A Filha de Nyx.
7 Capítulo VII.
Notas iniciais

"Goodbye!"
Elizabeth Cedrella Black.
Meses depois.
Aquele era o último dia de aula em Hogwarts. Para alguns era apenas mais um dia, voltariam no ano seguinte, não tinham o porquê se preocupar com isso. Contudo, para os alunos do sétimo ano, era um dia meio triste. Era um dia nostálgico, repleto de lembranças dos anos que viveram ali, era um novo passo: agora, eram adultos. Os estudos, em Hogwarts, tinham acabado. Adeus professores, adeus azarações nos colegas, adeus flertes pelos corredores, adeus brincadeiras dos Marotos, adeus aos gritos de Lily Evans, adeus Hogwarts. Eles estavam indo para uma nova etapa, onde não teriam a ajuda dos professores; agora, eles estavam sozinhos. Hogwarts havia acabado para eles e agora, só restavam memórias dos seus dias de glória.
Elizabeth ainda não havia contado aos amigos sobre a proposta de Afrodite, muito menos havia feito seus amigos ficarem juntos. Porém, ela tinha uma ideia.
— Sirius, onde tá’ o Jay? — Perguntou ao irmão, adentrando a Sala Comunal da Gryffindor.
— No dormitório, por quê?
— Porque eu quero saber. Deixe de ser chato! — Ela reclamou. — Só responda a minha perguntas, não há necessidade de questionamentos.
Cedrella, antes que o irmão respondesse, correu para o dormitório dos meninos. Entrou exasperada no quarto.
— James! — Gritou. — A Lily…
— O que tem a Lily? — Izabelly fingia tentar respirar. — Fala logo!
— Ela… Ai… A Lily tá’ passando mal no quarto e não sabemos como ajudá-la. E bom… — Respirou fundo mais uma vez. — Você é bom nisso, sabe? Sabemos que se a sua vida de Auror não der certo, você quer ser Medibruxo. Deve saber o que ela tem.
— Talvez, eu estudei para a bolsa… Tanto faz, aonde ela está?
— No dormitório das meninas, por enquanto ela tá” sozi…
— Vocês são loucas de deixá-la sozinha? — Gritou e desceu as escadas correndo.
“Ele é tão fofo!”, pensou enquanto corria atrás dele. Assim que James entrou no quarto da ruiva, a Black trancou a porta.
Houve um minuto de silêncio e então, Evans gritou:
— Elizabeth! Como assim eu estou doente? Por que você trancou a porta? E por que não conseguimos abri-la com magia?
A garota riu.
— Primeiro: eu precisei mentir, sorry; Segundo: porque só assim pra vocês dois ficarem em algum lugar por horas e poderem, finalmente, resolver esse “rolo” de vocês; Terceiro: porque eu sou uma bruxa muito avançada e sei magias que vocês desconhecem. A Tia Liz ama vocês, beijos!
[...]
— Tá’ tudo tão silencioso. — Lupin parecia confuso. — O que você fez, Liz?
Ela deu uma risadinha.
— Eu tranquei o casal “Jily” no quarto e eles só saem de lá quando admitirem que se amam. Porque tá’ na cara que eles se gostam.
— Já que está tudo tão quieto, acho que já se mataram. — Dorcas riu.
— Ou estejam descansando… Enfim, assim eu tenho mais tempo…
— Tempo? Tempo para o quê? — Questionou Sirius.
— Para descobrir como confessar o meu amor para o Severus. — Ela deu um tapa no irmão. — Você não precisa saber de tudo, Six! Eu preciso de tempo, só isso. Depois tu vai saber. Deixa de ser chato, garoto!
Elizabeth saiu da Sala Comunal e começou a andar pelo castelo.
“Como vou à eles? Como direi para o meu irmão que sou imortal e que vou morar com uma deusa?”, suspirou. Deu longas voltas pelo castelo, pensando em milhões de maneiras de contar o que havia acontecido. Após horas de caminhada, resolveu voltar para a Comunal da Gryffindor.
Chegou lá e foi para o quarto de Lily. Encontrou o casal “Jily” dormindo abraçados. “É, eu juntei eles. Finalmente os meus amores são um casal. O casal mais lindo de Hogwarts.” — Respirou fundo, sentindo-se levemente incomodada. Tudo estava dando certo, mas ela tinha medo do futuro. Tinha medo de tornar-se “adulta”.
— Onde Lily e James estão? — Pergunta Peter, pegando alguns doces.
— Dormindo. — Sorriu, como se fosse algo comum. Seus amigos, os que sabiam do que ela havia feito, sorriram também.
Após alguns minutos de conversa jogada fora, James e Lily apareceram. Sentaram abraçados no chão, perto dos amigos.
— Diga, o que tem para contar? — A ruiva perguntou, observando a amiga.
A Black suspirou. Poderia enrolar e perguntar se eles estavam juntos, mas aquilo era óbvio. Elizabeth fechou os olhos e respirou fundo.
— Vocês precisam saber de algumas coisas… — E com isso, ela contou. Contou tudo e então, o silêncio reinou no local.
— Mas… Você vai manter contato, né? — Marlene foi a primeira a se pronunciar.
— Claro! — Segurou o choro. — Até parece que eu vou deixar de incomodar vocês. Só que agora vamos para o Salão Principal, estou morta de fome!
A noite foi boa: Dumbledore fez o discurso de sempre, fizeram as mesmas brincadeiras de sempre. Contudo, na manhã seguinte, despediram-se um dos outros e durante os abraços eles sentiam que nada seria como antes: não voltariam no próximo ano. Iria cada um para um lado, um caminho diferente.
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