Notas iniciais
Espero que gostem... Boa Aventura!!

A sorte estava ao lado dele. Era isso que ele pensava e repetia constantemente em sua mente. Uma boa proposta. Não. Uma ótima proposta surgiu para ele em um momento caótico; E encontrou a fada da raça desconhecida no segundo dia da sua missão.

Realmente a sorte estava brilhando para ele este mês.

Em seu rosto, o sorriso largo era exposto com um ar de vitória. Seus olhos safiras brilhavam de felicidade e empolgação, principalmente de admiração. Ela era majestosa. Tão pequenina que cabia na palma de sua mão. Tão delicada e bela.

A garota Hudayon com suas pequenas mãos tentava empurrar com toda a força que sobrara. A presença repentina e a ação do humano a deixou apavorada, e sem contar que o mesmo a machucava com aqueles grandes e grossos dedos que lhe cobriam todo o corpo.

— Me largue... Humano... Você está me sufocando... — Disse a garota pausadamente.

— É a primeira vez que vejo uma criatura como você tão de perto... – Comentou o caçador pra si mesmo ainda com o sorriso em seus lábios. — Parece que voltarei o mais rápido possível para a Cidade de Eldhora.

— Eu não posso ir para a cidade dos humanos.

— Querendo ou não, você vai. Estão pagando por você.

O rapaz com uma de suas mãos, palpou suas vestes a procura de um acessório especifico. Assim que o encontrou dentro de uma pochete média que mantinha presa em sua cintura, retirou um tipo de corda esverdeada e a enrolou em volta do corpo da pequena fada, prendendo os braços da mesma ao lado do corpo. A garota de cabelos rasados não pode evitar uma expressão de dor.

— Humano isto está me machucando! – Reclamou ela assim que sentiu apertar a corda.

— Claro que sim. Isto é uma corda apropriada para criaturas como você. – Explicou ele finalizando um nó. – Assim irei garantir que não a perderei.

— Idiota! Eu não estou falando da corda! Estou falando dos meus ferimentos! — Bradou ela irritada.

— Quem você está chamando de idiota?!

— E tem outro aqui? — Ela cai na risada.

Irritado com as palavras ditas de um jeito que não o agradou, o caçador serrou os dentes e apertou um pouco mais a corda. A deixando sufocada por falta de ar. Sentindo a corda grossa lhe apertar, ela rapidamente abriu a boca com dor e a procura de oxigênio, sentiu que seus pulmões não recebia ar, ela desmaiou. Os animais logo ficaram agitados com a atitude imprudente do rapaz. Os pássaros voavam sob a cabeça dele enquanto gritavam em forma de pedir socorro para qualquer um que estivesse por perto; Os coelhos batiam freneticamente os pés no chão para fazer mais barulho e mostrando irritação por ver o humano que segurava a fada Hudayon, as lebres presentes davam cabeçadas nas pernas do homem, porém não fazia tanto efeito como gostariam. Eram fracos e não podiam proteger A Filha.

O jovem cruel pôde ouvir o balançar das folhas e galhos secos serem quebrados. Virou a cabeça rapidamente para a direção dos barulhos, principalmente quando conseguiu ouvir o barulho de casco de algum animal com patas. Olhou atentamente, esperando para que o sujeito aparecesse. Não demorou muito para que a criatura saísse atrás das matas, mostrando a sua incrível forma: da cintura para cima humano e, do umbigo pra baixo era bode de pelagem castanha. Seus cabelos rebeldes eram quase ruivos e em cima um par de chifres médios, suas orelhas de animal havia argolas. Em seu pulso tinham braceletes verdes com detalhes dourado...

Seus olhos esmeraldinos e serrados encaram fixamente o ser humano parado em sua frente, vendo a agitação dos animais ao redor do caçador, levou a sua atenção para as mãos do moreno, trincou os dentes ao perceber a criatura mística que é muito respeitada e adorada pelos os faunos. O rapaz metade bode se aproximava calmamente, fazendo-o engolir seco.

O caçador de recompensas sabia muito bem que as raças dos faunos são muito amigáveis com viajantes que passavam por suas florestas, porém, algo lhe dizia que aquele perante a si, não estava muito a fim de fazer amizades...

— Você não ouve o que os animais estão dizendo? — Perguntou o fauno seriamente.

— Ainda não aprendi a falar com os animais. – Sorriu sarcástico.

— Eles estão gritando, chorando e implorando para você soltar o que tem em suas mãos sujas. — Disse o ruivo parando bem a frente do rapaz. — E você vai ter que fazer isso.

— Humf! Você é apenas mais um bicho. Valioso. Mas continua sendo apenas uma metade de dois seres. — O rapaz o encara.

— Ela está ferida. Solte-a! – Pediu não se importando com o comentário.

A minúscula fada aos poucos fora recobrando a consciência, e ao fundo podia ouvir vozes. Assim que sua visão estava boa, viu a criatura a sua frente.

— Fa-Fauno...? – Suas palavras saiam com um pouco de dificuldade.

— Ôh Grande Filha... – A criatura ruiva fez uma reverencia. — Este humano... Porque você está com ele?

— É... Ele... – A pequenina se arrumou na mão do moreno. O humano ficou quieto, tentando entender o que se passava ali. — Ele é meu... Hm... Ahn... bichinho de estimação! É isso mesmo! Eu achei abandonado por aqui. — Ela sorrir.

— Do que você está falando? — Perguntou o moreno.

— Quietinho... quietinho! – Dizia ela como se tentasse acalmá-lo forçando um sorriso.

