A Escolhida
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Aqui está um capítulo recheado de emoções e muita tensão.
Vocês podem ler nos "Avisos": mutilação, tortura, ect... Então se preparem!
Agradecimento à Nanda Brandon pela recomendação... Valeu!
Sighisoara — Transilvânia, 17/06/1.049
11:22 hrs – pm
“... Edward passou o dedo indicador pela estrela de cinco pontas desenhada na pele de carneiro.
Há alguns anos atrás fora informado por Cosmin sobre o significado daquele desenho e sua importância. Fora informado também que a continuação de sua espécie estava fadada ao fracasso, já que todas as companheiras da raça foram mortas naquela chacina.
Esta noite, prestes a completar dezoito anos, Edward sentia os hormônios pulularem em seu corpo.
Depois de dobrar cuidadosamente a pele de carneiro e a recolocar no lugar, saiu da biblioteca e atravessou o corredor, parando em frente aos aposentos de sua tutora. Abriu a pesada porta bem devagar e fitou aquela que conhecera por mãe e que tinha o rosto castigado pelos anos dedicados a ele. Por muitas vezes ela implorara para que ele não saísse do castelo, oferecendo logo em seguida o seu pulso para alimentá-lo –Perdoe-me, mãe. –sussurrou e fechou a porta novamente.
Sob a luz da lua cheia, Edward atravessou os portões do castelo e dirigiu-se em velocidade assombrosa para o pequeno vilarejo adiante.
Assim que alcançou o primeiro casebre, ele baixou o capuz e seus olhos verdes acostumados à escuridão, percorreram toda a ruela de terra batida. Diminuindo a velocidade ao ponto de caminhar normalmente, trilhou a ruela sem saber aonde iria realmente.
Para Edward, que nunca havia saído do castelo, tudo era novo, interessante.
De repente seus ouvidos captaram sons de música e risadas ao longe. À medida que ia caminhando em direção aos sons, esses iam se tornando mais audíveis –Boa noite, Mylorde! –uma mulher de longos cabelos ruivos e boca pintada de carmesim cumprimentou-o toda sorridente –Precisais de uma companhia? -Os olhos de Edward percorreram-na sem pressa, examinando desde seus olhos castanho claros, passando pelos seios avantajados que quase saltavam para fora do decote, a cintura afunilada pelo corpete justo até a longa saia que acomodava as várias camadas de saiotes –Gostais do que vês?
“-Fêmea.” -Edward percorreu com o olhar o mesmo caminho de volta, parando no pescoço da mulher ao escutar-lhe o suave bombear de seu coração. Uma luz de esperança transpassou seu ser –“-Companheira.” –Sim. –sussurrou com voz rouca.
Ao adentrar o local, uma mescla de odores invadiu suas narinas: bebidas, perfume barato e um cheiro que até então nunca havia sentido, mas que como um macho quase na idade fértil, logo reconheceu, o cheiro da luxúria.
Edward fitou a pequena multidão que era composta na maioria por mulheres semi nuas que se sentavam no colo dos homens se esfregando sem nenhum pudor –Aceitas uma bebida, Lorde...?
–Edward –respondeu-lhe e depois de alguns segundos, voltou o olhar à mulher -... Sim, eu aceito.
A mulher sorriu-lhe e afastou-se, balançando os quadris exageradamente. Quando voltou, encontrou Edward em um canto reservado, sentado sozinho em uma mesa –Aqui está Lorde... Edward, vossa bebida. –entregou-lhe e se sentou ao seu lado –Estive vos observando –ela tocou-lhe a face com a ponta dos dedos. Tal toque juntamente com o forte gosto da bebida, fê-lo retrair-se -... Sois muito jovem. Que idades tens?
-Dezessete.
–Humm... Então será vossa primeira vez?
Edward fitou-a por um instante –Sim –deu um meio sorriso -... Será minha primeira vez. –concluiu e então um forte odor de luxúria tocou-lhe o rosto. A mulher estava pronta para ele.
Sob a parca claridade de duas tochas acesas, Edward procurava insistentemente com o olhar algum desenho que se assemelhasse a marca das companheiras de sua raça no corpo nu da mulher a sua frente, não a achando no entanto.
Como ele continuava parado a olhá-la, ela tomou a iniciativa. Aproximou-se dele e começou a desatar o nó do pequeno lenço que Edward trazia ao pescoço. Depois foram as abotoaduras de seu casaco -Nunca vistes uma mulher nua, não é mesmo Mylorde?
Ao lembrar do propósito de sua saída, Edward colocou as mãos em seus ombros, detendo-a -Tens alguma marca em vosso corpo, Milayde?
–C-Como?
–Tens alguma marca em vosso corpo, Milayde? –repetiu a pergunta.
A mulher sorriu e afastou-se, deitando-se na mísera cama. Com as pernas entreabertas começou a se tocar sem o menor pudor –Que marca Mylorde pergunta?
