A Filha Do Oceano
19 História revelada pelo sonho-Marlyn-
A madrugada era escura e chuvosa,uma mulher vagava na tempestade praguejando com lágrimas nos olhos que logo se transformariam em lamentos.Serena,que não tinha mais noção de para onde ia,cambaleava na calçada vazia próxima a uma praia de ondas retumbantes e feixes clareados devido aos raios,com o som dos trovões que ecoavam no céu como o frio temporal que ali passava.
Caminhou desorientada para a areia sendo seu guia uma lanterna pálida e barata,cada vez mais próxima do mar,de um jeito que podia sentir sua brisa salgada farfalhar em seus ouvidos,antes de pular para dentro da maré.
Conseguia naturalmente permanecer debaixo da água gelada sem parecer preocupada com doenças ou muito menos desmotivada a achar seu tesouro.Sua atenção foi tomada por completo ao ouvir um leve choro de bebê ecoando mais abaixo na imensidão azul.
Nadara até o lugar de onde vinha o sutil som que ecoava dentre as ondas e a correnteza salgada.Um pequeno recife de corais negros e com exesso de algas e sargaço se prendendo junto a ele simultâneamente com as delicadas mas firmes mãos de Serena,que se agarravam para nadar mais profundamente.
O lugar era tão escuro que sua lanterninha página já não fazia efeito,seu único guia era um gemido de bebê,que a levou para uma multidão de sargaços negros e sujos que prendiam-se no grande instrumento perolado.
Após muito tempo tentando levantar enorme concha,pareceu querer subir por vontade própria.A mulher agarrou-se no bico ondulado da concha que subia rapidamente para a superfície,agora já mais calma,desembarcando na areia molhada e abrindo-se demonstrando um pequeno e gorducho nenêzinho que choramingava antes de ir para o colo da mãe que o abraçou como se fosse o maior tesouro.
Retornou a examinar a enorme concha de marfim,extremamente brilhosa mesmo na escuridão da noite.
Entrou com a pequenina dentro,fazendo-a fechar e,rapidamente,a enorme embarcação pareceu nadar sobre a superfície soltando zumbidos contra o vento e brilhando ainda mais como reflexo do sol que acabara de nascer,chegando no quintal da antiga casa,foram soltas logo após pousarem na grama úmida e Correram para dentro de casa para se secar,logo depois,Serena,sozinha e encoberta por uma toalha amarelada seguiu para o jardim sentando-se perto da garante concha.Tirou das vestes uma pequena garrafa de vidro,colocando-a no chão com seu bico encostado no marfim e então aconteceu:a concha pareceu derreter como a cera de uma vela acesa,brilhando em fumaças negras e anis que se misturavam com a garrafa,todas as matérias em que a concha se transformara se dirigiam para a garrafinha em suas fumaças coloridas e cera.
Foram questões de segundos para a embarcação derreter completamente.Serena levantou-se com a garrafinha,tampou-a com uma rolha de vinho e sacudiu-a,quando retirou a rolha,todas as matérias haviam se dissolvido deixando apenas uma concha engarrafada que no mundo mortal não pareceria mais que uma peça de artesanato,ela levou a garrafinha de volta a suas vestes e retornou à casa...Tic Tac,Tic Tac...
Marlyn abriu os olhos e viu nada mais nada menos que seu velho amigo relógio na mesa de cabeceira.
-Porcaria de marcador de hora!-praguejou ela
Levantou-se e mirou as camas vazias de seus companheiros.
-Que horas...?-ia dizendo ela quando fitou o relógio-O QUE?!
Ela correu para se arrumar,já haviam passado cinco dias naquele palácio e nada de portal para estige,estava começando a suspeitar que ele já não existisse.
-Tim!James!-gritou ela para os Cabiros que vinham caminhando-achem Annabeth e Percy,tenho que contar algo a eles
Os anões fizeram posição de sentido e saíram a procura dos dois,pelo menos era o que Marlyn pensava,eles se afeiçoaram de mais a Annabeth por ser tão gêmina quanto os nanicos e por ser filha de Atena,se empolgando com seus trabalhos e pensamentos.Não eram muito apegados a Marlyn e a Percy.
O dia seguiu e os Cabiros voltaram com os dois outros companheiros.
-Marlyn,o que aconteceu?
Ela contou a Annabeth e a Percy seu sonho.
-Isso não é nada bom-ia dizendo-não mesmo,parece que sua mãe não traiu somente ao olimpo e não foi somente você a razão.
-O que quer dizer?-perguntou Percy
-Que tem mais coisa por trás desta história do que deveria-continuou Annabeth
-O.K., mas o que fazemos agora?-perguntou Maarlyn
-Melhor procurarmos pelo portal-continuou-quanto mais rápido acharmos ela melhor.
E saíram em direção à uma porta de vidro que usando aberta levava para um grande corredor lotado de portas,cada uma com um nome em grego escrito em cima,no primeiro dia Annabeth tinha mostrado aos Cabiros o que queriam achar,desde então,eles se separavam todos dentro daquele corredor infinito a procura da porta.
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