A Escolhida.

7 Capitulo 7 - Ow ele é tão perfeito.


Notas iniciais
Gente essa capitulo é mais romantico. Demorei pra postar porque queria os detalhes mais bonitos possiveis.

O apartamento dele era simples, a sala era um cômodo mediano bege que mais parecia abandonado. Havia um sofá bege escuro que poderia ser de couro, uma televisão antiga enorme, um tapete grande quadros nada famosos, jarros e vasos, o ventilador de teto. Essas características que eu disse mais definem o apartamento dele do que a de um idoso. O lugar cheira a mofo e talco de bebe, deve ser o perfume dele. Para me assegurar que está tudo bem, olho pela janela. Dali consigo ver o monstro indo e embora me procurando, mas também reparo que há grades na janelas.

– Parece uma prisão. – Penso alto. Observando o local. Passo a mão em uma pequena escrivaninha e quando tiro meus dedos ficam sujos de poeira.

– Há anos não venho pra cá. – Diz ele da cozinha, pondo as compras recentemente amassadas. – Mas por causa do acampamento, esse era meu único recurso. – Diz ele olhando ao redor como uma criança olha quando entra numa casa estranha pela segunda vez depois de anos.

– Desculpe, eu não queria dizer nada desrespeitoso da sua casa é que... – Eu me interrompo sacando que ia falar muita besteira e se ele me esposasse eu iria estar perdida.

– Tudo bem, eu não costumava vir aqui antes do acampamento. – Diz ele sorrindo e tirando o casaco, ficando com uma blusa social branca. – Morei aqui quando eu era menor, muitas lembranças. Mas e ai, de quem estava fugindo? Namorado? Seus pais?

– Um monstro estranhamente perigoso. – Desabafo sentando no sofá, e quando sento ele solta uma camada de poeira. – E meus pais e minha madrinha. Sei lá, do mundo.

Ele me estuda e sorri, depois senta no meu lado e a carência meu rosto. Coro. Sinto minha pressão aumentar e minhas bochechas esquentarem. Sorrio de volta. Como ele é lindo, seus cabelos loiros meio encaracolados estavam bagunçados, seus olhos acinzentados estavam mais intensos graças a luminosidade do local. E o sorriso dele. O sorriso dele era perfeito, branco e perfeito. Eu o achava bonitinho antes, agora o acho lindo, gostoso de apertar bochecha e perfeito. Eu com certeza estava me apaixonando. Amor. Agora eu sei o que meus pais sentem um pelo outro. Mas calma, todos que amo ou amei ou até mesmo conheci morreu ou sofreu algo ruim. Nada disso Zoe, você não vai se apaixonar, não mais, não agora e nunca. Pelo menos até a poeira baixar.

De repente volto a realidade e agora percebo que estou centímetros mais perto de seu rosto e boca. Ele me encara e sorri. Sua mão está delicadamente no lado direito de minha face, se embaraçando em meus cabelos. Esse clima de silêncio e meus hormônios a flor da pele clamam pelo beijo mas eu tenho que ser forte. Uma guerra está próxima, talvez, e de algum modo eu sou o ponto principal. Seja forte Zoe, siga o exemplo do seu nome. A outra menina, caçadora, que também tinha esse nome e foi forte, corajosa e protetora até o final. Cresça e amadureça de uma vez, grita uma voz dentro de mim. Minha consciência sabe o melhor pra mim agora, nos momentos de luta o coração não manda. E então em um momento ágil me afasto e viro o rosto.

Mesmo momento na cabeça do semideus.

Ela usa a mesma roupa de dois dias atrás e parece mais cansada e assustada que nunca, seus cabelos estão suados e sua roupa amarrotada. Ela se senta e desabafa que está fugindo do mundo, eu entendo ela. Já me senti assim mas é diferente ver alguém ao mesmo tempo diferente sentir coisas iguais a você. Me sento do lado dela. Não consigo me controlar, é uma força que me arrasta em direção a ela e sua boca.

Sem perceber minha mão já a carência seu rosto. Sinto sua pele suave e suada. Sorrio não me importando em o que devo fazer agora. Ela não fala nada, mas sinto suas bochechas ficarem mais quentes e rosadas. Ponho a mão mais firme. Em seu rosto do lado direito dela, minha mão emaranha seus cabelos escuros e atualmente sedosos que desprendem do rabo de cavalo improvisado. Ela ainda não faz nada, só me observa com um olhar fixo mas longe. Esse é o memento diz meu coração. A aproximo devagar de meu rosto. Seus olhos são idênticos aos meus, estão tão intensos quanto. Sua boca delicada e levemente rosa me atrai. Não consigo conter essa força de atração, não quero conter. Me aproximo cada vez mais dela.

