A Escolhida
17 Capítulo 17
Notas iniciais
21:31 hrs-pm
“... -Oh!... Muito obrigada Mylorde –Carmem agradeceu sorridente. Apontou a pequena mesa, onde encima havia um pequeno martelo –... Vos sinta a vontade para começar então. –virou-se para a platéia masculina, propriamente dita –QUE COMECE O LEILÃO! –completou, batendo palmas...”
************************************************************
–Santo Deus! –Carlisle murmurou, olhando a roda de sua velha carruagem atolada na neve. Tirou o chapéu e coçou os cabelos –E agora? –olhou para a estrada, em direção ao casarão e lembrou-se do que George havia lhe dito –Não Carlisle... Tu não conseguirás –disse a si mesmo, depois que a louca idéia de ir a pé passou-lhe pela mente –... E mesmo conseguindo, tu não chegarás a tempo homem... Ah não ser que... –seu olhar foi para os cavalos e então, rapidamente desencilhou-os. Após montar o cavalo, ajeitou o sobretudo e o chapéu –Que Deus me guie e proteja! –dizendo isso, bateu com toda força no animal e saiu galopando em seguida.
**********************************************************
–Quem dá mais?
–Dois mil e quinhentos leus.
O leiloeiro apontou o dedo para Lorde Clearwather –Dois mil e quinhentos leus... Quem dá mais?... Quem dá mais?
–Setecentos mil leus.
Um silêncio mortal se fez naquele momento e todos ali presentes viraram em direção a voz que veio do lado direito do palco –S-Setecentos mil leus, Lorde Stewart? –o leiloeiro perguntou incrédulo com o lance exorbitante –Mylorde tens... Certeza?
“-Eles... Eles não são meus amigos de fato. São apenas conhecidos da casa de Madame Lòuver... Onde Milayde Swan está hospedada. O outro... Bem o outro eu não conheço, mas segundo eu fiquei sabendo, chama-se Stwart... Lorde James Stwart.” –Emmett olhou para o Conde, que tinha os olhos flamejados de um ódio mortal –É ele mesmo senhor... Ele foi um dos três que importunaram Milayde Swan naquela manhã. O outro –virou a cabeça para a sua direita, em direção a um rapaz alto, de cabelos e cavanhaque ruivos -... É Lorde Paul Jonhson.
Enquanto isso alheio, assim como a todos ali, ao iminente perigo que corria, James abriu um sorriso e seus olhos castanhos esverdeados brilharam triunfantes diante da vitória. Finalmente ele teria a forasteira para si –A mais absoluta certeza, Lorde Guttemberg... A mais absoluta certeza.
O leiloeiro virou-se para o restante da platéia ainda incrédulo –Então –disse por fim -... Err... Quem dá mais? –Silêncio –Quem dá mais? –do outro lado do salão, Carmem olhou apreensiva para James, que lhe sorriu apenas –Quem dá mais? –o leiloeiro pegou o martelo –Última chance senhores. –silêncio –Dou-lhe uma –bateu pela primeira vez –... Dou-lhe duas –bateu pela segunda vez -... Dou-lhe...
–Dois milhões de leus.
Um intenso “Ohh!” se fez e todos ali se viraram em direção a voz que pronunciara o excepcional lance da noite –Dois milhões de leus Lorde...? –nesse momento Carmem e James entreolharam-se, ela totalmente incrédula e ele com um largo nos lábios.
O jovem começou a caminhar em direção ao palco, enquanto as pessoas a sua volta, abriam-lhe caminho. Elegantemente subiu os degraus e postou-se ao lado de Lorde Gutemberg –Mylorde não sabes o meu nome? –perguntou com voz aveludada. Nesse instante seu olhar cruzou com o de Bella e então lhe sorriu o mais amoroso sorriso. Esticou a mão direita –Estais vendo esse anel Mylorde?
–S-Sim. –o leiloeiro respondeu. Sem saber por que, já se sentia arrependido da pergunta que fizera.
