Sieghart já estava irritado com Hermiendal. Ele estocava, cortava, espetava, girava, e nada atingia o imortal. A luta começara alguns minutos atrás e nenhum dos dois parecia cansado. Sieghart rolou para a esquerda e bloqueou uma estocada de Hermiendal. O Avatar estava em fúria, e parecia faminto por uma morte. Hermiendal recuou e levantou a mão, fazendo com que dez colunas de pedra cercassem Sieghart.

- É o seu fim. — falou o deus. Ele cerrou os punhos e as colunas se aproximaram rapidamente de Sieghart, tentando esmagá-lo. O imortal, então, gritou e uma coluna de sombras tomou conta de seu corpo. As colunas de pedra se chocaram contra as sombras e explodiram. O Cavaleiro Primordial sorriu e avançou contra Hermiendal, que criou várias colunas de pedra no caminho do imortal. Embora Hermiendal fosse um deus, Sieghart era superior. Destruiu todas colunas com a Soluna e chutou o rosto do deus, que caiu no chão.

- O seu fim é o mais provavel. — disse Sieghart. Ele pegou o pescoço de Hermiendal, levantou-o no ar e ergueu a Soluna. — O primeiro sangue divino derramado... Tsc...

O deus grunhiu e tentou se soltar, mas estava sem sua espada. Ele havia deixado-a cair no chão, e agora estava indefeso. Sieghart suspirou e desferiu uma estocada no peito de Hermiendal. Sangue jorrou por toda parte. O Avatar jogou o corpo do deus no chão e caminhou até a fissura de onde tinha entrado.

- N-não... acabou! — gritou alguém. Sieghart deu meia volta e viu o deus de Vermecia se levantando, com um buraco no peito ensanguentado. — ISSO NÃO ACABOU!

O deus abriu as duas mãos e suas unhas se transformaram em garras metálicas de trinta centímetros. O deus brilhou e aumentou magicamente de tamanho, atingindo quatro metros de altura. Quando parou de brilhar, o deus tinha um elmo um tanto peculiar. Era basicamente um elmo romano feito inteiramente de pedra, mas com dezesseis pequenos chifres se projetando. O peito do deus estava revestido com um peitoral de pedra e os antebraços tinham vembrassas. A pele do deus estava branca. Quer dizer, branca mesmo, como papel. A cintura era coberta por um cinturão, com espinhos de pedra medindo quarenta centímetros se projetando. As pernas tinham uma calça negra e as canelas tinham placas de pedra. Os pés estavam nús, mas não eram pés. Tinham três dedos e em cada um deles projetava-se garras de vinte centímetros. Então, o deus abriu os olhos, totalmente negros. Sieghart ergueu a Soluna, apontando para o deus.

- Por que vocês deuses tem sempre outra forma?