A Escolhida

5 Embarque para Seattle


Notas iniciais
Peço desculpas pela demora, é que realmente está muito corrido aqui... Não é um capítulo muito longo mas... É o que tem. Hahah, vou ver se posto o outro sem tanta demora, Fui.

‘’ Embarque para Seattle, voo 2 7 6 ‘’... Soou a voz da chamada para embarcar no avião...

— Vamos Lucy. – Duncan disse apressado.

— Vamos. Você parece ter pressa Duncan, por quê?

— Só diria que é necessário. – Parecia clichê, mas era realmente necessário todo o cuidado.

Duncan pede para que me sente perto da janela, era meu segundo voo, mas com certeza era uma finalidade totalmente diferente da outra vez.

— Já andou de avião alguma vez? – Perguntou Duncan respirando fundo.

— Sim, essa é a segunda vez...

Toda vez que alguém passava pelo corredor, Duncan olhava com um olhar suspeito.

A viagem durou cerca de três horas, calma e quase sem turbulência. Eu não disse nada a Duncan, mas eu estava ansiosa e curiosa para descobrir o que iria acontecer. Talvez também um pouco de receio.

— Vamos Lucy. – Falou sem pressa desta vez.

— Claro. Vamos pegar um táxi?

— Não, tem alguém nos esperando no estacionamento do aeroporto. – Respondeu a pergunta sem olhar para mim.

Entramos no saguão do Aeroporto de Seattle, era um pouco maior que o de Toronto. Caminhamos até o estacionamento, íamos em direção a um carro preto.

Chegando perto o homem que estava dirigindo abaixa o vidro e eu já vou indo logo para a porta de trás sem dizer nada.

— E aí Duncan, tudo bem? – Perguntou o homem com um sorriso no rosto.

— Sim... – Disse Duncan sério, mas sem parecer chato.

Ele entra no carro enquanto eu o esperava para entrar também. Era muito confortável.

— Lucy, né? – Obviamente ele já sabia o meu nome.

— Sim, e você?

— Tommy... Obrigado por ter aceitado vir Lucy, ainda não faz ideia de como será importante.

Fico em silêncio durante todo o tempo, e cada vez mais eu imaginava como era o lugar para onde iríamos. Também era dúvida o tempo que eu teria de ficar lá.

Já estávamos quase fora da cidade, em áreas industriais. Tommy para o carro em frente a uma empresa de estofados. O terreno era grande, o prédio bem para o fundo.

— É aqui. – Disse Duncan.

— Aqui? Legal, o disfarce é uma fábrica de estofados. – Disse em um tom sarcástico.

— Pois é... – Diz Tommy com um sorriso discreto.

Fomos andando, era uma sensação estranha, nem ruim e nem boa.

O lugar não era como eu esperava, imaginava algo mais sofisticado para o que Duncan tanto falava. Mas, onde estava aquele “Laboratório“?

Estava cheio de homens sujos, pareciam que estavam realmente trabalhando. Era bem real.

Duncan e Tommy entram em uma porta á direita, dentro da fábrica. Era um estoque. Alguns homens que estavam ali retiram algo que parecia ser uma parede falsa.

Atrás daquilo havia uma porta com senha, naquele momento eu sentia que veria algo inesquecível. Ainda mais eu sendo “protagonista“, parecia ser surreal aquela cena.

Só percebo o fim da senha que Duncan digitou ... 016 .

A porta destrava e Duncan abre-a. Era um lance de escadas, não era possível ver o que havia lá em baixo ainda.

— Primeiro as damas. – Duncan disse gentilmente e dessa vez, sem ser tão sério.

Não digo nada, apenas retribuo um sorriso e entro na frente dos dois. Desço as escadas em ritmo normal, a escada fez uma volta até chegar no piso debaixo.

Sim, aquele momento foi como eu pensei. Havia muitos homens, alguns com jalecos, trabalhando como se fossem da NASA.

No centro tinham vários computadores um do lado do outro, todos com pessoas trabalhando neles, homens e mulheres.

Dos lados esquerdo e direito haviam muitas salas, algumas totalmente visíveis por dentro por serem de vidro.

— É isso aí Lucy. – Duncan disse olhando pra mim, pelo meu rosto eu não parecia nada surpresa. Naquele momento também não vi mais Tommy. — Cadê o Tommy?

— Ele já subiu.

Em quanto eu e Duncan estávamos parados, algumas pessoas olhavam para mim como se eu fosse um artista famoso que estavam reconhecendo aos poucos.

