A Escolha
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Miguel vinha aqui em casa pelo menos uma vez na semana me ver, eu ainda não o respondia direito, eu o aceitava aqui, falava, sim e não, era a maioria das minhas respostas pensei que ele desistiria de mim, e acho que aconteceu, porque ontem foi quinta e ele não veio me ver, ele costuma vim nas quintas depois da escola. Pensar que ele desistiu de mim, me deixa triste.
- Meu amor, ta na hora, vamos?- vovó disse abrindo a porta do quarto. Levantei e peguei a muleta rosa Pink que minha vó tinha comprado.
Chegamos lá e esperamos um pouco, fomos à terceira. Estava bem movimentado hoje, teve algum acidente na pista e um caminhão virou algo do gênero, isso me lembrou do meu acidente, fechei os olhos. E acho que dormi ou cochilei.
Está tudo escuro, olhei pro lado e vi o pescoço de Enzo quebrado, me desesperei tentando sair tentei lutar contra os ferros que prendiam minha perna, mas era tudo insignificante eu não conseguiria arrancar isso tudo de cima de mim, ate porque não consigo me mexer, não sei se é por medo ou se fiquei paraplégica. Senti as lagrimas escorrerem e senti algo no meu braço. Consegui virar meu pescoço e sorri pra aquela figura linda que com uma mão me segurava e com a outra arrancava o ferro de cima das minhas pernas, olhei atrás dele e vi-as pela primeira vez, lindas, abertas, brancas, e batendo, sorri por vê-lo ali, olhei em seus olhos e senti uma paz profunda, mergulhei no azul do seus olhos e tudo ficou preto.
- Isadora, Isadora. — minha vó me sacudia e então eu estava de volta ao hospital.- Meu amor, quem é o anjo?- ela perguntou e fiquei espantada.
- Preciso agradecer a ele. — falei me levantando.
- Isadora, você precisa tirar o gesso, depois você agradece ao anjo.
- Como você sabe que ele é um anjo? Você também viu as asas dele?- perguntei sorrindo pra minha vó.
- Você ta com febre? Acho que ta delirando. — ela falou botando as mãos na minha testa e no meu pescoço.
- Isadora. — falou uma voz fina vindo do corredor. Eu e minha vó andamos até a voz e encontramos uma moça ruiva de olhos esmeralda muito bonita.
A Catherine minha fisioterapeuta, a moça ruiva da voz fina que tirou meu gesso, disse que eu teria que fazer duas sessões de fisioterapia na perna por semana. Fiquei feliz porque ela dizer que posso voltar à escola. Eu perdi muita coisa, minha peça, minhas provas, tudo do terceiro bimestre eu perdi, minha sorte é que no segundo eu já havia deixado fácil pra passar no terceiro, agora eu teria que passar no quarto, não gosto disso, mas é o único jeito.
O sábado passou como uma lesma, Luna veio aqui, vimos filmes ela me contou as coisas da escola, disse que tudo está voltando ao normal e que Miguel senta sozinho nas aulas de química, e que Jess tenta beija-lo de cinco em cinco minutos, mas ele recusa. Fiquei feliz ao saber disso, até deixei um sorriso escapar.
- Pode falar amiga, você ainda é apaixonada por ele ne?- falou Luna vendo meu sorrisinho idiota.
- Não. — gritei. — Claro que não. — falei, mas como eu mentiria? Tava na cara que eu ainda sou apaixonada por ele. — Luna, ele mentiu pra mim, ele ficou com Jess e me chamou de piranha, como você quer que eu o perdoe por isso?- falei mais pra me convencer do que pra convencer ela.
- Aham. — ela disse apenas isso.
Depois o sábado correu e Luna foi pra casa e eu fui deitar e ver algum filme, vi um filme que super amei, a proposta, muito bom, dormi logo depois, esses remédios acabam comigo.
Senti algo acariciar meu rosto e abri os olhos, e o vi, ele não estava com as asas abertas, e isso me deixou triste, meu sorriso desapareceu e o olhar dele ficou preocupado.
- Você está bem?- ele perguntou ainda acariciando meu rosto. Tentei botar a mão nas costas dele e falei sussurrando.
- Sinto falta delas abertas, o que houve? Porque elas não estão amostra?- falei e ele me olhou com a testa enrugada.
