A Filha do Dono
31 A verdadeira identidade de Cebolácio
Notas iniciais
– Levem os dois pro xadrez — Disse um dos policiais.
Dois outros policiais levaram Miguel e Felipe pra dentro da viatura policial.
– Está tudo resolvido por aqui? Estão todos bem?
– Espera, policial — Disse Mônica.
– O que foi mocinha?
– M-meu pai ficou muito assustado com a ideia de ligar pra vocês, o que vocês vão fazer?
– Assustado? Qual é o nome do seu pai.
– Cebolácio.
– Cebolácio? Cebolácio Menezes Zayn?
– Ele mesmo, você conhece?
– Você mocinha de vestido azul, e você rapaz de aroma peculiar, conhecem Cebolácio?
– Aroma peculiar? — Perguntou Cascão indignado.
– Sim policial, a gente conhece — Respondeu Magali nervosa.
– Os três, entrem na viatura.
Os três ficaram assustados mas entraram na viatura seguidos pelo policial.
– Senhor, por quê nos colocou dentro da viatura? — Perguntou Mônica.
– Porque seu pai é um grande procurado pela polícia, se você nos ajudar a encontrar ele, será a melhor coisa que nos aconteceu nesse ano.
– Procurado pela polícia? O que ele fez de errado? — Perguntou Cascão.
– Ele sempre casa com mulheres ricas pra poder se aproveitar do dinheiro delas, e sempre vende produtos para as pessoas, pega seu dinheiro, e não entrega o conteúdo.
– Mulheres ricas? — Perguntou Mônica.
– Isso mesmo, você conhece alguma esposa do seu pai?
– Conheço, a Tina Jobs.
– Ela tinha alguma empresa, alguma herança, ou alguma fonte que desse muito dinheiro?
– Ela é... Neta de Steve Jobs, e tem toda a herança dele.
– Está vendo? Temos que achá-lo.
– Nossa, esse Cebolácio é ruim mesmo.
– Cebolácio? Cebolácio uma pinoia, o nome desse infrator é Lúcio, e ele usa esse nome pra se disfarçar, mas descobrimos isso ano passado.
– Meu Deus — Disse Magali.
– Você sabe onde podemos achar ele mocinha? — Perguntou o policial.
– Eu tenho uma ideia de onde ele possa estar — Disse Mônica.
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– Que lugar é esse? — Perguntou o policial.
– É minha casa, eu tenho certeza que ele se escondeu aí — Afirmou Mônica confiante.
– Ele é mesmo burro o bastante pra se esconder na própria casa? — Perguntou Cascão.
– Cascão! — Bronqueou Magali.
– Se ele foi burro o bastante pra se disfarçar do nome mais estranho que existe, pra ser bem fácil de saber quem é, ele é burro o bastante pra tudo.
– Cebolácio, heim? Será que ele gosta muito de cebola?
Mônica foi caminhando lentamente até a porta de entrada.
– Mônica? Você vai mesmo entrar? — Disse Magali se aproximando.
– Eu tenho que ir Magali.
– Pode ser perigoso.
– Mais perigoso que isso, é meu pai continuar solto por aí, procurando mulheres ricas pra casar e continuar fazendo as pessoas de trouxas.
– Eu vou com você.
– Não Magá, ele é meu pai, eu consigo me resolver com ele, fica aqui.
– Tá bom, toma cuidado.
Magali deu um selinho em Mônica.
– Eu te amo — Disse.
– Eu também te amo — Sorriu.
– Mocinha, tome — Disse o policial entregando uma arma pra Mônica — Se ele tentar qualquer coisa, você usa isso.
– Obrigada.
– Tem certeza que não quer que nós vamos? Pode ser perigoso.
– Tenho, eu vou sozinha.
Magali olhou pra Mônica preocupada, mas ela sorriu e entrou na casa.
Quando chegou lá dentro as luzes estavam apagadas, ela resolver deixá-las assim mesmo, pois ainda dava pra ver pra onde ia.
Ela subiu as escadas e foi até o quarto de seu pai, lá, a luz estava acessa e ela viu ele de costas arrumando a cômoda.
– Pai? -Perguntou receosa.
– Mônica? -Cebolácio se virou assustado.
– Oi pai, por quê fez tudo aquilo?
Cebolácio não respondeu, apenas pegou uma faca dentro da gaveta da cômoda e se aproximou de Mônica.
– P-pai? O que vai fazer? — Perguntou Mônica se afastando dele.
Cebolácio chegou em Môncia e a pegou no colo, foi até a varanda e gritou:
– Não entrem na minha casa, se entrarem será o fim dela.
Todos lá em baixo ficaram aflitos, principalmente Magali.
– Meu Deus, a Mônica — Disse Magali já chorando.
– Calma Magá — Disse Cascão á abraçando e chorando também.
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Cebolácio entrou e colocou a faca de volta na gaveta.
– Por quê fez isso? — Perguntou Môncia, agora séria.
– Mônica, não tenho tempo de explicar, mas nós vamos embora — Disse Cebolácio voltando a arrumar a cômoda.
– Embora? Por quê? Pra onde?
– É uma longa história, eu não sei pra onde vamos mas nós vamos.
– Não vamos pra lugar nenhum, um policial me contou sobre você, Lúcio.
– Lúcio? Não, não eles explicaram tudo errado, eu tenho um irmão gêmeo e...
– Chega de mentiras pai.
– Pois quer saber? Eu sou Lúcio mesmo.
– Meu Deus.
– E olha, eu casei com sua mãe só pelo dinheiro dela.
– Dinheiro dela? Você é dono de uma empresa de petróleo, por quê queria o dinheiro dela?
– A empresa de petróleo não é minha, é da sua mãe.
Mônica ficou surpresa.
– Isso mesmo, e outra, eu nem te queria, você aconteceu pro acaso quando eu estava transando com sua mãe, ela ficou feliz, eu nem liguei mas tive que fingir me importar.
– V-você não me ama? — Os olhos de Mônica se encheram de lágrimas.
– Não, sua dentuça. E tem mais, sabe aquele acidente, daquele negócio cheio de luzes vermelhas que fez a sua mamãezinha cair e morrer? Eu armei aquilo tudo.
– V-você matou a mamãe?
– Sim, aí pude falsificar um documento aqui, outro documentinho ali, e passar a empresa para o meu nome.
Mônica começou a chorar de verdade.
– Quer saber? Pode ficar aí então, eu e minha fortuna vamos embora.
– NÃO.
Mônica pegou a arma do bolso, e mirou em Cebola.
– Filha não faça isso — Disse Cebola nervoso.
As mãos de Môncia começaram a tremer e ela começou a suar frio.
– Me desculpa... Pai.
Mônica apertou o gatilho e a bala mirou em cheio no estômago de Cebola.
Continua...
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