A Filha do Dono
23 A vingança nunca é plena...
Notas iniciais
– Chefe a Lemon Party está cada vez mais próxima — Disse Miguel.
– Eu sei Miguel — Disse Felipe.
– E já armou um jeito de pegarmos o Cebolácio?
– Sim, estou armando uma emboscada, podemos pegar ele de surpresa e manter as testemunhas de reféns.
– Mas é uma festa chefe, não acha que vai ter testemunhas demais? Como vamos manter todas de refém?
– Ah Miguel, estou armando tudo certinho, na hora você vai ver, agora me trás um vinho branco, minha boca tá seca, seca.
Miguel encarou um pouco a nuca de Felipe que estava de costas pra ele, pensando que aquele plano não iria dar certo, mas foi buscar logo um vinho antes que Felipe se estressasse, aquilo não seria nada bonito.
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– Agora você entende o porque de eu odiar tanto Magali e Cascão? — Perguntou DC com os olhos molhados.
– Nossa isso nem me passava pela cabeça — Disse Mônica abaixando a cabeça — E o pior de tudo é que eles agora dizem que você foi o mal de tudo isso, estão se fazendo de vítimas.
– Agora entende porque eu digo pra você não andar com eles? Eles são mentirosos, egoístas... Querem se aproveitar de você Mônica, fazer com que você se afaste de mim pra que eu fique sozinho... De novo.
Mônica não pode conter o choro, seus olhos ficaram molhados e as lágrimas escorreram molhando seu rosto.
DC a olhou com pena e a abraçou, fazendo com que ela chorasse ainda mais.
Ele desfez o abraço e a encarou por alguns segundos, em seguida, a beijou.
Foi um beijo rápido sem emoção e desejo, e logo estavam se encarando de novo.
– Por quê não me ajuda a me vingar da Magali? — Perguntou DC quebrando o silêncio.
Mônica não sabia o que significava a palavra "vingança" então concordou.
Do Contra pegou Mônica pelo braço e a levou pra fora de casa, eles foram caminhando até a casa da Magali, que não ficava muito longe dali.
– Você vai na Party Lemon? — Perguntou DC.
– Vou sim, e você? — Respondeu Mônica colocando uma mecha atrás da orelha.
– Eu vou também, quer ir comigo?
– Ah, eu até iria mas já combinei de ir com a Magali e o Cascão.
– Mas ainda vai ficar correndo atrás daquele fedido e daquela lésbica?
– O que é lésbica?
– Esquece!! Só acho que não deveria mais ir com aqueles dois.
– Tudo bem, eu vou com você...
– Olha, chegamos na casa da magulosa.
– O que vamos fazer aqui?
DC olhou pra Mônica com um sorriso maldoso e á levou até a garagem da casa, lá, se encontrava o carro da Magali.
DC tirou duas navalhas do bolso e deu uma pra Mônica.
Mônica ficou confusa, sem entender o que era pra fazer, mas DC começou a mostrar o que eles foram fazer ali.
Ele pegou a navalha, e arranhou a porta do carro, fazendo com que raspas de tintas caíssem no chão.
Mônica pensou que ele queria fazer desenhos no carro de Magali pra ela, talvez vingança significasse dar presentes.
Mônica pegou sua navalha e começou a arranhar o carro de Magali também.
DC riu e começou a arranhar mais rápido, seguido por Mônica.
Quando o carro estava totalmente estragado, DC abriu o Capu e colocou açúcar dentro do motor.
Depois disso ele atirou uma pedra na janela da sala de Magali, não quebrou mas fez barulho.
Magali estava com Cascão na sala assistindo um filme, quando ouviu o barulho e decidiu ir ver o que era, quando saiu pra garagem quase teve um infarto.
– Surpresa!! — Gritou Mônica rindo.
Magali apenas olhava para o carro sem expressão.
Continua...
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