquanto eu conseguia mais informações.

Começaram com quimeras cuspidoras de fogo,serpentes gigantes,touros de ferro enlouquecidos que atacavam sem distinção e por fim a criatura que quase nos enlouqueceu.

Não era possível alguém ter estourado a barreira mágica com que o velho carvalho envolvia o acampamento.

Então o ataque veio de dentro.

Caminhei distraída sentindo os primeiros sinais de cansaço quando tropecei e bati a cabeça num peito conhecido.Segurei o ar quando vi que Percy estava ali diante de mim pálido como um fantasma,com mãos trêmulas e olhos que evitavam o contato com os meus.

Nox veio até mim piando alto e abrindo seu bico.Olhei pro relógio da parede e metade do dia já tinha se passado.

Contornei Percy enquanto Grover se aproximava fazendo uma expressão preocupada enquanto eu saía com Nox ao meu lado.

Levantei-o do chão e abracei seu corpo acariciando suas asas e buscando alguma tranquilidade.Seu bico beliscava meu cabelo de leve e ele fazia um som leve e tranquilo enquanto eu caminhava até o refeitório.

Me servi,servi uma tigela pra Nox e me sentei numa mesa afastada da agitação do refeitório.

Lucius passou por mim e desviou seu olhar quando me viu sentada ali.

Respirei fundo enquanto assimilava que ele estava com raiva de mim e que era a melhor coisa que poderia acontecer pra nós dois.

—Hey! Você garota elétrica!

Olhei pra porta e uma filha de Ares tão grande quanto Clarice caminhava segurando uma espada.

Ergui uma sobrancelha e ignorei-a continuando a comer.

—Vamos fazer um pequeno torneio de lutas organizado pelo nosso alojamento e queríamos te convidar pra participar.Hey Lucius,te vejo lá!-ela acenou gritando enquanto Lucius olhava confuso.

A menina não parava de falar sobre lutas e sobre como o que eu tinha feito tinha sido insano e a coisa mais legal que ela tinha visto na vida.

Sem fazer pergunta nenhuma eu descobri que o nome dela era Cedar,ela vinha da Escócia e era a filha de Ares mais amigável que eu já tinha visto.

—Então vamos? Começaremos as três horas — ela avisou enquanto eu me levantava.

Acenei com a cabeça e Nox veio atrás de mim com um pedaço de carne no bico.

Descemos a colina e muitos dos que eu tinha curado acenavam pra mim,agradeciam pelo que eu tinha feito e me ofereciam lealdade se um dia eu precisasse guerrear.

Cheguei ao meu alojamento e me deitei enquanto Nox subia numa cadeira onde o sol batia.Dormi por exatamente uma hora antes de ouvir Cedar gritando meu nome na porta.

Me troquei colocando uma armadura simples de couro branco e peças de prata ,prendi o cabelo numa trança e fui até a área de combate.

—Olá combatentes!Dividiremos os setenta de vocês em grupos de dez que lutarão entre si simultaneamente,seus grupos serão reduzidos a uma dupla,que enfrentará outras duplas até termos uma dupla que lutará pela vitória.A única regra é não matar ou mutilar o oponente.

Um campista de corpo forte e voz estranhamente fina anunciava o regulamento e separava os times.

Sete equipes de dez pessoas e cada equipe era um incômodo pra mim.Como fui me meter nisso?

Eu estava num grupo,Lucius em outro,Clarice em outro, Annabeth em outro e Percy em mais um.Eu não conhecia ninguém das outras equipes.

Olhei pro lado e Alice acenava pra mim me chamando pra debaixo de uma árvore.Em suas mãos haviam três pequenas bolinhas coloridas que ela passava pra mim animada.

—Eu vim te ajudar,vim agradecer por ter me consertado.A verde te dá mais energia por um dia inteiro,a azul você estoura na lança pra que ela tenha mais resistência e a vermelha é um elixir a prova de fogo.Vai que seja necessário né.Eu sou uma filha de Atena e tenho que honrar a quem estendeu a mão tão gentilmente pra mim.

