Notas iniciais
Aqui estou eu... Acredito que dessa vez, fui mais rápida rsrsrs
Então meus amores... Capítulo tenso com mais detalhes do passado do nosso Conde e mais tenso ainda por haver cenas de mutilação.
Boa leitura!:)

01:05 hrs –am

-Sinto muito Lorde Stwart, mas não posso aceitar menor valor. –Carmen deu um sorriso malicioso –Vejas bem, além de muito formosa –fitou-o com a testa franzida -... Ela é pura.

O rapaz sorriu –Madame é mesmo um boa negociante. –deu um forte tragada em seu cachimbo –Eu aceito o valor.

-Tenho certeza que Mylorde não irá se arrepender.

-Err... E a vossa nova afilhada Madame?... Fiquei sabendo que a leiloarás.

-Sim, se tud... -“–AAAHHHH!...” –Santo Deus! –Carmen levantou-se seguida de James –Vós escutastes?

-Sim... Muito baixo, mas... “–NÃAO!...”

-Céus! –Carmen caminhou apressada até a janela –Oh, não! –virou-se para trás –Hoje é noite de lua cheia.

Sighisoara — Transilvânia, 18/06/1.045

“... Já passavam das quatro da tarde quando Cosmin adentrou o quarto, encontrando Edward deitado em sua cama –Por que eu nunca consigo olhar lá fora durante o dia?

A pergunta feita de modo simples e direta, fez com que a mulher se detivesse imediatamente –Senhor Conde?

Os cabelos da jovem senhora balançaram com o suave e repentino vento –Porque minhas retinas queimam tanto a ponto de quase derreter. –o rapaz, que já se encontrava logo atrás de sua tutora, respondeu a própria pergunta. Aproximou os lábios do ouvido dela -Quem sou eu? –virou-a de frente para si e com apenas uma mão puxou a própria camisa, fazendo os botões caírem espalhados pelo chão –O que sou eu? –apontou para o peito, para os desenhos em formas espirais que pulsavam ali em ritmo frenético.

Cosmin fitou-o nos olhos avermelhados. Com quatorze anos, Edward para qualquer um, era um adolescente como os outros. Se não fossem os dermoglifos e a altura, bem como o físico desenvolvidos, característicos dos machos de sua raça, ele tranquilamente passava por humano –A vossa raça, senhor Conde... A vossa espécie não é desta época.

Edward cambaleou para trás –Raça?! –sussurrou com expressão incrédula –Espécie?!

-Vossos pais, bem como os outros, eles... Eles eram de uma outra dimensão... De um lugar muito distante daqui.

-Outros?!... Havia outras pessoas como eu?

-Sim. –Cosmin fechou os olhos e soltou um suspiro dolorido –Havia muitos de vós vivendo paralelamente com nós, humanos.

-Havia?!... Não há mais?

-Não. Foram mortos em uma chacina... Assim como vossos pais, o senhor Conde Lantus e a senhora Condessa Elizabeth Cullen.

-Fales sobre meus pais.

-O senhor Conde... Ele conheceu a vossa mãe, a senhora condessa, quando ela tinha apenas dezesseis anos... Sabe... Os machos de vossa raça não procriam com as fêmeas da mesma espécie.

-Minha mãe era humana?... Então eu sou um mestiço?

-Não! A condessa não era uma humana qualquer. –a mulher respondeu de imediato –Venha... Quero lhe mostrar uma coisa. –pegou-o pela mão e juntos foram à biblioteca do castelo. Quieto, Edward a observava procurar algo entre vários pergaminhos e anotações –Aqui! –disse por fim, abrindo com todo o cuidado um pedaço de pele de carneiro. Em seu interior havia o desenho de estrela de cinco pontas –Esta –apontou com o dedo -... Esta é a marca que as companheiras dos machos de vossa raça carregam. As humanas que possuem essa marca... Seja ela em qualquer parte do corpo... Conseguem gerar uma criança de vossa espécie. Mas –espalmou a mão no ar -... Isto somente acontecerá se copulares com vossa companheira em noite de lua cheia. –fez uma breve pausa –Senhor Conde... O sangue que um tomar do outro criará um vínculo indestrutível e eterno. –virou-se para Edward –Vós saberás onde ela está e o que sente... O mesmo acontecerá com ela, que vos alimentará e então não necessitarás mais caçar. Porém isto será impossível para vós, porque –o semblante de Cosmin tornou-se triste -... Todas elas foram dizimadas durante a chacina naquela noite...”

