A Filha Da Magia

19 Capítulo Extra


Notas iniciais
Entãao, último capítulo :'( da fanfiic :( não vai ser do jeito que vocês queriam... mas no finzinh eu dei um jeito de deixar todo mundo happy!!!!! Okay, eu espero que vocês fiquem happy... Boa leitura!

Eu estava me arrumando para o casamento de Percy e Annabeth.

Com a ajuda da filha de Afrodite, Piper, me vesti. Ela me ajudou a colocar um vestido — coisa que raramente uso — vermelho escuro e arrumar meu cabelo.

Depois de arrumada, saí do chalé e fui para a área da Casa Grande. Piper foi dar uma ajudinha ali com Annabeth no chalé de Atena. Ela estava se preparando para o casamento.

Fazia dois anos que eu estava no Acampamento, Nico agora estava com dezessete anos, e eu, com quinze. Faziam dois anos de namoro semana que vem. Tomara que ele tenha se lembrado.

Passei pela área onde estava Percy, esperando Annabeth. A cerimônia ainda não havia começado, estavam acabando os preparativos.

Estava tudo arrumado. Todos os dois Acampamentos, Meio-Sange e Júpiter estavam reunidos na área da Casa Grande. Tinha tanta gente que tiveram que colocar algumas cadeiras para fora da área da Casa Grande. Dionísio estava enchendo as taças de vinho — com a permissão de Zeus, claro —, e os deuses estavam todos reunidos na primeira fileira de cadeiras. Afrodite já estava chorando mesmo antes de começar o casamento, mas ela teve que se recompor para não borrar a maquiagem.

Ao lado dela, se encontrava o deus da guerra, Ares, segurando sua mão. Ele estava com óculos de sol e por trás deles, pude ver um pouco dos seus olhos vermelhos. Do outro lado de Afrodite, estava Hefesto, que parecia um pouco entediado.

Ao seu lado, estava Poseidon, rindo de alguma coisa, e ao lado de Poseidon, estava Atena, que revirou os olhos para Poseidon. E do outro lado de Atena, estava Anfritite, que parecia muito, mas muito entediada com o evento. Ela não era deusa, mas tinha o lugar ao lado de Poseidon por ser esposa dele. Oras, se fosse assim, então Sally, a mãe de Percy deveria estar na fileira da frente, mas ela era mortal.

Zeus e Hera estavam sentados nas duas primeiras cadeiras. Apolo estava olhando para mim, com sua pele bronzeada e seus cabelos loiros. O deus piscou para mim, que corei um pouco.

Vi Leo e Calypso alguns bancos atrás. Leo estava falando alguma coisa e Calypso estava rindo muito de algo que ele havia falado.

Senti uma mão tocando a minha, e quando me virei para ver, essa pessoa me surpreendeu com um selinho. Depois Nico olhou para o lugar onde estava Apolo, que gargalhou.

— Não posso te deixar sozinha uma hora, que já tem deuses dando em cima de você? — ele perguntou, beijando o canto da minha boca.

Eu sorri. Hades e Hécate estavam sentados um ao lado do outro, Hades estava com uma taça de vinho na mão, que ele levantou para nós em cumprimento. Minha mãe deu uma piscadela para mim. Meu pai estava sentado atrás deles, mas nem mesmo assim ele ficava de fora da conversa. Ártemis estava do lado de Apolo e parecia que iria vomitar a cada momento.

Estava um dia lindo e sem nuvens, graças a Apolo. Virei-me para ver um Percy nervoso, eu falei para ele:

— Vai dar tudo certo.

Percy estava de terno preto, com uma flor num bolso do peito. Estava elegante. Nico estava de terno do mesmo modo que Percy. Jason, Frank e Leo seriam padrinhos do casamento, estavam atrás de Percy, menos Leo, que estava conversando com Calypso num dos bancos.

As madrinhas do casamento, Piper, Reyna e Hazel, estavam com Annabeth no chalé de Atena, arrumando-a. Estou imaginando Annabeth em seu vestido de noiva, ela deve estar maravilhosa!

— Obrigado — disse Percy, ainda nervoso.

— Vem — sussurrou Nico no meu ouvido.

— Ir aonde? — perguntei.

Nico revirou os olhos e me puxou com ele. Caminhamos até um lugar escondido na floresta, onde ninguém poderia nos ver. Abri a boca para perguntar a Nico o que ele queria falar comigo que não poderia ser em público. Foi quando ele me puxou para ele pela cintura. Nico segurou a lateral do meu rosto com uma mão e me beijou de um jeito que ele nunca havia me beijado antes.

Foi tão... Intenso, tão... Lindo.

