A Filha Do Sol - Parte II
6 Capítulo V
Notas iniciais
Enfim, esse capítulo é menorzinho se comparado ao anterior. Mas creio que vocês vão adorar!
Boa leituraaa
CAPÍTULO V
PATTIE
Sábado chegou mais rápido do que eu esperava. Como eu iria participar do torneio, todos os horários antes do almoço foram reservados para treinar com Percy. Ele havia cedido seu tempo para me dar aulas de esgrima e treinar, também. Nós fizemos um acordo: ele seria meu professor, assim como eu seria seu saco de pancadas. Um acordo estranho, eu sei, mas o filho de Poseidon precisava praticar pra valer (mesmo sendo o melhor esgrimista do acampamento). Percy insistia em dizer que eu estava me saindo bem e que tinha muita agilidade, mas nada me tirava da cabeça que se caso duelássemos ao longo do torneio, eu perderia feio. E apesar de negar essa possibilidade a fim de não afetar minha autoconfiança, sabia que qualquer esgrimista que chegasse à final lutaria com Percy. Ninguém o vencia. Eu só podia lamentar por essa pessoa, por mais que minhas chances de chegar à final aumentassem a cada dia de treino. Sem querer me gabar, mas já me gabando, eu havia melhorado exponencialmente e atingido um nível alto de perícia. Não me considerava tão boa quanto Percy, é claro, porém, eu me achava a altura de Ryler.
Nas tardes, logo após o almoço, eu praticava alguns minutos de arco e flecha antes de Leo me chamar para terminarmos a biga. Nós íamos até o Bunker diariamente e só voltávamos quando a noite já caia, perto do jantar. Inclusive, um boato foi lançado entre os outros campistas; segundo eles, Leo e eu estávamos nos “pegando”. Eu simplesmente ignorei as fofocas, porque isso nunca aconteceu (e não seria nenhum absurdo se acontecesse. Bom, fazia pouco tempo que eu terminara com Ryler, mas...ah, quer saber. Dane-se). Leonardo Valdez, sendo quem é, ficou muito envergonhado e acanhado com a situação. Muito mesmo.
Não tínhamos problemas em passar tanto tempo juntos. Eu finalizei o projeto dos desenhos da biga e logo já havia começado a soldá-los no bronze celestial. Sério, era difícil entender como Leo tinha paciência e energia para fazer tantas coisas simultaneamente, entre elas me ensinar a manusear equipamentos mecânicos. Primeiro, ele me ensinou a usar um maçarico, e a Sra. Desastrada, mais conhecida como Patricia, quase colocou fogo na roupa do garoto. É claro que o deslize não foi intencional, mas acabou sendo uma das coisas mais engraçadas que eu já vi. Leo pode manusear o fogo e nunca se queima, mas teve medo do pouquinho de fogo que saiu do maçarico. Isso faz sentido? Não para mim. Sem contar que o acidente não aconteceu à toa. Eu precisei usar uma força tremenda para fazer sair fogo daquele negócio, e o carregar por poucos minutos já me fez suar como um porco.
Então, para me deixar mais disposta a realizar tamanho trabalho de ogro, convenci Leo a me deixar escutar música enquanto soldava o desenho. Mereço um desconto, pois sou filha de Apolo e música é praticamente minha vida. E além do mais, aquela espécie de caverna era muito quieta e quente. O lugar necessitava de um pouco mais de vida.
Em uma dessas tardes, levei meu iPod contrabandeado para o Bunker e, por sorte, Leo tinha um aparelho de som muito moderno, que possuía entrada para o meu iPod. O aparelho era diretamente ligado ao sistema de som do Bunker, e depois de passar tantas tardes por lá, notei que em cada canto do local havia uma caixa de som. Leo disse que implantou esse sistema de som porque às vezes gostava de escutar música trabalhando em seus projetos, mas deixara o hábito de lado há algum tempo, pois as estações de rádio tocavam músicas que não o agradavam e ele perdera os poucos cds dos Rolling Stones e outras bandas que faziam parte da sua coleção. Eu concordei com sua constatação, pois a cada dia que passa o gosto das pessoas em relação à música se torna cada vez pior. Um pesadelo para qualquer filho do deus da música.
