Notas iniciais
Antes de tudo, quero me desculpar pela demora. É a primeira vez que demoro tanto tempo a postar um capítulo e eu mesma detesto isso. E é justamente por causa disso que estou encerrando aqui essa história. Meus planos era para no mínimo 30 capítulos, porém, N fatores me impediram de tentar alongar, principalmente a questão do tempo. Enfim, apesar de tudo, espero que o capítulo final agrade a todos. Boa leitura!

Sentindo o peso do mundo sobre sua cabeça, Emma abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes como se tentasse reconhecer o ambiente. Foi então que ela se deu conta de que seus pulsos e seus tornozelos estavam amarrados com cordas, e que logo à sua frente, estava Regina, na mesma situação que ela, mas, ainda assim, a felicidade e a esperança fizeram seu coração bater mais forte.

— Regina! — ela exclamou, remexendo-se na cadeira tentando inutilmente se livrar das cordas.

— Meu amor, você está sangrando…porque está aqui, Emma? Você não deveria…

— Regina… — Emma a interrompeu. — Nós vamos sair daqui juntas. É por isso que eu estou aqui.

— Que cena mais comovente! — Robin falou. A voz era de uma monotonia sinistra.

Emma se manteve impassível àquelas palavras, uma vez que ela já suspeitara que Robin estaria por trás de tudo isso. Contraindo-se, Emma o xingava mentalmente de todos os nomes possíveis enquanto seus olhos se mantinham cravados nele.

— Eu já estou aqui, não estou? Agora deixe Regina ir… — Emma murmurou.

— Pensei que você fosse mais inteligente, Emma Swan — ele falou, exibindo um sorrisinho arrogante.

— O que você quer, Robin? — indagou Regina.

— É melhor ficar caladinha, sua sem vergonha. Ou então…

— Escute aqui, seu filho da puta — rosnou Emma, os olhos brilhando com um veneno assassino. — Vou rasgá-lo com os dentes se você falar assim com ela outra vez — acrescentou, os olhos sempre hipnotizantes e lindos, ganharam um tom verde tão profundo, escuro e vingativo, que Regina jurou que ela estava possuída.

— Não venha me fazer essas ameaças de merda, sua idiota. — Robin falou, por entre dentes. — Você está nas minhas mãos, assim como essa puta que me deixou plantado no altar feito um idiota. Mas vocês duas vão pagar caro por isso — disse ele, acertando um soco no rosto de Emma.

Regina se sobressaltou quando Robin acertou o rosto de Emma. Respingos de sangue mancharam o chão diante do impacto.

— Não a toque, seu desgraçado! — ela gritou, recebendo uma sonora gargalhada como resposta.

— Que bonitinho! — ele exclamou, afastando-se por alguns segundos e retornando com um rolo de fita adesiva em mãos. — Seus gritinhos me excitam, Regina. Mas no momento não estou com saco para ouvi-los — disse ele, cortando um pedaço da fita e tapando-lhe a boca.

O sangue do lábio aberto de Emma escorria queixo abaixo enquanto ela fitava os olhos do homem sem alma à sua frente. A raiva fervia lentamente e Emma não tinha a menor intenção de impedi-la de entrar em erupção. Apenas rezava para que essa raiva lhe desse forças suficiente para conseguir se livrar das cordas em seus pulsos e tocar fogo no circo armado por aquele palhaço.

— Onde estávamos mesmo? — ele indagou, levando o dedo indicador até a têmpora direita como se estivesse pensando. — Ah, lembrei! — acrescentou, golpeando o rosto de Emma mais uma vez.

Em pânico, Regina se remexia na cadeira enquanto a sensação de impotência lhe apertava o coração até doer. Emma estava ali por sua causa, e aquele doente filho da mãe parecia decidido a fazê-la sofrer até a morte. A respiração ficou presa na garganta quando seus olhos apavorados capturaram a pistola na cintura dele, e como se pudesse ler o medo refletido no brilho castanho dos olhos de Regina, Robin sorriu e em seguida, carregou a arma.