08:00 hrs – am

-Bom dia Milayde! –Jéssica adentrou o quarto com a bandeja do café nas mãos. Sentindo os músculos agradavelmente doloridos e uma suave dor entre as pernas, Bella virou-se para o lado na intenção de continuar dormir. –Apesar de continuar muito frio –a criada depositou a bandeja em cima da mesa e se dirigiu à janela -... O sol está brilhando lá fora. –puxou as cortinas –Isso não é maravilhoso? –a intensa e repentina claridade fez com que a menina se encolhesse e tampasse a cabeça. Totalmente alheia, a criada preparou-lhe a mesa –Aqui estão Milayde... Seu chá preto e seus croissants... Trouxe também algumas frut...

-Obrigada!

Jéssica virou-se para trás e ruborizou-se ao ver Bella nua enrolada em sua colcha e com os cabelos embaraçados –Perdoe-me, Milayde... Não me avisaram que estivestes trabalhando esta noite.

-Como? -os olhos azuis de Bella percorreram juntamente com o da criada todo o quarto, parando por fim, na mancha de sangue que havia no lençol –Oh! –sussurrou, enrubescendo-se de imediato –Eu... Err –fechou os olhos –... Minha regra... Ela veio.

A criada abriu um sorriso –Milayde é a primeira mulher que vejo ficar com a pele luminosa e o semblante sonhador nestes dias.

-Estais enganada... Estou com fortes cólicas. –baixou a cabeça, desviando os olhos dos de Jéssica –Err... Buscarias umas gotas para aliviar a minha dor e... Preparar-me-ia um banho?

-Oh... Claro que sim, Milayde. –a outra respondeu, encaminhando-se para a porta –Com licença.

Assim que a criada saiu, Bella levantou-se e puxou o edredom para o lado. A mancha, não muito grande, podia ser visto de longe, já que o lençol era branco.

Lembranças dos acontecimentos que se sucederam durante a madrugada vieram-lhe a mente –“... Edward sentou-se sobre a cama com os joelhos dobrados, gloriosamente nu –Venhas a mim, minha Isabella.” –sentou-se novamente. Nunca tinha visto um homem despido e sua respiração tornou-se pesada e seus movimentos lentos ao lembrar-se do corpo de Edward e de seu sexo tatuado. Olhou novamente para a mancha no lençol e depois se despiu da colcha, onde constatou ter resquícios de sangue entre as pernas — -Não tenhas medo, meu amor...” -Preciso lavá-lo. –rapidamente tirou o lençol e o embolou, jogando-o dentro do guarda roupa.

A porta se abriu –Aqui está, Milayde. –a criada adentrou com uma bandeja onde havia uma xícara, nas mãos –Vossas gotas... A água para o vosso banho já está no fogo. Logo, logo...

-Obrigada! –pegou a xícara e sorveu o líquido em um só gole –Madame já está acordada?

-Não –Jéssica sacudiu a cabeça -... Madame acorda mais tarde.

De repente uma suave melodia, a mesma que escutara no dia em que chegara com Rosalie à cidade, começou a tocar.

Como que hipnotizada, ela foi até a porta da sacada –Apesar de linda, é uma melodia muito triste.

-Estais escutando também?

Jéssica aproximou-se da porta e ambas avistaram o castelo ao longe -Sim... Desde que me conheço por gente, toda época de lua cheia essa mesma melodia é tocada pela manhã.