É claro o tempo passava voando quando eu estava escutando música e desfrutando da companhia de Leo. De algum modo, a música me deixava mais disposta e animada para fazer todo o trabalho pesado. Em apenas uma tarde e meia, eu terminei a soldagem do desenho e não é por nada não, mas tinha ficado muito boa. Tão boa que Leo me chamou de “Pattie da Vinci” (sendo que o Leonardo é ele). Esses dias também foram uma ótima oportunidade para mostrar bandas novas para meu melhor amigo. Ele já tinha ouvido falar de algumas bandas indie como The Strokes, Artic Monkeys e The Killers, mas nunca parou para escutá-las com atenção. A melhor parte foi que ele gostou de verdade das bandas que lhe apresentei e de tantas outras. Só que acabou se irritando numa determinada altura do campeonato, porque eu não parava de cantar por um minuto. Mas veja bem: eu sou uma filha de Apolo, meu dom é a música. Eu sou basicamente feita de carne, osso, pele, sangue e música.
Ao terminar a soldagem do desenho, fiquei sem ter o que fazer. Eu insistia para Leo me deixar ajudá-lo, mas ele dizia que eu era muito menininha e desajeitada para mexer com uma makita ou com qualquer outra máquina que cortasse ou exigisse força braçal.
Em uma das conversas que nós tivemos, Leo perguntou quais instrumentos musicais eu tocava. E foi aí que eu arrumei a oportunidade perfeita para conseguir o que queria há tempos.
– Eu aprendi a tocar muito nova, sabe... com uns 6 ou 7 anos. Foi Apolo...Fred...Enfim, meu pai que me estimulou a tocar instrumentos musicais, então minha mãe me colocou numa escola de música.
– E você aprendeu a tocar o que? Trompete? – Leo perguntou, enquanto martelava a lateral direita da biga. Ele estava de costas e sua camiseta do acampamento estava começando a ficar molhada de suor. Leo virava outra pessoa dentro daquele lugar. No Bunker, ele parecia ser o verdadeiro Leo. Era lá onde se sentia bem e fazia o que mais gostava (apesar de ser meio estranho). Eu amava observá-lo no seu habitat natural e ver a expressão no seu rosto quando conseguia realizar uma tarefa com exatidão.
– Claro que não. – cruzei as pernas em cima da mesa na qual eu me sentava. O sistema de som reproduzia I Ain’t The Same, do Alabama Shakes. – Eu sei tocar guitarra, violão, bateria, baixo, piano, violino, violoncelo, um pouco de cavaquinho... Ah, e meus irmãos me ensinaram a tocar lira.
– Espera. O que diabos é cavaquinho?
– É um instrumento brasileiro. É tipo um violão, mas bem menor, com menos cordas e com um timbre mais agudo.
– Cavaquinho. – ele repetiu, com um sotaque engraçado. — Soa ridículo. — Leo fez uma careta estranha e riu.
– Leo, você já entrou no chalé de Apolo? – perguntei. Peguei uma chave de fenda que estava no meu lado e comecei a passar a ferramenta de uma mão para outra.
– Algumas vezes, só quando o Johnny fica sozinho lá. Por que?
– Ah, pensei que ele tivesse lhe levado para ver os nossos instrumentos...
– Mas ele levou. – ele completou. – Cara, aqueles instrumentos estão acabados. Parece que seus irmãos jogam eles no chão, pisam em cima e depois colocam tudo no lugar.
– Triste, mas é verdade. – eu disse – Hã...o que você acha de fazer um favor para mim?
Leo levantou uma das sobrancelhas.
– Se você quisesse que eu consertasse os instrumentos e pedais não precisava ter inventado todo esse papo furado. Você só precisa pedir. Eu sempre vou fazer o que estiver ao meu alcance, Pequena Miss Sunshine.
Ao ter meus instrumentos carinhosamente consertados, eu passei mais tempo testando os pedais e cordas de guitarra e violão que Leo arrumava do que trabalhando na biga. Pensei que estaria deixando muita coisa para ele, mas Leo afirmava que não se importava. Inclusive, ele pediu para eu tocar alguma música na guitarra. Meu repertório era extenso, então Leo teve de aguentar. Ele ficou impressionado de me ver tocando sozinha o solo de Hotel California, dos Eagles. Garotos e sua péssima mania de achar que meninas não são capazes de muita coisa. E assim nós levamos nossas tardes até o primeiro dia do torneio.