Sorri invocando a lança e estourando a primeira bolinha,engoli as duas seguintes me sentindo como se tivesse tomado mil copos de café de uma vez só.

—Competidores se reúnam de acordo com seus grupos e se dirijam as arenas!

Desci pela colina encontrando uma arena devastada coberta de galhos queimados,troncos tombados e pedaços de ferro.Era onde as torres do inferno estavam.

Um apito soou e eu só tive tempo de ver nove campistas vindo pra cima de mim.Me esquivei saltando e rodei a lança acertando o peito de dois filhos de Ares que caíram pra fora do círculo.

Quem saísse da arena era eliminado,assim como alguém muito ferido ou desacordado.

Os golpes de espada vinham dos mais ágeis e ousados aos mais desajeitados e fracos.

—Que legal,sete contra um.Voces sabem que se me derrotarem vocês vão ter que lutar entre si né?

Ninguém queria perder,dois filhos de Hermes usavam tênis voadores,quatro filhos de Ares usavam espadas largas e uma filha de Atena bradava duas facas longas.Eu começaria pelos mais fracos.

Saltei me esquivando da espada de um e girei a lança cortando a asa de um dos tênis voadores,chutei o peito do garoto que voou pra fora da arena e caiu numa poça de lama.Com o outro não fiz mais do que deslizar por um galho seco e arrancar com a mão um par de asas e vê-lo perder o controle do rumo pra onde o tênis voava.

Menos dois,agora faltavam cinco.

Os filhos de Ares só atacavam pra frente mas a filha de Atena desviava e tentava me atacar feito uma serpente enquanto eu me ocupava com o resto deles.

Encurtei minha lança pra uma espada e puxei meu escudo que reluziu tirando o foco dela por preciosos segundos.

Enquanto ela fechava os olhos pra desviar da luz eu puxei um chute rasteiro e a joguei no chão.Com um chute eu joguei sua espada pra fora da arena e ela se rendeu frustrada batendo no chão.

Faltavam quatro.

Agradeci mentalmente a Alice pela bolinha de energia e golpeei cada um dos combatentes com tudo o que eu tinha até restar apenas um que largou a espada quando me virei pra enfrentá-lo.

—Arena um,Annice filha de Zeus vence! — o locutor anunciou enquanto eu me sentava dentro da Arena.

Alice veio com uma garrafa de água e uma toalha enquanto eu observava as lutas ao redor.

Annabeth estava imersa nos combates,ela era rápida,era precisa e pouco depois de mim a vitória dela foi anunciada.

Lucius demorou um pouco mais enquanto parecia se divertir as custas dos oponentes.Ele era astuto,veloz e brutal.Alice me contou que na manhã da corrida de obstáculos ele tinha sido reconhecido como filho de Ares.

Percy estava lento,mesmo com movimentos precisos ele obviamente estava se poupando o máximo possível.Seus pés dançavam na terra levantando poeira vermelha enquanto um a um seus oponentes caíam.

As cinco da tarde os campeões eram :Eu, Lucius, Annabeth e Percy.

Os outros três vitoriosos acabaram suas lutas muito feridos e sem condições pra continuar.

—Idiotas,se eu soubesse que seria assim teria sugerido espadas de madeira -Annabeth murmurou contrariada.

Caminhei preocupada até perto de Lucius e ele depois de longos instantes me olhou.

—Então terminamos assim hein?A ideia é um matar o outro e ver quem sobra pra contar a história — ele disse sorrindo de lado.

—Que tal pensar que temos espaço suficiente pra acertamos nossas diferenças? — respondi ajeitando as luvas.

Annabeth olhava pra Percy preocupada enquanto ele encarava Lucius com todo o ódio possível.Engoli em seco segurando minha lança enquanto éramos chamados.