-Mas... Eu escutei essa mesma melodia na noite em que cheguei aqui.

-Impossível. Como já vos disse... Essa música só é tocada na época de lua cheia.

-Vós o conheceis?... Sabeis quem é?

-Não Milayde –assustada, a criada afastou-se e deu-lhe as costas -... Graças ao bom Deus, eu nunca me deparei com ele.

-É um homem?

-Sim... Quero dizer... Não. –ela foi se afastando –Com licença Milayde –abriu a porta -... Preciso preparar o vosso...

-Espere!

-Com licença. –Jéssica sussurrou, fechando a porta atrás de si.

07:15 -am

-ALGUÉM ME AJUDE POR FAVOR! –um jovem rapaz gritou em frente à mansão, chamando a atenção Mike, o cocheiro, que estava encilhando os cavalos e de Rosalie, que estava juntando as folhas espalhadas no jardim –HÁ UM HOMEM EXTREMAMENTE MACHUCADO ALI NA FRENTE!

Ambos entreolharam-se –Largue isto –disse Rosalie, largando a própria vassoura -... Vamos ajudá-lo.

Não levaram mais que alguns minutos para chegarem ao local onde estava o rapaz ferido –Virgem Santa! -com os olhos arregalados, Mike correu para o lado oposto e começou a vomitar.

Sentindo fortes náuseas, Rosalie tampou a boca e virou-se para o rapaz que tinha pedido socorro –Ele está vivo?

-Até quando eu o encontrei, estava sim Milayde.

-Céus! Precisamos então de um médico... Urgente.

O rapaz estalou a língua –Infelizmente não há médicos aqui em Sighisoara... Apenas Lorde Brandon, o dono da botica.

-Certo. –olhou para Mike que agora estava sentado no chão, branco como a neve –Ei –gritou-lhe -... Ides correndo à botica e chame por... Lorde Brandon. Diga-lhe que é urgente.

-O que faremos enquanto isso?

Ela virou-se logo depois que o cocheiro levantou-se e, ainda que trôpego, pôs-se a correr –Qual o vosso nome?

-Clearwather... Seth Clearwather.

Rosalie balançou a cabeça –Mylorde não deves saber o que sucedeu por aqui, não é mesmo?

-Não milayde... Eu estava indo para a fazendo de meu pai –apontou para o cavalo amarrado a uma árvore -... Quando escutei urros que pareciam ser de dor e então...

-Sabes se ele tem algum inimigo?... Mylorde o conheces?

-Lorde George Winchester. E pelo que eu o saiba, ele não tem nenhum inimigo por esses lados –o rapaz aproximou-se -... Mas nós sabemos quem foi.

-Não, eu não sei. -Rosalie arqueou uma sobrancelha –Quem?

-Ora Milayde... Estamos na época de lua cheia.

-E o que tens demais a lua cheia?

-Se não sabes o que acontece durante essa época, então és forasteira. –o rapaz olhou para um lado e para o outro, como querendo se certificar de que ninguém mais o escutaria e se aproximou ainda mais –É nessas noites que ele sai para se alimentar...

-Se alimentar?

-Ou para se vingar dos humanos.

-Se vingar? –Rosalie colocou a mão sobre a boca e virou-se lentmente –Dos humanos? -sentiu o coração disparar ao lembrar-se das histórias que ouvira sobre Sighsoara quando criança –“-Deus! Então é tudo verdade.”

-Diz a lenda que sua raça foi toda exterminada, sobrando somente ele. Desde então ele...

-Onde está o ferido? -ambos viraram-se para trás, encontrando Lorde Brandon com maleta na mão e o cocheiro logo atrás –O que sucedeu aqui? –perguntou ao ver o rapaz todo machucado e desmaiado –Quem fizeste isto?

-Foi ele, Lorde Brandon... O Conde Cullen.