Era sábado, e eu tinha acabado de tomar um café da manhã digno de dia de competição. O torneio começava naquele dia e eu estava com os nervos a flor da pele. Tentava não demonstrar, mas a situação só se complicava. Meus irmãos tinham reparado que eu parecia mais agitada do que normalmente sou, e eu passei a comer as unhas de tanta ansiedade.
– Pattie, pelos deuses! Você está me deixando agoniado! Pare com isso! – Matt reclamou e deu um tapa na minha mão.
– Desculpa, eu só estou nervosa. Com quem será que eu vou lutar? Será que eu estou pronta? Ah, por Apolo, eu preciso procurar Percy...
– Você precisa ficar quieta! – Johnny ralhou. Ele era o único que ainda tomava café, como sempre acontecia. – Cara, você ficou todos os dias treinando, é claro que está preparada.
– É Pattie, você vai se sair bem. Nós vamos estar lá para torcer por você. – Leroy sorriu.
Will, que estava sentado ao meu lado, aproximou-se mais da mesa.
– Vocês ficaram sabendo? Está rolando um boato que a espada de Ryler quebrou quando ele treinava com um dos irmãos dele. Foi Nyssa quem me disse. Ela falou que eles foram até a forja pegar uma nova espada para ele.
Johnny riu abertamente.
– Sério? Cara, essa notícia alegrou minha manhã. Espero que parte dela tenha cortado fora as bolas daquele cuzão.
Nós gargalhamos com o seu comentário e pude ver uma mão pegando o meu copo de suco que ainda estava cheio.
– Ei! Meu suco!
– Posso saber por que estão rindo?
Piper sorriu e deu um gole no suco. A filha de Afrodite vestia-se como sempre: camiseta do acampamento, shorts e tênis. A única diferença era que hoje estava com o cabelo solto, sem nenhuma trança ou pena. Assim, foi possível ver mais claramente o repicado de seu cabelo, e é claro, o quanto ficava mais bonita. Piper tinha uma energia tão positiva e contagiante, que era quase impossível ficar sem sorrir ao seu lado. Digamos que sua companhia me fazia bem, assim como uma boa parte daquele acampamento. Tirando o chalé inteiro de Ares, e as outras irmãs de Piper.
– Nós estávamos falando do ogro do Ryler e da sua ex-espada. – Johnny explicou.
– Eu tenho uma coisa mais interessante para contar a vocês. – Piper sentou-se. Ela não costumava respeitar as regras do acampamento. – Já pararam para dar uma olhadinha na mesa de Ártemis?
Eu e meus irmãos olhamos simultaneamente para a mesa mais ao canto de todas: a mesa do chalé de Ártemis. Eu já havia reparado que ela sempre estava vazia, mas não entendia muito bem o motivo e também nunca procurei me informar. Mas naquele dia, ela estava ocupada por um grupo de meninas. Contei 10 no total. Elas comiam e de vez em quando soltavam alguma risada ou faziam um comentário. Todas tinham feições muito sérias, como se estivessem ali a serviço. A aparência delas era quase idêntica; todas usavam uma trança de lado, com uma tiara prata adornando a cabeça. Sem contar a roupa, que pelo o pouco que consegui ver, se resumia a uma regata prateada e calças de sarja marrom claro. Nem um pouco na moda, devo admitir.
Entretanto, minha atenção foi atraída para uma delas, mais especificamente, a que estava falando. Era a única que usava o cabelo solto e curto. A garota tinha um cabelo muito lindo por sinal, de um preto azulado deslumbrante. Os olhos eram de um azul eletrizante, tão azuis quanto os meus. Seu rosto ostentava uma expressão bem mais séria do que o das outras, e quando falava, ela impunha respeito. Então deduzi que era a “chefe” daquele clã de estranhas.
– Tá brincando? – Will exclamou – Quando elas chegaram aqui?
Piper deu um último gole no suco de laranja.
– Hoje de manhã, eu acho. Elas mudaram bastante desde a última vez que as vi...
– Como elas mudaram se elas não envelhecem? – Johnny debochou.
Piper revirou os olhos.
– Você entendeu o que eu quis dizer, Johnny.
Então, eu decidi me meter na conversa.
– Hã...quem são essas meninas?
