A Escolhida.
5 Capitulo 5 - Medo, confusão e problemas parte 2.
Notas iniciais
Estou abalada demais com a sena e o vídeo que vi, pois não paro de tremer. Gabriela já tinha desistido de me acalmar, ela mesma não conseguia esconder o quanto também estava apavorada com a situação. Léo tinha ido buscar água e calmantes que naquele estado eu duvidava que faria algum efeito.
O sol vai se firmando no céu agora azul. Sinal que são meio dia mas ainda venta frio. O dia mal começara e notícias ruins já apareceram e eu tinha um ruim pressentimento sobre isso. Estavamos ali, ambas encarando o chão quando escutamos o barulho de mesas se arrastando. Dou um pulo e me viro na direção do som. O meu dia só ai piorando. Dou de cara com duas Empousas. Elas riem. Mas continuam sentadas na mesa. Gabriela também está de pé.
– E agora? – Sussurro para ela. – Estamos desarmadas.
– Esperamos o Léo. – Responde ela. Nesse momento o menino que aparece no vídeo sai de trás de uma das mesas e diz:
– Parem de sussurrar. – Ele está segurando uma faca e uma laranja. – Elas podem ouvir, sabiam? – Ele corta um pedaço da casca e joga no chão. – Então, você é Zoe Jackson Chase? – Ele aponta pra mim.
– Sou eu. – Diz Gabriela dando um passo a frente.
– Boa tentativa filha de Afrodite. – Ele sabia quem era os pais dela? Como ele sabia de nós. – Eu sei quem ela é. – Diz ele como se lesse a minha mente
– O que quer? – Eu agia como uma idiota completa. Eu estava tentando enrola lo para que Léo chegasse logo. – Por favor não machuque Gabriela. – Não queria que ninguém se ferisse mais. Sério, eu estava com o coração apertado por causa do menino morto.
– Por que mataram o menino? – Gabriela agora assumia uma postura forte, corajosa. – E por que esse interesse na Zoe?
– Pare de bancar a burra. – Ele agora girava a faca na mão. – Ela é da segunda geração. E está no acampamento, sinal que tem poderes. – Epa, ele sabe tanto de mim. Seus olhos se encheram de brilho quando falou a palavra poder. Meu coração pulou quando uma das Empousas começou a caminha até nós. Ela sorria, de um modo maléfico. Gabi ficou em minha frente, como uma mãe protegendo a cria. E o menino continuou a falar. – Sua amiguinha vai se machucar feio Zoe, venha conosco e nada ira acontecer a todos os campistas. – Oferta tentadora.
– Não. – Disse Gabriela avançando na Empousa. Ela diferia vários chutes e socos fortes, e desvia do ataques do monstro. A outra Empousa pulo em cima de minha amiga e então sem pensar eu corri pra ajudar.
Agarrei a Empousa pelo braço e a taquei longe. E então quando se recuperou, o monstro me atacou. Eu dei um soco na altura da boca, mas por sorte errei se não ela teria mordido a minha mão. A biquei. Ela gritou de raiva e continuou a avançar. Ela chutou e me bateu na cara. Líquido escorria de minha boca e nariz. Recuei uns metros e corri em sua direção.
A adrenalina na minha veia fazia meus poderes saírem do controle. Eu batia e chutava ao mesmo tempo. Meu coração machucava a costela com o rítimo e a força das pulsações. A Empousa era boa mais um pouco lenta. Meu braço estava cortado e minha roupa suja de grama e sangue de ambas. Era incrível ela não cansar. De repente desvio o olhar e vejo que Gabi esta ganhando a luta e foi ai que errei. A Empousa aproveitou minha distração e se tacou, cai com ela em cima de mim.
– Ah! – Gritei. Meus músculos estavam cansados, meu corpo doía. Estava enferrujada mas dava o meu melhor. – Saia de cima de mim! –Eu não sabia o que fazer ou dizer. Eu estava perdendo energia e não ia resistir pra sempre. – Socorro! – Foi a única coisa que consegui gritar. Depois disso meus músculos começaram a fraquejar mas a Empousa não parava.
Então quando a Empousa ia me morder algo a acerta nas costas e ela explode. Vejo Thalia do outro lado do refeitório. Como ela estava http://www.polyvore.com/thalias_look/set?id=131211635
Cabelo dela cresceu um pouco, assim dando pra fazer uma mini trança. Bem, ela atirou de novo e a outra Empousa se transformou em cinzas. Gabriela se levantou e correu para meu lado. Ela me ajudou a levantar,ambas feridas. O menino olhou surpreso e mirou a faca. Thalia bateu no pulso e o Aeiges apareceu.
– Corram. – Ela gritou pra nós. Mas ficamos paradas recobrando o fôlego. – Gabriela tire Zoe daqui, agora! – Ai Gabriela correu me arrastando.
Ela foi corajosa em se mexer. Eu naquela situação ficaria imobilizada, congelada, petrificada. Corremos poucos metros antes de Gabriela desabar no chão. Ela estava ferida demais e não agüentava fazer nada. Gritei por socorro. Estava quase sem voz guando um grupo de garotos apareceu correndo. Entre eles estava o menino que me derrubara horas antes. Ele estava suado e respirava pesado. O grupo ajudou a levantar Gabriela e então falei.
– Levem La para Quíron! – E sai correndo sem esperar resposta, de volta para o Anfeteatro para ajudar Thalia. Parei perto da bagunça e peguei um galho grande. Ridículo mas era a única coisa que servia como arma.
Quando cheguei lá o combate estava corpo a corpo. O meio sangue ofegava e estava todo cortado, Thalia estava cansada mas pouco machucada. Ela atacou e ele desviou, o vilão deferiu um golpe no nariz de minha madrinha tão forte que ela caiu. Sangue jorrava dele. Ela não consegui levantar a tempo de escapar do chute dele. Sem pensar corro e me atiro em cima dele. Surpreso ele me encara. Começo a bater nele, uma série de tapas e socos. Estou sentada em sua barriga para evitar que se levante mas não que se mova. O semideus de olhos vermelhos gira o corpo e fica em cima de mim. Ele imobiliza meus braços e pernas. Grito em desespero pelo que ele possa fazer.
Fecho os olhos com força. Minha mente estava entulhada de coisas e eu não conseguia controlar meus sentimentos. A morte do menino inocente, minha amiga desmaiada, os meus pais, o acampamento em ataque. Respirei fundo e concentrei na minha respiração. 123... 123... contava. Mais daí a raiva por EU ter causado aquilo tudo assumiu o controle. Me debati como se estivesse em um ataque de pânico. Gritei, xinguei e finalmente libertei minhas mãos. Nisso comecei a soca lo, frenéticamente.
Ele se assustou mais uma vez. Isso deu tempo de Thalia recarregar o arco e atirar em seu braço. O rapaz gritou de agonia e agora observava seu mais novo ferimento. O empurrei para trás.
Olhei o céu, meu coração fraquejou . Minha respiração estava muito, muito rápida. Minha energia se fora por completo. Só consegui ver Thalia apagando o garoto antes da minha visão ficar turva e desmaiar.
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