A Filha de Poseidon
6 Capitulo 6- Vai te ferrar profecia.
Paola
Acordei de bom humor. Os monstros rosnavam, o sol brilhava, os filhos de Ares gritavam... é, pensei que hoje era um bom dia.
Cara, como eu tava errada. Hoje foi simplesmente o PIOR dia de todos os dias do... UNIVERSO. Caramba. Juro, quase comecei o Apocalipse Semideus.
E por que? Bom o dia tava maravilhoso. Até a hora do almoço, foi quando eu cogitei seriamente a ideia do Apocalipse Semideus. Ah, eu queria fazer um Hades na terra. Há e como queria...
Eu tava comendo e tals, ai do nada a garota ruiva, chamada Rachel levantou. De acordo o que diziam ela era o Oraculo de Delfos mas, tipo, eu não acreditei... Pelo menos não ate aquele momento.
Uma nevoa verde (serio que isso existe?) Saiu da boca e dos olhos de Rachel eu fiquei tipo "Socorro, socorro, ai meus deuses", só que eu disse isso na minha cabeça então ninguem ouviu.
A névoa que rastejava como uma cobra chegou até mim e se ergueu fazendo uma... versão de mim. S.O.S, fui duplicada.
Então pra fuder tudo de vez, Rachel declarou a pior profecia do... mundo. Pelo menos do meu mundo. Porque... essa tava na cara que era eu.
– A Filha do Mar
O filho do Fogo, há de amar ou matar
Sem a ajuda da sabedoria falhará
O Olimpo ela salvará... ou destruirá.
Caramba, foi bem especifico. Primeiro fala que eu vou matar ou amar um filho de Hefesto (... talvez o Leo, ai meus deuses!?!?), e ai a profecia fala que sou burra e que tenho que levar a sabedoria comigo. Ou seja a chata da Annabeth Chase. E por fim falar que eu vou destruir o Olimpo. Me levantei, cerrando os lábios. Meus olhos estavam marejados. Coloquei as mãos na mesa. Todos m olhavam como quem diz "ela vai na missão", "mandou bem, Paola", " Vê se não estraga tudo. To de brinks, você sempre consegue".
Tentei parecer forte. Mais ai eu pisquei, uma lágrima escorreu pelo meu rosto e eu corri pro meu chalé. Bati a porta e me joguei na cama, já chorando. Eu não tinha uma missão desde os dez anos. Sim, dez anos, quando... Não. A culpa não foi minha se controla garota. Que se ferre a profecia e que se fodam os deuses. Daqui eu não saio e daqui ninguém me tira.
A porta abriu e Percy entrou, enfiei a cabeça de baixo do travesseiro. Senti meu irmão sentar ao meu lado na cama e passar a mão nos meus cabelos.
–Ei, maninha que foi?
–Maninha o escambau. Eu nasci seis meses antes de você.- falei, ele ficou quieto, pensei em quando soube que quando minha mãe tava gravida papai já havia engravidado outra mulher... é, acho que falei o que não devia. Suspirei.
Ai, droga. Eu não parava de pensar NAQUELE dia... o dia em que eu... em que minha mãe... o dia em que eu fracassei pela primeira vez numa missão. E essa profecia? Ai, deuses. Na profecia dos meus dez anos dizia que eu perderia a pessoa mais importante da minha vida. Agora eu perderia uma pessoa e o Olimpo, e com ele provavelmente o mundo.
Ai. Não to me ajudando. Bem, é como dizem. Se não ajuda, atrapalhe, o importante é participar. Mas acho que isso não vem ao caso agora. O.k, parei de ficar falando comigo mesma.
–Marga, que te deu? Por que fugiu daquele jeito?- ele perguntei, suspirei.
–Eu não quero essa missão. Vou estragar tudo.- falei chorosa.
–Você vai conseguir. Eu sei que vai.- Percy disso, neguei com a cabeça.
–Percy, eu vou falhar. Eu não posso, entende? Eu vou falhar e... hã... as pessoas que eu... que eu amo vão, vai acontecer de novo.- falei, eu não conseguia. O acidente. O acidente que acabara com tudo.
Toda minha confiança em mim mesma, no acampamento, nos meus amigos, toda minha confiança no meu pai... tudo acabara. Aí eu fugi. Eu devia fazer isso de novo... mas ai... o que aconteceria com meus amigos? Meu irmão? Leo? Para, fugir, fugir é a melhor opção. Assim não vai destruir o mundo... o ocidente... Não, não se luta contra profecias e... para. Não. Você consegue sair dessa. Conseguiu com a Grande Profecia. Mas no fim a profecia não se tratava de mim. Sera que não existia outra filha de Poseidon por ai? Duvido eu dó.
Continuei chorando e tirei o rosto de de baixo do travesseiro, Percy me olhou e me abraçou, encostei a cabeça em seu peito ainda chorando.
