Notas iniciais
Oi oi gente! Me desculpem pelo atraso, mas a culpa não foi minha! Eu tive uns problemas com a net e não consegui postar antes, por isso perdão. Gostaria de agradecer pelos comentários de Looh e Caroline Halliwell Black, muito obrigada meninas!!! Bem, para compensar o atraso eu fiz um cap bem grande! Espero que gostem!

P.O.V. Alice

Quase uma semana tinha se passado desde o meu primeiro treino com Nico e do nosso quase-beijo, no começo eu achei que ficaria um clima estranho entre nós dois, mas por incrível que pareça isso não aconteceu.

De acordo com Nico eu tinha evoluído bastante com os meus poderes, tanto que agora eu já conseguia controlar melhor minhas viagens nas sombras e invocar alguns fantasmas, de fato nossos poderes eram muito parecidos.

Na esgrima eu também melhorei bastante, Nico, Percy e Jason eram ótimos professores, mesmo os dois últimos tendo algumas discussões sobre a melhor forma de luta, a grega ou a romana, mas no final ficou decidido que eu aprenderia o jeito grego de lutar com Nico e Percy e o romano com Jason, como a minha mãe era a mesma nas duas "versões" e é claro que por isso Quíron achou melhor que eu passa se a aprender latim junto com o grego antigo.

Fora as outras milhões de aulas que eu tenho como: arco e flecha, canoagem, equitação em pégasus, luta corpo a corpo.

Essa última era com o chalé de Ares, o que graças a minha vitória contra a Clarisse me rendeu alguns, muitos na verdade, hematomas e outra visita a enfermaria para amenizá-los.

Ou seja eu estou exausta!

E é claro que isso tudo está resultando na minha demora em levantar da cama essa manhã, graças a Aslan eu me acostumei a acordar no horário e não preciso mais da "ajuda" dele, o que eu não daria para dormir um pouco mais.

Levantei da cama bufando, seria melhor acabar com isso logo, e fui para o banheiro tomar um banho para acordar.

Depois do banho pequei uma roupa qualquer e me vesti, nunca tive muita paciência pra ficar escolhendo e combinando roupas.

Deixei Aslan dormindo e sai do meu chalé, eu sempre me pergunto o que ele fica fazendo quando não está comigo, tenho que me lembrar de pergunta-lo depois.

Estava caminhando calmamente para o refeitório quando de repente eu sinto um ser humano desprovido de noção pular nas minhas costas e me abraçar, quase me derrubando, sério eu não consigo imaginar que tipo de pessoa faz isso e.... Pera, eu consigo sim

— Claire. — digo entre dentes, não que eu não gostasse dela ou estivesse com raiva dela, eu só não estou de bom — humor

— Que tom é esse? — ela perguntou, falsamente ofendida, provavelmente já tinha percebido o meu mau — humor — Não está feliz em ver a sua melhor amiga?

— Não é isso, Claire. — disse me soltando dela — Eu só não estou de bom — humor hoje.

— O que foi? Problemas no relacionamento? — ela perguntou com um sorriso sapeca no rosto

— Que relacionamento? — perguntei

— O seu com o Nico. — ela respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo

— Ah, por favor, Claire, você sabe que eu e o Nico não temos nada, somos só amigos. — falei um pouco corada, desde o dia em que eu contei do nosso quase-beijo pra ela piorou muito a insistência dela para que Nico e eu formássemos um casal, de acordo com ela nós somos feitos um para o outro — E outra coisa você sabe muito bem o porquê de eu estar irritada.

— Ainda tá doendo muito? — ela perguntou preocupada

Claire sabia muito bem que a Clarisse tinha aproveitado a minha aula de luta corpo a corpo, pela qual ela era responsável, para me dar uma surra pela minha vitória na parede de escalada.

— Menos que ontem, mas eu não consegui dormir muito bem.

— Sinto muito, Alice. — disse Claire de forma abatida

— Não é sua culpa, Claire, é culpa daquele armário!

Ela deu uma risada do apelido que eu dei para a Clarisse.

— Vem, vamos tomar café, tenho certeza que isso vai te animar, afinal você ama comer. — ela pegou minha mão e me puxou para o refeitório

Eu até reclamaria por ela ter me chamado de comilona, mas eu sabia que ela estava brincando e até já tinha me acostumado com isso. Além do mais, ela não tinha dito nenhuma mentira.

Ela pegou um prato e veio se sentar comigo na mesa de Nix, nas primeiras vezes que ela fez isso Quíron deu uma bronca nela, mas como ela era a teimosia em pessoa ele acabou que ela se sentasse comigo, desde que nós não criássemos nenhum tipo de confusão.