— Eu poderia passar o dia inteiro fazendo isso, mas não quero machucar as minhas mãos — disse ele, enquanto percorria a pistola com o olhar. — No entanto, eu e a nossa amada Regina assistiremos você sangrar até a morte — acrescentou, e lentamente, mirou a arma na direção da perna de Emma, e segundos depois se ouve um disparo.

…

— Emma! — gritou Regina, assustada ao mesmo tempo em que tentava compreender o que havia acontecido.

Foi então que Graham efetuou um outro disparo, embora suspeitasse que Robin já estivesse morto, uma vez que o projétil lhe atingira a cabeça. Em silêncio, ele retirou um canivete do bolso e cortou as cordas que prendiam os pulsos de Regina e Emma. Mal se libertaram das amarras e as duas se abraçaram, se beijaram, ignorando o cadáver estirado no chão e o olhar aparentemente constrangido do homem que salvara suas respectivas vidas. O contato entre elas foi interrompido quando Graham pigarreou.

— Temos que ligar para a polícia — disse ele.

— Graham…como você sabia que estávamos aqui? — Emma perguntou, claramente confusa com a súbita aparição dele.

— Quando eu vi na TV que você estava viva, vim te procurar para alertá-la sobre o delegado e…o senador — ele falou, direcionando seu olhar à Regina. — Mas você já havia sido presa quando cheguei a Boston. Resolvi então procurar a senhorita Mills para falar tudo o que eu sabia sobre o delegado e o senador, mas quem eu encontrei foi a prima dela, Zelena. Ela me contou o que estava acontecendo, inclusive me disse para onde esse filho da puta havia trazido Regina.

— O que Zelena tem a ver com tudo isso? — questionou Regina.

— Aparentemente Robin havia falado do plano para ela, mas parece que a princípio ela não deu muita credibilidade ao que ele disse.

— Quando foi que você falou com Zelena? — Emma perguntou.

— Ontem a noite — disse ele.

— Você sabia que Regina estava nas mãos desse psicopata e não fez nada?

— E o que você queria que eu fizesse? Eu precisava investigar se o que ela estava dizendo era verdade.

— Você deveria ter chamado a polícia! Regina passou a noite nas mãos desse desgraçado!

— Vem cá, eu sou a polícia! E outra coisa, um obrigado estaria de bom tamanho, sabia?

— Acontece que esse filho da puta poderia ter machucado…

— Emma! — Regina a interrompeu. — Está tudo bem agora…acalme-se — acrescentou, tocando-lhe o rosto gentilmente. — Obrigada, Graham. Você salvou as nossas vidas.

— Está vendo, Emma? É simples e fácil dizer obrigado — ele falou, e antes de finalmente agradecê-lo, Emma o envolveu num abraço apertado.

Pouco tempo se passou e a polícia chegou ao local informado. A princípio, Graham teve sua arma e seu distintivo retido, todavia, a declaração do senador, assim como o testemunho de Regina que confirmou tanto a versão dele quanto a de Emma, foram o suficiente para isentá-lo da morte de Robin.

De volta a sua casa, sã e salva, Regina quase não acreditou quando Henry Mills revelou ser o mentor da tentativa de assassinato de Emma, e que sua doença não era nada além de uma farsa que teve como propósito persuadi-la a casar-se com o homem que por pouco não lhe tirou a vida. Embora se sentisse magoada e enganada, Regina não conteve as lágrimas quando viu o seu pai perder o cargo que tanto amava, e ser trancado numa cela onde esperaria sua sentença.

Alguns dias depois…

— Cinco anos… — murmurou Regina. — Cinco anos é o tempo que papai ficará preso — disse ela, olhando fundo nos olhos verdes de Emma, que sempre demonstravam um amor inequívoco.

— Não é muito tempo…quer dizer, depois de tudo o que ele fez — Emma falou, envolvendo-lhe o corpo com seus braços.

— É, eu sei. Só estou preocupada porque mamãe pediu o divorcio.

— Depois de descobrir que o marido e a sobrinha eram amantes, isso é o mínimo que ela poderia fazer.

Pouco tempo se passou até que o divorcio entre Cora e o ex senador do estado se tornou notícia de primeira página em diversos jornais do país. O delegado, assim como os policiais que participaram da tentativa de assassinato contra Emma, foram afastados dos seus respectivos cargos e posteriormente detidos e condenados.