O cheiro de sexo invadiu o pequeno quarto –A marca de uma estrela de cinco pontas. –sua voz saiu arrastada pelas presas que começavam a despontar-se.
Sentando-se rapidamente na cama, a mulher olhou-o com o cenho franzido –Estrela de cinco pontas?! –soltou uma gargalhada estridente e se levantou –...Fiques tranquilo meu jovem... Há muitos anos que as procriadoras daqueles animais sanguessugas foram exterminadas. –colocou uma camisola e caminhou até a janela, ficando de costas para Edward –Eu mesma fui a informante... Na época eu era apenas uma garota que colocaram lá para descobrir as entradas e saídas e toda a rotina do castelo. –sorriu vitoriosa –Fiz o serviço direitinho. Mas... Por que Mylorde procura por alguém –silenciou-se de repente ao ouvir um rugido baixo. Então se virou — ... Oh céus!
Edward, a um palmo a frente da prostituta, tinha os olhos rubros e os caninos alongados –Então vós colaborastes na morte de meus pais, de minha espécie.
–Não... Não foi bem... –o tapa certeiro lançou a mulher para o outro lado do quarto e a força do impacto provocou-lhe uma fratura exposta no braço direito. Com os olhos arregalados de pavor e gemendo de dor, ela lembrou-se vagamente da Condessa esperando um filho –M-Mylorde... Qual o vosso n-nome?... Quem e-eram os vossos pais?
–Edward Cullen –respondeu, levantando-a pelo pescoço -... Filho e herdeiro de Conde Lantus Cullen.
–P-Por Deus! –ela sussurrou com voz esganiçada –Tenhas p-piedade... Eu fui o-ordenada...
–Por quem? -apertou-lhe ainda mais a traquéia.
A prostituta exalava medo -Não h-havia uma pessoa em esp-pecial... Era o conjunto. -seus lábios azulados e os olhos anuviados delatavam a falta de oxigênio que seu corpo sofria — ... Todos d-desejavam o exterm-mínio d-daquela raça e das procriadoras.
Edward cerrou os olhos, lembrando-se da risada debochada daquela mulher alguns minutos atrás e de como ela se referiu à sua espécie. Soltando um rugido, fechou a mão estalando todos os ossos do fino pescoço dela.
Então, naquela agradável noite de junho, aconteceu a maior carnificina de todos os tempos em Sighisoara...”
04:15 hrs – am
Edward entrou o salão principal do castelo, tinha tanto sua camisa branca de cambraia quanto sua calça de linho preta respingadas de sangue –O que fazes aqui a esta hora?
–Perdoe-me, senhor Conde –Emett saiu da penumbra –Estamos na primeira noite de lua cheia e... Eu preciso vos falar sobre Milayde Isabella...
O vampiro sentou-se em uma das poltronas recobertas por veludo que havia ali -Eu me alimentei dela –murmurou, perdido em seus próprios –... Eu me alimentei dela... Mas o cacei.
–Perdão?
–Ele não a olhará mais.
–Quem?!
Edward virou-se para Emmett. Ainda tinha os olhos rubros e os caninos alongados, sinal de que continuava muito furioso –esticou o braço e abriu a mão, mostrando dois globos oculares ensanguentados –Vosso amigo... Lorde Winchester.
Emmett arregalou os olhos, cambaleando para trás –Céus!... Por Deus senhor Conde... Vós o matastes?
–Não... Eu o queria vivo para servir de aviso a todos. Mas... vós falastes que precisavas conversar sobre Isabella?
–Err –devido ao acontecido, Emmett sentiu-se receoso em lhe contar sobre o leilão. Porém, sua lealdade para com o Conde era infinita, já que ele salvara a vida de sua mãe -... Sim, senhor Conde. –Edward atirou os globos oculares na lareira acesa e com a outra fez sinal para que o empregado começasse e então Emmett relatou em poucas palavras sobre a existência de Rose, irmã de Bella e de seu leilão marcado para o próximo sábado.
Edward soltou um rugido –Aquela rameira, dona daquele pardieiro quer leiloar minha companheira? –em um acesso de fúria, pegou a poltrona na qual estava sentado e a atirou contra a parede, espatifando-a e formando um buraco na mesma –Eu estarei nesse leilão e vós irás comigo. –disse por fim, em um tom que não dava nenhuma outra saída à Emmett.
08:07 hrs – am
–Conde Cullen? -Carlisle fitou o rapaz desmaiado por um instante: tinha os globos oculares arrancados e um grosso filete de sangue saindo de ambas as cavidades. A mandíbula estava caída, sinal de que no confronto o agressor acertara-lhe um soco talvez, deslocando-a. Mas o pior de tudo eram as suas genitálias, elas simplesmente haviam sido arrancadas –Não tem nada que eu possa fazer aqui... Precisamos removê-lo... Levá-lo para a botica agora. Lá eu terei como suturá-lo e tentar conter a hemorragia o mais rápido possível.
