Notas iniciais
Desculpem eu demorar muito!!!!
Eu demorei porque eu tive que me esforçar mais nesse cap. E demorei pra deixar como eu queria. Acho que ele ta bom. To insegura, mas acho que esta bom.
Espero que gostem!!!!!

Pov. Isa

Estamos olhando um pra cara do outro com cara de bosta tentando imaginar qual é a montanha que o meu pai esta. Pra sabe não acontecer de a gente ir pra montanha errada e ser tarde demais.

-- E ai em que montanha o papai ta? – perguntei.

-- Sei la o sonho foi seu. – falou indiferente Carter.

-- Polux? – falei com esperança.

-- Não olha pra mim. Eu não faço a mínima ideia.

-- Quer dizer que estamos fudidos? – perguntei exasperada.

-- Não há o que temer Hermes chegou para o seu problema resolver!!!! – Que isso? Como essa criatura chegou aqui? E como soube que a gente tem um problema? Ta eu sei que ele é um deus e tudo mais. Mas ele não é proibido de interferir? Mas dane-se ele ta nos ajudando, não? Então eu não me importo.

-- Eu sei que você ta nos ajudando e tudo mais, mas você tinha que vir só de cueca samba e camisa de botões? – Cadê a sua calça?

-- Eu tava tomando banho quando Zeus me chamou urgentemente falando sobre Dionísio, ok? – Zeus chamou numa ótima hora, hein? O-O Papito ta bem?

-- Enfim vocês vão ter que usar os meus pares de tênis voadores emprestado para ir mais rápido. E há a montanha é a do meio. – falou apoiando pra montanha. Tem tênis voadores? Legal... Ihhh estamos fudidos. Você deve saber o porque. Dica começa com C e termina com arter. – Perguntas?

-- Porque você não pode só nos teletransportar pra la? – eu perguntei.

-- Como esta o nosso pai? – Polux.

-- Cadê a sua calça? – perguntou Carter muito calmo pra quem esta prestes a voar e tem medo de altura. Estranho. Muito estranho. Ele devia ta se cagando de medo.

Hermes rolou os olhos e de repente ele tava de calça. Acho que ele perdeu a paciência com a gente falando da calça dele. Só acho.

-- Não eu não posso teletransportar vocês ate la. Eu já estou interferindo muito dando os tênis pra vocês e falando a montanha certa. Dionísio esta acabado. Quem for que seja roubou o poder dele e ele esta muito fraco. E agora sem isso a cidade esta sofrendo sérios danos. Por exemplo, os videiros estão morrendo e sem os videiros muitas pessoas que com isso sobrevive estão perdendo suas moradias por falta de dinheiro.

-- Como Zeus sabia onde estava o nosso pai? – Polux.

-- Ele não sabia. Apolo teve uma visão de onde ele estava e dele. Só não conseguiu a informação de quem sequestrou Dionísio. Ele falou pra Zeus e blah blah blah. Vocês sabem o resto. Agora chega de enrolar e vão logo salvar o pai de vocês!!! – falou de saco cheio. E sumiu deixando três caixas de sapatos. Claro que a gente desviou o olhar na hora.

Logo em seguida Carter foi ate uma arvore se encostou e falou:

-- Boa sorte!!! – Que?

-- Como assim boa sorte? – Polux.

-- Eu não vou.

-- Você não vai ajudar o nosso pai? – Polux.

-- Eu não vou voar nesse troço.

-- Mas você precisa!!! – falei.

-- Eu não vou!!!

-- Mas você tem que ir!!!

-- EU já disse que eu não vou!!! E ninguém vai me obrigar a fazer o contrario.

-- Mas porque você não pode perde esse medo bobo e ir salvar o nosso pai?

-- Como se desse pra de repente eu perder o medo de uma hora pra outra!!! – falou irônico.

-- Ahh... Mas se você nunca encarar o seu medo você nunca vai supera-lo. – falei. Minha mãe me falou isso uma vez e acho que ela esta completamente certa. Não se pode ficar fugindo toda hora do medo. Minha mãe que me ensinou quando eu tinha medo de escuro. Não tenho mais. To tentando fazer o Carter perder o medo dele.

-- Você fala isso como se soubesse de tudo!!! Como se fosse fácil encara-lo!!! Você não sabe pelo que eu passei!!! – falou frio e irônico. Pior que eu não sei mesmo, mas se ele não me conta como eu vou saber? Ta eu não sei de tudo!!! Só to tentando passar a lição que minha mãe me ensinou. Não tem nada de errado nisso, ne? ~biquinho~

-- Mas... Mas... – O que eu posso falar?