Conversamos sobre coisas variadas enquanto comíamos.

— Então... Está animada para hoje à noite? — Claire perguntou

— Como assim? Vão acontecer alguma coisa hoje? — perguntei confusa

Ela me olhou incrédula e deu um tapa na própria testa.

— Sério que você não sabe o que vai acontecer hoje? Tá brincando né?

— Claro que não, Rainha da Magia, me diz logo o que vai ter hoje!

Ela torceu o nariz diante do apelido que eu dei a ela, ela não gostava quando eu a chamava assim, do mesmo jeito que eu não gostava quando ela me chamava pelo apelido que tinha me dado, de qualquer forma, foi ela quem começou.

— A Caça a Bandeira, Princesinha Da Noite! — ela deu ênfase no "Princesinha da Noite”, sério eu odeio esse apelido, eu só aguento por ser a Claire que me chama assim, se fosse qualquer outro eu mataria — Como você pode não saber disso?

— Me desculpa, mas eu cheguei aqui a pouco mais de uma semana e não me lembro de ter tido isso antes!

— Ah é, verdade, no dia em que aconteceu a Captura a Bandeira foi no dia em que você desmaiou na Parede de Escalada. — ela disse — Enfim, isso não vem ao caso agora. O importante é que você está na minha equipe!

— Legal, quem mais está no time? — perguntei

— Nossa você podia ficar um pouco mais feliz por estar no mesmo time que eu, né? — ela reclamou um pouco irritada

— Ah vai, você sabe que eu estou feliz! — Eu a abracei — Agora me fala quem mais está na equipe.

— Bem, nós somos o time azul e junto com a gente tem o Chalé de Atena, Hermes, Apolo, Hefesto, Afrodite, Poseidon, Zeus e. — ela fez suspense — Hades!

Abri um sorrisinho ao saber que eu e Nico estávamos no mesmo time.

— E contra nós?

— O time vermelho é composto pelo Chalé de Ares, Deméter, Íris, Dionísio, Nêmeses e Nice.

— Ok, eu tenho que ir agora. Tenho aula de latim. — disse me levantando

— Eu sinto pena de você, boa sorte! — ela se despediu

— Obrigada. — respondi

O dia passou devagar depois da minha aula de latim eu tive aula de grego antigo, aula de arco e flecha, a qual eu faltei por ser uma total perda de tempo, eu sou horrível com o arco. Logo em seguida eu tinha que ir para o lago de canoagem, mas eu também faltei, eu e água não nos damos bem, sabe? Também pulei a aula de luta corpo a corpo, não estava nem um pouco afim de ver a cara feia da Clarisse, depois eu pediria para Quíron mudar o chalé com que eu tinha aula de luta. Dei uma passada no chalé de Hermes para comprar alguns doces com o dinheiro que Melissa e meu pai tinham me dado quando veneram ao acampamento para me

Trazer algumas das minhas coisas como: roupas, calçados, cadernos, um som portátil e muitas outras coisas.

Depois resolvi disso ir ajudar o chalé de Hefesto nas forjas, não que eu gostasse, mas soube que a armário estava me procurando por ter faltado a aula e fui passar um tempo lá nas forjas (Não que eu estivesse me escondendo ou fugindo de uma briga, estava só evitando conflitos! lá eu encontrei o Leo e descobri que ele era filho de Hefesto, mesmo não estendo nada de mecânica ou da maioria das coisas que o Leo falava sobre suas máquinas, até que foi divertido ele é muito engraçado.

Ele até me fez um gatinho robô por eu tê-lo ajudado de livre e espontânea vontade. O gatinho era um pouco maior que a palma da minha mão, possuía olhinhos de rubi bem brilhantes, ele era todo feito de ouro imperial e era muito fofo.

— Para fazê-lo funcionar basta se aproximar de uma de suas orelhas e sussurrar: Acorde seu dorminhoco! — Ele

Demonstrou, assim que ele fez isso o gatinho ganhou vida e começou a miar e se movimentar como um gato de verdade

— Meus deuses! Que coisa mais fofa! — o gatinho pulou nos meus braços e se aninhou como se fosse dormir — Muito obrigada, Leo!

— Não foi nada! — Ele reponde rindo — Para desativa-lo é só se aproximar de uma de suas orelhas, como para ativa-lo, e dizer: Está na hora de dormir! E ele vai se desativar.

— Como você conseguiu fazer isso em tão pouco tempo? — perguntei admirada

O gatinho agora estava de briga pra cima brincando com uma mecha do meu cabelo.