Com os olhos fixos no anel, o rapaz foi se voltando para a platéia –Este és o brasão de minha família –fitou a todos com olhar vazio –... Assassinada em dezoito de junho do ano de mil e trinta e um, juntamente com toda a nossa raça. –assim que terminou de completar a frase, pôde sentir a tensão por parte daqueles homens e mulheres. Inconscientemente, eles já sabiam de quem se tratava.
–F-Família Johnson? –sussurrou a governanta que, assim como o restante dos serviçais, havia parado seus afazeres logo que ouviram o valor do último lance –... De Brasov?
Tal sussurro não passou despercebido à apurada audição do mancebo, que a olhou imediatamente com a testa franzida –Família Johnson de Brasov?... Ahh... Foi assim que vos me apresentei, não foi mesmo? –fez um silêncio –Perdoai-me Milayde –virou-se para a cafetina -... Mas vossa senhora estais com alguém que me pertence... Eu não sou Nathanael Abott Johnson, muito menos filho e único herdeiro do Conde Nathanael Johnson, de Brasov.
Carmem, assim como o restante, arregalou os olhos –Então ... Quem sois? –perguntou baixinho em um só fôlego. Viu o estranho abrir um largo sorriso –“-Céus!” –uma forte descarga de adrenalina fez seu coração parar por um momento –“-... Aquilo... A-Aquilo são... Presas!” –Não podes ser –sua voz era apenas um mero sussurro –... Vós sois...
–Isto mesmo Madame –ele a interrompeu –... Permitam apresentar-me –antes mesmo que Carmem pudesse esboçar alguma reação, o rapaz tombou levemente o próprio tronco para frente.
–AHHH -ela gritou por fim –POR DEUS... É ELE!
–Conde Edward Cullen –ignorando o grito desesperador da mulher, o rapaz se apresentou fazendo uma breve mesura –... Filho e único herdeiro do Conde Lantus Cullen... A seu dispor. –então se levantou novamente, já com as íris avermelhadas e as presas alongadas.
**********************************************************
Bella chorava copiosamente a cada lance dado por aqueles homens –Setecentos mil leus. –desesperada, a garota virou em direção aquela voz que não lhe era estranha –“-Oh!... O que serás de mim?” –se perguntou ao reconhecer o jovem senhor que a importunara naquela cafeteria e que agora dera o maior lance da noite.
–Então... Err... Quem dá mais? –o silêncio lhe estava sendo apavorante –Quem dá mais?... Quem dá mais? –angustiada, Bella viu o leiloeiro pegar o martelo –Última chance senhores. –“-Não...” –Dou-lhe uma –bateu pela primeira vez –... Dou-lhe duas – bateu pela segunda vez –“-Deus, por favor... N-Não!” –... Dou-lhe...
–Dois milhões de leus.
“-Edward?” –Bella virou-se para a platéia com a testa franzida –Dois milhões de leus Lorde...?
Então viu seu amado caminhar por entre as pessoas e subir ao palco –Mylorde não sabes o meu nome? –ouviu-o perguntar e perdeu a noção do acontecia ao seu redor ao vê-lo sorrir-lhe.
Ele perguntou algo ao leiloeiro para depois virar-se para a platéia. Sem saber por que, sentia-se segura naquele momento –Este és o brasão...–algo estava por acontecer, podia ver isso nos olhos de seu marido –... Assassinada em dezoito de junho do ano de mil –apurou os ouvidos –... Família Johnson de Brasov?... Ahh... Foi assim que vos me apresentei... –“-Família Johnson?!” –Perdoai-me Milayde ... Mas vossa senhora estais com alguém que me pertence... Eu não sou Nathanael Abott Johnson, muito menos filho e único herdeiro do Conde Nathanael Johnson, de Brasov... –Madame Louvèr sussurrou algo –Isto mesmo Madame ... Permitam apresentar-me...
–AHHH –Bella deu um pulo com o grito estridente de Carmem –POR DEUS... É ELE!
–Conde Edward Cullen ... Filho e único herdeiro do Conde Lantus Cullen... A seu dispor. –Bella colocou ambas as mãos na boca, abafando um pequeno grito ao ver seus olhos vermelhos de ódio e suas presas descobertas, pronto para o ataque.
Fale com o autor