A Esposa Perfeita

5 A construção da mentira perfeita...


Notas iniciais
Oi, meus amores 🖤✨ Se até agora tudo parecia rápido… esse capítulo é onde a gente começa a entender o tamanho da decisão da Bella. Aqui não é mais sobre aceitar ou não. É sobre aprender a sustentar a mentira. Vocês vão ver: o início do acordo de verdade, a construção da história perfeita, a dinâmica (deliciosamente tensa) entre Bella e Edward e, claro… o Emmett sendo o caos necessário Esse capítulo é mais estratégico, mais intenso… e cheio de pequenos momentos que dizem MUITO. Leiam com atenção, porque cada detalhe aqui vai importar depois 👀 Boa leitura ✨

— Onde você está?

A voz de Edward Cullen do outro lado da linha era exatamente como Bella lembrava: controlada, direta, sem qualquer espaço para hesitação ou emoção desnecessária. Não havia surpresa no tom, não havia dúvida, como se ele já soubesse qual seria a resposta antes mesmo de ela dizer qualquer coisa. Bella permaneceu em silêncio por um breve instante, sentindo o celular pressionado contra o ouvido enquanto o coração ainda batia mais rápido do que deveria, como se estivesse tentando acompanhar a velocidade com que sua vida havia mudado nos últimos minutos.

— Na cafeteria… — respondeu por fim, em voz mais baixa do que pretendia, apoiando-se levemente contra o balcão vazio, os olhos perdidos em um ponto qualquer do chão — Eu ainda estou trabalhando.

Houve uma pausa curta.

— Não mais — disse Edward, simplesmente — Eu estou indo até aí.

Bella franziu levemente a testa, endireitando o corpo.

— Você não precisa...

— Preciso — interrompeu ele, sem elevar o tom — Quinze minutos.

E a ligação foi encerrada.

Bella ficou olhando para o celular por alguns segundos, como se ainda esperasse ouvir algo mais, mas nada veio. Apenas o silêncio. E, junto com ele, a sensação crescente de que aquilo estava acontecendo rápido demais… e de que ela não tinha mais controle sobre o ritmo.

Quando Edward entrou na cafeteria, o ambiente pareceu encolher ao redor dele.

Não foi por causa do espaço, nem das pessoas, foi pela presença. Havia algo na forma como ele se movia, na postura ereta, no olhar atento e calculista, que fazia com que tudo ao redor parecesse secundário. Ele não olhou para ninguém além dela. Não precisou.

Bella percebeu no instante em que ele atravessou a porta.

E, por algum motivo que ela não queria admitir, seu corpo reagiu antes da sua mente.

Ela se virou completamente na direção dele, cruzando os braços de forma quase automática, como se aquilo fosse protegê-la de alguma coisa que ainda não tinha nome.

Edward parou a poucos passos de distância, observando-a com atenção, os olhos verdes percorrendo rapidamente cada detalhe ,o uniforme simples, o cabelo preso de forma descuidada, o cansaço ainda evidente no rosto.

— Vamos — disse apenas.

Não foi um pedido.

— Eu ainda tô trabalhando.— Bella respondeu arqueando levemente uma sobrancelha.

— Não está mais — repetiu ele, com a mesma calma firme — Você disse que aceitou.

Ela sustentou o olhar por um segundo.

— Aceitar não significa obedecer.

E ali…pela primeira vez naquele dia, algo diferente passou pela expressão dele.

Quase imperceptível.

Quase… interesse.

— Bom — disse ele, inclinando levemente a cabeça — Então considere isso a primeira condição.

Bella soltou uma respiração curta, irritada, mas pegou o avental mesmo assim, retirando-o com movimentos firmes.

— Você é sempre assim?

— Assim como?—perguntou.

— Mandão.— diz revirando os olhos.

Edward abriu a porta para ela sair.

— Eficiente.–corrigiu.

Ela passou por ele, murmurando:

— Irritante.

E ele… quase sorriu.

O escritório de Edward Cullen não era apenas um espaço de trabalho, era uma extensão da própria personalidade dele. Tudo era organizado, preciso, calculado. As linhas eram retas, os objetos perfeitamente alinhados, o silêncio predominante quebrado apenas pelo som discreto do ar-condicionado e pelo leve ruído da cidade ao fundo. Quando Bella entrou, a primeira coisa que sentiu não foi admiração.

Foi deslocamento.

Ela parou por um segundo a mais do que deveria, absorvendo o ambiente, percebendo o contraste gritante entre aquele lugar e tudo o que fazia parte da sua vida até então.

— Você pode sentar — disse Edward, caminhando até a mesa.

Ela se aproximou devagar, escolhendo uma das cadeiras com cuidado, como se qualquer movimento errado pudesse quebrar algo invisível.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a porta se abriu.