Nos dias que se seguiram, tudo parecia voltar ao seu devido lugar. Emma havia recuperado o seu cargo de agente de polícia, Regina recomeçara seu trabalho como restauradora de arte, Cora decidira passar uma temporada na Inglaterra, e por fim, Ruby e Mérida decidiram se casar para que finalmente tivessem sua primeira vez.

Um mês depois…

— Fazia muito tempo que eu não via algo do tipo…sexo só depois do casamento — dizia Regina, enquanto ajudava Ruby com a maquiagem.

— Pois é…depois de tantas tentativas frustradas, decidimos que só teríamos relações depois do casamento — ela disse, rindo da própria decisão.

— E se por acaso alguma coisa…

— Não vai acontecer nada, Regina. E tem mais, quero você e Emma longe da gente depois do casamento!

— Como é que é? — ela indagou, incrédula.

— É isso mesmo. Você e Emma estão sempre se metendo em confusão e acaba sobrando pra gente.

— Eu vou fingir que não ouvi o que você disse porque hoje é o seu casamento e eu sou a madrinha. Mas fique sabendo que Emma e eu não temos culpa se vocês duas são um desastre na cama e fora dela.

— Não confunda as coisas, tá? Não é porque você e Emma não se aguentam que o mesmo deve acontecer com Mérida e eu — disse Ruby, e antes que Regina pudesse rebater, Emma apareceu avisando que o reverendo apresentava sinais de impaciência com a demora, assim como Mérida que já aguardava no topo da escada, uma vez que as duas haviam decidido que o caminho até o altar seria percorrido uma ao lado da outra.

Embora se tratasse de uma cerimônia íntima compartilhada com poucos convidados, o jardim da mansão dos Mills se encontrava muito bem decorado e pronto para receber centenas de pessoas mesmo que naquele evento, os convidados se resumissem aos familiares de Mérida, Emma e alguns amigos de Ruby. As cadeiras organizadas em filas de frente para o altar estavam enfeitadas com fitas brancas, e os poucos convidados já estavam acomodados.

De braços dados, Mérida e Ruby atravessaram o jardim sob os aplausos e sorrisos de todos os presentes. O discurso do reverendo sobre o amor e o casamento foi breve, e então as duas recitaram seus respectivos votos e finalmente chegou a tão esperada hora do “Sim”.

— Parabéns amiga — disse Regina, enquanto envolvia Ruby num abraço apertado.

— Obrigada Gina…obrigada por tudo — disse ela. — Agora só falta você.

— Estou muito jovem pra casar.

— Mas eu não — disse Emma, aproximando-se ao lado de Mérida. — Assim que voltarem da lua de mel, Regina e eu marcaremos a data do nosso casamento.

— Eu não concordei com isso, Emma.

— Sei perfeitamente como fazer você concordar.

— Bom, a conversa está ótima mas nós temos uma lua de mel pra aproveitar — Mérida falou, e entre aplausos e sorrisos, elas deixaram a mansão rumo à nova vida que compartilhariam juntas.

[…]

— Bom dia, dorminhoca. Como se sente? — Emma perguntou, enquanto distribuía pequenos beijos pelas costas dela.

— Bom dia, meu amor. Me sinto como uma rainha — Regina falou, virando-se cuidadosamente para encará-la.

Regina ainda não conseguia acreditar que ela e Emma haviam chegado até ali. Um relacionamento que começara de uma forma confusa e tortuosamente errada, fora corrigido e fortificado.

Em silêncio, Emma encarou Regina e engoliu em seco. Pela primeira vez na vida, estava prestes a pedir uma mulher em casamento. Emma sabia que Regina era a mulher que havia sido criada para ela. Com as mãos trêmulas, tomou o rosto dela entre as mãos, o coração aos saltos.