— Ah não foi nada demais! Eu já construí um navio de guerra voador com um dragão de metal no interior em seis meses! Um gatinho robô não é nada demais, embora tenha que admitir que ficou uma gracinha! Qual quer problema é só trazê-lo até aqui, ok?

Eu fiquei boquiaberta.

— Pode deixar, mas depois eu quero saber essa estória, ouviu sr. Leo?

— Pergunte ao Nico, ele conhece essa estória.

Corei um pouco, será que ele era que nem a Claire é comigo só que com o Nico? Eu não duvido nada, pelo pouco que o conheço já o acho muito parecido com ela.

— Bem, eu tenho que ir, quero muito ver a reação de um certo leão ao ver esse filhotinho.

Ele riu, a essa altura do campeonato todo o acampamento já sabia da existência de Aslan, e diferente do que eu achava eles aceitaram super bem ele, que era muito paparicado.

Sai das forjas e felizmente não vi a armário, fui direto para o meu chalé, não queria correr o risco de encontrá-la.

Assim que entrei no chalé de Nix avistei Aslan dormindo.

— Você não faz outra coisa além de dormir não? – perguntei só para provoca-lo

“Eu sou um felino e não tem nada melhor aqui pra fazer, então não.”

Acho que foi nesse momento ele percebeu o pequeno gato robô em meus braços.

“O que é essa coisa que você está carregando?” ele perguntou, dando ênfase em “coisa”, tenho a impressão que ele não gostou muito do robozinho que Leo fez.

—É um gato robô que o Leo pra mim! – disse pondo o pequenino no chão – Não é uma graça?

O gatinho agora estava explorando o quarto, e é claro que isso incluía Aslan, o pequeno passeava entre as pernas do grande leão negro, que não gostava nada disso e se afastou rosnando para o menor, que assustado correu e se escondeu atrás de mim.

— Aslan! – eu o repreendi – Não faça isso ele é só um filhote!

Corri até onde o gatinho tinha se escondido e o acalmei, peguei ele no colo e o coloquei em cima do travesseiro da cama que ficava embaixo da minha.

“Esse troço estava me irritando! Acho melhor joga-lo no lixo!”

Aslan se virou e deitou de costas para mim.

Bufei.

Como esse leão pode ser tão chato assim?

Se bem que eu o entendo, se tem algo que eu entendo bem são os felinos, até porque me identifico muito com eles em vários aspectos, e Aslan não passa de um gatinho superdesenvolvido.

Corri e me joguei em suas costas abraçando seu pescoço, apoiando minha cabeça em sua juba farta.

— Não fica assim seu bobo! Você sabe que eu te amo muito, não sabe? E o fato de ter mais um morando nesse chalé não vai mudar nada do que eu sinto por você! Você vai sempre ser o meu garotão!

Eu afaguei sua juba, eu sabia que no fundo toda a sua implicância com o pequeno eram só ciúmes.

“Já escolheu um nome pra ele?”

— Eu estava pensando em Katze, o que acha?

“Gato em alemão, serio? Não tinha nenhum nome melhor não?”

— Olha eu estou aberta a sugestões. Se tem um nome melhor é só falar!

“Acho que Katze está bom.”

Nesse mesmo instante Katze se aproximou de nós e começou a me pedir carinho.

Desci da costa de Aslan e o pequei no colo.

— Seu nome é Katze, gostou? – ele miou feliz – É, acho que sim.

Pus ele de voltar no chão e me levantei, caminhei até a minha escrivaninha para pegar o pequeno caderno que minha mãe tinha me dado.

Ele era bastante útil, já que sempre gostei de escrever e, de acordo com o que eu ouvi no acampamento, os filhos de Hermes tinham o costume de invadir os outros chalés para roubar coisas dos outros campistas, caso conseguissem entrar no meu chalé, o que já seria complicado já que na maioria das vezes Aslan fica por aqui, e encontrassem meu diário não conseguiriam ler nada.

Peguei meu caderno, uma caneta e voltei a me sentar recostada em Aslan.

“Eu sou encosto agora, é?”

— Querido você pode ser o que eu quiser, dependendo da necessidade. – brinquei

Ele bufou, do seu jeito de leão de bufar, e voltou a dormir.

Quando eu ia começar a escrever veio Katze me pedir carinho, fiz carrinho nele até que o mesmo dormisse e finalmente comecei a escrever.

Escrevi sobre tudo que estava acontecendo comigo, sobre tudo que eu estava passando no acampamento, enfim, sobre tudo.

Quando acabei vi que já estava quase escurecendo e resolvi ir me arrumar para o Captura a Bandeira.