— Mas e essa corda? — Encarou o ruivo.

— Então... Fauno, por favor, retire isto de mim. — Pediu a fada. – Me incomoda um pouco.

— Ah, claro.

Ao tocar a corda verde, rapidamente o fauno afastou as mãos, as sacudindo freneticamente. Foi como tocar em fogo. O caçador franziu as sobrancelhas, acho completamente estranha o comportamento do ruivo ao tocar o objeto mágico. Sim, a corda fazia efeito em qualquer raça mágica e mística, porém, era como se a tira esverdeada não sugerisse efeito algum para a fada que apenas reclamava dos seus ferimentos e asas que já tinha assim que a encontrou.

Cuidadosamente, com as suas garras, o fauno foi desfazendo o nó que envolvia o minúsculo corpo da garota e o humano estava perplexo demais para mover-se e impedi-lo de algo.

— Mas, por que o seu bicho de estimação é um humano macho?

— Porque eles são grandes e diferentes. — Respondeu ela sentando nas mãos do ser místico de dois seres. — Duvido que outras fadas tenham um desses.

— Entendi. E qual é o nome dele? — perguntou o ruivo agora olhando para o rapaz.

— Ah, é mesmo! Como ele é meu bichinho de estimação, tenho que colocar um nome nele! – Exclamou a fada.

— Ei, ei, ei, ei!! Não sou bicho de estimação de ninguém aqui não! – Exaltou-se o rapaz de cabelos azulados. — Essa fada me pertence! Vamos, me passe ela pra cá!

— Fique quieto... Ahn... Fluffy!— Ordenou a pequena garota apontando o dedo indicador.

— Fuu, o quê?! — O moreno arqueia a sobrancelha sem entender e com desaprovação pelo o nome estranho.

O fauno de pelagem ruiva cai na risada com o nome do novo e estranho bichinho de estimação da pequena fada.

— Fluffy... — Ele rir mais. Cada vez mais, ele até enxuga as lágrimas dos seus olhos que queriam cair de tanto ri. Fora o nome mais idiota que já ouviu.

Depois de uma pequena discussão e algumas ameaças, os três estavam um pouco mais calmos. Fizeram uma pequena fogueira e sentaram de frente para a mesma. Claro que o jovem caçador estava contra aquilo tudo, porém, ele não sairia daquela floresta sem a sua preciosa encomenda.

O fauno cuidadosamente passava um tipo de uma pasta feita com algumas ervas e flores no pé que estava machucado da pequenina fada.

— Isso dói e faz cócegas! — Comentou ela rindo e fazendo caretas ao mesmo tempo.

— Grande Filha, você terá que ir para a Aldeia dos Elfos para que eles cuidem apropriadamente de seus ferimentos. Assim curará mais rápido. – Aconselhou o rapaz metade bode.

— Tudo bem. Fauno, qual é o seu nome? — perguntou a menina.

— Kukai do clã dos Faunos Soma.- respondeu ele a colocando no chão, assim ela ficou no meio entre os dois rapazes.

— E eu sou Amu! — ela sorrir. — Olha esse remédio já está fazendo efeito! — Disse ela mexendo o pé. — E o seu Fluffy? O seu nome verdadeiro.

— Para que você pare de me chamar desse nome tão irritantemente ridículo, eu me chamo Ikuto. Tsukiyomi Ikuto. — Respondeu ele com a cara emburrada.

Depois de muita conversa entre apenas a fada e o fauno, já que o caçador estava completamente entediado com tudo aquilo, apenas queria pegar o que era seu e sair e voltar para a cidade de onde veio o mais rápido possível, porém não poderia fazer isso, pois o rapaz ruivo era muito intimidador. O fauno nomeado como Kukai, levantou-se encerrando a sua conversa por ali mesmo, indicou o caminho por onde ambos deviam seguir para que pudesse chegar o mais próximo possível da Vila dos Elfos, em seguida o ruivo despediu-se da pequena criatura.

O caçador não perdeu tempo ao pegar novamente a corda mágica ao ver o fauno intruso longe deles.

— Não, por favor! — pediu ela. — Eu não vou fugir! Eu não posso voar e nem andar!

— E você acha que eu vou acreditar em você? — Perguntou Ikuto pegando o corpo da pequena.

— E porque não acreditaria? Você não viu que falei que você era amigo em vez de inimigo?

— Você não me fez nenhum dos dois! Fez-me de seu animal de estimação! — Questionou o rapaz aproximando a sua face da fada a encarava.

— Palavra da fada Hudayon Amu! Não irei fugir se...

— Se o que? — perguntou ele.

— Se você me mostrar esse mundo, os outros seres místicos e os humanos! Aí você pode me levar como sua prisioneira! — Disse ela. – E claro, você não vai querer levar a sua “encomenda” com “defeito”, certo?

— Pra mim tanto faz!

— Então está feito. Vamos para a Vila dos Elfos!!- falou Amu animadamente.

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FAUNOS:
Os faunos são criaturas metade bode(ou cabra), metade humanos, com chifres. São conhecidos por ser a manifestação dos espíritos da floresta, viverem com os animais e conduzirem homens perdidos, se estes tiverem essa necessidade. Costumam dançar juntos, em roda, à noite, ou tocar flauta ou arpa para convocar espíritos. São muito solitários, raros, alegres, inteligentes, e há quem os tome por líderes da floresta. São seres não-mágicos, valentes e românticos.

Notas finais
O Fluffy merece comentários? e sua nova dona também??? *0*