— Eu amo você, Regina. E acredito no “para sempre” e é isso que eu e você somos — disse Emma, sorrindo, mas logo ficou séria. — Certa vez eu pedi para você seguir em frente comigo e você topou. Agora…quero pedir que embarque comigo numa viagem completa. Caminhe comigo o resto da jornada até a gente ficar velhinha, sentadas nas nossas cadeiras de balanço relembrando tudo o que vivemos e o que por obra do destino deixamos de viver. Eu já vi esse mundo todo um milhão de vezes, mas nunca o vi com você ao meu lado. Quero, ou melhor, preciso que você seja minha esposa — ela fez uma pausa e Regina percebeu que seus olhos estavam ficando merejados. — Por favor, dê esse último passo comigo.

Foi então que ela abriu a caixinha e dentro se encontrava um anel de diamante redondo e reluzente. Paralisada diante da seriedade das palavras dela, Regina sentiu o coração disparar tumultuado de tantas emoções. A declaração de Emma cantou em seus ouvidos, cintilando em notas musicais de amor.

— Eu te amo — Regina murmurou, a voz embargada, os olhos ardendo com lágrimas de felicidade. — Sim, eu dou esse último passo com você, Emma — acrescentou, enlaçando-lhe o pescoço e puxando-a para si. — Obrigada — sussurrou ela, olhando nos olhos verdes à sua frente. — Não tenho palavras para descrever como você me faz feliz todos os dias.

E não tinha mesmo. Somente Emma havia sido capaz de lhe mostrar o que era amor de verdade. Ela era um sonho, e a única coisa que Regina podia fazer era rezar para nunca mais acordar daquele paraíso.

— Você já falou a única palavra que eu precisava ouvir — disse Emma, beijando-lhe os lábios com delicadeza. — Agora vamos comemorar — ela falou, tomando-a em seus braços, tornando o beijo dessa vez profundo.

O corpo de Regina se derreteu, ansiando pelo toque dela. Seus olhos castanhos fitaram os verdes com intensidade, as emoções muito claras, ferozes de paixão. A boca de Emma se grudou a dela, os lábios lindamente esculpidos, macios e cálidos. O beijo se intensificou ainda mais e Regina entrelaçou os dedos nos cabelos dela, os lábios se entreabrindo com um arquejo ao sentir os dedos dela penetrando-a devagar. Quase sem fôlego, Emma deslizou a língua quente ao redor do mamilo excitado de Regina, enquanto o outro era massageado sem parar.

Enlouquecida de prazer, Regina observou Emma beijar lentamente suas costelas, passando a língua pelo meio de sua barriga e então lhe tomar as nádegas entre as mãos sem interromper os beijos.

Sentindo-se dominada por emoções intensas, Regina sentiu um prazer se irradiar pelo seu corpo como eletricidade no momento em que Emma pôs a boca no meio de suas pernas. A língua se moveu rápida e suavemente pelo clitóris intumescido. Arrepios percorriam sua pele e cada investida provocava uma onda feroz de êxtase. Os quadris se moviam, empurrando seu calor úmido de encontro à boca faminta de Emma.

Apertando-lhe a bunda com mais força, Emma continuou lambendo-lhe a carne macia, banqueteando-se com sua doçura enquanto os gemidos dela atiçavam cada vez mais os seus sentidos. Foi então que Regina deixou escapar um longo gemido quando seu sexo pulsou no momento em que o orgasmo a arrebatou, rolando por seu corpo como uma onda violenta.

Sem pressa, Emma deslizou pelo corpo dela e a beijou na boca, fazendo-a provar o próprio sabor em sua língua.

— Eu te amo, Emma…te amo como uma louca — balbuciou Regina, distribuindo beijos pelo rosto dela.

Os batimentos cardíacos se aceleravam em sincronia, e Regina estava de tal forma extasiada, hipnotizada e dominada, que lágrimas nascidas do amor que sentia por Emma transbordaram dos olhos. Com os lábios agora unidos ao dela, lambendo-lhe a boca e movendo o corpo no mesmo ritmo, Regina sentiu que Emma começava a tremer e o corpo todo dela enrijecer levando-a ao êxtase. Com os corações retumbantes e as respirações sincronizadas, a sensação era de que seus corpos sabiam o que significavam um para o outro.