Nico mordeu meu lábio inferior e enterrou o beijo com um selinho. Depois ele afastou nossos rostos, mas os deixando próximo para nos beijarmos novamente. Tão próximos que nossos narizes se tocavam.

— Sophie... — ele sussurrou.

— O quê? — perguntei, respirando ofegantemente.

— Seu batom... Está borrado.

Minha boca formou um “o” desajeitado e eu tapei minha boca com a mão. O batom que eu havia passado era vermelho para combinar com o vestido, então deveria estar um verdadeiro estrago. Tentei limpar as beiradas dos meus lábios e depois perguntei a ele:

— E agora?

— Continua borrada. — Ele disse, sorrindo vitoriosamente.

— Você! — eu apontei o dedo para ele, acusadoramente — Você queria borrar minha boca de propósito!

Nico começou a gargalhar.

— Quer saber? Sua boca também está vermelha. — falei.

Nico me puxou para ele novamente e passou a língua nos lábios sensualmente.

— Eu sei.

E me beijou.

—————

Eu não queria sair do beijo com Nico. Mas eu tinha que fazer isso, porque o casamento já ia começar.

— A gente volta depois, prometo. — ele disse.

Dei um último beijo nele.

Voltamos para os bancos e nos sentamos, foi quando começo o casamento e nos levantamos para ver Annabeth passar lindamente com seu vestido de noiva. Piper foi à frente, seguida de Hazel e Reyna. Por último, veio Annabeth, ela estava sorrindo muito e estava acompanhada de seu pai. Quando eles chegaram ao altar, o pai da Annie deu a mão dela para Percy, que a segurou firmemente, depois o pai dela foi ficar do lado dos padrinhos. Piper olhou para mim, e sinalizou com a mão a minha boca, que estava borrada. Dei de ombros, pois eu não podia fazer nada. Piper mexeu as mãos discretamente e com sua magia de filha de Afrodite, ela retocou um batom e o deixou sem nenhum borrado, e tirou o vermelho da boca de Nico também. Continuamos a assistir o casamento.

—————

— Pode beijar a noiva. — disse Hera, que serviu mais ou menos como um padre no altar. Percy olhou para Annabeth e a puxou para um beijo apaixonado, e todos nós batemos palmas. Tinha uns saquinhos de arroz pendurados em cada banca, os pegamos e quando eles passaram por entre nós, começamos a jogar o arroz. Percy e Annabeth saíram correndo e entraram em uma limusine dirigida por Argos. Antes de Annabeth entrar no carro, ela jogou o buquê para trás, foi tão alto... Piper se apressou e pegou o buquê, depois ela olhou para Jason e piscou para ele, que deu um sorriso para ela. Argos dirigiu para fora do Acampamento.

— Ué, e o bolo? Eles não vão partir? — reclamou Ares.

— Eles não quiseram. Isso foi um milagre vindo de Percy, já que o bolo era azul. — disse a mãe dele, Sally Jackson.

— Então vamos atacar o bolo! — falou Ares.

— Nada disso! — reclamou Términos — Não ultrapasse o limite da fronteira, ou eu jogarei raios na sua cabeça, Javali.

— Do que você me chamou? —perguntou Ares, agora com raiva. Ele tirou os óculos da face e deixou a mostra seus olhos vermelhos.

— Vamos parar, por favor. Afrodite parta o bolo e distribua para os outros. — ordenou Zeus, se levantando de seu lugar.

— Ah, mas eu não quero partir o bolo. — reclamou Afrodite — Minhas unhas vão se melar.

— Ah, mãe, deixa de coisa. — disse Piper, ela se virou para Hazel e Reyna — Vamos meninas, vamos partir esse bolo.

O primeiro pedaço foi para a mãe do Percy e o pai da Annabeth, e depois foi seguido à ordem dos deuses. Os Três Grandes, e assim foi à sequência.

Ao meu lado, Nico pareceu inquieto.

— Isso vai demorar. Você vai querer comer bolo?

Eu balancei a cabeça.

— Não.

— Bom, então vem cá. — ele me puxou com ele para não sei aonde. Depois descobri que era a área dos chalés, o chalé de Hades. Sempre com o mármore preto e escuro como o breu. Aquele lugar tinha um toque mágico.

Nico me puxou para dentro dele.

— O que está pretendendo fazer, di Angelo? — perguntei.

Ele sorriu e não respondeu, mas me beijou.

Eu segurei sua nuca e Nico segurou minha cintura e nós nos beijamos, até que ele me empurrou e eu caí na sua cama, junto com ele em cima de mim.

—————

Eu acordei. Era noite, estava no chalé de Hades com Nico do meu lado.

— Boa noite — ele disse.

