Notas iniciais
Este é apenas o início de tudo.

Laura: (correndo na chuva/de moto) “Carlos! Carlos! Você não vai ficar com ela! Não vai! Eu não vou deixar!”

Carlos: (para) “Eu amo a sua irmã, e nem você, nem ninguém vai me impedir de ficar com ela!”

Laura: (chorando) “Não Carlos... é a mim quem você ama! Mesmo ficando com a Guadalupe, vai ser impossível me esquecer!”

Carlos: “Me deixa em paz!” (vai embora)

Laura: (enxuga as lágrimas com ódio) “Se ele acha que vai ser feliz com a Guadalupe, está enganado!” (sobe na moto)

Na mansão...

Guadalupe: “Ah mamãe, ela já deve estar voltando... a senhora sabe como a Laura é...”

Ana: “É minha filha... eu vou subir... tomar um chá...” (sobe)

Alicia: “Eu levo o chá da senhora em um minuto...”

Laura chega... Toda molhada...

Guadalupe: “Onde você estava Laura? A mamãe estava morta de preocupação...”

Laura: “Ai Lupita, não me enche...”

Guadalupe: “Você está toda molhada, vai acabar ficando doente, o que te deu na cabeça de sair nesse tempo?”

Laura: “Será que ainda vou ter que ficar escutando os seus sermões imbecis? Eu não quero saber de ninguém!” (sobe)

Guadalupe: “Ah, coitada da minha irmã...”

Lá em cima...

Ana: “A Guadalupe me trata melhor como mãe do que a Laura...”

Alicia: “E nem é filha verdadeira da senhora...”

Ana: “É, quando meu irmão morreu... me pediu que criasse a Guadalupe... e toda a herança do meu irmão... um dia será dela...”

No quarto de Laura...

Laura: (na cama/atormentada) “Ele vai ver... quando nos beijávamos... e ele dizia que me amava... a Guadalupe não merece ele... (tira a blusa/seca o cabelo) Ela vai ver se eu vou deixá-la feliz com o Carlos... ele é o amor da minha vida... e eu não vou deixá-lo para ela... Só quando eu estiver morta! Mas mesmo assim... eu sou capaz de voltar na terra para impedir a felicidade deles!”

No outro quarto...

Guadalupe: (entra) “Mamãe...”

Ana: “O que foi minha filha?”

Guadalupe: “A Laura chegou... toda molhada... eu disse a ela que ela vai acabar ficando doente...”

Ana: “Ah eu não sei o que dá na cabeça daquela menina... sair debaixo de um temporal desses...”

Guadalupe: “Ela estava muito estranha mamãe... eu vou vê-la...” (sai)

Ana: “Pra Laura ter outra crise de nervos pouco custa... o pai morreu louco... e por uma desgraça a Laura acabou herdando a loucura dele...”

No quarto de Laura...

Laura: (estirada na cama)

Guadalupe: (entra) “Laura...”

Laura: "..."

Guadalupe: “Você está bem?”

Laura: “Não...”

Guadalupe: “O que você tem? Fala pra mim...”

Laura: “Eu não sei... eu não me sinto bem...”

Guadalupe: “Por que você saiu no meio desse temporal?”

Laura: “É por que... eu queria sair, porque eu não gosto de ficar em casa...”

Guadalupe: “Mais precisava sair justo no meio do temporal? Aposto que você está assim por causa da chuva...”

Laura: “Quem me dera... mas não se preocupe comigo irmãzinha... o Carlos vai voltar aqui hoje?”

Guadalupe: “Vai sim... ele também saiu na hora da chuva... um pouco antes de você... mas ele estava de carro... eu vou descer... só vim ver como você estava...” (dá um beijinho nela/sai)

Laura: (limpa o rosto com ódio) “Cretina! Então o Carlos vai voltar... hum, que volte... eu vou reconquistá-lo ou eu não me chamo Laura Carrillo Villar! Mas nem hoje, nem amanhã eu não saio desse quarto... é um modo de separá-los... eu vou começar a ficar mal... muito mal... e como a idiota da minha irmãzinha me ama... vai ficar cuidando de mim... e não vai ter tempo para o Carlos... hahahah! (se joga na cama) ah... mas eles vão ter uma surpresinha...”

Carlos chega...

Carlos: (beija Guadalupe) “Oi meu amor...”

Guadalupe: “Oi...”

Carlos: “E a sua irmã? Já chegou?”

Guadalupe: “Chegou... por quê?”

Carlos: “Não, por que eu a vi correndo de moto, na chuva...”

Guadalupe: “Ela tem estado muito atormentada ultimamente, e quando chegou não estava bem...”

Carlos: “A sua irmã, não se emenda...”

No quarto de Laura...

Laura: (com duas cobertas) “Como está calor, não vai demorar até que eu tenha uma falsa febre... e é claro que a minha mãe e a minha irmã vão acreditar em tudo...”

Lá embaixo...

Guadalupe: “Eu vou ver se a Laura quer descer...”

Carlos: “Tá, tudo bem...”

Guadalupe: (sobe)

Ana: “Oi Carlos...”

Carlos: “Oi dona Ana...” (dá um beijinho nela)

Ana: “Vai ficar com a Guadalupe hoje?”

Carlos: “Vou ficar a semana toda... o papai me liberou dos negócios e eu vou aproveitar para ficar aqui...”

No quarto de Laura...

Guadalupe: “Ai meu Deus Laura, você está com muita febre... ah eu sabia que ia dar nisso você sair no meio da chuva...”

Laura: “Ah...”

Guadalupe: “Eu vou falar com a mamãe... eu já volto...” (sai)

Laura: (olha) “Hahah! É muito idiota mesmo! Hahah!”