— Preciso abraçar você e fazer amor a noite inteira — disse Emma, beijando cada centímetro do corpo dela ao alcance de sua boca.

E então Regina teve a certeza de que aquele novo início magnífico ficaria gravado para sempre no seu coração.

[…]

Alguns meses depois…

Chegando por trás de Regina, Emma lhe enlaçou a cintura e afundou o rosto na curva do seu pescoço.

— Assustei você? — indagou Emma, roçando os lábios no pescoço dela.

— Sim, você me assustou — respondeu Regina, virando-se para encará-la. — Mas eu te perdoo porque ainda estamos recém-casadas.

— Que esse período de “recém-casadas” não passe tão cedo — Emma falou, empurrando-a contra a bancada. Seus famintos olhos verdes se fixaram nos lábios carnudos que ela tanto desejava, e ao fazer menção de beijá-la, Regina a empurrou.

— Mamãe está aqui — disse ela, afastando-se rapidamente. — Portanto, comporte-se.

— O que ela está fazendo aqui? Não estava viajando?

— Hoje é o meu aniversário, esqueceu?

— Claro que não esqueci. Mas achei que comemoraríamos só nós duas, daquele jeito…

— Não se preocupe, Emma — Cora a interrompeu. — Eu não vou dormir no mesmo quarto que vocês — acrescentou, tentando segurar o próprio riso junto a Regina enquanto as bochechas de Emma coravam.

Poucos segundos se passaram até que a campainha tocou. Tratava-se de Mérida e Ruby que assim como Cora, estavam ali para comemorar o aniversário de Regina.

Não demorou muito tempo e o almoço foi servido. Apesar de tudo, Regina lamentou o fato da justiça ter negado o pedido do ex senador que solicitava uma permissão para comemorar o aniversário de sua única filha. Embora o tenha perdoado, tanto Emma quanto Cora não deixaram de sentir um certo alívio pela ausência de Henry, ainda que tivessem concordado com a presença dele a pedido de Regina.

Após o almoço, um café foi servido em meio a uma agradável conversa entre elas, e somente no final da tarde, Mérida, Ruby e Cora deixaram o apartamento de Regina.

— Enfim, sós! — disse Emma, envolvendo-lhe a cintura com seus braços.

Ao olhar nos olhos de Emma, Regina sentiu arrepios se espalharem pelo seu corpo.

— Você estava contando os minutos para que elas fossem embora, não é? — ela indagou, não contendo o sorrisinho.

— Sinceramente? Sim. Ainda temos muito o que comemorar — disse ela, e o sangue de Regina disparou violentamente pelas veias quando a mão de Emma chegou à sua nuca e os lábios dela encostaram nos seus, provocando-a.

— Eu te amo — disse Regina, e Emma nada respondeu, apenas explorou a boca dela com a língua, buscando a doçura da qual nunca se cansava, a doçura que seria sua para sempre.

Com os lábios grudados em prazer e abandono, Regina inspirava tudo aquilo que era Emma. O toque, o sabor e a faísca de vida que continuava a incendiar o seu mundo. A presença de Emma a acalmava, os braços dela a protegiam. Era Emma que representava o novo começo de uma vida que ela jamais imaginara que seria sua.

— Você me deu tudo o que eu poderia ter imaginado e muito mais — disse Emma, tocando-lhe o rosto gentilmente. — Espero ter feito o mesmo por você.

— E você entrou na minha vida como uma tempestade e não parou de chacoalhar meu mundo desde então — Regina falou, enlaçando o pescoço dela enquanto cobria-lhe o rosto com beijos.

— Eu não sou o máximo? — perguntou Emma, o sorriso orgulhoso brincando nos lábios.

— Sim, espertinha…você é o máximo! — ela exclamou, puxando-a para mais perto até que juntas desabaram na cama.

E o destino, por fim, jogou limpo. Parou com seus jogos perversos e decidiu dar um tempinho de amor e paz para elas.

FIM!

Notas finais
Obrigada a todos que deixaram comentários, aos que favoritaram e aos que recomendaram a história. Tudo indica que essa será a minha última fanfiction, mas nunca se sabe...portanto, me arrisco a dizer "até a próxima"!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!