– Elas são as Caçadoras de Ártemis, mana. São garotas que escolheram servir a deusa da caça e da lua e irmã gêmea do nosso pai, Ártemis, por toda a vida. Elas são donzelas imortais. Algumas levam a virgindade tão a sério que não chegam nem perto dos homens ou trocam uma simples palavra com eles. – Matt explicou.
Arregalei os olhos num sinal de espanto. Eu sabia que meu pai tinha uma irmã gêmea, a deusa donzela Ártemis (aprendi isso nas aulas de mitologia básica), mas não imaginaria que minha tia por instância coordenava um grupo de meninas eternamente jovens e imortais. Muita informação para digerir em poucos segundos.
– É uma pena. E um desperdício, também. – Johnny suspirou, apoiando o queixo na mão e olhando diretamente para elas. – Elas são tão bonitas e gostosas, cara. Daria tudo para poder tocá-las.
– Johhny! – eu e Piper o repreendemos. É lógico que os outros não fariam isso, pois estavam igualmente deslumbrados.
Ele fez sinal de rendição com as mãos e continuou a encará-las. Não sei bem ao certo, mas tive a sensação de que se Johnny as encarasse por mais um minuto, seria um homem morto.
– Por que será que elas estão aqui? – Leroy perguntou.
– Estão de passagem. – disse Piper. – Ouvi dizer que estão num intervalo de uma caçada e vão se hospedar aqui até amanhã à tarde.
– Por que eu nunca as vi antes? – indaguei.
Will apoiou as mãos na mesa.
– Não é sempre que as Caçadoras nos fazem uma visita. Quase nunca, na verdade. Elas estão sempre em caçadas, e é difícil terem tempo para descansar. Normalmente, só ficam no Acampamento por uma noite.
Assenti com a cabeça. As Caçadoras emitiam uma aura estranhamente divina, apesar de sua aparência humana. E pareciam muito felizes para um bando de meninas que não podia nem pensar em dar uns beijinhos num garoto.
– Espero que elas não deem nenhuma notícia ruim vinda direto do Olimpo. –comentei. – Essa é a última coisa que eu preciso agora.
Todos concordaram e Piper me puxou pela mão, me levando direto para a saída do refeitório.
O dia estava quente e abafado, mas graças aos deuses, uma brisa suave amenizava a sensação térmica de peru no forno que assolava o acampamento. Nem a barreira climática mágica dava conta do rigoroso verão que atingia o país. Depois de estar numa missão, aprendi algumas coisas. E uma delas é que se é ruim batalhar na chuva, pior ainda é lutar quando o sol está tão forte que até mesmo as ninfas reclamam.
– Então, como está seu coraçãozinho? – Piper perguntou brincalhona.
– Em que sentido? – me fingi de desentendida. Eu não queria que começasse a me abordar sobre a minha proximidade com Leo.
– No do torneio! – ela exclamou – Se eu estivesse no seu lugar, estaria surtando.
– Quem disse que eu não estou?
– Você não aparenta estar. Mas não se preocupe, você vai tirar esse torneio de letra. Esqueceu que é a Patricia Veloso?
Sorri e Piper me abraçou. Tudo estava tão bem, eu estava me sentindo tão mais confiante com o apoio de Piper...até meus olhos focalizarem uma cena surpreendente. Leo conversava com uma garota a alguns metros de nós. Mas eles não apenas conversavam. A menina estava rindo! Não sabia de que chalé ela era, o que era ótimo para sua integridade física. Porque caso eu soubesse, iria atear fogo contra ela e todo o seu chalé. Leo não falava dessa maneira leve e despojada com nenhuma garota além de mim. Patricia, calma. O que está acontecendo com sua sanidade? Você e Leo são só melhores amigos e seus instintos homicidas são completamente sem fundamento. Era o que minha consciência me dizia; mas corpo não lhe dava ouvidos. A semana que passamos junto só fez meus sentimentos por Leo ... crescerem. No sentido de amizade, é claro. Nós éramos amigos. Apenas amigos. A crise de ciúmes momentânea foi um reflexo do carinho que sentia por ele, pois nunca tinha visto meu melhor amigo conversando com outra menina do acampamento sem ser Piper ou Annabeth. É, tudo tinha uma explicação. Ou eu desejava que tivesse.
Piper quebrou o abraço e me examinou. Os olhos multicoloridos dela me fitaram, e ela os desviou para a direção em que eu olhava.