—Agora que não temos mais sete oponentes seremos forçados a acabar com isso mais rápido.Não teremos duplas pra se apoiarem,vocês combaterão contra o outro por sorteio e os dois que sobrarem combaterão entre si.

O locutor anunciou segurando uma caixa que continha quatro bolas,cada par de uma cor sendo branco e vermelho.

Avancei e peguei a primeira bolinha vermelha,virei de costas conforme me instruíram e quando me virei não gostei do que vi.

Eu iria contra Annabeth e Percy iria contra Lucius.

Minha mente girou por um instante enquanto eu levantava minha bolinha pra que vissem quem seria meu oponente.

Por um instante desconfortável um silêncio completo se instaurou entre os campistas até que palmas voltaram nossa atenção ao locutor.

—Já temos as duplas formadas,agora tirem no par ou ímpar quem vai primeiro.É claro que a outra dupla vai querer assistir o combate de vocês.

Annabeth jogou contra Percy e perdeu.

Eles começariam.

Lucius me saúdou com um aceno e puxou a espada explosiva acendendo a esfera vermelha que parecia faminta pela guerra, Percy sacou contracorrente e a girou por um instante antes de se posicionar do lado esquerdo da arena.

Por um breve segundo seus olhos encontraram os meus e pareciam uma tempestade devoradora no meio do mar.

E começou.

Lucius avançou batendo sua espada contra Percy que puxava seu escudo e o empurrava pra longe.

Se alguém não controlasse essa luta tudo poderia acabar muito mal.

As espadas soltavam faíscas quando batiam umas nas outras,eu via tecido rasgado,ouvia o couro das armaduras se partindo e via Lucius alucinado rodopiando enquanto Percy se defendia e ia pra cima com tudo o que tinha.

Durante duas horas eles lutaram com todo o vigor,apenas atacando e desviando.

Até que Lucius resolveu sorrir.

Com um golpe uma bola explosiva voou e acertou o escudo de Percy o atirando pra longe e uma estaca de gelo voltou sendo cortada pela lâmina de Lucius.

Os dois sangravam nos punhos,no rosto e nas pernas onde os ataques pegavam raspando,os dois não mostravam sinais de cansaço enquanto os ataques saíam cada vez mais potentes de cada um deles.

—Relaxa cara,não quero nada com ela, só foi... divertido.

Arfei surpresa enquanto Lucius provocava e Percy rosnava avançando com um chicote de água rodopiando sob sua cabeça.

Por um segundo o tempo parou diante de mim.

Se Lucius não desviasse ele perderia a cabeça,se Percy não desviasse ele poderia explodir em mil pedaços com uma espada explosiva cravada no estômago.

No segundo seguinte uma luz tomou conta da arena e o som da explosão ecoou pelo acampamento.

Lucius tinha sido lançado pra um lado e deu com as costas num tronco queimado enquanto Percy foi jogado a vários metros sendo aparado por um monte de terra.

Os dois estavam machucados demais pra prosseguir,os dois lançados pra fora da arena.Foi declarado o empate enquanto eu caminhava rumo ao centro.

Agora a história era entre eu e Annabeth.

Rápida como uma cobra ela avançou em um ataque potente que me fez recuar um passo por detrás do escudo.Rosnei girando a espada e a expandi pra lança sentindo a eletricidade crepitar ao redor.

A chuva começava a cair fina e ia ganhando corpo enquanto as horas se passavam.

Quase duas horas depois Annabeth começava a dar sinais de cansaço enquanto raios caíam tingindo o céu de prata e me dando mais energia.

—Não acha injusto você conseguir se recarregar? -ela perguntou enquanto se esquivava .

Sorri enquanto girei no ar e voltei a avançar.

Não esperava pelo próximo movimento dela.

Annabeth desviou e passou a espada por minha coxa que se abria feito a página de um livro.

A dor quase me tirou do ar enquanto eu me apoiava na lança.