Me levantei e fui tomar um banho e vestir uma roupa, deixei os dois dormindo, eles estavam tão lindos juntos, se que tivesse uma câmera eu tiraria uma foto.

Quando estava quase saindo do quarto Katze acordou veio correndo na minha direção.

Fechei a porta e disse:

— Katze, fosse vai ficar aqui com o Aslan. – ele imediatamente parou, me olhou como se me pedisse pra ir juntou, mas eu não mudei de ideia – Você não vai e ponto final. Aslan, cuide dele.

Aslan abriu um dos olhos como se me perguntasse se isso era sério, assim que percebeu que eu falava sério voltou a fecha-lo um pouco irritado. Katze por sua vez soltou um som triste e correu para Aslan.

Assim sai do chalé de Nix corri para o Pavilhão de Refeições para encontrar com a Claire.

— Que bom, você chegou cedo! – ela disse assim

— Achei que seria o certo a fazer.

— Fez bem. Vem, vamos jantar! – ela pegou minha mão e me guiou até o a mesa de Nix

— Mas já? – perguntei – Nem anoiteceu direito!

Isso era verdade o céu estava alaranjado por causa o crepúsculo, mas não era noite.

— Eu sei, mas Annabeth gosta de estar pronta antes de ir para a floresta, ela provavelmente já até tem uma estratégia pronta. – Claire explicou

Simplesmente assenti, não vale apena discutir com a Claire.

Comemos comidas leves, para não passarmos mal durante a Captura a Bandeira.

Claire, assim como todos os outros do acampamento, estava extremamente animada e não parava de falar.

— Melhor irmos colocar nossas armaduras. – ela anunciou assim que terminamos de jantar

Ela colocou a sua com uma agilidade incrível e veio me ajudar com a minha, já que eu nunca tinha colocado uma armadura na vida.

Depois de muito sacrifício consegui vestir minha armadura e ela me entregou um elmo com uma crista azul.

— Vamos encontrar a Annabeth. — falei

Annabeth estava junto com os outros filhos de Atena, provavelmente discutindo estratégias para o jogo.

— Hey, Annie, eu trouxe a Alice! – falou Claire de maneira bem “discreta”, sintam minha ironia

Annabeth sorriu assim que nos viu, todos os outros campistas do chalé 6 ficaram me encarando com sorrisinhos no rosto, ela tinha alguma coisa preparada para mim.

— Ótimo, chegaram bem na hora, já estávamos indo nos reunir com os outros! – ela disse, nesse instante o som de uma corneta soou anunciando que todos deveriam ir para a floresta. — Vamos.

Caminhamos até a floresta, eu estava extremamente ansiosa.

— Nervosa? – perguntou uma voz conhecida

Me virei para Nico, que tinha surgido sabe-se lá dá onde, e respondi:

— Um pouco, é a minha primeira Captura a Bandeira, então acho que é normal estar um pouco nervosa.

— Não fique, vai dar tudo certo, Annabeth sempre tem um plano. – ele sorriu de canto – E caso o plano dela não dê certo, o que é bem difícil, eu te protejo.

Sorri abertamente, Nico podia ser frio e inexpressivo na maioria das vezes, mas ele tinha seus momentos fofos e, felizmente, esses momentos tem se tornado cada vez mais comuns, pelo menos comigo.

— Sei disso. – respondi

Chegamos ao centro da floresta por onde passava um riacho que dividia os dois lados, o time azul foi para o lado esquerdo e o vermelho para o direito.

— Muito bem, todos sabem as regras: nada de matar nem aleijar, o time que conseguir passar a bandeira do time adversário parta o seu lado primeiro ganha. – falou Quíron, arregalei os olhos na parte de matar e aleijar

— Pessoas já morreram nesse jogo? – perguntei ao Nico

— Que eu saiba não, mas aleijados...

— Serio?

— Calma vai ficar tudo bem.

— Muito bem, podem ir esconder suas bandeiras. – anunciou Quíron

Os times se separam, cada um foi para o seu lado.

Nos paramos ao lado de um monte amontoado de pedras que Nico disse que era o Punho de Zeus, mas não era isso que parecia, Jason pegou a Bandeira e fincou no topo.

— Qual é o plano, Annabeth? – perguntou Piper

— Na defesa da bandeira vão ficar Josh e Paul do chalé de Hefesto, Lexa e Tobias do chalé de Apolo, e você, Piper. – disse Annabeth, os citados assentiram e ela continuou – O resto do chalé de Apolo deve se espalhar pela floresta e atrasar qualquer um do time vermelho. Chalé de Hermes, Hecáte e Afrodite se separem em grupos e causem muitas distrações.