-- Mas nada!!! Você não sabe pelo o que eu passei então você não tem o direito de falar o que eu tenho que fazer!!! – falou irritado.

-- Mas você podia me falar pelo que você passou pra eu poder te ajudar. – sussurrei, mas ele já tinha corrido pra longe. E quando eu ia correr atrás dele, Polux me impediu colocando a mão no meu ombro.

-- Deixa-o esfriar a cabeça.

-- Mas a gente não tem muito tempo. E eu to preocupada com ele!!! – falei com meu biquinho pra ele me deixar ir.

-- Isa... Você precisa saber de uma coisa sobre mim e Carter...

Pov. Carter

Só o que me faltava não bastava ter que voar de avião e agora querem que eu voe com aquele... Tênis alado. Ate parece que eles não sabem que eu tenho medo de altura. Eu que não vou de jeito nenhum voar naquela coisa. Já foi um sacrifício ter que voar de avião. Ai você fala: “Aiii Carter como você é exagerado você só voou de avião!!!” Eu não estou exagerando. Eu... Eu tenho um trauma disso pelo que aconteceu comigo. Polux já superou isso, mas eu era muito apegado a ela...

Sete anos atrás...

Minha mãe, Polux e eu decidimos fazer uma viagem para Florida. E precisávamos ir de avião já que não é perto ir de Nova York para Florida. Sabe sonho de criança ir para Disney, conhecer os parques e tudo mais? Tínhamos dez e estávamos nas férias de verão. Como eu desejo que nos não tivéssemos essa ideia de ir pra la.

Enfim nos entramos no avião e estávamos sobrevoando o Pacifico. Ate ai tudo bem. Mas como sorte de semideus não existe. Estava de noite e começou uma tempestade. Cenário perfeito para tragédia: de noite, com raios e chovendo forte. O piloto estava tentando achar um lugar próximo pra pousar e aguentar um pouco pra ninguém sair ferido.

Mas... Um raio acertou o avião e nos começamos a cair. Todos do avião entraram em pânico. Inclusive eu. Eu lembro que eu comecei a chorar. E minha mãe tentando me acalmar de alguma forma. E imediatamente todos pegaram o colete de salva vidas e o paraquedas. E os colocaram. Todos foram na frente de nos para saltar do avião e cair no Pacifico a salvo. Depois de todos terem saltado. Eu e Polux nos soltamos do cinto. Mas o cinto da nossa mãe emperrou.

-- Vem mãe!!! – falei desesperado puxando ela.

-- Não da emperrou. Salvem as suas vidas, filhos. – falou calma. Como ela pode estar tão calma assim?

-- Não!!!! Eu não vou sem você!!! Vem!!!! – falei chorando e a puxando. Polux estava atrás de mim chorando.

-- Manhee... Não me deixa!!! – falei soluçando.

-- Filho... O avião não vai aquentar muito.

-- Então, vem!!! Eu não vou deixar você aqui!!! – falei soluçando e chorando no colo da minha mãe. Não ligando se eu não saísse logo eu iria morrer. Não acreditando que minha mãe estava aceitando essa situação tão calma. Não querendo deixar a minha mãe no avião pra morrer. Não ouvia nada. Só quieto chorando no colo da minha mãe. Só querendo ter um jeito de contornar essa situação de alguma forma. Enquanto cada vez mais o avião caia, o Polux me chamando e o piloto gritando pra sair. Ate que eu fui puxado pra longe do colo da minha mãe e... Bum!!! Um raio acertou o avião no teto de onde a minha mãe
estava.

-- Nãoooo!!!!!! – gritei me batendo nos braços do piloto. Mas era tarde demais o teto já tinha acertado minha mãe. Em seguida fui arrastado pra fora do avião. E o que posso dizer eu sobrevivi, mas ficou um buraco no meu coração para o resto da minha vida.

... Enquanto isso...

Pov. Isa

--... E já faz sete anos que nos moramos no acampamento meio sangue e sete anos que a nossa mãe morreu. Carter ainda não superou a perda dela. Ele às vezes chora no meio da noite e tem pesadelos com aquele dia. – Parece que faz mais falta pro Carter à mãe do que para Polux. Não to dizendo que Polux não sente falta dela. Sei la parece que afetou mais o Carter. Mas quem sou eu pra falar sobre isso? Não sei como é isso.

-- E você já superou?

-- Da medida do possível. Ainda sinto falta dela. – falou triste.

-- Sinto muito.

...

-- Eu vou atrás dele. – falei e comecei a andar.

-- Aonde você vai?

-- Consolar ele.

-- Você vai atrás dele mesmo que ele só te trate mal? — falou.

-- Não é verdade!!!! Ele me trata bem às vezes.

