A Escolha
2 Capítulo 2
Notas iniciais
- Oi leãozinho. — ele disse com um sorriso no rosto, eu o olhei com cara de vergonha e sorri, eu queria vê-lo não sei por que, não entendo, mas ele me deixava nervosa.
- Me seguiu até aqui?- perguntei desconfiada, não duvidava de nada dele, e ele me deixava com um pouco de medo, não sei ele é muito bonito tem essa cara de bom moço, mas me deixava arrepiada. Ele deu de ombros e não respondeu. — Você não tem o que fazer não? Esta começando a me assustar. — eu disse, levantando pra ir embora, ele não se manifestou nem fez nada, só continuou sentado ali me olhando, eu de dois em dois passos olhava por sobre o ombro.
Cheguei em casa e não tinha ninguém além das meninas no sofá, dei um suspiro por ter pensado que os meninos foram embora, logo Rodolfo teria ido também, me joguei no sofá do lado das duas, elas me olharam estranha, pensei em fala sobre o bandido mas achei melhor deixa pra lá.
- Que foi?- perguntei a elas.
- Sei lá, você ta estranha, porque não ficou com o Rodolfo de novo?- perguntou Juca confusa.
- Ontem quando paramos de nos beijar, ele foi fumar, não vou fica com um moleque que fuma, não gosto disso, vocês sabem ne, se eu soubesse que ele fumava, nem teria ficado com ele.- falei com elas e dei de ombro, elas sabiam muito que bem que não gosto de caras que fumam.
- É eu sei, mas ele é um super gato. — falou ela, como se isso mudasse tudo, mas pra mim não muda. — Bom a gente ta indo pro shopping comprar sapatos e roupas, quer ir?- ela perguntou, e logico que eu iria, era exatamente o que eu precisava pra mudar meu humor, corri lá em cima e botei um short e fiquei com a blusa que eu já estava, botei meu tênis dourado e fiz um coque no cabelo de qualquer jeito, meu cabelo estava rebelde hoje. Saímos depois de uma hora porque tia Clara apareceu e nos fez almoçar com ela, apesar de ser 16:30, pegamos um ônibus que deixava direto no shopping, entramos em muitas lojas, acho que todas do shopping.
- Juca? Claire?- falei saindo de trás de uns cabides de roupa. — Meninas. — quase gritei agora.- Ah não acredito, nisso.- pensei alto e olhei em volta, graças a Deus não tinha ninguém por perto.- DROGA.- gritei e arrumei o cabelo que me irritava, meu celular acabou a bateria e agora? Que que eu faço? Fiz-me essa pergunta e decidir sair pra procurar, quando estava saindo me deparei com alguém.- Me desculpa.- falei e quando olhei aqueles olhos não acreditei, botei o cabelo pra trás e ia sair quando ele falou.
- To começando a achar que você está me seguindo, to ficando com medo, é pra meter a policia nessa historia?- ele falou e eu parei e voltei.
- Me desculpa, mas eu tenho que ir, se não eu morro de fome. — falei pra ver se ele me deixava logo, mas em vez disso.
- Lá em casa, ta cheia de comida, quer ir lá?- ele falou dando de ombros e com um sorriso no canto da boca, to me estranhando porque quero aceitar e beijar ele? Ele com certeza mexe comigo, toda vez que o encontro eu fico mexida e com borboletas no estomago, reparei mas uma vez que ele esperava uma resposta e eu demorara pra dar.
- Ahn... Depois de comer tenho um encontro, com minha cama e meus ursinhos, sua proposta é muito boa, mas tenho que recusar. — falei e dei de ombros que nem ele.
- Ah lá em casa tem uma cama box e você pode me fazer de ursinho se quiser, pode fica a vontade e abraçar onde quiser. — ele deu um sorriso safado, devolvi o sorriso.
- Sinto muito novamente, mas... Quer saber? Não sinto, eu nunca iria à sua casa comer, muito menos dormi abraçada com você, agora me da licença, por favor, que estou atrasada e me perdi das minhas primas, meu celular descarregou. — eu falei e sai andando, ele segurou meu braço e sussurrou no meu ouvido.
-Duas coisas, nunca diga nunca, e outra to com minha moto aqui, vem que te levo. — virei e fiquei de cara a cara com ele.
- Uma coisa, já disse que não vou pegar essa moto com você. — eu disse, tirei o meu braço da mão dele e sai andando rápido. Olhei pra trás por cima dos ombros, e ele ainda estava sorrindo, eu olhei pra frente e sorri também.
Peguei um ônibus, e soltei enfrente a casa, eu estava bolada por que as meninas me deixaram, mas estava muito contente e estranha porque vi o bandido, porque me sinto assim? Era pra eu me sentir furiosa com raiva, ele sempre me irrita e me deixa nervosa, parou Isadora, pode parando com isso, você sempre gosta dos meninos errados, desse eu não me admito gostar, espero não vê-lo mais, espero mesmo, com todas as minhas forças. Agarrei um travesseiro que estava do meu lado e apertei com força contra meu rosto, eu estava mentindo pra mim mesma, como eu posso me sentir assim por um estranho? Como? Na verdade eu estava com muita vontade de sair daqui e esbarra com ele de novo e ir comer com ele e quem sabe depois dormi.
- ISADORA, para de pensar essas coisas. — eu falei comigo mesma, e levantei da cama e fui ate lá em baixo beber um copo d’agua, ainda não tinha ninguém em casa, então liguei pra minha vó, e falei pra ela que estava tudo bem e que eu voltaria amanha, voltaria mais cedo, porque me lembrei agora nesse momento que tenho prova na segunda. Que saco prova de matemática deitei novamente e senti meu celular vibrar e o peguei.
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