Quando falta pouco para o que eu quero tanto aconteça ela subitamente esquiva e vira os rostos encarando o chão. Tiro a mão dela e a encaro preocupado. Fiz algo errado será? Fui rápido demais?

Zoe versão.

Encaro o chão, muito envergonhada. Não sei o que dizer a ele. Será que sente o mesmo por mim? Ou eu sou muito obvia e ele fez isso por caridade? O que eu faço?

De repente seguro as lágrimas e fungo. Será que ele percebeu? Meus deuses o que eu faço agora? Hormônios me segurem. Socorro. Consciência cadê você?

– O que foi que eu fiz? – pergunta ele preocupado. Vamos Zoe, essa é hora de falar alguma coisa. Encare ele e diga. Não consigo fazer isso, penso.

– Eu não consigo fazer isso. – Finalmente sussurro. Devagar o encaro. Fungando. Mas não o olho nos olhos. Sei o quanto esse ato pode transmitir.

– Se está preocupada se vai fazer errado – Começa ele. – Saiba que é a minha primeira vez também. Nunca beijei ninguém. – Diz ele num tom de sinceridade. Meus deuses me ajudem. O que eu faço? Se ele fala a verdade, por que comigo?

– Eu também não mas não é isso. – Admito. – É uma coisa séria. Muito séria. — Falo sentando de frente a ele de novo. – Desculpe, eu só não quero...

– Não o que? – Diz ele um pouco enfurecido. – Olha, se não gosta de mim e tal não precisa enrolar. Se tiver namorado é só falar. Vou entender numa boa. – Argumenta ele esfregando as mãos no rosto depois no cabelo o deixando ainda mais emaranhado.

– Eu gosto de você. – Perco a noção do senso de delicadeza e sutileza. – E muito mas não é hora de estragar uma vida. – Digo quase chorando.

– Estragar uma vida? – Fala ele como se só tivesse ouvido a última parte. – De quem está falando. Eu não te entendo. Sou filho de Atena mas não sou mulher pra entender isso assim.

– Eu não quero estragar a sua vida. – Digo pausadamente e volto a olha lo nos olhos para que ele veja que digo a verdade. – Eu sei que sinto algo forte por você e quero beija lo e te lo agora e pra sempre mas quero que viva e no memento nada é fácil pra mim e nem pra pessoas ao meu redor. – Digo quase imitando um livro que li.

– Isso não vai diminuir as pessoas que serão atingidas. – Diz ele em um tom pensativo. – Sei que neste momento passa por dificuldade, posso ver isso em seu olhar. – Ele me encara. – Mas eu gosto, não sei se chega a ser amor mas eu sinto a mesma coisa que senti por mim. E eu não vou me machucar, está se preocupando demais. Sou forte para esse tipo de coisa. – De repente percebo o quanto ele é ingênuo e começo a chorar. Como posso amar alguém assim? Como posso condenar a morte um menino tão perfeito quanto ele?

– Como eu queria que as coisas fossem simples assim. – Resmungo chorando. – Eu não posso amar, me aproximar nem mesmo conversar com alguém que já o condeno a morte. As coisas malucas neste momento estão acontecendo por minha causa. – Desabafo. – Eu não quero ver pessoas que amo. – É eu disse amo. – Morrer.

Nisso ele fica com uma cara de assustado, como se reconhecesse o erro que fez ao se apaixonar por mim. Mas de repente ele me abraça. Não o jogo longe e nem faço nada. Apenas deixo que seus braços musculosos me envolvam e me protejam ali. Respiro fundo e inspiro o perfume de bebe que ele passa. É doce e suave. Naquele momento sinto o quanto estou cansada. O quanto preciso de um descanso e o peso que tirei das costas naquele momento. Adormeço ali mesmo. Nos braços do meu primeiro amor, talvez namorado. Em meio a uma guerra consigo, me sentir segura.

Notas finais
Já já continuo não esqueçam de curtir, clicar pra acompanhar ou indicar aos amigos. E escreva sua opinião....