Alguém bateu na porta.
–Posso entrar?- não reconheci a voz de imediato, a porta abriu e Leo enfiou a cabeça pelo vão da porta.
–Tudo o.k ai?- ele perguntou.
–Não.- Percy e Paola responderam em unissono.
–Suspeitei desde o principio. Foi por isso que... eu trouxe reforços.- Leo abriu mais a porta. Clarisse entrou e se sentou ao meu lado na cama. Então Piper entrou e se sentou no chão a minha frente.- Ah, as caçadoras tavam de visita então achei que...- ele levou um soco no estomago quando Thalia Grace entrou. Eu a conhecera ao chegar e a adorava. Thali sentou ao meu outro lado. Ou seja, Percy foi praticamente expulso dali.
Por ultimo, Jennifer Gilbert entrou ali, e antes que eu pudesse ver direito a minha melhor amiga, Jennifer pulo no meu colo
– Mar.- Jennifer me abraçou. Ri do apelido que Jenni me dera.
Jennifer era filha de Hermes descendente de Ares. Tinha orelhas de elfo, cabelos castanhos cacheados um pouco abaixo dos ombros, sobrancelhas altas e aquele olhar malicioso de quem apronta muito. Usava uma blusa preta de ombros caidos e por baixo um top vermelho, além de uma minimicrominisaia e sapatilhas pretas, tinha um anel em quatro dedos de cada mão (teria cinco em cada, mas sempre perdia os que ficavam no dedão).
–Paola, você ficou tão linda desde a ultima vez que nos vimos.- uni as sobrancelhas confusas.- Não que você não fosse bonita mas agora... UAU, ei lembra aquela vez que a gente pregou uma peça no chalé de Ares e...- ela levantou do meu colo dando a Percy e Leo que estavam na porta uma visão... digamos, privilegiada de sua bunda. Os garotos olharam um momento pra Jenni antes de cerrarem os lábios e sair batendo a porta- E saimos cheia de hematomas dos pés a cabeça e com o cabelo parecendo com o das gorgonas?- ri da lembrança de Jenni e assenti.
Então eu e as meninas ficamos horas ali, conversando. Elas até me fizeram de boneca Barbie. Sim, elas me vestiram. Uma camiseta normal do acampamento, um short jeans curto desfiado, jaqueta de couro preta e um cinto branco. Prenderam meu cabelo num rabo de cavalo, e passaram sombra azul-escura no meu olho, além de um batom vermelho-vinho.
Quando deu a hora do jantar eu mau me lembrei o porque estava chorando.
Mas ai eu sai, e... todos olharam pra mim e foi tipo... o-ou. Falei pra Percy que ia sair rapidinho e logo voltava.
Fiquei um tempo andando pela praia. Eu queria uma luz de como ir nessa missão... Deuses, alguém tem algo pra me ajudar? Depois de uns dez, quinze minutos voltei pro refeitório.
Quiron falava da profecia. E que outra pessoa teria que cumpri-la na meu lugar.
Revirei os olhos. E caminhei até onde a mesa em que ele e o Sr.D estavam. Ah, uma coisa, eu adoro o Sr. D, pra mim ele era o deus mais apto pra dirigir o acampamento.
–Menos Quiron, muito menos.- falei em voz alta, todos me olharam surpreso, parei ao lado do Quiron e pus as mãos na cintura.- Eu aceito a missão. Então... vou precisar de algum voluntário de Atena e de, Hefesto também.- falei, muitas mãos de Atena se ergueram, suspirei e olhei a mesa do chalé 6 com atenção.
–Que tal... você Annabeth?- perguntei, aquilo obvio surpreendeu todos. Annabeth levantou e falou em alto e bom tom.
–Eu aceito.- sorri e olhei a mesa de Hefesto, três mãos de erguidas, Nessy, não rola, Jake, também não e Leo eu acho melhor nã... pera, volta, Leo? Ah, pra mim, O.k.
–Valdez.- falei, ele levantou
–Eu topo.- ele disse, sorri. E me virei pra Quiron.
–Já sei, amanhã bem cedo. O.k Quiron, é sempre assim.- falei e fui pra mesa de Poseidon, deixando Quiron estatico. Nada pessoal, ele sabe que eu amo ele. Só não quero ouvir a mesma ladainha de sempre.
Depois do jantar arrumei minha mochila e suspirei.
–Agora não tem mais volta.-sussurrei pra mim mesma, olhando uma foto. De uma garota de cinco anos, com cabelos escuros e lisos e olhos verde-mar num vestido azul, a menina estava nos braços de uma mulher de 25 anos, de cabelos castanhos e cacheados com olhos cor de mel. Eramos eu e minha mãe. Na parte de trás da foto eu escrevi "Tempos de alegria"
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