-- Você vai atrás dele mesmo que ele na maior parte do tempo te trate mal?

-- Vou! Nos somos irmãos. Uma família. Ficamos um do lado do outro nos momentos de felicidade e nos momentos de dificuldades. Ajudamos-nos uns aos outros nas suas dificuldades. Problema de um, problema de todos. Não importa que ele não tenha sido o melhor irmão pra mim. Eu vou ajuda-lo mesmo assim. – falei com convicção. Mamãe também me ensinou desde cedo. Mais um dos ensinamentos da minha mãe.

E sai correndo deixando pra trás um Polux pensativo. Corri em direção à floresta. Depois de um tempo comecei a andar.

-- Carter!!! Carter!!! Carter!!! – gritei olhando para os dois lados.

[...]

Andei, andei e andei. Será que seria melhor pedir ajuda de Polux pra acha-lo? Parece que sim. Tava voltando ate ouvir um choro baixinho perto do lago. Fui correndo pra la. E ali estava Carter chorando deitado abraçando as pernas, um pouco afastado do lago. Nunca pensei que veria o Carter desse jeito chorando. Não sabia que em baixo daquele carrancudo tinha um Carter sensível.

Aproximei-me dele e falei:

-- Carter precisa de um abraço? – perguntei. Ele não me respondeu, apenas jogou os braços em torno de mim e me abraçou forte. Estava molhando a minha camiseta, mas eu não tava me importando.

Pov. Carter

As cenas daquele dia não pararem de passar na minha cabeça. Eu sei que já passou anos desde que ela... Morreu. Mas eu não consigo superar que ela se foi. Eu sei que nunca mais vou receber o carinho da minha mãe. Que nunca mais vou vê-la. Só em meus sonhos. Mas essa não conta. Nunca mais vou poder comer comida caseira que só minha mãe fazia. Eu lembro ela amava cozinhar. Sempre na cozinha cozinhando alguma coisa. Ela tinha um sonho de abrir um grande restaurante. Sinto falta de ela sempre saber quando tinha alguma coisa errada mesmo eu não falando nada. Sinto falta de ter uma mãe sempre do meu lado me apoiando no que eu quiser fazer. Sinto falta dos momentos de felicidade com ela. Sinto falta de todas essas coisas. Sinto falta da minha mãe. Sempre fui mais apegado a ela. Eu era tipo um grude nela. Eu a acompanhava pra onde fosse não importando se ela fosse fazer coisa chata como ir ao supermercado. Sempre ajudando e brincando com minha mãe. (Eu sei mudei muito ao passar dos anos.) Só sinto falta de poder fazer tudo isso. Só sinto falta dela.

E me lembrar disso só me fez chorar ainda mais...

Pov. Isa

-- Calma. Eu estou aqui pra te ajudar. – falei tentando acalma-lo. Falhando terrivelmente.

-- NOS estamos aqui pra te ajudar. – falou Polux saindo de não sei onde. Mas abraçando nos dois.

Ficamos abraçados por um tempo. E Carter foi se acalmando aos poucos. Vai vê ele só precisava de apoio e um ombro amigo. Ou dois no caso.

-- Obrigado. – falou Carter.

-- De nada. Vai joga água no seu rosto e depois nos conversamos.

[...]

-- Melhor? – perguntei. Apenas assentiu.

-- Vamos voltando.

O caminho de volta foi silencioso, mas foi um silencio confortável.

-- Então... –falei.

Pov. Carter

-- Hm... Carter se você quiser você não precisa usar os tênis alados. – falou Polux. Bem tentador... Mas não acho certo isso. Sei la. Eles me ajudaram me apoiando e me consolando. Não é justo deixa todo trabalho pra eles enquanto eu fico que nem um covarde sem fazer nada. Só porque tenho medo de altura. Eu tenho que encarar o meu medo. Mesmo que seja difícil. Não posso continuar fugindo. Se não nunca vou superar o meu medo. Mas...

-- Tentador, mas não. – falei.

-- Tem certeza? – Polux.

-- Absoluta. – falei convicto. Nunca me perdoaria se eu deixasse eles fazerem tudo. Afinal eu não vi aqui pra fazer nada. Eu vim ate aqui pra salvar aquela cabeça dura.

-- Você acha que consegue encarar o seu medo? – Polux.

-- Não sozinho. Vocês me ajudam?-falei com minha melhor cara de pidão.
Notas finais
-- Gostaram??? Espero que sim!!! Reviews??? Recomendações???- digitei com um bicão.
bjs
P.S.: Falta poucos caps pra acabar a fic. =/ Vamos fazer valer a pena!!! Quero ver todos vcs!!!! =p