A Filha Original

38 O cheiro do mar


Notas iniciais
Ola flores do dia/tarde/noite Espero que curtam o cap Se não shippam Katherine e Elijah, me desculpem,pois esse cap vai ser focado neles.

Sobre o chalé de Hades: Eu vou matar que decorou aquilo.

Sério, até as masmorras parecem menos assustadoras. Quem quer que o tenha decorado, confundiu filhos do deus do submundo com vampiros.

– Agora entendo porque você não gosta do acampamento,Nico — Falo

O garoto está retirando um pano que fora colocado por Hazel.

– Eu vou arruma-lo. Quem sabe fazer algo menos cara de filme do Drácula

Rio.

– Vai passar quanto tempo aqui? — Ele pergunta

Suspiro.

– Não faço ideia. É legal ter um local com gente como eu, mas não preciso de treinamento. Além do mais, eu agora tenho Elijah, Petros e uma casa em Atenas, não posso viver aqui para sempre.

– Seria legal ter uma irmão presente, de novo.

O modo como ele diz isso quase arranca meu coração do peito.

– Ah, qual é. Você agora é popular, salvou esse lugar. Terá muitos amigos.

– Mas nenhum deles dormirá nesse chalé. E nem me entenderão direito.

– Com essa decoração, nem eu quero dormir.

Ele, por incrível que pareça, sorri.

– Boa noite, Katherine. — Ele fala,se deitando em uma das camas.

– Boa noite. Deixa que eu apago as luzes. — Falo

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Horas depois, acordo suando.

Talvez dormir de cobertas tenha sido burrice.

Me levanto, pois quando acordo no meio da noite, é raro conseguir dormir novamente. Visto uma blusa do acampamento por cima do pijama e calço os chinelos, saindo do chalé. Ao fechar a porta, vejo o chalé de Hipnos, imediatamente me lembro de Lara e de como ela se sacrificara no tártaro.

– Sem sono? — Uma voz pergunta

Em um segundo, a pulseira de ouro vira uma faca e eu a encosto na garganta da pessoa.

– Qual é, sou só eu. — Elijah fala

– Droga. Elijah, assustar os outros não é legal — Falo

– Ver o Percy babar também não.

Tiro a faca de sua garganta, a transformando em pulseira novamente.

– E então, teve a ideia genial de vir ao meu chalé.

– Eu vi você abrindo a porta.

Reviro os olhos.

– Podemos conversar?

– Claro. — Falo

Eu o acompanho até os campos de morango, onde ele para e se senta.

– Sabe , desde que eu ai do tártaro, me senti estranho. Eu Não pirei, não fiquei em choque, nem meso chorei direito. E agora que tudo passou, eu me sinto estranho. Definitivamente, o século XVI não é para mim.

– O tártaro também não era esse lugar.

– Meu lugar era a Grécia. Eu deveria ter morrido quando salvei minha meia irmã.

"Ele tinha que se lembrar disso"Penso

– Tem razão, esse não é o nosso lugar, mas já que estamos aqui, devemos aproveitar.

Ele me encara. Meu Zeus, por que ele tem que ser tão lindo?

– Não sei o que seria de mim sem você. — Ele fala

Ele se encosta em meus ombros, deixando o cheiro de maresia invadir minhas narinas.

– Sabia que quando eu estava virando uma estátua, eu senti uma dor horrível? Era como se meus ossos estivessem sendo esmagados por mãos gigantes. E, mesmo em meio a essa dor, eu só queria que você escapasse.

Sinto lágrimas invadindo meus olhos. O garoto passara por tudo aquilo e só se preocupava comigo? Parecia cena de filme meloso (eca!).

Como se lêssemos os pensamentos um do outro, ambos nos aproximamos ainda mais e nos beijamos. Em meio a esse momento, lembranças passam por minha mente, e tudo o que vivi sem ele parece sem sentido ( até naquele tempo em que ele ajudava Petros a me importunar). Como se minha vida fosse um filme em preto e branco, e, com a presença de Elijah, se torna colorida e vívida.

Não sei bem por que, mas falo algo que surpreende a mim mesma.

– Ah, Elijah. Somos como um jogo de palavra- cruzada.Um completa o outro, não podemos viver separados.

– Só agora que você percebeu? — Ele fala, rindo

– Ei, não é minha culpa se demoro para pensar em frases lindas.

– Eu te amo, Katherine fantasma . — Ele sussurra em meus ouvidos

– Eu também te amo, Elijah sereia

Ele me beija novamente. E assim passamos a noite, rindo, admirando as estrelas , conversando e as vezes até em silêncio, só aproveitando a presença do outro. Acordo em meu chalé.

– Como...- Solto

– Seu amigo te trouxe aqui a noite. Disse que dormiu lá fora. — Nico diz

Paro para pensar, o que fiz foi perigoso, existem Harpias que são capazes de matar que fica lá fora.

– Onde ele está?

Nico franze a testa.

– Calma aí, antes de vê-lo temos que tomar café da manhã.

– Tá, só preciso de um banho.

Ele aponta para o banheiro de deixa o chalé.

Já no chuveiro, Não paro de pensar em ontem. Foi, sem dúvida, uma de minhas melhores noites. Eu não estava mais sozinha, nunca mais estaria. Além de tudo, Elijah dissera que me amava.

E o sentimento de ser amada era... Maravilhoso

Notas finais
Para quem gosta de As cronicas dos Kane, eu escrevi uma short fic sobre a serie. Link: http://fanfiction.com.br/historia/556695/30_coisas_que_Carter_Kane_nao_pode_fazer/