- Que? Do que ta falando?- ele disse assustado e tirando minhas mãos de suas costas.
- Eu sei Miguel, você é um anjo. — falei e ele riu.
- Os remédios estão mexendo com sua cabeça. — ele disse sorrindo e passando a mão na minha cabeça.
- Não estão eu sei eu to lembrando de tudo, meus sonhos eles me mostram você com asas e eu acredito neles. — falei tendo certeza, eu sei que ele é um anjo, o meu anjo. — Você é meu anjo da guarda, você disse que sempre me ajudaria e me salvaria e você me tirou do carro, e elas estavam abertas.
- Dora. — ele disse sorrindo. — Sempre que precisar vou está do seu lado, vou sempre te ajudar e te salvar, sim, mas eu não sou teu anjo da guarda, é fofo isso, mas...
- Miguel, eu sei, eu vi você no acidente.
- Sim, eu estava lá, eu te tirei do carro e te ajudei, mas não sou teu anjo da guarda. — ele repetiu isso de novo e me deixou pior do que pensei que fosse ficar.
- Mas são tão verdadeiros. — falei deixando uma lagrima escorrer.
- Ei. — ele disse passando uma mão no meu rosto e secando as lagrimas. Engoli o choro e sorri fraquinho.
Ele botou um cacho atrás da minha orelha e me olhou no fundo dos olhos, não vou conseguir me controlar com ele tão próximo assim, engoli em seco, e ele veio chegando cada vez mais perto, uma mão dele parou sobre minha coxa e apertou de leve, e a outra estava na minha nuca puxando-me para si. Ele olhou minha boca e sorriu me deu um selinho, e quando viu que não recuei ele me deu um beijo longo e quente, a mão dele que estava na minha coxa, subiu passando por todas as curvas da lateral do meu corpo parou na minha cintura, me prendendo cada vez mais nele, deslizei uma mão minha para seu cabelo puxando-o pra mim, como eu queria esse beijo e como eu o desejava agora. Ele me fez sentar na cama, sentei e paramos de nos beijar por um segundo pra pegar o ar, ele me puxou e me fez ficar sentada em seu colo, passei as mãos no rosto dele e enrolei minhas pernas em sua cintura, ele me puxou pra mais perto do seu corpo e me beijou novamente, esse beijo foi mais calmo e devagar. Não queria um beijo assim, então comecei a beija-lo com mais força e mais vontade, deixei que a língua dele explorasse cada centímetro da minha boca e foi isso que ele fez. Ele desceu seus beijos ate o meu queixo, depois mordiscou minha orelha e beijou meu ombro me fazendo arrepiar, depois ele voltou pelo mesmo caminho e beijou minha boca novamente. Caímos deitados na cama, eu estava em cima dele, senti algo a baixo de mim e sorri, ele olhou pra baixo e sorriu envergonhado.
- Ops. — ele falou sorrindo, sorri com ele e ele me virou na cama ficando em cima de mim.
Ele beijou meu pescoço e foi descendo ate minha clavícula me arrepiei e fechei os olhos, ele botou a mão na minha barriga por debaixo da minha blusa, e a levantou. Desceu um pouquinho e beijou todos os centímetros da minha barriga, me fazendo cosquinha e me deixando nervosa e um pouco excitada, ele mordeu o centro da minha barriga e subiu pra minha boca de novo. Olhou-me no fundo dos meus olhos, e aqueles olhos azuis inundaram minha cabeça, minha mente, minha vida.
Ele tirou minha blusa e logo em seguida meu top preto, que vergonha me deu, ele me vendo com aquele top preto feio e velho.
- Se eu soubesse que algo assim iria acontecer eu teria botado um sutiã de renda ou algo sexy. — falei sussurrando e sorrindo, ele deu um sorriso safado e angelical ao mesmo tempo e sussurrou no meu ouvido.
- Não me interesso pelo sutiã, só pelo o que está embaixo dele. — ele falou e mordeu a ponta da minha orelha e desceu ate meu peito me beijando, gemi baixinho, e ele me olhou sorrindo. — São lindos. — falou, acariciando-os, sorri e corei com o elogio, fiquei corada também por ele está vendo meu corpo seminu. Tirei a blusa dele e olhei o físico dele, incrível como ele é tão lindo, não é fortão nem nada, mas tem um corpo perfeito. Deus, ele é tão gostoso e eu quero tanto ele pra mim.
