A Favorita
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Quando cheguei aos meu quarto, encontrei três moças, de pé sorrindo para mim.
– Olá senhorita! Somos suas criadas! Sou Lucinda — Falou ela parecendo ter minha idade. Uma menina loira de cabelos compridos e olhos castanhos.
– Sou Dag — Falou a outra criada um pouco mais baixa que Lucinda. Cabelos castanho, com olhos cor de mel.
– E eu sou Kirs — Falou a mais alta das três. Ruiva, com sardas na bochecha.
Ai que tudoooo!! Eu tenho criadas! Não entendi até agora o por que minha mãe não gosta daqui!
– Olá Lucinda, Dag e Kirs, sou Mellody, mas podem me chamar de Mell. Não precisa ser de senhorita. — Falei sorrindo
Elas arrumaram as minha coisas, desfizeram as minha malas e conversei um pouco com elas. Mas dispensei elas, pois queria um pouco de privacidade. Assim que elas sairão ouvi batidas na porta. Abri para a pessoa entrar.
– Olá Mell — Falou Erick
– Olá Erick — Disse sorrindo
– Vim ver se você achou seus aposentos, vim ver também se sua cabeça está melhor. — Disse ele com a mão em minha cabeça — Cade suas criadas?
– Eu as dispensei...gosto de privacidade
– Ata entendi. Bom gostaria de te pedir um favor, minha querida.
AHHHHHH! Ele veio me pedir um favor! Estou me sentindo! E NÃO ME CHAME DE QUERIDA!
– Bom, gostaria que não você não conta-se as outras que você já me conheceu, não seria justo com as outras pois tenho que conhecer todas juntas.
– Claro...quem é você mesmo?
AI que idiota que eu fui! ''quem é você mesmos?'' Fecha a boca Mellody, assim você ganha mais.
– Ok obrigado. — Disse ele rindo — Bom tenho que ir, tenho que ajudar meu pai a escolher os novos soldados. Adeus — Falou ele beijando minha mão.
– Adeus Erick
Assim que ele se foi comecei a lembrar da minha família, de minha mãe. Se ela não queria eu aqui é por que algo pode me acontecer aqui. Será que fiz mal? Comecei a passar mal, me estomago estava embrulhado. Preciso de ar! As janelas estavam com grades.
Desci correndo as escadas e fui até o segundo andar. Chegando lá dois guardas barravam as portas para o jardim.
– Por favor deixe me passar! — Disse quase desmaiando
– Não senhorita, já é tarde, e é perigoso, melhor voltar para o seu quarto. — Falou os guardas
Eu estava quase morrendo ali. E os guardas se recusavam a abrir as portas. Até que uma voz grossa mandou eles abrirem a porta para mim. Ordem obedecida. Sai pelo jardim cambaleando, torpessando no meu próprio pé, parecendo uma bebada. Sentei na grama e apoiei minha cabeça em um banquinho. O ar estava voltando.
– Está tudo bem com a senhorita? — Falou o homem com a voz grossa que ordenou os guardas abrir as portas. Ele parecia o Erick só que mais velho.
– Está.....sim.....obrigada — Disse sem ar
– Magina. Mas como é o seu nome mesmo? — Falou ele
– Me...Mell...Mellody. Mellody...Sin...ger — Falei respirando bem fundo — E o seu?
Ele riu.
– Sou o rei Maxon, senhorita Singer.
Tentei fazer uma reverencia, mas não foi bem isso que saiu.
Ai que vergonha! Eu quase despida perto do rei! Que horror!
Escutei risinhos dele.
– Por que ri majestade?
– Por que lembrei de sua mãe. América. Foi assim que há conheci. Ela também passou mal no castelo, pelo que eu estou vendo isso é genético. — Ele ria baixinho — Suponho que também pense que o castelo pareça uma jaula.
– Não! Mas seria uma jaula bem bonita — Falei brincando
– Falei isso a ela quando a conheci -Falou ele rindo
– Me desculpe pela minha mãe majestade.
– Magina...bom assim que você se recompor, por favor volte ao seus aposentos. Vou avisar aos guardas que a deixem vir aqui a hora que você quiser. Boa Noite senhorita Singer.
– Boa noite e o Obrigada.
Uma coisa descobri sobre minha mãe...acho que até o final da seleção vou descobrir muita coisa sobre ela....
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