A Filha Do Oceano
4 Novidades - Marlyn-
Quando acordou, Marlyn não tinha ideia de onde estava.
Tinha cheiro de morangos e capim cidreira, um aromatizante não muito agradável, ao contrário do ambiente: era um quarto com um piso de madeira, pardes em tons pastéis quadros abstratos espalhados pelas paredes. Uma muda de roupas se encontrava em uma mesinha de canto, Marlyn verificou as roupas: uma camiseta laranja com os dizeres "acampamento meio-sangue", uma calça jeans rasgada(não rasgada como se fosse moderninho estava literalmente rasgada como estou-com-raiva-e-vou-aproveitar-essa-calça-e-essa-faca-cega-de-manteiga-para-desconta-la ou algo do gênero, e um par de velhas alpargatas, eram sapatos de um tecido mal feito e forradas com palha, para Marlyn, pareciam mais pantufas de um sem teto. Trocou-se e saiu. Na porta, ela parou e observou três figuras não muito escassas em seu mundo de loucuras: um corcel branco com o torso de um homem de meia idade usando um casaco de Twist; um garoto com cabelos encaracolados, pernas muito peludas e cascos ao invés dos pés, e que por acaso estava sem calça; e um homem baixinho e gordo com cabelos desgrenhados e uma camisa chamativa, parecia mais um calouro esquecido no ensino médio após uma madrugada de festas. — Mas, Sr.D...- dizia o garoto de pernas peludas- ... têm algo de diferente no cheiro dela, o senhor tem de acreditar em mim. — Por que você não vai tirar insetos dos morangueiros usando seus instrumentos de bambu? — Mas senhor... — Chegam de mas menino-bode!- disse o calouro velho e bêbado chamado Sr.D- Agora retire-se. O menino-bode acenou nervosamente com a cabeça e saiu trotando às preças. -Olhe como estão nossas crianças Quíron- disse ele fazendo uma Diet Coke aparecer magicamente em suas mãos- Sempre sentindo o cheiro de coisas estranhas. — Talvez ele esteja certo- disse o homem-cavalo chamado Quíron- Talvez ela seja realmente diferente dos outros e... — Ah! Poupe-me de suas baboseiras, Quíron!- disse ele tomando um gole de sua Diet Coke- E aliás temos que contar com... — Ahn... com licença...-disse Marlyn cortando a fala de Sr.D- mas... Onde estou? -Pelos deuses ela fala!- disse Sr.D com tom de deboche- Agora sente-se mocinha, nós fazemos as perguntas por aqui! Ela sentou-se rapidamente com uma expressão de medo. -Qual é o seu nome?- disse Quíron com um tom firme, porém reconfortante -Marlyn...Gödert Sua voz falhou pelas perguntas que ecoavam em sua mente. Como, por exemplo: Quanto tempo fiquei desacordada? ou Onde está a minha mãe?, até mesmo quem sabe Porque têm um um homem-cavalo e um homem gordo e festeiro usando uma blusa de estampa de tigre estão me pedindo para dar explicações? -De onde você vem?- continuou ele com o seu questionário -Sydney -O que você está fazendo aqui!?- disse Sr.D impaciente — Eu... eu nem sei onde estou! — Pelos vinhedos de Retsina! Ela não sabe o que está escrito na camiseta! — Eu sei! Mas, onde fica este acampamento? — Pensei que soubesse com o seu mapa!- disse ele levantando-se e pegando um mapa com um caminho traçado de Sydney até Nova York... até Long Island. -Estamos em Long Island? — Quíron, chame alguém para mostrar o acampamento para a senhorita Mary Goldlet- Disse Sr.D colocando a mão na testa. O homem-cavalo saiu da sala, quando voltou trouxe consigo um garoto da idade de Marlyn, tinha cabelos pretos, olhos verde-mar e feições que o fazem parecer um criador de confusões. -Marlyn Gödert- disse ela estendendo sua mão um pouco demais. -Percy Jackson- disse ele apentando sua mão Eles começaram um tour no acampamento meio-sangue, um pouco rápido demais talvez. Percy não daria um bom guia. — A casa grande, as quadras de vôlei, o lago de canoagem, o anfiteatro, a parede de escalada, o pavilhão do refeitório... Ah aqui está a Sra. oLeary! Quanto mais andavam mais Marlyn conseguia se abrir para fazer perguntes — E aqui é a arena de batalhas. Onde nós... batalhamos. Ela pegou em uma estante um objeto do tamanho de sua perna e segurou-o como se estivesse mirando-o — Vocês usam armas de fogo aqui? — Se está perguntando por isso, espero que saiba que seja um aspirador de pó e eu queria perguntar se... Ela largou o objeto imediatamente dando um grunhido. Preferiu não comentar o acidente em Lisboa com o aspirador de pó e a... naõ, é melhor manter a boca fechada. -Então...- disse ela tentando não deixar a conversa acabar- Sobre o que você quer perguntar? — Quíron não lhe disse? — O que? — Vamos continuar- disse ele- Você ainda precisa saber de muitas coisas...
Notas finais
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