— Finalmente — a voz de Emmett surgiu, carregada de energia — Eu já tava achando que você tinha desistido dela.

Bella virou o rosto imediatamente, reconhecendo o tom antes mesmo de processar as palavras.

— Emmett… — disse, estreitando levemente os olhos — Você não comentou nada sobre isso.

Ele abriu um sorriso despreocupado.

— Surpresa.

— Isso não é surpresa — retrucou ela — Isso é armação.

— Prefiro chamar de oportunidade bem planejada — respondeu ele, piscando.

Edward ignorou a troca.

— Vamos começar.

O contrato foi colocado sobre a mesa.

Espesso.

Detalhado.

Real.

Bella olhou para aquilo por alguns segundos antes de tocar, passando os dedos lentamente pelas páginas, como se estivesse tentando entender o peso de tudo aquilo antes mesmo de ler.

— Cinco anos — disse Edward, observando-a — Esse é o período.

Ela ergueu o olhar.

— Cinco anos não é pouco.

— Também não é definitivo.

Silêncio.

— Você terá uma compensação financeira mensal — continuou ele — além de um valor final ao término do contrato.

Bella franziu levemente a testa.

— Isso é… pra depois?

— Para garantir que você não precise voltar para a mesma situação.

Ela absorveu aquilo em silêncio.

— Suas despesas serão cobertas — acrescentou ele — moradia, alimentação, estudos.

Bella levantou o olhar rapidamente.

— Estudos?

— Você não vai mais trabalhar — disse Edward, direto — Seu foco será manter a imagem… e cuidar do seu pai.

Aquilo a atingiu de forma inesperada.

— Você vai pagar o tratamento dele?

— Sim.

O silêncio que veio depois foi mais pesado do que qualquer discussão.

Bella engoliu em seco.

— E o que eu tenho que ser… exatamente? — perguntou, em voz mais baixa.

Foi Emmett quem respondeu primeiro, sorrindo de lado:

— A esposa perfeita.

Edward a observou.

— E nós vamos te ensinar como.


O dia seguinte foi dedicado a isso, inteiramente.

Bella não teve tempo de pensar e talvez fosse melhor assim.

O salão de beleza era o primeiro passo. O ambiente era sofisticado, iluminado por luzes suaves que destacavam cada detalhe com precisão quase cruel. O cheiro de produtos caros preenchia o ar, e as pessoas ao redor pareciam saber exatamente o que estavam fazendo, como se transformar alguém fosse apenas mais um procedimento comum.

Bella sentou-se diante do espelho.

E, pela primeira vez…se olhou de verdade.

Seus olhos estavam cansados.

Seu cabelo, sem forma.

Sua expressão… dura demais para alguém que precisava parecer perfeita.

— Relaxa — murmurou Emmett, encostado ao lado — Eles não vão te transformar em outra pessoa.

Pausa.

— Só em uma versão mais cara de você.

Bella soltou uma pequena risada.

— Isso não ajuda.

— Eu sei — respondeu ele — Mas é divertido.

Horas depois…

Bella quase não se reconheceu.

O cabelo agora caía em ondas suaves, bem definido, brilhante. A maquiagem era leve, mas estratégica, destacando seus traços de forma elegante, sofisticada. As roupas que haviam escolhido, ajustadas, delicadas, em tons suaves ,transformavam completamente a forma como ela se via.

Quando saiu do provador…Edward estava esperando.

Ele levantou o olhar e parou, por um segundo mais longo do que o habitual.

Seus olhos percorreram cada detalhe, absorvendo a transformação com uma atenção silenciosa, quase analítica… mas havia algo mais ali.

Algo que ele não demonstrava facilmente.

— …Você está perfeita — disse, por fim, em voz baixa, mas firme.

Bella sentiu algo estranho ao ouvir aquilo.

Não era orgulho.

Não completamente.

Era… impacto.

Porque, pela primeira vez…ela parecia realmente pertencer ao mundo dele.

Mais tarde, já no escritório novamente, os três estavam sentados ao redor da mesa, agora com outro tipo de foco.


E não havia mais volta.

A percepção não veio como um choque repentino, mas como algo mais sutil, mais perigoso, uma consciência que se instalava lentamente, como uma certeza que não precisava ser dita em voz alta para ser real. Bella permaneceu sentada à mesa, os dedos entrelaçados com mais força do que o necessário, enquanto observava os dois homens à sua frente como se estivesse tentando entender em que momento exatamente havia perdido o controle da própria vida. Porque havia sido isso, não tinha como negar. A decisão fora dela, sim… mas o caminho, a partir dali, claramente não era mais.

Edward folheava alguns papéis com a mesma calma meticulosa de sempre, como se aquele fosse apenas mais um acordo empresarial, mais uma negociação comum em sua rotina. Não havia hesitação em seus movimentos, não havia dúvida em sua expressão. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e, mais do que isso, sabia exatamente onde queria chegar. Aquilo, mais do que qualquer outra coisa, era o que mais incomodava Bella.