Virei-me para ele.

— Boa noite — falei.

Nós havíamos nos beijado na cama dele e depois dormimos. Sonhei que eu não estava caindo, mas sim voando.

Nico beijou meu pescoço.

— Vamos — eu disse —, vamos jantar no refeitório.

Eu me levantei, mas Nico me puxou e eu sentei na cama dele de volta.

— Eu estou com preguiça — ele reclamou.

— Sua cama que te dá preguiça, essa cama é perfeita pra uma noite de sono. — falei.

Nico se sentou e eu me levantei, puxando os braços dele e o fazendo se levantar.

— Vamos! — eu o chamei.

E foi aí que eu percebi que ainda estava com a roupa do casamento. O terno de Nico estava amassado, junto com seu cabelo.

— E agora? — perguntei.

— Use sua magia e se transporte para o seu chalé. Você consegue, sei disso. — disse Nico — Nos encontraremos no pavilhão, prometo.

Eu mexi as minhas mãos e as levantei, e fui transportada até meu chalé. Sentia-me como se estivesse voando, deve ser o efeito pós-transportação. Coloquei o uniforme do Acampamento rapidamente e saí do chalé. Nico já havia se apressado e estava me esperando na porta do meu chalé. Tive sorte de encontrar o chalé vazio e evitar perguntas do tipo “onde você estava?” ou “o que você estava fazendo?”. Nico pegou minha mão e fomos para o pavilhão do refeitório. Os deuses ainda estavam lá, Nico se sentou com seu pai e Hazel, enquanto eu me sentei com Hécate e minhas meias-irmãs.

Olhei o pavilhão, estava completamente lotado, mais lotado do que eu pude imaginar que estaria. Olhei para todas as mesas de todos os chalés, Apolo me chamou a atenção e piscou para mim, voltei a olhar para mesa.

— Será que dá pra Apolo parar de piscar para mim? — perguntei para minha mãe, que gargalhou.

— Deixe-o, ele é assim mesmo. Um galanteador, mas ele não vai te roubar do Nico. Pelo menos eu acho que não.

Eu balancei a cabeça para minha mãe, em reprovação.

Reyna veio até mim.

— Olá, Sophie. Ouvi falar de você, mas nunca tive a oportunidade de te conhecer pessoalmente. — ela se apresentou — Eu sou Reyna Ramírez-Arellano. É um prazer conhece-la, Filha da Magia.

Ela pegou minha mão e a apertou, me cumprimentando.

— Nós guardamos o pedaço de bolo para você. Você e Nico sumiram do nada. — assim que ela disse aquilo, eu engoli em seco e minha mãe olhou para mim com os olhos semicerrados. — Aqui está o seu pedaço de bolo. Vou ali entregar o outro para Nico.

O meu pedaço de bolo estava com o glacê azul, e a massa do bolo era azul também. Os salgadinhos eram da cor normal, graças aos deuses.

Estava tudo uma delícia.

Depois senti um dedo melando meu rosto de glacê azul. Virei-me para ver quem era. Só podia ser o di Angelo mesmo.

Ele saiu correndo para a floresta. Ele vai ver só.

Enchi minha mão com glacê azul e fui correndo para alcança-lo, quando o alcancei, melei seu cabelo e seu rosto de glacê e comecei a rir com o resultado. Nico olhou para mim furioso e veio para coma de mim, me agarrando por trás e melando meu cabelo e meu rosto com glacê. Eu fiquei rindo e pedindo para ele parar. Por fim, Nico me virou para ele e me beijou, um beijo com gosto de glacê.

Mordi sua boca, e ele me beijou mais fortemente. Eu afastei seu rosto do meu e ri. Eu havia limpado todo o glacê ao redor de sua boca.

— Amo você — ele disse.

— Amo você — falei.

E o beijei novamente. Acariciei seu cabelo enquanto ele segurava minha cintura. Não me importava que todo mundo estivesse vendo a gente se beijar, não me importava se até os deuses ou até mesmo Apolo estivesse vendo. Só me importava que eu estava com Nico, e que eu o amava, assim como ele me amava.

—————

Acordei.

Desta vez eu acordei de verdade. Aquilo foi um sonho, tudo fora um sonho.

Levantei-me e fui para o banheiro. Escovei meus dentes e tomei banho, depois me troquei e desci as escadas. O sol estava um pouco forte, pensei que já era tarde, e eu havia pensado que estaria tarde e que eu havia perdido a aula, mas não. Ainda era de manhã. Meu pai estava na cozinha, e eu me sentei na bancada.

Fiquei pensando no sonho que eu tive. Eu não acredito que ele fora uma mentira, parecia tão real...