–Vamos lá, cocheiro –Rose abaixou-se -... Pegues uma perna que eu pego a outra –levantou a cabeça em direção ao rapaz que pedira socorro –E vós... Ajudeis Lorde Brandon pegando um braço.
E quando o levantaram ele soltou um forte urro, se debatendo em seguida.
–Acalmai-vos Mylorde... Iremos vos levar à botica de Lorde Brandon, a fim de cuidar de vossos ferimentos.
George virou o rosto em direção à voz –Ele... –Foi tudo o que conseguiu articular, já que tinha a mandíbula deslocada e então desmaiou novamente.
Assim que chegaram à botica, colocaram-no em uma cama –Agora... Eu vou precisar de alguém com o estômago bem firme para me auxiliar na sutura e nos curativos –Carlisle virou-se para os três -... Quem de vós vos oferece?
–Eu, Lorde Brandon.
Carlisle arqueou uma sobrancelha –Tens certeza, Milayde...?
–Milayde Rosalie Carolyne Swan –fez uma breve reverência -... E eu tenho absoluta certeza que poderei vos ajudar.
O dono da botica reconheceu-a de imediato como sendo irmã da menina que Lorde MacCarthy trouxera outro dia –Tudo bem Milayde –olhou para os rapazes -... Quanto aos senhores... Se desejarem esperar –apontou com a mão as duas cadeiras no pequeno corredor -... Podem sentar-se.
18:55 hrs — pm
–Posso saber onde os dois passaram o dia inteiro?
–P-Podemos explicar, m-madame –Mike gaguejou -... Estávamos...
–Estávamos socorrendo um homem gravemente ferido. –Rose interveio –Ele fora...
–Um homem ferido?
–Sim madame... Lorde Winchester. Ele foi atacado e... E... Mutilado.
–Meu Deus! Como foi isto? –Carmem então se lembrou do grito de pavor durante a madrugada -Não! -espalmou a mão a frente -Não precisas dizer... Foi ele, não foi?
–Acreditamos que sim, Madame.
–Vós já o viram? -Rosalie perguntou curiosa.
–Não! -Mike respondeu de imediato -Ninguém nunca o viu... Até essa madrugada ninguém nunca sobrevivera ao seu ataque.
“–Será que essa notícia atrapalhará a noite de sábado?” –Onde Lorde Winchester se encontra agora?
–Na botica de Lorde Brandon.
Carmem olhou os criados de cima em baixo –Vão trocar essas roupas imundas que daqui a pouco os salões serão abertos.
–Sim, madame.
Bella afastou o prato intocado para frente –Estais sem fome, Milayde? –Jéssica perguntou-lhe da porta do banheiro.
–Estou –respondeu, levantando-se. Inquieta, caminhou até a sacada –... Que movimento todo é esse na mansão?... Desde que minha irmã e eu chegamos aqui, há todas as noites enormes balbúrdias que varam a madrugada.
A criada sorriu sem graça –Não sei de nada, Milayde... Isto são assuntos de Madame –rapidamente ela colocou o prato e a taça na bandeja –... Err... O vosso banho está pronto... Com licença.
Sentindo um leve pinicar logo abaixo da orelha, Bella adentrou o banheiro e diante do enorme espelho começou a se despir.
Já totalmente nua sob a claridade de dois candeeiros, tocou de leve um lado de seu pescoço e então cerrou os olhos. O torso nu de Edward surgiu a sua frente, glorioso. As tatuagens, outrora negras, agora eram vermelhas e pulsavam entre o borgonha e o escarlate.
–Edward! -ainda com os olhos cerrados e seguindo o próprio instinto, Bella deixou descer sua outra mão pelo vale de seus seios, seu abdômen alvo e plano, até alcançar o próprio sexo –Meu conde. –murmurou.
–Abras os vossos lindos olhos, minha formosa –languidamente, Bella abriu os olhos e arfou ao vê-lo atrás de si, vestia calças e botas pretas. A camisa branca de mangas longas possuía um decote “V” no peito, onde havia um cordão da mesma cor trançado -... Vós me chamastes e como vosso escravo, eu vim a ti –os olhos de Bella captaram as tatuagens que passavam pelo lado direito de seu pescoço e nuca, desaparecendo sob as densas mechas de cabelo -... Por ti. –com as íris avermelhadas pela paixão, ele percorreu com o olhar, cada curva de sua amada e então se aproximou. Numa fração de segundo, despiu-se da camisa e colou o corpo ao dela, deslizando uma das mãos por seu ventre macio enquanto abaixava a cabeça na curvatura de seu pescoço. Inalou o ar com força -Ia banhar-se, minha femmeie?
Notas finais
Detalhe: as noites em que eles estão se encontrando, são de lua cheia... Então o que irá acontecer hein?
Outro detalhe: quando eles se encontram, Bella fica sob hipnose... Então ela mesmo vendo no que ele se transforma, não sabe sobre sua real natureza.
Comentem para eu saber o que vocês acham disso tudo.
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