Eu já podia ouvir passos do locutor se aproximando junto com cascos pesados marcando o chão enlameado.

Fiz sinal pra que parassem e me coloquei em pé enquanto o chão ao meu redor se tingia de vermelho.

—Você vai pagar…

Eu rosnava entre dentes cerrados enquanto trovões retumbavam ao nosso redor.

—Annie para! Já chega! — Daeria gritava de fora.

Lucius me olhava paralisado, Percy era segurado por Grover pra não interferir.

Annabeth sorria de lado se apoiando em sua espada.

—Conhece a verdadeira dor Annabeth?

Como uma teia a eletricidade se envolveu em meu corpo fazendo-o reluzir prateado enquanto eu sentia a carne se fechar e o sangue parar de correr.

Os trovões estouravam no chão perto de nós enquanto eu avançava.

—Sabe o que é pior do que trovões Annabeth? — perguntei encontrando seus olhos.

—A escuridão

No segundo seguinte eu parava os trovões e raios,o som da chuva ensurdecia qualquer um que estivesse por perto enquanto eu avançava sentindo o escudo de Annabeth sendo dilacerado pela ponta da minha espada.

Eu não sentia mais o controle do meu corpo,eu só avançava cortando seus braços e pernas,abri um talho ao lado de suas costelas enquanto sua espada deslizava no chão de lama.

Seus olhos estavam aterrorizados enquanto eu avançava mal pisando no chão,sua boca tremia e ela chorava entre soluços enquanto eu bradava minha lança por cima da cabeça.

Quando meus olhos refletiram nos dela eles eram cor de prata.

—Annice para agora!Vai matá-la!

A voz de Percy rasgou a noite e a chuva cedeu enquanto eu recobrava meus sentidos.

Gritei avançando e joguei Annabeth pra fora da arena com o cabo da lança.

A multidão saiu do silêncio mortal pra uma comemoração enlouquecida,Grover corria pra socorrer Annabeth que estava desacordada e Percy caminhava lentamente até mim.

Eu estava em colapso,fora de controle e quase desabando em seus braços.

Estava cansada demais pra correr,me sentia um monstro e Percy me olhava com pena enquanto vinha pra mais perto.

Meu peito queimava de dor enquanto eu chorava agudamente tentando fazer minhas pernas saírem do lugar.E ele não parava de se aproximar.

No segundo seguinte eu era puxada pro colo de Lucius.

Ele correu comigo em seus braços mesmo com todos os ferimentos e chegamos ao meu alojamento deixando as irmãs em pânico.

Eu chorava descontrolada puxando os cabelos,chutando pra todos os lados enquanto Lucius me colocava na cama.

Nada me acalmava,eu não entendia as palavras deles enquanto meus pensamentos queimavam com a visão que eu tinha de Annabeth.

Eu queria matá-la,queria arrancar sua cabeça e ver seu sangue derramado aos meus pés,queria jogar seu corpo na água pra Percy ver o quanto eu era um monstro horrível agora.

Lucius montou em mim travando meus pulsos e minhas pernas e me beijou com toda a força que tinha.

Mesmo com meu corpo soltando descargas elétricas ele voltava a me beijar até que meu choro diminuiu pra pequenos lamentos na noite fria.

Ele me levou até o banheiro,as irmãs tiraram minha roupa e me deram banho, depois me trocaram e ele estava no meu sofá já limpo mas completamente ferido.

Lucius me pegou nos braços,me levou pra cama e me deitou em seu peito enquanto Nox se deitava por cima da minha cabeça.

Enquanto minha eletricidade curava os ferimentos de Lucius ele beijava minha testa e fazia pequenos círculos nas minhas costas com o polegar até que meus olhos começaram a ficar terrivelmente pesados.

—Durma Annie, não pense em nada,apenas descanse.

A voz de Lucius ficou cada vez mais distante enquanto eu me entregava ao mundo dos sonhos.

Eu não tinha como saber o que o dia seguinte me traria.