Lá embaixo...

Ana: “Eu sabia! Mas tinha que sair no meio da chuva! Alicia, traga um analgésico eu vou dar para a Laura...”

Alicia: “Sim senhora...” (vai)

Ana: “Que falta de juízo dessa menina...”

Alicia: “Aqui está senhora...” (entrega)

Ana: “Obrigada Alicia... eu vou lá em cima...” (sobe)

No quarto...

Ana: “Laura... minha filha...”

Laura: “Ah... o que foi?”

Ana: “Sua irmã disse que você está com febre... tome estes analgésicos... isso é resultado da chuva!”

Laura: (toma) “Ah... eu nunca poderia imaginar que ia dar nisso mamãe...”

Ana: “Se isso continuar vamos ter que chamar o médico...”

Laura: “Tudo bem mamãe... pede pra minha irmã vir ficar comigo...”

Ana: “A sua irmã está com o Carlos...”

Laura: “Ele está aí?”

Ana: “Está minha filha... eu vou descer, vê se descansa...” (dá um beijinho nela/sai)

Laura: (levanta correndo/vai pro banheiro/enfia o dedo na garganta/vomita o remédio) “Ah... eu aposto que a minha irmãzinha não vai deixar de ficar comigo... e ainda vai vir com um brinde... o gato do Carlos...” (volta pra cama/se cobre)

Lá embaixo...

Guadalupe: “Não, eu vou sim... e o Carlos também... vamos meu amor...” (os dois sobem)

No quarto...

Laura: “Ah...”

Guadalupe e Carlos entram...

Guadalupe: “Está sentindo mais alguma coisa irmã?”

Laura: “Ah... Meu corpo está doendo muito...”

Carlos: “Se você não tivesse saído no meio da chuva, isso não estava acontecendo!”

Laura: “Eu não sabia que eu podia ficar assim...”

Guadalupe: “Daqui a pouco vai passar... o analgésico vai começar a fazer efeito...”

Laura: “Ah...”

Alicia entra...

Alicia: “Lupita, telefone pra você, é o advogado, Doutor Maia...”

Guadalupe: “Eu vou atender, Carlos fique com a minha irmã um pouquinho...”

Laura: "..."

Carlos: “Tudo bem meu amor...”

Guadalupe: (sai)

Laura: “Tá vendo Carlos... como eu fiquei por sua causa?”

Carlos: “Que por minha causa! Eu não te tirei de casa e te coloquei no meio da chuva!”

Laura: “Mas eu saí atrás de você meu amor...”

Carlos: “Eu não pedi que fosse atrás de mim!”

Laura: “Mas eu fui...”

Carlos: “Você é louca... em tempo de ter uma pneumonia...”

Laura: “Te agradaria a minha morte não?”

Carlos: “É claro que não... nenhuma morte me agrada... nem mesmo a sua...”

Laura: “Ah meu amor... por você eu faria uma loucura!”

Carlos: “Você está delirando sua perturbada! (coloca a mão nela) você ainda está com muita febre!”

Laura: (pega a mão dele/beija) “Ah...”

Carlos: “Para com isso Laura...”

Laura: “Ah por favor Carlos... você sabe que eu te amo...”

Carlos: “O que você sente por mim não é amor... é doença... é obsessão...”

Laura: “Ah... ah...”

Carlos: “O que foi Laura?”

Laura: (fingida que só) “Ah... uma dor de cabeça muito forte... ah...”

Carlos: “É melhor você ficar bem quieta... para que você não piore... eu vou pegar um copo de água pra você...” (vai pegar)

Laura: "..."

Carlos: (entrega) “Toma...”

Laura: (bebe) “Obrigada...” (entrega o copo)

Carlos: “Agora vê se sossega, para o remédio fazer efeito... Deixa eu tirar essas cobertas... (tira) está o maior calor...”

Laura: “Mas eu estou morrendo de frio...”

Carlos: “É por causa da febre... quando abaixar vai passar...”

Laura: “Você se preocupa comigo não é?”

Carlos: “Não sei... em parte até que eu sou culpado por você estar assim... você já não tem muito juízo e...”

Laura: “Me desculpa... por favor, Carlos...”

Carlos: “Tá Laura, se isso te dá alguma paz... eu te desculpo, agora vê se dorme...”

Laura: “Ah... se a dor de cabeça deixar...” (fecha os olhos)

Carlos: (pensando) “Maldita, como pode ser tão atraente... mesmo dormindo a desgraçada consegue ser sensual e provocante... apesar de tudo ela tem razão... eu não consigo esquecê-la... mas eu preciso esquecê-la...”

Guadalupe: (entra) “A Laura dormiu?”

Carlos: “Acabou de dormir nesse instante... ela estava delirando, falou um monte de besteiras... sentiu uma dor de cabeça muito forte...”

Guadalupe: “Ah... Deus queira que ela não pegue uma pneumonia... ela já não tem muita saúde e se acontecesse uma coisa assim, seria uma desgraça...”

Carlos: “Não meu amor... não vamos pensar nisto... isso que a sua irmã tem deve ser só um resfriado...”

Guadalupe: “Ah, tomara que você esteja certo...”

Carlos: “Vamos para o seu quarto?”

Guadalupe: “Vamos meu amor...”

Os dois saem...

Laura: “Haha! Então ele se preocupa comigo... ha... isso está ficando muito interessante...”

No quarto de Guadalupe...

Guadalupe e Carlos na cama...

Guadalupe: “Eu te amo meu amor...”

Carlos: “Eu também...” (beija ela/pensando em Laura)

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.