— Pensando em algo? — meu pai perguntou, enquanto derramava ovos e bacon no meu prato.

— Um sonho que tive — respondi, colocando um pedaço de bacon na boca e mastigando-o.

Meu pai começou a preparar seu café da manhã.

— Pode me contar como foi? — ele perguntou, de costas para mim, mexendo os ovos na panela e adicionando o bacon.

— Eu sonhei que eu era uma semideusa, filha de uma deusa menor chamada Hécate, e que eu era levada para um tal Acampamento Meio-Sangue. Eu ia numa missão com um garoto chamado Nico di Angelo, filho de Hades, resgatar minha mãe que estava aprisionada numa conversa com um morto no Mundo Inferior... — e contei tudo a ele, deixando de fora a parte em que eu e Nico éramos namorados, era meio estranho falar disso com meu pai.

Meu pai tencionou. Ele ficou de costas para mim, parado, sem dizer uma palavra.

— Pai, o que houve? — perguntei.

Num piscar de olhos, meu pai se virou para mim com a panela em mãos e sorriu.

— Nada... — disse meu pai — foi apenas... um sonho bem estranho.

Ele colocou os ovos e o bacon em seu prato, depois colocou a panela em cima do fogão e o desligou. Comemos em silêncio, depois meu pai me deixou na escola e foi para o trabalho.

Assim que eu entrei na sala de aula, o sinal tocou. Me sentei na última banca da última fileira da sala. O resto dos alunos entrou na sala, Sr. Brunner estava demorando para chegar, e isso não era de costume. Por falar em Sr. Brunner, fiquei imaginando o professor novamente com pernas de cavalo. Sorri ao me lembrar do sonho.

Eu queria que ele fosse realidade, mas era mentira. Foi tudo uma mentira. Queria, principalmente que Nico di Angelo existisse. Ah, Nico.

O professor de história entrou na sala, olhando para mim. Olhei sua cadeira de rodas e imaginei ele se levantando e esticando as pernas de cavalo.

— Para fechar o último dia de aula, — explicou o professor — falaremos sobre os Três Grandes deuses da mitologia grega. Alguém aqui sabe quem são os Três Grandes deuses olimpianos?

Meu coração saltou na hora em que ele falou aquilo. Eu comecei a respirar rapidamente. O professor correu os olhos pela sala e seus olhos encontraram o meu.

— Sophie, responda minha pergunta.

Eu sorri internamente e me levantei da cadeira. Esta parte estava acontecendo como no sonho. O professor assentiu para eu responder:

— Zeus, Hades e Poseidon? — perguntei de propósito, só para ver se o professor seguiria — mesmo sem saber — o script do meu sonho.

Ele riu.

— Eu que fiz a pergunta, quem deve me responder é você.

Eu sorri.

— Zeus, Hades e Poseidon — respondi, com mais firmeza.

O professor assentiu.

***

Passou se algum tempo, e era o recreio. Estava sentada num banco, afastada de tudo e de todos, eu repassava o sonho milhares de vezes na minha cabeça. Depois se seguiram as aulas, e eu pensava no sonho. A maioria das vezes, eu repassava o beijo que Nico me dava.

Acabaram-se as aulas. Sr. Brunner não me chamou, como fora no sonho, então eu teria que seguir com a realidade, e eu escreveria esse sonho no papel com os mínimos detalhes, para eu nunca esquecer-me dele.

Peguei minha mochila e a coloquei nas costas. Saí da escola e fui andando, quando vi uma forma escura e um pouco mais alta que eu. Lembrei-me de Clítio, mas quem eu vi, foi um jovem, de cabelos e olhos escuros, com uma jaqueta de aviador e uma blusa preta com estampa de caveira por baixo, calça jeans surrada e tênis All Star preto.

— Sophie, eu vim levá-la ao Acampamento Meio-Sangue — disse Nico di Angelo, parado na minha frente.

Eu arquejei.

— V-você sabe quem eu sou? — eu perguntei, gaguejando. Foi uma pergunta arriscada, pois ele poderia não responder do jeito que eu esperava. Também seria estranho uma pessoa ter o mesmo sonho estranho que a outra no mesmo dia.

— Sim, eu sei quem você é. Você é a garota da minha vida. Tive o mesmo sonho que você, sim. E sim, eu sei que foi só um sonho, mas eu estou completamente apaixonado por você, Sophie. — ele andou rapidamente até mim, e me beijou.

Foi um beijo longo e duradouro.

— Fica comigo? — ele perguntou, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

Eu assenti para ele.

— Fico — eu disse, e o beijei.

The End

Notas finais
E aí... o que vocês acharam? Mandem reviews!! Beijocas
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!