— Distrações é com a gente mesmo. – disse um garoto que eu supus ser filho de Hermes

— Percy, Jason e Leo, vocês vão ficar na defesa do riacho, não deixem ninguém passar. – os meninos fizeram um joinha com mão – O restante do chalé de Hefesto vem comigo e o chalé de Atena, nos vamos nos dividir e atacar pelos flancos. Tudo entendido?

Todos assentiram, mas e o que eu e Nico íamos fazer?

— Só uma dúvida, o que nos dois vamos fazer? – apontei para mim e Nico, que estava ao meu lado

Ela sorriu, eu fiquei com medo agora.

— Vocês serão a nossa arma secreta, vocês vão ficar responsáveis por pegar a bandeira. – por que eu sempre fico com o mais difícil? Annabeth pareceu ler minha mente e então continuou – É mais difícil notar dois semideuses do que todo um pelotão, e eu sei que vocês dois são bem, sorrateiros sei que vão conseguir! Muito bem, todos aos seus postos!

Todos se separaram e foram fazer o que foram designados a fazer e pouco tempo depois a corneta soou novamente anunciando o início do jogo.

— Vamos. – disse Nico

Nós avançamos devagar e com cuidado no território inimigo, por várias vezes vimos grupos de guerreiros dom crista vermelha passando por nós, mas sem nos ver.

Até que finalmente encontramos a bandeira, ela estava fincada em uma clareira no meio de cinco semideuses fortemente armados do time vermelho.

A bandeira era vermelha e tinha o desenho de uma beça de javali no meio.

Nos abaixamos atrás de uma moita e passamos a observa-los tentando encontrar uma brecha para atacar.

— Alguma ideia? – ele perguntou

— Acho que tenho uma sim.

Me levantei e caminhei silenciosamente até estar bem próxima deles.

— Será que vocês poderiam fazer o favor de me estregar a sua bandeira? – perguntei educadamente

Eles tomaram um susto, pois não tinham me visto nem ouvido chegar, mas logo se recuperaram e sacaram suas armas.

— Vá sonhando vá, princesa! – ele disse com deboche,

Sério, se você não for meu pai ou a Claire, não me chame de princesa.

Do outro lado da clareira Nico me encarava como se eu fosse louca.

— Bem, eu tentei.

E com um simples gesto da minha mão as sombras avançaram sobre eles e agarraram seus pulsos e tornozelos, então as mesmas se solidificaram formando grossas correntes e assim prendendo todos os cinco. Um deles ameaçou gritar e da mesma forma que eu fiz as correntes fiz mordaças aparecerem em suas bocas.

Então eu caminhei calmamente e peguei a bandeira.

— Obrigadinha.

Corri até Nico que tinha um sorriso no rosto.

— Grande plano, mas onde aprendeu a fazer aquilo? – ele perguntou interessado

— Em um dos livros que tem no meu chalé, eu estava treinando a um tempo ia te mostrar depois. – respondi – Mas é melhor sairmos logo daqui, não sei por quanto tempo vou conseguir manter aquilo.

Corremos feitos loucos pela floresta, nem nos importamos em sermos silenciosos, a maioria estaria muito ocupada lutando para reparar em dois adolescentes correndo como se não houvesse amanhã.

Até que chegamos ao riacho, só que tinha um problema: Percy, Leo e Jason estavam enfrentando um grupo de cerca de sete semideuses e quando eu olhei para trás os outros cinco que eu deixei na clareira estavam vindo.

— Estamos encurralados, o que vamos fazer, Nico?

— Isso. – ele pegou minha mão e mergulhamos em uma sombra.

Foi tudo tão rápido que eu nem tive tempo de pensar, quando dei por mim já estava do outro lado do riacho com a bandeira na mão, e ela tinha mudado, antes era vermelha com o desenho de uma cabeça de javali, agora era negra e com o desenho de uma meia lua com uma estrela no meio.

E então a corneta soou novamente e Quíron anunciou.

— Vitoria do time azul, a Captura a Bandeira acabou!

Ao longe eu pode ouvir os campistas do time vermelho praguejando em grego, enquanto os do time azul comemoravam a vitória.

Eu não podia acreditar, nós tínhamos ganhado.

— Parabéns. – disse Nico – Você foi muito bem.

— Nós dois fomos bem. – falei sorrindo – Formamos uma boa dupla.

— Concordo plenamente. – ele respondeu também sorrindo um pouco

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Odiaram? Me contem nos comentários!