Notas iniciais
Gente, desculpem a demora!! Espero que gostem! Boa leitura!

Elas caminhavam em direção à árvore gigante que Clare havia visto quando chegou. Ela observava tudo com atenção, gravando cada detalhe. Queria se lembrar do dia em que iria conhecer sua mãe pessoalmente. O Sol estava se pondo, o que fazia com que tudo ficasse dourado, como se houvessem sido tocadas por Midas.

Conforme elas andavam, se deparavam com pessoas que caminhavam conversando, mas que quando se aproximavam, ela pôde perceber que elas tinham a pele um pouco esverdeada. Eram ninfas. Ela olhou para cima e viu que havia criaturas voando, percebeu então que eram dragões.

De repente uma criatura que tinha cabeça e asas de águia, e corpo de leão pousou ao seu lado. Era um grifo. Montado nele havia uma mulher que beirava os seus 50. Tinha cabelos brancos e rugas no rosto, mas ainda assim era bonita. Seu rosto era extremamente familiar, mas da última vez que viu aquele rosto ele era uns 35 anos mais jovem, e o havia visto naquela manhã. Mas suas suspeitas se confirmaram quando a mulher chegou mais perto e comprimentou Alex. Era Hécate.

— Deuses, você não tem ideia de como eu senti falta desse lugar! — Respondeu ela sorrindo.

“Ai como eu senti falta dela! Hécate e seu senso de humor!”, pensou Alex com um sorriso.

— Claro que não foi só do lugar, embora eu tenha que admitir que eu ainda tenho pesadelos pelo nosso últi… — ela parou, fechou os olhos e balançou a cabeça — desculpe, penúltimo encontro.

Hécate riu.

— Realmente não foi dos mais agradáveis.

Alex se lembrou da penúltima ve que se encontraram. Foi ao acaso. em uma caverna quando estavam fugindo de um Drakon, e descobriram da pior maneira que a caverna não tinha saída. Por fim tiveram que lutar com ele. Ele era extremamente forte de tamanho for a do comum, podendo ser comparado a Polifemo.

Lutaram brevente por horas. Saíram vitoriosas, porém feridas. Hécate nem tanto, já Alex… aí é outra história.

Uma batida no ombro de Alex a troxe de volta à realidade. Ela olhou para trás e viu uma Clare tensa esperando ansiosamente para ser apresentada à mãe.

— Pelas barbas de Merlin! Clare, me desculpe — Clare soltou uma risada ao ouvir aquela expressão, o que aliviou a tensão dela, mas ela estava tão tensa e nervosa, que foi a mesma coisa que nada.

Ela não sabia que dizer. Ver sua mãe em um sonho era uma coisa. Pessoalmente era algo completamente diferente, até mesmo assustador.

— Clare, como você já percebeu, esta é Hécate. — Disse Alex apotando para a deusa — E bem, nem preciso dizer quem ela é, afinal, ela é sua filha! — disse ela olhando para Hécate.

Clare abaixou a cabeça em reverencia, e a deusa retribuiu.

Alex riu, pois sabia que aquela atitude mudaria ao nascer do Sol, assim como a própria Hécate.

— O que acha de entrarmos? Já esta escuro e não é uma boa ideia ficar do lado de fora à noite.

Alex concordou.

As três seguiram para a árvore gigante em silêncio, até que Clare o quebrou.

— O que é aquilo? — Perguntou ela apontando para a árvore.

— Yggdrasil — respondeu Alex.

— O que? — perguntou ela novamente com uma expressão totalmente confusa.

— A árvore da vida! Ela liga os nove mundos cósmicos. É o eixo do mundo! Liga desde a Terra dos Deuses até o submundo, passando pela Terra dos Homens. Se você comer dos seus frutos, terá as respostas para todas as grandes perguntas da humanidade. Por isso ela é guardada por aquelas Valquírias, — disse ela apontando para algumas jovens que olhavam-nas de cara feia — Por Hécate, e agora por mim.

Clare olhava admirada para o que agora sabia ser Yggdrasil. Não conseguia acreditar que uma árvore era capaz de tudo aquilo.

Ao entrar na árvore — sim, isto é possível — ela ficou impressionada com a dimensão e riqueza do lugar. Havia uma escada de madeira, a qual não era possível ver o fim e que dava em uma sala a cada dez lances. E por riqueza não entenda por ouro e prata (embora houvesse objetos feitos destes materiais), mas pela diversidade de plantas e de criaturas presentes. Se você pensa que no acampamento meio-sangue há uma diversidade considerável, você precisa ver este lugar!

Assim que entramos, Hécate se despediu e subiu até o primeiro andar, e entrou na sala onde permaneceu por toda a noite.

Alex guiou Clare até o terceiro andar e apresentou-lhe seu quarto. Havia uma cama com mosquiteiro de seda leve, uma fontezinha ao canto e uma penteadeira e um guarda-roupa pequeno em mogno.

- Sinta-se à vontade! E nada de ficar pensando na vida e dormir tarde, ouviu? Teremos um dia cheio amanhã. — Disse Alex sorrindo. Ela já estava quase saindo do quarto quando se virou e disse: — Se quiser tomar banho, tem roupas no armário.

- Espere! Tomar banho onde? — Alex indicou a fonte como resposta. — Está de brincadeira! Aquilo só serve para lavar as mãos!

- Você é filha de Hécate, não é? Use a magia.

- Mas eu faço coisas simples, não tenho ideia de como transfigurar algo.

Alex entrou no quarto novamente, e fechou a porta.

- Okay, primeira e talvez a mais importante das lições. Antes de tudo você tem de imaginar o feitiço em sua mente.

- Como assim?

- Simples! Você visualiza a fonte crescendo antes de fazê-la crescer. Você deve fazer isto com todo e qualquer feitiço. Lembre-se, a maior arma de um feiticeiro é sua imaginação. — Com esta última palavra ela deu uma piscadela e foi em direção à porta. — Boa sorte!

- Espere, onde você vai?

- Para casa.

Ela sorriu com um brilho nos olhos que Clare nem mesmo acreditava que aquela era a mesma garota mal encarada e fechada que conhecera semanas atrás.

Assim que pisou fora do quarto, Alex desapareceu, deixando Clare à própria sorte.

Notas finais
Eu sei que não foi assim impactante, mas é que tem mais por vir! Boa noite semideuses... ou não!!