Parecia que muitos já haviam percebido. Foi quando apareceu um senhor que por sua vez não estava de jaleco, usava uma roupa social.

Ele foi chegando e o silêncio ficou praticamente tomado.

— Pessoal, como eu disse, aqui está nossa querida Lucy, fonte de tudo a partir de agora. – Disse aquele homem que, provavelmente era o Doutor Comandante.

Todos se levantaram e começaram bater palmas como forma de comprimento. – Não parecia tão ruim, estava me sentindo importante.

Aquele homem veio em minha direção em quanto todos, estavam acabando com os aplausos e voltando a fixar os olhos nos computadores. Alguns ainda me olhavam e faziam sinal com a cabeça.

— Lucy, sou Dr.Mitchell, responsável por toda essa bagunça e também por Duncan ir até você. Alguma reclamação sobre ele Lucy?

— (risos) não, nenhuma. Só acho que Duncan não me disse tudo o que eu queria saber. Nada mais. – Duncan sorriu e o Dr. Mitchell fez uma cara de desapontamento na brincadeira.

— Não falou tudo a ela? Tem que melhorar Duncan. – Disse Mitchell caminhando ao lado das cadeiras onde estavam aquelas pessoas trabalhando.

Duncan sorrindo e olhando para mim faz sinal com a cabeça para seguir o Doutor. Fomos andando e cada passo, alguém deles me cumprimentava. O teto era semelhante aos que já vi em alguns bancos em Toronto. Não era cimento. A temperatura estava ótima naquele ambiente.

Dr. Mitchell nos conduz a uma sala grande no final daquele espaço. Um homem negro aparentando meia idade abre a porta da sala na qual iriamos entrar.

— Dr. Mitchell. – cumprimento-o. — Lucy, é um prazer te conhecer, Mark Wright. — É um prazer.

— Duncan. – Duncan responde o cumprimento fazendo um raso sinal com a cabeça.

Todos nós entramos na sala e Mark fechou a porta, parecia ter outra decodificação para o acesso daquela sala.

— Eu tenho que fazer um exame de sangue em você, tudo bem? — Sim, tudo bem.

Sento em uma poltrona confortável, Dr. Mitchell passa um algodão com álcool no local da veia. Colocou uma borracha apertando o meu braço. Igualmente em outros lugares em que já tirei sangue. Nesse ponto não havia nada de diferente.

Depois de tirar o sangue necessário Mitchell segura com um algodão o local do furo para estancar.

— Lucy, continua apertando aqui... – seguro no local durante um tempo. Ele tira as luvas e lava suas mãos.

Mitchell pega a seringa e sai com ela da sala. Provavelmente deve ter ido verificar meu sangue em um laboratório.

Mark e Duncan estavam conversando sentados em um sofá maior. — Tudo bem aí Lucy? – Perguntou Duncan.

— Aham... – Duncan me olha um tempo e já volta a conversar com Mark.

Eu queria saber tudo sobre o tal Drozium, a substância que circulava no meu sangue e que era a causa de eu estar presente naquele local. Não sabia como perguntar tudo o que deveria e queria saber. Alguma hora alguém teria que me explicar totalmente essa história, o que Duncan não fez, talvez por ordens de Dr. Mitchell.

Sento em outra poltrona que ficava perto de onde Duncan e Mark estavam sentados. Ouço durante um tempo a conversa deles, que por sinal não tinha nada a ver comigo, até Mitchell chegar.

— Acabei de analisar o sangue e percebi sim algumas alterações, quase imperceptível se não estivesse procurando por essa... alteração, digamos assim. Mas é claro que vou ter que verificar e analisar muito mais, já faz mais de 15 anos que isso está no seu organismo, Lucy.

Duncan e Mark, apenas olham com sinceridade e se mostram entendidos.

— Ah, ok... E quando eu volto pra Toronto?

— Pode ser amanhã? – Duncan questiona a Mitchell.

— Claro, amanhã, deixe que o horário do voo fique por nossa conta Lucy. – Disse simpaticamente o Doutor. – Mark, leve ela até lá. – Falou Duncan.

— Vamos Lucy, poderá se alojar em um quarto reservado.

Mark me leva até um quarto que fica no fim de um corredor pequeno. Era confortável, aparentemente. Ele fecha a porta, e nós dois sentamos em um sofá grande.

— Lucy, sei que Duncan não te disse tudo, mas foi porque não podia, posso te dizer do começo? Aposto que está muito confusa com isso tudo.

— Sim. – Estava ansiosa, queria ouvir cada palavra de como tudo aconteceu.