A Estrangeira
1 Prólogo
Notas iniciais
Trabalhar nessa loja de conveniência está sendo um chute no saco, mesmo que eu não tenha um.
DUAS SEMANAS ANTES
— Você casar com ele já é uma puta idiotice, agora morar com esse cara, ta de sacanagem mãe – eu amo minha mãe, mas eu não moro com o Eduard nem que me pague — Além de tudo ele nem gosta de mim e eu muito menos gosto dele.
— Emmily, você não tem que aceitar nada garota, apenas me obedeça.
Lucinda – minha mãe – inventou de conhecer caras pela internet, mesmo que isso seja meio perigoso. Depois de mais ou menos duas semanas conversando com um cara, ele a pediu em namoro. Não reclamei de início, porque não tenho muito interesse na vida amorosa da minha mãe. Mas em um belo dia de outono, eu acordei com a notícia de que ela ia casar com o babaca do meu padrasto – que por sinal, só pensa em gastar o pouco da grana da gente e me chamar de garotinha mimada – e eu não suporto ele.
— Pois eu prefiro morar com o irresponsável do meu pai em outro país, do que morar com esse idiota.
— Pois não seja por isso. – Minha mãe pegou o celular em cima da bancada – Tome, ligue pra ele, peça dinheiro pra ir embora e pra morar com ele. Já me responsabilizei demais com você.
— Eu não pedi pra nascer, não mandei você dá para o primeiro estrangeiro que apareceu na sua frente. – Tomei o celular da mão dela, enquanto ela me olhava com cara de ódio.
— Emmily Fisher, não me desrespeite sua pirralha malcriada. – Quando ela chama o sobrenome do meu pai, já sei que o circo vai pegar fogo. Ela já veio logo em cima de mim e eu corri para o outro lado da bancada – Se eu te pegar, faço picadinho de você, coloco em uma mala e mando direto pra Coreia do Sul.
Ligo pra ele, mas como sempre cai na caixa de mensagem.
— Ele não atende. – Faço cara de emburrada – Lá ainda é de noite, ô gênio. Vou esperar anoitecer aqui e depois ligo pra ele. Não se preocupe dona da razão, em menos de uma semana estarei longe daqui.
Jogo o celular na bancada e vou para o quarto pisando forte.
— Você é a pior mãe do mundo – Grito batendo a porta do quarto.
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