— Nós precisamos alinhar detalhes — disse ele, sem levantar o olhar, a voz firme e controlada como sempre — A partir de agora, qualquer inconsistência pode comprometer tudo.

Bella soltou uma pequena respiração pelo nariz, inclinando-se levemente para trás na cadeira.

— Engraçado… — murmurou, cruzando os braços — Você fala disso como se fosse simples.

Edward ergueu o olhar lentamente, encontrando o dela com precisão.

— Não é simples — respondeu — Mas é necessário.

— Pra você — rebateu ela imediatamente.

Um breve silêncio se instalou.

E, dessa vez… não foi confortável.

— Para nós dois — corrigiu ele, sem alterar o tom.

Bella arqueou levemente uma sobrancelha, inclinando a cabeça.

— Ainda estou tentando entender em que parte isso aqui é vantajoso pra mim além do dinheiro.

Emmett, que até então observava em silêncio com um leve sorriso de canto, soltou uma risada baixa.

— Ah, Bella… — disse, balançando a cabeça — Você claramente ainda não entendeu o pacote completo.

Ela virou o rosto na direção dele, estreitando os olhos.

— Então explica.

— Status — começou ele, contando nos dedos — Segurança, estabilidade… e, honestamente? Uma vida que você nem imagina ainda.

Bella desviou o olhar por um instante, absorvendo aquilo.

— Eu não pedi por isso.—disse.

— Não — concordou Edward, cruzando as mãos sobre a mesa — Mas você precisa disso.

E lá estava de novo, aquele argumento.

Simples, direto e impossível de ignorar.

Bella passou a mão pelo rosto lentamente, fechando os olhos por um breve segundo antes de falar.

— Certo… — murmurou, respirando fundo — Então vamos fazer direito.

— Agora sim.—Emmett sorriu imediatamente.

Edward apenas assentiu.

— Começando pela história — continuou ele — Nós nos conhecemos na casa do Emmett. Você estava lá com a Rosalie.

Bella inclinou levemente a cabeça, pensando.

— Isso funciona — disse — Eu já frequento lá às vezes.

— Ótimo — respondeu Emmett — Realismo sempre ajuda.

— E… como isso evoluiu? — perguntou Bella, olhando entre os dois — Porque ninguém se casa com alguém que conheceu por acaso.

— Não por a caso não — corrigiu Edward — Já estamos juntos tem uns meses, ou seja temos 5 semanas para casar.

Ela congelou.

— O quê?

— Alguns meses ficando, um mês de relacionamento público — repetiu ele, como se estivesse explicando algo óbvio — seguido de noivado… e casamento logo depois.

Bella soltou uma pequena risada incrédula.

— Você só pode estar brincando…

— Eu não brinco.

Ela passou a mão pelos cabelos, claramente tentando processar.

— Isso é rápido demais — disse, levantando-se da cadeira, começando a andar pelo espaço — Isso é… completamente absurdo.

— Isso é estratégico — retrucou Edward, observando cada movimento dela — Quanto menos tempo, menos margem para questionamentos.

— Ou mais motivos para desconfiança — rebateu ela, virando-se de volta para ele — As pessoas não são idiotas.

— Não — concordou ele — Mas acreditam no que querem acreditar e histórias de amor são fascinantes.

Silêncio.

E aquilo…aquilo fez sentido demais.

Bella parou.

Respirou fundo.

— Então a gente precisa de uma história convincente — disse, mais calma agora — Algo que pareça… real.

Emmett bateu palmas uma vez, animado.

— Exatamente!

Edward a observou com mais atenção dessa vez.

— Continue.

Bella cruzou os braços, começando a pensar em voz alta.

— A gente não pode parecer… superficial — disse — Tem que ter algum tipo de conexão real. Algo que justifique a velocidade.

— Tipo? — perguntou Edward.

Ela hesitou por um segundo.

— Tipo… — começou, escolhendo as palavras — Você não gostou de mim no começo.

Emmett soltou uma risada alta.

— Isso já é verdade.

Edward ignorou.

— Continue.

— A gente se provocava — disse ela, olhando diretamente para ele agora — Não se dava bem… mas continuava se encontrando.

— Isso soa exaustivo — comentou ele.

— Isso soa real — rebateu ela imediatamente.

Silêncio.

E então…um leve traço de aprovação passou pela expressão dele.

— E em algum momento… muda — continuou Bella, mais envolvida agora — Não de forma óbvia. Pequena. Gradual.

— Você começou a gostar de mim — completou Edward, divertido.

— Não exagera.—Bella revirou os olhos.

Edward inclinou levemente a cabeça, analisando-a.