– Ela é uma filha de Hebe. Não sei o nome dela.
– Hum, que bom. Parece que eles estão tendo uma conversa legal, não é?
Piper estreitou os olhos.
– É claro. Tem como ter uma conversa ruim com Leo?
Olhei mais uma vez para os dois, e eles continuavam a conversar. A garota não fazia nada. Não se atirava para cima dele e muito menos jogava o cabelo, mas ainda sim sentia aquele sentimento desconfortável crescendo dentro do meu peito.
Então, com um baque, eu lembrei do que Eros dissera quando nós o libertamos. Ele havia dito que Leo nutria um amor puro e secreto por uma pessoa misteriosa. Será que essa pessoa era a dita cuja filha de Hebe, e só agora ele tomou coragem para conversar com ela? Oh deuses, por que eu tive que lembrar disso? Essas perguntas martelaram em minha cabeça, até eu tomar vergonha na cara e questionar (disfarçadamente) Piper.
– Pipes, você acha que ele gosta dela? – perguntei como quem não queria nada.
– Ai, Pattie, eu não sei. – Piper respondeu com a voz trêmula. – Eu nunca vi ele conversando com essa garota antes. Mas tenho quase certeza que não. Ele gosta de uma outra pessoa.
– Quem?
Piper arregalou os olhos, como se tivesse feito a maior burrada de sua vida. Mas não pôde responder minha pergunta, porque o próprio assunto interrompeu nossa conversa.
– E aí, señoritas! Estão tendo uma boa manhã?
Como alguém podia ser tão...cara de pau? Há um segundo, ele estava batendo o maior papo com uma garotinha do chalé de Hebe, e de repente, chega de cara lavada achando que não fez nada demais! Segurei-me para não expor meus pensamentos, e optei por responder com uma frieza contida.
– Estava. – falei, cruzando os braços.
Leo voltou-se para mim. Ele vestia a camiseta do acampamento, calça jeans suja de graxa e tênis. O cinto pendia de sua cintura, chamativo e destoado do resto da roupa. O cabelo continuava bagunçado do mesmo jeito de sempre.
– Parece que alguém dormiu com a bunda descoberta hoje, não é mesmo, Pattie? – ele debochou.
– É. Talvez eu tenha.
Se eu estava sendo grossa ou estúpida, juro que não tinha noção. Leo me olhou desconfiado e, provavelmente, não fazia ideia do que se passava. E não seria eu quem explicaria.
– Então...Leo, quem era aquela menina que estava conversando com você? – Piper questionou, tentando quebrar o gelo entre nós.
Leo sorriu. Eu tive vontade de esmagar a cara dele.
– O nome dela é Daisy. Ela é do chalé de Hebe. Veio perguntar se eu sabia que horas começava o torneio. Papo-furado. É claro que ela só queria ficar perto do papi aqui.
Então, com uma simples frase, toda a minha pose de amiga ciumenta e chata desabou. Eu e Piper rimos do deboche que Leo empregou em suas palavras. Parte de mim ficou satisfeita e feliz em saber que os dois não tinham nada. Mas a outra parte fazia questão de me perguntar por que ela foi conversar com Leo para pedir informações sobre o torneio, sendo que em cada chalé há um painel informativo com um folheto dos horários do torneio.
– Ah, falando sobre o torneio... – Leo começou, esboçando seu habitual sorriso de quem poderia bolar um plano de destruição em massa em míseros trinta segundos – Vocês duas vem comigo para o Bunker. Eu preciso dar uma coisa para a Pequena Miss Sunshine.
– Mas eu tenho que...
– Você não tem que fazer nada, Rainha da Beleza. Você precisa acompanhar seus amigos e ponto final. Vem.
E então Leo praticamente nos arrastou até o Bunker.
Notas finais
Perceberam que eu estou disponibilizando o link de todas as músicas que mencionamos na fic? Porque estamos escrevendo sobre uma filha de Apolo, e música É cultura! Fiquem à vontade se tiverem vontade de ouvir.
Gente, gostaria de pedir que vocês divulgassem a fic, se possível. Se vocês acham a história digna de ser lida por mais pessoas, nos ajudem! Seria muito legal trazer mais leitores para FDS!
Obrigada por estarem acompanhando!
Beijinhos,
Taty xX
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