A Filha Do Oceano
16 Perseguimos um anão -Percy-
A cidade em que paramos era...como podemos dizer...gelada.
E tambem branca.Pelo menos no lugar onde desembarcamos.
Felizmente,após mais ou menos 2 horas caminhando,chegaram em uma cidade que tinha umas oito ou nove lojas abertas pingadas sobre a neve.
Os tres desceram uma colina branca até chegarem em uma loja com aquecedor, para Percy, foi a melhor sensação do mundo,se não tivesse um anão gritando com o lojista.
Todos os tres encararam a discussão, o anão mais lembrava uma mistura de esquimó com gnomo,usava um enorme casaco que o fazia mais parecer um saco de lixo e seus olhos estavam encobertos por um chapéu pontiagudo verde esmeralda, tinha amostra apenas uma pele gorda e enrugada e um grande nariz,mas o que realmente chamava atenção no nanico era o seu jeito de falar familiar e que pelo visto estaria praguejando pelo lojista não conseguir entende-lo.
O pequeno e gordo homenzinho saiu da loja ainda falando sua lingua irreconhecivel e a única coisa que ouviram foi o sininho da porta se fechando.
–Por favor,me digam que vocês falam inglês-implorou o lojista
–Ahn-ia dizendo Annabeth-Sim falamos.
–Uh ótimo-continuou o lojista-Não entendi o que ele queria.Mas sim,vocês desejam alguma coisa?
–Não,obrigada-disse Marlyn-Ja estamos de saída
Continuaram seu percurso no meio da neve.
–Marlyn-disse Percy
–Sim-respondeu ela
–Você tem ideia de para onde estamos indo?
–Ahn...não.
Ela disse isso como se fosse a coisa mais natural e nada preocupante a se dize.
O dia foi passando e a noite chegou junto a um frio escandaloso.
–Annabeth-disse Marlyn-acho melhor montarmos um acampamento.
Todos concordaram e o fizeram na encosta de uma montanha de pedra. Assaram marshmallows e dormiram.
O despertar foi o menos esperado.
Primeiro, a única coisa que Percy ouviu foi um bater de metais e um resmungo por uma voz grossa.
Quando abriu os olhos,o mesmo anão da loja em que passaram no dia anterior estava no acampamento armado e remexia uma das enormes mochilas que continham instrumentos de sobrevivência.
O pequeno viu,ou pelo menos,Percy acha que ele o avistou,pois não sabia como enxergava com o gorro cobrindo seus olhos.Ele saiu correndo carregando um saco de batatas cheio dos materiais da mochila.
–O ANÃO!-gritou Percy e com o grito,Marlyn e Annabeth acordaram.
Percy saiu em desparada atrás do anão desengonçado que deixava cair uma porção dos materiais no chão em desespero.
Percy ia quase o alcançando quando algo o parou,tudo o que sentiu foi uma forte dor e uma visão esquisita de tudo de cabeça para baixo.
-Marlyn,vá atrás do nanico!-gritou Annabeth.
Enquanto Marlyn corria atrás do anão,Annabeth sacou sua faca de bronze e cortou a corda que prendia Percy fazendo-o cair de cabeça na neve.
-Desculpe!-disse Annabeth
-Tudo bem-respondeu Percy-mas temos que alcançar aqueles dois.
Annabeth concordou com um aceno de cabeça enquanto corriam atrás daquela criaturinha.
Avistaram Marlyn brincando de cabo de guerra com o anão pelo saco de batatas cheio de materiais.Percy e Annabeth chegaram tarde de mais,o anão vencera o cabo de guerra e saiu correndo para algo que lembrava uma catapulta.Ele subiu em cima de uma das conchas de pedra e cortou uma corda,felizmente,sua arma de fuga não funcionou direito,mas,quando estavam chegando mais perto,o anão sumira entre a névoa que parecia dar a uma espécie de ponte.Não simplesmente uma ponte,uma ponte esculpida em gelo com linhas em perfeição e um brilho que a fazia tanto fria como quente.
-Olhem!-Gritou Marlyn
A névoa havia dissolvido e um sol de inverno iluminava uma enorme construção de gelo tão refinada que parecia ter sido esculpida por anjos.
O anão estava no final da ponte e conteguira entrar no palácio rapidamente deixando cair um ou dois materiais.
-Por que o anão entraria no palácio?-perguntou Marlyn
-Logo vamos saber-respondeu Percy e todos começaram a caminhar pela ponte de gelo para o palácio do titã.
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