- Nada mal.- falei passando a mão pela barriga dele que sorriu.
Virei ele e sentei em cima de sua barriga, passei a mão por todo seu corpo e fiz com ele o que ele fez comigo, desci um pouco e beijei cada centímetro de sua barriga, dei umas mordidinhas de leve e quando estava bem próximo de seu membro, olhei pra ele e sorri, ele ainda estava de calça e eu não tinha a intenção de tirá-la, mas só pra provoca-lo, dei um beijinho no seu quadril, ele se prendeu na cama e respirou fundo, senti algo enrijecendo e então me taquei pro lado dele.
- Ou, ou, ou, calma ai amiguinho. — falei pra ele e deitei do seu lado. Ele me olhou ainda recuperando a respiração e eu sorri virando de costas.
- Você não pode fazer isso e parar no meio do caminho. — ele disse vindo pra mais perto de mim e me dando um selinho. Ele levantou a cabeça e olhou pras minhas costas nuas, e desceu ate meu bumbum que ainda estava com um short curto de baby-doll. — Você não tem noção do quanto te quero. — ele disse ainda olhando pra minha bunda. Peguei seu rosto e o fiz olhar pra mim sorri e dei um beijo nele, ele deitou em cima de mim novamente e com uma mão tentou tirar meu short e com a outra ficou apertando meu peito e brincando com o mamilo enrijecido, soltei um gemido quando ele passou a mão pela minha parte intima e dei um pulo da cama, tacando ele pro lado e levantando. Levantei meu short e peguei minha blusa.
- Não, não, não, não podemos fazer isso, você me traiu e me chamou de piranha. Não, eu não posso. — falei e as lagrimas estavam transbordando.
- Ei. — ele disse me abraçando por traz e ainda estava ereto o amiguinho dele, me desencostei dele e dei um passo pra frente. — Desculpa por isso. — ele disse olhando pra baixo.
- Tudo bem, agora vá embora, por favor. — pedi ainda de costas.
- Mas e isso que tivemos agora Isadora? Fazemos o que? Fingimos que não aconteceu nada?
- Isso, fingimos que não aconteceu nada, porque não quero sofrer mais, não quero ficar bem com você e depois ver você beijando minha irmã.- falei chegando cada vez mais perto dele.
- Ela me beijou e eu não retribui, no mesmo momento eu disse a ela que não queria nada.- ele falou sendo sincero, e eu quase acreditei.
- Não foi isso que eu vi.
- Você não viu tudo. — ele disse e passou os braços pela minha cintura me beijando, passei meus braços por seu pescoço e o beijei, ele pousou a mão dele na minha coxa apertando-a devagar e eu somente o beijava, devagar, como nosso primeiro beijo, fui parando cada vez mais com o beijo e então virou apenas um selinho.
- Acho que ta na hora de você ir. — eu disse com as nossas testas grudadas.
- Se você quer assim, tudo bem. — ele disse saindo dos meus braços e botando a blusa.
- Miguel, não quero ficar mal com você nem nada assim, hoje foi muito bom, mas eu ainda não confio em você como antes, obrigada por se preocupar, mas acho que ainda não é a nossa hora.- falei olhando-o nos olhos.
- Ah, você quer falar de confiança? Sua irmã me beijou e você porque viu isso foi lá e transou com Enzo, você quer mesmo falar de confiança Isadora?- ele falou realmente bravo.
- Ah culpa foi sua de eu ter perdido minha virgindade do jeito que perdi, se vocês não se beijassem eu não estaria tendo essa conversa agora, não teria acontecido àquele pega, e Enzo estaria vivo, a culpa é toda sua Miguel.
- Ah. — ele começou a ri sem humor.- Agora a culpa pelo acidente é minha, ótimo, claro, a segunda guerra mundial também foi culpa minha. — ele disse e saiu batendo a porta. Fiquei parada olhando pelo caminho que ele saiu e me joguei na cama.
- droga, droga, droga. — falei socando o colchão abaixo de mim, senti as lagrima arderem e deixei que elas viessem.
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