— E por que eu me apaixonaria por você?

A pergunta veio seca, direta e provocativa.

Bella não hesitou.

— Porque eu não preciso de você , isso te desafia e te excita.

Silêncio, pesado, carregado e , pela primeira vez…Edward realmente reagiu.

Não com palavras, mas com um olhar, mais intenso.

Mais… interessado.

— Interessante — murmurou.

Emmett cruzou os braços, claramente satisfeito.

— Eu disse.

Horas depois, já no final da tarde, o cansaço começou a pesar novamente sobre Bella, mas era um tipo diferente de exaustão. Não física, embora seu corpo ainda reclamasse, mas mental, emocional, como se estivesse tentando acompanhar uma realidade que mudava rápido demais para ser completamente compreendida. Ainda assim, havia algo dentro dela que permanecia firme, uma resistência silenciosa que se recusava a desaparecer completamente.

— Ainda falta uma coisa — disse Edward, levantando-se da cadeira.

Bella o observou, desconfiada.

— O quê?

Ele caminhou até a mesa, abrindo uma gaveta e retirando um pequeno envelope, voltando em seguida.

— Isso.

Ele colocou sobre a mesa, empurrando na direção dela.

Bella olhou para o objeto por um segundo antes de pegá-lo, abrindo com cuidado. Dentro, havia um cartão.

Preto.

Elegante.

Pesado.

Ela franziu levemente a testa.

— O que é isso?

— Seu — respondeu ele, simplesmente.

— Eu não preciso disso — disse imediatamente, colocando o cartão de volta sobre a mesa.

Edward inclinou levemente a cabeça.

— Precisa.

— Não preciso que você compre minha vida.

— Não estou comprando — corrigiu ele, a voz mais firme agora — Estou garantindo que você tenha condições de viver sem depender disso.

Ela cruzou os braços.

— Eu já me sustento.

— Trabalhando em dois empregos e ainda assim não sendo suficiente — rebateu ele, direto — Isso não é se sustentar e sinceramente Bella, mal dá para sobreviver.

Silêncio.

E, novamente…ele estava certo.

O que tornava tudo pior.

— Esse dinheiro do contrato— continuou ele, mais calmo agora — É para você. Para o seu futuro. Para quando isso acabar.

Bella desviou o olhar por um instante.

— E ate lá, eu assumo tudo — continuou ele — Suas despesas. O tratamento do seu pai. Sua educação.

Ela voltou a encará-lo lentamente.

— Educação?

— Emmett disse que você gosta de fotografia.

Ela piscou, surpresa.

— Eu gosto muito...

— Eu sei— disse ele, simplesmente — Você vai se matricular em um curso e vai comprar o que precisar.

Ele empurrou novamente o cartão na direção dela e Bella ficou olhando para aquilo, por mais tempo do que gostaria.

— Eu não sei se gosto disso… — murmurou, mais para si mesma do que para ele.

— Não precisa gostar — respondeu Edward — Só precisa entender.

Ela respirou fundo.

E, dessa vez…não devolveu o cartão.

Mais tarde, já quando Bella se preparava para ir embora, Edward falou novamente:

— Nos vemos amanhã.

Ela parou na porta, virando-se levemente.

— O quê?

— Almoço com a minha família.

Silêncio.

— Já? — perguntou ela, surpresa.

— Já — confirmou ele — E você precisa estar perfeita.

Bella arqueou levemente uma sobrancelha.

— E o que exatamente isso significa?

Edward a observou por um segundo.

— Significa que amanhã… — disse, a voz mais baixa, mais intensa — você deixa de ser apenas Isabella Swan.

Pausa.

— E passa a ser a minha futura esposa.

O ar pareceu ficar mais pesado, mais difícil.

Bella sustentou o olhar dele por um momento mais longo do que deveria e então assentiu.

— Certo.

Mas, ao sair dali…ela sabia.

Nada daquilo era simples.

Nada daquilo era leve.

E, principalmente…nada daquilo era apenas um acordo.

Era uma transformação e ela estava apenas começando.

Notas finais
E então… 😮‍🔥 A mentira começou a ganhar forma, agora não é mais só um contrato. É uma história, uma PERSONAGEM, uma vida que precisa parecer real e a Bella… já não é mais só a Bella. Mas me contem: Vocês confiaram no Edward nesse capítulo… ou ficaram com um pé atrás? O que vocês acharam da dinâmica dos dois? (porque essa implicância 👀🔥) E o Emmett… ajuda ou só piora tudo? 😏 E o mais importante vocês acham que a Bella vai conseguir sustentar essa mentira? Comentem MUITO, quero ver teorias e surtos 🖤✨ Porque no próximo capítulo… 💣 a mentira vai ser testada pela primeira vez. Até lá 💍 (e cuidado… quanto mais perfeita a mentira, maior a queda)