A Escolhida
19 Capítulo 19 - Parte 1
Notas iniciais
“... -Conde Edward Cullen –ignorando o grito desesperador da mulher, o rapaz se apresentou fazendo uma breve mesura –... Filho e único herdeiro do Conde Lantus Cullen... A seu dispor. –então se levantou novamente, já com as íris avermelhadas e as presas alongadas...”
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A plateia inteira, incluindo os serviçais, ficou em silêncio por alguns segundos sem acreditar que aquele rapaz poderia ser o tão perverso e sanguinário Conde Cullen.
–ELE IRÁ NOS MATAR! –um jovem de olhos azuis e o rosto cheio de sardas deu o alerta.
Uma risada cheia de escárnio ecoou pelo salão ao mesmo que um vento repentino apagou todos os candelabros e candeeiros, ficando aceso somente o candeeiro central.
Todos ali começaram a correr, trombando uns nos outros em direção às saídas do casarão. As mulheres gritavam histéricas enquanto os homens tentavam a todo o custo abrir portas e janelas, as quais se achavam fechadas, praticamente seladas –Conde C-Cul... –o leiloeiro calou-se de súbito. De sua garganta dilacerada pelas garras do Conde, o sangue esguichava continuamente.
No canto direito do palco, Bella paralisada, tinha ainda suas mãos sobre a boca. Seu cérebro mal conseguia registrar os movimentos rápidos daquele ser.
–Aonde vais Lorde Clearwather –o velho, que corria entre a multidão atarantada, parou de súbito diante da besta –Agora que a festa realmente está interessante?
–Tenhas p-pieda...
Pela visão periférica, o Conde visualizou um de seus desafetos correr em direção à cozinha –Não tereis. –disse apenas e no segundo seguinte arrastava um Lorde Clearwather pelos seus dentes inferiores que aos poucos iam se despedaçando, enquanto o mesmo tentava cravar suas unhas ensanguentadas, bem como sua boca, sobre a tábua corrida do salão –Jó éjszakát! –(Boa noite!)
Lorde Stwart que já tinha atravessado o portal da cozinha, onde havia uma porta entreaberta, parou de repente com a saudação em um perfeito húngaro entre os berros e barulho de coisas se quebrando. O rapaz sentiu seus batimentos cardíacos diminuírem, pois ele sabia de quem se tratava. Então, com a respiração ofegante virou-se para trás e seus olhos arregalaram-se: A uma boa distância, o Conde que carregava Lorde Clearwather pela boca como se fosse um boneco, parecia ter simplesmente dobrado de tamanho –P-Perdoai-me Sr. C-Conde...
A frase ficou inacabada, pois o vampiro acertou-lhe em cheio o lado esquerdo da cabeça com o corpo do ancião.
Com a força do impacto de ambos os corpos, Lorde Stwart teve alguns ossos de seu pescoço quebrado, caindo para lado. Já Lorde Clearwather girou para o lado oposto e caindo sobre as taças de cristal sobre a mesa, teve a boca preenchida parcialmente por uma delas –Mastigais agora. –ordenou o Conde –Mastigais e engulais.
–N-Nã...
–Ou terás tua genitália decepada como Lorde Winchester.
Chorando como um bebê e lamentando ter ido àquele leilão, Lorde mastigou os cacos da taça e os engoliu, sentindo não só a boca como também toda a garganta e esôfago se cortarem.
Os ouvidos de Edward captaram um leve movimento –Estais tentando levantar-se Milorde? –perguntou, virando-se –Eu vos ajudarei. –completou, içando o rapaz pela cabeça –Estais vendo aquela Lady no palco?
–S-Sim.
–Ela é minha... Eu a escolhi. E vós –a voz do vampiro saía arrastada, devido a presença de suas presas alongadas. Virou-o para si -... Nunca mais a verás. –com apenas um pequeno movimento ele torceu-lhe o pescoço, arrancando-lhe a cabeça em seguida e jogando-a pelo vidro da janela.
O corpo ensanguentado de Lorde Stwart ainda deus uns passos vacilantes para desabar logo adiante...
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–Eu sei tudo Milorde... Lorde Winchester, em seu desespero e alucinação, me contou tudo. Eu só preciso salvar Carmem.
–Contou tudo o quê? –Rosalie perguntou e os dois entreolharam-se –Contou tudo o quê? –como Emmett não a respondia, ela o pegou pelos ombros e o sacudiu –Vamos... Responda-me. O que vós sabeis sobre esse tal Conde Cullen?
Soltando um breve suspiro, Emmett contou-lhe em poucas palavras tudo sobre seu senhor, desde o assassinato de seus pais, o desejo incessante de vingança para com os humanos, os longos anos de solidão até o aparecimento de Bella e por fim o plano de matar a todos que ousaram querer possuí-la –Então... Vós quereis dizer que –Rosalie tinha ambas as mãos na boca -... Céus! Eu preciso tirar minha irmã de lá... Ela corre perigo de vida.
–Ela não perigo de vida... Acreditais em mim Milayde. Meu senhor jamais a machucará... Ele a ama.
–E Carmem? Eu preciso salvá-la.
Rosalie virou-se para Carlisle –Porque tanta preocupação com aquela cafetina?
Carlisle sacudiu os braços desesperado. Não tinha tempo a perder e aquela altura, já não se preocupava mais com orgulho ou com o aquela mísera gentinha ia dizer –Ela é mãe de meu filho e eu... Eu a amo... Sempre a amei...
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